Autismo: preconceito está ligado à falta de informações


A neurologista pediátrica e neurogeneticista brasileira Isabella Peixoto Barcelos, médica do Hospital Pediátrico da Filadélfia, mais antiga instituição de pediatria dos Estados Unidos, afirma que o preconceito sobre transtornos do espectro autista (TEA) está associado à falta de informações. Neste domingo (2), é lembrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.

“Muito do preconceito que se tem hoje vem da falta de conhecimento que ainda existe sobre autismo. As pessoas acham que a criança ou o adulto que tem diagnóstico de transtorno de espectro autista tem limitações que, na verdade, eles não têm. E ignoram que eles têm muitas qualidades que não fazem ideia”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

Isabela destacou que, às vezes, é possível ter um estudante considerado gravíssimo que, muitas vezes, demonstra ser mais inteligente que os demais da sala de aula.

“Não existem todas essas limitações que se pensa a princípio, que a pessoa é incapacitada, não pode ter uma vida emocional, não pode trabalhar. Pelo contrário. O objetivo é tornar essa pessoa o mais funcional possível, que ela se desenvolva o máximo, dentro da potencialidade que ela carrega”, disse.

Segundo a médica, esse desenvolvimento é possível com terapias adequadas. No entanto, adverte que, para chegar a esse nível de formação, terapeutas brasileiros precisam ter uma formação que inclua graduação, mestrado em terapia comportamental com, pelo menos, 1,5 mil horas práticas.

“A terapia certa muda a vida dessas crianças, levando-as a conviver em sociedade”, ponderou. Isabella Peixoto pretende criar um serviço estruturado de autismo, quando retornar ao país.

Comunicação aumentativa e alternativa

Rio de Janeiro (RJ) - Alice Casimiro (A Menina Neurodiversa) posa para foto fantasiada de médica com um brinque.
Foto: Alice Casimiro/Instagram/Divulgaçāo

Alice Casimiro/Instagram/Divulgaçāo

Alice Casimiro tem 24 anos e mora no Rio de Janeiro. É autista nível 2 de suporte (moderado), TDAH e usuária de comunicação aumentativa. Criadora da página Alice Neurodiversa, é ativista pela neurodiversidade e ‘copywriter’ (especialista em redação publicitária).

Ela diz que escrever na sua página permitiu que obtivesse alguma independência financeira. A jovem faz ainda revisões de textos e, “uma vez ou outra”, procura emprego formal. Embora seja uma pessoa mais calada, Alice Casimiro afirma ter opiniões próprias, desejos e vontades. E usa comunicação aumentativa para complementar o que consegue expressar falando.

De acordo com as especialistas Maria Lúcia Sartoretto e Rita Bersh, autoras do site Assistiva, a comunicação aumentativa e alternativa valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala, como gestos, sons, expressões faciais e corporais. Eles podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa que se aponta), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.

Cultura

O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ), através do seu programa CCBB Educativo, promove aos domingos visitas acessíveis, mediante agendamento, para grupos de pessoas autistas e seus acompanhantes.

Os encontros ocorrem em horário exclusivo, uma hora antes da abertura da exposição ao público em geral, e reúnem, no máximo, dez pessoas. As visitas são realizadas a partir das 8h. O agendamento pode ser feito pelo telefone (21) 3808-2070 ou pelo ‘e-mail’ [email protected].




Fonte: Agência Brasil

Festival É Tudo Verdade vai apresentar 72 documentários de 34 países


De volta às salas de cinema, o tradicional festival É Tudo Verdade entra em sua 28ª edição apresentando 72 produções documentais de 34 países. O festival, que é todo gratuito, será realizado  entre os dias 13 e 23 de abril em seis salas de cinema de São Paulo e em três salas no Rio de Janeiro.

A mostra se caracteriza pela variação de técnicas e temas. Na edição deste ano, por exemplo, há filmes que tratam desde a invasão da Ucrânia pela Rússia até regiões indígenas ameaçadas pelo narcotráfico e pelo garimpo no Brasil.

Há também filmes biográficos como os que abordam a vida de Paulo César Farias, PC Farias, que foi tesoureiro do então candidato à Presidência da República Fernando Collor de Mello, e a trajetória do ator Michael J. Fox, que foi diagnosticado com a doença de Parkinson aos 29 anos.

“O festival não tem um eixo temático, mas um dos temas que marca a cena internacional é a ascensão de forças antidemocráticas no mundo seja de forma explícita ou de forma mais implícita como formas de controle, ou de hiper vigilância, como vivemos hoje, além da força das fake news”, disse Amir Labaki, diretor-fundador do festival, em entrevista à Agência Brasil. “Outra característica que não é de tema, mas de forma, é que a gente tem uma utilização muito marcante de materiais de arquivo, de uma maneira menos ingênua do que era feita antigamente”, completou.

Outra característica da mostra neste ano é a maior presença de cineastas mulheres. “O festival sempre esteve preocupado com a questão da diversidade e em ter maior representação de cineastas mulheres, LGTQIA+ e afro-brasileiros. Neste ano, por exemplo, temos uma maioria de cineastas mulheres na competição internacional”, disse o diretor do festival, em entrevista coletiva concedida no Itaú Cultural, em São Paulo.

A mostra será aberta no dia 12 de abril, em São Paulo, com a apresentação do filme Subject, de Jennifer Tiexiera e Camilla Hall, que discute a ética na arte de fazer filmes documentais. A película explora a mudança na vida de pessoas que participaram de documentários famosos como A Praça Tahir e Na Captura dos Friedmans. Já no Rio de Janeiro, a sessão de abertura está marcada para o dia 13 de abril e vai apresentar 1968 – Um Ano na Vida, de Eduardo Escorel, que é baseado no diário Lost, escrito por sua irmã Silvia.

Esta é a primeira edição do festival desde o início da pandemia do novo coronavírus. Todos os filmes serão apresentados de forma presencial, embora alguns títulos também possam ser exibidos  em plataformas digitais.

São Paulo (SP) - Festival É Tudo Verdade vai apresentar 72 documentários de 34 países. - Anos Anteriores-2022 - Foto: É Tudo Verdade/Divulgação

Anos Anteriores-2022 – Foto: É Tudo Verdade/Divulgação – É Tudo Verdade/Divulgação

No Sesc Digital, serão exibidos dois filmes da Mostra Foco Latino-Americano: Beleza Silenciosa e Hot Club de Montevideo. A plataforma do Itaú Cultural vai apresentar sete dos curtas-metragens da competição brasileira. “Vamos continuar nos cuidando e enlutados pelas perdas que tivemos [por causa da pandemia], mas vamos continuar sobrevivendo e fazendo o melhor de nós pela cultura brasileira, assim como fizemos nesse período, contra tudo e contra todos”, disse Labaki.

Além das mostras competitivas, os ciclos especiais do festival vão homenagear dois grandes cineastas: Humberto Mauro (1897-1983), que é considerado o pioneiro do cinema brasileiro, e Jean-Luc Godard (1930-2022), conhecido principalmente por ser um dos fundadores do movimento da Nouvelle Vague. No caso de Humberto Mauro serão apresentados dez de seus filmes e dois documentários sobre esse período da produção brasileira.

No ciclo dedicado a Godard, que tem apoio da Embaixada da França no Brasil, serão apresentados oito episódios de sua série História(s) do Cinema. “Não é uma história do cinema com propósito histórico ou didático. Talvez seja a mais poética e delicada obra do Godard falando sobre como a história do cinema bateu na sensibilidade dele. E talvez seja das obras menos conhecidas do Godard no Brasil”, disse Labaki, na coletiva para apresentação do festival.

Além dos filmes documentais, o festival ainda vai apresentar a 20ª edição da Conferência Internacional do Documentário, entre os dias 13 e 14 de abril, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Haverá um ciclo de palestras e um masterclass com o cineasta Cristiano Burlan, que vai apresentar seu novo documentário, Antunes Filho, Do Coração para o Olho, durante a mostra. O masterclass será exibido no dia 16 de abril.

O Festival É Tudo Verdade é reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos e qualifica seus filmes vencedores automaticamente para inscrição na disputa do Oscar nas categorias de melhor documentário brasileiro e internacional e melhor curta documental.

A programação do festival e mais detalhes sobre o evento poderão ser consultados no site do evento.




Fonte: Agência Brasil

Argentinos submetidos a trabalho escravo são resgatados no RS


Quatro trabalhadores argentinos em condição análoga à de escravo foram resgatados na noite deste sábado (1º) em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha. Segundo a Polícia Federal e o Ministério do Trabalho e Emprego, responsáveis pela operação, uma das vítimas é menor de idade.

As pessoas resgatadas trabalhavam no corte de lenha em uma propriedade rural do município. Segundo a Polícia Federal, eles haviam sido abandonados pelos empregadores e estavam sem recurso para alimentação e estadia.

A Polícia Federal foi acionada após receber denúncia da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, que também participou da operação. Um homem, responsável pelas atividades, foi preso em flagrante por submeter trabalhadores à condição análoga à de escravo, crime previsto no Artigo 149 do Código Penal. Conduzido à Polícia Federal em Caxias do Sul (RS), ele será encaminhado ao Sistema Penitenciário e permanecerá à disposição da Justiça Federal.

Ao chegarem à propriedade rural, os policiais federais, brigadistas militares e auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego encontraram os trabalhadores acampados na mata em condições insalubres e totalmente desassistidos. Os argentinos estavam sem água potável, sem energia elétrica e sem acesso a banheiros.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Ambiental resgata jiboia em posto de combustíveis na zona rural de Regente Feijó


A dentição é áglifa (sem dentes injetores de veneno). Para alimentar-se, mata as presas por constrição. Ou seja, a cobra enrola-se na presa e aperta-a firmemente, até que sinta com o corpo que a respiração e os batimentos cardíacos do animal cessaram. A jiboia abre, então, a boca e engole a presa inteira, pois a cobra não possui dentes para mastigar o alimento.




Fonte: G1

Jacaré-do-papo-amarelo é resgatado em jardim de residência, em Álvares Machado




Ocorrência foi registrada na manhã deste domingo (2) em um condomínio residencial. O réptil foi devolvido para seu habitat natural. Jacaré-do-papo-amarelo é resgatado em jardim de residência, em Álvares Machado (SP)
Polícia Ambiental
Um jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris) foi resgatado, na manhã deste domingo (2), no jardim de uma residência em um condomínio residencial de Álvares Machado (SP).
De acordo com as informações da Polícia Ambiental ao g1, uma pessoa informou aos policiais que o réptil estava no imóvel. Uma equipe foi até o local e realizou o resgate do animal.
O jacaré, por estar em boas condições de saúde, foi devolvido para seu habitat natural. Ele foi solto na represa da Cica, em Presidente Prudente (SP).
Segundo o capitão da Polícia Militar Ambiental, Júlio César Cacciari, o jacaré resgatado é jovem e a diferenciação sexual nessa idade é complexa.
Jacaré-do-papo-amarelo é resgatado em jardim de residência, em Álvares Machado (SP)
Polícia Ambiental
Sobre a espécie
O jacaré-do-papo-amarelo pode atingir 3 metros de comprimento. Mas esse tamanho é raro. Normalmente mede de 1,5 a 2 metros. É um animal esverdeado, quase pardacento, com o ventre amarelado e o focinho pouco largo e achatado. O focinho dele é menor do que o das outras espécies. E atrás da cabeça ele ainda tem escamas em fileiras cervicais.
A fêmea permanece perto do ninho para evitar ataques de predadores, como o lagarto teiú, o quati e o mão-pelada. Quando os ovos estão para eclodir, os filhotes vocalizam chamando a mãe, que desmancha o ninho usando os membros anteriores e posteriores e o focinho. A fêmea carrega cada um na boca até a água, cuidadosamente.
Jacaré-do-papo-amarelo é resgatado em jardim de residência, em Álvares Machado (SP)
Polícia Ambiental
O macho cuida dos recém-nascidos que já estão na água e os pais permanecem perto dos filhotes, protegendo-os contra os predadores, em especial garças e outras aves grandes.
Esses animais exibem traços herdados dos antepassados. É um réptil, contemporâneo dos grandes dinossauros que habitavam a Terra há milhões de anos, e que conseguiu sobreviver às grandes transformações do planeta.
Jacaré-do-papo-amarelo é resgatado em jardim de residência, em Álvares Machado (SP)
Polícia Ambiental

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Fonte: G1

Uma década após PEC, empregadas domésticas ainda lutam por direitos


A sociedade precisa entender que realizar tarefas domésticas não diminui a trabalhadora e que ela deve receber os direitos proporcionalmente à atividade. A afirmação é da coordenadora geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Luiza Batista. Neste domingo (2), a PEC das Domésticas completa dez anos, em meio ao aumento da informalidade e a precariedade ainda persistente entre as trabalhadoras brasileiras.

“As nossas expectativas é que a luta continue, porque se o empregador quer que alguém faça [o trabalho doméstico] tem que entender que aquela pessoa merece ser respeitada enquanto trabalhadora e que se tem direitos, também tem que respeitar esses direitos”, disse a coordenadora da Fenatrad.

Brasília (DF) - PEC das Domésticas: 10 anos depois.
Francisca Araújo de Carvalho, posa para foto. 
Foto: Divulgaçāo

A diarista Francisca Araújo de Carvalho, de 48 anos, conta, por exemplo, que alguns empregadores não respeitam o limite de oito horas diárias de serviço. “Têm pessoas que chamam uma vez por mês e quer que façamos todo o serviço de um mês em uma diária. E, geralmente, passamos do horário. Ou você dá conta ou a pessoa não te contrata”, disse.

Segundo Luiza Batista, houve avanços, mas a igualdade com os demais trabalhadores ainda não acontece de forma integral. Para ela, é preciso aprofundar as conquistas da PEC das Domésticas, com a universalização dos direitos dos demais trabalhadores, como seguro-desemprego e atestado médico.

A coordenadora da Fenatrad explicou que as domésticas só têm direito a três parcelas do seguro-desemprego, no valor de um salário mínimo nacional (hoje em R$ 1.302), enquanto as demais categorias têm direito a cinco parcelas, até o teto máximo do seguro-desemprego, que está em R$ 2.230.97.

Em relação ao atestado médico, trabalhadores em geral têm o salário pago pelo INSS após 14 dias de afastamento. Já para as domésticas, a legislação não é clara. Segundo Luiza, caberia ao INSS pagar desde o 1º dia de afastamento, mas isso não acontece na prática, o que acaba criando um jogo de empurra entre empregador e INSS.

Também são prioridades para a categoria uma maior oferta de creches, de escolas em tempo integral e a retomada do Trabalho Doméstico Cidadão (TDC), programa criado em 2006, que oferecia formação escolar e qualificação profissional aos trabalhadores.

A Fenatrad participou da transição do governo do presidente Luiz Inácio Lula na Silva em dois subgrupos de trabalho, de políticas para mulheres e de desigualdade e gênero. Agora, a entidade espera que o governo retome as políticas públicas e reveja alguns pontos da lei.

“E esperamos que a economia comece a alavancar e que a classe média volte a ter o padrão de vida que tinha antes [da pandemia]. A maioria dos nossos empregadores é de classe média. Quando torcemos por nós, também torcemos para outras classes sociais, a nossa empregabilidade vem dessas pessoas”, argumentou.

História de lutas

Luiza destaca que os direitos das trabalhadoras domésticas foram concedidos de forma muito lenta ao longo da história.

Enquanto a massa dos trabalhadores teve direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, somente em 1972, a Lei nº 5.859 garantiu às domésticas carteira assinada, férias remuneradas e acesso a benefícios da Previdência Social. Mais de uma década depois, a Constituição de 1988 previu alguns direitos a mais, como salário mínimo, 13º salário, repouso semanal remunerado, licença maternidade e direito ao aviso prévio.

Para o economista Marcelo Neri, diretor do centro de estudos FGV Social, a luta das trabalhadoras domésticas se guia a questões de direitos humanos e direitos trabalhistas iguais. “A questão de empregadas domésticas reflete não só desigualdade de gênero mas na desigualdade racial, que remonta a essa herança escravagista. Acho que é tentativa de entrar no século 21 e sair do século 19, acho que vai na direção correta”, argumentou.

Para ele, é possível ainda pensar na diminuição do número de empregadas domésticas. “As filhas de empregadas domésticas querem outra profissão e elas têm mais educação que suas mães. Acho que, talvez, caiba ao Estado brasileiro a provisão de treinamento e outros apoios para que esse grande número de empregadas domésticas seja diminuída ao longo do tempo”, disse.

Brasília (DF) - PEC das Domésticas: 10 anos depois.
Edriana de Souza Ribeiro e Sabrina Beatriz Ribeiro posam para foto.  
Foto: Divulgaçāo

BEdriana de Souza Ribeiro e Sabrina Beatriz Ribeiro Foto: Divulgaçāo

Já para Luiza, as politicas públicas ainda não são suficientes para proporcionar essa realidade de forma mais generalizada. Mas os casos acontecem. A trabalhadora doméstica Edriana acreditou na educação e, com incentivo, sua filha Sabrina Beatriz Ribeiro estudou na mesma universidade pública que o filho de sua empregadora. Hoje com 24 anos, Sabrina é advogada e continua os estudos de mestrado na Universidade de Brasília (UnB), com o tema de pesquisa sobre o trabalho doméstico no Brasil.

Segundo Sabrina, alguns dos abusos dos empregadores são naturalizados pelas trabalhadoras, pois muitas delas fazem trabalhos domésticos desde crianças. Ela cita a falta de capacidade do Ministério Público do Trabalho (MPT) em fiscalizar as fraudes.

“Um dos grandes problemas é a ausência de fiscalização do MPT e a ausência de intenção de fiscalizar. A casa é considerada asilo inviolável e não se pode adentrar de qualquer forma para fazer vistorias e isso tem sido muito utilizado por pessoas que não cumprem a legislação trabalhistas e mantém as empregadas domésticas em situação de escravidão. Isso é uma situação mais gritante, mas existem muitas mulheres que têm direitos violados e elas não sabem porque para elas é natural, como algo que fazem desde sempre, já naturalizam e acham que tudo bem”, argumentou.

A coordenadora da Fenatrad concorda com a dificuldade de fiscalização no setor. “É uma coisa que só existe no trabalho doméstico, o sindicato não poder ir na residência. Até mesmo o MPT, no caso de denúncia de trabalho análogo à escravidão, precisa de autorização judicial para ir à residência e resgatar a trabalhadora”, disse.

Por isso, a entidade atua para esclarecer os direitos das trabalhadoras. Em conjunto com a organização Themis, a Fenatrad desenvolveu o aplicativo Laudelina, um guia sobre os direitos trabalhistas das domésticas. A ferramenta calcula salários, benefícios e valores da rescisão contratual e também possibilita a criação de uma rede de contatos entre as trabalhadoras e suas entidades representativas, além de disponibilizar um espaço para denúncias de abusos.

O aplicativo está disponível na internet [https://laudelina.com.br/start/onboarding] e para download para celulares Android [https://play.google.com/store/apps/details?id=br.org.laudelina&hl=pt_BR&pli=1]. O nome da ferramenta é uma homenagem a Laudelina de Campos Melo, ativista do movimento negro que criou a primeira associação de trabalhadoras domésticas no Brasil, em 1936, em Campinas (SP).

A Agência Brasil pediu dados e informações sobre a fiscalização ao Ministério Público do Trabalho, mas o órgão não atendeu a solicitação até a publicação desta matéria.




Fonte: Agência Brasil

Caminho do Sertão reproduz roteiro de Guimarães Rosa em Minas Gerais


Quem se agarra à célebre frase do escritor Guimarães Rosa e, como convoca ele, responde à vida com coragem pode se inscrever, até o dia 13 de abril, na 8ª edição do Caminho do Sertão, projeto que se coloca como “sócio-eco-literário”, em que os participantes percorrem territórios por onde andou o autor mineiro. O caminho, a ser percorrido de dias 8 a 16 de julho, tem 192 quilômetros de caminhada e inclui possibilidades de conhecer o Cerrado. O grupo parte do município de Arinos, noroeste mineiro, locomovendo-se sobre as pegadas do jagunço Riobaldo, personagem do romance Grande Sertão: Veredas.

No itinerário, que abrange as regiões norte e noroeste de Minas Gerais, ficam quatro unidades de conservação: o Parque Estadual Sagarana, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari, o Parque Estadual Serra das Araras e o Parque Nacional Grande Sertão Veredas.

Segundo o idealizador do projeto, Almir Paraca, observa-se que fazem parte do roteiro tanto áreas preservadas por comunidades tradicionais, como Fazenda Menino, Serra das Araras, Morro do Fogo e Vão dos Buracos, quanto outras exploradas pelo agronegócio ou com presença de posseiros. Portanto, a caminhada coloca em questão também, além da obra de Guimarães Rosa, a devastação do bioma, que pode perder até 34% das águas dos rios até 2050 e alternativas que assegurem sustentabilidade ao território, como o turismo de base comunitária e a agroecologia.

“Um dos propósitos, de fato, é sensibilizar o poder público, dar visibilidade às tensões e contradições que existem nesse território, principalmente aquelas de natureza socioambiental e atrair também a atenção de possíveis colaboradores, seja, de organizações individuais, para as diversas frentes de ação comunitária que existem e sobrevivem, com muita dificuldade, no território”, afirma Paraca.

O tema da edição deste ano é Terra em Transe, inspirado no filme homônimo, de Glauber Rocha, um dos expoentes do Cinema Novo. O convite que a temática sugere é o de romper com o individualismo e manter a permeabilidade a novas ideias e ao tempo da natureza.

Para Vitor Galvani, que já fez a caminhada e hoje responde pela comunicação do projeto, o Caminho do Sertão proporcionou contatos em profundidade, consigo e com o exterior. “Não é só o ato de caminhar, mas é todo o contorno que a organização promove, de diálogos, contatos com pessoas que viveram muitos ciclos”, diz.

Galvani conta que a primeira obra de Guimarães Rosa que leu foi a coletânea de contos Primeiras Estórias. Mais especificamente, o conto A Terceira Margem do Rio, um dos mais famosos, que narra a história de um homem que abandona a família e se isola de todos os demais, para viver em uma canoa. Ele classifica a obra do escritor mineiro como uma literatura que toca em temas muito universais e muito atuais.

“Se pudesse resumir em uma palavra, senti um grande abraço do Cerrado. Por um lado é muito seco, o povo com uma história bem difícil de vida, mas, ao mesmo tempo, superacolhedor, aberto. São várias metáforas ao longo do caminho. Uma delas é de que, no Cerrado, o dia a dia é do sol, do clima mais seco. Quando vem a chuva, todo mundo fica muito feliz e aberto para ela. Nós, como visitantes, somos como a chuva para aquele sertão, aquelas pessoas. Então, todos são abertos”, afirma Galvani sobre a experiência da caminhada.

Como participar

Para participar da caminhada, é preciso, primeiro, inscrever-se por meio de um formulário. Nessa etapa, os candidatos podem contribuir com um valor de até R$ 50. Em seguida, devem encaminhar uma carta de intenções, explicando por que desejam fazer a caminhada.

O custo médio é de R$ 2 mil por candidato, mas o projeto oferece bolsas integrais e parciais a pessoas que não podem arcar com o valor, condição que devem sinalizar já no formulário de inscrição. A quantia pode, ainda, chegar a R$ 3 mil, porque, segundo os organizadores, atenderam-se pedidos de participantes que tinham vontade de contribuir com valores maiores do que os estipulados anteriormente. Com isso, alguns participantes acabam garantindo a inscrição de outros, com o montante que pagam.

O edital estabelece como públicos prioritários produtores de agricultura familiar, quilombolas, pesquisadores com estudos relacionados ao uso da terra, a comunidades tradicionais, ao Cerrado ou ao Território do Mosaico do Sertão Veredas-Peruaçu, ativistas culturais e socioambientais, artistas, entre outros.

O edital pode ser consultado pela internet. A equipe do projeto também mantém no ar um perfil no Instagram e o site oficial.






Fonte: Agência Brasil

Após cumprimento de mandado de busca e apreensão, homem é preso por tráfico de droga em Lucélia


De acordo com a Polícia Civil, o envolvido estava sob investigação e após cumprimento de mandado de busca e apreensão, na última sexta-feira (31), os policiais localizaram uma porção de cocaína, de aproximadamente 74 gramas, que seria destinada para a produção de porções menores para comercialização.




Fonte: G1

Operação contra garimpo ilegal prende dois militares no Amazonas


Uma operação contra o garimpo ilegal de ouro prendeu cinco pessoas na Floresta Nacional de Urupadi, no sul do Amazonas. Entre os presos, estão dois militares do Exército.

Realizada pela Força Nacional de Segurança e pelo Instituto Chico Mendes, a operação durou cinco dias e desmantelou 34 acampamentos ilegais, equipados com televisão e acesso à internet. Além de queimarem as estruturas, os agentes destruíram máquinas e apreenderam armas e munições.

Duas pistas clandestinas de pouso foram destruídas. Segundo a Força Nacional de Segurança, cerca de 50 quilômetros quadrados foram devastados. Os garimpeiros presos foram multados em R$ 3,6 milhões e responderão criminalmente.

Ao todo, foram identificados cerca de 50 garimpeiros na região, mas só cinco foram presos. Em, nota, o Exército informou não compactuar com atos ilegais por parte de seus membros e ter aberto investigação interna, paralela às investigações na esfera civil.

Segundo o Exército, um militar não está lotado em nenhuma unidade por estar inativo desde 2011. O outro será alvo de processo para ser excluído do serviço ativo porque tem condenação na Justiça Militar superior a dois anos.




Fonte: Agência Brasil

Dupla furta rádios portáteis de shopping center e são presos em flagrante, em Presidente Prudente




Ocorrência foi registrada na manhã deste domingo (2) e objetos furtados foram recuperados. Delegacia Participativa da Polícia Civil, em Presidente Prudente (SP)
Arquivo/g1
Dois homens, de 33 e 45 anos, foram presos em flagrante, na manhã deste domingo (2), após furtarem cinco rádios portáteis de um shopping center, no Centro, em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar recebeu a informação de um furto em uma loja em um shopping center.
No local, o denunciante informou que estava seguindo a dupla e passou as características dos envolvidos.
A PM localizou os envolvidos na Rua Aureliano Barja e eles, ao avistarem a viatura policial, esconderam alguns itens sob um carro.
Um dos envolvidos tentou fugir a pé e foi detido por um dos policiais.
Ao serem indagados sobre os fatos, o homem de 33 anos confessou o crime e afirmou que o outro envolvido “tinha ficado só na cobertura”. Ele negou participação.
Os policiais conseguiram recuperar os objetos furtados, que estavam escondidos sob o carro, e os dois homens foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Civil.
Na unidade policial, a vítima foi ouvida e recebeu seus objetos.
Os dois envolvidos foram presos em flagrante por furto e permaneceram à disposição da Justiça.

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Fonte: G1