Assaltantes rendem adolescentes e levam R$ 4 mil em dinheiro, 15 correntes de ouro e bijuterias de residência no Jardim Humberto Salvador



Após o crime, registrado na noite deste sábado (13), a dupla saiu da casa, roubou o celular de um dos jovens e “fugiu em direções opostas”, em Presidente Prudente (SP). Uma dupla de assaltantes rendeu dois adolescentes e levou R$ 4 mil em dinheiro, 15 correntes de ouro e bijuterias de uma residência localizada no Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente (SP), na noite deste sábado (13).
À Polícia Militar, os jovens disseram que estavam sentados em frente à residência de um deles quando foram abordados por dois homens armados com revólver. Um dos rapazes teria dito aos adolescentes para abrirem o portão “senão ia matá-los”.
Assim que adentraram o imóvel, foram até o quarto da vítima, de 38 anos, e disseram que a conheciam, ordenando que ela passasse “o dinheiro, as joias e as armas”.
Nervosa, a mulher teria entregado R$ 4 mil em dinheiro, 15 correntes de ouro e algumas bijuterias que estavam no cômodo. Em seguida, os criminosos saíram da residência, roubaram o celular de um dos adolescentes e “fugiram em direções opostas”.
O esposo da vítima, de 55 anos, relatou aos policiais que estava em um terreno, utilizado como depósito de sucatas, defronte à casa, mas não percebeu a ação dos criminosos.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, em Presidente Prudente, um dos jovens teria dito que conhecia os autores, mas “desconversou e disse que era só uma suspeita”.

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Fonte: G1

Policial civil mata quatro colegas em delegacia de Camocim, no Ceará


Quatro policiais civis foram assassinados a tiros na Delegacia Regional de Camocim, cidade do interior cearense. Eles foram surpreendidos por um colega que estava de folga e chegou ao local já atirando. A chacina aconteceu na madrugada deste domingo (14).

Em sua página no Twitter, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), lamentou as mortes dos policiais.

“Estou absolutamente consternado diante do trágico episódio ocorrido na delegacia de Camocim, quando quatro policiais civis perderam a vida após ataque de um colega, segundo registro policial. Manifesto a minha solidariedade às famílias, amigos e profissionais da Segurança Pública do estado. O governo do Ceará dará todo o apoio necessário aos familiares das vítimas”, escreveu o governador.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e seus órgãos vinculados, em especial a Polícia Civil do estado (PC-CE), lamentaram a tragédia, que vitimou mortalmente os escrivães Antônio Cláudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira. “O suspeito, também policial civil, foi preso. A ocorrência está em andamento. O local está isolado e passa por perícia”, diz a nota.

A secretaria reconheceu os serviços prestados à sociedade cearense pelos policiais assassinados e colocou à disposição dos familiares e amigos das vítimas “todo o aparato das instituições”.

O motivo do crime está sendo investigado. O autor dos assassinatos se entregou no quartel da Polícia Militar, onde permanece preso e deverá prestar depoimento às autoridades.




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: semana celebra maternidade e Dia da Família


As mães têm um dia para chamar de seu no calendário brasileiro: é o segundo domingo de maio, que, neste ano, cai no dia 14. Uma pesquisa do Instituto Data Popular, de 2015, estimou que 67 milhões de mulheres do Brasil têm filhos. O Hoje é Dia começa a semana resgatando, dos arquivos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), conteúdos que falam sobre o universo da maternidade.

Questões como saúde mental materna, maternidade na adolescência, dupla jornadamaternidade tardia, maternidade atípica, mulheres que partem para a adoção monoparental, amamentação, puerpério, direitos femininos na hora do parto, mães no mercado de trabalho, morte materna e desconstrução sobre a idealização da maternidade já foram abordados pela Agência Brasil, Portal EBC, Rádio Nacional e TV Brasil. O programa Entre o Céu e a Terra, da TV Brasil, apresentou como a figura da mãe é vista por diferentes religiões e mitologias:

Mas houve um tempo em que as mulheres grávidas não eram vistas com deferência, muito menos exaltadas pela força do corpo feminino de gerar e parir: até o início do século 20, as gestantes eram tratadas como doentes e a gravidez não era falada em público. É o que conta o episódio sobre maternidade do programa Na Trilha da História, da Rádio Nacional. A historiadora Mary Del Priore, que escreveu um livro sobre a história da mulher no Brasil, detalha como o entendimento da sociedade sobre gestação, parto, amamentação, exercício da maternidade e criação dos filhos mudou ao longo dos séculos:

A Voz se cala

Neste domingo (14), serão 25 anos da morte de Frank Sinatra. Ele morreu no ano de 1998, vítima de um ataque cardíaco. Os números da carreira de Frank Sinatra mostram o tamanho dele para a música mundial: 13 Grammys, mais de 500 milhões de discos vendidos, 31 Discos de Ouro, 18 de platina, 1.800 gravações, estrela de mais de 50 filmes e 170 mil pessoas no show do Maracanã, apresentação que o colocou no Livro dos Recordes.

O Hoje é Dia traz três programas especiais sobre Sinatra, que ficou conhecido como The Voice (a voz, em tradução livre): o Momento Três, da Rádio Nacional, reconstrói a trajetória do artista, apresentando três canções icônicas do repertório dele: Night and day, I’ve got you under my skin e Água de beber, do álbum que gravou com o brasileiro Tom Jobim:

Já nesta edição do Saudades do Século 20, da Rádio MEC, Ruy Castro se debruça sobre o apogeu de Sinatra – que, para Castro, “foi o maior de todos; aquele que dispensa apresentações”:

Por fim, o Jazz Livre! explora a vertente “jazzística” de Sinatra, que, com dicção impecável, domínio instintivo do fraseado e um swing natural, colocou diversos trabalhos na gaveta do jazz:

Quinze de maio é o Dia Internacional da Família, uma data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). E família é o tema da obra O arroz de palma, de Francisco Azevedo: o texto Família é prato difícil de preparar, que está no primeiro capítulo do livro, ganhou proporções virais na internet, e até hoje provoca reflexões sobre o que é família. Ouça o que diz o autor neste episódio do Trilha de Letras, da Rádio MEC:

O É Tudo Brasil, da Rádio Nacional, também dedicou um episódio às famílias: no caso, as famílias do universo musical. O programa traz uma conversa com os Gilsons, banda formada por José, Francisco e João, respectivamente filho e netos de Gilberto Gil. Além disso, a trilha sonora está repleta de músicas cantadas por artistas de uma mesma família:

Causas da sociedade

Na quarta-feira (17), a causa lembrada é a do combate à homofobia, transfobia e bifobia. Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suprimiu a homossexualidade como doença mental da lista de patologias do Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Mentais. Em 2015, o Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, falou sobre casos em que a orientação sexual das vítimas motivou violência e sobre a intolerância que a população LGBTQIA+ ainda enfrenta:

Outras duas datas da semana, ambas no dia 18 de maio, surgiram da mobilização para enfrentar problemas da sociedade brasileira: o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. No ano passado, o Hoje é Dia explicou as origens das datas.

A campanha pelo fim do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes ganhou nome, cor e se estende ao longo de todo o mês: é o Maio Laranja. Já um pouco da história da luta por mudanças na forma de assistir pessoas com transtornos mentais foi contada neste episódio do Na Trilha da História, da Rádio Nacional:

Confira a lista semanal* do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

14 a 20 de maio de 2023

14

Morte do cantor e ator estadunidense Frank Sinatra (25 anos)

Morte do empresário carioca Octávio Guinle (55 anos) – fundador do hotel Copacabana Palace

Independência de Israel (75 anos)

Dia das Mães

15

Sanção do Estatuto do Torcedor pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (20 anos)

Dia Internacional da Latinidade – comemoração de países latinos, instituída por representantes de 36 países latinos, com o fim de preservar as diferentes identidades nacionais e suas comunidades lingüísticas e culturais

Dia Internacional da Família – a celebração do dia visa destacar a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil; reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família; chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades; sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família

16

Morte da violonista fluminense Mariuccia Iacovino (15 anos)

17

Morte da escritora paulista Zélia Gattai Amado (15 anos)

Dia Internacional Contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia – celebração para marcar a data de 17 de maio de 1990, em que a Organização Mundial de Saúde decidiu suprimir a homossexualidade como doença mental da lista de patologias registradas no Manual de diagnóstico e Estatística de Desordens Mentais

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, conhecido popularmente como Dia Mundial da Internet – instituída em 17 de maio de 2005 numa assembléia Geral da ONU na Tunísia, com o fim de destacar as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias para melhorar o padrão de vida dos povos e dos cidadãos

18

Nascimento do militar mato-grossense e ex-presidente do Brasil Eurico Gaspar Dutra (140 anos)

Dia Internacional dos Museus – comemoração instituída em 1971 pelo Comitê Internacional de Museus, com o fim de sensibilizar o público para a importância dos museus em nossa sociedade atual

Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – comemorado no Brasil, conforme Lei Nº 9.970 de 17 de maio de 2000, para marcar a data da morte da menina brasileira de oito anos, Aracelli Cabrera Sanches Crespo, que desapareceu da escola onde estudava e que foi violentada e assassinada de forma hedionda na cidade brasileira de Vitória-ES em 18 de maio de 1973

Dia Nacional da Luta Antimanicomial – comemoração do Brasil, que está oficializada por Lei em algumas cidades brasileiras, para marcar a data da elaboração do documento final da “1ª Conferência Nacional de Saúde Mental” no Brasil, ocorrida em 18 de maio de 1987, que então propunha a reformulação do modelo assistencial em saúde mental para os brasileiros

20

Nascimento do cineasta cearense Luiz Carlos Barreto (95 anos) – produtor de vários filmes nacionais

Patenteamento do jeans por Levi Strauss e Jacob Davis (150 anos)

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para [email protected].




Fonte: Agência Brasil

Filho descumpre medida protetiva e é preso em flagrante ao invadir casa da mãe, no Parque São Judas Tadeu



De acordo a vítima, de 65 anos, o rapaz, de 39 anos, estava há três dias fora de casa e retornou à residência “chorando, pedindo por comida”, na noite deste sábado (13), em Presidente Prudente (SP). Um homem, de 39 anos, foi preso em flagrante na noite deste sábado (13) por descumprir a medida protetiva que sua mãe, de 65 anos, tem contra ele, no Parque São Judas Tadeu, em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o relato da vítima, o filho, que tinha conhecimento das medidas de proteção, estava há três dias fora de casa e retornou à residência “chorando, pedindo por comida”.
Na ocasião, o marido da idosa permitiu a entrada dele no imóvel, mesmo ela discordando, já que “sempre o pedia para ir embora, mas o indiciado se recusava”.
Ainda segundo a mãe, na noite deste sábado, o filho estava embriagado e começou a discutir com o marido da idosa, que acionou a Polícia Militar.
Aos agentes, a mãe do rapaz disse que ele havia invadido a casa e demonstrava comportamento agressivo.
Questionado, o investigado alegou que apenas estava em seu quarto e que desconhecia as medidas protetivas da mãe contra ele.
Preso em flagrante
O rapaz foi preso em flagrante por descumprimento de medida protetiva de urgência, expedida junto à 3ª Vara Criminal de Presidente Prudente, no último dia 27 de abril, de acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil.
Segundo o delegado Deminis Sevilha Salvucci, mesmo com a recente decisão judicial, o indiciado insistiu em “permanecer na residência da vítima, apresentando comportamento inconveniente e agressivo, não só desdenhando da ordem judicial decretada, mas colocando em risco a própria integridade psíquica da ofendida”.
Ainda de acordo com ele, “outras medidas cautelares diversas da prisão demonstram ser insuficientes para barrar seu comportamento nocivo”, motivo pelo qual representou pela prisão preventiva do rapaz, que permaneceu preso à disposição da Justiça.

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Fonte: G1

Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


“O capim dourado mudou as nossas vidas. É o capim dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

O capim-dourado (Syngonanthus nitens) na verdade não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim dourado é matéria-prima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos.

Sāo Paulo (SP) - Railane Ribeiro da Silva.
Mulheres do Cerrado, agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do bioma
Foto: Divulgação

Railane Ribeiro exibe uma mandala feita com capim-dourado – Divulgação

“Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a percussora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar ao artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

“A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação é desenvolvido artesanato de capim dourado. Temos a loja de Capim Dourado, onde tem 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

“Na comunidade Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos, tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”.

Ela conta como a comunidade preserva a biodiversidade do cerrado.

“A nossa forma de conservar o cerrado é deixar a cabeça do capim dourado lá [no campo], para nascer novos capins, além de usar o Cerrado com qualidade – que é colocar o fogo na época certa, não desmatar, não assorear e desmatar ao redor dos rios. O Cerrado nos oferece o melhor quando trabalhamos nesta terra com respeito”.

Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados são do coletados a partir do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), disponível na plataforma TerraBrasilis.

Agricultura familiar

Sāo Paulo (SP) - Maria de Lurdes de Souza Nascimento.
Mulheres do Cerrado, agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do bioma
Foto: Lillian Bento/Divulgação

Além da agricultura familiar, Maria de Lurdes coordena a Rede Cerrado – Lillian Bento/Divulgação

Às 5h da manhã, Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos, já está de pé cuidando da plantação e da pequena criação de galinhas, porcos e gado. Os afazeres diários, no entanto, não se resumem ao trabalho com a terra e os animais. Ela também é coordenadora da Rede Cerrado e, atualmente, está na Secretaria de Agricultura e Cooperativismo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha, em Minas Gerais.

Na secretaria do sindicato, Maria ajuda a coordenar ações em mais de 30 municípios. Entre as atividades estão: formação, geração de renda e organização das marchas para denunciar e reivindicar condições melhores para a comunidade.

“O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem estar das mulheres e homens do campo”.

Mesmo com foco na agricultura sustentável, ela aproveita todas as oportunidades para conscientizar as mulheres da comunidade no sentido de não aceitarem qualquer tipo de violência. “Os desafios são enormes, mas não podemos esmorecer. A mulherada precisa se amar mais e fugir dos ambientes violentos. E parar de morrer em nome do amor”.

Ela conta que no seu trabalho, enfrenta o machismo patriarcal. “Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que sem esses três elementos não existiria vida no planeta”, completa.

Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que é tão cobiçado pelas mineradoras. Mas as catástrofes do planeta nos mostram que estamos no rumo certo, que é preservar para continuar vivendo”.

Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas.

Cerrado Resiliente

Estes exemplos são apenas dois de diversos movimentos que envolvem centenas de mulheres no resgate de suas tradições e de seus ancestrais e fazem o trabalho de conservar a biodiversidade, em iniciativas promovidas pelo Projeto Ceres – Cerrado Resiliente.

“O projeto Ceres começou em julho de 2020, para promover a sustentabilidade de paisagens resilientes no Cerrado, visando a inclusão socioeconômica, a proteção da sociobiodiversidade e a mitigação e adaptação das mudanças climáticas”, explica Isabel Figueiredo, coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), uma das organizações que faz parte do Projeto Ceres.

Segundo ela, um dos componentes do Ceres é o apoio a projetos socioambientais por meio do programa Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS).

“Nesse contexto lançamos dois editais e apoiamos 31 projetos de organizações de base comunitária espalhadas por todo Cerrado que contribuem com o alcance dos objetivos do Projeto Ceres”, completa Isabel.

Os projetos são focados em gestão territorial, em conservação e produção de produtos da sociobiodiversidade, produção sustentável de agricultores familiares.

O Ceres é realizado pelo WWF-Brasil, WWF-Paraguai e ISPN, com coordenação do WWF-Holanda e apoio financeiro da União Europeia. O projeto tem duração de quatro anos.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio estimado vai para R$ 10 milhões


Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.592. O sorteio foi realizado na noite desse sábado (13), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O prêmio para o próximo sorteio, na quarta-feira (17), está estimado em R$ 10 milhões. Veja as dezenas sorteadas: 15 – 17 – 28 – 34 – 35 – 51

A quina registrou 26 apostas vencedoras; cada uma vai pagar R$ 80.203,83. Já a quadra teve 2.783 apostas ganhadoras, os acertadores vão receber, individualmente, um prêmio de R$ 1.070,42.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcado, custa R$ 5.




Fonte: Agência Brasil

Carro bate contra defensa metálica e deixa pessoa ferida, em Piquerobi



Vítima foi socorrida para a Santa Casa de Misericórdia de Presidente Venceslau (SP), onde “permanece internada”, segundo o hospital. Uma pessoa ficou ferida após o carro que ela dirigia bater contra a defensa metálica instalada no km 608 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), na manhã deste domingo (14), em Piquerobi (SP).
O veículo transitava na pista leste, no sentido interior-capital, quando, por motivos a serem esclarecidos, se chocou contra a estrutura localizada ao centro da pista.
A ocorrência foi registrada por volta das 9h e, segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, a vítima foi socorrida para a Santa Casa de Misericórdia de Presidente Venceslau (SP), onde “permanece internada”, segundo o hospital.
A Polícia Científica foi acionada para apurar as causas e circunstâncias do acidente.

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Fonte: G1

Mães relatam as dores e vitórias da trajetória pela educação inclusiva


O choro foi como um presente, como uma vitória. Quando Maria Flor, de 6 anos, reclamou de ir embora da escola, a mãe, Andrea Medrado, de 36, ficou feliz. Ela faz de cada dia uma batalha para garantir à menina o direito de estar na escola.

A garota foi diagnosticada com a síndrome rara Pitt Hopkins (doença neurogenética que, entre os problemas, gera atraso no desenvolvimento e ausência de fala) e também autismo.

A mãe já chegou a ouvir de uma gestora escolar em Brasília que a escola não tinha vaga “para este tipo de criança”.

O choro bom da menina, de querer ficar na escola, prova que a luta da mãe vale muito a pena.

Brasília (DF) Mães relatam luta e busca pela educação inclusiva, Maria Flor (de seis anos) é vista brincando no tablet.
Foto: Acervo Pessoal/Divulgaçāoo

Acervo Pessoal

Andrea Medrado defende, aliás, que a inclusão da filha e de todas as crianças com alguma deficiência precisa ser de verdade. Uma inclusão para integrar, com plena participação em todos os ambientes.

“Quando a gente chama a pessoa para uma festa, precisamos não apenas deixá-la no lugar. É preciso chamá-la para dançar com a gente. Eu acredito que inclusão é isso”.

Essa dança de mãe e filha é feita de muitos passos. Envolveu e envolve insistência, medidas judiciais e pedido de diálogo com a gestão escolar.

Uma luta que não é simples, segundo a pesquisadora em educação inclusiva Mariana Rosa, de Minas Gerais. “É uma luta porque se trata de uma mudança de paradigma bastante importante na educação. A gente está tentando consolidar o direito das pessoas com deficiência acessarem a escola, o currículo, e permanecerem estudando”.

A pesquisadora critica o preconceito difundido de que as pessoas com deficiência seriam estudantes que não aprendem, que precisam de um cuidado médico e não pedagógico. Ela lamenta que, embora a legislação seja avançada, houve um desmonte nos últimos anos com diminuição de repasse de recursos para infraestrutura e formação de professores. “O decreto nº 10.502/2020 [revogado pelo presidente Lula] tinha um discurso segregacionista [ao prever escolas apenas para pessoas com deficiência]. Mas a gente está até hoje lidando com audiências públicas no Congresso que defendem que o melhor lugar para essas crianças seriam instituições separadas”.

Luta

No caso da mãe Andrea, o inconformismo com as dificuldades para o ensino se traduziu em luta. “Desde que a gente investigou o atraso no desenvolvimento da Maria Flor e com o diagnóstico, eu comecei a me envolver em ações de movimentos sociais em prol das pessoas com deficiência e das doenças raras”. Andrea passou a organizar encontros com profissionais para poder compartilhar informação de qualidade para outras famílias em situações semelhantes.

Inclusive porque o envolvimento passa por abdicações e dificuldades. “A maternidade atípica é invisibilizada. A gente também trabalha com o cuidado e muitas vezes largamos tudo para levarmos os filhos para terapias. A mulher acaba ficando até sem aporte financeiro. A maioria dos pais abandona a família quando tem um filho com deficiência”.

De acordo com o instituto Baresi, de doenças raras, um estudo feito na década passada, mostrou que no Brasil, cerca de 78% dos pais abandonaram as mães de crianças com deficiências e doenças raras, antes que os filhos completassem 5 anos.

Para Andréa, a maternidade atípica não é vista em comerciais nem em campanhas. São poucos os convites para participar de debates. “As pessoas batem nas nossas costas nos chamando de guerreiras, de especiais. A gente quer ser vista como uma mulher, como humana, que também cansa, que se encontra em um lugar de exaustão e está em um lugar social de invisibilidade”. Para ela, é preciso pensar em políticas públicas efetivas.

“Hoje a minha luta e de alguns movimentos sociais que eu faço parte é que as pessoas com deficiência possam ocupar o lugar que elas quiserem”. Andrea testemunha que a filha passou por alguns centros de ensino especiais no Distrito Federal e soube que professoras queriam medicar a menina porque Maria Flor utiliza o choro para se comunicar.

“Essa foi uma das primeiras barreiras que a gente enfrentou. Queriam calar minha filha. Ela precisa fazer terapia multidisciplinar e de forma contínua e a gente precisa também do profissional de apoio que também consta na Lei Brasileira de Inclusão, de 2015 e na lei Berenice Piana, de 2012, que protege os direitos das pessoas com espectro autista.”

Chamar para a “dança” da inclusão é garantir, por exemplo, que as turmas sejam reduzidas. “E ela precisa estar em uma turma menor. Essa foi outra luta. Inclusive a gente ainda está com um processo judicial que está correndo para garantir o atendimento de profissionais especializados”. Para se comunicar, Maria Flor conta com um tablet com um aplicativo em que ela expõe emoções. No ano passado, chegou a reclamar da escola. Hoje, mudou. “A escola precisa estar aberta a ouvir as famílias. Esse, para mim, é o ponto principal. Pelo aplicativo, ela demonstra ter vontade de ir para escola e que foi bom brincar com os amiguinhos”. Essa dança não pode parar.

Os passos de “dança”

A professora de química Joanna de Paolli, de 37, viu-se como uma aluna em pleno aprendizado depois que o filho foi diagnosticado com autismo. “O meu filho viveu momentos de segregação, de integração e hoje caminha em processos de inclusão”. Ao compreender o que estava acontecendo, a mãe resolveu se especializar nos temas de inclusão. Transformou-se em pesquisadora desse assunto e passou a entender o que acontecia.

Brasília (DF) Mães relatam luta e busca pela educação inclusiva, Patrícia Almeida com sua filha Amanda Almeida.
Foto: Acervo Pessoal/Divulgaçāo

Acervo pessoal

Ela relata que o menino ficou separado do convívio com outras crianças porque ainda existe uma concepção da sociedade que as pessoas com deficiência precisam ser preparadas para a sala regular. “Eles tentam fazer esse exercício de preparar de forma separada essas crianças e meu filho infelizmente viveu isso”. Mas o garoto, atualmente com 15 anos, só aprendeu de verdade como se comportar em uma sala de aula regular quando ele teve a oportunidade de estar nesse lugar.

“A gente não aprende a nadar num tanque de areia. Também não se entra numa piscina já sabendo nadar. A gente vai aprendendo. Todos nós podemos ter mais potencialidades em alguns conhecimentos, algumas áreas e mais dificuldades em outras. Isso não é diferente para as pessoas com deficiência”, afirma a professora.

Joanna defende que a escola seja um espaço lúdico e não segregacionista. “Eu tenho na minha história e na história do meu filho que a escola está sendo muito importante na vida dele. A escola deve ser interativa, contextualizada, lúdica e que desenvolva consciência. Uma boa educação precisa atender a todos”.

O caminho

Para a pesquisadora Mariana Rosa, a exclusão só terá fim com investimento efetivo na educação inclusiva no Brasil. “Acho que o caminho passa por investimento consistente e permanente na educação, na escola pública, para todas as pessoas”. Isso inclui, no entender dela, o prosseguimento da Política Nacional de Educação Inclusiva com salas de recursos multifuncionais, atendimento educacional especializado e investimento na formação e no salário dos professores.

Em nota à reportagem da Agência Brasil, a assessoria de comunicação do Ministério da Educação (MEC) informou que está em fase de conclusão uma portaria que instituirá a Comissão Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. O órgão garante que vai aperfeiçoar e expandir programas de formação continuada de profissionais da educação, incluindo professores e de atendimento educacional especializado para atender demanda da sociedade.

“Será retomado também o programa de implementação de salas de recursos multifuncionais nas escolas comuns, a expansão e aperfeiçoamento do Projeto Livro Acessível (PNLD), a melhoria da acessibilidade na educação básica e na educação superior”, informou o MEC.

Mundo das artes

É ao som do batuque que a carioca Patrícia Almeida, de 57 anos, funcionária pública aposentada, também vê a filha Amanda, hoje com 18 anos, se desenvolver. A moça, diagnosticada com síndrome de down, cursa a segunda etapa do ensino de jovens e adultos, tem estímulo em terapia, natação e aula de batuque. A agenda, garante a mãe, faz com que a moça tenha apreço especial pela arte.

Mas nem sempre foi assim. Por conta da profissão dos pais, na área de diplomacia, a família passou 10 anos fora do Brasil. Um desses países foi a Suíça. Foi uma decepção para a família.

A mãe exemplifica que escolas especiais eram administradas por psiquiatras ao invés de educadores. “Não faltava dinheiro ou equipamento. Mas lá, não existe educação inclusiva. Ela foi para uma escola especial que era tão ruim que a gente teve que tirá-la, e ter um aprendizado em casa com psicopedagoga, em homeschooling”.

Mas isso foi um problema porque a menina só convivia com adultos. Quando voltaram ao Brasil, ficaram felizes de ter acesso à escola pública. Viram que havia professores especializados em educação inclusiva. “Não é melhor apenas para crianças com deficiência, mas para todas as crianças”. Por isso, Patrícia entende que é necessário que os pais procurem a escola para dialogar.

Com a chegada da filha à adolescência e, finalmente, com o convívio com outras pessoas da mesma idade, a mãe se inspirou para produzir um material de linguagem simples: Eu me protejo, sobre os cuidados com as partes íntimas. “Eu resolvi fazer esse material justamente para ela poder se fortalecer com essas informações. E poder reagir caso alguma coisa de mal acontecesse”

“A Amanda fala pouco, mas é uma pessoa muito alegre. Eu a vejo seguindo no mundo das artes”. Patrícia entende que é necessário acreditar no potencial de todos. A inspiração na filha vai fazer com que lance, neste ano, o novo livro Simples assim. Simples como são as mães que veem os passos dos seus filhos, nadando, batucando, e dançando em todos os ritmos.




Fonte: Agência Brasil

INSS analisa milhares de pedidos de salário-maternidade parados


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai agilizar a análise de cerca de 45 mil requerimentos do salário-maternidade solicitados há mais de 30 dias. O mutirão tem o objetivo de reduzir a quantidade de benefícios em análise superior a um mês, pelo órgão.

A ação chamada de Maes (Mobilização de Análise Especial de Salário-maternidade) faz parte da Semana Nacional Previdenciária, realizada entre 15 e 19 de maio, pelo Ministério da Previdência Social.

Cerca de 5 mil servidores públicos estão mobilizados para trabalhar na mobilização. O Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) também vai participar do mutirão e estima analisar 6 mil processos de solicitação de benefícios.

Salário-maternidade

O benefício é concedido pelo INSS a pessoas que necessitam se ausentar do trabalho por motivo de nascimento do filho, aborto espontâneo e adoção ou guarda judicial para fins de adoção de criança de até 8 anos de idade. Em casos de adoção, homens também podem solicitar o benefício.

Para receber o salário-maternidade, é necessário que o cidadão tenha feito, no mínimo, dez contribuições mensais à Previdência Social, de forma individual – quando trabalha como autônomo – ou facultativa.

No caso do segurado ser empregado com carteira de trabalho assinada ou fazer parte de regime próprio de previdência, não será exigido período de carência. Neste caso, o salário-maternidade do empregado deverá ser pago diretamente pela empresa contratante.

Para segurado especial, em regime de economia familiar, é preciso comprovar o exercício da atividade rural nos 12 meses anteriores ao início do salário-maternidade.

Solicitação online

Não é necessário ir a uma agência do INSS para fazer a solicitação do salário-maternidade. O requerimento deve ser feito pela internet, no site Meu INSS [https://meu.inss.gov.br ].

O interessado deve clicar no link “Novo Pedido” e preencher as informações solicitadas, como nome completo e CPF, além de apresentar a documentação exigida.

O internauta poderá acompanhar online o andamento da solicitação e receber a resposta do processo também, no mesmo site (Meu INSS), clicando no botão “Consultar Pedidos”.

Para mais informações, o interessado pode ligar para a Central de Atendimento do INSS, no telefone 135. O serviço está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília).




Fonte: Agência Brasil

‘Filho foi o melhor presente que Deus pôde me dar na minha vida’, diz cabeleireira de Presidente Prudente que engravidou após mais de 2 décadas de tentativas


Gerar uma vida nova, carregá-la no ventre, conhecer o amor de um filho e criá-lo para o mundo. Este processo natural da vida é o sonho de muitas mulheres. Porém, em diversos casos, este desejo não é simples de ser concretizado por vários motivos. Este foi o caso de Aline Muniz, moradora de Presidente Prudente (SP), que realizou o sonho da maternidade após tentar por mais de 20 anos. Com ajuda da ciência, e muita oração, a cabeleireira engravidou de Leonardo através do método de Fertilização In Vitro (FIV). “Filho foi o melhor presente que Deus pôde me dar na minha vida”, admitiu ela ao g1.




Fonte: G1