SPTrans disponibiliza duas linhas especiais para desfiles no Anhembi


O público que irá acompanhar os desfiles das escolas, no Sambódromo do Anhembi, entre os dias 11 e 25 de fevereiro, vai contar com duas linhas de ônibus para chegar ao local. As linhas especiais vão partir das estações Tietê e Barra Funda do metrô, segundo informou a SPTrans, companhia responsável pela gestão do transporte público na capital paulista.

O desembarque dos passageiros será feito no Portão 1. A tarifa, de R$ 4,40, poderá ser paga em dinheiro ou Bilhete Único.

No dia 11 de fevereiro, começam os desfiles das primeiras escolas do chamado Grupo de Acesso, às 20h. A segunda parte do grupo desfila no dia 19 de fevereiro.

Já as escolas do Grupo Especial desfilam nos dias 17 e 18 de fevereiro. As campeãs voltam ao sambódromo no dia 25.

Veja os itinerários das linhas especiais:

Linha 179A/10 Metrô Tietê – Anhembi

A linha irá operar todos os dias (11, 17, 18, 19, 20 e 25 de fevereiro)
Sentido Único: Av. Cruzeiro do Sul, Rua Mal. Odylio Denys, Rua Força Pública, Av. Cruzeiro do Sul, Rua Santa Eulália, Av. Santos Dumont, Praça Campo de Bagatelle, Av. Olavo Fontoura, Retorno ao portão 1 do Anhembi, Desembarque no portão 1, Av. Olavo Fontoura, Praça Campo de Bagatelle, Rua Paineira do Campo, Rua Voluntários da Pátria, Rua Pe. Idelfonso, Av. Cruzeiro do Sul.
Embarque sentido bairro: Av. Cruzeiro do Sul, 1777
Embarque sentido Centro: Av. Olavo Fontoura (baia após o portão 1)

Linha 879A/10 Metrô Barra Funda – Anhembi

A linha irá operar somente nos dias 17 e 18 de fevereiro
Ida: Av. Auro Soares de Moura Andrade (Metrô Barra Funda – Lado Sul), retorno, Av. Auro Soares de Moura Andrade, Av. Pacaembu, Av. Dr. Abraão Ribeiro, Rua Baronesa de Porto Carreiro, Av. Rudge, Ponte da Casa Verde, Av. Braz Leme, Av. Santos Dumont, Praça Campo de Bagatelle, Av. Olavo Fontoura, Desembarque Portão 1.
Volta: Av. Olavo Fontoura, Portão 1, Praça Campo de Bagatelle, Av. Santos Dumont, Av. Braz Leme, Ponte da Casa Verde, Av. Dr. Abraão Ribeiro, acesso, Av. Auro Soares de Moura Andrade (Metrô Barra Funda – Lado Sul).




Fonte: Agência Brasil

Acadêmicos do Baixo Augusta faz último ensaio em São Paulo


O Bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, um dos maiores do carnaval da capital paulista, realiza hoje (5) o último ensaio antes de ganhar as ruas, no próximo domingo (12). A preparação acontece no Galpão Armazém do Campo, localizado no bairro de Campos Elíseos. O Armazém do Campo é uma rede de comércio de produtos da reforma agrária popular, criado, há sete anos, pelo Movimento Sem Terra, e o galpão abriga atividades políticas e culturais.

O ensaio foi o terceiro do bloco, que conta com nomes como Wilson Simoninha, puxador e diretor musical do grupo, ao lado de André Frateschi. Este ano, o bloco joga no centro da roda a canção “Atentos e fortes”, que surge a partir de um trecho da música “Divino, maravilhoso”, de Gal Costa. A proposta do Acadêmicos da Baixa Augusta faz referência à necessidade de se organizar, em coletivo, para fazer frente ao golpismo e seguir em defesa da cultura democrática, da cultura, da paz e da diversidade em suas inúmeras formas.

O bloco tem, atualmente, a atriz Alessandra Negrini como rainha, o escritor Marcelo Rubens Paiva como porta-estandarte e a cantora Tulipa Ruiz como madrinha. Para o esquenta do cortejo, os organizadores estimaram um público de 12 mil pessoas.

A maioria dos foliões eram jovens, mas o gosto pelo carnaval não ficou restrito a nenhuma faixa etária. Exemplo disso foi a aposentada Iraci Palheta, de 83 anos, que, como todo ano, saiu da missa parar celebrar a festa popular – desta vez no galpão. “O carnaval é animado, é descontraído”, disse à Agência Brasil.

O cortejo do próximo domingo deve partir às 14h, da Rua da Consolação, próximo ao cruzamento com a Avenida Paulista. Gratuito, o desfile terá como convidado de honra o grupo Olodum, que, pela primeira vez, fará uma apresentação completa em um bloco no carnaval de São Paulo. As cantoras Marina Sena, Tulipa Ruiz e Céu farão homenagens a Gal Costa, falecida em 9 de novembro de 2022.




Fonte: Agência Brasil

Rio tem maior sensação térmica desde 2009


O Rio de Janeiro registrou ontem (4) recordes de temperatura, com 41,1°C, às 15h45, em Santa Cruz, zona oeste da capital, e de sensação térmica, com 58°C, às 15h, no mesmo bairro. A sensação térmica foi a maior desde 2009, quando a medição começou a ser feita pelo Alerta Rio. O órgão foi criado em 25 de setembro de 1996 e é gerenciado pela Fundação GEO-Rio, com sede no Centro de Operações Rio.

A meteorologista Cristiane Nascimento, do Alerta Rio, explicou que sensação térmica é uma variável que quantifica a temperatura que o corpo humano está sentindo de uma forma generalizada. “Não é uma variável real. É calculada por uma fórmula empírica, ou seja, através de observações. A sensação térmica divulgada e registrada por órgãos de meteorologia é calculada por medidas de variáveis meteorológicas”. Isso significa que a sensação térmica real varia de pessoa para pessoa.

Durante a noite deste domingo (5), devido a áreas de instabilidade, associadas ao calor e à alta umidade, permanece a previsão de pancadas de chuva rápidas e isoladas. Os modelos numéricos de previsão do tempo indicam média de chuva 5 mm no período, informou o Alerta Rio, por meio de sua assessoria de imprensa. Neste momento, já está chovendo em algumas áreas do Rio. Os ventos se mostram entre fracos a moderados e as temperaturas permanecem estáveis, com mínima de 22°C e máxima de 38°C.

Amanhã (6) e terça-feira (7), o tempo na cidade do Rio continuará sendo influenciado por áreas de instabilidade. A previsão é de pancadas de chuva isoladas na tarde e noite da segunda-feira e a qualquer momento da terça-feira. Os modelos numéricos de previsão do tempo indicam média de chuva de até 15 mm na segunda-feira e de 20 mm na terça-feira. Já na quarta-feira (8), segundo o Alerta Rio, o tempo na capital fluminense será influenciado, principalmente, por ventos úmidos do mar. A previsão é de chuva fraca a moderada a qualquer momento. Os modelos numéricos de previsão do tempo indicam média de chuva de 15 mm. Na quinta-feira (9), a previsão é de chuva fraca a moderada à tarde e à noite.

Maiores temperaturas

De acordo com o Alerta Rio, as maiores temperaturas neste verão foram 41,1 graus, registrada ontem (4); 40,3 graus no dia 15 de janeiro; e 39,6 graus no dia 31 de janeiro. Já as maiores sensações térmicas observadas nas estações do Alerta Rio neste verão ocorreram ontem (4), com 58 graus; no dia 15 de janeiro (54graus); e no dia 14 de janeiro (51,1 graus).

Em caso de pancadas de chuva, o Alerta Rio recomenda que a pessoa permaneça em local seguro e evite áreas com alagamentos; não caminhe em áreas alagadas, pois há perigo de correnteza e de ferimentos com objetos, quedas em buracos sob a água, além de risco de doenças; não fique próximo da beira de córregos e rios; nunca force a passagem de carros em vias alagadas; afaste-se de árvores, terrenos abertos e coberturas metálicas, além de precipícios, encostas e lugares altos sem proteção; evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas; não permaneça em piscinas, rios e lagos; evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar; feche as janelas, basculantes e portas para evitar canalização de ventos no interior de casa; feche persianas, cortinas ou blecautes para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar; fique atento se houver falta de luz, para evitar que o uso de velas para provoque incêndios; e não estacione próximo a torres de transmissão e placas de propaganda.




Fonte: Agência Brasil

Abertas inscrições para Prêmio Francisco Mário de Guitarra Popular


Estão abertas até o dia 16 deste mês as inscrições para o 1º Prêmio Francisco Mário de Guitarra Popular, que pode ser disputado por musicistas de todas as Américas, inclusive do Brasil. O concurso vai distribuir U$ 9 mil em dinheiro para os dez melhores músicos e troféus confeccionados pelo artista Mauricio Manzo. A premiação teve uma primeira edição nacional em 2018, celebrando os 70 anos que o compositor mineiro teria completado no dia 22 de agosto daquele ano. Agora, o prêmio ganha dimensão internacional.

O prêmio é realizado pelo Instituto Cultural Chico Mário (ICCM), em parceria com o Instituto Guimarães Rosa (IGR), do Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Buenos Aires, Argentina. A iniciativa tem apoio do Espacio Tucumán, local que sediará a cerimônia de premiação, na capital argentina. A iniciativa é do pianista Marcos Souza, filho do compositor mineiro e um dos responsáveis pelo Instituto Cultural Chico Mário (ICCM).

As inscrições estão disponíveis em português, espanhol e inglês e podem ser feitas por violonistas de qualquer nacionalidade, desde que residentes em países das Américas, pelo site do instituto.

O concurso objetiva valorizar os talentos do violão popular e promover a obra e memória do compositor mineiro Francisco Mário, um dos pioneiros da música independente no Brasil. Irmão mais novo do sociólogo Betinho e do cartunista Henfil, Chico Mário, como é conhecido, viveu apenas 39 anos, vítima de HIV contraída em uma transfusão de sangue contaminado. Apesar disso, deixou obra composta por oito discos que estão disponíveis nas plataformas de streaming, além de três livros.

Expansão

À Agência Brasil, o filho do compositor revelou que a edição nacional de 2018 teve retorno acima do esperado, recebendo mais de 100 inscrições. “Todos os violonistas falaram que a obra do papai é maravilhosa para se tocar de violão e devia ser divulgada”. Com esse feedback positivo da música do Chico Mário e o fato de não ter mais prêmios de violão popular com valores altos levaram Marcos Souza a reconhecer que a premiação estava ocupando um espaço importante no campo do violão popular brasileiro. Em conversa com o Instituto Guimarães Rosa, ficou definido que a obra de Chico Mário seria levada para fora do Brasil, “para que violonistas toquem a música dele”.

Para concorrer, cada instrumentista deverá gravar um vídeo interpretando ao violão uma das obras de Chico Mário. “É um esforço para internacionalizar cada vez mais a obra do Francisco Mário e manter sua música sendo tocada, como ele desejou”, disse Marcos Souza. O vídeo deverá ser enviado ao YouTube, em modo público, com o link inscrito no formulário do prêmio. Serão selecionados dez finalistas que disputarão as melhores colocações no Espacio Tucumán, em Buenos Aires.

O primeiro colocado receberá US$ 7 mil, o segundo, US$ 800, e, do terceiro ao décimo classificado, será distribuído o valor de US$ 200 para cada um, como ajuda de custo para a viagem de retorno ao país onde o músico reside. Os valores serão pagos até 30 dias após a premiação, prevista para 14 de março, data em que se relembram os 35 anos da morte do compositor mineiro. Marcos informou que como os violonistas brasileiros poderão participar da premiação nas Américas, não será mais realizado o prêmio nacional.

Na Europa

Ainda neste ano, deverá ser realizado o 1º Prêmio Francisco Mário de Guitarra Popular versão europeia, em Amsterdã, Holanda, com final e júri ao vivo, no Teatro Munganga, no dia 22 de agosto, quando o compositor completaria 75 anos de idade. Essa versão se destina a violonistas da Europa que terão também que abordar a obra de Chico Mário. “Todo violonista tem que escolher uma das 89 músicas que ele deixou”. Chico Mário foi o precursor do disco independente, na década de 1970. “Era um visionário que gravou seus próprios discos, deixou uma obra vasta”.




Fonte: Agência Brasil

Igreja no Centro do Rio tem alto risco de incêndio, alerta Iphan


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) alertou, através de ofício datado do último dia 16, que a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada em 1750, na Praça XV, antigo Largo do Paço, corre risco iminente de incêndio, além de estar à beira de um colapso estrutural.

Fachada da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada em 1750, na Praça XV,  no Rio de Janeiro.

Rachadura na fachada da igreja na Praça XV, no Rio de Janeiro. – Tânia Rêgo/Agência Brasil

O documento foi enviado  à Defesa Civil do Estado, ao Corpo de Bombeiros do Rio e à própria Ordem Terceira do Carmo, proprietária do imóvel. O objetivo do ofício é solicitar imediatas vistorias dos órgãos competentes nas esferas estadual e municipal.

Problemas estruturais

Segundo o laudo de fiscalização e vistoria do Iphan, de outubro do ano passado, existem fissuras na fachada que cortam a igreja em um plano vertical paralelo à fachada, que deverão ter as causas investigadas.

“As fissuras estariam estabilizadas; porém, não constam documentos que atestem as causas, descrevam detalhadamente a extensão e características das fissuras e nem laudos que afirmem que elas estão de fato estabilizadas.”

Também foram detectadas pelo Iphan infiltrações, quadros de luz obsoletos, instalações elétricas improvisadas, falta de equipamentos de detecção e combate a incêndios, acervos em péssimas condições e indícios de infestação de cupins, bem como problemas generalizados de conservação no interior e exterior e trincas e rachaduras na fachada, que se encontra isolada por grades de ferro.

Fachada da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada em 1750, na Praça XV,  no Rio

Parte danificada na fachada da construção de 1750 – Tânia Rêgo/Agência Brasil

A fiscal Catherine Gallois, do Iphan, que assina os laudos, qualificou o estado do imóvel como “péssimo”.

As fissuras se estendem e ameaçam a vizinha Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, que foi totalmente reformada e pertence à Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Tombamento

Fachada da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada em 1750, na Praça XV, no Rio.

Fachada em pedra da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo – Tânia Rêgo/Agência Brasil

De acordo com o Iphan, desde 2018 foram realizadas pelo menos três vistorias na igreja, que é patrimônio cultural arquitetônico e religioso. O laudo indica deterioração avançada com danos significativos na materialidade da igreja. A edificação está insalubre e não tem um projeto de prevenção e combate a incêndios aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

Reconhecido pelo Iphan desde 1938 como patrimônio cultural, o conjunto arquitetônico da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo é considerado um dos mais importantes monumentos religiosos da segunda metade do século XVIII, sendo a única igreja colonial que apresenta a frontaria totalmente revestida de pedra.

Ordem Terceira do Carmo

O secretário Geral da Ordem Terceira do Carmo, Armindo Diniz, relatou o envio de resposta referente ao ofício recebido pelo Iphan. Ele informou que a Ordem tem consciência da situação em que se encontra a igreja e que todas as providências possíveis e cabíveis estão sendo tomadas.

Diniz ressaltou ainda que o imóvel encontra-se fechado e com a energia cortada a pedido da Ordem, desde o final de 2019, “impossibilitando o risco de incêndio”.

De acordo com ele, imóveis pertencentes à Ordem foram colocados à venda e a arrecadação será totalmente voltada para o restauro da igreja. Porém, a venda ainda depende de uma autorização da Arquidiocese para ser formalizada.

Bombeiros e Defesa Civil

A Defesa Civil informou que recebeu o ofício do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre o risco de incêndio na Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Centro do Rio de Janeiro.

Fachada da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada em 1750, na Praça XV,  no Rio

Iphan solicitou providências sobre os danos estruturais da igreja junto ao Corpo de Bombeiros e Defesa Civil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo a nota, a corporação já notificou a edificação para ser regularizada junto ao Corpo de Bombeiros. O órgão reforça que, para isso, os representantes legais do local precisam dar continuidade ao processo de regularização, através da emissão do Laudo de Exigências e, posteriormente, do Certificado de Aprovação.

Os laudos, ofícios e relatórios fotográficos podem ser acessados no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O número do processo é 01500.002229/2022-24.

*Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara




Fonte: Agência Brasil

Motivado por ciúmes, homem ameaça matar esposa com faca e tenta agredi-la, mas é preso em restaurante na Vila Nova




À polícia, ele disse que estava assando carne e que a companheira “teria se insinuado para outro homem e, por isso, acabou ficando com ciúmes e lhe ameaçou de morte com a faca”, em Presidente Prudente (SP). Homem ameaça matar esposa com faca e tenta agredi-la, mas é preso em restaurante na Vila Nova, em Presidente Prudente (SP)
Arquivo/g1
Um homem, de 38 anos, foi preso em flagrante na noite deste sábado (4) após ameaçar a esposa de morte e tentar agredi-la no restaurante em que ambos são proprietários, na Vila Nova, em Presidente Prudente (SP).
Os policiais foram acionados por volta das 19h20 para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegarem no local, a vítima, de 56 anos, relatou que o casal havia ingerido bebida alcoólica e, motivado por ciúmes, o companheiro, na posse de uma faca, ameaçou-a de morte e tentou agredi-la.
À polícia, o homem disse que estava assando carne e que a companheira “teria se insinuado para outro homem e, por isso, acabou ficando com ciúmes e lhe ameaçou de morte com a faca que utilizava para cortar a carne”.
Ele ainda relatou que a esposa “começou a tirar onda com um cara que estava jogando sinuca” e que ele disse à vítima que poderia matar os dois. Foi quando pegou a faca de churrasco e “virou o cabo para ela”. Ele afirmou, no entanto, que “era tudo brincadeira”, pois “jogou a faca no chão, não a ameaçou de morte e, tampouco, teve a intenção de matá-la”.
O objeto foi apreendido.
Conforme o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, durante o episódio, o indiciado acabou quebrando algumas garrafas e a vítima lesionou o pé.
Sem liberdade provisória
Ainda de acordo com o documento, o homem afirmou que já foi preso anteriormente por violência doméstica. Já a vítima, disse aos policiais que também havia registrado um Boletim de Ocorrência contra ele em outra ocasião.
Segundo o delegado Lincoln de Souza Simonato, “por já ter praticado violência doméstica contra a vítima”, “bem assim para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal”, “não se mostra adequado e útil a concessão de liberdade provisória com ou sem fiança”.
“No caso concreto, há prova da materialidade e indícios de autoria que demonstram que o indiciado possa ter praticado as condutas típicas de lesão corporal e ameaça no âmbito da violência doméstica contra sua companheira”, observou Simonato no Boletim de Ocorrência.
O delegado ainda representou pela prisão preventiva do indiciado, “vez que os comportamentos evidenciam o firme propósito em continuar a praticar crimes e causar perturbação à ordem pública”.
O homem permanece preso e à disposição da Justiça.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Carnaval paulista: Elis Trindade, rainha do maracatu


No mês em que a alegria toma conta das ruas por causa do carnaval, a Agência Brasil publica uma série de entrevistas com personalidades que expressam a história, a cultura e o espírito da festa que mobiliza comunidades de norte a sul do país. 

Elis Sibere dos Santos Monte Trindade de Souza tem nome de rainha e é. Nascida em 4 de setembro de 1981, em Ipojuca, Pernambuco, ela faz as coreografias do grupo de afoxé N’Goma Ti Kambimda. Ela é a rainha da Nação Cambinda, de maracatu, um dos ritmos populares do Nordeste. A nação sai às ruas com um grupo de 35 a 40 pessoas, sendo que há dois porta-estandartes, rei e rainha; o pálio, que protege ambos, mas principalmente a rainha; as damas da coroa; a dama do paço; princesas africanas; as princesas europeias; um feiticeiro, que é quem protege a nação, com ervas; as baianas e o grupo do ritmo, que tem dois regentes que se revezam. O grupo tem instrumentos tradicionais do maracatu, como o mineiro, a caixa, o agbê.

Elis é casada com Vitor da Trindade e sente a responsabilidade que é dar, com ele, continuidade às diversas atividades do Teatro Popular Solano Trindade, sendo a nação apenas uma delas. O espaço fica em Embu das Artes, em São Paulo, fundado pela artista plástica, escritora e coreógrafa Raquel Trindade, companheira de Solano Trindade, poeta, pintor, ator, dramaturgo, cineasta e militante do movimento negro e do Partido Comunista.

Durante a reta final da licenciatura em dança, concluída em 2015, pela Faculdade Paulista de Artes, Elis recuperou a história de Maria Margarida da Trindade, mulher negra que levou o conhecimento das danças brasileiras às terapias propostas por Nise da Silveira. Aluna de Carl Jung, criador da psicologia analítica, Nise foi uma psiquiatra que ganhou reconhecimento mundial por revolucionar o tratamento mental no Brasil.

A dançarina Elis Trindade é rainha do Maracatu Ouro do Congo, da família de Solano Trindade, em Embu das Artes.

A dançarina Elis Trindade é rainha do Maracatu Ouro do Congo, da família de Solano Trindade, em Embu das Artes. – Rovena Rosa/Agência Brasil

Agência Brasil: Como começou sua história com a cultura popular e o carnaval? É desde pequena?

Elis Trindade: É bem engraçado que, quando você fez essa pergunta, me vieram coisas da memória de infância que eu não associava diretamente à cultura popular. Vou me apresentar: sou Elis Trindade, uma pessoa negra, de família negra. A maior parte da minha família tem contato com a música, com a arte, mas a gente não entendia isso como profissão, do jeito que eu faço hoje, do jeito que meu irmão, Gustavo, faz hoje. Ele está em Pernambuco, é cantor. Eu só vim a me entender como artista quando cheguei em São Paulo. Mas fazer essas vivências de cultura popular, eu já fazia há muito tempo, e por incentivo da família, porque a gente vai para a igreja e dança pastoril, e porque a maioria das pessoas da minha família é católica. E os maracatus saíam na época de Natal. A gente participava de quadrilhas juninas desde a escola.

Minha família tem até um bloco de carnaval. É o bloco da família Tomé. Todo ano sai na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Neste ano, conseguimos juntar mais pessoas da família, porque teve o primeiro encontro em um lugar que é muito significativo para nós, que é um quilombo, onde meu primo mora, de Massangana, Três Marias. É aí que eu começo a entender que minha família já fazia isso e eu saía muito pequena nos bloquinhos de carnaval do bairro. Isso é maravilhoso.

E também tem outra relação, de quando eu vou crescendo, de quando ia para o Galo da Madrugada. O Galo da Madrugada é um evento. A gente chega, de verdade, de manhã, toma um café com mungunzá, frutas da época, azeitonas. É muito ligado à fartura. Esse carnaval começou assim, pra mim, lá na cidade de Ipojuca, onde a gente ia a esse bairro,onde eu morava, que se chama Rurópolis. A gente fazia os bloquinhos e eu sempre saía de máscara.

A dançarina Elis Trindade é rainha do Maracatu Ouro do Congo, da família de Solano Trindade, em Embu das Artes.

Patrimônios do Carnaval – Rovena Rosa/Agência Brasil

O “sair de máscara” é também um outro evento do carnaval. Máscara ou la ursa, como a gente chama lá. Este evento era a oportunidade de a gente se transformar debaixo de uma máscara, para ninguém da comunidade te reconhecer. Então, você vai com um grupo de pessoas sem uma bateria, mas vai tocando em balde, bacia, qualquer instrumento que faça  barulho, na quenga [casca] do coco ou na palma, ou só cantando, e ia à porta de cada pessoa.

Cada pessoa tentava adivinhar quem era a pessoa debaixo da máscara. E a gente, que estava debaixo da máscara, tinha a obrigação de mudar o jeito de andar, não podia falar, para vizinho não reconhecer. Ele tinha que dar dinheiro ou alguma fruta. E a gente tinha uma música muito forte, um refrão, que era A la ursa quer dinheiro. Quem não dá é pirangueiro. Depois, sentava debaixo de uma árvore, comia todas as frutas, pegava o dinheiro, comprava refrigerante, suco, qualquer coisa, e era nossa diversão. O maioral era aquele que ninguém descobria quem era. A gente sentava na praça, tirava a máscara, não tinha como registrar, porque não tinha celular, mas era um grande evento.

Meu avô é Antônio. Seu Antônio é o evento do bairro. Todo mundo que passa vai pedir a bênção na porta da casa dele. A minha família é muito importante em relação a tudo isso. E não tem muito como separar e dizer que agora vai ser essa festa ou vai ser essa outra. Porque pode acontecer, em algum momento, que a gente comemore alguma festa que não é exatamente daquela data, porque a gente gosta de festa. Então, a gente comemora tudo e a qualquer momento.

As quadrilhas e as fanfarras, acho que são duas coisas que fazem o carnaval de Pernambuco durar o ano inteiro. Tem gente que fala ou a mídia inteira fala assim: o carnaval de Pernambuco é o ano inteiro. Mas é que 7 de Setembro é outro grande evento. Temos várias fanfarras e eu já saí nelas por dois, três anos, depois que passei a morar em Embu das Artes. Eu tirava férias do meu trabalho no período do 7 de Setembro só para desfilar na minha escola. Porque eu era rainha de bateria, ou alguma passista, ou algum destaque na escola. Minha última escola foi a Domingos de Albuquerque. Ainda sou apaixonada por ela. Tem professores muito potentes, que não deixam a peteca cair. Eu fazia esporte lá, meu professor trabalhava em outra escola, particular, e as bolas de lá, ele trazia para minha escola. E os instrumentos da outra escola que não serviam, ele trazia, e a gente aprendia a fazer a manutenção dos instrumentos, porque só tínhamos os instrumentos que eram restos da escola particular.

Eu toquei pouco nas fanfarras de lá e, quando toquei, toquei surdo. Segurei bem o surdo, mas a parte que eu gostava mesmo era de dançar. Fui incentivada também a fazer aula de música, porque tem uma escola municipal de música que faz todos os eventos, tanto da prefeitura quanto da igreja, tudo que é inauguração, que é a banda municipal. O meu avô de consideração, que mora na mesma rua do meu avô, tocava nessa banda e me incentivava a ir. Então, fiz um tempo de clarinete. Achava bonito mesmo era o saxofone, mas desisti, porque não era muito perto da minha casa, era duas vezes na semana.

Em Pernambuco, a gente caminha por muitos lugares. Ia dançar quadrilha em lugares que eram muito bizarros, porque, para passar, às vezes o ônibus ficava atolado. E a gente toda montada de quadrilha, descia e ia empurrar o ônibus. Chegávamos no lugar cheios de lama. Limpávamos os pés e iamos lá dançar. E a gente não recebia nada, nenhum real. Vai fazer figurino? Faz a rifa, alguém ajuda a comprar.

Agência Brasil: Pode falar sobre a feitura das roupas, a indumentária? A gente sabe que, em maracatu rural, as golas são uma trabalheira.

A dançarina Elis Trindade é rainha do Maracatu Ouro do Congo, da família de Solano Trindade, em Embu das Artes.

Elis Trindade considera importante costurar a própria vestimenta. – Rovena Rosa/Agência Brasil

Elis Trindade: Se você ir em uma loja comprar uma coisa que já está pronta, você vai dançar com a energia do outro. Porque você não vai saber se a energia, naquele momento, é de “estou tendo prazer de fazer esse figurino” ou se a pessoa está confeccionando não gosta do carnaval, porque odeia o barulho, a bagunça e tudo do carnaval. Então, você vai vestir a roupa que foi feita por uma pessoa não gostaria que você fosse ao carnaval. Existem as pessoas que disponibilizam dias e horas de sua vida para confeccionar sua roupa e, aí, é o lado oposto, que você nunca vai saber, porque energia é algo que você pega, você sente. Você nunca vai saber quem fez sua roupa. Então, vá fazer sua própria roupa. Tem várias mães que sentam na porta de casa à tarde e ajudam a bordar sua roupa, pregar ou remendar, ajustar, fazer seu acessório de cabeça.

Tinha uma costureira, no meu bairro, a Nalva, que era maravilhosa. Fazia tudo de todo mundo. Eu nunca a vi sair com a roupa que fez, ela sempre saía simples, com shorts e camisetinha, um brilhinho no rosto, mas gostava de ver todo mundo pronto.

Até hoje, em Nazaré da Mata (PE), todo mundo continua fazendo a confecção de seu acessório. Tem gente que não está mais saindo no carnaval, mas já saiu muitos anos. Principalmente os costeiros dos caboclos de lança, que dão muito trabalho. É fio a fio, agulha a agulha. Então, enquanto você tá vendo aquele desenho se transformar, é muito diferente de você chegar à loja e comprar. Tem uma energia diferente. Você vai ter orgulho de vestir e dizer assim: fui eu que fiz.

Acho que a gente, de alguma forma, tem que tocar neste figurino ou fazer o processo de criação. Eu sou uma pessoa que não sabe usar máquina de costura, mas adoro entregar tecido e olhar o tecido ser transformado. Penso no processo de criação da roupa. Ela precisa girar? Como vai ficar no meu corpo?

Agência Brasil: O que você acha que puxou da família Trindade, que é tão forte aqui também? O que acha que absorveu, em termos de cultura brasileira que é colada nas práticas deles?Elis Trindade: Atravessar a ponte, atravessar o mar foi uma coisa muito incrível. Eu conheci minha sogra, Raquel, em Pernambuco. Ela estava em um hotel, tinha ido plantar um baobá. Era a Bienal do Livro Afrobrasileiro, os 100 anos de Solano Trindade. Eu trabalhava no hotel, recebia as pessoas da área super luxo. Neste período, eu fui proibida de folgar e fiquei com muita raiva no começo. Falei que era a minha folga, mas eles falaram que chegariam umas pessoas que eu precisava receber. Eram da área super luxo, da qual eu era supervisora. Recebi e os conheci lá, conheci a história de Solano Trindade a partir dela [Raquel], que já morava aqui em São Paulo e foi pra lá também, recontar a história. Se você anda pelas ruas de Recife, a estátua de Solano Trindade está lá, mas a maioria das pessoas não sabe quem é ele.

Conversei com minha sogra sobre várias coisas da cultura e ela foi me dando vários toques sobre o que era isso. No momento, não imaginei que viesse para São Paulo, pois era o último lugar que eu queria vir na vida. Aí, o Vitor me pediu em casamento, no primeiro dia em que me viu, e eu aceitei e vim para cá. Antes eu era uma pessoa avessa ao casamento.

Minha ligação com a família Trindade é a de aproveitar mais sobre a cultura brasileira, mas não só como diversão. O Vitor disse que minha voz é o que a cultura popular pede. Então, comecei fazendo vocal na banda dele e depois fiquei ajudando mais na produção. Ele me convidou para dançar. Eu ficava com medo de dançar sozinha, porque sempre dancei no coletivo. Dançava no maracatu e na família, é tudo coletivo. Eu sou um bambuzal, e um bambuzal não fica sozinho. Eu me entendo como um bambu, que também não é uma fortaleza. A dança vem me fortalecendo. Vim para São Paulo no final de 2008 pra 2009, quando aceitei casar com o Vitor.

Agência Brasil: Você pode falar sobre o bloco daqui, que tem similaridades com o maracatu de Nazaré da Mata?

Elis Trindade: Durante o período em que eu estava em Pernambuco, tinha Maria Carolina, que é minha prima, filha da minha tia Ângela. Carol tem uma família de maracatus. Nunca me importei muito, mas sempre vi que era uma coisa maravilhosa, de brilhos, porque gosto de brilho. Eu disse que era neste grupo que queria dançar. Só que minha cidade ficava muito distante. E Ipojuca não tem tradição de maracatu.

Quando vi a família Trindade, aqui em São Paulo, fui e voltei para Nazaré da Mata, onde conheço algumas famílias de maracatu. A gente foi lá pra conversar, porque, na verdade, quando a gente pensa na frase de Solano Trindade, tem que pesquisar na fonte de origem e devolver ao povo em forma de arte. A gente precisava ter contato com essas pessoas de lá, que foram seus antepassados e tiveram contato com Solano.

Encontramos esse grupo, que já estava fazendo mais de cem anos. Na época, só dançavam os homens. Algumas relações do maracatu tinham conexão com a calunga. E eu disse: Gente, mas eu adoro boneca. Então, maracatu é o meu lugar. Fui fazendo esse quebra-cabeça. Por que uma mulher formada, grande, ficava brincando com as bonecas escondida? Quando eu brincava com as bonecas na rua, as pessoas falavam que eu já era grande para brincar de boneca. Então, eu brincava no meu quarto com as bonecas. Quando encontrei o maracatu com as calungas, fiquei maravilhada. E disse: quero dançar aí para segurar a boneca. Mas não vim a São Paulo para ser dama do paço, vim e fui rainha. Primeiro, fui rainha do Bloco da Cambinda, que é o bloco de carnaval de rua da minha sogra aqui em Embu das Artes, e antes eu dançava no maracatu..

Nunca quis ficar à frente do maracatu, sempre quis ficar lá atrás. Porque rainha é uma só. Eu tinha impressão de que, ao ficar como rainha, eu ia ficar só lá na frente, em uma responsabilidade de mostrar que sou o poder para as pessoas que estão atrás de mim. E só depois fui entender essa relação. No maracatu de Nazaré da Mata, entendi que começava com todos os homens dançando. A estrutura é muito parecida com a gente, porque tem rei, rainha, princesas europeias. E, aí, Mateus e Catirina, que eu não entendia como do maracatu. O moço que atendeu a gente era Catirina, e ela também tinha a função de se montar, e também parecia uma calunga, porque estava com o rosto todo pintado. A função era alimentar o grupo, andar na frente, limpar o lugar. E era uma boneca também.

Foi muito bom passar por essa experiência, que deixou claro o ensinamento que minha sogra já preparava. Dancei coco lá poucas vezes. Aqui dancei o coco, o jongo, que era mais uma pesquisa dos interiores, dos quilombos, o samba-lenço rural, que eu não conhecia, que foi também uma pesquisa da Margarida da Trindade, que era a mãe da minha sogra e que levou pro Rio de Janeiro, quando trabalhava no hospital psiquiátrico. E a família toda faz algo em relação à dança, mas o nosso carro-chefe é esse: o maracatu.

Fui entendendo a força da rainha, lá na frente. Ela não está dançando sozinha, mesmo que pareça. Tem muita gente ao lado dela, muita força, tanto espiritual quanto carnal. É muita força que a gente precisa ter. A gente é que nem palhaço: não pode perder o brilho, o sorriso, porque tem uma comunidade inteira esperando que a gente tenha essa força.

No maracatu, uma coisa que considero muito importante falar é que temos um movimento hoje, de falar da importância das mulheres no toque do maracatu. Às vezes, tem menina que quer muito estar no maracatu, e eu sei que a maioria dos maracatus de São Paulo tem uma cultura do toque que ainda não tem uma corte. Às vezes, por opção, ou porque ainda não chegou no lugar do grupo de dança. Se está na sua comunidade e tem um maracatu, vá para essa família, mesmo se você achar que tem duas mãos esquerdas, como muitas vezes eu pensei. Às vezes, o maracatu não está na força com que você vai tocar o tambor, está na força com que vai tocar o gonguê, o agogô, a caixa, o surdo, o atabaque, está na força do seu querer.

Eu não tocava maracatu, minha sogra não tocava, mas o nosso sotaque dentro da Nação Cambinda foi ela que trouxe de Pernambuco para cá. E ela traz na oralidade. Ela ouviu a mãe dela falar, ela ouviu os maracatus passarem na porta da casa dela, ela ouviu o boi, o pastoril, e ela sabia do som. Colocando o maracatu como o centro do umbigo da mulher, do ventre, dessa primeira boca, que é a mulher nesse lugar do poder do maracatu. A nossa casa foi segurada a partir disso, do entendimento do que é importante você é ouvir.

Se você sabe falar, você vai cantar. Uma hora, você vai encontrar o seu ritmo e, às vezes, o seu ritmo não é o ritmo que está naquele sotaque e naquele outro. Às vezes, você sair do seu bairro e andar léguas, que nem eu, que saí de Pernambuco para vir pra São Paulo, entender a potência do maracatu e voltar pra Pernambuco, ter um outro olhar em relação a isso. Às vezes, a gente não precisa tocar, a gente precisa ouvir e falar menos. Quando a gente fala menos, a gente aprende muito mais. Tem muito mestre querendo falar. E, às vezes, a gente coloca o mestre no lugar do “só é o mais velho”. Às vezes, o mestre que está chegando é uma criança e você não entende o que o universo mandou para você.




Fonte: Agência Brasil

Rio: escolas de samba mirins fazem ensaio técnico neste domingo


O Sambódromo do Rio de Janeiro apresenta hoje (5), a partir das 19h, com entrada gratuita para todo o público, o ensaio técnico das 16 escolas de samba mirins do Rio de Janeiro. A apresentação ocorrerá antes dos ensaios técnicos das escolas do Grupo Especial Acadêmicos do Salgueiro e Portela.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor do Grêmio Recreativo Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro (AESM-RJ), Celsinho Andrade, disse que cada agremiação vai levar até 50 crianças. “Cada ala é uma escola”. Juntas, as 16 escolas mirins terão 40 minutos para desfilar. O ensaio conta com apoio da prefeitura carioca, da RioTur, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Rio: Escolas de samba mirins fazem ensaio técnico

Ana Valéria Gonçalves/AESM-RJ/Divulgação

O diretor informou que as músicas que serão cantadas são sambas clássicos “das escolas mães, sambas tradicionais, que falam muito sobre a criança e a juventude”. Um exemplo é O Circo, da Portela. A parte musical foi selecionada pela AESM-RJ. O ensaio técnico contará com a participação da Escola de Percussão do Mestre Chuvisco e bateria composta por ritmistas da Nova Geração da Estácio de Sá.

Coisa séria

O diretor de Carnaval da AESM-RJ, Alexandre Moraes, ressaltou que essa será uma oportunidade única de mostrar para as crianças que o desfile infantil é coisa séria, apesar de ser uma apresentação amistosa. “Terão o aprendizado do tempo de apresentação dos segmentos, os espaços para evoluírem e mostrarem aos amantes do carnaval o que eles desde pequenos podem e têm capacidade de mostrar quando o assunto é desfilar na Passarela do Samba”.

O presidente da AESM-RJ, Edson Marinho, convocou todos os que amam o carnaval para se emocionarem com as crianças. “Elas se superam mostrando samba no pé, alegria e espontaneidade”.

O desfile oficial das escolas de samba mirins, encerrando a grande festa popular, ocorrerá na terça-feira de carnaval (21), na Marquês de Sapucaí, com início programado entre 16h e 17h. “Não passa das 17h, porque à meia-noite tem que acabar”, destacou Celsinho Andrade. Ele afirmou ainda que todas as apresentações das escolas mirins são gratuitas, nos setores das arquibancadas do Sambódromo.




Fonte: Agência Brasil

Do Oeste Paulista para o mundo: alunos de Etecs e Fatecs colecionam experiências em intercâmbio internacional


NOMEMUNICÍPIOUNIDADECURSODESTINOESCOLADaniel Henrique Miranda CastilhoPresidente Venceslau (SP)Etec Prof. Milton GazzettiEnsino Médio Integrado ao Técnico em AdministraçãoLondresMalvern HouseGeovanna Silva DiasAdamantinaEtec Prof. Eudécio Luiz VicenteEnsino Médio Integrado ao Técnico em Desenvolvimento de SistemasCambridgeStafford HouseIsabela Martinho dos SantosDracena (SP)Etec Profa. Carmelina BarbosaTécnico em EnfermagemDublinCESJosé André de Moraes RioAdamantinaFatec AdamantinaSuperior de Tecnologia em Gestão ComercialEastbourneTwinJúlia Mendes ToniPresidente PrudenteEtec Prof. Dr. Antônio Eufrásio de ToledoEnsino Médio Integrado ao Técnico em FlorestasCanterburyStafford HouseLarissa Angelo FerreiraRancharia (SP)Etec Dep. Francisco FrancoEnsino Médio Integrado ao Técnico em QuímicaCambridgeStafford HouseMarcos Rangel Rodrigues ZanoniPresidente PrudenteFatec Presidente PrudenteSuperior de Tecnologia em Análise em Desenvolvimento de SistemasLondresBritish Study CentresMarcus Vinnycius dos Santos SilvaTeodoro Sampaio (SP)Etec Profa. Nair Luccas RibeiroEnsino Médio Integrado ao Técnico em Informática para InternetLondresStafford HouseRafael Alves TeixeiraPresidente PrudenteEtec Prof. Adolpho Arruda MelloTécnico em Transações ImobiliáriasLondresTwinThainá Leoncio GottardoAdamantinaEtec Engenheiro Herval BellusciEnsino Médio Integrado ao Técnico em AgropecuáriaOxfordCES




Fonte: G1

Mulheres poderão concorrer a vagas para formação de fuzileiro naval


Pela primeira vez, as mulheres terão a possibilidade de ingressarem no Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais (C-FSD-FN). Ao todo são 1.080 vagas para 2024, sendo 96 para o sexo feminino, todas para unidades da Marinha no Rio de Janeiro. De acordo com a Marinha, o ingresso das mulheres como soldado fuzileiro naval reforça o pioneirismo da instituição e completa o processo de inclusão feminina em todos os quadros, escolas e centros de instrução da Marinha.

A primeira etapa do processo seletivo consiste em provas de português e matemática. Os aprovados na etapa inicial passarão por verificação de dados pessoais e de documentos, avaliação psicológica, inspeção de saúde e teste de aptidão física de ingresso.

Requisitos

Segundo o edital, para a admissão no concurso, as candidatas precisam ter de 18 a 22 anos de idade no dia 30 do mês de junho de 2024, além de ensino médio completo, altura mínima de 1,54m e máxima de 2m, não ser casada e não ter constituído união estável, bem como não ter filhos ou dependentes, assim permanecendo durante todo o período em que estiver sujeito aos regulamentos do órgão de formação, entre outros. Confira mais detalhes no edital de convocação.

Inscrições

As inscrições para o concurso público de admissão para as turmas de 2024 do Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais já estão abertas. O valor da inscrição é R$ 40,00 e pode ser feita por meio do site da Marinha do Brasil até 2 de março de 2023. Haverá isenção da taxa de inscrição para os candidatos que pertençam à família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do governo federal, cuja renda familiar mensal seja inferior ou igual a meio salário-mínimo.

Curso de formação

O curso de formação será realizado no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA), em Campo Grande, no Rio de Janeiro (RJ), com duração de 17 semanas, em regime de internato e dedicação exclusiva até a formatura.

*Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara




Fonte: Agência Brasil