Banco de amostras de albatrozes e petréis tem expansão de 57,5%


O Banco Nacional de Amostras Biológicas de Albatrozes e Petréis (Baap) – gerido pelo Projeto Albatroz e situado em Florianópolis (SC) – encerrou o ano de 2022 com um aumento de 57,5% no volume de amostras disponíveis para consulta por pesquisadores. 

Funcionando de forma estruturada desde 2018, ele contabiliza atualmente 10 mil amostras biológicas de 39 espécies dessas aves marinhas ameaçadas de extinção, incluindo sangue, órgãos, gônadas, ossos, cultura bacteriana, parasitas, pele, penas e diversos outros tecidos. O objetivo é coletar, catalogar e oferecer materiais que ajudem pesquisadores a conservar essas aves oceânicas que vêm ao Brasil para se alimentar fora da época de reprodução.

A ornitologista responsável pelo Baap, Alice Pereira, consultora técnica do Projeto Albatroz,, informou hoje (2) à Agência Brasil que, além de receber amostras físicas de parceiros, o banco também recebe informações do que esses parceiros possuem.

“A nossa ideia é integrar as coleções porque, muitas vezes, essas instituições têm as amostras, mas não dispõem de um site ou pessoal para atender os pedidos e, inclusive, de recursos para efetuar pesquisas. A gente quer fazer essa integração”, disse a ornitologista .

A criação do banco atendeu uma demanda também de outros países. Os albatrozes e petréis são aves migratórias e coloniais que se deslocam pelos oceanos para se alimentar.

“Os esforços de conservação das espécies são conjuntos”, destacou. Desde 2008, o Brasil faz parte do Acordo Internacional para Conservação de Albatrozes e Petréis (Acap), que é multilateral e voltado à promoção da conservação de albatrozes e petréis, por meio da coordenação de atividades internacionais para reduzir ameaças para essas aves. O acordo foi assinado em 2001 na cidade do Cabo, África do Sul, e reúne diversos países que trabalham em conjunto para trocar informações e dados visando proteger as aves no mundo. “Essa demanda surgiu do acordo”, frisou.

Plano de ação

O Brasil conta também com o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planacap), que resultou na criação do Baap para que os especialistas nacionais possam pesquisar o que está acontecendo com essas aves nos mares brasileiros.

Elas costumam aparecer no Brasil em épocas diferentes para se alimentar, principalmente de peixes, moluscos e crustáceos. Os albatrozes – que se alimentam em águas oceânicas brasileiras ou próximas ao mar territorial – vêm de ilhas antárticas e subantárticas em que se reproduzem.

São exemplos o albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris) e o albatroz-viageiro (Diomedea exulans). Já as pardelas e petréis têm movimentos mais variados, podendo vir dos mesmos locais de reprodução que os albatrozes, como é o caso da pardela-preta (Procellaria aequinoctialis) e do petrel-gigante (Macronectes giganteus). Outras pardelas e petréis podem vir de ilhas no hemisfério norte, a exemplo da pardela-sombria (Puffinus puffinus) e a cagarra-de-cabo-verde (Calonectris edwardsii).

A finalidade para este ano é aumentar a divulgação do banco para ter mais pedidos por amostras, visando ampliar a demanda e fomentar também publicações científicas. As novas amostras são obtidas principalmente pela parceria com instituições ligadas ao Programa de Monitoramento de Praias (PMP), contratadas pela Petrobras, além de organizações que atuam no resgate e reabilitação de aves marinhas de diversas regiões brasileiras.

O Brasil tem parceria com a Argentina em pesquisa sobre o impacto dos plásticos sobre albatrozes e petréis. “A gente quer produzir amostras e também ceder para outros”, disse Alice.

A intenção é estimular parcerias com governos e academias. Os interessados podem acessar o banco de amostras no endereço www.baap.org.br. O Projeto Albatroz é patrocinado pela Petrobras, junto com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a R3 Animal.

Pesquisadores interessados em cadastrar amostras no site podem entrar em contato pelo e-mail [email protected]. Para que novas amostras sejam adicionadas ao diretório do banco é necessário que a coleta da amostra siga padrões definidos no portal, e que sejam enviados dados específicos, conforme o protocolo de coleta do Projeto Albatroz.

Ameaças

A analista ambiental do Cemave-ICMBio, Patrícia Serafini, destacou que o banco é público, facilitando a consulta e o acesso de pesquisadores, além da conservação da espécie.

Avaliou que depois de 10 anos coordenando o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis, percebeu que havia muita lacuna de conhecimento sobre esse grupo de aves oceânicas de difícil acesso porque esses animais visitam ilhas muito afastadas da costa. “Uma amostra de albatroz é algo muito raro, muito difícil” disse.

Para ela, o banco tem duas funções: facilitar a pesquisa científica e encontrar respostas para conservar essas aves ameaçadas de extinção.

Os albatrozes sofrem com a ação nociva de seres humanos ao meio ambiente, como a poluição nos oceanos, com destaque para o plástico, que as aves ingerem confundindo com alimento.

As aves são ainda capturadas acidentalmente por embarcações pesqueiras, atraídas por iscas em anzóis utilizados para a pesca de peixes grandes longe da costa. Esses peixes acabam sendo fisgados e morrem afogados. “O principal problema é a captura na pesca”, indicou Patricia.

Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz. Criado em 1990, em Santos (SP), ele tem como linha principal de ação o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar políticas públicas e a promoção de ações de educação ambiental junto aos pescadores, jovens e escolas.




Fonte: Agência Brasil

Rio: MP pede intervenção no serviço de barcas na Baía de Guanabara 


O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) requereu à Justiça que o estado do Rio comprove, em 48 horas, a adoção de medidas para assumir o serviço público de transporte aquaviário a partir de 12 de fevereiro. Caso não indique que isso ocorrerá, a promotoria requer que sejam adotadas todas as medidas necessárias para garantir o funcionamento do serviço entre Rio e Niterói e demais linhas, com ações como a intervenção na administração. 

O transporte por barcas na Baía de Guanabara tem linhas entre a Praça XV e Niterói, Praça XV e Paquetá, Praça XV e o bairro de Cocotá, na Ilha do Governador e Ilha Grande e Mangaratiba, na Costa Verde.

Se não houver comprovação de que o governo do estado assumirá o serviço, o MPRJ pede que a Justiça decrete imediata intervenção judicial na administração das barcas, com a nomeação de um administrador judicial para exercer a sua presidência até a conclusão do próximo procedimento licitatório. O MPRJ requer o bloqueio das contas da CCR Barcas, a fim de garantir recursos ao administrador judicial para a continuidade regular do serviço público.

O pedido do MPRJ visa dar cumprimento provisório a acórdão judicial proferido em 2017, em ação ajuizada em 2004, que anulou o contrato de concessão celebrado pelo estado e pela empresa Barcas S.A – posteriormente sucedida pela CCR Barcas. O MPRJ demonstrou na ação que a estipulação de preço mínimo foi inadequado, uma vez que o valor patrimonial da então Conerj (Companhia de Navegação do Estado) foi fixado de forma artificial. A Justiça também reconheceu que o contrato de concessão contou com modificações em relação ao edital, acrescentando significativos benefícios à concessionária.

O MPRJ também destaca que o Estado não adotou as medidas necessárias para assumir o serviço nem o conceder a um novo prestador para assegurar a continuidade do serviço a partir do dia 12 de fevereiro. Em vez disso, está trabalhando com a hipótese de contratação temporária ou prorrogação da operação atual.

“Não pode a ausência do trânsito em julgado de uma decisão de Órgão Colegiado que anula um contrato por considerá-lo em violação ao ordenamento jurídico ser utilizada como fundamento para estender este contrato para além do prazo que ele teria caso fosse considerado de acordo com a lei”, diz o documento.

Concessão

Em 2022, a concessionária CCR Barcas anunciou que devolveria e não renovaria o contrato de concessão no dia 11 de fevereiro deste ano, pois o governo do Rio teria uma dívida superior a R$ 1 bilhão. O governador Cláudio Castro informou que as operações continuariam por mais um ano após o fim do contrato, enquanto novos estudos são realizados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Faltando menos de 10 dias para o fim da concessão, o governo ainda tenta uma homologação de acordo com o Grupo CCR para prorrogar a concessão. O estudo para elaborar um novo modelo de concessão deve ficar pronto em maio, quatro meses após o contrato vigente. De acordo com a concessionária, as operações da empresa tiveram uma redução de cerca de 60% no tráfego de usuários entre 2000 e 2022, caindo de mais de 21 milhões para menos de 9 milhões por ano. A empresa diz que o sistema ainda não se recuperou da queda da pandemia e transporta cerca de 40 mil pessoas por dia.




Fonte: Agência Brasil

China não deve fechar acordo com Mercosul, avalia especialista da UERJ


A possível assinatura de um tratado bilateral do Uruguai com a China, o que poderia prejudicar o Mercosul, não deverá acontecer. A avaliação é do geógrafo e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Elias Jabbour. Ele participou, nesta quinta-feira (2), de palestra na 13ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que este ano ocorre no Rio de Janeiro.

“Eu não acredito que a China vá levar isso a cabo, porque pode prejudicar as relações com o Brasil. Não acho que a China vai levar isso até o fim”, disse o professor, considerado um dos maiores especialistas sobre o país asiático, após a palestra dirigida a estudantes universitários de diversos estados brasileiros.

Jabbour, que se dedica ao estudo do país asiático faz 30 anos, apresentou o seu último livro, escrito em parceria com Alberto Gabrieli, China: o Socialismo do Século XXI. Ele destacou as mudanças que o mercado chinês passou nas últimas décadas, se transformando de um país agrícola em uma potência tecnológica.

“A China é só mudança. Tem um crescimento no PIB muito rápido, então tudo muda rapidamente. Nos últimos dez anos, tirou do campo e colocou nas cidades 150 milhões de pessoas. Eles conseguiram construir marcos institucionais, políticos e financeiros que capacitaram o país a planejar esse tipo de movimento. No Brasil o nosso processo de urbanização foi muito traumático, com favelização. Na China, eles conseguiram fazer isso de forma ultraplanejada. Era um país que exportava quinquilharias e hoje disputa com os Estados Unidos a fronteira tecnológica na infraestrutura dos semicondutores”, disse.

Segundo Jabbour, o sucesso chinês se explica na forma como o país se colocou no mundo nas últimas décadas. Enquanto o Brasil foi tragado pela globalização, ao abrir subitamente suas fronteiras ao capital internacional, a China aderiu ao processo de forma ofensiva, colocando as suas exigências.

“Tinha mão de obra, mais de 1 bilhão de habitantes, um mercado consumidor em potencial e usou isso ao seu favor. Para investir na China, as empresas tinham que se associar com uma empresa chinesa, transferir tecnologia. Eles trabalharam com a ideia de joint ventures com o capital estrangeiro, com a estratégia de buscar tecnologia, os melhores métodos de administração. Foi um grande projeto nacional, que teve como um dos pilares a inserção ativa na globalização. Ao contrário do Brasil, que teve uma inserção passiva, sem uma estratégia para lidar com um mundo em transformação. Quando abrimos a nossa economia, a nossa indústria foi destruída”, disse Jabbour.

O professor considerou que não houve prejuízos na relação bilateral recente do Brasil com a China, apesar de diversos percalços diplomáticos ocorridos no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que usou mais de uma vez palavras e termos pejorativo em referência aos chineses.

“Eu não acho que houve quebra nessa relação. O que se aprofundou foi a nossa dependência em relação à China, para produtos primários. Os chineses trabalham com um tempo histórico diferente do nosso. Para eles, Bolsonaro vai e o Brasil fica. Eles têm uma visão do Brasil muito mais sofisticada do que nós mesmos temos. Então, para os chineses, interessa um Brasil forte, industrializado, com uma base material que o coloque em condição de ocupar um espaço neste mundo multipolar. Isso interessa a eles”, afirmou Jabbour.




Fonte: Agência Brasil

Bombeiros buscam homem que caiu em córrego na Grande São Paulo


O Corpo de Bombeiros ainda buscava na tarde de hoje (2) um homem que caiu com um carro em um córrego em Arujá, na Grande São Paulo, e foi levado pela água. O acidente ocorreu durante um temporal na noite de ontem (1º).

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital paulista a previsão de pancadas de chuva com raios e rajadas de vento para o final da tarde e início da noite de hoje. O órgão alerta que, devido as chuvas dos últimos dias, o solo da região da Grande São Paulo já está encharcado, aumentando o risco de inundações e deslizamentos.

Mortes

Um levantamento divulgado ontem pela Defesa Civil do estado de São Paulo informou que 24 pessoas morreram por causa das chuvas desde o início de dezembro. Os temporais também levaram a 15 municípios do estado a declararem estado de emergência.




Fonte: Agência Brasil

Guindaste no barracão da Tom Maior atinge três trabalhadores


Três trabalhadores ficaram feridos hoje (2) ao serem atingidos por um guindaste no barracão da Escola de Samba Tom Maior, na Fábrica do Samba, no bairro Barra Funda. Segundo o Corpo de Bombeiros, um deles teve fratura exposta na perna e foi transportado de helicóptero para o Hospital das Clínicas. 

Outro homem, de 27 anos, teve contusão no ombro e ferimentos na orelha e foi levado ao Pronto Socorro de Santana. A terceira pessoa atingida, de 22 anos, teve um ferimento no rosto, contusão no ombro esquerdo e na perna e foi encaminhada ao Pronto Socorro Penteado.

A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo informou que as pessoas atingidas pelo guindaste prestavam serviço para a Tom Maior. O galpão onde ocorreu o acidente é de uso exclusivo da agremiação e é usado para produção das alegorias.

A entidade informou que, os galpões da Fábrica do Samba têm equipamentos de proteção e que os prestadores de serviços e artistas são “devidamente orientados a executar suas atividades em segurança”.

“Toda a assistência necessária foi prestada pelo Corpo de Bombeiros e os prestadores de serviço foram prontamente socorridos e encaminhados ao hospital”, diz a nota. A entidade informou ainda que “está prestando toda a assistência aos trabalhadores e seus familiares”.




Fonte: Agência Brasil

Anatel amplia uso de bloqueadores de celular, internet e drones


Usados até agora apenas em penitenciárias, os bloqueadores de sinais de celular, de internet, de drones e de receptores de GPS poderão ser ativados em mais locais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje (2) uma resolução que amplia as possibilidades de uso dos equipamentos.

Segundo a nova norma, os bloqueadores também poderão ser instalados em portos e aeroportos, áreas de segurança pública, áreas militares e locais de interesse temporário de órgãos de segurança plúbica, de defesa nacional e de delegações estrangeiras.

A Anatel também ampliou o número de órgãos que podem pedir a instalação de bloqueadores. Até agora, somente o Ministério da Justiça poderia fazer os pedidos. Pelas novas regras, também poderão requerer a instalação de bloqueadores os seguintes órgãos: Presidência da República; Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Ministérios da Defesa, da Justiça e das Relações Exteriores; Forças Armadas; Agência Brasileira de Inteligência; e órgãos de segurança pública e de administração penitenciária.

Cada órgão precisa fazer o pedido com pelo menos 15 dias de antecedência. As exceções são a Presidência da República, o GSI, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas, que poderão requerer a instalação urgente dos bloqueadores.

As novas regras dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor. Elas substituirão a resolução atual, editada em 2002.

A Anatel manteve a proibição de que pessoas físicas e empresas (mesmo públicas ou de economia mista) usem bloqueadores. A instalação não autorizada desses equipamentos configura crime de atividade clandestina de telecomunicações, com pena de dois a quatro anos de prisão.




Fonte: Agência Brasil

Glória Maria: pioneirismo e referência para jornalistas negras


A perda, na manhã de hoje (2), da jornalista Glória Maria, causou um grande impacto na imprensa nacional. Mas, em especial, as jornalistas negras sentiram a perda de sua principal referência profissional.

Kariane Costa, presidenta da Empresa Brasil de Comunicação, coloca o pioneirismo de Glória Maria ao lado de figuras históricas como Antonieta de Barros, fundadora do jornal A Semana e diretora da revista Vida Ilhoa, ambos de Florianópolis, e uma das três primeiras mulheres eleitas no Brasil, em 1934; e Almerinda Farias Gomes, cronista do jornal A Província, de Belém, uma das duas únicas mulheres na Assembleia Constituinte de 1934.

“Glória Maria sempre foi uma referência para mim, perdemos hoje uma grande inspiração para todas nós, jornalistas negras. Sem ela para abrir esses caminhos, eu não estaria nessa posição hoje. Enquanto Antonieta e Almerinda abriram as portas no início do século passado, Glória trilhou brilhantemente pelo telejornalismo e foi uma influência determinante para a minha geração”.

Professora titular da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UnB), Dione Moura pesquisa a atuação de jornalistas negras brasileiras. Relatora do projeto de cotas e ingresso de indígenas da UnB, Dione destaca que Glória Maria abriu caminhos para a visibilidade de negras na profissão.

Ter Glória Maria, uma mulher negra, como referência no telejornalismo e no jornalismo brasileiro, deve ser tomado como inspiração para atuais e futuras gerações de jornalistas e mulheres negras no Brasil. A imprensa comercial, aos poucos, tem aberto espaço para dar visibilidade às jornalistas negras e Glória Maria, um nome para não ser esquecido, teve papel fundador e histórico”.

A apresentadora do telejornal Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, Eliane Benício, lembra com orgulho de ter entrevistado sua grande referência na faculdade, quando ela falou do racismo e machismo estrutural que enfrentava.

“Glória Maria para mim sempre foi referência de mulher negra competente, exercendo o bom jornalismo. Eu tive a oportunidade de entrevistá-la na reta final do meu curso de comunicação social e a ouvi dizer que, por ser mulher e negra precisava matar não um, mas dois leões por dia para manter o seu espaço. A fala potente fez diferença pra mim e faz até hoje, já que infelizmente ainda não está ultrapassada. Glória Maria, porém, abriu o caminho. Eu e outras colegas seguimos”.

Fundadora da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (Cojira-Rio/SJPMRJ), Angélica Basthi afirma que Glória Maria foi uma “gigante” no jornalismo, como ser humano, como uma mulher e, principalmente, como mulher negra.

“Ela brilhou na televisão brasileira, ela ajudou a construir a história do jornalismo na televisão brasileira e, por décadas, ela foi a única referência como pessoa negra dentro do nosso jornalismo e sempre brilhando. Como ela mesmo dizia, ela não tinha medo do medo. Então ela conquistou o público, a nossa admiração e a nossa estima porque ela sempre se dedicou a trazer para as telas da televisão brasileira a essência do jornalismo, que é a busca da verdade.”

Coordenadora das edições 2011 e 2012 do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento, que reconhece produções com ênfase na questão racial, Angélica Basthi se emociona ao falar da participação de Glória Maria no evento.

“Eu cresci vendo as reportagens da Glória Maria, tornei-me jornalista por conta da Glória Maria sim e falo isso com muito orgulho. Tive a felicidade de conhecê-la e convidá-la para fazer a entrega na premiação e a Glória aceitou o nosso convite com toda alegria e sempre mantendo o compromisso que ela tinha com a questão racial. A Glória Maria não precisava dizer muita coisa, né? A nossa pele fala e a Glória Maria falou durante décadas, dando voz a milhares de vozes de mulheres negras e homens negros nesse país. Ela deixa um legado inestimável e vai fazer muita falta”.

Homenagens

Pelas redes sociais, diversas jornalistas negras também renderam homenagens à Glória Maria. Veja algumas delas:

Luciana Barreto, da CNN e ex-apresentadora da TV Brasil: “Glória Maria, nossa referência, partiu hoje, dia de Iemanjá. Arrasada! Tive a sorte de pedir conselhos em momentos privados. Glória era uma mulher de grande sabedoria. Ela foi além de qualquer uma de nós e deixou um recado: não estacione! Iremos além também por você, Glória!”

Flávia Oliveira, da Globo News: “É a Glória. Glória Maria, a jornalista, partiu nesta manhã de 2 de Fevereiro, dia de Iemanjá. Referência no telejornalismo brasileiro. Referência para mulheres jornalistas. Referência para negras jornalistas. Referência. Que o Orun a receba em festa neste dia de celebração e fé. Minha mãe Iemanjá te receba na Glória que você já é. Meu carinho às filhas, aos familiares, aos amigos, aos colegas, aos fãs. Lembraremos de nossa querida para sempre”.

Basília Rodrigues, da CNN: “Então, só o que agradecer. Obrigada Glória Maria pelo exemplo de profissional e ser humano. Você sempre foi força. Meus sentimentos à família”.

Maju Coutinho, da TV Globo: “A presença negra, intensa e assertiva de Glória na maior emissora do país sinalizava para mim que era possível, era preciso, era também meu direito e de outros parecidos comigo ocupar lugares de destaque. Celebro aqui a existência dessa mulher que me ajudou a existir e a resistir.”

Thais Bernardes, fundadora do portal Notícia Preta: “Se eu existo hoje é porque Glória Maria abriu caminhos para mulheres como eu! Sempre digo nas minhas palestras que quando jovem eu sonhava em ser a próxima Glória Maria. Eu só tinha ela como referência na minha profissão. Glória foi pioneira no jornalismo. Glória enfrentou machismo, racismo, encarou a ditadura. Sempre com muita altivez e profissionalismo. Sigo sonhando em um dia ser 10% do que é Gloria. Sem ela, talvez hoje eu não existiria. Vê-la na TV é saber que eu também poderia estar ali. Sigamos honrando o legado da maior jornalista do Brasil!”

Marcelly Setúbal, da Globo News: “Pioneira não porque quis. E, sim, porque teve coragem e forças para enfrenar tantas dificuldades impostas pelo racismo e pelo preconceito. Se eu e tantos colegas negros estamos onde estamos foi porque ela, um dia, abriu as portas. Vá em paz e obrigada.”

Luto oficial

O governo do Rio de Janeiro decretou luto oficial no estado pela morte da jornalista. Em nota, o governador Cláudio Castro declarou que “Glória Maria era um nome forte do jornalismo brasileiro”.

“Uma profissional que foi sinônimo de competência, talento e dedicação em tudo o que fez. Mas também não podemos deixar de exaltar a mulher Glória! Todos precisam saber da história da menina humilde, nascida no RJ, que com muita garra e determinação lutou contra o preconceito, as dificuldades, e alcançou lugares altos”.

Glória Maria era filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta. Deixou duas filhas, Maria (15) e Laura (14), que adotou em 2009.




Fonte: Agência Brasil

Sitiante é multado em R$ 18 mil e responderá criminalmente por maus-tratos a animais domésticos, em Regente Feijó




Polícia Ambiental encontrou um bezerro morto, além de uma égua, uma vaca e dois porcos “aparentando desnutrição, com ferimentos, sem cuidados veterinários e sem a devida alimentação necessária”. Sitiante foi multado e responderá criminalmente por maus-tratos a animais domésticos em Regente Feijó (SP)
Polícia Ambiental
Um homem, de 26 anos, foi multado em R$ 18 mil por maus-tratos a animais domésticos nesta quinta-feira (2), em um sítio às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Regente Feijó (SP). Ele responderá criminalmente.
No local, a Polícia Ambiental encontrou um bezerro morto, além de uma égua, uma vaca e dois porcos em situação de maus-tratos, “aparentando desnutrição, com ferimentos, sem cuidados veterinários e sem a devida alimentação necessária”.
Sitiante foi multado e responderá criminalmente por maus-tratos a animais domésticos em Regente Feijó (SP)
Polícia Ambiental
Os agentes elaboraram um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 18 mil contra o homem, por prática de maus-tratos a animais domésticos, conforme o artigo 29 da Resolução SIMA nº 05/21 e do artigo 32 da lei federal nº 9.605/98, que dispõem sobre “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.
O sitiante também irá responder criminalmente.
De acordo com a Polícia Ambiental, os animais ficaram depositados com o infrator, “devido à impossibilidade de local adequado para destinação”.
Sitiante foi multado e responderá criminalmente por maus-tratos a animais domésticos em Regente Feijó (SP)
Polícia Ambiental
Sitiante foi multado e responderá criminalmente por maus-tratos a animais domésticos em Regente Feijó (SP)
Polícia Ambiental
Sitiante foi multado e responderá criminalmente por maus-tratos a animais domésticos em Regente Feijó (SP)
Polícia Ambiental
Sitiante foi multado e responderá criminalmente por maus-tratos a animais domésticos em Regente Feijó (SP)
Polícia Ambiental

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Operação Le Tartuffe investiga associação criminosa voltada à falsificação de CNHs no Oeste Paulista


Conforme o delegado responsável pelas investigações, Rafael Guerreiro Galvão, após a apreensão dos objetos no escritório e nos endereços residenciais dos investigados, “será possível concluir e até mesmo aprofundar a investigação, além de revelar uma lista de possíveis clientes/compradores de tais CNHs falsificadas, sendo, assim, que todos responderão criminalmente”.




Fonte: G1

Após três semanas de interdição, plano emergencial tenta barrar descida de lama de propriedades rurais na Rodovia Raposo Tavares


“A partir do novo plano operacional, liberamos o fluxo rodoviário nos dois sentidos. Os veículos circulam pela faixa da esquerda no sentido leste [interior–capital] e da direita pelo oeste [capital–interior]. Este estreitamento é necessário para a continuidade do plano emergencial de contenção. Por isso, orientamos o motorista a seguir a sinalização local e reduzir a velocidade no deslocamento entre os quilômetros 630,200 e 629,720”, afirmou o gerente de Operações da Cart, Luis Santos.




Fonte: G1