Menino de dois anos morre após ser picado por cascavel durante acampamento, em Panorama | Presidente Prudente e Região


No mesmo instante, o pai matou a serpente e a levou, junto com a criança, para o hospital local, a fim de que os profissionais identificassem a espécie e ministrassem o soro correto, no entanto, por haver um guizo na ponta do rabo do animal, o pai já imaginou se tratar de uma cascavel.




Fonte: G1

Com cabelo trançado e túnicas, padre celebra origem de suas raízes na igreja e na vida: ‘Um jeito de expressar minha africanidade’




Valdemar Cardoso, de Dracena (SP), já integrou grupo nacional de agentes pastorais negros e, no auge de seus 65 anos, faz questão de ser quem é, sem medo ou vergonha. Padre de Dracena (SP), Valdemar Cardoso celebra origem de suas raízes na igreja e na vida
Pascom/Paróquia de São Francisco de Assis
“Todos nós somos luz, e, por incrível que pareça, a mesma luz, porém, refletida com corpos diferentes”.
Essa luz, que atravessa os vitrais coloridos da igreja pertencente à Paróquia de São Francisco de Assis, em Dracena (SP), alcança o altar e faz brilhar uma das figuras mais importantes: o padre Valdemar Cardoso. Com tranças na altura dos ombros e túnicas que remetem à cultura afro, o líder religioso celebra sua africanidade ocupando uma posição que, tempos atrás, era majoritariamente preenchida por pessoas brancas.
O visual chama atenção, mas vai além de simplesmente despertar olhares curiosos. Ele exalta a ancestralidade com que o pároco firmou sua identidade e a destila mundo afora, ao longo de seus 65 anos “vividos com muita alegria e intensidade”.
“Se os italianos, alemães, japoneses etc. têm a liberdade para expressar sua cultura, eu também fui percebendo que tinha e podia expressar a minha cultura, não só nas vestimentas, mas no meu jeito de ser. Eu fui assumindo o meu jeito de ser. Eu sou negro, da cultura negra”, observou ao g1.
No auge de seus 65 anos, Valdemar Cardoso tem orgulho de sua identidade
André Kuwada
Identidade 🖐🏾
Essa motivação para assumir quem é, sem medo ou vergonha, de acordo com o padre, vem desde 1984, época em que ainda estudava filosofia e teologia na capital paulista e integrava um grupo nacional de agentes de pastoral negros.
Dos estudos sobre a história e a cultura africanas, compartilhados entre os amigos católicos, o estudante despertou o desejo de assumir para todos a sua identidade, que descendia da milenar e plural África, considerada o berço da humanidade.
“Eu me lembro que comecei, primeiro, com as vestimentas. Passei a usar roupas africanas e, depois de padre, também, inclusive, até túnicas para as celebrações nas missas com tons africanos. Era um jeito de eu expressar a minha africanidade”, revelou.
Motivação para assumir africanidade veio em 1984, quando integrava um grupo nacional de agentes de pastoral negros, em SP
Pascom/Paróquia de São Francisco de Assis
Com o tempo e o amadurecimento da consciência voltada à negritude, o pároco começou a trançar os cabelos, visual que mantém há 25 anos. Desses, boa parte passou atuando em uma rede de televisão católica, momento em que percebeu a aceitação e o respeito dos colegas pela cultura africana, algo que fazia questão de mostrar.
“Eu uso tranças até hoje como expressão da minha africanidade, da minha cultura, de quem eu sou. É uma expressão da minha identidade”, afirmou ao g1.
Ao longo da trajetória devocional, olhares de admiração cruzaram o caminho do então padre. No decorrer desses 34 anos, em nenhum momento recebeu comentários negativos à forma como escolheu expressar as suas raízes, pelo contrário.
“O que eu percebi foi uma admiração, um apoio, principalmente dos jovens, adolescentes e crianças […]. Isso, para mim, já é um sinal de grande respeito, de aceitação, de abertura para a cultura africana. Escutei muito: ‘Ficou bacana’, ‘Que legal’, ‘Parabéns!’. Outras pessoas, principalmente jovens, perguntavam para mim: ‘Onde você fez essas tranças? Eu gostaria de fazer também”, relembrou.
Padre Valdemar Cardoso percebeu admiração e apoio dos fiéis diante do visual
Pascom/Paróquia de São Francisco de Assis
Representatividade 👨🏿‍🤝‍👨🏿
(re·pre·sen·ta·ti·vi·da·de). Substantivo feminino. 1. Caráter do que é representativo 2. Qualidade reconhecida a uma pessoa, a um grupo, a uma entidade ou a um organismo, mandatado oficialmente por um grupo de pessoas para defender ou representar os seus interesses ou exprimir-se em seu nome.
Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2023.
A identificação gerada pelo líder religioso também desperta a motivação dos fiéis, que se veem representados por alguém como eles e são convidados a ser quem realmente são, “independente de cabelo ou roupa”, de acordo com o padre.
“A felicidade de viver está quando você assume quem realmente você é e deixa os outros serem o que quiserem ser. Sabe aquela coisa de livre arbítrio? Aquela coisa de ‘liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós’? Eu penso que a felicidade vai por aí. E eu, vivendo assim, sou feliz e passo essa felicidade para as pessoas, esse convite para serem quem elas são e pronto”, enfatizou ao g1.
O mundo e os fatores sociais externos, mesmo os negativos, também são enxergados pela óptica otimista do devoto. O fato de aceitar e expressar sua negritude de forma plena o fez ser indiferente a episódios de racismo que, eventualmente, possa ter sido alvo, por exemplo.
“Se existiu, eu nem percebi, porque eu estou em outra dimensão, a dimensão de amar, e amar todas as pessoas como uma grande alma, porque todos nós somos luz, e, por incrível que pareça, a mesma luz, porém, refletida com corpos diferentes […]. É um pouco como as estrelas no céu. As estrelas sabem que a noite é noite, que a noite é escura, mas elas deixam a noite ser noite e simplesmente dão o seu brilho. Eu sou bastante indiferente àquilo que não constrói, que não faz a gente evoluir, que não enriquece”, disse à reportagem.
Pároco começou a trançar os cabelos há cerca de 25 anos
Pascom/Paróquia de São Francisco de Assis
‘Deixar fluir’ 🌊
Baseado na filosofia taoísta, Valdemar Cardoso empresta os versos dos Novos Baianos em “Mistério do Planeta” (1972) e “vai mostrando como é, vai sendo como pode”. Para ele, tudo é o que é e ponto, cabendo aos seres humanos a tarefa de “deixar o rio da vida fluir e simplesmente seguir em frente”.
E, assim como os rios, que revelam sua impermanência através do curso d’água e, ao mesmo tempo, deixam e levam um pouco dos lugares por onde passam, o padre assume a sua mutabilidade por meio de outras faces, como a de hipnoterapeuta, psicoterapeuta e terapeuta floral, sempre focado em “iluminar”.
“Acho que tem todos os seus valores, tem suas limitações. Estou mais na dimensão de simplesmente deixar fluir […]. Estamos em uma dimensão de todas as possibilidades, então, respeito essas possibilidades, e a gente vai fluindo, vai fazendo a experiência existencial e vital com tudo e com todos”, concluiu.
Foco do também hipnoterapeuta, psicoterapeuta e terapeuta floral é ‘iluminar’
Pascom/Paróquia de São Francisco de Assis

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Fonte: G1

Aéreas não vão cobrar fãs de Taylor Swift por remarcação de passagens


As companhias aéreas Azul, Latam e Gol anunciaram que não cobrarão taxa extra para remarcar passagens de clientes afetados pelo adiamento do show da cantora Taylor Swift, que aconteceria no sábado (18), mas foi remarcado para segunda-feira (20). A organização do evento também informou como será o procedimento para reembolso dos fãs que não puderem ir no show na nova data. 

A apresentação de sábado foi adiada poucas horas antes do início, sob a justificativa de que a onda de calor que atingia a cidade colocava os fãs em risco. A temperatura máxima na cidade foi de 43,8°C, de acordo com o Alerta Rio, serviço de meteorologia da prefeitura carioca.

A decisão foi tomada após a morte de uma fã no início do show de sexta-feira (17). A apresentação deste domingo (19) está confirmada.

Pelas redes sociais, as três principais companhias aéreas do país divulgaram a isenção de cobrança e os procedimentos para remarcação. Veja como proceder:

Azul

“A Azul informa que clientes impactados pela mudança do evento de hoje, no Rio de Janeiro (RJ), por liberalidade da companhia estarão isentos da taxa de cancelamento da passagem, deixando o valor em créditos para compra de passagens ou isenção da taxa de remarcação para um voo da Azul. Para isso basta contactar a companhia através do atendimento ao cliente. Após o cancelamento, os clientes deverão efetuar novamente a compra para a nova data, mediante disponibilidade”.

Latam

“Atualizamos nossa política de flexibilidade para que os passageiros com voos programados saindo do Rio de Janeiro entre 19 e 20/11 possam realizar alterações gratuitamente de 21 a 26/11, de acordo com a disponibilidade de assentos. Para remarcações, entre em contato com o nosso call center 4002-5700 (capitais), 0300 570 5700 (demais regiões) ou com a sua agência de viagens”.

Gol

“A GOL, em atenção aos clientes impactados pelo adiamento do show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, informa que adotará as seguintes flexibilizações: possibilidade de deixar o valor da passagem em crédito com a companhia, sem a necessidade de pagamento da taxa de cancelamento; e isenção da taxa de remarcação para remarcações em voos nos próximos 12 meses”.

Reembolso de ingresso

A organizadora do evento, T4F Entretenimento, informou que os ingressos do dia 18 serão válidos para o dia 20, sem a necessidade de nenhuma ação extra por parte dos clientes. Para os fãs que não puderem comparecer ao show na nova data, é possível solicitar o reembolso seguindo o passo a passo divulgado no site.

Será preciso preencher um formulário  até as 6h de segunda-feira (20). O reembolso será realizado de acordo com o canal e meio de pagamento usados para a compra.

Procon

O Procon do estado do Rio de Janeiro orientou fãs sobre os direitos após a mudança de data do show. Os clientes têm o direito a receber o valor total pago pelo ingresso.

“Consumidores que tiveram despesas com hospedagem, transporte ou pacotes de viagens relativos ao show e ingressarem no Procon-RJ terão seus casos analisados individualmente”, comunicou o órgão.

Caso o consumidor encontre alguma dificuldade de solução perante o fornecedor, poderá procurar o Procon-RJ em qualquer dos canais de atendimento, que podem ser consultados no site procon.rj.gov.br.




Fonte: Agência Brasil

Fundação Palmares organiza celebrações em área de quilombo de Zumbi


Cenário do quilombo que mais simbolizou a resistência à escravidão no Brasil, a Serra da Estrela, em Alagoas, voltará a celebrar o Dia da Consciência Negra. Nesta segunda-feira (20), o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em União dos Palmares (AL), abrigará uma série de solenidades pelos 323 anos da “imortalidade” de Zumbi dos Palmares e pela valorização da cultura negra.

Promovido pela Fundação Cultural Palmares (FCP), o evento começa às 10h, com discursos de representantes da sociedade civil. Ao longo de três horas e meia de evento, haverá apresentações musicais intercaladas com discursos de autoridades. Estão previstas falas do prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas Junior, e do presidente da FCP, João Jorge Santos Rodrigues.

Também devem marcar presença representantes da prefeitura de Maceió e do governo de Alagoas. Entre 12h e 12h30 estão previstos discursos de representantes dos Ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. No entanto, ainda não está definido se a ministra Anielle Franco poderá comparecer, porque ela participará, no mesmo horário, da assinatura do Pacote de Igualdade Racial, no Palácio do Planalto.

Além do aniversário do assassinato de Zumbi dos Palmares, o evento celebrará os 20 anos do lançamento da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial, lançada na Serra da Barriga pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. A política é considerada o marco da liberdade pelas comunidades negras e foi lançada oito anos antes do Dia da Consciência Negra, instituído Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

Seminário

Neste domingo (19), a Fundação Cultural Palmares promoveu o seminário “Arte, Cultura Palmarina – 35 anos”, na Universidade Federal de Alagoas. Das 9h às 17h30, o evento contou com dois painéis. Durante a manhã, debatedores e representantes de comunidades quilombolas, de comunidades religiosas de matriz africana e de entidades do patrimônio afro-brasileiro debateram o patrimônio e a memória da cultura negra, com destaque para os mestres dos saberes.

À tarde, um painel discutiu medidas de fomento e de promoção da cultura afro-brasileira. A mesa redonda reuniu comunicadores, produtores audiovisuais e produtores culturais.




Fonte: Agência Brasil

Novos temporais matam quatro pessoas no Rio Grande do Sul


Novos temporais na noite deste sábado (18) provocaram a morte de quatro pessoas no Rio Grande do Sul. As chuvas deixaram dois desaparecidos no estado e um em Santa Catarina.

Em Gramado (RS), duas mulheres morreram após a casa ter sido soterrada. As outras mortes ocorreram em Vila Flores (Serra Gaúcha), onde um carro conduzido por um homem foi arrastado pela correnteza do Rio da Prata numa estrada estadual, e em Coqueiros do Sul, no norte do Estado, onde outro veículo, dirigido por uma mulher, caiu numa ponte sobre o Rio Turvo.

Os corpos dos motoristas foram encontrados durante a madrugada. No caso da tragédia em Vila Flores, o corpo foi encontrado a 13 metros de profundidade no Rio da Prata. Em Coqueiros do Sul, um homem e uma criança de dois anos e meio que estavam no carro que caiu no Rio Turvo estão desaparecidos.

Segundo a Defesa Civil Gaúcha, as chuvas deste sábado afetaram 38 municípios com ocorrências diversas (enxurradas, inundações, movimentos de massa, deslizamentos, entre outras) e deixaram 31 mil moradores afetados. Há 399 pessoas desabrigadas e 1.565 desalojadas.

Quatro municípios – Alegrete, Giruá, São Borja e Vila Nova do Sul – pediram cestas básicas. Quatro bacias hidrográficas estão em alerta: dos rios Taquari, Caí, Jacuí e toda a extensão do Rio Uruguai. No caso do Vale do Taquari, o nível da água está subindo até os níveis registrados em setembro, mas a Defesa Civil gaúcha alertou que as cheias provocarão menos desastres porque ocorrem lentamente, sem arrastar o que estiver na frente.

Em Santa Catarina, um homem de 70 anos está desaparecido após ter a casa destruída por uma enxurrada em Praia Grande, no sul do Estado. Desde quinta-feira (16), as enchentes mataram três pessoas no estado.




Fonte: Agência Brasil

Projeto ‘Do 13 ao 20: (Re) Existência do Povo Negro’ promove palestras e atividades culturais gratuitas em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Na palestra Áfricas na sala de aula, que acontece quinta-feira (23), das 14h às 16h, no auditório da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Presidente Prudente, o palestrante e criador de conteúdo para internet, Esmael Gabriel, tenta desmistificar estereótipos negativos e promover uma apreciação autêntica da cultura e história do continente africano.




Fonte: G1

Motociclista de 72 anos morre após colidir em poste na Estrada Raimundo Maiolini




Vítima foi socorrida e encaminhada a UPA do Jardim Guanabara, em Presidente Prudente (SP), mas não resistiu aos ferimentos. Motociclista foi encaminhado para a UPA do Jardim Guanabara, mas não resistiu aos ferimentos e morreu
Arquivo/g1
Um homem, de 72 anos, morreu após bater a motocicleta que dirigia contra um poste na Estrada Raimundo Maiolini, na manhã deste domingo (19), em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o idoso seguia na via no sentido bairro-centro, quando colidiu no poste e caiu na pista de rolamento, na altura do km 1.
A vítima foi socorrida pela unidade de resgate e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Guanabara.
Os policiais foram até o local com intuito de colher mais informações sobre o acidente com a vítima, mas foram informados que ela não resistiu aos ferimentos e faleceu.
A Polícia Técnica Científica foi acionada para periciar o local.
Um exame necroscópico foi solicitado para o Instituto Médico Legal (IML).

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Fonte: G1

Estudo identifica, pela primeira vez, região árida no Norte da Bahia


Um estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), identificou características de clima árido no norte da Bahia. É a primeira vez que essa situação é detectada no país. Os pesquisadores dos dois órgãos federais, ambos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), também constataram que a área com clima semiárido vem aumentando.

Conforme os resultados do estudo, com exceção da região Sul e do litoral dos estados de Rio de Janeiro e São Paulo, a tendência de aumento da aridez se observa em todo o país. Os pesquisadores apontam que esse processo está relacionado com o aquecimento global. Isso porque, com o clima mais quente, cresce também a evapotranspiração [combinação entre a evaporação da água que cai no solo e a transpiração de água pelas plantas]. Na região Sul, no entanto, observa-se uma tendência inversa, associada ao aumento das chuvas.

Os resultados constam em uma nota técnica divulgada na última terça-feira (14). Eles utilizaram uma metodologia reconhecida internacionalmente. Através dela, é estabelecido o índice de aridez, calculado a partir de uma fórmula onde os valores de precipitação são divididos pela evapotranspiração potencial de cada região.

Nos climas mais secos, onde há um déficit de chuvas, essa razão fica abaixo de 1. A região é considerada semiárida se o resultado ficar entre 0,21 e 0,5 e árida se ficar abaixo de 0,2.

De acordo com a nota técnica, em regiões com índice de aridez crítico, a falta de água favorece a ocorrência de queimadas e pode afetar de forma severa a agricultura e a pecuária. Nessas condições, quando o uso do solo não é feito de forma sustentável, observa-se processos de desertificação no longo prazo.

O diagnóstico produzido pelo Inpe e pelo Cemaden subsidiará a Política Nacional de Combate à Desertificação, coordenada pelo Ministério do Meia Ambiente. A análise considerou dados levantados entre 1960 e 2020. Eles foram divididos em períodos de 30 anos. Assim, foram feitos mapas com as médias históricas de quatro intervalos: 1960-1990, 1970-2000, 1980-2010 e 1990-2020.

Observou-se que áreas do semiárido do país, a cada década, cresce a uma taxa média superior a 75 mil quilômetros quadrados. Essas áreas concentram-se principalmente no Nordeste e no norte de Minas Gerais. No último período considerado, 1990-2020, observou-se o aparecimento de uma área de 5,7 mil quilômetros quadrados definida como árida no norte da Bahia.




Fonte: Agência Brasil

Corpo de homem é encontrado preso em arame farpado de propriedade rural, em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Ainda no início da manhã deste domingo, o morador saiu para passar veneno no quintal, quando se deparou com o corpo do rapaz pendurado no muro, com as pernas presas em uma árvore, que possivelmente usou como apoio para tentar subir, e com o queixo preso na parte de cima do muro, no arame farpado.




Fonte: G1

Fafá de Belém: “Ouça o nosso povo, ele tem a solução”


Centro de Convenções do Hangar, o maior de Belém, no Pará. O evento Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) ocorria, em seu terceiro dia, na sexta-feira (10), com as rodadas de negócios entre fazedores da cultura que buscavam comprar ou vender seus produtos. Enquanto centenas de atores, músicos, escritores buscavam contratos, recursos para seus projetos, surpreendentemente, aparece uma das maiores cantoras populares do país: Fafá de Belém.

Na cidade que é seu berço, Fafá estava com Maíra Carvalho, produtora do projeto de sua cinebiografia, que já havia conversado com distribuidoras e produtoras presentes, mas contava com apoio da cantora na reunião marcada com o grupo Warner Media, um dos maiores do mundo.

Maíra, que produziu recentemente o filme O Homem Cordial, do diretor Iberê Carvalho, explica que a produção ainda está na fase de captação de recursos para finalização do roteiro que vai contar o começo da carreira de Fafá até as “Diretas Já”, quando a cantora passou a ser o rosto e a voz da redemocratização do país em 1984. Maíra afirma que a conversa com a Warner abriu ótimas perspectivas para o projeto, ainda em fase de pré-roteiro, na busca por financiadores.

Fafá atraia atenção por onde passava. Toda de branco, combinando com os cabelos da mesma cor e diversos colares, o sorriso e a famosa risada da belenense de 67 anos tomavam conta do centro de convenções. Mas, mesmo assim, antes de um almoço agendado, ela abriu espaço para conversar com uma comitiva de jornalistas. Sempre com uma paixão contagiante, Fafá falou sobre sua carreira, projetos no cinema, mercado cultural e Amazônia. “Ouça o Ribeirinho. Ouça o menino da floresta. Ouça, porque eles têm a solução”.

Cinebiografia

“Era um documentário, a princípio, e aí virou um filme inspirado na minha história. Ela [Maíra Carvalho, produtora] acha que pode falar com muita gente do norte, do sul, que as histórias são as mesmas. A xenofobia é o peso, é a medida errada, é o comportamento, todo mundo que não pertence, todo mundo que não pertence ao padrão. Então é o assédio, é o abuso que você nem percebe.”

Fafá de Belém concede entrevista durante Mercado das Industrias Criativas do Brasil (MICBR), em Belém.

Fafá de Belém defende o protagonismo do povo amazônida – Divulgação

“Eu saí daqui há 18 anos e tive uma pessoa muito importante na minha vida, que foi o Roberto Santana [produtor musical], foi o cara que me convenceu a ser cantora. Eu nunca pensei em ser cantora. Eu sempre gostei de cantar, mas queria ser psicóloga [risadas]. E ele veio aqui fazer uma turnê com o Vinícius e Toquinho. A gente se reunia de tarde, depois da escola, para tocar violão. E ai ele entrou e disse assim: ‘você canta muito bem’. Ai falei para ele: eu sei [risadas]. Ele disse: ‘você é abusada, né’. Eu estava cantando ‘Vapor Barato’. Eu podia ter sido cantora ou psicóloga, mas Fafá de Belém foi ele que formatou. ‘Isso aqui é sua verdade fundamental, você vai aprender a dizer não’”.

“Enfim, e essa menina [Maíra Carvalho] soube algumas histórias minhas e agora transformaram isso numa ficção baseada na minha vida, mas que conta a história de uma menina que saiu do Norte e tudo que nós continuamos enfrentando até hoje. E não muda. Pode ser do Norte, pode ser do Sul, tudo que não faz parte do que se está acostumado a ver”.

COP 2025

“Acho maravilhoso esse evento [MICBR], onde acho maravilhoso o que teve da OTCA [Organização do Tratado de Cooperação Amazônica], e o que eu chamo de fabuloso a coisa do olhar sobre nós até chegar na COP [Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que em 2025 será em Belém]. Acho que é importante dizer que há uma expectativa muito grande para no dia seguinte da COP todos os nossos problemas estarem resolvidos. Isso não vai acontecer, mas há essa expectativa. Então, eu entendo que é fundamental que agora que estão olhando para nós, que olhem nos nossos olhos. Ninguém tem que ensinar como é que a gente funciona”.

“Então é preciso que nesse momento se olhe a sério e que se ouça o nosso povo. Ouça o Ribeirinho. Ouça o menino da floresta. Ouça, porque eles têm a solução. A solução virá por eles, por essa gente que maneja essa região ancestralmente, com reflexo muito forte na capital.”

Amazônia

Fafá de Belém concede entrevista durante Mercado das Industrias Criativas do Brasil (MICBR), em Belém.

Cantora capta recursos para produção de filme que contará sua história – Divulgação

“A Amazônia é muito particular e agora está na moda, e isso me preocupa muito também. Porque todo mundo agora na Faria Lima [rua de São Paulo e símbolo do mercado financeiro] sabe o que é a Amazônia. Um dia desses eu vi o Pacto Global [evento em setembro que foi lançado um movimento para preservação da Amazônia] e eu fiquei muito esperançosa lá na ONU. Mas não tinha um pensador amazônico, não tinha um artista amazônico, não tinha um fotógrafo amazônico, não tinha um jornalista amazônico, não tinha um intelectual amazônico. Mas fazer a figuração serve. A comunidade indígena é um dos povos amazônicos que acredito ser o mais explorado, como caricatura. Nós temos uma cultura, temos uma história, cada risco daquele tem um sentido. Cada estampa no corpo tem um sentido. Então, não dá para banalizar o que nós somos. Nós somos muitos povos. Somos quilombolas, somos extrativistas, somos ribeirinhos, somos mulheres e homens da cidade, homens e mulheres da floresta. E todo esse povo que gira nessa região mágica, banhada de águas poderosas que estão secando pela sede de quem vem de fora”.

“Nós precisamos de dinheiro, nós precisamos de recurso, nós precisamos de holofote, mas antes de tudo precisamos de respeito. É usar a marca Amazônia, que é a mais poderosa do planeta. Então, a gente tem que estar muito atento. Se vocês observarem, todas as campanhas que fizeram de preservação da Amazônia no Sul, nenhuma teve a minha cara. Nenhuma. Nenhuma. Porque eu não me ajeito, não faço grupo. Eu tenho uma liberdade, sou muito amazônica”.

Mulheres paraenses

“O corpo que me veste é esse. Por isso aquela polêmica toda da foto da Vogue [revista que Fafá fez um ensaio nu no último mês de outubro]. Aí o Bob [Wolfenson, fotógrafo] falou: Fafá, você tira a roupa para mim? Eu disse: Para você eu tiro. Ele falou: ‘sai todo mundo, porque a roupa que te veste é o teu corpo’. Eu estou plena. Porque nós vivemos assim, tira a roupa entra no igarapé. Nós temos o prazer da água na pele, do sol. Isso não quer dizer que as nossas meninas têm que ser prostituídas e nem estupradas no Marajó. Elas apenas são meninas em desenvolvimento. Têm que ser respeitadas. Essa região é a região feminina. Somos as amazônicas, somos as amazonas e somos as encaminhadas. Mas foi sendo substituídos pelo machismo, pelo dono da fazenda queria uma virgem no dia da lua cheia. E essas mulheres foram se habituando, como se fosse cultura. Não é cultura, é mau hábito. E a gente tem que combater tudo isso.”

“Eu acho que o componente fundamental da vida é a leveza, sabe. E ter Dona Onete, começando uma carreira com 70 anos. Então, em que outro lugar isso vai existir na vida? Clementina [de Jesus] explodiu aos 60, mas já ralava desde o 16. Dona Onete resolve cantar aos 70 anos, explode para o mundo com 75. Nós somos um povo diferente. Você vê a Dira [Paes, atriz paraense], Dira continua com 16 anos! [risadas]. Uma mulher fabulosa. E aí vem todos, né? Vem Gabi [Amarantos], vem Joelma, que é um fenômeno. Vem Aíla, Almirzinho [Gabriel], Trio Manari, Nilson Chaves. Tem muita coisa. Nós temos uma coisa transversal, de muitas coisas que vieram para cá”.

O mercado musical

“A internet democratizou a chegada ao público, mas tem as rádios feitas em São Paulo que massificam os sucessos. Ou seja, o velho jabá nunca saiu de cena. Só que num lugar de um liquidificador, que o cara levava no final da semana, hoje são prêmios negociados para dar visibilidade e fazer sucessos reais, porque as pessoas gostam, porque elas só ouvem aquilo. Mas a internet abriu uma possibilidade muito interessante, que eu digo que é de inteligência. O jovem brasileiro hoje tem possibilidade de achar coisas que ele não tem acesso. Não só o jovem, todos.

“O que eu critico muito nas plataformas é que você não sabe quem é o arranjador, não sabe quem são os músicos, não sabe que estúdio foi feito. E acabaram com uma coisa chamada direito conexo. Para mim, essa é a pior possibilidade que aconteceu na música. Porque se você gravasse uma música e vendesse um milhão de cópias e eu gravasse a mesma música e vendesse 5 mil cópias, toda a equipe produtora, todo mundo que fez aquele sucesso, ganhava o equivalente percentual de um milhão de cópias ou de 5 mil cópias, pelo público que a atingiu. Então, o técnico do estúdio, o produtor, o assistente de estúdio, os músicos. E hoje você não sabe nem quem toca”.

Projetos

“Eu tenho agora um projeto na minha cabeça, que vou fazer, que é um projeto de samba-canção, que eu amo a geração de samba-canção. Já tenho trabalhado muito, mas ainda preciso de patrocínio. Mas vamos fazer. Quero cantar Dolores Duran, Nora Ney, tudo, tudo. Aquele livro, ‘A Noite do Meu Bem’, do Ruy [Castro], que é maravilhoso. Porque eu era criança, cantava aquilo. ‘Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire’ [autoparódia de Antonio Maria para ‘Ninguém me Ama’].

“Dia 25/11, agora, eu estreio em Porto Alegre um show chamado ‘A Filha do Brasil’, com temas de novela e grandes sucessos. Mais temas de novela, eu não nasci numa novela, nasci com o ‘O Filho da Bahia’ [tema da novela Gabriela, de 1975]. Nasci em uma novela e tenho mais de 60 temas de novela. Temas de novela que eu adoro, sou noveleira. A gente estreia agora, a gente faz [show em] São Paulo, dia 16 de dezembro, faz Rio dia 2 de fevereiro. Aí tem carnaval e a gente estrutura a turnê para o resto do ano que vem”.

“E sou samba-enredo da escola de samba da São Paulo, da Império da Casa Verde [Fafá é a homenageada, com o tema ‘Fafá, a cabloca mística em rituais da floresta’]. É lindo, lindo. Mas eu me perco toda. Espero que se fale muito de Belém, se faça muito. E fale das nossas lendas, como nós somos leves”.

*O repórter viajou ao MICBR a convite do Ministério da Cultura




Fonte: Agência Brasil