Com o manto, agora vamos demarcar nossa terra, diz cacique tupinambá


Habitantes do litoral brasileiro, os indígenas do grupo tupi foram alguns dos primeiros a terem contato com os portugueses, quando estes desembarcaram na Bahia, em 1500. Foram também por isso aqueles que mais sofreram nos primeiros séculos de colonização europeia no Brasil.

Escravizados para a exploração do pau-brasil, exterminados por doenças e conflitos com os novos colonizadores e, por fim, aculturados por força do processo de evangelização promovido pela Igreja Católica, os tupinambás foram vendo suas terras sendo usurpadas e sua cultura sendo gradativamente apagada.

Já com o Brasil independente, no final do século XIX, considerava-se que os tupinambás extintos como povo e que seus descendentes não mantinham mais ligação com suas tradições ancestrais. Por isso, o Estado retirou deles os direitos indígenas diferenciados.

Brasília (DF), 12.07.2024 - Jamopoty, cacique do povo tupinambá de Olivença. Foto: Juliana (Amanayara Tupinambá)/DivulgaçãoBrasília (DF), 12.07.2024 - Jamopoty, cacique do povo tupinambá de Olivença. Foto: Juliana (Amanayara Tupinambá)/Divulgação

Jamopoty, cacique do povo tupinambá de Olivença – Juliana (Amanayara Tupinambá)/Divulgação

Os próprios tupinambás consideravam-se “caboclos” ou mesmo “índios civilizados”, de acordo com o Instituto Socio Ambiental (ISA). Mas nada disso foi suficiente para apagar sua memória ancestral e para que eles abandonassem sua identidade indígena.

Em 2001, o povo tupinambá de Olivença finalmente voltou a ser reconhecido como indígena pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). E, em 2009, depois de décadas de conflitos fundiários com fazendeiros, tiveram sua terra indígena delimitada.

Apesar disso, a luta pelo reconhecimento de seus direitos ainda não terminou. A Agência Brasil conversou com Jamopoty, a primeira cacique mulher dos tupinambás de Olivença, que falou sobre os desafios para resgatar sua cultura ancestral, a luta pela conclusão do processo de demarcação de suas terras e o retorno, ao Brasil, de um manto feito com penas de ave guará, que tem quatro séculos de idade e que estava em um Museu da Dinamarca desde o fim do século XVII.

Agência Brasil: Depois de séculos, o manto tupinambá que estava na Dinamarca voltou ao Brasil. O povo tupinambá aguardou esse momento por muitos anos e esperava estar presente na chegada dele ao Brasil. Mas não foi isso que aconteceu. O Museu Nacional recebeu o artefato e só depois vocês souberam que ele estava no Brasil. Como foi isso para vocês?

Cacique Jamopoty: Nós estávamos planejando a chegada desse manto, que para nós é um ser vivo. Estamos chamando-o de ancião, um ancião de 400 anos que foi levado do nosso povo. Amotara, Nivalda Amaral de Jesus, foi a primeira anciã [tupinambá] a reconhecer o manto, em São Paulo [em 2000, quando ele estava no país, emprestado pelo Museu Nacional da Dinamarca para uma exposição sobre os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil] e ela dizia que o manto precisava estar entre nós. E nós dizíamos que o manto não podia chegar no Brasil sem nós. Ele chegou sem nós e está até hoje sem nós no Museu Nacional. Estamos felizes por ele estar no Brasil, mas ao mesmo tempo triste, porque ainda não fizemos nossa parte espiritual. Ele é um ser vivo, é a nossa história. Nós planejamos tudo isso [a recepção do manto pelos tupinambás] com nossos anciãos da aldeia e não aconteceu. Ele chegou sem a gente saber.

Agência Brasil: Qual a importância do retorno desse manto para o seu povo?

Cacique Jamopoty: Houve tantos retrocessos em nossas vidas, nós ainda não temos nossa terra demarcada, nosso território está todo invadido. Então, a gente vai buscando um sentido de nos aprofundar como povo. E o manto é um desses sentidos. Ele está hoje no Museu Nacional mas ele é nosso. Ele tem um povo, um povo que o Brasil dizia estar extinto. No entanto, estamos aqui. Então ele é um pouquinho da nossa história. Estamos nos organizando e vamos até o Rio de Janeiro [para encontrar o manto] e esse dia vai ser muito importante para nós.

Agência Brasil: Seu povo vem há séculos tentando sobreviver e manter suas tradições, em meio ao extermínio, à influência de outras culturas, a conflitos fundiários. O que o manto representa nessa luta pela identidade dos tupinambás e pelo seu reconhecimento como povo?

Cacique Jamopoty: Nossa terra foi delimitada, já tem até o levantamento fundiário dela, mas não foi assinada a portaria declaratória da terra. Ela precisa ser assinada. Quando a Dinamarca devolve o manto, ela está confirmando que levou um artefato de um povo que estava aqui nessa região há 400 anos. Isso afirma a história do nosso povo. Os tupinambás foram os primeiros a serem atacados [a partir da chegada dos portugueses], nós fomos quase dizimados. Com essa luta toda, nosso território ainda não foi demarcado. O manto tupinambá traz a força para os povos, não só para os tupinambás, mas para os outros povos. Acredito que essa força não veio a toa. A gente vai conseguir, através da chegada do manto, a portaria declaratória da nossa terra.

Agência Brasil: Como vocês têm tentado manter suas tradições e recuperar sua cultura ancestral?

Cacique Jamopoty: Nossa luta é árdua. Sabemos que tudo será pela educação: o fortalecimento da cultura, o fortalecimento da língua. Nós construímos os conselhos de educação e fomos para cima do Estado dizer: “nós somos indígenas, queremos nossa cultura, queremos nossa educação diferenciada”. Não existe povo forte, sem educação, sem sua cultura, sem sua forma de viver. Dizem que somos supostos índios, que não somos mais indígenas. Somos reconhecidos pelo governo brasileiro, mas ainda precisa reconhecer nossa terra. Estamos na luta pelo resgate da nossa língua, estamos na luta pelo resgate da nossa educação, buscando viver nossas tradições, respeitando uns aos outros. Estamos sempre valorizando nossa terra, sempre valorizando o meio ambiente, nossas nascentes, nosso mar. Onde tem ar puro é onde o índio habita. Então a gente vai preservar nem que isso custe a nossa vida.

Agência Brasil: O povo tupinambá está satisfeito com o manto ficar sob a guarda do Museu Nacional ou preferia que o artefato estivesse com vocês?

Cacique Jamopoty: Num primeiro momento, a Amotara queria que o manto viesse para a aldeia, mas ela mesma entendia que o manto tinha 400 anos, que não podia estar guardado em qualquer lugar. Ele está no Rio de Janeiro, na biblioteca do Museu Nacional, porque o museu ainda não terminou a reforma [depois do incêndio que o destruiu em 2018]. Nós ainda não o vimos, então podemos dizer que tratamento o manto está recebendo. Mas o Museu diz que está fazendo um lugar adequado para receber, com climatização, com luz, com tudo para o manto. A gente gostaria que o governo brasileiro demarcasse nosso território, construísse um museu e desse todas as condições dentro da nossa aldeia, nós estaríamos mais preparados para receber o manto. Mas ele foi para o Rio de Janeiro, que também é um território tupinambá. A gente entende que o manto tem 400 anos, está meio fragilizado. Se hoje o Museu Nacional tem condições de cuidar dele, a gente vai estar junto. E tem também outros mantos [tupinambás] que estão em outros países. Então a gente espera também que [os países] tem que devolver esses mantos e também outras peças que pertencem aos outros povos.




Fonte: Agência Brasil

Museus europeus têm outros dez mantos de pena tupinambás


O retorno de um manto tupinambá, feito com penas vermelhas de ave guará, para o Brasil, depois de mais de três séculos guardado na Dinamarca foi motivo de celebração para o povo indígena, que vive no sul da Bahia. O artefato foi doado pelo Museu Nacional dinamarquês para o Museu Nacional do Rio de Janeiro.

No entanto, outros dez mantos semelhantes, também confeccionados com penas de guará, continuam expatriados em museus europeus, segundo levantamento feito pela pesquisadora norte-americana Amy Buono, da Universidade de Chapman. Apenas no Museu Nacional da Dinamarca, existem outros quatro além do que foi devolvido ao Brasil.

No Museu de História Natural da Universidade de Florença (na Itália), existem outros dois. Há também mantos tupinambás guardados no Museu das Culturas, em Basileia (na Suíça); no Museu Real de Arte e História, em Bruxelas (na Bélgica); Museu du Quai Branly, em Paris (na França); e na Biblioteca Ambrosiana de Milão (na Itália).

Segundo o Museu Nacional do Rio de Janeiro, no entanto, não há negociações em andamento para trazer esses outros mantos de volta ao país.

Líder dos tupinambás de Olivença, na Bahia, a cacique Jamopoty, considera importante reaver esses mantos que estão fora do país. “Acho que eles precisam devolver o que não é deles. Eles precisam devolver o que nos pertence. O pertencimento é o que faz a gente ser mais forte”, afirma a liderança indígena.

A devolução do manto indígena que retornou recentemente ao Brasil é uma luta antiga do povo de Jamopoty, iniciada em 2000, quando a liderança tupinambá Amotara viu a peça em uma exibição especial, em São Paulo, sobre os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.

“Ela fez um documento, junto com o Conselho [Tupinambá], pedindo que o manto ficasse no Brasil, porque ele precisava vir para o seu povo. Amotara queria que o manto viesse para Olivença”, conta Jamopoty.

Apesar do apelo de Amotara, o manto retornou à Dinamarca depois do fim da exposição. Seriam precisos mais 24 anos para que finalmente a vestimenta retornasse ao Brasil, desta vez para ficar.

De acordo com a pesquisa feita por Amy Buono, os mantos tupinambás, chamados de assojaba ou guara-abucu, na antiga língua tupi, foram todos confeccionados entre os séculos XVI e XVII. As vestimentas eram usadas em rituais religiosos nas comunidades indígenas, mas também em assentamentos missionários, nos dois primeiros séculos de colonização.

Artefatos plumários, inclusive panos feitos com penas coloridas já eram usados pelos tupis antes mesmo da chegada dos portugueses, tendo sido inclusive descritos por Pero Vaz de Caminha, em sua famosa carta ao Rei Dom Manuel de Portugal.

Desde a primeira viagem portuguesa ao Brasil, artefatos tupis já foram levados à Europa e continuaram sendo ao longo das décadas seguintes, como evidências da “descoberta” do novo território e como itens valiosos para coleções europeias.

O governo brasileiro tem feito esforços para repatriar artefatos indígenas. Na última quarta-feira (10), 585 peças que estavam no Museu de História Natural de Lille (MHN), na França, retornaram ao Brasil. O conjunto de objetos provém de mais de 40 povos diferentes, segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).




Fonte: Agência Brasil

Morre no Rio o jornalista Sérgio Cabral, pai do ex-governador


O escritor e jornalista Sérgio Cabral morreu neste domingo (14) aos 87 anos. Devido à sua saúde fragilizada, ele estava internado em um hospital do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo seu filho, o ex-governador fluminense Sérgio Cabral Filho, que compartilhou um vídeo nas redes sociais.

“Ele resistiu por 3 meses. Peço que orem por ele, pela alma dele. Por tudo o que ele fez no Rio de Janeiro e no Brasil. Pela música e pelo futebol, pela família linda que ele construiu”, disse. Não há ainda informações sobre velório e enterro.

Carioca nascido no bairro de Cascadura, na zona norte da cidade, Sérgio Cabral tinha duas paixões notórias: o Vasco e a música popular brasileira. Ambos se tornaram temas de pesquisas que resultaram em diversos livros. Entre eles, as biografias de Tom Jobim, Pixinguinha, Nara Leão e Eliseth Cardoso. Em 1998, foi o responsável pelo Livro Oficial do Centenário do Club de Regatas Vasco da Gama.

Sua carreira no jornalismo começou aos 20 anos de idade no Diário da Noite. Trabalhou como repórter, redator, cronista, editor e comentarista de esportes e de música. Passou por diferentes veículos impressos e por emissoras de televisão. Integrou também a equipe de O Pasquim, jornal alinhado à resistência à ditadura militar, chegando a ser preso por isso.

Na política, exerceu três mandatos como vereador do Rio, entre 1983 e 1993. Na década de 1980, ocupou também o cargo de Secretário Municipal de Esportes e Lazer. Foi ainda conselheiro do Tribunal de Contas do Município entre 1993 e 2007, quando se aposentou.

Sérgio Cabral possui ainda trabalhos como compositor. Entre as letras que fizeram mais sucesso está Os Meninos da Mangueira, parceria com Rildo Hora.




Fonte: Agência Brasil

Bromélia da Amazônia pode ser alternativa ao plástico do petróleo


Pesquisas realizadas com uma espécie de bromélia nativa da Amazônia e semelhante ao abacaxi, o curauá (Ananás erectifoliu), tem revelado um alto potencial de alternativa econômica sustentável para a substituição do plástico de origem petroquímica. O estudo, desenvolvido no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus, já está em fase de implantação por meio de um projeto-piloto de extensão desenvolvido com produtores da agricultura familiar.

Por meio de um acordo de cooperação com outras instituições, o CBA fornece as mudas, capacita os produtores para o plantio e produção da fibra e conecta com uma empresa para a produção do bioplástico.

“A nossa ideia é o desenvolvimento das cadeias produtivas e levar desenvolvimento, renda e um apelo social e ambiental para o interior do nosso estado. Já tem até patentes com coletes balísticos, vigas para edifícios, antiterremoto, tudo por conta da grande elasticidade e resistência dessa fibra”, explica Simone da Silva, pesquisadora e gerente da Unidade de Tecnologia Vegetal do CBA.

Manaus, 11/07/2024 A pesquisadora do Centro de Bionegócios da Amazônia, CBA, Simone da Silva, mostra o abacaxi Curauá Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilManaus, 11/07/2024 A pesquisadora do Centro de Bionegócios da Amazônia, CBA, Simone da Silva, mostra o abacaxi Curauá Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Pesquisadora do Centro de Bionegócios da Amazônia Simone da Silva, explica as utilidades do abacaxi curauá – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Presente na região de não floresta, o curauá é fiel às características de clima e solo da região, preferindo solo não encharcado, ácido e pouco fértil. De acordo com os pesquisadores, é uma excelente opção de manejo sustentável por desenvolver melhor em área de sombra e com outras espécies.

Além do preparo da área não exigir fogo ou derrubada, o plantio pode ser feito em qualquer época do ano. “Vai muito ao encontro da nossa ideia de implantar em sistemas agroflorestais. O produtor não precisa deixar de plantar o que é a vocação natural dele. Se produz açaí, macaxeira, mamão, maracujá, que ele possa produzir em consórcio”, observa a pesquisadora.

A sustentabilidade do curauá também se expressa na viabilidade econômica, que desperta interesse da indústria, em substituição ao polietileno de origem petroquímica, à fibra de vidro e até mesmo às outras fibras naturais como a malva e a juta, exportadas de Bangladesh (Ásia).

“É uma espécie nativa da Amazônia que é pouco difundida e tem bastante interesse comercial. A fibra é a opção natural com maior resistência mecânica que se conhece hoje, de acordo com os nossos resultados de pesquisa”, disse o diretor de Operações do CBA, Caio Perecin.

O beneficiamento da bromélia amazônica também é simples e pode ser feito pelo próprio produtor por meio de um equipamento que beneficia o sisal e já existe no mercado, adaptado para o tamanho da fibra do curauá. A máquina é segura e não representa risco de acidentes no manuseio, garante a pesquisadora Simone Silva.

Manaus, 11/07/2024   Abacaxi Curauá, no Centro de Bionegócios da Amazônia, CBA Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilManaus, 11/07/2024   Abacaxi Curauá, no Centro de Bionegócios da Amazônia, CBA Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Bromélia Amazônica (abacaxi curauá), é pesquisado no Centro de Bionegócios da Amazônia – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“A nossa ideia é que o produtor não comercialize a folha, mas que, minimamente, ele forneça a fibra, gerando o maior valor agregado possível para ele”, complementa Simone.

As mudas geradas nos laboratórios são de curauá branco, espécie que naturalmente já apresenta vantagem por perfilhar mais em relação ao curauá roxo. Após o plantio, a colheita é feita do 10º ao 12º mês, no primeiro ano. A partir do segundo ano, é possível ter de três a quatro colheitas.

“A planta que vem de cultura de tecido [em laboratório] leva um efeito residual dos hormônios que a gente usa para brotar, então, naturalmente ela gera mais brotos do que uma planta convencional. O que se torna uma vantagem para o produtor e é um investimento só inicial dele adquirir mudas in vitro, mas que ele pode depois ampliar o seu plantio ou ser uma nova fonte de renda ao vender mudas para o seu vizinho”, explica a pesquisadora.

Como o mercado de curauá ainda não foi estabelecido na região, os pesquisadores evitam especular sobre rendimentos aos produtores, mas garantem que vários setores industriais já manifestaram interesse em adquirir a produção. “O que os setores interessados dizem é como eles pagam muito caro por uma fibra de juta e malva, por exemplo, que vem de Bangladesh, eles estão dispostos a pagar o mesmo valor na fibra de curauá, que pode gerar entre R$ 9 e R$ 10 o quilo da fibra”, disse Simone.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula pela terceira vez e prêmio chega a R$ 21 milhões


Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.748 da Mega-Sena, sorteadas neste sábado (13). Pela terceira vez seguida, o prêmio acumulou.

Os números sorteados foram 19 – 32 – 43 – 46 – 50 – 52.

Com isso, o prêmio da faixa principal para o próximo sorteio, na terça-feira (16), no Espaço da Sorte, em São Paulo, está estimado em R$ 31 milhões.

A quina teve 41 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 80.512,78. Já a quadra registrou 2.911 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá um prêmio de R$ 1.619,97.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país, ou pela internet. No caso das lotéricas, os estabelecimentos podem fechar antes das 19h.

O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.




Fonte: Agência Brasil

Theatro Municipal do Rio faz 115 anos e tem programação gratuita


Portas abertas para a cultura. Esta é a mensagem principal que o Theatro Municipal do Rio de Janeiro quer passar para a população neste domingo (14), quando completa 115 anos. A casa de espetáculos, que fica em um palácio no centro da cidade, oferece uma programação especial e gratuita, que vai de concerto à dança, passando por jazz e ópera, que não sobe ao palco principal há quase 30 anos.

O Municipal do Rio chega a mais um aniversário embalado por uma série de iniciativas que visam ampliar o acesso da população à cultura. Viraram tradição espetáculos gratuitos ou com ingressos a preços simbólicos, além de apresentações em dias de semana, em pleno horário do almoço, para “fisgar” trabalhadores que passam pela região da Cinelândia.

“É uma tradição abrir as portas no dia 14 de julho com uma programação diversificada e gratuita, pois o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é de todos nós. Como este ano [o aniversário] cai no domingo, é programa garantido”, convida a presidente da fundação que administra o Municipal, Clara Paulino.

Economia criativa

O diretor artístico do teatro, Eric Herrero, diz que a casa é “vital” para a cultura do Rio e do país. “Historicamente, é o local onde alguns dos maiores artistas do mundo, sejam cantores, musicistas ou bailarinos, se apresentaram, onde os maiores diretores desenvolveram projetos icônicos.”

Herrero acrescenta que o espaço, ligado à Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa, tem papel proeminente na formação de profissionais, como cantores, bailarinos e agentes da área de criação, como figurinistas, maquiadores, iluminadores, cenógrafos, contrarregras e diretores cênicos.

Ele faz ainda uma relação da instituição com a economia fluminense. “Com suas produções, além da manutenção de centenas de postos de trabalho, estimula e dinamiza a economia criativa do município e do estado, por meio da compra de materiais e insumos, aquecendo o comércio local e o transporte público.”

Presença negra

O domingo não será especial apenas para o aniversariante. A data marcará também a estreia da cantora lírica negra Lorena Pires no palco do prédio centenário. Ela faz parte do elenco da obra Il Trittico, de Giacomo Puccini. Se para um artista, apresentar-se no Municipal é um feito, para a cantora capixaba, de 24 anos, é ainda mais emblemático, em um ambiente marcado pela presença branca.

“Não me via estando do outro lado onde eu agora tenho a oportunidade de me tornar referência para outras pessoas, sendo que, até então, eu apenas tinha minhas referências pessoais, como [a cantora lírica negra] Maria D’Apparecida, que enfrentou muitas barreiras impostas pelo racismo para estrear no Theatro Municipal em 1965”, disse Lorena à Agência Brasil.

Vencedora do 2º Concurso de Canto Joaquina Lapinha na categoria Voz Feminina, Lorena cita ainda como referência de representatividade a cantora americana Jessye Norman (1945-2019), e as colegas de elenco Edneia de Oliveira e Mere Oliveira. “Eu acompanhava desde o início dos meus estudos e hoje, tenho a honra e privilégio de dividir um dos maiores palcos do Brasil com elas.”

Lorena diz que, neste domingo, realizará um sonho de infância da menina de 5 anos que “cantava para plateia invisível no quarto, imaginando-se em um grande palco”.

“Se estou aqui, é fruto de um árduo trabalho, estudo, renúncias e, principalmente, porque abriram as portas para que eu pudesse entrar”, declarou a soprano que cursa bacharelado em canto pela Faculdade de Música do Espírito Santo.

Programação

As atrações começam às 10h, com apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais, em frente ao Theatro Municipal. Às 11h, haverá vista guiada para 40 pessoas.

Ao meio-dia, no Salão Assyrio, o público é convidado para a exibição de artistas da Escola de Dança Maria Olenewa, centro de formação do teatro e uma das mais tradicionais do país, e de bailarinos do balé do Municipal. Eles vão apresentar a Suíte Brasileira, coreografia que mistura ritmos como bossa nova, baião, forró e samba com movimentações clássicas do balé. O espaço é para 150 espectadores.

Às 13h30, no mesmo salão, haverá mais uma demonstração da Escola Maria Olenewa, para o mesmo número de pessoas.

Às 14h, no Foyer, a Camerata Jazz Brasil se apresentará para 50 pessoas, com uma linguagem contemporânea, misturando música de concerto, jazz e ritmos brasileiros.

Às 15h, a francesa Orquestra Sinfônica Jovem de Bordeaux realiza um concerto na escadaria externa do prédio centenário, de frente para a praça da Cinelândia. Meia hora depois, será aberta uma exposição fotográfica sobre a Itália nos teatros da América Latina.

O ponto alto é Il Trittico, conjunto de três óperas (Il Tabarro, Suor Angelica e Gianni Schicchi) do italiano Giacomo Puccini, que volta ao Municipal depois de quase três décadas. A performance é às 17h. Uma hora antes, haverá uma palestra para 100 pessoas sobre o compositor.

Para garantir acesso à programação, o público precisa retirar senhas presencialmente, uma hora antes da apresentação. No caso da ópera, a reserva precisa ser prévia, pelo site do Theatro Municipal.




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: semana tem 30 anos do tetra, Dia do Amigo e das florestas


A semana entre os dias 14 e 20 de julho de 2024 tem uma data que ainda está viva na memória de muitos brasileiros. No dia 17 de julho, a conquista do tetracampeonato mundial por parte da seleção brasileira completa 30 anos. Foi neste dia que o Brasil derrotou a Itália nos pênaltis e venceu a Copa do Mundo nos Estados Unidos. A TV Brasil, no programa Repórter África (de 2010), entrevistou a dupla de ataque Romário e Bebeto sobre a conquista:

Ainda no âmbito esportivo, a semana remete a outras lembranças. No dia 14, o nascimento do locutor esportivo Silvio Luiz (que faleceu neste ano) completa 90 anos. O dia 17 é o nascimento de Carlos Alberto Torres, também conhecido como “Capitão do Tri”. Torres, que faleceu em 2016, marcou um dos gols da final (também contra a Itália) da Copa de 1970 e ainda ergueu a taça. O episódio foi contado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro e pela TV Brasil em 2016.

Florestas, Amigo e Theatro

A semana também tem algumas datas marcantes. Uma delas é no dia 14 de julho. Neste dia, a inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro completa 115 anos. Palco de grandes apresentações de ópera, balé e concertos, o local se consolidou como um centro de referência artística no país. Matérias do Repórter Brasil falaram da reinauguração do local (que ocorreu em 2010) e podem ser relembradas abaixo:

No Brasil, o dia 17 de julho é dedicado à proteção das florestas. A data, que é uma oportunidade para refletir sobre a importância da preservação ambiental e das nossas florestas, foi destaque de uma edição do História Hoje em 2018.

O dia 20 de julho tem duas datas nacionais. Uma é o Dia do Amigo, que é comemorado em países como Brasil, Uruguai, Argentina e Moçambique. Ele é celebrado em 20 de julho por conta do aniversário da chegada do homem à lua. O Momento Três e o Repórter Brasil já falaram a efeméride.

No mesmo dia, celebra-se o Dia Nacional do Tatuador. A data marca a chegada do tatuador dinamarquês Knud Harald Lykke Gregersen a São Paulo, iniciando a tatuagem artística profissional no país. O Repórter Brasil também falou sobre o assunto em 2018.

Nomes da arte

A semana serve ainda para relembrarmos de figuras importantes na arte do Brasil. No dia 16 de julho, a morte do dramaturgo, ator e diretor de teatro e televisão paulista Oduvaldo Vianna Filho completa 50 anos. Ele foi um dos pioneiros das radionovelas e foi personagem de conteúdos como este da Agência Brasil e do Revista Rio, da Rádio Nacional.

A semana tem, ainda, o aniversário do cantor e apresentador de TV Ronnie Von (que completa 80 anos no dia 17 de julho) e os 90 anos de morte do líder religioso cearense Cícero Romão Batista, o Padim Ciço ou Padre Cícero (no dia 20 de julho). Ele foi tema de conteúdos da EBC como esta edição do Na Trilha da História em 2017.

Para fechar a semana, temos os 10 anos de morte do escritor, jornalista, cronista, roteirista e professor brasileiro João Ubaldo Ribeiro (no dia 18 de julho). Baiano, João Ubaldo Ribeiro é considerado um dos maiores escritores da história da Brasil e foi tema desta matéria da TV Brasil:

Confira a relação de datas da semana entre 14 e 20 de julho de 2024:

14 a 20 de Julho de 2024

14

Morte do pintor e ilustrador checo Alfons Maria Mucha (85 anos) – um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau

Nascimento do ex-árbitro, radialista e apresentador paulista Silvio Luiz (90 anos)

Nascimento do farmacêutico britânico James Black (100 anos) – considerado o criador dos beta-bloqueadores, importantes fármacos usados no tratado de doenças cardiovasculares

Morte do escritor espanhol Jacinto Benavente (70 anos) – ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1922

Morte da cantora, compositora, escritora e ativista paulista Vange Leonel (10 anos)

Tomada da Bastilha, durante a Revolução Francesa (235 anos)

Inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (115 anos)

A República do Acre é proclamada pela primeira vez, pelo espanhol Luiz Galvez (125 anos)

15

Morte do médico, escritor e dramaturgo russo Anton Tchekhov (120 anos) – autor de “Tio Vânia” e “Jardim das Cerejeiras”, dentre outras peças

Morte da atriz e política mineira Conceição da Costa Neves (35 anos) – também conhecida pelo nome artístico de Regina Maura, foi a primeira mulher a presidir um parlamento estadual no Brasil

Acontece, no Equador, a Primeira Conferência Sobre a Mulher Negra nas Américas (40 anos)

Dia Mundial das Habilidades dos Jovens – data reconhecida pela ONU

16

Morte do dramaturgo, ator e diretor de teatro e televisão paulista Oduvaldo Vianna Filho (50 anos)

Morte do compositor mineiro Hervé Cordovil (45 anos) – estreou em 1931 na Rádio Sociedade como pianista e compositor da Orquestra de Romeu Silva

Morte do jurista e político paulista Franco Montoro (25 anos)

Morte do maestro austríaco Herbert Von Karajan (35 anos) – um dos maestros de maior destaque do período pós-guerra. Ele passou 27 anos de sua vida à frente da Orquestra Filarmônica de Berlim

Nascimento da escultora, artista plástica e multimídia contemporânea paulista Denise Milan (70 anos)

Morte do guitarrista e cantor de blues estadunidense Johnny Winter (10 anos)

Lançamento da missão espacial estadunidense Apollo 11 no Complexo de Lançamento 39, do Centro Espacial Kennedy (55 anos) – primeira missão tripulada a chegar à Lua

A Assembleia Constituinte promulga a constituição e elege Getúlio Vargas Presidente da República do Brasil em 1934 (90 anos)

O político iraquiano Saddam Hussein assume a Presidência do Iraque (45 anos)

O artigo 4º da Constituição de 1934 prevê a transferência da Capital da União para um ponto central do Brasil (90 anos)

17

Nascimento do compositor de samba baiano Décio Antônio Carlos, o Mano Décio da Viola (115 anos)

Morte da cantora e compositora estadunidense Eleanora Fagan Gough, a Billie Holiday (65 anos)

Nascimento do jogador de futebol, comentarista e treinador fluminense Carlos Alberto Torres (80 anos) – campeão mundial em 1970

Nascimento da cantora paulista Wilma Bentivegna (95 anos) – a primeira cantora a se apresentar na extinta TV Tupi

Nascimento do músico estadunidense Geezer Butler (75 anos) – baixista da banda de Heavy Metal Black Sabbath

Nascimento do cantor e apresentador de TV fluminense Ronnie Von (80 anos)

Nascimento da física, política alemã e atual chanceler alemã Angela Dorothea Merkel (70 anos)

Nascimento do do padre católico, astrônomo, cosmólogo e físico belga Georges Lemaître (130 anos) – propôs o que ficou conhecido como teoria da origem do universo do Big Bang

Morte do Bàbálórìsà angolano radicado no Brasil Agenor Miranda, o Pai Agenor (20 anos)

Nascimento da historiadora fluminense Eulália Maria Lahmeyer Lobo (100 anos) – pioneira na historiografia brasileira, foi a primeira mulher a doutorar-se em História no Brasil

Brasil torna-se tetracampeão na Copa do Mundo FIFA, sediada nos Estados Unidos (30 anos)

Dia de Proteção às Florestas no Brasil

18

Morte do escritor, jornalista, cronista, roteirista e professor brasileiro baiano João Ubaldo Ribeiro (10 anos)

Dia Internacional Nelson Mandela – instituído pela Assembleia Geral da ONU em apoio à data comemorativa iniciada em 2009, pela Fundação Nelson Mandela, para incentivar as pessoas a dedicarem 67 minutos de seu tempo na ajuda ao próximo. Nelson Mandela dedicou 67 anos de sua vida a serviço da humanidade

19

Nascimento do pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês Edgar Degas (190 anos)

Morte do psicanalista, educador, teólogo, escritor mineiro Rubem Azevedo Alves, o Rubem Alves (10 anos)

Nascimento do engenheiro estadunidense Percy Spencer (130 anos) – inventor do forno de micro-ondas

O cantor estadunidense Elvis Presley grava seu primeiro single com a música “That’s all Right” (70 anos)

20

Nascimento do ministro do Superior Tribunal de Justiça, advogado, poeta e jornalista maranhense Edson Vidigal (80 anos)

Nascimento do músico estadunidense Chris Cornell (60 anos) – considerado um dos fundadores do movimento grunge e conhecido como vocalista das bandas Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave

Morte do líder religioso cearense Cícero Romão Batista, o Padim Ciço ou Padre Cícero (90 anos)

Morte do bailarino espanhol Antonio Gades (20 anos) – um dos principais responsáveis pela evolução moderna da dança flamenca

Morte do ator fluminense Lauro Corona (35 anos)

O astronauta estadunidense Neil Armstrong é o primeiro homem a pisar na Lua (55 anos)

Dia do Amigo – é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai, Argentina e Moçambique a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho, aniversário da chegada do homem à lua.

Dia Nacional do Tatuador – instituída pelo SETAP-SP (Sindicato das Empresas de Tatuagem e Body Piercing de São Paulo), para marcar a data em que o tatuador dinamarquês, Knud Harald Lykke Gregersen, chegou em São Paulo dando início à tatuagem artística profissional feita com máquina elétrica no Brasil




Fonte: Agência Brasil

Queda de meteoro ilumina céu do nordeste


Um meteoro iluminou o céu do Piauí na madrugada deste sábado (13), pouco depois da meia-noite. Moradores de várias cidades do nordeste filmaram o fenômeno e publicaram na internet. O clarão foi tão forte que a noite pareceu dia por um instante.

O coordenador do Projeto Brasileiro de Pesquisa de Meteoros, Marcelo Antônio, explica que o caso pode ser super bólido (meteoro brilhante). Uma rocha que entra na atmosfera do nosso planeta a velocidades altíssimas, a milhares de quilômetros por hora.

“Como o nosso planeta – três quartos –  é coberto de água, a maioria desse fenômeno ocorre em cima do mar. Então ele é pouco visto. E quando ele é avistado, ele causa essa impressão fantástica. É um momento realmente muito bonito. Não apresenta ameaça nenhuma, esse tipo de fenômeno. Em geral, esse corpo rochoso se desintegra no ar”.

O fenômeno acontece quando a Terra, durante a órbita ao redor do Sol, cruza áreas com rochas e poeira cósmica deixadas por cometas.






Fonte: Agência Brasil

Auxílio Reconstrução: governo suspeita de 300 mil fraudes em pedidos


Indícios de fraudes em pedidos de recebimento do Auxílio Reconstrução do governo federal foram detectados pela Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul. O benefício e destinado a moradores desabrigados em municípios em situação de calamidade ou emergência, devido aos temporais que afetaram a maior parte do estado nos meses de abril e maio. Do total de 629.611 pedidos, quase a metade caiu na malha fina (300.660 cadastros), conforme levantamento da secretaria.

O relatório aponta que 1.262 cadastros foram feitos pelas prefeituras em nome de pessoas já falecidas, na tentativa de receber a parcela única, no valor de R$ 5.100. De acordo com o documento, outras 150.638 pessoas cadastradas não moram em áreas atingidas pelas chuvas volumosas. Outra inconsistência verificada nas informações é a de 152.780 famílias que não tiveram o endereço confirmado.

O cadastro duplo também configura irregularidade. Este é o caso de 2.721 pessoas com solicitação do auxílio feita por mais de uma prefeitura, o que é vedado, pela Medida Provisória nº 1.228/2024 que criou o Auxílio Reconstrução do governo federal.

O ministro da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, disse, neste sábado (13), que o Poder Executivo vai investigar as situações suspeitas.

Pimenta afirmou que governo federal tem um sistema rigoroso de checagem para impedir tentativas de fraudes e que haverá responsabilização de quem fizer uso incorreto do dinheiro público. “Se efetivamente algum caso desse for confirmado, nós vamos determinar os órgãos de controle e até mesmo a Polícia Federal, se houver dolo, para que os fraudadores sejam responsabilizados.”

Porto Alegre (RS), 19/06/2024 - Pessoas aguardam por doações na ilha da Picada após chuvas e novos alagamentos. Foto: Bruno Peres/Agência BrasilPorto Alegre (RS), 19/06/2024 - Pessoas aguardam por doações na ilha da Picada após chuvas e novos alagamentos. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Porto Alegre – Pessoas aguardam por doações na ilha da Picada após chuvas e alagamentos. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Medida Provisória nº 1.228/2024 que criou o Auxílio Reconstrução estabelece que o responsável familiar que prestar informação falsa deverá ressarcir à União o valor do apoio financeiro recebido e está sujeito às sanções penais e cíveis cabíveis.

O ministro apontou que as prefeituras têm a atribuição de cadastrar os responsáveis pelas famílias desabrigadas ou desalojadas pelas chuvas e que receberão o benefício em parcela única de R$ 5,1 mil. “A fé pública da informação é dos prefeitos”.

Por fim, Paulo Pimenta lamentou as tentativas de fraude neste momento de retomada de atividades no estado, após os desastres climáticos.

Auxílio Reconstrução

O Auxílio Reconstrução é um apoio financeiro do governo federal no valor de R$ 5,1 mil para que as famílias possam repor itens perdidos nos desastres climáticos, como móveis, eletrodomésticos e utensílios; ou em pequenas reformas no imóvel residencial danificado pelas águas. As vítimas estão livres para usar o recurso da forma que achar mais adequada.

Até esta sexta-feira (12), cerca de 323,1 mil famílias de 125 municípios foram aprovadas no auxílio para recebimento do benefício, o que resultou no repasse feito pela União no valor de R$ 1,4 bilhão, nas contas dos responsáveis familiares da Caixa Econômica Federal.

O recurso financeiro está limitado a um recebimento por famílias afetadas e, devidamente cadastrada.

Ao todo, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) prevê o pagamento do Auxílio Reconstrução a 375 mil famílias, o que representa o investimento de R$ 1,9 bilhão.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional prorrogou até 26 de julho o prazo para as prefeituras gaúchas cadastrarem novas famílias no Auxílio Reconstrução.




Fonte: Agência Brasil

Rio: Polícia prende 6 suspeitos de fraudar agências bancárias


A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu hoje (13) seis pessoas acusadas de cometer crimes cibernéticos contra agências bancárias. As prisões são resultado da segunda fase da Operação Firewall. Segundo a corporação, a associação criminosa vem praticando delitos do tipo em todo o país. Também participaram da operação unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

A polícia informou, em nota, que “os criminosos invadiam o sistema interno do banco por meio da instalação de um equipamento eletrônico na rede de diversas agências. O esquema ilegal contava com o apoio de funcionários e de terceirizados das agências, que recebiam recompensa financeira da quadrilha”.

Foram identificados os líderes da associação criminosa que pagavam os funcionários, acessavam o sistema bancário e realizavam operações como troca de biometria, foto e documentos de clientes. Os criminosos chegavam a pagar R$ 100 mil por uma credencial. Depois dessas ações, os criminosos realizavam saques e transferência de valores.

A primeira fase da operação aconteceu na última segunda-feira (8). Ela é coordenada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Na ocasião, três pessoas foram presas. Foram apreendidos telefones celulares, veículos, uma arma de fogo e documentos.

As investigações começaram depois da prisão em flagrante de um trabalhador terceirizado de uma agência bancária, acusado de instalar um dispositivo eletrônico falsificado na rede do banco.




Fonte: Agência Brasil