ONGs têm cursos gratuitos de capacitação para jovens em todo o país


Organizações não governamentais (ONGs) estão oferecendo capacitação profissional gratuita para jovens em todo o Brasil. Até a próxima sexta-feira (4), por exemplo, jovens de 18 a 22 anos, residentes na cidade de São Paulo e que tenham concluído o ensino médio em escolas públicas, poderão se inscrever para 30 vagas de capacitação em tecnologia do projeto New Start Único.

As vagas são oferecidas pelo Instituto Ser+. As inscrições podem ser feitas no link. As aulas serão presenciais na Universidade São Judas Tadeu, no bairro da Mooca. Os participantes receberão cartão-alimentação, plano odontológico, kit pedagógico e uma bolsa de 50% na mensalidade da instituição universitária.

A meta é descobrir novos talentos em tecnologia, preparando futuros profissionais para atender demandas do mercado. Eles aprenderão também a desenvolver competências para resolução de problemas e raciocínio lógico, além de construção de conhecimentos técnicos em programação (front-end) e tecnologia da informação lógica de programação.

Temáticas indígenas

Já o Museu das Culturas Indígenas (MCI) promove, este mês, encontros para formação gratuita de educadores dos ensinos fundamental e médio de São Paulo, que poderão participar gratuitamente do ciclo de formação em temáticas indígenas.

Os encontros serão nos próximos dia 10, das 10h às 12h, com foco no ensino fundamental, e no dia 19, das 15 às 17h, para educadores do ensino médio. As inscrições estão abertas no site.

O ciclo é conduzido pelos Mestres de Saberes, membros indígenas do programa educativo do museu e pode ser acompanhado também por educadores de outros espaços de aprendizagem. O Museu das Culturas Indígenas é vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, e gerido pela Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (Acam Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.

Já as inscrições para o programa Adaptajuv-advocacy, adaptação e juventudes pelo clima, promovido pelo Greenpeace e pela organização Clima de Eleição, foram prorrogadas até o dia 14 próximo. O projeto visa capacitar jovens de Manaus, Recife e São Paulo para atuação ativista em prol de políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas. As inscrições podem ser feitas pelo link e estão abertas a organizações ou coletivos que desenvolvem ações sociais por justiça climática, contra o racismo ambiental e que tenham interesse em incidir sobre a agenda climática de seus municípios.

Oferecendo 135 vagas, o programa terá cerca de 30 dias de aulas online no período de agosto a novembro, e disponibilizará 30 bolsas conectividade de R$ 100 para apoio a acesso à internet. Ao final desse período, três organizações de cada área serão selecionadas para a segunda fase do programa. Elas receberão apoio financeiro para desenvolver campanhas de advocacy (defesa e argumentação em favor de uma causa), como incentivo para organização de oficinas no território, além de comunicação e incidência política para pressionar o poder público local.

Programação

Estão abertas também inscrições até o dia 31 de agosto, no endereço, para cursos gratuitos de programação, inglês e soft skills (habilidades comportamentais), em uma iniciativa da ONG Programadores do Amanhã, parceira do Órbi Conecta, principal hub de inovação de Minas Gerais. O curso tem duração de um ano e foco em jovens pretos, pardos e indígenas de baixa renda, de 16 a 21 anos, de todo o Brasil. Os cursos são totalmente remotos. Os interessados devem estar regularmente matriculados no 2º ou 3º ano do ensino médio de escola pública. A previsão é que as aulas tenham início em setembro.

As aulas são realizadas ao vivo, via plataforma Zoom. Caso o aluno não tenha acesso à internet e não possua computador, ele receberá um notebook, além de auxílio financeiro para custear a internet durante o curso. A metodologia de aprendizagem é baseada em aplicação prática. No final, os estudantes recebem, além da formação, apoio para serem admitidos no mercado de trabalho.

Outro curso gratuito online de capacitação para o mercado de trabalho está sendo oferecido pelo Instituto Proa. As inscrições estão abertas até 4 de setembro no link.  Há milhares de vagas, segundo informou o instituto, para jovens de 17 a 22 anos, que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em escola pública nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

O curso tem 100 horas de duração e é dividido em quatro módulos, cujo objetivo é preparar os alunos para definir metas profissionais e ter bom desempenho nas entrevistas de emprego. Os módulos são: autoconhecimento, projeto profissional, raciocínio lógico e comunicação. Por semana, serão sete horas e meia de aulas de segunda a sexta-feira. Ao final, os participantes receberão certificado de conclusão e acesso a uma plataforma exclusiva de vagas de emprego.




Fonte: Agência Brasil

Paraty sedia 10º Encontro Brasileiro de Cidades Históricas


A cidade de Paraty, situada na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro, sedia até o próximo sábado (5) o 10º Encontro Brasileiro de Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O evento, aberto ao público, é realizado pela Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), em parceria com a prefeitura de Paraty. Desde 2014, a OCBPM realiza anualmente o encontro, em parceria com os municípios que integram a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O encontro anterior ocorreu em São Miguel das Missões (RS), em maio deste ano.

A oficial de Projetos do Setor de Cultura da Unesco, Virginia Casado, informou à Agência Brasil que a ideia é articular pessoas, autoridades e representantes das gestões municipais para potencializar os ativos relacionados ao patrimônio mundial. “O Brasil hoje tem 23 sítios reconhecidos na lista de patrimônios mundiais da Unesco”. Esclareceu que no âmbito da atuação para fortalecer esses sítios do patrimônio material, está sendo promovida também uma agenda relacionada à Convenção de 2003, para a salvaguarda do patrimônio imaterial, que envolve expressões de culturas tradicionais e de saberes. No território de Paraty, especialmente, há expressões culturais e de saberes significativas de caiçaras, quilombolas e indígenas.

“O reconhecimento do patrimônio material envolveu esses elementos. A presença deles como expressões culturais e detentoras de saberes é reconhecida nesse tombamento. Aqui tem terras indígenas, territórios quilombolas, várias comunidades caiçaras. De certa forma, isso foi incorporado ao reconhecimento de Paraty como patrimônio histórico material’, afirmou Virginia Casado.

Em meio às questões relativas à questão dos sítios históricos, está se promovendo na região a comemoração dos 20 anos da Convenção de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. Em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de Paraty, a Unesco organizou uma mostra de filmes sobre patrimônio imaterial, que são exibidos no Cinema da Praça, no centro histórico da cidade, onde serão promovidas ainda rodas de conversa, debates e palestras englobando a educação patrimonial, valorização dos saberes tradicionais, interações com a comunidade e representantes das populações tradicionais. A ideia é que “a cidade se aproprie um pouco mais, reconheça, valorize e interaja com esses detentores e praticantes dessas tradições”, sustentou a oficial do Setor de Cultura da Unesco.

Proposições

Virginia Casado acredita que desses encontros vão surgir proposições importantes porque há uma discussão sobre fortalecimento da gestão, instrumentos de políticas urbanas para esse sítio, com destaque para a estruturação de programas para fomentar o turismo nesse sítio. Segundo a representante da Unesco, o encontro se propõe a construir pontes e diálogo entre esses sítios e aproximá-los também de programas regionais e federal de fomento, em especial voltados ao turismo.

Na avaliação do Iphan, o fato de Paraty ser o primeiro Sítio Misto (natural e cultural) do Brasil confere um diferencial aos debates na cidade, além dos desafios colocados para sua gestão. O encontro é uma oportunidade de reunir em um só local especialistas em patrimônio, cultura, biodiversidade, turismo, políticas públicas e governança. Dessa forma, estabelece um espaço para diálogos vitais em torno da construção de modalidades e instrumentos de gestão para a preservação e o desenvolvimento sustentável dos sítios reconhecidos como patrimônio mundial.

Falando à Agência Brasil, o presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou que o patrimônio imaterial não entra diretamente na pauta do encontro. Lembrou, entretanto, que boa parte das cidades patrimônio mundial são detentoras também de patrimônio da humanidade, que se refere aos bens imateriais. Um exemplo é São Luís (MA), com os Tambores de Crioula e o Bumba meu Boi. “Aí não são cidades, mas expressões em específico que, às vezes, estão em mais de uma cidade”.

O Iphan pretende se esforçar para transversalizar mais as políticas voltadas à preservação dos bens edificados, que são estruturas urbanas, no caso os centros históricos, edificações em particular, com a ocupação cultural e o fortalecimento da cultura popular. “Você tem o caso de Olinda, que é uma cidade patrimônio mundial e, ao mesmo tempo, tem ali, em Pernambuco, o frevo, como patrimônio da humanidade. É difícil você pensar em preservação de Olinda sem o fomento do frevo. Da mesma forma com outras cidades”. No caso de Paraty, reconheceu que há expressões culturais importantes ligadas à natureza africana e indígena. Por isso, sustentou que não dá para pensar só na preservação edificada, mas deve-se pensar também no fomento imaterial como estratégia de ocupação desses centros históricos.

Troca

Grass analisou que o encontro em Paraty é mais um momento importante para a troca de experiências do ponto de vista de gestão do patrimônio cultural. “Dentro desse escopo, a gente tem municípios com boas práticas, boas experiências já implementadas. É também momento de partilha de dificuldades, para a gente tentar encontrar soluções conjuntas para as cidades históricas, principalmente”.

Na sexta-feira (4), a partir das 8h30, Leandro Grass participará de mesa redonda onde abordará os resultados da gestão do Iphan no primeiro semestre deste ano. Um dos pontos fortes, disse, foi exatamente a aproximação com os municípios. No momento, o instituto está desenhando comitês gestores do patrimônio mundial, que são uma instância de participação social e deliberação do poder público para encaminhamento da preservação do patrimônio. Já está construído o Comitê Gestor do Cais do Valongo. Outros comitês estão sendo pensados junto com as prefeituras. É o caso do Comitê da Pampulha, com a prefeitura de Belo Horizonte, e o das Paisagens Cariocas, com a prefeitura do Rio de Janeiro.

Acordo

O Iphan vai formalizar durante o encontro em Paraty um acordo de cooperação técnica com a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Cultural (BNDES), para implementar Centros de Interpretação do Patrimônio Mundial. “São espaços para a comunidade interagir com esses bens culturais e compreender a sua memória e a sua história”. A sinalização desses sítios também será realizada. Uma vez assinado o acordo, a tendência é que as sinalizações sejam instaladas em todos os sítios, afirmou Grass.

A participação do Iphan no encontro conta também com palestra, nesta quinta-feira (3), do superintendente do Iphan-BA Hermano Queiroz, sobre “O Envolvimento das comunidades / detentores nos processos de salvaguarda e preservação”. Ontem (1º), o diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto, Andrey Schlee, integrou a mesa de abertura oficial do evento.

Os encontros de cidades históricas de patrimônio mundial são realizadas anualmente pela OCBPM, desde 2014, em parceria com os municípios que integram a Confederação Nacional de Municípios (CNM).




Fonte: Agência Brasil

Funcionário de loja virtual de artigos esportivos é preso após furtar camiseta de time de futebol, em Presidente Prudente




Produto é avaliado em R$ 399,90 e o envolvido foi flagrado tentando sair do estabelecimento com o item escondido dentro de uma mochila. Homem é preso após furtar camiseta de time de futebol, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Civil
Um funcionário, de 22 anos, foi preso em flagrante, nesta quarta-feira (2), após furtar uma camiseta de um time de futebol europeu do armazém de uma loja virtual de artigos esportivos, no Jardim Carandá, em Presidente Prudente (SP).
Segundo o Boletim de Ocorrência, o envolvido trabalha no setor de expedição do e-commerce e, nos últimos dias, “perceberam comportamento estranho nele” e “barulho de saquinhos plásticos na roupa”.
O representante da empresa, um homem de 39 anos, informou à Polícia Civil que também notou sacos plásticos de embalagens jogados em locais da empresa, motivo pelo qual adotaram a revista na saída da empresa, como medida de segurança.
Nesta quarta-feira, o funcionário foi flagrado tentando deixar o estabelecimento com uma camiseta da loja escondida em um moletom dentro de uma mochila.
O representante da loja virtual disse ainda que o homem trabalha no local desde setembro de 2022 e que, após a camiseta furtada ser encontrada na sua bolsa, ele foi levado ao setor de Recursos Humanos (RH) até a chegada da Polícia Militar.
A camiseta furtada é avaliada em R$ 399,90.
O rapaz foi preso em flagrante por furto e encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Cúpula será “novo tempo” para comunidades amazônicas, afirma instituto


Os dois eventos que ocorrerão a partir desta sexta-feira (4), em Belém, no Pará – os Diálogos Amazônicos e a Cúpula da Amazônia – podem representar “um novo tempo” para as comunidades da região. Mas para isso acontecer é fundamental o “esforço conjunto” dos países, no sentido de garantir a proteção de áreas e a viabilização de projetos de geração de renda das comunidades locais.

É com base nessa premissa que o Instituto Socioambiental (ISA) dará suas contribuições para os Diálogos Amazônicos. Nele, representantes de entidades, movimentos sociais, academia, centros de pesquisa e agências governamentais do Brasil e demais países amazônicos se reunirão para formular sugestões para a reconstrução de políticas públicas sustentáveis para a Região Amazônica.

O resultado desses debates será apresentado aos chefes de Estado durante a reunião da Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9 de agosto. Já estão confirmadas as presenças dos presidentes de Brasil, Bolívia, Colômbia, Guiana, Peru e Venezuela. Por questões internas, Equador e Suriname ainda não confirmaram a ida de seus chefes de Estado, mas garantiram enviar representantes.

Os oito países integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), uma organização intergovernamental que forma o único bloco socioambiental da América Latina.

Oportunidades

Segundo a assessora de Política do ISA, Adriana Ramos, os Diálogos Amazônicos serão “uma grande oportunidade de compartilhar experiências com outros grupos da sociedade civil atuantes na Amazônia”. Além disso, o evento será uma grande oportunidade para se discutir como melhorar as políticas para a região, gerando maior integração com os demais países.

“A expectativa é fazer com que a Cúpula dos presidentes traga respostas para as questões levantadas pela sociedade civil durante os diálogos”, disse ela à Agência Brasil.

“Se a Cúpula representar o início de um esforço conjunto dos países para a gestão mais sustentável da região, sim, pode significar um novo tempo para a luta da sociedade Amazônica por um desenvolvimento mais justo e menos predatório”, acrescentou ao defender que o encontro vá além e influencie “outras dinâmicas de interação”.

O Instituto Socioambiental desenvolve parcerias com povos indígenas, quilombolas e extrativistas nas bacias do Rio Xingu no Mato Grosso e no Pará; nas bacias do Rio Negro nos estados do Amazonas e de Roraima; e na bacia do Rio Ribeira do Iguape, em São Paulo.

Diálogos

De acordo com a assessora de Política da entidade, o ISA participará, durante os Diálogos Amazônicos, de debates sobre a proteção dos territórios e dos direitos dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, “apresentando as experiências de monitoramento dos territórios”.

Participará também de debates sobre a economia da sociobiodiversidade, a partir das experiências de fomento à economia da floresta em pé.

“Vamos destacar que a implementação efetiva das áreas protegidas e dos projetos de geração de renda das comunidades locais são dois pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região”, explicou Adriana.

Preocupação

Segundo ela, há uma preocupação relacionada com a insistência de alguns setores econômicos de promover “propostas flagrantemente insustentáveis”, que não contribuem para evitar o ponto de não retorno, e ainda atravancam o desenvolvimento social, a exemplo do garimpo.

“O desafio de desenvolver a região em tempos de mudança climática depende de inovação e de deixarmos para trás modelos ultrapassados, mas o que vemos é um esforço grande de setores políticos e financeiros pela manutenção do status quo”, acrescentou.

Um estudo desenvolvido pelo ISA mostrou, segundo ela, que municípios com presença de garimpo têm condições de vida ainda piores que a média amazônica.




Fonte: Agência Brasil

Festival de dança internacional ocupa CCBB e espaços abertos no Rio


A partir desta quinta-feira (3) até domingo (6), 26 companhias de dança com artistas brasileiros e estrangeiros – de pelo menos seis países – mostram suas coreografias em espetáculos no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro e em espaços públicos da cidade. É o 21º festival Dança em Trânsito que, até 14 de outubro, passará por 33 cidades das cinco regiões do país. É um dos maiores festivais internacionais de dança contemporânea do país.

A Qabalum Company, de Pamplona, na Espanha, abre o festival às 18h, no salão do CCBB. A maioria das apresentações é de graça. Há cobrança de ingressos (R$ 30 a inteira) apenas as que acontecem no teatro do CCBB. Há artistas também da Bélgica, França, República Tcheca e do Uruguai.

Um dos destaques do festival é o espetáculo Café Não É Só uma Xícara, do Grupo Tápias. Os dançarinos vão levar para o público uma coreografia inspirada em um trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado – reconhecido internacionalmente por expor temas sociais e ambientais por meio das fotografias.

A bailarina e coreógrafa Flávia Tápias assina a direção artística do espetáculo. Ela explica que a inspiração em Sebastião Salgado surgiu de um livro do fotógrafo sobre fazendas de café.

“Eu me apaixonei pelas fotografias e por todas as pessoas que estavam naquelas fotos. Eu via muitas histórias dentro das fotografias. Com essas histórias criadas, eu acho que o espetáculo tomou novos rumos”, disse à Agência Brasil Flávia, que também é idealizadora do festival.

Foto e movimento

A coreógrafa conta que enxerga “movimento” nas fotografias de Salgado, característica que é refletida logo do começo da performance dos bailarinos. “Eu começo com um trem, que era onde o café era transportado. Essa fotografia que me inspirou nesse trem é de uma senhora muito idosa, ela tem muitas marcas no rosto, marcas da idade. Para mim, são caminhos, trajetos. Então eu desenhei uns trajetos do trem para esse início do espetáculo. Os bailarinos entram sempre de um lado do palco e saem pelo outro. Então tem sempre uma questão do ir. Essa idosa me trouxe a questão da vida, que a vida sempre vai, não tem volta. Tem ciclos, mas não tem volta. Você nasce, cresce e envelhece”, conta Flávia.

A simbologia encontrada numa xícara de café, explica a bailarina, foi a inspiração para o nome Café Não É Só uma Xícara.

“Café não é só uma xícara. Café é história, memória, cheiro de casa quentinha, o início do dia, uma reunião de trabalho. Café é um lugar, um produto que gera encontros. Café é vício, energia. Se você pega a história do Brasil e a história do café, elas vão ali juntinhas”, diz.

Intercâmbio

Este ano, o Dança em Trânsito teve apresentações no exterior, dentro de um projeto de intercâmbio de bailarinos. Em junho, brasileiros estiveram em Praga, capital da República Tcheca. Agora, tchecos estão no Rio de Janeiro para as apresentações. Artistas ucranianos refugiados por causa da invasão russa também participam do intercâmbio. “A arte é um lugar de salvação, de cura, de transformação, e acho que está dando rumo para eles”, avalia Flávia Tápias.

Rio de Janeiro (RJ) - Festival

Festival Dança em Trânsito tem apresentações até domingo (6) no Rio – Divulgação

Fora do CCBB, o festival tem atrações no domingo em espaços abertos, no centro do Rio, que costumam ser lugares de passeio aos fins de semana: na Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã, e no Largo da Candelária, praticamente em frente ao CCBB.

Democratização

A idealizadora do Dança em Trânsito explica que o festival aposta na itinerância para promover e democratizar a expressão artística, visitando de cidades grandes a pequenas localidades, inclusive população ribeirinha, por exemplo.

“A gente leva o artista para onde não tem oportunidade, não tem arte, não tem dança, onde é muito difícil acesso”, diz Flávia, lembrando que, em alguns casos, os dançarinos têm que pegar até barco. A coreógrafa vê uma troca rica para o público e artistas. “Um artista de Nova Friburgo [região serrana do Rio de Janeiro] foi para São Luís, Maranhão, e criou um espetáculo inspirado na manifestação do tambor de crioula, e essa coreografia vai se apresentar aqui no Rio”, conta, fazendo referência à dança de origem africana praticada no Maranhão por descendentes de negros escravizados.

O festival é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

A programação completa do festival pode ser acessada aqui.




Fonte: Agência Brasil

Ecóloga paraense defende fortalecimento de comunidades da Amazônia


A ecóloga paraense Ima Vieira, que participará de plenária no Diálogos Amazônicos, no próximo domingo (6), em Belém, no Pará, defende a necessidade de políticas públicas para zerar o desmatamento e fortalecer bioeconomias. 

“[Os desafios] exigem uma revolução de infraestrutura científica e o reconhecimento do papel das comunidades locais em um projeto para a região”, afirmou a ecóloga em entrevista à Agência Brasil. Ela é pesquisadora do Museu Emílio Goeldi (https://www.gov.br/museugoeldi/pt-br), referência da ciência, sediado na capital paraense.

Ima sustentou que as comunidades tradicionais amazônicas ocupam e são responsáveis pelo manejo de 45% do território. “A Amazônia é relevante para o Brasil e o mundo. É a maior floresta tropical e abriga a mais ampla sociobiodiversidade do planeta”, frisou.

Diversidades

Para a pesquisadora, a Cúpula Amazônica – nos dias 8 e 9 – e o evento prévio Diálogos Amazônicos (de 4 a 6 deste mês), no Hangar Centro de Convenções, oferecem uma excelente oportunidade para o desenvolvimento de uma agenda para a região com o princípio de reconhecimento da diversidade biológica, cultural, étnica e estrutural.

Confira programação dos eventos.

Ela considerou como necessário o fortalecimento de uma agenda integrada inovadora, com suporte às instituições científicas estabelecidas na região.

“A minha expectativa é a de que, a partir desse importante evento, as instituições e o capital humano da região saiam mais fortalecidos e suas propostas sejam consideradas pelos presidentes dos países pan-amazônicos”, destacou.

Brasília (DF) - A ecóloga paraense Ima Vieira que participará de plenária no Diálogos Amazônicos, no próximo domingo (6), em Belém (PA), defende necessidades de políticas públicas para zerar desmatamento e fortalecer bioeconomias. 
Foto: Museu Emílio Goeldi/Divulgação

Ima Vieira participará de plenária no Diálogos Amazônicos, no próximo domingo, em Belém. Foto –  Museu Emílio Goeldi/

Pesquisa na Amazônia

A cientista Ima Vieira está confirmada para o próximo domingo, de 9h às 12h, na plenária com o tema “Mudança do clima, agroecologia e as sociobioeconomias da Amazônia: manejo sustentável e os novos modelos de produção para o desenvolvimento regional”.

A ecóloga é referência internacional na pesquisa em biodiversidade amazônica, com tese de doutorado em ecologia pela Universidade de Stirling, no Reino Unido.

Ela estuda as mudanças nas florestas amazônicas, o que inclui o ponto de vista de povos indígenas e de populações tradicionais.

Ima disse, ainda, que o Museu Emílio Goeldi tem uma história de 157 anos com a coleta de elementos da história natural e humana. “A instituição faz parte da história nacional de ciência e tecnologia, e se tornou um dos mais importantes museus brasileiros”, sintetizou.

Os trabalhos de campo da instituição, conforme explica a professora, absorvem as demandas de povos indígenas e comunidades e, por isso, o museu é instrumento de diálogo e transformação social. “Eu olho para o Museu Goeldi e vejo uma potência singular de capacidade de produção e comunicação do conhecimento científico já enraizada na região”, finalizou.




Fonte: Agência Brasil

Durante discussão, jovem agride irmã com socos no rosto e acaba preso em Presidente Prudente



Vítima queria entrar no quarto para trocar de roupa, mas o irmão a impediu. Um homem, de 21 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (2), após agredir a irmã com socos no rosto, no Parque Alexandrina, em Presidente Prudente (SP).
A vítima, de 19 anos, informou que ela quis entrar no quarto para se trocar depois de ter tomado banho, mas o irmão a proibiu e acabaram discutindo. Em meio a briga, ela arremessou um copo na parede e o irmão a teria agredido com socos no rosto.
No local, os policiais militares constataram que ela apresentava lesões na face.
Conforme o Boletim de Ocorrência registrado, o envolvido confirmou ter agredido a vítima, “mas foi para se defender de um copo que ela arremessou contra ele”. Ainda segundo o jovem, a irmã também o agrediu com um soco.
A vítima contou que eles sempre discutem, mas esta foi a primeira vez que o jovem a agrediu fisicamente. Ela não solicitou medida protetiva.
Diante dos fatos, foi concedida liberdade provisória com fiança ao indiciado, no valor de R$ 1,5 mil.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Mega-Sena acumula e próximo prêmio é estimado em R$ 60 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas do Concurso 2.617 da Mega-Sena, sorteadas na noite desta quarta-feira (2), em São Paulo.

Com isso, o prêmio para os ganhadores do próximo sorteio, marcado para a noite de sábado (5), está estimado em R$ 60 milhões.

Os números sorteados foram: 03, 14, 36, 42, 43 e 44.

As 83 apostas que acertaram cinco dezenas vão receber R$ 56.735,82 cada uma.

Já as 6.354 apostas que acertaram a quadra recebem prêmio de R$ 1.058,74.




Fonte: Agência Brasil

Sesc Belenzinho apresenta obras de 240 artistas negros


O Sesc Belenzinho, na capital paulista, abriu as portas nesta quarta-feira (2) para o público conhecer as obras de 240 artistas negros, reunidas na exposição de arte afro-brasileira mais abrangente já feita no país. A mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro oferece uma incursão pelas artes visuais produzidas em diferentes momentos e recebe visitantes até 28 de janeiro de 2024.

A exposição adota um sistema de organização que desobedece as linhas cronológica, de estilo e linguagem. No lugar disso, agrupa as obras em sete núcleos: Romper, Branco Tema, Negro Vida, Amefricanas, Organização Já, Legitima Defesa e Baobá, que fazem alusão a importantes intelectuais negros, como Beatriz Nascimento, Emanoel Araújo, Guerreiro Ramos, Lélia Gonzales e Luiz Gama.

A seleção exigiu minúcia do corpo curatorial na etapa de pesquisa. Após a concepção da ideia, em 2018, assumiram a curadoria Hélio Menezes e Igor Simões. Em 2022, o projeto passa a ter como curadores geral e adjuntos Simões e Marcelo Campos e Lorraine Mendes.

A equipe identificou nomes das artes visuais tanto nas capitais do país como no interior. Para isso, fez pesquisas in loco em todas as regiões do Brasil, com a participação do Sesc em cada estado.

Para selecionar o que pode expressar a presença negra na arte brasileira e com que o público teria contato, os curadores garimparam obras de coleções públicas e particulares, além de ateliês e portfólios. A busca também se converteu em atividades públicas, como palestras e leituras de portfólio, transcendendo a exposição em si.

Outro fruto do trabalho dos curadores foi um programa de residência artística online, chamado Pemba: Residência Preta, que contou com mais de 450 inscrições. Ao todo, 150 artistas foram convocados para participar e receber orientações de Ariana Nuala (PE), Juliana dos Santos (SP), Rafael Bqueer (PA), Renata Sampaio (RJ) e Yhuri Cruz (RJ).

Serviço:

Local: Sesc Belenzinho 
Período expositivo: 3 de agosto de 2023 a 28 de janeiro de 2024
Horário de funcionamento: Terça a sábado, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 18h
Acessibilidade: Rampas, elevadores, piso tátil, banheiros adaptados e outros equipamentos acessíveis.
Classificação indicativa: Livre 
Entrada gratuita




Fonte: Agência Brasil

Operação Escudo: moradores denunciam execuções aleatórias no Guarujá


Moradores de bairros onde ocorreram as mortes decorrentes da Operação Escudo, da Polícia Militar (PM), na cidade de Guarujá, no litoral paulista, relataram que policiais executaram aleatoriamente pessoas identificadas como egressas do sistema prisional ou com passagem pela polícia.     

Os relatos foram colhidos nesta quinta-feira (2), no Guarujá, pela comissão formada pelos deputados estaduais paulistas Eduardo Suplicy e Paulo Batista dos Reis, ambos do PT; Mônica Seixas, Ediane Maria e Paula Nunes, do PSOL, além de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), da Defensoria Pública estadual, da Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Secretaria estadual de Justiça e Cidadania.

“O que a gente ouviu de vítimas, nem posso chamá-las de testemunhas, porque elas foram todas vítimas, foi [que houve] abordagens sistemáticas, contínuas, de pessoas dentro de casa, na rua, [de] policiais entrando na casa das pessoas sem mandado judicial, sem nenhuma justificativa, e fazendo chamado a quem era egresso do sistema prisional ou que tivesse passagem pela polícia”, disse a deputada Mônica Seixas, integrante da comissão. “E, de forma aleatória, algumas pessoas com passagem pela polícia foram executadas. Um pai com um filho no colo foi executado. Jovens foram espancados. Alguns foram colocados na viatura e levados para serem mortos em outras comunidades. Foi isso que a gente ouviu”, afirmou Mônica.

No último dia 27, o soldado Patrick Bastos Reis, pertencente à equipe das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foi baleado e morto no Guarujá. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, Reis foi atingido durante patrulhamento em uma comunidade. O PM foi atingido por um disparo de calibre 9 milímetros (mm).

Após o assassinato do policial, o estado deu início, na Baixada Santista, à Operação Escudo, que, até o momento, resultou na morte de pelo menos 14 pessoas, conforme informou na terça-feira (1º) o governador Tarcísio Freitas.

“O que a gente está ouvindo aqui é que nenhuma dessas mortes tem relação com o assassinato do PM Patrick. Esta é a primeira grande pergunta: se o estado identificou e prendeu os suspeitos de serem os assassinos do Patrick, por que a operação continua? Qual é a relação das pessoas assassinadas, das pessoas mortas, com a morte do Patrick?”, questionou Mônica Seixas.

A parlamentar responsabilizou o governo do estado pelas mortes e ressaltou que a Operação Escudo está trazendo insegurança e violência a Guarujá. Segundo a deputada, a investigação da morte do policial precisa ter inteligência e técnica, “mas não é aceitável que a morte de um policial seja justificativa para execuções aleatórias”.

“O que a gente escutou aqui é que estão ocorrendo batidas policiais, revistas, invasão de casas, checagem de documentos das pessoas. Quando identificadas como egressas do sistema prisional, algumas pessoas foram executadas de forma aleatória”, reforçou Mônica Seixas.

A SSP foi procurada mas ainda não se manifestou.




Fonte: Agência Brasil