Após bater carro em traseira de veículo, homem embriagado tenta fugir, mas é localizado na casa da filha e acaba preso em Presidente Prudente




Indiciado confessou ter “tomado pinga” e deixou o local do acidente por já ter sido preso pelo mesmo motivo. Homem embriagado bate carro em traseira de veículo e acaba preso em Presidente Prudente (SP).
Reprodução/RBS TV
Um acidente de trânsito foi registrado nesta sexta-feira (7) na Estrada Raimundo Maiolini, em Presidente Prudente (SP). Segundo Boletim de ocorrência, um homem de 53 anos estava embriagado e bateu o carro na traseira de outro veículo.
Não houve feridos na ocorrência.
De acordo com a Polícia Militar, o condutor havia fugido do local, mas após informações, foi encontrado na casa da filha, que fica próximo à área do acidente.
À polícia, o homem confessou ter deixado o local por já ter sido preso anteriormente pelo mesmo motivo e que teria “tomado pinga” antes de causar o acidente.
Durante o atendimento, afirmam que “o indiciado apresentava sinais de embriaguez, tais como voz pastosa, hálito etílico e andar cambaleante”.
Após ser constatada pelo médico legista a embriaguez e condição psicomotora alterada, foi dada voz de prisão ao homem.
Diante das penas impostas aos delitos e da capacidade financeira do indiciado, foi arbitrada fiança no valor de R$ 1.500, paga pelo homem, que foi liberado logo em seguida.

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Fonte: G1

Após operação policial, comércios do Centro de São Paulo são saqueados


Após uma operação policial realizada hoje (7) para desobstruir ruas no centro de São Paulo ocupadas por usuários de drogas e por pessoas em situação de vulnerabilidade social, um grupo invadiu e saqueou uma farmácia e um mini-mercado na região da Avenida São João, na capital paulista.

O movimento Craco Resiste disse que o que ocorreu hoje foi uma reação às violências praticadas frequentemente pelo Estado contra essa população vulnerável. Especialistas têm dito que a intensificação da repressão policial e as notícias de que a prefeitura de São Paulo pretende adotar uma política de internações forçadas, além da decisão judicial que permite à prefeitura retirar barracas de pessoas que vivem nas ruas da capital, têm aumentado a tensão entre as pessoas que frequentam a Cracolândia.

Diversos vídeos que flagraram os saques aos comércios da região central já estão circulando nas redes sociais desde a manhã de hoje. Além de mostrarem dezenas de pessoas furtando a drogaria, os vídeos mostram também agentes da guarda-civil agredindo os invasores com chutes e cassetetes.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, a operação policial foi realizada por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Polícia Militar (PM), Polícia Civil e subprefeitura da Sé. A ação de zeladoria que foi realizada hoje, disse o órgão, é realizada “diariamente na região”.

“A GCM atua na proteção dos agentes públicos durante a execução dos serviços municipais, além de também promover a desobstrução das vias públicas, para garantir a livre circulação de pedestres e veículos”, diz a nota da secretaria. A GCM diz que, após as pessoas saquearem produtos da drogaria, a situação foi controlada. A nota informa que não houve confrontos, nem feridos e que ninguém foi detido.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que reforçou o policiamento na área central. “Equipes realizam buscas para localizar os autores das invasões a comércios na área central, ocorridos nesta manhã, após ação de zeladoria realizada por agentes da prefeitura na região”, diz a nota que foi enviada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. “As imagens veiculadas pela imprensa são analisadas pelas equipes de investigação, que trabalham para identificar e individualizar a conduta de cada um”, informa a nota.

“A gente sabe que esse tipo de reação que o fluxo da Cracolândia tem é uma reação que acontece quando fica ainda mais exacerbada a violência e as violações de direitos humanos por parte do Estado” disse Roberta Costa, ativista da Craco Resiste, em entrevista hoje à Agência Brasil. “Nesses últimos dias teve um aumento muito grande da violência – não que em algum momento ela tenha cessado, e essa foi uma reação à violência do Estado. Ela aconteceu após a violência do Estado”, acrescentou ela.

Para pensar em soluções, o movimento Craco Resiste está organizando um seminário, que vai acontecer entre os dias 21 e 23 de abril, em São Paulo. “Por causa disso, nós e uma série de outros coletivos, estamos organizando um seminário para debater essa situação. A situação é séria e temos que debater esses problemas complexos com soluções complexas. Temos que pensar, por exemplo, em um espaço de uso, um lugar em que a gente consiga cuidar dessas pessoas em vez de ficar violentando elas ainda mais”, defende.

Cracolândia

A Cracolândia é o nome que se deu popularmente a uma região no centro da capital paulista ocupada por usuários e dependentes de drogas. Durante 30 anos, o fluxo vivia no entorno da Praça Júlio Prestes, na região da Luz, no centro da capital. Em março do ano passado, eles migraram para a Praça Princesa Isabel e permaneceram nesse local até maio, quando foi realizada uma grande operação policial que terminou com a morte de um homem. A partir daí, o fluxo se dispersou pela região central da capital. Desde então, as operações policiais têm sido frequentes para continuar dispersando os usuários que tentam se concentrar em alguma rua central.

A prefeitura e a polícia tem defendido que a dispersão facilita a abordagem aos usuários. Especialistas, no entanto, tem criticado as operações policiais, dizendo que elas não resolvem o problema, criam inseguranças e ainda prejudicam o trabalho das equipes de saúde e de assistência social. Moradores e comerciantes também têm reclamado e protestado contra a dispersão dos usuários pelas ruas do centro da capital.




Fonte: Agência Brasil

De passagem por Dracena, carro furtado em Assis é apreendido pela Polícia Militar




Após comprar veículo em Monte Castelo (SP), duas pessoas foram autuadas por receptação e liberadas. Carro furtado em Assis é apreendido em passagem por Dracena (SP) nesta sexta-feira (7)
Polícia Militar
A Polícia Militar apreendeu nesta sexta-feira (7), em Dracena (SP), um veículo furtado em Assis (SP).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), informou que um veículo, produto de furto, estava de passagem pela cidade.
Após darem início ao patrulhamento, os policiais abordaram o carro às margens da Rodovia João Ribeiro de Barros, próximo ao km 646, com dois ocupantes.
Em entrevista, relataram que adquiriram o carro em de Monte Castelo (SP), passando características do local e pessoa que vendeu.
A dupla alegou também que não sabiam que o veículo era furtado.
Segundo a polícia, os agentes de Monte Castelo não encontraram a pessoa que teria vendido o carro.
Apresentados à Polícia Civil, foi elaborado um auto de localização e receptação, sendo as partes ouvidas e liberadas.

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Fonte: G1

Onça-parda é vista em árvore por moradores de propriedade rural em Tarabai




De acordo com a Polícia Militar Ambiental, animal pode ter se afugentado pela presença de cães no local.
Onça-parda é vista por moradores de propriedade rural em Tarabai (SP) nesta sexta-feira (7)
Polícia Militar Ambiental /Cedida
Uma onça-parda foi vista em uma árvore nesta sexta-feira (7) por moradores de uma propriedade rural particular em Tarabai (SP), que acionaram a Polícia Militar Ambiental.
O felino, que pertence a uma espécie ameaçada de extinção, já havia ido embora quando os policiais chegaram ao local.
De acordo com o capitão Júlio César Cacciari de Moura, que responde pela 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, o animal pode ter se afugentado pela presença de cães na propriedade.
Onça-parda é vista por moradores de propriedade rural em Tarabai (SP) nesta sexta-feira (7)
Polícia Militar Ambiental /Cedida
“A onça-parda é um animal que é presente aqui na nossa região. Ela circula em toda área de Presidente Prudente (SP). Esse animal, normalmente quando é acuado por cães, ele sobe nas árvores e fica mais amedrontado”, explica Moura.
A orientação da Polícia Ambiental em situações como essa, é guardar os cães e deixar que o animal volte sozinho para o seu habitat.

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Fonte: G1

Ministro da Agricultura indica pesquisadora para chefiar Embrapa


O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse em uma conta pessoal do Instagram que vai indicar o nome da pesquisadora Silvia Massruhá para a presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Vai ser a primeira vez que uma mulher ocupa a função.

Segundo Fávaro, Silvia “preenche todos os requisitos” para assumir o cargo. Natural de Passos (MG), ela está na Embrapa desde 1989. É graduada em Análise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, tem mestrado na área de automação pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e é doutora em Computação Aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Silvia está à frente da Embrapa Agricultura Digital desde setembro de 2021. Lá, lidera projetos na área de engenharia de software, inteligência artificial e computação científica aplicada à agricultura. Segundo dados publicados no site da Embrapa, o setor que ela dirige é responsável por aproximadamente 100 publicações técnico-científicas e 25 softwares nos temas de lógica abdutiva, lógica nebulosa, técnicas de aprendizado de máquina, mineração de dados e textos voltados para o manejo animal e diagnóstico de doenças em plantas.

Parceria com Angola

Carlos Fávaro também anunciou nas redes sociais que se reuniu com o ministro das Relações Exteriores de Angola, Tete Antonio, para estabelecer diálogos e parcerias comerciais. O ministro da Agricultura disse que a Embrapa pode contribuir com tecnologias de produção agrícola e desenvolvimento de políticas públicas no país africano. Ele citou como exemplo o seguro rural. Dados trazidos pelo próprio Fávaro indicam que a atividade agropecuária em Angola é predominantemente familiar. Conta com 2.370.757 produtores rurais, dos quais 5.877 são explorações empresariais e 2.364.880 familiares.




Fonte: Agência Brasil

Procurado da Justiça morre após trocar tiros com a Polícia Militar, em Panorama




Homem, de 37 anos, foi socorrido para a Santa Casa do município, porém, não resistiu aos ferimentos. Procurado da Justiça morre após trocar tiros com a Polícia Militar em Panorama (SP)
Raiane Miranda
Um homem, de 37 anos, morreu, na manhã desta sexta-feira (7), após trocar tiros com a Polícia Militar, em Panorama (SP). Ele era procurado da Justiça pelo crime de homicídio.
De acordo com a PM, equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) receberam informações que o envolvido estaria escondido em uma residência.
No local, uma das equipes avistou o homem na garagem da casa. Ele, ao ver os policiais, foi para o interior da residência e tentou fugir pelos fundos, porém, deparou-se com outra equipe do Baep.
Ele estava armado com um revólver calibre 38 e efetuou um disparo na direção dos policiais, que revidaram atingindo-o com dois disparos.
Ele foi socorrido para a Santa Casa de Panorama, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Fonte: G1

Interior de SP: homem fere 7 pessoas em hospital e é morto pela PM


Sete pessoas ficaram feridas após um homem ter entrado armado em um hospital da cidade de Américo Brasiliense, no interior de São Paulo. Uma delas está internada em estado grave. O ataque ocorreu na noite desta sexta-feira (6).

Segundo informações da Polícia Militar, o homem teria invadido o hospital Doutor José Nigro Neto, armado com uma faca. Ele teria desferido golpes contra funcionários e pacientes. Ao sair do hospital, ele ainda fez uma enfermeira refém.

A Polícia Militar informou que uma equipe que fazia o patrulhamento na região flagrou a situação e tentou negociar a rendição do homem, que ameaçava esfaquear a refém. “A fim de evitar a ação do criminoso, foi necessária a intervenção policial com uso de arma de fogo. O infrator recebeu atendimento médico, mas não resistiu”, disse a PM, por meio de nota.




Fonte: Agência Brasil

ABI chega aos 115 anos com desafios na comunicação do país


Hoje, dia 7 de abril, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) completa 115 anos de existência. Ao longo da história centenária, a entidade participou de debates centrais na política nacional. Corredores e salas do edifício-sede, no Rio de Janeiro, foram frequentados por intelectuais de diferentes posições partidárias e ideológicas. E, por isso mesmo, a associação teve em seus quadros tanto defensores firmes da liberdade de imprensa, quanto aqueles que flertavam com governos autoritários.

A ABI chega a 2023 com o desafio de atrair um número maior de jornalistas, principalmente os jovens. Pesquisa interna de 2022 mostrou que 89% dos membros tinham mais de 55 anos.

“Nós estamos nesse processo de expandir associados, principalmente jovens que, de alguma forma, não participaram dessa história da ABI no Brasil. Esse é nosso maior interesse agora, a renovação”, explica Vitor Iório, coordenador da Comissão de Educação.

“A entidade, devido a essa expansão das novas tecnologias, está se tornando verdadeiramente nacional. Antes, ela ficava mais restrita ao Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Mas hoje nós temos associados e conselheiros e participantes de norte a sul e de leste a oeste do Brasil”.

Apesar da abrangência, o número de membros teve queda histórica expressiva. Em uma pesquisa acadêmica, Hérica Lene, doutora em Comunicação em Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indicou que eram 3.880 associados em 1940. Em 2013, cerca de 8.300. Dez anos depois, o número está em torno de 700.

O jornalista Octávio Costa foi eleito presidente em 2022, com a vice Regina Pimenta. Ele garante que a entidade vai participar ativamente dos principais debates que envolvem o setor de comunicação. A meta é, sobretudo, retomar o prestígio de outros tempos.

Costa listou como principais preocupações a volta da exigência do diploma de jornalista, a valorização da carteira de trabalho no lugar das contratações pelo regime de pessoa jurídica, o enfrentamento do assédio contra a imprensa e a regulamentação das grandes plataformas digitais.

 “Nós estamos em um grupo de trabalho do Ministério da Justiça que trata de violência contra jornalistas. Em um outro grupo no Ministério Público Federal que trata da questão de assédio judicial contra jornalistas, que são os processos em cascata por crime de opinião. E dentro da Advocacia-Geral da União foi criada uma Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia. A ABI está participando nesse grupo também. Ou seja, a ABI está envolvida com todas as grandes questões que envolvem a comunicação no Brasil”, disse.

Fundação

A instituição nasceu em 7 de abril de 1908 como a primeira organização corporativa dos jornalistas no país. O nome inicial era Associação de Imprensa. Só em 1913 mudaria para Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Tinha caráter essencialmente assistencial: mantinha caixa de pensões e auxílio para sócios e familiares, ajuda médica e farmacêutica, serviços de enfermaria e residência para idosos. A iniciativa foi liderada pelo jornalista negro e socialista Gustavo de Lacerda, filho de uma mulher que havia sido escravizada. Ele acabou morrendo quase um ano e meio depois da criação da instituição, em setembro de 1909.

Os presidentes seguintes conseguiram manter a entidade em funcionamento, apesar da adesão baixa da classe jornalística. Um dos motivos era a oposição e sabotagem dos donos de jornais. Os anos 1920 e 1930 foram de mudança e de fortalecimento, quando a ABI incorporou outras entidades com propósitos semelhantes, o Clube da Imprensa e a Associação de Imprensa Brasileira.

Consolidação

O principal nome da época foi Herbert Moses, que presidiu a entidade entre 1931 e 1964, quando ela se consolidou como uma instituição de importância nacional e ganhou fama como a “casa do jornalista brasileiro”.

Além de promover congressos e palestras sobre a profissão, a ABI fez campanha pela criação de uma escola de jornalismo. O primeiro curso regular do país foi o da Fundação Cásper Líbero, em São Paulo, no ano de 1947. No Rio de Janeiro, o curso surgiu em 1948, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (atual UFRJ). Os professores eram indicados pela ABI e os recursos financeiros obtidos com a Companhia de Cigarros Souza Cruz, em que Herbert Moses era advogado.

No campo político, o mandato de Moses foi representativo de um padrão ambivalente da ABI. Em dois períodos de governos autoritários no país, durante o Estado Novo (1937-45) e a ditadura militar (1964-1985), estabeleceu a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa, para denunciar violências contra jornalistas e proteger aqueles que eram perseguidos com apoio jurídico e financeiro.

Por outro lado, as relações com o poder federal sempre foram próximas e questionáveis. Herbert Moses foi criticado pelos diálogos frequentes com Getúlio Vargas. Internamente, um grupo defendia a ruptura com o ditador no período do Estado Novo. Mas o líder da ABI alegava ser estratégico estar em contato com o governo para conseguir benefícios materiais para a entidade e defender jornalistas e empresas de comunicação.

Essa relação foi fundamental para a construção da atual sede, no centro do Rio, cujo edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As obras duraram de 1936 a 1939. Moses conseguiu um auxílio financeiro do governo federal, por meio de um empréstimo do Banco do Brasil, no valor de 13 mil contos de réis. Getúlio Vargas recebeu o título de sócio benemérito e presidente de honra da Casa.

Ditadura militar

Quando outro golpe aconteceu, em 1964, a ABI não apoiou formalmente o regime militar, como fizeram inicialmente a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mas manteve uma postura ambivalente, segundo estudo da historiadora Denise Rollemberg, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela pesquisou atas das reuniões ordinárias e extraordinárias e do boletim do Conselho Administrativo da ABI. A conclusão é que a entidade se dividiu em posições de apoio e rejeição à ditadura. Enquanto combatia prisões e protegia jornalistas, celebrava o governo com homenagens e banquetes.

Celso Kelly, presidente da ABI em 1965, manteve diálogo direto com os militares. Em uma ata de 19 de outubro de 1965 está registrado um debate na entidade sobre a intervenção do Ministério do Trabalho no Sindicato dos Jornalistas. Kelly era a favor, mas recuou com a oposição de outros conselheiros. Meses depois, renunciaria ao cargo e assumiria a direção do Departamento Nacional de Ensino, do Ministério da Educação.

Na comemoração dos 60 anos da ABI, em abril de 1968, o presidente militar Costa e Silva recebeu homenagem na entidade, proposta pelo presidente à época, Danton Jobim. Com a mudança no comando da ditadura militar, Emílio Garrastazu Médici foi saudado em um telegrama oficial da ABI enviado por Jobim. O texto fala em coincidência de posições e aspirações e celebra a existência no país de “um autêntico sistema democrático-representativo”. Também emblemática foi a eleição de Adonias Filho, que havia apoiado o golpe e a ditadura, para presidente da instituição entre 1972 e 1974.

Pesquisa do historiador Leonardo Fetter da Silva, mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), reforça que só a partir de meados dos anos 1970 membros e conselheiros da entidade passaram a ser mais coesos na resistência democrática. No aniversário da instituição em 1975, o então presidente Elmano Cruz disse que a liberdade de imprensa era um “mito” no Brasil e criticou as frequentes violações dos direitos humanos.

O presidente seguinte, Prudente de Morais Neto, condenou publicamente o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações e Defesa Interna) em São Paulo, no ano de 1975. Tais posturas podem ter contribuído para a ABI virar um alvo de setores extremistas da direita pró-regime. Em 1976, o edifício-sede sofreu um atentado a bomba e todo o 7º andar foi destruído.

Período democrático

Na década de 1980, a ABI defendeu abertamente a campanha das “Diretas Já”, que pedia eleições diretas para a presidência da República. Em agosto de 1988, intelectuais, parlamentares e movimentos da sociedade civil se reuniram no auditório da ABI para defender o monopólio estatal do petróleo e a nacionalização das riquezas minerais. O ato foi liderado pelo então presidente Barbosa Lima Sobrinho.

O mesmo Barbosa Lima Sobrinho apresentou à Câmara dos Deputados, em Brasília, o pedido de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992. O documento também contava com a assinatura de Marcelo Lavenère, presidente da OAB. O pedido seria aprovado, e Collor afastado do cargo.

Semana de Jornalismo

Brasília (DF) 06/04/2023 Dia do jornalista é comemorado no dia 7 de Abril  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Dia do jornalista é comemorado no dia 7 de abril, mesmo dia da fundação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

No mês de março, a ABI organizou a 1ª Semana Nacional de Jornalismo, evento que pretendeu debater questões atuais da profissão em âmbito nacional. Participaram 76 profissionais da área em discussões sobre ensino, plataformas digitais, papel do repórter, ética, mídias independentes e papel político da imprensa. Uma das mesas tratou sobre o tema da diversidade na comunicação e a importância de aumentar o número de profissionais negros. Pauta que conecta passado e futuro. É considerada central para os novos rumos que a entidade pretende seguir. E recupera, ao mesmo tempo, o legado do fundador Gustavo Lacerda.

“A ABI está comprometida com a diversidade. E demorou 115 anos, mas nós conseguimos estabelecer através do movimento ‘Luta pela ABI Democracia’ a diretoria de Igualdade Étnico-Racial. Precisamos fazer trabalhos no campo da memória e história. E estamos fazendo parcerias com instituições de ensino para poder aprofundar e melhorar a qualidade desse trabalho”, disse Marcos Gomes, coordenador da Comissão de Igualdade Étnico-Racial da ABI. “É um campo de trabalho muito amplo que a gente tem pela frente. Nós estamos apenas no começo, mas esse trabalho vai ficar por mais 115 anos. Esse é o nosso sonho e desejo.”




Fonte: Agência Brasil

Associação Brasileira de Imprensa celebra 115 anos


Hoje, dia 7 de abril, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) completa 115 anos de existência. Ao longo da história centenária, a entidade participou de debates centrais na política nacional. Corredores e salas do edifício-sede, no Rio de Janeiro foram frequentados por intelectuais de diferentes posições partidárias e ideológicas. E, por isso mesmo, a associação teve em seus quadros defensores firmes da liberdade de imprensa, como e aqueles que flertavam com governos autoritários.

A ABI chega a 2023 com o desafio de atrair um número maior de jornalistas, principalmente os jovens. Pesquisa interna de 2022 mostrou que 89% dos membros tinham mais de 55 anos. “Nós estamos nesse processo de expandir associados, principalmente jovens que, de alguma forma, não participaram dessa história da ABI no Brasil. Esse é nosso maior interesse agora, a renovação”, explica Vitor Iório, coordenador da Comissão de Educação. “A entidade, devido a essa expansão das novas tecnologias, está se tornando verdadeiramente nacional. Antes, ela ficava mais restrita ao Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Mas hoje nós temos associados e conselheiros e participantes de norte a sul e de leste a oeste do Brasil”.

Apesar da abrangência, o número de membros teve queda histórica expressiva. Em uma pesquisa acadêmica, Hérica Lene, doutora em Comunicação em Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indicou que eram 3.880 associados em 1940. Em 2013, cerca de 8.300. Dez anos depois, o número está em torno de 700.

O jornalista Octávio Costa foi eleito presidente em 2022, com a vice Regina Pimenta.Ele garante que a entidade vai participar ativamente dos principais debates que envolvem o setor de comunicação. A meta é, sobretudo, retomar o prestígio de outros tempos. Costa listou como principais preocupações a volta da exigência do diploma de jornalista, a valorização da carteira de trabalho no lugar das contratações pelo regime de pessoa jurídica, o enfrentamento do assédio contra a imprensa e a regulamentação das grandes plataformas digitais.

 “Nós estamos em um grupo de trabalho do Ministério da Justiça que trata de violência contra jornalistas. Em um outro grupo no Ministério Público Federal que trata da questão de assédio judicial contra jornalistas, que são os processos em cascata por crime de opinião. E dentro da Advocacia-Geral da União foi criada uma Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia. A ABI está participando nesse grupo também. Ou seja, a ABI está envolvida com todas as grandes questões que envolvem a comunicação no Brasil”, disse.

Fundação

A instituição nasceu em 7 de abril de 1908 como a primeira organização corporativa dos jornalistas no país. O nome inicial era Associação de Imprensa. Só em 1913 mudaria para Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Tinha caráter essencialmente assistencial: mantinha caixa de pensões e auxílio para sócios e familiares, ajuda médica e farmacêutica, serviços de enfermaria e residência para idosos. A iniciativa foi liderada pelo jornalista negro e socialista Gustavo de Lacerda, filho de uma mulher que havia sido escravizada. Ele acabou morrendo quase um ano e meio depois da criação da instituição, em setembro de 1909.

Os presidentes seguintes conseguiram manter a entidade em funcionamento, apesar da adesão baixa da classe jornalística. Um dos motivos era a oposição e sabotagem dos donos de jornais. Os anos 1920 e 1930 foram de mudança e de fortalecimento, quando a ABI incorporou outras entidades com propósitos semelhantes, o Clube da Imprensa e a Associação de Imprensa Brasileira.

Consolidação

O principal nome da época foi Herbert Moses, que presidiu a entidade entre 1931 e 1964, quando ela de fato se consolidou como uma instituição de importância nacional e ganhou fama como a “casa do jornalista brasileiro”.

Além de promover congressos e palestras sobre a profissão, a ABI fez campanha pela criação de uma escola de jornalismo. O primeiro curso regular do país foi o da Fundação Cásper Líbero, em São Paulo, no ano de 1947. No Rio de Janeiro, o curso surgiu em 1948, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (atual UFRJ). Tinha professores indicados pela ABI e recursos financeiros obtidos com a Companhia de Cigarros Souza Cruz, em que Herbert Moses era advogado.

No campo político, o mandato de Moses foi representativo de um padrão ambivalente da ABI. Em dois períodos de governos autoritários no país, durante o Estado Novo (1937-45) e a Ditadura Militar (1964-1985), estabeleceu a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa, para denunciar violências contra jornalistas e proteger aqueles que eram perseguidos com apoio jurídico e financeiro.

Por outro lado, as relações com o poder federal sempre foram próximas e questionáveis. Herbert Moses foi criticado pelos diálogos frequentes com Getúlio Vargas. Internamente, um grupo defendia a ruptura com o ditador no período do Estado Novo. Mas o líder da ABI alegava ser estratégico estar em contato com o governo para conseguir benefícios materiais para a entidade e defender jornalistas e empresas de comunicação.

Essa relação foi fundamental para a construção da atual sede, no centro do Rio, cujo edifício é tombado peloInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As obras duraram entre 1936 e 1939. Moses conseguiu um auxílio financeiro do governo federal, por meio de um empréstimo do Banco do Brasil, no valor de 13 mil contos de réis. Getúlio Vargas recebeu o título de sócio benemérito e Presidente de Honra da Casa.

Ditadura Militar

Quando outro golpe aconteceu, em 1964, a ABI não apoiou formalmente o regime militar, como fizeram inicialmente aOrdem dos Advogados do Brasil (OAB e aConferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB). Mas manteve uma postura ambivalente, segundo estudo da historiadora Denise Rollemberg, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela pesquisou atas das Reuniões Ordinárias e Extraordinárias e do Boletim do Conselho Administrativo da ABI. A conclusão é que a entidade se dividiu em posições de apoio e rejeição à ditadura. Enquanto combatia prisões e protegia jornalistas, celebrava o governo com homenagens e banquetes.

Celso Kelly, presidente da ABI em 1965, manteve diálogo direto com os militares. Em uma ata de 19 de outubro de 1965 está registrado um debate na entidade sobre a intervenção do Ministério do Trabalho no Sindicato dos Jornalistas. Kelly era a favor, mas recuou com a oposição de outros conselheiros. Meses depois, renunciaria ao cargo e assumiria a direção do Departamento Nacional de Ensino, do Ministério da Educação.

Na comemoração dos 60 anos da ABI, em abril de 1968, o presidente militar Costa e Silva recebeu homenagem na entidade, proposta pelo presidente à época, Danton Jobim. Com a mudança no comando da ditadura militar, Emílio Garrastazu Médici foi saudado em um telegrama oficial da ABI enviado por Jobim. O texto fala em coincidência de posições e aspirações, e celebra a existência no país de “um autêntico sistema democrático-representativo”. Também emblemática foi a eleição de Adonias Filho, que havia apoiado o golpe e a ditadura, para presidente da instituição entre 1972 e 1974.

Pesquisa do historiador Leonardo Fetter da Silva, mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), reforça que só a partir de meados dos anos 1970 membros e conselheiros da entidade passaram a ser mais coesos na resistência democrática. No aniversário da instituição em 1975, o então presidente Elmano Cruz disse que a liberdade de imprensa era um “mito” no Brasil e criticou as frequentes violações dos direitos humanos.

O presidente seguinte, Prudente de Morais Neto, condenou publicamente o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações e Defesa Interna) em São Paulo, no ano de 1975. Tais posturas podem ter contribuído para a ABI virar um alvo de setores extremistas da direita pró-regime. Em 1976, o edifício-sede sofreu um atentado a bomba e todo o 7º andar foi destruído.

Período democrático

Na década de 1980, a ABI defendeu abertamente a campanha das “Diretas Já”, que pedia eleições diretas para a presidência da República. Em agosto de 1988, intelectuais, parlamentares e movimentos da sociedade civil se reuniram no auditório da ABI para defender o monopólio estatal do Petróleo e a nacionalização das riquezas mineiras. O ato foi liderado pelo então presidente Barbosa Lima Sobrinho.

O mesmo Barbosa Lima Sobrinho apresentou à Câmara dos Deputados em Brasília o pedido de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992. O documento também contava com a assinatura de Marcelo Lavenère, presidente da OAB. O pedido seria aprovado e Collor afastado do cargo.

Semana de Jornalismo

No mês de março, a ABI organizou a 1ª Semana Nacional de Jornalismo, evento que pretendeu debater questões atuais da profissão em âmbito nacional. Participaram 76 profissionais da área em discussões sobre ensino, plataformas digitais, papel do repórter, ética, mídias independentes e papel político da imprensa. Uma das mesas tratou sobre o tema da diversidade na comunicação e a importância de aumentar o número de profissionais negros. Pauta que conecta passado e futuro. É considerada central para os novos rumos que a entidade pretende seguir. E recupera, ao mesmo tempo, o legado do fundador Gustavo Lacerda.

“A ABI está comprometida com a diversidade. E demorou 115 anos, mas nós conseguimos estabelecer através do movimento ‘Luta pela ABI Democracia’ a diretoria de Igualdade Étnico-Racial. Precisamos fazer trabalhos no campo da memória e história. E estamos fazendo parcerias com instituições de ensino para poder aprofundar e melhorar a qualidade desse trabalho”, disse Marcos Gomes, coordenador da Comissão de Igualdade Étnico-Racial da ABI. “É um campo de trabalho muito amplo que a gente tem pela frente. Nós estamos apenas no começo, mas esse trabalho vai ficar por mais 115 anos. Esse é o nosso sonho e desejo”.




Fonte: Agência Brasil

Campanha de vacinação contra a gripe para grupos prioritários começa nesta segunda-feira, em Presidente Prudente




Imunizante estará disponível de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, em todas as 28 salas de vacinação. Veja quem poderá receber a dose. Imunizantes começam a ser aplicados nesta segunda-feira (10), nas 26 salas de vacinas de Presidente Prudente (SP)
Arquivo/Secom
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Presidente Prudente (SP) anunciou o início da 25ª Campanha de Vacinação contra o vírus da influenza a grupos prioritários, a partir de segunda-feira (10).
A imunização contra a gripe seguirá até o dia 31 de maio.
De acordo com a Vigilância Municipal Epidemiológica (VEM), o público alvo foi definido pelo Ministério da Saúde.
Confira quem poderá receber a dose:
Idosos com 60 anos ou mais;
Trabalhadores da saúde;
Crianças de seis meses e menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias);
Gestantes;
Puérperas;
Professores;
Pessoas com comorbidades;
Pessoas com deficiência;
Caminhoneiros;
Trabalhadores do transporte coletivo e rodoviário;
Forças de segurança; e
Funcionários do sistema prisional.
O imunizante estará disponível de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, em todas as 28 salas de vacinação.
Aos sábados, a vacina será aplicada das 8h às 16h na Unidade Básica de Saúde da Cohab, na Avenida Ana Jacinta.

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Fonte: G1