PF fiscalizará atividades de CACs a partir do dia 1º de julho


A Polícia Federal (PF), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), assumirá, a partir de 1º de julho, a responsabilidade pelo registro das licenças, controle e fiscalização das atividades de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs). Atualmente, os CACs estão sob responsabilidade do Comando do Exército.

Entre as atribuições que passarão à Polícia Federal estão:

  • Registro de pessoas físicas e jurídicas para o exercício das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça excepcional;
  • autorização para compra e transferência de armas;
  • fiscalização das atividades exercidas por Cacs;
  • concessão de guias de tráfego;
  • fiscalização e controle do comércio varejista de armas para pessoa física.

Até o mês passado, 600 servidores da PF já foram qualificados para assumir as atividades que ainda são coordenadas no âmbito militar.

Ao todo, serão criadas 123 delegacias de controle de armas nas capitais das 27 unidades da federação e em 96 Núcleos de Controle de Armas em delegacias federais no interior do país.

Democratização de dados

A Polícia Federal (PF) anunciou, nesta segunda-feira (23), que está desenvolvendo um painel de Business Intelligence (BI) para trazer mais transparência aos dados estatísticos de processos relacionados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

O objetivo é centralizar informações sobre as atividades relativas aos CACs. A nova ferramenta deverá apresentar de forma clara e acessível dados sobre registros, tipos de armas mais comuns, quantidade de armas, número de vistorias realizadas, autuações e apreensões, entre outros.

Relembre

A substituição do Exército Brasileiro pela Polícia Federal já havia sido determinada no Decreto nº 11.615, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho de 2023.

O decreto regulamentou o Estatuto do Desarmamento e estabeleceu que as atribuições de autorização, registro e fiscalização de armas de CACs deveriam passar do Exército para a Polícia Federal.

A legislação também estabeleceu as regras para aquisição, registro, posse, porte, cadastro e à comercialização nacional de armas de fogo, munições e acessórios.

A lei ainda detalha as normas para as atividades de caça, de tiro desportivo e de colecionamento de armas de fogo, munições e acessórios. Por fim, trata do funcionamento das entidades de tiro desportivo e da estruturação do Sistema Nacional de Armas (Sinarm).

A transição progressiva de competências dos registros de CACs do Comando do Exército para a Polícia Federal foi estabelecida em Acordo de Cooperação Técnica (ACT), publicado em 19 de setembro de 2023. À época, o documento foi assinado pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Flávio Dino, e pelo ministro da Defesa, José Múcio.

O primeiro termo aditivo a esse acordo, publicado no Diário Oficial da União em 27 de dezembro, e assinado pelos ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Defesa, José Múcio Monteiro, definiu a data de 1º de julho de 2025 para o início da fiscalização pela Polícia Federal.

Em maio, o Ministério da Justiça destinou R$ 20 milhões para a Polícia Federal assumir a fiscalização de colecionadores, atiradores esportivos e caçadores (CACs).




Fonte: Agência Brasil

Inmet emite alerta laranja para queda de temperatura em vários estados


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo em razão das baixas temperaturas. O alerta laranja, que indica perigo, está em vigor até o fim de terça-feira (24). 

De acordo com o instituto, a previsão é de um declínio maior do que 5º C, com risco à saúde. O alerta abrange quase 2 mil municípios. O Inmet ressalta ainda que a frente fria deve provocar chuvas em áreas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul e a faixa sul de São Paulo.  

Neve

A frente fria e a condição para chuva mantêm a expectativa de ocorrência de neve localizada nas áreas das serras gaúcha e catarinense, entre a noite desta segunda-feira (23) e a manhã de terça.




Fonte: Agência Brasil

“Pior momento desde 1984”, diz prefeito de cidade gaúcha sobre chuvas


Após quase duas semanas de chuvas praticamente ininterruptas, os moradores de Jaguari (RS) voltaram a ver o sol na manhã desta segunda-feira (23).

Localizada na região Central do estado, a cerca de 400 quilômetros de Porto Alegre, a cidade de cerca de 11 mil habitantes é uma das que mais sofreram estragos decorrentes das chuvas das últimas semanas, sendo, até o momento, o único município gaúcho a ter decretado estado de calamidade pública.

“Nossas equipes técnicas estão fazendo um levantamento para conseguirmos dimensionar o tamanho dos estragos e dos prejuízos, mas o que estamos enfrentando é assustador. Principalmente na área rural”, disse o prefeito Igor Tambara à Agência Brasil.

Segundo ele, as consequências das chuvas, da cheia do Rio Jaguari e da enchente que assolou o município são as piores enfrentadas pelo município nos últimos 40 anos – pior ainda do que a situação de maio de 2024.

“Em 1984, o nível do rio subiu mais que desta vez e tivemos uma enchente que destruiu muitas casas em áreas alagadiças, sendo o momento mais desafiador que Jaguari já enfrentou, mas passado aquele momento, este é o pior em termos de inundações, de destruição e de prejuízos. Principalmente porque, ao contrário de 2024, quando o nível do rio subiu um pouco mais que agora, não houve a enxurrada que, desta vez, atingiu locais que nunca tinham atingidos”, afirmou Tambara, elencando os estragos já verificados.

“Muitas pontes e pontilhões foram arrastados pela força das águas. Temos aproximadamente mil quilômetros de estradas rurais e podemos dizer que 80% delas estão intransitáveis. Há locais em que a força da água levou calçamentos, derrubou muros, entrou nas casas”, descreveu o prefeito, contando que há residências da área central da cidade onde, após os moradores conseguirem tirar toda a água, restou quase um metro de areia.

Desabrigados

Moradores de ao menos 300 casas atingidas tiveram que deixar suas casas.

“Entre desabrigados e desalojados, estimamos que há ao menos 1,2 mil pessoas, mas é difícil precisar este número porque como a cidade é pequena e as pessoas se conhecem, é mais fácil que alguém que precise deixar sua casa vá direto para a de um parente ou amigo sem que a Defesa Civil tome conhecimento.”

Embora ainda estejam levantando os estragos, os técnicos da prefeitura estimam que serão necessários ao menos R$ 20 milhões apenas para reparar a infraestrutura destruída e auxiliar emergencialmente as famílias afetadas que precisem de ajuda.

“Essa quantia é o mínimo de que vamos precisar para reconstruirmos pontes, pontilhões, bueiros, ruas, estradas que estão inacessíveis e casas afetadas. Vamos passar dos R$ 20 milhões e esperamos que os governo estadual e federal nos ajudem, ou não teremos condições de recuperar o município”, acrescentou Tambara, afirmando que, em breve, apresentará às Defesas Civis estadual e nacional um plano de trabalho com as obras necessárias.

“Além de reconstruirmos o que foi destruído, precisamos dar uma resposta às pessoas. Não podemos achar que é normal, em 12 meses, a água entrar na casa delas em três diferentes momentos. Estamos fazendo estudos técnicos junto com uma empresa de engenharia com know-how [experiência] para verificarmos algumas opções, como a construção de diques e obras [de desassoreamento do rio] para aumentar a cota de inundação [próximo à cidade]”, concluiu Tambara.

Estado

Cento e trinta e dois dos 497 municípios gaúchos já comunicaram à Defesa Civil estadual que registraram algum dano ou transtorno em decorrência das chuvas das últimas semanas.

Quatro mortes foram confirmadas nas cidades de Aratiba, Nova Petrópolis, Sapucaia do Sul e Candelária, onde um homem está desaparecido desde a última terça-feira (17). Até o momento, as autoridades tratam um quinto óbito, ocorrido em Santa Terreza, na Serra Gaúcha, como um acidente de trânsito não ocasionado pelas chuvas.

Até as 9h de hoje, a Defesa Civil estadual já contabilizava ao menos 6.258 pessoas desalojadas e outras 1.071 desabrigadas em todo o estado. É considerado desalojado quem teve que deixar o local onde mora e ir temporariamente para a casa de parentes ou amigos, hotéis ou pousadas. Já os desabrigados são aqueles que precisaram ir para abrigos públicos ou instituições assistenciais.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma frente fria atua sobre a Região Sul do país provocando mais chuvas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul e a faixa sul de São Paulo.

Até a tarde desta terça-feira (24) há um alerta de perigo para ventos costeiros em grande parte do litoral riograndense, inclusive na região metropolitana de Porta Alegre.

A ocorrência de temporais deve voltar a ser registrada no Rio Grande do Sul e no Paraná e os termômetros devem cair ainda mais com condições de geada para toda a Região Sul, podendo se estender a algumas regiões do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.




Fonte: Agência Brasil

Conab leva 68 toneladas de alimentos a atingidos por enchentes no RS


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entregou 4 mil cestas básicas, o equivalente a 68 toneladas de alimentos oriundos da agricultura familiar, a famílias atingidas pelos temporais registrados no Rio Grande do Sul.

Em nota, a entidade informou que instalou uma sala de situação na região com o objetivo de organizar e executar ações de ajuda humanitária. A proposta é integrar esforços do governo federal para atender a população atingida.

Cada cesta básica, de acordo com a Conab, contém um total de 17 quilos de alimentos, incluindo arroz, feijão, macarrão, farinha de milho e melado.

As primeiras unidades foram entregues ao Centro Humanitário do Bairro Caju, em Nova Santa Rita, que acolhe cerca de 50 pessoas e oferece estrutura para preparo de refeições, abrigo para animais e lavanderia.

Outra parte das cestas foi destinada à Central de Abastecimento das Cozinhas Solidárias do Estado, criada durante as enchentes de 2024, na sede do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre.

Defesa civil

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou a quarta morte provocada pelas chuvas que atingem o estado. O corpo de um homem, de 59 anos, que estava desaparecido, foi localizado dentro de um veículo nas águas do Rio Dourado, em Aratiba.

A informação também foi confirmada pela prefeitura da cidade e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

“As autoridades que estão apurando as circunstâncias do óbito consideram a possibilidade que o veículo tenha sido arrastado na quinta-feira (19), quando tentava cruzar uma ponte”, informou a chefe da Comunicação Social da Defesa Civil estadual, Sabrina Ribas.

De acordo com o boletim divulgado na manhã desta segunda-feira (23), uma pessoa segue desaparecida e 132 municípios já reportaram algum tipo de dano em decorrência dos temporais e enchentes.

A cidade de Jaguari decretou estado de calamidade pública e outros 21 municípios estão em situação de emergência.

Desde o início das chuvas, 733 pessoas foram resgatadas e 139 animais foram retirados de áreas de risco. Atualmente, 6.258 pessoas permanecem desalojadas.

Previsão

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma frente fria atua sobre a Região Sul, provocando mais chuvas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul, além da faixa sul de São Paulo.

Até a tarde desta terça-feira (24), há um alerta de perigo vigente para ventos costeiros em grande parte do litoral riograndense, inclusive na região metropolitana da capital Porto Alegre.

Segundo o Inmet, a ocorrência de temporais deve voltar a ser registrada no Rio Grande do Sul e no Paraná e os termômetros devem cair ainda mais, com condições de geada para toda a Região Sul, podendo se estender a algumas regiões do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.

A previsão é que a massa fria comece a perder força gradativamente a partir da próxima quarta-feira (25).




Fonte: Agência Brasil

Temperatura deve cair para 5º graus em São Paulo


Uma frente fria determinará a queda da temperatura na capital paulista, a partir da tarde de hoje (23), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura (CGE). Hoje a temperatura máxima prevista é de 26°C. Para a próxima quarta-feira (25), há previsão de um novo recorde de mínima na cidade, podendo atingir 5°C.

Segundo o CGE, haverá aumento de nebulosidade e ocorrência de fortes rajadas de vento que devem variar entre 60km/h e 80km/h nesta segunda-feira. A intensa massa de ar frio e seco de origem polar vai derrubar as temperaturas nos próximos dias, com alta probabilidade de estabelecer um novo recorde de temperatura mínima do ano na capital paulista, informou o órgão.

A Defesa Civil Municipal decretou estado de alerta para baixas temperaturas desde o último domingo (22) em toda a cidade. “Diante deste cenário, há risco de formação de alagamentos intransitáveis, elevação das cotas de rios e córregos e queda de árvores”, diz nota do CGE.

A recomendação é que as pessoas não permaneçam debaixo de árvores e da rede elétrica, e procurem ficar em ambiente seguro e edificado.

De acordo com os dados pluviométricos do CGE, até as 7h desta segunda-feira (23) o volume médio acumulado de chuva em junho na capital paulista alcançou os 31,7milímetros (mm), o que representa 66,2% da média do mês, que é de 47,9mm.

Próximos dias

Previsões do CGE indicam que a madrugada da terça-feira (24) começará com chuva, mas as instabilidades devem se afastar rapidamente, o que vai permitir o avanço de uma forte massa de ar frio de origem polar. Ainda serão observadas rajadas de vento, porém menos intensas, abaixo dos 50 km/h.

No decorrer da terça, as nuvens se dissipam e a temperatura permanecerá em queda ao longo do dia, apesar do predomínio do sol. A máxima de 16°C está prevista para as primeiras horas da madrugada, e a mínima de 7°C para o fim da noite. As taxas de umidade do ar devem variar entre 42% e 95%.

A quarta-feira (25) também será fria na capital paulista, principalmente nos locais mais extremos e distantes do centro expandido, como bairros da zona norte e o extremo sul da cidade. A previsão do CGE é que haja predomínio de sol entre poucas nuvens e céu claro no decorrer do dia. A temperatura mínima pode atingir 5°C, considerando a média das diferentes áreas da cidade.




Fonte: Agência Brasil

Defesa Civil confirma quarta morte após chuvas no Rio Grande do Sul


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou a quarta morte provocada pelas chuvas que atingem o estado desde a semana passada. O corpo de um homem, de 59 anos de idade, que estava desaparecido, foi localizado dentro de um veículo nas águas do Rio Dourado, em Aratiba.

A informação foi confirmada pela prefeitura da cidade e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

“As autoridades que estão apurando as circunstâncias do óbito consideram a possibilidade que o veículo tenha sido arrastado na quinta-feira (19), quando tentava cruzar uma ponte”, informou a chefe da Comunicação Social da Defesa Civil estadual, Sabrina Ribas.

De acordo com o boletim divulgado na manhã desta segunda-feira (23), ainda há uma pessoa desaparecida e 132 municípios já reportaram algum tipo de dano em decorrência dos temporais e enchentes. Desses, o município de Jaguari decretou estado de calamidade pública e outros 21 municípios estão em situação de emergência.

No período, 733 pessoas foram resgatadas e 139 animais também foram retirados das áreas de risco para a vida. Atualmente, 6.258 pessoas permanecem desalojadas.

Previsão

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma frente fria atua sobre a Região Sul do país provocando mais chuvas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul e a faixa sul de São Paulo. Até a tarde desta terça-feira (24) há um alerta de perigo para ventos costeiros em grande parte do litoral riograndense, inclusive na região metropolitana de Porta Alegre.

A ocorrência de temporais deve voltar a ser registrada no Rio Grande do Sul e no Paraná e os termômetros devem cair ainda mais com condições de geada para toda a Região Sul, podendo se estender a algumas regiões do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.

A previsão é que a massa fria começa a perder força gradativamente a partir de quarta-feira (25).

Rios que já atingiram a cota de inundação:

  • Uruguai (nos municípios de São Borja a Uruguaiana) – tendência de lenta elevação;
  • Ibirapuitã (Alegrete) – tendência de lento declínio, com níveis ainda em inundação nos próximos dias;
  • Ibicuí (Manoel Viana) – tendência de lento declínio, com níveis ainda em inundação nos próximos dias;
  • Jacuí (Cachoeira do Sul até o delta do Jacuí) – constante declínio em Cachoeira do Sul e estabilidade em São Jerônimo, assim como estabilidade na região das ilhas;
  • Ilhas da região metropolitana de Porto Alegre – tendência de estabilidade e de manter os níveis elevados nos próximos dias;
  • Caí (Montenegro) – tendência de declínio;
  • Sinos (Campo Bom e São Leopoldo) – tendência de estabilidade.

Ros em cota de alerta:

  • Caí (Nova Palmira, São Sebastião do Caí e Montenegro) – tendência de elevação em função das chuvas das últimas 24 horas;
  • Guaíba – tendência de estabilidade de manter os níveis elevados durante os próximos dias, não tem expectativa de atingir a cota de inundação do Cais Mauá ou Gasômetro;
  • Gravataí (Gravataí e Alvorada) – tendência de estabilidade mantendo os níveis elevados;
  • Taquari (Taquari) – tendência de estabilidade;
  • Paranhana (Taquara) – tendência entre declínio e estabilidade;
  • Santa Maria (Dom Pedrito) – tendência de lento declínio.

Rio em cota cota de atenção:

  • Taquari (Porto Mariante) – tendência de estabilidade;
  • Caí (Costa do Rio Cadeia) – tendência de estabilidade;
  • Santa Maria (Rosário do Sul) – tendência de estabilidade;
  • Quaraí – tendência de declínio.




Fonte: Agência Brasil

Após tragédia, governo quer avançar em regulamentação do balonismo


O Ministério do Turismo informou por meio de nota que pretende avançar nesta semana, em reunião com entidades interessadas, na regulamentação da exploração do balonismo para fins turístico no país.

A pasta lamentou a queda de um balão que pegou fogo no ar e caiu no sábado (21) enquanto realizava um passeio turístico com 21 pessoas a bordo na cidade de Praia Grande, em Santa Catarina. Oito pessoas morreram na tragédia, carbonizadas ou ao pular para fugir das chamas.

“A expectativa é que, já na próxima semana, haja um avanço significativo nesse processo, em decorrência de uma reunião com as entidades envolvidas no tema”, informou a pasta, que disse discutir o assunto desde o início do ano.

Hoje, o balonismo é praticado no Brasil como “atividade aerodesportiva”, esclareceu no sábado (21) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Portanto, os voos de balão são feitos “por conta e risco dos envolvidos”.

Não existe no país, por exemplo, nenhuma habilitação técnica para pilotos de balão de ar quente nem certificação para atestar a segurança das aeronaves.

Segundo o ministério, o objetivo do governo é fazer com que o país “possua uma regulamentação específica e clara para a operação de voos de balão em atividades turísticas, visando garantir a segurança dos praticantes e impulsionar o desenvolvimento desse segmento no Brasil”.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está envolvido nas discussões para regulamentar o balonismo de turismo no país.

As prefeituras de Praia Grande (SC) e da vizinha Torres (RS), reconhecida como capital brasileira do balonismo, dizem buscar há anos uma regulamentação e maior profissionalização da atividade, diante do aumento da prática e do impacto dos passeios turísticos sobre a economia regional nos últimos anos.

As duas cidades ficam numa região com cânions de grande beleza cênica, como os localizados nos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, além de terem condições geográficas e meteorológicas propícias para o balonismo.

Ainda no sábado, a Confederação Brasileira de Balonismo divulgou nota em que esclarece ter como objetivo fomentar a prática esportiva do balonismo, mas sem possuir qualquer competência para regular ou fiscalizar passeios turísticos em balões de ar quente.

“Neste instante delicado, nos unimos em respeito e sentimento às famílias enlutadas. Que encontrem força para atravessar este momento irreparável. Seguiremos atentos aos desdobramentos do caso e disponíveis para apoiar no que estiver ao nosso alcance, dentro das atribuições que nos cabem legalmente”, diz o texto assinado pelo presidente da confederação, por Johny Alvarez.




Fonte: Agência Brasil

Vítimas de queda de balão em Praia Grande são veladas neste domingo


Os corpos das vítimas da queda de um balão que pegou fogo no ar em Praia Grande (SC) começaram a ser velados neste domingo (22) em seus locais de origem nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Oito pessoas morreram no acidente, que teve ainda 13 sobreviventes. O balão caiu na manhã de sábado (21) em decorrência de um incêndio. Entre as vítimas, quatro morreram carbonizadas e quatro ao saltar do cesto para fugir das chamas.

Entre os mortos havia uma mãe e filha, dois casais, um patinador artístico e um oftalmologista. Todos tinham como origem o sul do país. São eles:

  • Everaldo da Rocha, de 53 anos, e Janaína Moreira Soares da Rocha, de 46 anos – O casal fazia o passeio com os filhos, que estão entre os sobreviventes. O velório dos dois começou às 9h30 deste domingo no Cemitério Parque Jardim das Flores, em Joinville, no norte catarinense;
  • Fabio Luiz Izycki, de 42 anos, e Juliane Jacinta Sawicki, de 36 anos – O bancário e a engenheira agrônoma, ambos gaúchos, estavam namorando. O velório dela ocorreu pela manhã na cidade gaúcha de Carlos Gomes. Não informações sobre o velório de Fabio;
  • Leandro Luzzi, de 33 anos – O patinador artístico era diretor técnico da Federação Catarinense de Patinação Artística e fundador de uma escola da modalidade na cidade catarinense de Brusque, além de atuar como técnico da seleção brasileira. Fazia o passeio com o namorado, que sobreviveu. O velório começou às 6h deste domingo na cidade de Indaial, com sepultamento previsto para as 17h;
  • Leane Elizabeth Herrmann, de 70 anos – Realizava o passeio com a família. O velório acontece neste domingo em Concórdia, município do meio-oeste catarinense;
  • Leise Herrmann Parizotto, 37 anos – Médica de um posto de saúde em Blumenau (SC), ela fazia o passeio junto com a mãe, Leane, ao lado de quem também é velada neste domingo no município de Concórdia, no meio-oeste catarinense;
  • Andrei Gabriel de Melo, de 34 anos – Oftalmologista de Fraiburgo, município no oeste de Santa Catarina. O velório será realizado na Câmara Municipal a partir das 14h, com sepultamento previsto para as 9h de segunda-feira (23).

O que se sabe

De acordo com as informações disponíveis até o momento, relatadas em depoimentos prestados pelos sobreviventes à polícia, o incêndio no balão de ar quente começou com uma falha em um maçarico auxiliar, utilizado para iniciar a chama do tanque principal da aeronave.

Um extintor a bordo do balão teria falhado, segundo os relatos de sobreviventes. As informações foram confirmadas à Agência Brasil pelo delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. A Polícia Civil e a Polícia Científica catarinenses atuam na investigação do caso.

Ainda segundo os depoimentos, após o início das chamas, o piloto Elvis de Bem Crescêncio conseguiu baixar o balão até uma altura próxima ao solo, quando ordenou que todos saltassem. Ele mesmo desembarcou da aeronave.

Com a súbita redução no peso, contudo, o balão voltou a subir com rapidez, antes que as oito vítimas pudessem também desembarcar. Em seguida, a lona da aeronave foi tomada pelas chamas, antes de despencar de uma altura acima de 40 metros.


Praia Grande (SC), 21/06/2025 - Parte dos destroços do balão caiu em uma área de mata em Praia Grande. Foto: CBM-SC/Divulgação
Praia Grande (SC), 21/06/2025 - Parte dos destroços do balão caiu em uma área de mata em Praia Grande. Foto: CBM-SC/Divulgação

Parte dos destroços do balão caiu em uma área de mata em Praia Grande – Foto: CBM-SC/Divulgação

Ainda na noite de sábado, a Sobrevoar Serviços Turísticos, empresa dona do balão divulgou nota em que manifestou solidariedade e respeito às vítimas.

“Nesse momento, expressamos nossos sentimentos aos familiares das vítimas, oferecendo nosso total apoio e nossas preces, colocando-nos a disposição para auxiliar em tudo o que for necessário”, diz o texto.

Segundo a empresa, todas as normas da Agência Nacional de Aviação (Anac) pertinentes foram cumpridas, e o piloto responsável pelo passeio tinha “ampla experiência” e “tentou salvar todos a bordo”.

Aberta em setembro de 2024, a empresa tinha autorização de funcionamento emitida pela prefeitura. A Sobrevoar disse ter interrompido todas as atividades por tempo indeterminado após o acidente, “em respeito às vítimas, seus familiares e a comunidade”.

O governador em exercício de Santa Catarina, o desembargador Francisco Oliveira Neto, decretou luto oficial de três dias. O governador Jorginho Mello, que estava em viagem oficial à China, lamentou o acidente e disse que “todos estão consternados” com a tragédia.

Em nota oficial e nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também lamentou o acidente, colocando o governo federal à disposição dos familiares das vítimas, dos sobreviventes e das autoridades locais.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou no sábado que está adotando as providências necessárias para averiguar a situação do balão que pegou fogo e caiu em Praia Grande.

O Ministério do Turismo também informou que pretende se reunir nesta semana com autoridades e representantes de entidades envolvidas com a exploração do balonismo turístico no Brasil, com o objetivo de avançar na regulamentação da atividade.




Fonte: Agência Brasil

Quase 7,3 mil pessoas deixaram suas casas no RS por causa das chuvas


O grande volume de chuvas que causou estragos em diversas localidades do Rio Grande do Sul desalojou 5.958 pessoas até o momento. A informação consta no boletim divulgado pelo governo estadual às 9h deste domingo (22). Segundo o levantamento, há 1.332 desabrigados no estado.

É considerado desalojado quem teve que deixar o local onde mora e se alojou temporariamente na casa de parentes ou amigos, hotéis ou pousadas. Já os desabrigados são aqueles que precisaram ir para abrigos públicos ou de instituições assistenciais.

De acordo com o novo relatório da Defesa Civil gaúcha, uma pessoa está desaparecida e outra ficou ferida. Três mortes foram confirmadas.

Até o momento, o total de pessoas resgatadas pelas forças de segurança do estado chega a 733. O governo contabiliza ainda 139 animais resgatados.

O informe voltou a ser divulgado após o início dos temporais da semana passada. Em maio e abril de 2024, com a ocorrência de eventos climáticos extremos que causaram 183 mortes, deixaram desabrigados e provocaram danos em todo o estado, a frequência dos informes era de duas vezes ao dia.

Municípios

Ao todo, 126 municípios sofrem prejuízos pelas fortes chuvas. O município de Jaguari, centro-oeste do Rio Grande do Sul, teve o estado de calamidade pública reconhecido pelo governo.

Vinte municípios estão em situação de emergência:

  1. Dona Francisca;
  2. Cerro Branco;
  3. Agudo;
  4. Nova Palma;
  5. Cruzeiro do Sul;
  6. Passa Sete;
  7. São Sebastião do Caí;
  8. Cacequi;
  9. Rosário do Sul;
  10. Tupanciretã;
  11. Nova Santa Rita;
  12. São Francisco de Assis;
  13. Liberato Salzano;
  14. Amaral Ferrador;
  15. Toropi;
  16. Montenegro;
  17. Silveira Martins;
  18. São Vicente do Sul;
  19. Júlio de Castilhos;
  20. Paraíso do Sul.

Nível dos rios e lagos

A chuva deixou rios e lagos do Rio Grande do Sul em situação de atenção, alguns inclusive atingindo cota de inundação. São eles:

  • Uruguai (nos municípios de São Borja a Uruguaiana) – tendência de lenta elevação;
  • Sinos – tendência de lenta elevação no município de São Leopoldo e de estabilidade em Campo Bom;
  • Ibirapuitã (Alegrete) – tendência de lento declínio;
  • Ibicuí (Manoel Viana) – tendência de estabilidade;
  • Jacuí (Cachoeira do Sul até o delta do Jacuí) – declínio entre Cachoeira do Sul e São Jerônimo, e estabilidade na região das ilhas da região metropolitana de Porto Alegre.
  • Ilhas da região metropolitana de Porto Alegre – níveis elevados e tendência de estabilidade;
  • Caí (Montenegro) – tendência de declínio.

Os rios com cota de inundação em alerta são:

  • Guaíba – níveis elevados durante os próximos dias, não tem expectativa de atingir a cota de inundação do Cais Mauá ou Gasômetro, na capital do estado;
  • Santa Maria (Dom Pedrito) – tendência de declínio;
  • Caí (São Sebastião do Caí) – tendência de declínio;
  • Gravataí (Gravataí e Alvorada) – tendência de estabilidade;
  • Taquari (Taquari) – tendência de declínio;
  • Paranhana (Taquara) – tendência de lento declínio.

O governo estadual ainda listou os rios em cota de inundação no nível de atenção:

  • Taquari (Bom Retiro do Sul a Porto Mariante) – tendência de declínio;
  • Caí (Nova Palmira e Costa do Rio Cadeia) – tendência de declínio;
  • Santa Maria (Rosário do Sul) – tendência de estabilidade;
  • Quaraí – tendência de declínio.

O Rio Taquari, na região que se estende de Santa Tereza a Estrela e Lajeado, começa a retornar ao nível de normalidade.

A população local pode conferir a situação dos rios e das barragens neste link.

Rodovias

O estado também registra pontos com bloqueios parciais e de interdição total nas estradas, por causa das chuvas, que provocam alterações no tráfego de rodovias. Desde as enchentes do ano passado, o governo do estado disponibiliza um mapa online que reúne dados em tempo real sobre a situação das rodovias federais, estaduais e as concedidas.

A ferramenta é atualizada pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), Polícia Rodoviária Federal (PRF), pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) pode ser acessada aqui.

Hospitais

Os moradores do município de Paraíso do Sul ainda estão sem acesso ao Hospital Paraíso, na Vila Paraíso (RS).

Em Rolante, quatro pacientes transferidos da Fundação Hospitalar seguem internados no Hospital de Santo Antônio da Patrulha. A operação dos demais hospitais do estado é classificada como normal pelo governo do estado.

Avisos

Os interessados podem se cadastrar para receber os alertas meteorológicos da Defesa Civil estadual pelo WhatsApp (61) 2034-4611

Também é possível se cadastrar por SMS. Basta enviar para o número 40199 o CEP da localidade sobre a qual deseja receber os avisos. Após o envio de uma mensagem de confirmação, o usuário passa a receber as informações sempre que forem divulgadas.

O governo local também está com a Campanha do Agasalho 2025 em andamento, com foco na arrecadação de cobertores, mantas, lençóis e toalhas de banho.  A população pode ajudar famílias em situação de vulnerabilidade doando em postos da Defesa Civil.




Fonte: Agência Brasil

Aposta de Minas acerta as 6 dezenas da Mega-Sena e leva R$ 127 milhões


Uma aposta feita no município de Matozinhos, em Minas Gerais, acertou sozinha as seis dezenas da Mega-Sena, sorteadas neste sábado (21), e faturou o prêmio acumulado de R$ 127.048.366,05.

Os números sorteados foram: 15 – 16 – 43 – 46 – 47 – 51.

A aposta simples, de seis dezenas, foi feita na lotérica Mega Sorte.

  • 116 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 75.238,28 cada
  • 9.239 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.349,50 cada

Para o próximo sorteio, na terça-feira (24), o prêmio estimado é de R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.





Fonte: Agência Brasil