Mostra Internacional de Cinema exibe 360 filmes na capital paulista


Começa no dia 19 de outubro e segue até 1° de novembro a 47ª Mostra Internacional de Cinema, que neste ano vem com a seleção de 360 filmes de 96 países. Serão 24 salas de cinema, espaços culturais e Centros Educacionais Unificados (CEUs) espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre. Além disso, as plataformas Itaú Cultural Play, Sesc Digital e Spcine Play vão dar acesso gratuito a títulos selecionados pela curadoria do evento. 

A abertura do festival, no dia 18, na Cinemateca Brasileira, só para convidados, fica por conta de Anatomia de uma Queda (Anatomie D’une Chute), de Justine Triet, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. A arte do cartaz da 47ª Mostra é assinada pelo italiano Michelangelo Antonioni, que recebe uma tripla homenagem, com uma retrospectiva com 23 títulos do cineasta. Serão exibidos curtas e longas, documentários e ficções, realizados entre 1947 e 2004.

Entre os títulos confirmados para a 47ª edição estão Maestro, de Bradley Cooper, A Teoria Universal, de Timm Kröger, Ervas Secas, de Nuri Bilge Ceylan, Fallen Leaves, de Aki Kaurismaki, A Besta, de Bertrand Bonello, Bom Dia à Linguagem, de Paul Vecchiali, Mulher de…, de Malgorzata Szumowska e Michal Englert, O Livro das Soluções, de Michel Gondry, Juventude (Primavera), de Wang Bing, Na Água, de Hong Sang-soo, Evil Does Not Exist, de Ryûsuke Hamaguchi, La Chimera, de Alice Rohrwacher, Anselm – 3D, de Wim Wenders,Fechar os Olhos, de Victor Erice, e O Espectro do Boko Haram, de Cyrielle Raingou.

Em homenagem ao dramaturgo, diretor, ator e encenador José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, morto em julho, o festival faz uma sessão especial dia 25. O filme, dirigido por ele e por Celso Luccas, registra as transformações provocadas pela Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). O longa foi apresentado na primeira Mostra Internacional de Cinema, em 1977, sem a presença dos diretores, exilados pela ditadura militar.

Serão exibidos cerca de 60 longas brasileiros, integram as seções Apresentação Especial, Competição Novos Diretores e Perspectiva Internacional. Os filmes das duas últimas são inéditos em São Paulo. No caso dos novos diretores, exibe títulos de cineastas que têm até dois títulos no catálogo. Todos os brasileiros da Perspectiva Internacional e da Competição Novos Diretores concorrem ao Prêmio do Público da Mostra, que inclui o Troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme Brasileiro.

Novo espaço

Uma das novidades deste ano é a inauguração de uma área temporária na Cinemateca Brasileira, o Espaço Petrobras, que além de sessões tradicionais na área externa, vai abrigar o Domingo Musical, no dia 22, com a exibição do filme Saudosa Maloca, de Pedro Serrano. A exibição será precedida por uma roda de samba com Everson Pessoa, que fez a trilha do filme, e convidados. Meu Sangue Ferve por Você, de Paulo Machline, encerra a noite com canja de Sidney Magal.

No dia 19, será exibido no local o filme De Longe Toda Serra É Azul, de Neto Borges, seguido de show de Zeca Baleiro, autor da trilha sonora. No dia 26 é a vez da sessão do vencedor do Festival de Gramado, Mussum, O Filmis, de Silvio Guindane, ter apresentação de uma roda de samba na sequência.

Ainda na programação está a exposição O Filme Perdido, com desenhos originais da graphic novel homônima de Cesar Gananian e Chico França. As obras ficarão expostas no foyer do Cinesesc a partir do dia 18 de outubro. O livro também será lançado durante a Mostra, assim como outros dois livros em homenagem a dois críticos brasileiros: Inácio Araújo – olhos livres, organizado por Sérgio Alpendre e Laura Loguercio Cánepa, e A Arte da Crítica, de Luiz Zanin Oricchio.

Os ingressos estarão disponíveis para compra quatro dias antes de cada sessão pelo aplicativo do evento e pelo site da Velox. No dia da sessão, uma pequena cota estará disponível para compra diretamente na bilheteria do cinema. Os valores dos ingressos são R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia).

Na Cinemateca Brasileira, todos pagam R$ 10 para acessar o Espaço Petrobras  e no Circuito Spcine: CCSP – Centro Cultural São Paulo (sala Lima Barreto), Spcine Olido e Biblioteca Roberto Santos os valores são de R$ 4 e R$ 2. Para mais informações, basta acessar o site do festival  ou  o email [email protected], e redes sociais Instagram: @mostrasp e Facebook: @mostrasp.




Fonte: Agência Brasil

Mulher alega perseguição dentro de igreja durante missa e ex-marido acaba preso por descumprimento de medida protetiva | Presidente Prudente e Região


Na tarde da sexta-feira, a mulher estava no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, sentada no primeiro banco, onde sempre costuma ficar, quando uma amiga perguntou-lhe se ela havia visto quem estava sentado atrás. Ela respondeu que não e a amiga disse que era o seu ex-marido, porém, já não estava mais sentado no local. Cansada da perseguição que vem sofrendo, pois até estava evitando ir à missa, algo que faz religiosamente, a mulher deu uma volta e encontrou o ex-marido ainda dentro da igreja, mas em outra ala, motivo pelo qual ligou para a Polícia Militar, que o abordou na saída do templo.




Fonte: G1

Operação Direção Segura aplica 37 autuações de infrações de trânsito em Dracena



De acordo com o balanço divulgado neste sábado (7), foram apreendidos seis veículos e três Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs). Na noite desta sexta-feira (6), a Operação Direção Segura realizou 37 autuações de infrações de trânsito em Dracena (SP).
Os trabalhos, coordenados pelo Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran-SP) e pelas polícias Científica, Civil e Militar, buscam a prevenção de acidentes, principalmente aqueles causados por motoristas que dirigem embriagados.
De acordo com o balanço divulgado neste sábado (7), foram apreendidos seis veículos e três Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs).
Também foram realizados 12 testes do bafômetro, enquanto outros 24 condutores recusaram o exame.
O Detran-SP aplicou 566 aferições.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Operação Chat prende envolvidos em nuance da ‘sextorsão’ que deixou 270 vítimas somente no Estado de São Paulo | Presidente Prudente e Região


Com o avanço das apurações, a Justiça decretou as prisões preventivas de dois homens, de 32 e 48 anos, e uma mulher, de 32 anos, que foram cumpridas nesta sexta-feira (6), na cidade de Barreiras (BA), por policiais civis dos estados de São Paulo e da Bahia, juntamente com três mandados de busca e apreensão.




Fonte: G1

Entenda o que é e para que serve o mercado de carbono


O mercado de carbono foi criado para forçar as economias a reduzirem as emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), que são responsáveis pelo aquecimento da terra e impulsionam a atual crise climática marcada por eventos extremos de calor, chuvas e secas.

Os gases do efeito estufa lançados na atmosfera vêm aumentando desde a Revolução Industrial (séculos 18 e 19), principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis.

Essa é uma das principais preocupações de cientistas, sociedades e governos que vêm mobilizando os encontros sobre o clima desde a Eco 92, que ocorreu no Rio de Janeiro, passando pelo Protocolo de Quioto, em 1997, até o Acordo de Paris, de 2015.

Nesse último encontro, 195 países se comprometeram a combater o aquecimento global “em bem menos de 2º C acima dos níveis pré-industriais”. Já o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2030, em 43% a emissão dos gases do efeito estufa em relação aos níveis de 2005.

O mercado de carbono, portanto, faz parte da estratégia de mitigar os efeitos da mudança climática. Mas como ele faz isso?

O pesquisador Shigueo Watanabe Jr, do Instituto Talanoa, explicou que o mercado de carbono força a indústria a trocar seus equipamentos para máquinas que emitam menos carbono, ou não emitam. O Instituto Talanoa compõe o Observatório do Clima e trabalha com o tema das mudanças climáticas.

“Eu quero que alguém troque a sua caldeira a gás por uma caldeira elétrica. Mas ninguém é bonzinho. Então, a ideia do mercado de carbono é começar a cobrar pelas emissões de gases da maneira que esse preço vai subindo até que o industrial vai olhar e ver que está pagando mais pela emissão de carbono do que ele pagaria por uma caldeira nova”, explicou.

O mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa. Com isso, quem emitiu menos do que o permitido ganha créditos, que podem ser vendidos paras as empresas que ultrapassaram a meta.

06/10/2023, O pesquisador do Instituto Talanoa, Shigueo Watanabe Jr, durante entrevista sobre o Mercado de Carbono. Foto: Arquivo Pessoal

Pesquisador Shigueo Watanabe Jr explica que mercado de carbono fixa cotas para emissão de gases do efeito estufa – Arquivo pessoal

Watanabe explicou que a venda de créditos de carbono é para induzir as indústrias a reduzirem as emissões para ganhar dinheiro. “Quem for mais eficiente e sair na frente vai ser mais barato porque ele vai poder ganhar um pouco de dinheiro com isso. O custo da transição energética toda acaba saindo mais barato para sociedade”, destacou.

Existem dois tipos de mercado de carbono, o voluntário, que depende da iniciativa própria das empresas, e o regulado, imposto por decisão dos Estados nacionais e considerado mais eficiente.

Agricultura e pecuária

Nesta semana, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou o projeto que cria o mercado de carbono regulado no Brasil, excluindo a agropecuária dos setores que serão obrigados a se submeter as regras desse mercado. O texto agora deve ser analisado pela Câmara dos Deputados.

Como a pecuária é responsável por 25% das emissões de gases de efeito estufa, segundo estudo da consultoria legislativa da Câmara dos Deputados, a exclusão do setor gerou críticas de ambientalistas.

O pesquisador do Instituto Talanoa, entretanto, argumentou que esses setores não estão incluídos nos mercados de carbono hoje regulados pelo mundo. Sobre a pecuária, sustentou que não tem como reduzir substancialmente as emissões sem reduzir o tamanho do rebanho.

“O cara não tem como trocar. Não tem vaca elétrica. O mercado de carbono não serve para a pecuária. Não é nenhum problema técnico, é que não tem como fazer essa substituição”, destacou. A emissão de metano da pecuária ocorre por meio dos gases que o gado libera.

Sobre a agricultura, Watanabe explicou que o setor emite carbono por dois mecanismos principais: por meio da aplicação de fertilizantes fósseis e devido às plantações alagadas de arroz, comuns no Rio Grande do Sul. Nesses casos, ele defende a adoção de medidas distintas que possam transformar essas práticas.

“O governo tem que arrumar meios e oferecer condições para que esses outros setores regulem suas emissões. É só que este mercado de carbono do projeto de lei não é um instrumento adequado para fazer isso”, concluiu.




Fonte: Agência Brasil

Mortes no RJ indicam necessidade de mudança em políticas de segurança


Os assassinatos de três médicos em um quiosque na orla da Barra da Tijuca mostram mais um episódio de violência no Rio de Janeiro com envolvimento do crime organizado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a hipótese de que os ortopedistas tenham sido mortos por engano. Os suspeitos dos assassinatos seriam integrantes de um grupo criminoso que controla negócios ilícitos em comunidades da zona oeste do Rio.

Para Silvia Ramos, especialista e coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, o caso traz à tona a necessidade urgente de mudanças nos rumos das políticas de segurança pública, que, segundo a especialista, devem ser focadas em ações de inteligência e investigação para desarticulação das quadrilhas.

“O que a gente resolve é desarticulando essas quadrilhas, pegando os de cima. E isso só a polícia pode fazer”, afirmou em entrevista ao programa Viva Maria, da Rádio Nacional. “A questão é pacificar, retirar as armas e fazer investigação, impedindo ingresso dessas armas, de pistolas e fuzis dentro das comunidades, impedindo que a polícia use fuzis e pistolas ao léu, à vontade, atirando a esmo dentro das favelas, das periferias, dos bairros pobres”, acrescentou.

Silvia Ramos defende ainda o investimento em programas de prevenção para evitar que jovens sejam cooptados pelo tráfico de drogas e as milícias, se tornando apenas peças de reprodução “quando são mortos em um dia e são postos outros no lugar”.

A especialista chamou atenção para a forma como os criminosos agiram na execução dos médicos, saindo de seus territórios para cometer os assassinatos.

“Grupos armados saírem dos seus territórios e irem executar pessoas em áreas urbanizadas em uma situação surpreendente, com câmeras gravando, um monte de testemunhas. Parando um carro na avenida mais rica do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, e executando todo mundo. O mais surpreendente é que os próprios criminosos resolveram esse crime, eles mesmos identificaram e executaram os criminosos”, disse.

A polícia acredita que o engano e a grande repercussão do crime desagradaram lideranças do Comando Vermelho, facção à qual o grupo criminoso – suspeito de matar os médicos – estaria vinculado. As lideranças da facção teriam ordenado a morte dos assassinos dos ortopedistas.

A hipótese foi levantada depois que a Polícia Civil encontrou, na madrugada de sexta-feira (6), os corpos de quatro pessoas em dois carros. Dois dos mortos foram identificados como suspeitos de envolvimento nos assassinatos dos médicos. Outros dois ainda não foram identificados.

Crime organizado

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou no início da semana uma série de medidas de combate às organizações criminosas. As ações fazem parte do Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Enfoc), um desdobramento do Programa de Ação na Segurança (PAS), instituído em julho deste ano.

Dividido em cinco eixos, o Enfoc prevê ações de fortalecimento da integração entre os órgãos federais e estaduais de segurança pública; bem como para melhorar a eficiência dos órgãos policiais.




Fonte: Agência Brasil

Painéis discutem história da capital paulista por visão afrobrasileira


Para aprofundar a discussão sobre a formação da cidade de São Paulo, o artista Jaime Laureano criou imagens que se desmancham à medida que se desce pelas escadarias do Beco do Pinto, no centro histórico paulistano. O espaço fica entre dois casarões do século 19 – o Solar da Marquesa e a Casa nº 1, que fazem parte do Museu da Cidade. O trabalho será aberto à visitação neste sábado (7).

Os três painéis instalados no local trazem reproduções do Panorama da Cidade de São Paulo, pintado por Arnaud Julien Pallière, em 1821, com intervenções propostas pelo artista. O quadro mostra a paisagem da região da antiga Rua do Carmo, onde fica o Beco do Pinto, à época. “Nada mais é que uma vista do outro lado do rio Tamanduateí, no século 19, olhando para cá”, diz Laureano, ao apontar para uma caixa d’água no horizonte, onde antes era a margem do rio, atualmente canalizado e coberto por concreto e asfalto.

“Então, você tem a várzea do Carmo, você tem o Convento do Carmo, você tem todo um landscape [paisagem] dessa parte do centro de São Paulo, vista de lá, que era periferia à época”, detalha o artista sobre o que é possível ver no afresco original.

São Paulo (SP), 05/10/2023 - O artista Jaime Lauriano apresenta as obras que fazem parte do Panorama da Cidade de São Paulo, projeto que propõem releituras de pinturas históricas, nas escadarias do Beco do Pinto. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Jaime Lauriano apresenta as obras que fazem parte do Panorama da Cidade de São Paulo – Rovena Rosa/Agência Brasil

Militares e bandeirantes

Para os trabalhos, Laureano removeu as figuras humanas que também faziam parte da composição e inseriu, em uma montagem, personagens de diversos momentos da história do país. Aparecem montados em cavalos, Dom Pedro I, o general João Figueiredo, o ex-governador paulista João Doria, policiais militares e bandeirantes. “Eu vou adicionando também alguns elementos que fazem parte da minha gramática visual, que são desenhos feitos com pemba, que é esse giz usado nos rituais afro-brasileiros”, explica Laureano “Aqui, eu desenhei três caças da FAB [Força Aérea Brasileira]e adicionei palavras, como genocídio e invasão”, completa sobre as intervenções em um dos painéis.

Imagens que se desmancham

As imagens, no entanto, foram construídas com uma estratégia usada para outdoors, dividida verticalmente em prismas, de modo que, ao olhar o painel em outro ângulo, há uma outra figura no lado inverso. Essa montagem também faz com que a imagem mude à medida que a pessoa se movimenta pelo espaço. “A partir do momento que você vai andando, ela [imagem] vai se destruindo e vão se revelando os tridentes de Exu desenhados com pemba. Então, se você vir nesse outro ponto de vista, você já não vê mais nenhuma imagem colonial”, mostra.

Para quem sobe as escadarias, são visíveis inicialmente os símbolos que remetem a Exu, orixá cultuado pela umbanda e candomblé. “Ele é o primeiro orixá, porque o criou vazio. Dentro da cosmologia iorubana, se você não criar o vazio, você não consegue criar nada”, explica o artista sobre a escolha. “A gente não vai apagar e não vai esquecer essa história, só que nesse movimento decolonial [de enfrentar o pensamento colonial], a gente vai criar um vazio para a possibilidade de criação de outra história”, acrescenta.

Apagamento

A proposta surgiu a partir de um incômodo do artista com o apagamento da história da cidade anterior a década de 1920. “A gente anda pelo centro de São Paulo e não vê quase nenhuma referência ao período de colonização, de escravização e ao período de independência também, antes de 1920. E, aqui, é um lugar desses que a gente tem a memória do período colonial brasileiro”, comenta Laureano, que fez o trabalho a pedido do museu municipal que funciona no espaço.

O local, que fica ao lado do Pateo do Collégio e próximo a Praça da Sé, marcos de origem da capital paulista, é também por onde passava a rota usada por povos indígenas antes da invasão, chamado de Caminho do Peabiru. “O Beco do Pinto fazia parte do Caminho do Peabiru e a gente esquece. Isso não é um dado conversado em museu nenhum, centro cultural nenhum”, enfatiza.

Samba e hip hop

Os painéis devem ocupar o beco até julho de 2024. Para que a obra suporte a exposição ao sol e a chuva, Laureano se baseou nas estratégias de construção popular e optou por estruturas metálicas. “É o mesmo zinco usado em barracão de escola de samba e banca de jornal. Usar esse tipo de material informa também essa ideia de ostentação, de uma arquitetura colonial, que está nas imagens, em contraste com a popular”, diz.

A inauguração do trabalho será feita por um cortejo, performado pelo Coletivo Legítima Defesa, com saída da Praça da Sé, às 15h. Ao longo do período de exposição, serão realizados ainda eventos com grupos de pagode, samba e hip hop.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena deste sábado pode pagar R$ 3 milhões


O concurso 2.642 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio será transmitido pelas redes sociais da Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 19h nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5. Segundo a Caixa, quanto mais números a pessoa marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.

O sorteio ocorre às 20h deste sábado (7), em São Paulo.

No concurso da última quinta (5), uma aposta de Salvador acertou sozinha as seis dezenas e levou R$ 32.744.242,80. Ao todo, 32 apostas acertaram a quina e ganharam R$ 88.671,63 cada.




Fonte: Agência Brasil

Médico irmão da deputada Sâmia Bomfim assassinado a tiros no Rio de Janeiro é enterrado em Presidente Prudente, no interior de SP | Presidente Prudente e Região


O translado do corpo de Diego foi feito por um helicóptero do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro até Presidente Prudente, cidade no interior paulista onde também moram seus familiares e onde ele nasceu e formou-se em medicina. O velório teve início na tarde da sexta-feira (6) e estendeu-se até a manhã deste sábado, quando houve o sepultamento.




Fonte: G1

Admitir indígena na ABL é admitir 200 línguas diferentes, diz Krenak


O mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o escritor, filósofo e ativista Ailton Krenak considera surpreendente a eleição dele para uma instituição que resguarda a língua portuguesa. Krenak será o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na ABL. Ele foi eleito na noite de quinta-feira (5), com 23 votos.  

“A academia é de língua portuguesa, então, admitir o Ailton lá é admitir mais ou menos 200 línguas diferentes”, disse à Agência Brasil e Rádio Nacional.

“Isso não é brincadeira, é como se a academia tivesse se abrindo para uma multiplicidade de diálogos que implicaria traduzir os textos para dezenas de línguas nativas”, observa o escritor que completou 70 anos no último dia 29.

Ailton Krenak se disse “muito surpreso” com a escolha de seu nome para a cadeira de número 5 da academia: “eu fiquei muito surpreso com a minha admissão neste lugar que, historicamente, nunca se abriu para a diversidade das culturas dos povos originários”.

Um fato que confirma a surpresa é que o escritor não acompanhou a votação na sede da ABL. Ele estava em um táxi, quando recebeu a ligação do presidente da academia, Merval Pereira, com a notícia de que fora eleito.

Para o mineiro de Itabirinha, na região do Vale do Rio Doce, o resultado da eleição rompe uma tradição na ABL. “A academia é uma instituição da lusofonia, da língua portuguesa, ela vigia o bom desenvolvimento da língua portuguesa. O Brasil é um país colonizado onde eu nasci, onde outros parentes nasceram de várias etnias”, diz.

Direito na Constituição

Autor das obras Ideias para adiar o fim do mundo (2019), A vida não é útil (2020), Futuro ancestral (2022) e Lugares de origem (2021), entre outras, Krenak é ativista socioambiental e pelos direitos dos povos indígenas. Um dos marcos na trajetória dele foi o discurso que fez na Assembleia Constituinte, em Brasília, em 1987.

Representando a União das Nações Indígenas, ele subiu à tribuna de terno claro e pintou o rosto de preto em uma crítica ao que classificava como postura anti-indígena nas discussões parlamentares. Foi uma voz ativa para que a carta magna brasileira garantisse os direitos indígenas à cultura e à terra.

A eleição para a ABL aconteceu justamente no dia em que a Constituição completou 35 anos. Passadas essas três décadas e meia, Krenak avalia que a Constituição Cidadã é fundamental para os povos originários. Ele ressalta o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) para o cumprimento dos direitos garantidos pela lei. “Se não fosse assim, os povos indígenas teriam sido triturados”.

Exemplo

Preocupado com o legado para representantes de comunidades indígenas, o novo imortal diz que não deixa uma mensagem, mas sim, exemplo.

“A gente não deixa mensagem, deixa exemplo. Quem convive comigo, outros jovens indígenas, crianças, meus netos, eles têm o meu exemplo, eles que escolham o que querem fazer”.

Novas gerações

A trajetória de Krenak inspira outros artistas de origens indígenas. Um deles é a ativista e artista visual Daiara Tukano. “Ele é um pensador de Brasil e sua flecha é afiada”, disse à Agência Brasil.

Para Daiara, o acolhimento de Krenak pela ABL significa “muito mais que a chegada da primeira pessoa indígena nesse grupo historicamente fechado e dominado por homens brancos”.

“Ailton tem a rara qualidade de ser um corpo coletivo de território e pensamento. Caminha acompanhando as histórias de muitos povos e embalado nas vozes dos rios, das florestas e da própria natureza. Sua produção é mais que literária: carrega a força da oralidade que bate na alma ao declarar que o amanhã não está à venda, que a vida não é útil e o futuro é ancestral”, disse a artista plástica, inspirada em nomes de obras do novo imortal.

“Ele está espalhando sementes que conseguem segurar a terra no seu lugar, que nos permitem pensar em outros futuros”, conclui Daiara, que espera ver mais representantes de minorias eleitos para a ABL, para que a população brasileira “de fato, se reconheça”.

“Que possam vir não apenas os indígenas. Eu quero ver o mestre Antônio Bispo, com o pensamento quilombola, contracolonial, a Conceição Evaristo, uma mulher negra, uma filósofa”, conclui.

A eleição desta semana na ABL foi marcada pelo fato de ter dois candidatos representantes de minorias. O também indígena Daniel Munduruku ficou em terceiro lugar, com quatro votos. A historiadora Mary Del Priore obteve 12.

A posse de Krenak ainda não está marcada, mas deve ocorrer em 2024, segundo informações da ABL. A cadeira número cinco, era ocupada por José Murilo de Carvalho, morto em 13 de agosto de 2023.

*Colaborou Cristiane Ribeiro, repórter da Rádio Nacional




Fonte: Agência Brasil