Polícia Civil prende mulher suspeita de envolvimento no assassinato do ex-namorado no Ana Jacinta, em Presidente Prudente




Jovem, de 23 anos, convidou a vítima para um encontro, na quadra de esportes do bairro, onde o rapaz, de 31 anos, levou três tiros e foi executado, no dia 16 de setembro. Deic de Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (24) uma mulher, de 23 anos, suspeita de envolvimento no assassinato de seu próprio ex-namorado, um rapaz, de 31 anos, que foi executado a tiros no dia 16 de setembro, ao lado da quadra de esportes do Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP).
Ela foi detida no mesmo bairro, em cumprimento a um mandado judicial de prisão temporária por 30 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, e será encaminhada à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP), após a audiência de custódia.
O jovem, de 21 anos, que é o suspeito de ter disparado os três tiros que mataram a vítima, não foi encontrado pelos policiais e está foragido, já que possui contra si um mandado de prisão temporária também por 30 dias e com possibilidade prorrogação.
Dívida de droga
O delegado Claudinei Alves, responsável pelas investigações sobre o caso, explicou ao g1 que os dois rapazes tinham uma divergência motivada por uma dívida relacionada ao tráfico de droga. Ou seja, segundo a polícia, o autor dos disparos seria o “cliente” e teria uma dívida acumulada com a vítima, de quem teria comprado droga.
No dia 7 de setembro, o vendedor teria agredido o “cliente” durante a cobrança da dívida pela droga. Na mesma data, ainda de acordo com Alves, o casal teria brigado e terminado o namoro.
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Homem, de 31 anos, é morto a tiros no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente
Depois disso, o rapaz agredido teria procurado a ex-namorada do suposto vendedor de droga, para que ela marcasse um encontro com a vítima na quadra de esportes do Conjunto Habitacional Ana Jacinta. Segundo a polícia, ela aceitou fazer parte do plano, já sabendo que o ex-namorado seria assassinado, e o convidou para o encontro.
A moça e o suspeito de executar a vítima também moram no bairro e têm laço de amizade desde a infância, conforme as investigações identificaram.
Na madrugada do dia 16 de setembro, o homem, de 31 anos, levou três tiros e morreu nas proximidades da quadra de esportes do Ana Jacinta, localizada junto à Avenida José Tacaci.
Outro rapaz, de 19 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas
Polícia Civil
Prisão em flagrante
Nesta terça-feira (24), os policiais civis da 8ª Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) cumpriram, além da prisão temporária da ex-namorada da vítima, outros três mandados de busca e apreensão no Conjunto Habitacional Ana Jacinta.
Na casa do suspeito de disparar os tiros que mataram a vítima, os policiais apreenderam celulares, dinheiro, balança de precisão, materiais comumente utilizados na embalagem de drogas, maconha e crack, razão pela qual prenderam em flagrante por tráfico de entorpecentes um outro rapaz, de 19 anos, que estava no local.
O suspeito propriamente do homicídio, que já tem contra si um mandado de prisão temporária, não foi localizado e já é considerado foragido da Justiça.

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Fonte: G1

Abin exonera secretário investigado em operação da Polícia Federal


A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) publicou nesta terça-feira (24) a exoneração do secretário de Planejamento e Gestão,  um dos investigados pela Polícia Federal (PF) na Operação Última Milha.

O órgão também exonerou dois diretores que não tiveram os nomes divulgados em função da proteção exigida por lei a agentes de inteligência.

O ex-secretário da Abin já estava afastado do cargo desde sexta (20), quando a operação foi deflagrada, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação.

A PF investiga o uso indevido, por parte de servidores da Abin, de um sistema de geolocalização de dispositivos móveis, sem a devida autorização judicial.

De acordo com a PF, o sistema de geolocalização utilizado pela Abin é um “software intrusivo na infraestrutura crítica de telefonia brasileira. A rede de telefonia teria sido invadida reiteradas vezes, com a utilização do serviço adquirido com recursos públicos.”




Fonte: Agência Brasil

Famílias ocupam prédio da União em Brasília pedindo reforma urbana


Cerca de 80 famílias do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) ocuparam na madrugada desta terça-feira (24) um prédio da União, onde antes funcionava a Polícia Rodoviária Federal, em Brasília. O patrimônio estava desocupado desde 2012, quando o órgão foi transferido para o setor policial. As famílias pedem que o imóvel seja destinado a moradias populares para reforma urbana.

Segundo um dos dirigentes do movimento, Cristiano Schumacher, a ocupação é parte da Jornada Nacional de Luta pela Moradia, que envolve uma pauta de reivindicações para combater o déficit habitacional, como a ampliação do Programa Minha Casa Minha Vida para pessoas de baixa renda, destinação de imóveis desocupados da União, de estados e de municípios para moradias populares e a criação de grupos de trabalho que proponham políticas públicas para a solução do problema habitacional no país. “Precisamos positivar o direito constitucional à moradia e combater o déficit habitacional”, reforça.

Brasília (DF) 24/10/2023 – Integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), pcupa prédio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na 506 norte
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia ocupam prédio da PRF  – José Cruz/Agência Brasil

Cristiano Schumacher diz que a ocupação em Brasília é um recorte do que vem sendo apontado pelas últimas pesquisas que indicam que o problema afeta principalmente famílias lideradas por mulheres. “São trabalhadoras do setor de limpeza e do comércio, com baixa renda e que enfrentam praticamente mais uma jornada de transporte para chegarem ao trabalho, moram de favor ou alugam moradias precárias muito longe de onde trabalham”, explica.

As informações apontadas pelo movimento integram um levantamento realizado pela Fundação João Pinheiro que apontou estimativas sobre o déficit habitacional no Brasil, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) de 2016 a 2019.

De acordo com o estudo, em 2019, a falta de moradias ultrapassou 5,8 milhões de domicílios, nos quais as famílias vivem em habitações precárias, coabitação ou têm ônus excessivo com aluguel. Os casos em que as mulheres são a pessoa de referência na família ultrapassam 3,5 milhões, o que representa 60% do total de domicílios que apresentaram essas condições.

De acordo com o dirigente, a ocupação, nomeada Leidiane, em homenagem a uma integrante do movimento que faleceu, quer chamar a atenção da Secretaria do Patrimônio da União para o abandono de imóveis que o Estado não faz mais uso e que estão em condições precárias, deteriorados, são locais usados para consumo de drogas ou que facilitam alguns tipos de crime e muitas vezes enfrentam infestações de ratos ou outras pragas. “são milhares de imóveis sem funcionalidade, mas, até agora o governo federal só destinou 50 deles para habitação. Queremos discutir a revitalização desses espaços para moradia digna também com estados e municípios”, explica Cristiano Schumacher.

A Agência Brasil procurou a Secretaria de Patrimônio da União, ligada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, e aguarda posicionamento da pastas sobre o tema.

Homenagem

A dirigente que dá nome à ocupação em Brasília é Leidiane Ribeiro, que desde os 12 anos de idade viveu em acampamentos lutando por moradia. Aos 18 anos passou a coordenar o MNLN no Distrito Federal e tornou-se referência nacional da luta por reforma urbana e moradia digna.

Leidiane faleceu em 2022, após muitos anos de tratamento contra o lúpus, uma doença autoimune que não tem cura. “Seu legado permanece presente em nosso cotidiano e em nossas ações por dias melhores”, informou o movimento, por meio de nota.




Fonte: Agência Brasil

Governo seguirá reforçando efetivo federal no Rio, diz ministro


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, garantiu que o governo federal vai seguir reforçando o efetivo das forças federais no Rio de Janeiro. A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (24), um dia após criminosos imporem o terror na capital fluminense, incendiando 35 ônibus e ao menos um trem em reação à operação policial que resultou na morte de Matheus da Silva Rezende, o Faustão, apontado como um dos líderes de milicianos que atuam na zona oeste da cidade.

“Nas últimas semanas, reforçamos com mais policiais os contingentes [das forças de segurança pública] nas faixas de atuação específicas federais”, lembrou o ministro, referindo-se às rodovias federais que cortam o estado, portos e aeroportos. “Diante destes fatos novos, esse processo vai se intensificar”, prometeu o ministro.

De acordo com Dino, antes mesmo da ação criminosa desta terça-feira, o governo federal já tinha mobilizado 550 agentes federais para atuar em áreas sob a responsabilidade federal, sendo 300 da Força Nacional e 250 da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, de acordo com o ministro, o setor de inteligência e investigação da Polícia Federal (PF) também ganhou reforços e um grupo de 20 policiais civis de diferentes unidades federativas está atuando sob a coordenação do ministério, em investigações que envolvem suspeitos que atuam em outros estados brasileiros.

“Vamos ampliar todos esses efetivos”, garantiu o ministro, voltando a mencionar a possibilidade do emprego das Forças Armadas no estado. Mais cedo, o próprio presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os militares atuarão de forma auxiliar na segurança do Rio de Janeiro.

“Não queremos pirotecnia. Não queremos fazer uma intervenção no Rio de Janeiro como já foi feito e que não resultou em nada. Não queremos tirar a autoridade do governador, tirar a autoridade do prefeito. O que queremos é compartilhar com eles, trabalhar junto com eles uma saída”, disse Lula durante o programa semanal Conversa com o Presidente, transmitido pelo Canal Gov.

Quanto ao incremento das forças federais, Dino frisou que o secretário-executivo do ministério, Ricardo Cappelli; o secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, e o comandante da Força Nacional, o coronel da Polícia Militar (PM) de São Paulo Fernando Alencar Medeiros, estão no Rio de Janeiro , onde se reunirão com membros da PF, da PRF, da Força Nacional, do governo estadual e da prefeitura a fim de “redimensionar o reforço”.

Esta manhã, o governador Cláudio Castro voltou a pedir ajuda federal, alegando que a ação do crime organizado já não é mais um problema só do Rio de Janeiro.

“Está muito claro que esse não é mais um problema do Rio de Janeiro. Esse é um problema do Brasil. Não são mais organizações criminosas pontuais que estão aqui, estão ali. Não. Hoje são verdadeiras máfias alastradas pelo Brasil inteiro: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte… A gente está vendo isso se alastrar a cada dia”, afirmou Castro.




Fonte: Agência Brasil

Exército libera militares aquartelados após furto de metralhadoras


O Comando Militar do Sudeste anunciou hoje (24) que não há mais nenhum militar aquartelado ou em situação de sobreaviso no Arsenal de Guerra, em Barueri (SP), em razão das investigações sobre o furto de metralhadoras. Em nota, o Comando informou que, neste momento, todos os militares que trabalham no local estão cumprindo o expediente normalmente.

Os militares suspeitos de participação no furto das armas do Exército estão sendo investigados por furto, peculato, receptação e desaparecimento, consunção ou extravio, crimes previstos no Código Penal Militar. Além da investigação, militares que tenham sido omissos ou negligentes no caso podem ser punidos na esfera disciplinar com advertência, impedimento disciplinar, repreensão, detenção disciplinar e prisão disciplinar de até 30 dias.

O comando não informou quantos policiais estão sendo investigados e quantos já receberam alguma punição disciplinar.

A ausência do armamento, que estava no Arsenal de Guerra em Barueri, foi notada no dia 10 de outubro durante inspeção. Foram notadas a ausência de 21 metralhadoras, sendo 13 de calibre .50 – capazes de derrubar aeronaves – e oito de calibre 7,62.

A notícia fez com que o Comando Militar do Sudeste determinasse o aquartelamento de centenas de militares da unidade e a abertura de uma investigação para apurar os fatos.

Até o momento, das 21 metralhadoras que sumiram 17 já foram encontradas.

Na quinta-feira (19), a Polícia do Rio de Janeiro recuperou oito metralhadoras que estavam no bairro Gardênia Azul, situado na zona oeste da capital fluminense.

Na madrugada do último sábado (21), a Polícia Civil de São Paulo encontrou mais nove metralhadoras.




Fonte: Agência Brasil

Universidades fecham campus, suspendem aulas e abonam faltas no RJ


Os ataques ao transporte público na zona oeste do Rio de Janeiro promovidos na segunda-feira (23) por milicianos tiveram impacto no funcionamento das universidades públicas na região metropolitana do Rio de Janeiro nesta terça-feira (24).

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) suspendeu as aulas de seu campus Zona Oeste nesta terça-feira, “devido à situação de insegurança e precariedade no sistema de transportes públicos”.

Nas demais unidades e campi da Uerj, as atividades serão mantidas, com abono de eventuais faltas de estudantes, servidores e colaboradores atingidos pelos impactos dos conflitos.

A decisão de suspender aulas também foi tomada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). “Considerando que grande parte da comunidade acadêmica reside em região conflagrada, a Reitoria recomenda que os servidores e alunos não se exponham a riscos e evitem locomoção na cidade no dia de amanhã (24)”, divulgou a universidade na segunda-feira. “Desse modo, as atividades presenciais na Universidade estão suspensas nesta terça-feira, sem prejuízo da prestação dos serviços considerados essenciais”.

Já a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) decidiu adotar atividades remotas nesta terça-feira após os ataques realizados por milicianos contra o transporte público da capital fluminense. Os dois principais campi da universidade ficam em Seropédica e Nova Iguaçu, cidades da Baixada Fluminense que são vizinhas à zona oeste do Rio.

“Todas as atividades da Universidade que puderem ser executadas de forma remota deverão ser feitas desta forma, em caráter excepcional; As avaliações acadêmicas que estiverem marcadas para amanhã [terça-feira ]deverão ser reagendadas”, escreveu a Administração Central da Universidade em comunicado divulgado ontem.

Por conta dos alunos e profissionais afetados pelos ataques, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou que todas as faltas devem ser abonadas nesta terça-feira.

“Além disso, devem ser asseguradas segundas chamadas das avaliações discentes que ocorreram em 23/10 aos alunos residentes nessas áreas”, disse a universidade, que se comprometeu a elaborar um plano de contingência.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio de R$ 52 milhões


As seis dezenas do sorteio do concurso 2.648 da Mega-Sena serão sorteadas, nesta terça-feira (24), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais das Loterias Caixa no Facebook e canal da Caixa no YouTube.  O prêmio está acumulado e estimado em R$ 52 milhões.

Caso apenas um único apostador ganhe o prêmio da faixa principal e aplique o valor total na poupança, receberá R$ 327,7 mil de rendimento no primeiro mês.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

Timemania

Também acumulada, a Timemania sorteia nesta terça-feira o prêmio de R$ 20 milhões pelo concurso 2.006. A modalidade é um produto de prognóstico específico onde o apostador escolhe dez dezenas entre 80 e um Time do Coração entre 80 times.

São sorteadas sete dezenas e um Time do Coração. Ganham as apostas que acertarem de três a sete números ou o time do coração. A aposta custa R$ 3,50.




Fonte: Agência Brasil

Dramaturgo e advogado César Vieira morre, aos 92 anos, em São Paulo


O autor, diretor de teatro e advogado César Vieira (foto), um dos fundadores do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo, morreu nessa segunda-feira (23), aos 92 anos, em São Paulo. As informações são da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Nascido em Jundiaí (SP), em 1931, e batizado como Idibal Almeida Piveta, ele foi “pioneiro na utilização dos processos de criação coletiva, dedicando-se à dramaturgia popular e comprometida com o teatro de resistência”, destaca a ABI. 

O velório ocorre nesta terça-feira (23) até as 16h na sede do Teatro Popular União e Olho Vivo, no bairro Bom Retiro.

Vieira formou-se em Direito e Jornalismo. Ele participou de atividades teatrais desde meados dos anos 1960. Em 1969, um texto dele – O Evangelho Segundo Zebedeu – foi escolhido para iniciar as atividades do grupo União e Olho Vivo, sob a direção de Silnei Siqueira, junto ao Centro Acadêmico 11 de Agosto do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP).

Premiação

Com o texto O Evangelho Segundo Zebedeu, Vieira recebeu o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor autor nacional. Ele também recebeu o Prêmio Dramaturgia Funarte-MinC por Os Juãos e os Magalís – Uma Chegança de Marujos, de 1996, e Prêmios Mambembe e Flávio Rangel/MinC por Brasil Quinhentão!??, de 1998. Entre os livros publicados por ele, estão Em Busca de um Teatro Popular, João Cândido do Brasil: a Revolta da Chibata e Bumba, Meu Queixada.

A ABI informou que, como advogado, Vieira defendeu presos políticos durante a ditadura militar, tendo sido ele mesmo vítima da repressão do regime. O advogado foi preso e torturado no Departamento de Operações de Informação-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, então comandado pelo major Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Na rede social X (antigo Twitter), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do dramaturgo. “Juntando política e cultura, viveu de forma intensa e apaixonada. Soube com tristeza da partida de nosso companheiro. Meus sentimentos aos familiares e amigos de Idibal Pivetta”, escreveu.






Fonte: Agência Brasil

Crime organizado é problema de todo o Brasil, diz governador do Rio


O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse nesta terça-feira (24) que a presença do crime organizado não é mais um problema só do estado e pediu ajuda do governo federal para combater a entrada de drogas e armas no Rio.

“Está muito claro que esse não é mais um problema do Rio de Janeiro. Esse é um problema do Brasil. Não são mais organizações criminosas pontuais que estão aqui, estão ali. Não. Hoje são verdadeiras máfias alastradas pelo Brasil inteiro: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte… A gente está vendo isso se alastrar a cada dia”, afirmou.

“Investigações da própria Polícia Federal e nossas, da Polícia Civil, mostram que criminosos de pelo menos 12 estados estão no Rio de Janeiro”. As declarações de Castro foram feitas depois de ele se reunir com líderes da segurança estadual no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no centro da capital fluminense.

Rio de Janeiro (RJ) 24.10.2023 - Consequências da onda da violência na zona oeste do Rio: dezenas de ônibus queimados. Imagens: Rio Ônibus

Carcaça de ônibus incendiado na segunda-feira – Rio Ônibus

As autoridades coordenam ações depois que a maior milícia do estado incendiou 35 ônibus e um trem na tarde e noite de segunda-feira (23). A ação criminosa foi uma represália à operação da polícia que matou Matheus da Silva Rezende, o Faustão, apontado como o número dois na hierarquia da milícia na zona oeste da cidade.

Cláudio Castro orientou para que toda a força policial do estado esteja nas ruas, com o uso de viaturas, carros blindados, helicópteros e drones.

O governador disse que tem um encontro marcado com o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, na quarta-feira (25) em Brasília, para pedir ajuda das Forças Armadas no combate ao crime organizado, reforçando a vigilância em áreas federais, como aeroportos, rodovias federais e Baía de Guanabara.

“Eu já pedi ao ministro Múcio para que a gente possa garantir esse reforço, no primeiro momento, nas áreas federais. Que a gente possa impedir a entrada de arma e de droga no Rio de Janeiro”.

Castro ressaltou ainda o papel da Polícia Federal para atuar no combate à lavagem de dinheiro, como forma de “asfixiar essas máfias, e elas perderem o poder bélico”.

Rio de Janeiro (RJ) 24.10.2023 - Consequências da onda da violência na zona oeste do Rio: dezenas de ônibus queimados. Imagens: Rio Ônibus

Dezenas de ônibus foram queimados por milicianos – Rio Ônibus

Intervenção federal

Desde a semana passada, o estado conta com a ação da Força Nacional de Segurança em ações de combate ao crime organizado.

Apesar da articulação com autoridades federais para atuação no Rio de Janeiro, o governador descarta a necessidade de uma intervenção federal no Rio, como a que houve entre fevereiro e dezembro de 2018.

“Eu não vejo o porquê. A polícia está na rua, está agindo. Nós estamos em um diálogo profundo com as forças federais, e eles estão vendo que está acontecendo. Eu falei com o ministro da Justiça [Flávio Dino] duas vezes ontem. Estamos aqui fazendo o combate necessário”.

Reação

Após os incêndios criminosos de segunda-feira, doze pessoas foram detidas. Segundo Castro, seis foram liberadas por ausência de “indício de autoria e materialidade”. Dois detidos na manhã desta terça-feira estão sendo investigados por participação nos crimes. Castro defende que os presos respondam por crime de terrorismo. Além disso, ele defende que as penas não tenham progressão de regime.

“Crime de terrorismo não pode ter a progressão de pena. A pena tem que ser 30 anos de regime fechado. Utilização de armas de guerra, a mesma coisa. Operar serviço público para tráfico, milícia, terrorismo, máfia também tem que ser um crime de 30 anos sem progressão”, ressaltou.

O governador informou que marcou uma reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para tratar de endurecimento da legislação federal.

“Ou a gente endurece a legislação como outros locais do mundo fizeram ou a gente vai ter essa mistura de México com Colômbia, como está virando o Brasil na área da segurança pública”, declarou.

Apesar de lamentar a reação dos milicianos, Castro exaltou a ação da polícia no combate ao crime organizado. “Tiramos de circulação um dos maiores líderes de milícias, não do Rio, do Brasil. Um que era conhecido como o senhor da guerra deles. Era o responsável por juntar tráfico e milícia e fazer as famosas narcomilícias”.

“No Rio de Janeiro, bandido não terá vida fácil. Continuaremos lutando para tirar esses criminosos de circulação, prendê-los, mandar líderes para os presídios federais, para que eles também não comandem a criminalidade de dentro das cadeias”.

Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio ao estado do Rio, em uma publicação nesta terça na rede social X (antigo Twitter). “Vamos compartilhar as soluções com o governo local para que o Rio possa voltar aos jornais pelas suas belezas e o que tem de melhor”, escreveu.

“O problema da violência no Rio de Janeiro termina sendo um problema do Brasil. As fortes chuvas no Sul e as queimadas na Amazônia são problemas do Brasil. Esse governo não vai se esconder e dizer que é só problema dos estados. Eu já conversei com o Flávio Dino e hoje vou conversar com o Múcio. Vamos usar a estrutura dos ministérios da Justiça e da Defesa para ajudar a combater o crime organizado e a milícia no Rio. Nós queremos compartilhar as soluções dos problemas dos estados com o governo federal”, completou.






Fonte: Agência Brasil

“Verdadeiras máfias alastradas pelo Brasil”, diz governador do Rio


O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse nesta terça-feira (24) que a presença do crime organizado não é mais um problema só do estado e pediu ajuda do governo federal para combater a entrada de drogas e armas no Rio.

“Está muito claro que esse não é mais um problema do Rio de Janeiro. Esse é um problema do Brasil. Não são mais organizações criminosas pontuais que estão aqui, estão ali. Não. Hoje são verdadeiras máfias alastradas pelo Brasil inteiro: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte… A gente está vendo isso se alastrar a cada dia”, afirmou.

“Investigações da própria Polícia Federal e nossas, da Polícia Civil, mostram que criminosos de pelo menos 12 estados estão no Rio de Janeiro”. As declarações de Castro foram feitas depois de ele se reunir com líderes da segurança estadual no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no centro da capital fluminense.

Rio de Janeiro (RJ) 24.10.2023 - Consequências da onda da violência na zona oeste do Rio: dezenas de ônibus queimados. Imagens: Rio Ônibus

Carcaça de ônibus incendiado na segunda-feira – Rio Ônibus

As autoridades coordenam ações depois que a maior milícia do estado incendiou 35 ônibus e um trem na tarde e noite de segunda-feira (23). A ação criminosa foi uma represália à operação da polícia que matou Matheus da Silva Rezende, o Faustão, apontado como o número dois na hierarquia da milícia na zona oeste da cidade.

Cláudio Castro orientou para que toda a força policial do estado esteja nas ruas, com o uso de viaturas, carros blindados, helicópteros e drones.

O governador disse que tem um encontro marcado com o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, na quarta-feira (25) em Brasília, para pedir ajuda das Forças Armadas no combate ao crime organizado, reforçando a vigilância em áreas federais, como aeroportos, rodovias federais e Baía de Guanabara.

“Eu já pedi ao ministro Múcio para que a gente possa garantir esse reforço, no primeiro momento, nas áreas federais. Que a gente possa impedir a entrada de arma e de droga no Rio de Janeiro”.

Castro ressaltou ainda o papel da Polícia Federal para atuar no combate à lavagem de dinheiro, como forma de “asfixiar essas máfias, e eles perderem o poder bélico”.

Rio de Janeiro (RJ) 24.10.2023 - Consequências da onda da violência na zona oeste do Rio: dezenas de ônibus queimados. Imagens: Rio Ônibus

Dezenas de ônibus foram queimados por milicianos – Rio Ônibus

Intervenção federal

Desde a semana passada, o estado conta com a ação da Força Nacional de Segurança em ações de combate ao crime organizado.

Apesar da articulação com autoridades federais para atuação no Rio de Janeiro, o governador descarta a necessidade de uma intervenção federal no Rio, como a que houve entre fevereiro e dezembro de 2018.

“Eu não vejo o porquê. A polícia está na rua, está agindo. Nós estamos em um diálogo profundo com as forças federais, e eles estão vendo que está acontecendo. Eu falei com o ministro da Justiça [Flávio Dino] duas vezes ontem. Estamos aqui fazendo o combate necessário”.

Reação

Após os incêndios criminosos de segunda-feira, doze pessoas foram detidas. Segundo Castro, seis foram liberadas por ausência de “indício de autoria e materialidade”. Dois detidos na manhã desta terça-feira estão sendo investigados por participação nos crimes. Castro defende que os presos respondam por crime de terrorismo. Além disso, ele defende que as penas não tenham progressão de regime.

“Crime de terrorismo não pode ter a progressão de pena. A pena tem que ser 30 anos de regime fechado. Utilização de armas de guerra, a mesma coisa. Operar serviço público para tráfico, milícia, terrorismo, máfia também tem que ser um crime de 30 anos sem progressão”, ressaltou.

O governador informou que marcou uma reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para tratar de endurecimento da legislação federal.

“Ou a gente endurece a legislação como outros locais do mundo fizeram ou a gente vai ter essa mistura de México com Colômbia, como está virando o Brasil na área da segurança pública”, declarou.

Apesar de lamentar a reação dos milicianos, Castro exaltou a ação da polícia no combate ao crime organizado. “Tiramos de circulação um dos maiores líderes de milícias, não do Rio, do Brasil. Um que era conhecido como o senhor da guerra deles. Era o responsável por juntar tráfico e milícia e fazer as famosas narcomilícias”.

“No Rio de Janeiro, bandido não terá vida fácil. Continuaremos lutando para tirar esses criminosos de circulação, prendê-los, mandar líderes para os presídios federais, para que eles também não comandem a criminalidade de dentro das cadeias”.

Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio ao estado do Rio, em uma publicação nesta terça na rede social X (antigo Twitter). “Vamos compartilhar as soluções com o governo local para que o Rio possa voltar aos jornais pelas suas belezas e o que tem de melhor”, escreveu.

“O problema da violência no Rio de Janeiro termina sendo um problema do Brasil. As fortes chuvas no Sul e as queimadas na Amazônia são problemas do Brasil. Esse governo não vai se esconder e dizer que é só problema dos estados. Eu já conversei com o Flávio Dino e hoje vou conversar com o Múcio. Vamos usar a estrutura dos ministérios da Justiça e da Defesa para ajudar a combater o crime organizado e a milícia no Rio. Nós queremos compartilhar as soluções dos problemas dos estados com o governo federal”, completou.






Fonte: Agência Brasil