Disputa das provas de conformação de equinos é realizada em Presidente Prudente




Atividade faz parte da programação da Expo Prudente 2023. Cavalos das raças Appaloosa, Quarto de Milha e Paint Horse são avaliados em Presidente Prudente (SP
Reprodução/Cedida
Atenção aos detalhes, conhecimento e análise marcaram a disputa das provas de conformação dos equinos na Expo Prudente 2023 durante esta sexta-feira (15) e sábado (16).
A competição conta com três raças que une beleza e qualidade no trabalho do campo, Appaloosa, Quarto de Milha e Paint Horse.
Na sexta-feira foi a vez das fêmeas, nas categorias amador e aberto, já neste sábado, foram julgados os machos, também nas categorias amador e aberto.
“Nós estamos procurando um cavalo ideal para a gente montar e trabalhar, um cavalo que vai servir para o trabalho com as melhores condições para o competidor”, destaca o organizador do evento, Celso Cuba.
A prova marca a 29ª etapa da Liga Nacional do Cavalo de Conformação (LINCC).
O empresário e criador de cavalos Paulo César de Oliveira Lima, representante do Haras PL, levou os prêmios de 1º e 3º lugar, com os equinos Shiners Lena Sky e Metallic Cat Brasil, consecutivamente.
Shiners Lena Sky, do Haras PL, 1º lugar
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Equinos fêmeas do Haras PL conquistam dois prêmios
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Fonte: G1

MPF pede prisão de policiais envolvidos na morte da menina Heloísa


O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão de três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos na ação que resultou na morte da menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos de idade. O pedido foi feito na sexta-feira (15), portanto, antes de a criança morrer.

Heloísa morreu às 9h22 deste sábado (16) devido a uma parada cardiorrespiratória. Ela foi atingida por tiros na cabeça e pescoço, quando passava com a família pelo Arco Metropolitano do Rio de Janeiro e ficou oito dias internada em um hospital.

Segundo William da Silva, pai da menina Heloísa, o carro onde eles estavam foi alvo de tiros que partiram de uma viatura da  PRF.

O MPF pediu ainda nova perícia nas armas dos policiais e no carro da família, já que não concordou com o trabalho realizado pela Polícia Civil.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a PRF disse que não tem informações sobre os pedidos de prisão feitos pelo MPF.

Mais cedo, em nota, a PRF afirmou que se solidariza com a família de Heloísa, que está sendo acompanhada pela Comissão de Direitos Humanos da corporação, para acolhimento e apoio psicológico. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo MPF.




Fonte: Agência Brasil

Mutirões recolhem lixo de ruas e praias em Dia Mundial da Limpeza


Voluntários em diversos municípios brasileiros fazem neste sábado (16) mutirões para retirar lixo das ruas e outros espaços públicos, como as praias. A mobilização marca o Dia Mundial da Limpeza, criado em 2018, que ocorre em 197 países e territórios do mundo.

No Brasil, é esperada a participação de 500 mil voluntários em mais de 2 mil ações, que devem ocorrer em 1.200 municípios, ao longo deste sábado e do mês de setembro. “Essa é a sexta edição do evento, que sempre acontece no terceiro sábado do mês de setembro”, explica Edilainne Muniz Pereira, da organização não governamental Limpa Brasil, que coordena as ações no país.

Segundo ela, a ideia é conscientizar a população da importância não só de limpar as ruas, mas principalmente de deixar de sujá-las. “O lixo traz um impacto muito negativo, quando descartado de forma inadequada. A consequência disso é a poluição dos nossos córregos, rios e oceanos, por exemplo, além da questão de proliferação de doenças e das enchentes”, afirma.

Edilainne destaca que quando as pessoas são levadas às ruas para recolher o lixo, elas passam a conhecer melhor a dimensão do problema do descarte inadequado de resíduos. “Elas podem ter uma mudança de comportamento e tomar uma decisão de repensar os modelos de descarte e de consumo. E também podem começar a se enquadrar em outras pautas da sustentabilidade e conservação do planeta”.

Rio de Janeiro (RJ), 16/09/2023 – No Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias - CleanUp Day, voluntários recolhem lixo na praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 16/09/2023 – No Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias – CleanUp Day, voluntários recolhem lixo na praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma das ações realizadas no Rio de Janeiro na manhã deste sábado, por exemplo, foi a limpeza da praia de Jacuecanga, em Angra dos Reis, no litoral sul do estado, sob a coordenação do projeto do Mangue ao Mar. Além de catar o lixo, os voluntários ajudam a catalogar os resíduos para conhecer os tipos que são jogados ou levados pela maré até o local.

As informações serão encaminhadas ao Poder Público para que sejam tomadas providências a fim de minimizar o problema. “Devemos tratar os oceanos como se a nossa vida dependesse deles, porque é isso que acontece. O desperdício é um sintoma, um resultado cruel do nosso estilo de vida. Mais do que uma faxina, o Dia Mundial da Limpeza é uma chance de impulsionar a cooperação entre voluntários, Poder Público e sociedade em direção a soluções”, afirma a oceanógrafa Andie Maral, uma das coordenadoras da ação em Angra.

Também houve ações em praias da zona sul da capital fluminense, como a Praia do Flamengo, onde a Rede de Conservação Águas da Guanabara (Redagua) reuniu voluntários, como a economista Bianca Bezerra, para recolher lixo da área.

Rio de Janeiro (RJ), 16/09/2023 – No Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias - CleanUp Day, voluntários recolhem lixo na praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 16/09/2023 – No Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias – CleanUp Day, voluntários recolhem lixo na praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

“A gente tem que fazer a nossa parte para preservar a natureza, o ecossistema, porque quem está acostumado a frequentar praia, vê a quantidade de sujeira que a gente encontra. Dá uma tristeza”, disse a voluntária.

O World Clean Up Day, como é oficialmente conhecida a data, nasceu de uma mobilização na Estônia em 2008, quando 50 mil pessoas percorreram o país para retirar 10 mil toneladas de lixo em apenas cinco horas.




Fonte: Agência Brasil

Suspeito de sequestrar adolescente no Paraná é preso em Junqueirópolis | Presidente Prudente e Região


Indagado sobre o fato, o suspeito declarou que tem um relacionamento amoroso com a menina e que ambos são de origem cigana, porém, diante da negativa da aceitação do relacionamento pelos pais dela, fugiram, sendo então registrada a ocorrência de sequestro pelos pais da adolescente.




Fonte: G1

Virada Sustentável tem mais de 800 atividades gratuitas em São Paulo


A cidade de São Paulo será ocupada, a partir deste sábado (16), por mais de 800 atividades e oficinas totalmente gratuitas, com o objetivo de apresentar ao público discussões de importância global, de forma lúdica e de fácil assimilação, sobre temas como consumo consciente, mudanças climáticas, meio ambiente, economia circular e responsabilidade socioambiental. As ações fazem parte da 13ª Virada Sustentável, o maior festival de sustentabilidade do país, realizado pela prefeitura em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversas outras instituições. 

Nesta edição que se estende até o dia 24, a Virada Sustentável lança a campanha Um olhar para 2030, que reúne as manchetes dos sonhos de mais de 50 organizações da sociedade civil, expressando as expectativas e esperanças de futuro de quem trabalha com transformação social e ações para um futuro mais consciente. As ideias serão expressas em notícias “dos sonhos”, simuladas, para chamar a atenção do público e serão projetadas em três parede laterais de prédios na região da Avenida Paulista.

No sábado e no domingo (17), além das imagens da campanha, serão projetadas na Avenida Paulista, outras criações, como a obra visual Mulheres da artista Sitah, inspirada na Marcha das Mulheres Indígenas deste ano. Também será apresentada a série de fotos Pamurimasa – Os Espíritos da Transformação, do cinegrafista e fotógrafo indígena Paulo Desana, mostrando parentes indígenas, termo usado pelas etnias como uma forma de reconhecer seus pares na luta por direitos, para mostrar o conhecimento ancestral herdado dos povos originários.

Ainda como parte do evento, de hoje até sexta-feira (22), o Fórum Virada Sustentável discute um futuro mais consciente e resiliente para o planeta. Serão 26 painéis de discussão realizados na Ocupação 9 de Julho e no espaço Unibes Cultural. Haverá ainda apresentações artísticas e performances e uma feira de arte indígena e quilombola.

 A programação completa pode ser consultada no site do evento, no Youtube e nas redes sociais Facebook e Instagram.




Fonte: Agência Brasil

Homem, de 31 anos, é morto a tiros no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente




Ainda sem suspeitos do crime, nas imediações não foi possível localizar câmeras de monitoramento ou testemunhas. Vítima, de 31 anos, morreu aparentemente atingida por três disparos de arma de fogo, nesta sexta-feira (15)
Leonardo Jacomini/g1
Um homem, de 31 anos, identificado como Jhonatan, foi vítima de homicídio na noite desta sexta-feira (16), na Avenida José Tacaci, ao lado da quadra de esportes do Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, os policiais foram acionados para uma atender uma ocorrência com uma pessoa atingida por disparo de arma de fogo, próximo a uma quadra de esporte.
No local dos fatos, os militares depararam com a vítima caída ao solo, aparentemente atingida por três disparos de arma de fogo.
O socorro foi acionado e após os procedimentos de rotina, o médico constatou que Jhonatan estava sem vida.
Os militares fizeram contato com o irmão da vítima, o qual disse que foi informado por um terceiro que Jhonatan tinha sido atingido por disparo de arma e estava caído próximo a quadra de esporte.
Ainda de acordo com o irmão, chegando ao local indicado, se deparou com Jhonatan caído no chão, quando acionou a Polícia Militar.
Ainda segundo o documento policial, pelas imediações do local não foi possível localizar câmeras de monitoramento, tampouco testemunhas.
O caso deve ser investigado pela Delegacia de Homicídios, da Divisão Especializada em Investigações Criminais (DEIC).
Até o momento ninguém foi preso.

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Fonte: G1

Menina baleada por policial rodoviário federal morre no Rio


A menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, baleada por um policial rodoviário federal em 7 de setembro, morreu na manhã deste sábado (16). Ela estava internada há oito dias no Hospital Adão Pereira Nunes (Saracuruna), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A morte foi confirmada pela prefeitura de Caxias.

A criança foi baleada quando passava pelo Arco Metropolitano com a família. Segundo o pai de Heloísa, William da Silva, o carro onde eles estavam foi alvo de tiros que partiram de uma viatura da  Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A menina foi atingida por tiro que atingiu sua cabeça e pescoço. Segundo a prefeitura de Duque de Caxias, ela teve uma parada cardiorrespiratória e morreu às 9h22.

Em nota, a PRF informou que se solidariza com a família de Heloísa e que sua Comissão de Direitos Humanos está acompanhando a família para acolhimento e apoio psicológico. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF).




Fonte: Agência Brasil

Feira dos Povos do Cerrado oferece diversidade de produtos do bioma


Produtos medicinais, pintura indígena, chope de jatobá e coquinho azedo, além de artesanato e comidas. Esses são alguns dos produtos da sociobiodiversidade que podem ser encontrados no 10º Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que termina neste sábado (16), na Torre de TV, área central de Brasília.

Com mais de 270 expositores de nove estados do Cerrado brasileiro, a feira é uma oportunidade para conhecer a riqueza dos sabores e saberes desse bioma, que ocupa nada menos do que 24% do território nacional. O evento ainda conta com uma diversa programação cultural. Na noite de encerramento, as atrações são Teatro de Mamulengo Sem Fronteiras, Quilombo de Bom Sucesso dos Negros, mulheres indígenas Xavante, Baile da Miasinha e o grupo Pé de Cerrado.

Natural da região do Jalapão, em Tocantins, a artesã Elizane Ramalho cria diversos tipos de cestaria, biojóias e outros adornos utilizando o capim dourado, uma espécie de sempre-viva fartamente encontrada em veredas do Cerrado. “Eu fico muito orgulhosa por fazer parte disso [artesanato], de saber que minha mão faz ensinar. De conseguir fazer algo que só depende de você, e de criar uma peça e aparecer outra. Eu vou dormir já pensando na peça que vou fazer no dia de manhã”, disse.

A bióloga Rosalia Baribieri, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é do Rio Grande do Sul e estava passando a semana em Brasília, a trabalho, quando soube da feira e foi conferir. Além de encantada com o que viu, participou de oficina de turbantes e uma promovida por raizeiras do Cerrado.

“Circulamos, falamos com algumas pessoas. Eu comprei uma oncinha carajá, chocolate. Você vê a importância de conhecer outros artesanatos, que não os das lojas comerciais, e conhecer o que é feito pela mão de uma comunidade lá na ponta”, relatou.

Realizado desde 2001, o Encontro e Feira dos Povos do Cerrado é um grande espaço de troca de experiências e articulações em defesa do bioma e dos seus povos. Com o tema Cerrado: Conexão de Povos, Culturas e Biomas, o evento deste ano deve reunir cerca de 10 mil pessoas, incluindo representantes quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco babaçu, geraizeiros, entre outros povos tradicionais, definidos como comunidades herdeiras dos “saberes ancestrais e tradicionais que guiam, há inúmeras gerações, o manejo das matas e paisagens que fazem dessa rica savana uma das regiões mais biodiversas do mundo”, segundo o conceito elaborado na publicação Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade.

Considerado o berço das águas do Brasil, o Cerrado é a origem das nascentes de oito das 12 bacias hidrográficas mais importantes do país. É também o segundo maior reservatório subterrâneo de água do mundo, formado pelos aquíferos Guarani e Urucuia. Apesar da importância para a segurança hídrica e agrícola do país, o bioma tem sido um dos mais devastados ao longo das últimas décadas, e viu o cenário piorar nos últimos anos, principalmente na região conhecida como Matopiba – acrônimo que se refere aos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.




Fonte: Agência Brasil

Museu das Culturas Indígenas exibe manto sagrado Tupinambá até domingo


Em 2000, Nivalda Amaral de Jesus, a Amotara, visitou, em São Paulo, a exposição Brasil +500, que celebrava os 500 anos do descobrimento do Brasil. Foi ali que ela entrou em contato pela primeira vez com o manto Tupinambá, uma indumentária confeccionada com penas vermelhas de pássaros guará sobre uma base de fibra natural, semelhante a uma rede de pesca. Remanescente do século 17, a relíquia tem 1,80 metro de altura e havia sido emprestada ao Brasil pelo Museu Nacional da Dinamarca (Nationalmuseet), peça que lá chegou no ano de 1689.

Para Amotara, esse contato foi um reencontro com uma memória transcendental de seu povo Tupinambá de Olivença, na Bahia. Para este povo, o manto não é um objeto, mas uma representação de um ser vivo, “um ancião de mais de 300 anos”, que os conecta diretamente com seus ancestrais e sua cultura. Quando viu o manto ali exposto, Amotara decidiu que ele não poderia mais ficar na Europa.

Amotara, outros representantes tupinambás e a Embaixada do Brasil na Dinamarca negociaram com o museu da Dinamarca o retorno do manto ao país. E agora ele está pronto para voltar: o Museu Nacional da Dinamarca anunciou que vai doá-lo ao Museu Nacional do Rio de Janeiro e que ele chegará ao país em 2024.

“Ficamos sabendo da existência do manto quando conhecemos a antropóloga Susana Viegas, de Portugal. Ela veio a Olivença e conheceu Amotara. Conheceu também a família de dona Domingas e seu Pedro Brás. Ela [a antropóloga] dizia: ‘Vocês têm um marco. Vocês têm um manto na Dinamarca’. E minha mãe, Nivalda Amotara, quando era menor, já tinha ouvido a avó dela dizendo que existia um manto na Igreja Nossa Senhora da Escada e que vivia dentro de um baú. Ele era todo feito de pena de guará e tecido com linha de tucum. Ela já tinha ouvido falar sobre a presença desse manto”, contou Maria Valdelice Amaral de Jesus, ou Jamopoty, em entrevista à Agência Brasil. Jamopoty é a primeira cacica do povo Tupinambá de Olivença e da Bahia.

O primeiro contato com o manto, no entanto, só veio a ocorrer em São Paulo, durante a exposição. E foi emocionante. “Convidada pela Folha de S.Paulo, a Amotara e o Aloísio [Aloísio Cunha Silva, que também era um líder tupinambá] foram lá no [Parque] Ibirapuera. E quando ela chegou na porta do Ibirapuera, teve uma grande emoção, que foi [quando] os Encantados a conduziram até o manto. Os Encantados mostraram para ela o que ela foi lá ver”, contou Jamopoty.

Segundo a cacica, o manto precisa ser devolvido ao povo Tupinambá como instrumento de resistência e também de luta por seu território. “Fomos invadidos, tanto no nosso território quanto nas coisas que preservávamos de nossos ancestrais. Quantas peças temos fora do Brasil? São muitas. E isso precisa ser devolvido para seus povos de origem. Isso vai dar segurança para nosso povo, vai dar o nosso território demarcado e vai dar, principalmente, a estrutura e a conexão. O povo vai estar mais junto. O manto vem para a união. Toda peça que sai do seu território e vai para fora, quando retorna, retorna para a união dos povos”, afirmou.

A cacica lembrou ainda que o manto é um encantamento e que, por isso, trará mudanças para o Brasil. “Vamos receber esse ancião com muito orgulho. Ele vai trazer a força e a unidade de nossas memórias que não estão aqui, mas em espírito”.

Segundo Jamopoty, o manto ficará no Museu Nacional do Rio de Janeiro, e não na aldeia, porque esse território ainda não foi demarcado. “O manto tem uma força espiritual dos nossos ancestrais que é para a demarcação desse território. Não devemos esquecer que esse território foi demarcado em 1926. E hoje a gente precisa demarcá-lo de novo.”

Recepção

São Paulo-SP 14/09/2023  Indumentária confeccionada por Glicéria Tupinambá em exibição no projeto Manto em Movimento. Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Glicéria Tupinambá confeccionou o manto exposto no Museu das Culturas Indígenas – Paulo Pinto/Agência Brasil

O manto que está na Dinamarca deverá chegar ao Brasil somente em janeiro. Mas, para antecipar essa chegada, o projeto Manto em Movimento tem promovido uma ação de ativação que pretende apresentar um manto Tupinambá de forma itinerante por vários museus de São Paulo.

Confeccionado por Glicéria Tupinambá, o manto ficará em exibição no Museu das Culturas Indígenas, na capital paulista até este domingo (17). Depois, seguirá para a Pinacoteca, para os museus do Ipiranga e de Arte Contemporânea e para a Ocupação 9 de Julho, retornando para a Casa do Povo.

A exposição Manto em Movimento é uma mostra documental que refaz o percurso da artista no reencontro com os mantos de seu povo. A mostra também se interconecta com a luta pela demarcação do território Tupinambá. O manto confeccionado por Glicéria tem percorrido vários museus, mas a Casa do Povo, especialmente, preparou uma mostra completa sobre esse trabalho da artista, apresentando mapas, iconografias, textos e painéis que pode ser visitada até o dia 9 de dezembro.

A artista e ativista Glicéria Jesus da Silva, a Glicéria Tupinambá, tem pesquisado sobre essa indumentária há algum tempo. Inspirada nesse reencontro de Amotara e Aloísio com o manto, Glicéria confeccionou outros quatro, com o objetivo de reencontrar aqueles que haviam sido levados para a Europa. Sua proposta não é de uma retomada material. Seu trabalho, explica a Casa do Povo, está conectado ao direito à memória e à ancestralidade, que permite exercer o direito de reaprender e reviver uma tradição, relembrando seu modo de feitura e dos rituais que a indumentária representa.

“O primeiro manto que eu fiz foi em 2006 para homenagear os Encantados e foi doado para o Museu Nacional na exposição Os primeiros brasileiros. Depois disso, os Encantados me pediram para que eu fizesse mais três mantos. Ele foi feito com base no manto que eu tinha visto de perto, na França, e também na minha pesquisa”, explicou a artista à Agência Brasil.

“Na França, foi a primeira vez que o manto falou comigo. Naquele momento, descobri que o manto era um ancestral, uma entidade e que estava se comunicando. E ele me trazia a mensagem de que os mantos eram portados por mulheres e eram feitos por mulheres. E que eu deveria buscar isso. Então voltei para a aldeia e fui confeccionar esse manto, encontrando esses pontos e fragmentos que estavam com minhas tias-avós. Elas tramavam com o ponto do jereré. Eu consegui resgatar esse ponto e desenvolvi uma outra técnica, mas cheguei no mesmo objetivo. E aí comecei a fazer a aplicação das penas, que são coletadas dentro do território. Toda a comunidade se envolveu na feitura desse manto, que é coletiva”, lembrou Glicéria.

Para confeccionar o manto, foram necessários quatro meses e penas de vários pássaros e aves como peru, frango, canário-da-mata, gavião e guiné. E essa indumentária, destacou Glicéria, é feminina. “Ele [o manto] reforça as majés, as mulheres que têm o poder de cura e de reza, que são as parteiras e benzedeiras.”

Além do manto que está na Dinamarca, a Casa do Povo informa que há mais dez espalhados por museus europeus. Esses artefatos, produzidos entre os séculos 16 e 17, teriam sido trocados em negociações diplomáticas ou saqueados durante a colonização. No Brasil, fisicamente, não restou nenhum, mas eles resistiram na memória ancestral de seu povo.

Mais informações sobre a visitação ao projeto Manto em Movimento pode ser obtida no site da Casa do Povo ou no do Museu das Culturas Indígenas.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena paga neste sábado prêmio acumulado de R$ 9 milhões


O concurso 2.633 da Mega-Sena, que será realizado neste sábado (16) à noite em São Paulo, paga o prêmio de R$ 9 milhões a quem acertar as seis dezenas.

O sorteio será às 20h no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, em São Paulo. O prêmio acumulado está estimado em R$ 9 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de hoje nas casas lotéricas credenciadas em todo o país ou pela internet, com transmissão pelas redes sociais da Caixa. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.




Fonte: Agência Brasil