Após confraternização de trabalho, rapaz chega em casa, discute com esposa e acaba preso por violência doméstica, no Jardim Prudentino




Homem, de 24 anos, também foi indiciado por dano e injúria, na madrugada desta quarta-feira (25), em Presidente Prudente (SP). Após confraternização de trabalho, rapaz chega em casa, discute com esposa e acaba preso por violência doméstica, no Jardim Prudentino
Arquivo/g1
Um homem, de 24 anos, foi preso em flagrante na madrugada desta quarta-feira (25) por violência doméstica praticada contra a própria esposa, de 27 anos, no Jardim Prudentino, em Presidente Prudente (SP). Ele ainda foi indiciado por dano e injúria.
A vítima informou à Polícia Militar que o marido, com quem é casada há cerca de seis anos e tem um filho, chegou em casa bastante alterado, “aparentemente pela ingestão de bebida alcoólica”, enquanto ela arrumava o armário da cozinha, e jogou tudo o que estava sobre a mesa no chão.
Em seguida, ele teria quebrado a mesa e danificado os armários, além de investir contra a esposa com um tapa na boca e empurrões. Na sequência, ainda de acordo com a vítima, o marido saiu com sua motocicleta, momento em que ela acionou os policiais militares.
A mulher estava na porta da residência quando o rapaz chegou e se aproximou dela acelerando a moto. Ela, então, retirou a chave do contato e o veículo acabou caindo. Diante disso, o marido começou a xingá-la de “capeta, demônio e desgraça”, e a empurrou novamente, sendo revidado pela mulher.
Na sequência, o investigado puxou os cabelos da vítima e ela saiu correndo para a rua, no entanto, foi acertada por chutes. Os vizinhos, então, ficaram entre o casal para evitar que o rapaz machucasse a esposa, de acordo com a vítima.
Assim que chegou no local, a Polícia Militar constatou que o casal estava alterado e discutindo. O rapaz foi contido pelas pessoas, que queriam agredi-lo devido à violência que havia praticado contra a companheira.
O rapaz estava agressivo e, por isso, conforme o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, em Presidente Prudente, foi necessário o uso de força física para algemá-lo.
‘Muito rápido’
À Polícia Civil, o rapaz disse que estava em uma confraternização da empresa onde trabalha e acabou bebendo bastante. Quando chegou em casa, ele e a mulher começaram a discutir “por motivos que o rapaz não lembra”.
Ele alegou que tudo aconteceu “muito rápido” e, quando ele se deu conta da situação, “já estava dentro da viatura policial”. O investigado confessou que houve discussão, no entanto, nega ter agredido e xingado a esposa e danificado os móveis da casa.
Na delegacia, a esposa manifestou o desejo de que o marido seja responsabilizado criminalmente pelos atos praticados contra ela, no entanto, não solicitou medidas protetivas de urgência contra ele.
O delegado Lincoln de Souza Simonato representou pela prisão preventiva do suspeito, visto que “os comportamentos evidenciam o firme propósito em continuar a praticar crimes e causar perturbação à ordem pública”, além de que, “ante a situação familiar apresentada no momento, em liberdade, certamente o autuado colocará em risco a incolumidade física da ofendida”.

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Fonte: G1

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 60 milhões


Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2648 da Mega-Sena, sorteadas nesta terça-feira (24).

Os números sorteados foram 20 – 44 – 45 – 46 – 56 – 59.

Com isso, o prêmio da faixa principal para o próximo sorteio, na quinta-feira (26), está estimado em R$ 60 milhões.

A quina teve 38 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 90.552,96. Já a quadra registrou 2.775 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá um prêmio de R$ 1.771,43.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.




Fonte: Agência Brasil

Restrições impostas pela milícia no Rio vão de água a convívio social


“O transporte público sendo queimado é só a ponta de um problema gigantesco que a gente vive na zona oeste”, diz um morador* do Rio de Janeiro onde 35 ônibus e um trem foram queimados na segunda-feira (24) pela maior milícia do estado.  Ele conta que, no dia a dia, paga mais caro por itens como galões de água e botijão de gás, além de não poder escolher serviços de internet ou de TV a cabo, sendo obrigado a contratar aqueles que são controlados pelas milícias.   

“Até a água que a gente bebe é determinada, às vezes, pela milícia. Eu posso comprar no raio da minha casa por um valor. Se eu trabalho em outro bairro mais distante, e lá for mais barato, eu não posso levar para onde eu moro por risco de sofrer alguma violência. Eles impactam muito o ir e vir das pessoas. É muito complicado, complicado até de falar. É um silêncio que parece calma, mas é medo”, afirma.

Na segunda-feira, os veículos foram queimados em reação à morte de Matheus da Silva Rezende, o Faustão, ligado à milícia e que foi morto pela polícia. A reação do crime organizado é considerada pela Rio Ônibus o maior ataque à frota da cidade já realizado em um único dia. A ação, classificada de terrorista pelo governo do estado, chamou a atenção para as milícias, cujo domínio cresce no Rio de Janeiro.

Atualmente, cerca de 20% da área da região metropolitana do Rio de Janeiro é controlada por algum grupo armado, e as milícias dominam metade dessas áreas, conforme o Mapa dos Grupos Armados, lançado nesta terça-feira (24), em uma parceria do Instituto Fogo Cruzado com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF). Em 16 anos, as áreas dominadas pelas milícias cresceram 387%.

De forma geral, as milícias são grupos paramilitares formados tanto por servidores públicos da área de segurança quanto por civis da área de segurança. Segundo o professor José Claudio Sousa Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, as milícias desenvolvem-se a partir dos grupos de extermínio, que se formaram a partir dos anos 1990. As relações foram se tornando mais complexas e, de acordo com Alves, há acordos de milícias com facções do tráfico. Não se trata de uma única milícia, são grupos que inclusive rivalizam entre si. Por terem surgido de dentro do estado, são organizações que guardam proteção e influência tanto dentro das forças de segurança quanto na política.

Para Alves, os ataques aos veículos mostram a amplitude das áreas sob domínio de tais organizações, que “vêm crescendo e aprofundando a capacidade de atuação e estão sendo capazes de alterar o cenário muito rapidamente, de fazer alianças e continuar com estrutura de poder”. “O poder miliciano está muito mais amplo e muito mais penetrado na estrutura social e geográfica de todo esse eixo da Zona Oeste, de Santa Cruz, Recreio, Barra, passando todos esses territórios, manifestando o seu poder agora, poder muito mais consolidado”, acrescenta o professor.

Aumento da violência

A tensão nos territórios controlados por esses grupos prosseguiu nesta terça-feira. “Enquanto a gente está falando, a polícia está passando. É tensão que não cessa. Estão mandando o comércio fechar. Os comerciantes, além de pagar sobretaxa, sofrem violências, e esse tensionamento agora interfere na vida econômica das famílias. Quem tem comércio, quem vende um lanche, quem tem sorveteria, uma coisa pequena, está fechado neste momento. Bem cruel a nossa vida nesse cenário”, diz o morador da zona oeste.

A apreensão permanece no dia a dia, quando as pessoas precisam pagar uma taxa mensal para que seja feita a segurança local. “As pessoas das casas pagam taxa mensal de segurança, que a gente não sabe que segurança que é, na verdade. É o inverso disso. Pagam uma taxa para não sofrer uma violência de quem lhes cobra.”

Dados do Instituto Fogo Cruzado mostram que o número de mortos a tiros na zona oeste mais do que dobrou, registrando aumento de 127% de 2022 para 2023. De janeiro a outubro deste ano, foram 248 mortes, contra 109 no mesmo período de 2022. O número de tiroteios aumentou 55%: foram 475 de janeiro a outubro de 2022, e 737 de janeiro a outubro de 2023.

De acordo com o instituto, as chacinas também dispararam. Foram quatro chacinas entre janeiro e outubro de 2022, que deixaram 12 mortos. No mesmo período deste ano, foram oito casos, com 50 mortos. Enquanto, em 2022, houve uma chacina policial, com três mortos, em 2023, foram oito chacinas policiais, com 28 mortos.

Segundo o coordenador do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro, Carlos Nhanga, a relação entre a milícia e o Estado é o que mais dificulta o combate a esses grupos. “O fato dela estar intrinsecamente ligada ao Estado hoje é o maior problema do enfrentamento às milícias e ao crime organizado como um todo. Você tem agentes com informações privilegiadas do poder público cedendo essas informações para o crime organizado. É muito difícil imaginar que haja um combate de fato efetivo para frear a atuação da milícia”, diz Nhanga.

Combate às milícias

Após os ataques, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou que toda a força policial do estado esteja nas ruas, com o uso de viaturas, carros blindados, helicópteros e drones. Após os incêndios criminosos de segunda-feira, 12 pessoas foram detidas. Segundo Castro, seis foram liberadas por ausência de “indício de autoria e materialidade”.

De acordo com a polícia, o homem morto, que desencadeou os ataques, conhecido como Faustão, era o número 2 na hierarquia da milícia em Santa Cruz e Campo Grande, na zona este. O líder Zinho (Luis Antônio da Silva Braga), líder da mesma organização, Tandera (chefe de outra milícia) e Abelha (líder do Comando Vermelho) são procurados pela polícia, informou o governador.

Tanto Alves quanto Nhanga defendem ações estruturais para enfrentar o crime organizado.

A busca por líderes de determinadas organizações não vai, sozinha, solucionar a questão, afirma Nhanga. “Ano após ano, tanto o Estado quanto a imprensa elegem ali o bandido mais procurado e mais perigoso do Rio de Janeiro e, como consequência disso, temos várias operações, tiroteios, mortes, impactos nos serviços públicos durante essa caça a um título que se renova anualmente”, diz. “São diferentes nomes, mas sempre com o estado operando como mesmo método, individualizar, personificar toda uma estrutura criminosa numa mesma pessoa para dar uma sensação de combate ao crime organizado.”

Segundo o coordenador do Instituto Fogo Cruzado, dados como os levantados pela instituição podem ser úteis para desenhar políticas públicas voltadas para as áreas de maior crescimento do crime organizado e para traçar tendências que podem ajudar o estado.

O professor Alves diz que, para haver uma solução, primeiro, seria necessário reconfigurar a estrutura da segurança pública, indo além do conflito bélico, que, segundo ele, tem sido a política pública praticada. “Tem que mudar a raiz dos confrontos, tem que dialogar com a população de cada região. As pessoas têm que se transformar, elas próprias, em autoras de políticas públicas que vão ajudar a resolver seus problemas. Não podem ser meramente massa de manobra eleitoral. É preciso mudar a forma de lidar com a população, transformá-la em uma população ativa.”

Alves defende ainda políticas voltadas para a cultura, para atividades que deem perspectiva de vida e de renda aos jovens, especialmente nas regiões mais pobres. Isso fará com que eles sejam menos cooptados pelo crime organizado. “Se não caminha nessas direções, não vai resolver esse problema nunca. Pode matar quantos você quiser dizendo que está resolvendo o problema. Isso é uma balela, é uma mentira. Você está é empurrando o problema, ampliando o problema”, diz o professor.

*O morador da zona oeste entrevistado pela Agência Brasil não foi identificado por questão de segurança




Fonte: Agência Brasil

Ataques são a ponta de um problema gigantesco, afirma morador do Rio


“O transporte público sendo queimado é só a ponta de um problema gigantesco que a gente vive na zona oeste”, diz um morador* desta região do Rio de Janeiro onde 35 ônibus e um trem foram queimados na segunda-feira (24) pela maior milícia do estado.  Ele conta que, no dia a dia, paga mais caro por itens como galões de água e botijão de gás, além de não poder escolher serviços de internet ou de TV a cabo, sendo obrigado a contratar aqueles que são controlados pelas milícias.   

“Até a água que a gente bebe é determinada, às vezes, pela milícia. Eu posso comprar no raio da minha casa por um valor. Se eu trabalho em outro bairro mais distante, e lá for mais barato, eu não posso levar para onde eu moro por risco de sofrer alguma violência. Eles impactam muito o ir e vir das pessoas. É muito complicado, complicado até de falar. É um silêncio que parece calma, mas é medo”, afirma.

Na segunda-feira, os veículos foram queimados em reação à morte de Matheus da Silva Rezende, o Faustão, ligado à milícia e que foi morto pela polícia. A reação do crime organizado é considerada pela Rio Ônibus o maior ataque à frota da cidade já realizado em um único dia. A ação, classificada de terrorista pelo governo do estado, chamou a atenção para as milícias, cujo domínio cresce no Rio de Janeiro.

Atualmente, cerca de 20% da área da região metropolitana do Rio de Janeiro é controlada por algum grupo armado, e as milícias dominam metade dessas áreas, conforme o Mapa dos Grupos Armados, lançado nesta terça-feira (13), em uma parceria do Instituto Fogo Cruzado com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF). Em 16 anos, as áreas dominadas pelas milícias cresceram 387%.

De forma geral, as milícias são grupos paramilitares formados tanto por servidores públicos da área de segurança quanto por civis da área de segurança. Segundo o professor José Claudio Sousa Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, as milícias desenvolvem-se a partir dos grupos de extermínio, que se formaram a partir dos anos 1990. As relações foram se tornando mais complexas e, de acordo com Alves, há acordos de milícias inclusive com facções do tráfico. Não se trata de uma única milícia, são grupos que inclusive rivalizam entre si. Por terem surgido de dentro do estado, são organizações que guardam proteção e influência tanto dentro das forças de segurança quanto na política.

Para Alves, os ataques aos veículos mostram a amplitude das áreas sob domínio de tais organizações, que “vêm crescendo e aprofundando a capacidade de atuação e estão sendo capazes de alterar o cenário muito rapidamente, de fazer alianças e continuar com estrutura de poder”. “O poder miliciano está muito mais amplo e muito mais penetrado na estrutura social e geográfica de todo esse eixo da Zona Oeste, de Santa Cruz, Recreio, Barra, passando todos esses territórios, manifestando o seu poder agora, poder muito mais consolidado”, acrescenta o professor.

Aumento da violência

A tensão nos territórios controlados por esses grupos prosseguiu nesta terça-feira. “Enquanto a gente está falando, a polícia está passando. É tensão que não cessa. Estão mandando o comércio fechar. Os comerciantes, além de pagar sobretaxa, sofrem violências, e esse tensionamento agora interfere na vida econômica das famílias. Quem tem comércio, quem vende um lanche, quem tem sorveteria, uma coisa pequena, está fechado neste momento. Bem cruel a nossa vida nesse cenário”, diz o morador da zona oeste.

A apreensão permanece no dia a dia, quando as pessoas precisam pagar uma taxa mensal para que seja feita a segurança local. “As pessoas das casas pagam taxa mensal de segurança, que a gente não sabe que segurança que é, na verdade. É o inverso disso. Pagam uma taxa para não sofrer uma violência de quem lhes cobra.”

Dados do Instituto Fogo Cruzado mostram que o número de mortos a tiros na zona oeste mais do que dobrou, registrando aumento de 127% de 2022 para 2023. De janeiro a outubro deste ano, foram 248 mortes, contra 109 no mesmo período de 2022. O número de tiroteios aumentou 55%: foram 475 de janeiro a outubro de 2022, e 737 de janeiro a outubro de 2023.

De acordo com o instituto, as chacinas também dispararam. Foram quatro chacinas entre janeiro e outubro de 2022, que deixaram 12 mortos. No mesmo período deste ano, foram oito casos, com 50 mortos. Enquanto, em 2022, houve uma chacina policial, com três mortos, em 2023, foram oito chacinas policiais, com 28 mortos.

Segundo o coordenador do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro, Carlos Nhanga, a relação entre a milícia e o Estado é o que mais dificulta o combate a esses grupos. “O fato dela estar intrinsecamente ligada ao Estado hoje é o maior problema do enfrentamento às milícias e ao crime organizado como um todo. Você tem agentes com informações privilegiadas do poder público cedendo essas informações para o crime organizado. É muito difícil imaginar que haja um combate de fato efetivo para frear a atuação da milícia”, diz Nhanga.

Combate às milícias

Após os ataques, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou que toda a força policial do estado esteja nas ruas, com o uso de viaturas, carros blindados, helicópteros e drones. Após os incêndios criminosos de segunda-feira, 12 pessoas foram detidas. Segundo Castro, seis foram liberadas por ausência de “indício de autoria e materialidade”.

De acordo com a polícia, o homem morto, que desencadeou os ataques, conhecido como Faustão, era o número 2 na hierarquia da milícia em Santa Cruz e Campo Grande, na zona este. O líder Zinho (Luis Antônio da Silva Braga), líder da mesma organização, Tandera (chefe de outra milícia) e Abelha (líder do Comando Vermelho) são procurados pela polícia, informou o governador.

Tanto Alves quanto Nhanga defendem ações estruturais para enfrentar o crime organizado.

A busca por líderes de determinadas organizações não vai, sozinha, solucionar a questão, afirma Nhanga. “Ano após ano, tanto o Estado quanto a imprensa elegem ali o bandido mais procurado e mais perigoso do Rio de Janeiro e, como consequência disso, temos várias operações, tiroteios, mortes, impactos nos serviços públicos durante essa caça a um título que se renova anualmente”, diz. “São diferentes nomes, mas sempre com o estado operando como mesmo método, individualizar, personificar toda uma estrutura criminosa numa mesma pessoa para dar uma sensação de combate ao crime organizado.”

Segundo o coordenador do Instituto Fogo Cruzado, dados como os levantados pela instituição podem ser úteis para desenhar políticas públicas voltadas para as áreas de maior crescimento do crime organizado e para traçar tendências que podem ajudar o estado.

O professor Alves diz que, para haver uma solução, primeiro, seria necessário reconfigurar a estrutura da segurança pública, indo além do conflito bélico, que, segundo ele, tem sido a política pública praticada. “Tem que mudar a raiz dos confrontos, tem que dialogar com a população de cada região. As pessoas têm que se transformar, elas próprias, em autoras de políticas públicas que vão ajudar a resolver seus problemas. Não podem ser meramente massa de manobra eleitoral. É preciso mudar a forma de lidar com a população, transformá-la em uma população ativa.”

Alves defende ainda políticas voltadas para a cultura, para atividades que deem perspectiva de vida e de renda aos jovens, especialmente nas regiões mais pobres. Isso fará com que eles sejam menos cooptados pelo crime organizado. “Se não caminha nessas direções, não vai resolver esse problema nunca. Pode matar quantos você quiser dizendo que está resolvendo o problema. Isso é uma balela, é uma mentira. Você está é empurrando o problema, ampliando o problema”, diz o professor.

*O morador da zona oeste entrevistado pela Agência Brasil não foi identificado por questão de segurança




Fonte: Agência Brasil

Máquinas caça-níqueis e do jogo do bicho são apreendidas em bar no bairro Village, em Dracena | Presidente Prudente e Região


As investigações levaram os policiais civis a um bar localizado no prolongamento da Avenida Presidente Roosevelt, no bairro Village, onde realizaram a apreensão de quatro máquinas eletrônicas conhecidas popularmente como caça-níqueis. No local, também foram encontrados materiais relacionados ao jogo do bicho e máquinas para fazer apostas.




Fonte: G1

Com conteúdo plural, informativo e educativo, EBC completa 16 anos


Empresa Brasil de Comunicação (EBC) completa 16 anos nesta terça-feira (24). Criada em 2007, a empresa tem como missão prestar serviços e contribuir com o debate público para promoção da construção da cidadania, por meio de uma programação educativa, artística, cultural, informativa, científica e plural.  

Cidadão em primeiro lugar

“Depois de me aposentar resolvi trabalhar como motoboy. Como fui acidentado, não sei se vou retornar, se vou ser despedido ou se tenho algum direito a receber. Vou ficar três meses afastado. Qual meu direito nesse caso de acidente? Gostaria de receber mais matérias dessas”.

Esse é um trecho da carta de Joaquim Barbosa Vieira, de Americana (SP), enviada à Agência Brasil, em julho deste ano. Ele leu uma reportagem da agência sobre direitos de empregados temporários e entrou em contato com a redação para saber mais do assunto. Por meio da ouvidoria, a Agência Brasil ajudou Joaquim a conseguir mais informações sobre o caso dele.

O conteúdo da Agência Brasil, da Rádio Nacional e da TV Brasil pode ajudar cidadãos, de norte a sul do país, a conhecerem seus direitos e deveres, buscar solução para um problema ou ter acesso à educação, arte e cultura.

Programação infantil de qualidade

Uma das conquistas da EBC nesses anos é a oferta de programação cultural e de entretenimento de qualidade ao pública infantil.

“Gostaria de destacar a importância de termos uma rede de comunicação pública sem finalidade comercial, que há 16 anos promove uma extensa programação infantil com produção nacional de qualidade, reconhecida internacionalmente e sem expor a criança a estímulos comerciais e mercadológicos que normalmente são oriundos da publicidade”, diz o gerente de Relações Governamentais do Grupo Alana, Renato Godoy.

O gerente ressalta que, diante das desigualdades sociais do país, a EBC é a única fonte de conteúdo cultural para muitas crianças brasileiras. “Nesses 16 anos, o Brasil e o mundo passaram pela transformação midiática mais abrupta de toda a história, com a popularização do acesso às novas tecnologias de informação e de comunicação baseadas na criação da internet e no universo do entretenimento infantil. Os dados mostram que as desigualdades sociais não só são refletidas no universo digital, como são acentuadas. Isso faz com que o papel da EBC seja ainda mais relevante, já que sem ela muitas crianças não teriam acesso a qualquer tipo de conteúdo cultural e de entretenimento”, destaca.

Projetos e desafios

No cumprimento de sua missão, a EBC anunciou neste ano a separação da comunicação pública da governamental, com o lançamento do Canal Gov e da Agência Gov.

As marcas institucionais foram reformuladas e a TV Brasil e as rádios Nacional e MEC estrearam novas programações.

Foram assinados seis acordos com emissoras internacionais, além da ampliação de convênios com universidades federais. Em 2024, há expectativa da retomada do canal internacional, que levará notícias do Brasil aos brasileiros que vivem no exterior.

Mais que um sistema de comunicação, a EBC cumpre a missão institucional de complementar os serviços privado e estatal. Os veículos atuam no desafio de possibilitar à população brasileira exercer o direito à comunicação.

“Desde a criação da EBC, seus funcionários têm cumprido a missão que a empresa precisa desenvolver. Só que ainda hoje falta a estrutura para que as ações sejam realizadas a contento e alcancem todo o território nacional e os brasileiros que estão fora do Brasil. Há também a necessidade de estimular uma maior participação da sociedade na gestão da empresa e é essencial que a EBC também participe de atividade de educação midiática, preparando os usuários dos serviços para uma relação ainda mais ativa”, destaca o coordenador do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB),  Fernando Oliveira Paulino.




Fonte: Agência Brasil

Metrô de São Paulo demite 5 funcionários por paralisação no feriado


O Metrô de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (24), a demissão de cinco operadores de trem da companhia por causa da paralisação de trabalhadores ocorrida no feriado de 12 de outubro, na capital paulista. A companhia informou que não descarta novas punições.

Além das demissões, um funcionário foi suspenso por 29 dias. Além disso, três funcionários que têm estabilidade sindical foram suspensos sem remuneração até que sejam submetidos a inquérito no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que vai apurar se houve falta grave e se eles poderiam ser demitidos.

Em nota, o Metrô informou que promoveu as demissões “em função de faltas graves durante a paralisação surpresa”. A companhia alega que a paralisação foi feita de surpresa, sem aviso prévio, “privando a população de serviço essencial”. O Metrô diz que sua decisão é baseada em provas compostas por imagens, áudios e relatórios que indicariam “conduta irregular dos nove profissionais”.

Segundo o Metrô, a paralisação no dia 12 de outubro prejudicou os serviços em 49 estações, com interrupção total nas linhas 1-Azul, 3-Vermelha e 15-Prata e operação com velocidade reduzida na Linha 2-Verde. Em nota à imprensa, o Sindicato dos Metroviários disse, na ocasião, que a paralisação do dia 12 ocorreu por advertências que foram aplicadas em retaliação à greve do dia 3 de outubro.

“Os nove empregados punidos alegaram protestar contra advertências recebidas por outros três empregados da Linha 2-Verde. É importante destacar que tais advertências não implicavam em demissão ou redução de salários”, diz nota do Metrô.

O Sindicato dos Metroviários considerou as demissões injustas e uma retaliação às ações dos trabalhadores e, como resposta, convocou nova assembleia da categoria para esta quarta-feira (25), às 18h30.

“Após nenhuma devolutiva da negociação sobre as advertências dos operadores de trem, fomos surpreendidos por oito demissões e uma suspensão de trabalhadores do Metrô, entre eles, diretores do sindicato, inclusive o vice-presidente da entidade”, diz a nota do sindicato. “Entendemos que essa atitude intempestiva, arbitrária e antissindical é uma tentativa de enfraquecer uma categoria que está na linha de frente da luta contra o projeto do governador de privatizar todos os serviços públicos”, acrescenta o texto.




Fonte: Agência Brasil

Postos de saúde na zona oeste do Rio são fechados um dia após ataques


Um dia após os ataques a ônibus na zona oeste do Rio de Janeiro, 12 postos de saúde foram fechados e 16 suspenderam as visitas domiciliares. Segundo informou a prefeitura nesta terça-feira (24), são unidades de atenção primária que ficam em locais onde barricadas foram colocadas nas ruas. O município afirma ainda que profissionais sofreram ameaças.

As unidades fechadas estão localizadas no bairro de Santa Cruz. “A estimativa é de que 7 mil pacientes ficaram sem atendimento nesta manhã. As forças de segurança foram acionadas, pedindo apoio para garantir a segurança nas unidades de saúde”, registra a nota divulgada pela prefeitura.

Os ataques registrados nesta segunda-feira (23) na zona oeste do Rio de Janeiro aconteceram após a morte de um miliciano durante uma operação policial. Criminosos colocaram fogo em 35 ônibus e um trem. Com os veículos incendiados, diversas vias ficaram bloqueadas. Em resposta, algumas linhas do BRT operadas pela empresa pública Mobi-Rio foram paralisadas por questões de segurança. A concessionária Supervia também fechou algumas estações de trem.

Rio de Janeiro (RJ), 24/10/2023 – Carcaça de ônibus incendiado na Avenida Brasil, em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Carcaça de ônibus incendiado na Avenida Brasil, em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense – Tomaz Silva/Agência Brasil

Os episódios criaram um cenário de caos na zona oeste: moradores e trabalhadores tinham dificuldade de se deslocar diante da falta de transporte público e de congestionamentos e lojistas fecharam as portas. Os reflexos foram sentidos em vários bairros como Guaratiba, Paciência, Cosmos, Santa Cruz, Inhoaíba e Campo Grande.

Nesta terça-feira, mais de 30 escolas suspenderam as atividades presenciais. Com medo de novos ataques, comerciantes voltaram a fechar as portas mais cedo. No calçadão de Campo Grande, badalado centro comercial, o movimento estava bem abaixo do normal e várias lojas funcionaram em horário reduzido.

Após os ataques, o governador do estado, Cláudio Castro, admitiu que as forças de segurança foram pegas de surpresa e anunciou um plano de contingência com o objetivo de garantir a segurança na zona oeste. Desde então, 14 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nos incêndios, mas seis foram liberadas por falta de provas.




Fonte: Agência Brasil

Operação policial apreende pinos de cocaína escondidos dentro de chuveiro de residência em Ribeirão dos Índios




Suspeito investigado, de 27 anos, não estava na casa, mas responderá por tráfico de droga. Pinos de cocaína estavam escondidos dentro de chuveiro em Ribeirão dos Índios (SP)
Polícia Civil
Uma operação realizada pela Polícia Civil apreendeu 15 pinos de cocaína que estavam escondidos dentro do chuveiro no banheiro da casa de um homem, de 27 anos, em Ribeirão dos Índios (SP), nesta terça-feira (24).
O suspeito investigado não foi encontrado na ocasião, mas, segundo a polícia, responderá pelo crime de tráfico de droga.
Durante o cumprimento de mandados judiciais de buscas domiciliares, os policiais civis ainda apreenderam, em outra residência, apenas o telefone celular do investigado, um homem, de 41 anos, para a continuidade das investigações.
Os objetos recolhidos foram encaminhados à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), em Presidente Venceslau (SP).
Pinos de cocaína estavam escondidos dentro de chuveiro em Ribeirão dos Índios (SP)
Polícia Civil
Pinos de cocaína estavam escondidos dentro de chuveiro em Ribeirão dos Índios (SP)
Polícia Civil

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Fonte: G1

Incêndios atingem diversos pontos com vegetação, nesta terça-feira, em Presidente Prudente




Houve casos em que a fumaça comprometeu a visão de motoristas que passavam pelo local. Apesar dos registros, ninguém ficou ferido. Fogo atingiu área com mato na Avenida Comendador Hiroshi Yoshio, no Jardim Caiçara, na tarde desta terça-feira (24)
Bárbara Munhoz/g1
Incêndios em diversos pontos de Presidente Prudente (SP) foram registrados nesta desta terça-feira (24).
O Corpo de Bombeiros registrou, durante a tarde, uma ocorrência de fogo em mato na Avenida Comendador Hiroshi Yoshio, no Jardim Caiçara, próximo ao Parque do Povo. A fumaça comprometeu a visão de motoristas que passavam pelo trecho.
O mesmo fato foi verificado na Vila São Jorge, na altura do cruzamento entre as avenidas Tancredo Neves e Brasil, também à tarde.
Incêndio também atingiu área na Vila São Jorge, em Presidente Prudente (SP)
Renato Campanari/TV Fronteira
Já pela manhã, o Residencial São Paulo também foi atingido por chamas em uma área de mato. Elas foram controladas pelos bombeiros.
De acordo com moradores, os incêndios no local são recorrentes e trata-se de uma mesma área incendiada no último domingo (22).
Em todos os casos, não há registro de pessoas feridas.
Chamas consumiram vegetação no Residencial São Paulo, em Presidente Prudente (SP), nesta manhã
Cedida/Jussara Vinha

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Fonte: G1