Apresentadora Eliana Alves Cruz assume comando do Trilha de Letras


A jornalista, escritora e roteirista Eliana Alves Cruz assume a nova temporada do programa Trilha de Letras, da TV Brasil. A partir deste mês, ela irá conduzir conversas com autores, editores, críticos e com quem faz parte do mundo do livro. O programa debaterá temas atuais por meio da literatura, sempre com convidados diferentes.

Eliana é autora dos romances Água de Barrela (2016), O Crime do Cais do Valongo (2018), Nada Digo de Ti, que em Ti não Veja (2020) e Solitária (2022). Com o romance de estreia, venceu a primeira edição do Prêmio Literário Oliveira Silveira, oferecido pela Fundação Cultural Palmares em 2015. Pelo primeiro livro de contos, A Vestida, recebeu o Prêmio Jabuti 2022.

Na carreira como jornalista, ela tem uma extensa experiência em relações públicas e em grandes eventos, trabalhando com comunicação e esportes olímpicos. Cobriu mais de 20 campeonatos mundiais, três Olimpíadas e organizou a área de imprensa de mais de 20 eventos internacionais no Brasil.

Em 2010, em busca da história da própria família, Eliana mergulhou em cinco anos de estudo, que resultaram em Água de Barrela, romance que marca a entrada dela no mundo da literatura com escritora – já que como leitora, ela já fazia parte desse mundo desde criança. Eliana conta que a carreira como escritora começou com uma simples e instigante pergunta: “Por que não?”, que, segundo ela, é algo que todos precisam se perguntar algum dia na vida.

“Eu acho que a literatura sempre fez parte da minha vida, mas eu não me enxergava como produtora de literatura, como alguém que estivesse ali por trás da caneta, como escritora. Isso aconteceu para mim em um momento de necessidade, de me entender como ser humano, de me entender como mulher negra nessa sociedade tão complicada e tão violenta conosco. Eu vi que eu tinha uma história dentro da minha casa que não existia nos nossos livros. Eu resolvi escrever essa história. Por que não? Essa pergunta do ‘por que não?’ a gente tem que fazer um dia na vida”, conta.

Eliana Alves Cruz, que já foi entrevistada pelo Trilha de Letras, agora chega ao programa como apresentadora, afinal, por que não?  “É um programa que é muito necessário porque ele é único. É o único programa da TV aberta sobre literatura”, diz e acrescenta: “Eu estou realmente muito feliz de fazer parte da história do Trilha de Letras e estar apresentando o programa em um momento tão especial e histórico do Brasil, de retomada de tantas coisas.”

O Trilha de Letras busca debater os temas mais atuais discutidos pela sociedade por meio da literatura. A cada edição, o programa recebe um convidado diferente. O Trilha foi criado em 2016 por Emília Ferraz, atual diretora do programa. O primeiro episódio foi ao ar em abril de 2017.

Rio de Janeiro (RJ), 04/10/2023 – A escritora e apresentadora Eliane Cruz durante gravação do programa Trilha das Letras, da TV Brasil. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A escritora e apresentadora Eliana Alves Cruz durante gravação do programa Trilha de Letras, da TV Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

A TV Brasil já exibiu três temporadas do programa e recebeu mais 200 convidados nacionais e estrangeiros. As duas primeiras temporadas foram apresentadas pelo escritor Raphael Montes. A terceira, pela jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Katy Navarro. Eliana assume a quarta temporada. Uma das novidades é o quadro de indicações de leitura que será feito por booktubers, ou seja, produtores de vídeos com conteúdo literário na internet.

“A expectativa para esta temporada é que o Trilha de Letras continue abrindo os caminhos da literatura para os espectadores da TV Brasil. Acreditamos que a função da TV pública é estimular a cultura, o pensamento e formar leitores”, diz Emília Ferraz. A diretora antecipa que Eliana Alves Cruz trará “conversas informais e íntimas com os entrevistados, para o deleite dos espectadores”.

A jornalista diz estar gostando da experiência: “Está sendo muito lindo ouvir as pessoas, ver o que elas têm para dizer, conhecer o processo delas. A gente aprende, é um acréscimo de energia, de energia vital. Quem está ganhando sou eu.”

A apresentadora conversou com a Agência Brasil após a gravação de um dos episódios do Trilha de Letras. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: O que podemos esperar da nova temporada do Trilha de Letras e como está sendo assumir a apresentação do programa?
Eliane Alves Cruz: O Trilha de Letras é um programa que eu acompanhava antes de ter sido interrompido. Eu mesma já fui entrevistada por ele. É um programa que é muito necessário porque ele é único. É o único programa da TV aberta sobre literatura. Ele é realmente necessário. Nesta temporada, a ideia é trazer a maior diversidade possível de autores e de pessoas do universo do livro, não necessariamente sejam autores, mas editores, críticos. À medida que o programa for caminhando, a gente quer fazer um painel do que é literatura brasileira contemporânea, tanto na forma quanto no conteúdo. Eu estou realmente muito feliz de fazer parte da história do Trilha de Letras e estar apresentando o programa em um momento tão especial e histórico do Brasil, de retomada de tantas coisas.

Agência Brasil: Agora você faz parte da TV Brasil. Como é estar nesse espaço da comunicação pública?
Eliane Alves Cruz: Eu, como escritora, sou fruto de uma política pública de cultura. Eu ganhei o concurso da Fundação Cultural Palmares em 2015 e foi graças a esse concurso que hoje sou escritora. Então, eu acho que é uma forma de retribuir o tanto que uma política publica pode fazer por alguém. Eu acho que me descobriu como autora e descobriu muitos talentos em outras áreas. Mas não é a única coisa que a esfera pública pode fazer pelo cidadão, pela cidadã brasileira. Eu acho que é uma obrigação do Estado, sim, fomentar, incentivar, divulgar, porque isso traz vida. Isso é na verdade a nossa impressão digital. A cultura é a impressão digital de um povo, é o que nos coloca no mundo como povo brasileiro.

Agência Brasil: Eliana, você é jornalista de formação, com uma grande atuação na área. Como você entra na literatura e quando o lado de escritora começa a ganhar espaço?
Eliane Alves Cruz: Eu acho que a literatura sempre esteve na minha vida. A minha mãe era professora do ensino fundamental e ela me alfabetizou e muito lendo os livros para mim e comigo. Então eu acho que desde aí é o começo da paixão pelos livros. Meu pai sempre gostou muito de ler e incentivou que a gente cultivasse esse hábito. Eu acho que a literatura sempre fez parte da minha vida, mas eu não me enxergava como produtora de literatura, como alguém que estivesse ali por trás da caneta, como escritora. Isso aconteceu para mim em um momento de necessidade, de me entender como ser humano, de me entender como mulher negra nessa sociedade tão complicada e tão violenta conosco. Eu vi que eu tinha uma história dentro da minha casa que não existia nos nossos livros. Eu resolvi escrever essa história, por que não? Essa pergunta do “por que não?” a gente tem que fazer um dia na vida. Desde 2010, eu comecei a pesquisar sobre a minha própria história e a ficcionalizei no livro Água de Barrela. Com esse livro, que terminei em 2015, ganhei o concurso da Fundação Palmares e aí comecei realmente, de fato, minha carreira de escritora. Mas, eu tenho um texto que publiquei no ano passado, um texto infantil, que existe desde os meus 18 anos. É isso, a gente não é escritor, não se faz assim do dia para a noite. Na verdade, é a coroação de uma vida, de uma trajetória e de uma história.

Agência Brasil: Uma das coisas que o Trilha de Letras traz é o bastidor da escrita. Como é o seu bastidor? Como é o seu processo de criação, esse passo a passo até chegar a um livro pronto?
Eliane Alves Cruz: Cada livro é um processo diferente, então, eu tenho vários processos diferentes. Esses livros históricos demandam muita pesquisa porque tratam de realidades nas quais a gente não está mais inserida. O mundo andou, a história andou, é preciso voltar para o banco escolar e estudar um pouco. Eu estudei muito. Pesquisei o século 19, estudei uma série de coisas para poder criar a ambientação dessas histórias que são Água de Barrela, O Crime do Cais do Valongo e Nada Digo de Ti que em Ti não Veja. São histórias que se passam em séculos passados. Solitária é um livro contemporâneo, bem contemporâneo, e aí traz outra dificuldade porque a gente está inserido ali dentro daquela temática e não tem o distanciamento para olhar para aquilo. Mas também é outro desafio interessante, escrever no olho do furacão. Foi muito intenso. Muito intenso mesmo. Cada livro é um processo diferente. Eu sou uma pessoa que gosta de escrever com música, a música me inspira, eu organizo as informações. Eu procuro personagens da vida real que se pareçam com meus personagens da ficção, para eu observar como andam, como falam, o que dizem. Por exemplo, para escrever o Água de Barrela, eu li os autores do século 19, para ver um pouco da língua. Não que eu vá exatamente usar o português da época. Às vezes você traz uma palavra que era dita e que não está no nosso usual, e isso já leva o leitor para outro século. O fato de eu usar vosmecê já leva a pessoa para outro lugar, outro tempo, outro lugar do tempo. Para mim, isso tudo é muito fascinante. Eu gosto de ler, gosto de pesquisar e cada vez eu sinto que vou refinando esse processo.

Agência Brasil: Quais são suas referências?
Eliane Alves Cruz: Ih, tanta gente. É uma pergunta muito difícil. Esses autores todos de séculos passados como Machado de Assis e Lima Barreto. Tanta gente que nos formou. Maria Firmina dos Reis, embora a gente a tenha descoberto como essa primeira autora [negra brasileira] apenas mais tarde. A gente não lê Maria Firmina nos bancos escolares, mas é uma autora muito interessante porque ela fala de um lugar e é muito corajosa. Tenho hoje muitas autoras negras que me inspiram, tanto no Brasil como fora: Conceição Evaristo, Miriam Alves, Geni Guimarães, e minhas contemporâneas, como Ana Maria Gonçalves. De fora, Teresa Cárdenas, que é uma autora cubana que eu gosto muito, Toni Morrison, Alice Walker, bell hooks, são referências. É um montão de gente. É até complicado a gente dar nome. Sabe que eu gosto de ler contos russos? Esses caras, esses contistas todos, eles fazem do nada, de alguma coisa absolutamente banal, uma história genial. Eu acho que é muito bacana a gente aprender essa técnica, essa forma de falar sobre o aparentemente banal, isso me atrai. Os meus personagens, na maioria dos meus livros, todos são pessoas comuns que estão fazendo a história e são testemunhas da história.

Agência Brasil: Eu pude acompanhar a gravação de um dos episódios e foi muito interessante observar alguém que entende muito de literatura e que está inserida nesse universo fazendo perguntas a outros autores. Conta um pouquinho dos bastidores para nós, como é esse preparo?
Eliane Alves Cruz: A equipe é maravilhosa. A equipe faz um roteiro ótimo e eu contribuo com o que eu sei do autor. É um diálogo interessante porque a gente faz as perguntas e tem vontade de responder. É muito interessante isso. Mas é também um exercício. O exercício da escuta é muito necessário. A gente tem muita tendência de querer falar o tempo todo, então, está sendo muito lindo ouvir as pessoas, ver o que elas têm para dizer, conhecer o processo delas. A gente aprende, é um acréscimo de energia, de energia vital. Quem está ganhando sou eu.




Fonte: Agência Brasil

Festival do Rio tem recorde de inscrições na 25ª edição


A 25ª edição do Festival do Rio começa nesta quinta-feira (5), às 20h, no Cine Odeon, situado na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, e vai até o dia 15 deste mês, em toda a cidade. A primeira edição do festival foi em 1999. Mais mais uma vez na forma presencial, o evento registra este ano recorde de inscrições. A sessão de abertura será com o filme Atiraram no Pianista, de Fernando Trueba e Javier Mariscal, animação que celebra a música brasileira e a liberdade de expressão.

“Em termos de inscrição de filmes, com certeza, é recorde, e acho que também em termos de amplitude, de capacidade de atender o público. O festival foi se ajustando aos novos tempos, como os outros festivais também. Nossa seleção é mais concisa, porém, mais direta para o público que queremos, e muito aberta para todos os públicos. É muito democrático, porque tem na praia, em vários lugares gratuitos. É muito bom”, disse à Agência Brasil a diretora executiva do Festival do Rio, Ilda Santiago. O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, pela Shell e pela prefeitura do Rio.

 Serão exibidos 250 filmes – 91 nacionais na Première Brasil, 128 estrangeiros e quatro séries, das quais serão apresentados os dois primeiros episódios. Os demais são filmes clássicos da mostra A Cinemateca É Brasileira, filmes para crianças e para famílias na praia, entre outras atrações. “Temos 250 filmes chegando de todas as partes do mundo. É um panorama do cinema brasileiro muito potente e especial. Temos essa capacidade de contar as nossas histórias, de contar muitas histórias, algumas feitas de reflexão, mas também muito alegres, que levantam muito a nossa autoestima”.

Entre os filmes estrangeiros, Ilda Santiago afirmou que são produções que todo mundo que ver, de que se ouviu falar, que todos sabem que passaram nos grandes festivais e querem ver aqui no Rio, agora.

Destaque

O drama japonês Perfect Days é um dos destaques. Com direção do alemão Wim Wenders, o longa-metragem é o primeiro representante do Japão a reivindicar uma vaga entre os indicados ao Oscar sem um diretor nativo do país. A trama acompanha um zelador de vida simples, que é apaixonado por música, livros e árvores. A película concorreu este ano à Palma de Ouro em Cannes, na França, e recebeu os prêmios do Júri Ecumênico do Festival e de melhor ator para Kôji Yakusho.

Considerada uma das principais vitrines do cinema brasileiro, a Première Brasil trará para o público 91 produções nas mostras competitivas Competição Oficial e Novos Rumos e nas seleções especiais Hors Concours, Retratos e O Estado das Coisas. Há filmes também sobre figuras famosas do cenário musical brasileiro, como Gal Costa, Dorival Caymmi, Jards Macalé, Milton Nascimento e Sidney Magal.

Programa Geração

Ilda Santiago informou que a Mostra Geração, setor que existe desde a primeira edição, volta ao Festival do Rio este ano com o nome de Programa Geração, que reunirá as sessões do tradicional Vídeo Fórum, com 31 obras idealizadas por crianças e adolescentes, com oficinas, debates e o Encontro de Educadores. Além disso, a edição terá Batalha de Slam (poesia declamada), Concurso de Cosplay (pessoas que se vestem como personagens de animação), um cineclube com audiodescrição no Instituto Benjamin Constant, além de marcar presença no RioMarket, área de negócios do festival.

“O Programa Geração faz uma formação de garotos, de jovens, nos espaços culturais municipais que integram a mostra Cinema Circulação, que são as lonas culturais, arenas culturais, o Museu de Arte Negra (MUHCAB), o Centro Cultural Justiça Federal.” A mostra Cinema Circulação exibirá filmes em diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro. “Fazemos todo um trabalho de oficinas e de apresentação do cinema, que definimos como formação de olhar. É claro que dali saem muitos profissionais, mas também saem amantes do cinema, podendo aproveitar o cinema melhor.”

Na Praia

Na semana que vem, nos dias 13, 14 e 15 deste mês, o festival terá o Cinema ao Ar Livre, em Copacabana, com exibição dos filmes E.T.: O Extraterrestre, de Steven Spielberg; Moana: Um Mar de Aventuras, de John Musker e Ron Clements; Toy Story, de John Lasseter; Detetives do Prédio Azul 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, de Mauro Lima; Um Tio Quase Perfeito 2, de Pedro Antonio; e Tarsilinha, de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo.

O telão será montado na altura do Posto 4 da Praia de Copacabana, entre as ruas Constante Ramos e Santa Clara. As sessões serão às 18h30 e às 20h.

“É a tela mais democrática possível. O festival está por toda a cidade, com muita coisa gratuita para o público aproveitar de muitas formas, não só nos cinemas, mas em vários locais de encontro porque, no final, o festival é um lugar de discussão de filmes, mas é lugar de encontro também”, afirmou Ilda.

Os ingressos para os filmes que serão exibidos nos cinemas Odeon, Estação Net Botafogo, Estação Net Gávea, Estação Net Rio, Kinoplex São Luiz e Reserva Cultural Niterói, podem ser adquiridos neste site. “Tem pacotes com valor melhor para os grandes amantes do cinema”, destacou Ilda Santiago. Para as mostras gratuitas, o link é este, disponível já nesta quinta. Há gratuidade ainda em todas as tardes, no Cine Odeon, com apresentação de filmes brasileiros, seguida de debates.




Fonte: Agência Brasil

Homem quebra cabo de vassoura na cabeça da ex-mulher e acaba preso, em Presidente Prudente



Vítima, de 32 anos, foi socorrida e encaminhada ao UPA do Jardim Guanabara. Um homem, de 29 anos, foi preso em flagrante na madrugada desta quinta-feira (5), após agredir a ex-mulher, de 32 anos, em Presidente Prudente (SP).
A Polícia Militar foi até o bairro Chácara Azaléia atender uma ocorrência de violência doméstica, onde a vítima foi encontrada ensanguentada.
Ela contou aos policiais que o ex-companheiro invadiu a casa onde mora, lhe xingou e quebrou um cabo de vassoura na sua cabeça.
O suspeito foi encontrado a cerca de 50 metros do imóvel e alegou que estavam vivendo juntos e que ambos foram em um bar beber. No estabelecimento, ele teria brigado e apanhado de “uns caras”.
Quando chegou em casa, o suspeito contou que passou a discutir com a vítima pois ela estava com ciúmes. Ele ainda confessou que ficou nervoso com a situação e agrediu a mulher com um cabo de vassoura.
Uma unidade de resgate compareceu no local e levou a vítima para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Guanabara, onde ela foi medicada e liberada.
Os agentes ainda relataram que apesar da mulher negar ter ido ao bar com o ex-marido, ambos apresentavam sinais de embriaguez.
Além disso, eles tiveram conhecimento da existência de uma medida protetiva a favor da vítima apenas ao chegar na Delegacia Seccional, pois ela não havia mencionou nada a respeito.
A mulher informou na Central de Flagrantes que conseguiu a medida após ter sofrido agressões e ameaças anteriormente.
Diante dos fatos, o homem foi preso em flagrante e está a disposição da Justiça.

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Fonte: G1

Estiagem faz governo acionar usinas termoelétricas em Rondônia


O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu acionar as usinas termelétricas Termonorte I e Termonorte II para garantir o suprimento de energia em Rondônia e no Acre. As duas geradoras ficam em Porto Velho. A medida foi aprovada em reunião do colegiado realizada nesta quarta-feira (4), em Brasília.

A decisão ocorre em meio à forte seca que atinge a Região Norte do país e que já havia levado à suspensão temporária, esta semana, das atividades de geração da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. Os níveis de vazão do rio estão 50% abaixo da média histórica.

“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que o mês de setembro foi marcado por déficit de chuvas na bacia Amazônica, levando à paralisação de máquinas da usina hidrelétrica Santo Antônio em 1º de outubro de 2023. Diante desse cenário hidroenergético, o CMSE sugeriu à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) o reconhecimento de situação de escassez hídrica na Bacia do Rio Madeira. Além disso, para a garantia do suprimento eletroenergético aos Estados do Acre e de Rondônia, por recomendação do ONS, o CMSE reconheceu a importância das usinas termelétricas Termonorte I e Termonorte II no atual cenário de severidade hidrológica da bacia hidrográfica do Rio Madeira e indicou a necessidade de a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o ONS adotarem as medidas necessárias à retomada da disponibilidade das usinas”, diz o informe do CMSE.

Além disso, foi solicitado que Ministério de Minas e Energia (MME) coordene estudos para avaliação da resiliência do sistema elétrico tanto em Rondônia quanto no Acre, visando assegurar “a capacidade de manter o atendimento eletroenergético em futuros cenários de escassez hídrica e cheias extraordinárias na bacia do Rio Madeira”, bem como propor medidas que podem incluir a eventual expansão do sistema de geração de energia na região.

Com relação ao suprimento de energia ao estado de Roraima, que está desconectado do Sistema Interligado Nacional (SIN), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou e o CMSE aprovou uma nova revisão do Plano de Substituição do Parque Gerador do Sistema Elétrico do estado, considerando as condições de atendimento à carga e à demanda máxima.

Comitiva federal

Ainda nesta quarta-feira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, visitou a Região Norte para ver de perto os efeitos da forte estiagem. Acompanhado por uma comitiva de ministros, Alckmin passou o dia em Manaus e área metropolitana, onde se reuniu com autoridades e sobrevoou comunidades. O governo federal anunciou uma série de medidas para ajudar prefeituras e o governo do estado.

Ao todo, cerca de 500 mil pessoas no Amazonas, no Acre e em Rondônia já foram afetadas pela seca extrema. Só no Amazonas, quase 60 municípios estão em situação de emergência decretada pelo governo estadual. A viagem ocorreu a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de uma cirurgia em Brasília.

Mudanças climáticas

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), além do fenômeno El Niño, que aumenta a temperatura das águas superficiais do oceano na região do Pacífico Equatorial, o aquecimento do Atlântico Tropical Norte, logo acima da Linha do Equador, inibe a formação de nuvens, reduzindo o volume de chuvas na Amazônia. Esse segundo fenômeno é resultado direto das mudanças climática que aumentam a temperatura média do planeta.

O ONS registrou, durante a reunião, uma intensa precipitação ocorrida no Rio Grande do Sul, com superação da média histórica nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e Taquari-Antas. Também destacou a verificação de recordes de temperatura e de carga, tendo atingido, às 19h do dia 26, recorde de demanda de 93.949 Megawatt (MW). “Os estudos apresentados pelo ONS concluem pela permanência de condições confortáveis em todo o horizonte de análise, até março de 2024, com eventual despacho termelétrico para atendimento à ponta de carga”, diz o governo federal.




Fonte: Agência Brasil

Avião de Marília Mendonça caiu por causa de negligência, diz Polícia


A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que negligência e imprudência foram as causas da morte de cinco pessoas, incluindo a cantora Marília Mendonça, em um acidente aéreo no dia 5 de novembro de 2021. Ficou evidenciada a prática de homicídio culposo por parte do piloto e do copiloto da aeronave, mas o inquérito foi arquivado devido ao falecimento dos dois no acidente. 

A aeronave modelo Beech Aircraft caiu momentos antes do pouso em uma cachoeira do distrito de Piedade de Caratinga, no município mineiro de Caratinga.

Para chegar a essa conclusão, a Polícia Civil descartou outras hipóteses que teriam motivado o acidente. O laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) descartou qualquer problema técnico na aeronave, e o Instituto Médico Legal negou problemas de saúde nos pilotos, como um mal súbito. Também foi descartado um eventual atentado.

No dia do acidente, a aeronave se chocou com uma torre de transmissão de energia que não era sinalizada. Segundo a Polícia Civil, a sinalização não era obrigatória por causa da altura das torres e da distância que ela está da zona de proteção do aeroporto.

Segundo o delegado de Caratinga, Ivan Lopes, os manuais da aeronave determinavam que os pilotos observassem previamente a proximidade de morros e antenas. “Era um dever de quem comandava a aeronave ter feito essa análise prévia”, disse Lopes. O delegado acrescentou que havia cartas aeronáuticas que possibilitariam aos pilotos identificar torres no local.

A Agência Brasil entrou em contato com o advogado dos pilotos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.




Fonte: Agência Brasil

Arrendatária de sítio leva multa de R$ 1,5 mil por derrubada de árvores nativas em Mirante do Paranapanema | Presidente Prudente e Região


No sítio, os policiais constataram que tinha havido a erradicação de 15 árvores nativas isoladas da espécie leiteiro, através da comparação de imagens via satélite e verificações no local, onde existiam os troncos originais, ou seja, em desacordo com a autorização obtida, que era de apenas 10 árvores.




Fonte: G1

Unesco elege Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro de 2025


A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Capital Mundial do Livro, condição que assumirá a partir de 23 de abril de 2025, quando se comemora o Dia Mundial do Livro.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pelo prefeito Eduardo Paes. “Somos a primeira cidade de língua portuguesa a ser escolhida para receber o título. É uma honra termos sido selecionados pela Unesco. Vamos continuar incentivando a leitura. E teremos dois anos de inéditos programas para valorizar ainda mais leitores”, disse Paes.

O município do Rio terá a missão de fomentar e coordenar eventos ligados à literatura. Já no próximo ano, a prefeitura iniciará as primeiras ações com esse objetivo. A cidade é sede das principais instituições e eventos da literatura nacional, como a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Biblioteca Nacional (BN), o Real Gabinete Português de Leitura, a Bienal do Livro, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), a Festa Literária das Periferias (Flup).

04/10/2023,   - Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro pela Unesco. Foto: Beth Santos/Prefeitura dos Santos

Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro pela Unesco. Foto: – Beth Santos/Prefeitura dos San

O secretário Municipal de Cultura, Marcelo Calero, destacou a vocação histórica do Rio para ser a capital da cultura e da literatura. “Essa herança cultural foi reconhecida pela Unesco. Nossa candidatura foi selecionada em virtude das iniciativas propostas, como a rede municipal de bibliotecas “Bibliotecas do Amanhã” e uma série de outras ações que posicionarão o Rio de Janeiro como protagonista da leitura e da cultura brasileira”, sinalizou Calero.

O título de Capital Mundial do Livro é concedido anualmente pela Unesco a uma cidade que tenha demonstrado excelência em suas iniciativas de promoção literária. Cidades como Guadalajara (2022), Acra (2023) e Estrasburgo (2024) foram agraciadas com o título. A iniciativa visa garantir e democratizar o acesso à leitura, com foco especial nos jovens e em comunidades mais vulneráveis. Isso será alcançado por meio de uma série de programas e atividades que promovam o livro e a leitura.

Ações propostas

Nesta quinta-feira (5), será publicado decreto criando o Comitê responsável pela coordenação das ações ligadas aos eventos da Capital Mundial do Livro na cidade do Rio de Janeiro. Sob a liderança da Secretaria Municipal de Cultura, o Comitê será formado por representantes de diversos segmentos. O decreto estabelece uma marca temporária para o evento e prevê também concurso entre designers para selecionar a marca definitiva, que será o símbolo do evento em 2025.

Entre as ações propostas pela prefeitura na candidatura o Rio de Janeiro a Capital Mundial do Livro estão a modernização e requalificação da rede municipal de bibliotecas e salas de leitura, denominada Bibliotecas do Amanhã, com investimento de mais de R$ 16 milhões. Foi proposta também a expansão da Bienal como uma experiência inovadora e de multimídia. O evento também sediará o Primeiro Congresso de Literatura Latino-Americano, proporcionando um espaço de encontro para profissionais do mercado literário.

Outras ações incluem a intervenção literária urbana Book Parade, inspirada na bem-sucedida Cow Parade, quando artistas famosos serão convidados a criar instalações usando livros como elemento central e fonte de inspiração. Está prevista uma edição da Noite dos Livros, inserida no festival Paixão de Ler e inspirada no projeto anual de Madri, que apresentará maratona de 24 horas com palestras, competições, apresentações musicais, atividades infantis, workshops de teatro e mesas redondas. O programa Livro nos Trilhos, por outro lado, vai espalhar obras literárias em estações de metrô, ônibus e trens, tornando a leitura acessível a públicos diversos.

Para fomentar novos talentos no mercado editorial será criada a Academia Editorial Júnior. A iniciativa oferecerá treinamento e capacitação a jovens promissores interessados no campo editorial, promovendo a inclusão e criando oportunidades significativas para o crescimento dessa área. A prefeitura pretende fomentar outras ações em parceria com a sociedade civil e instituições privadas, estabelecendo um calendário de atividades para os próximos anos.




Fonte: Agência Brasil

Motorista tenta fugir de fiscalização, mas acaba preso em flagrante com 75 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai




Condutor receberia R$ 1 mil pelo transporte da carga de Rosana (SP) a Tupã (SP). Cigarros contrabandeados do Paraguai foram apreendidos em Rancharia (SP)
Polícia Militar Rodoviária
A Polícia Militar Rodoviária apreendeu nesta quarta-feira (4), em Rancharia (SP), uma carga de 75 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai que eram transportados no baú de um caminhão.
O veículo, com placas de Mariópolis (PR), foi abordado pela fiscalização no km 83 da Rodovia Brigadeiro Eduardo Gomes (SP-457), após o motorista, de 38 anos, tentar fugir da interceptação.
O condutor não obedeceu aos sinais de parada obrigatória emitidos pelos policiais e ainda seguiu viagem com o caminhão, mas foi seguido pelos militares, que conseguiram interpelá-lo.
Durante a vistoria, os policiais encontraram no compartimento de carga do caminhão 150 caixas com 7.500 pacotes de cigarros do Paraguai sem documentação fiscal.
Segundo a polícia, o motorista, que é morador de Presidente Prudente (SP), afirmou que havia pegado o veículo já carregado na cidade de Rosana (SP) e que receberia o pagamento de R$ 1 mil para levar o caminhão até o município de Tupã (SP), ou seja, uma viagem de 340km.
O homem foi preso em flagrante.
O caminhão e a carga contrabandeada foram apreendidos.

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Fonte: G1

Dracena ganha Paróquia de Santo Antônio de Santana Galvão, no Bairro Frei Moacir III




Com a participação de fiéis integrantes da comunidade católica, obra de construção da igreja está 50% concluída, de acordo com o pároco Osvaldir Ribeiro Mendes. Igreja Matriz da Paróquia de Santo Antônio de Santana Galvão está 50% concluída, em Dracena (SP)
Comunidade Frei Galvão
A Igreja Católica irá instalar uma nova paróquia em Dracena (SP), no Bairro Frei Moacir III, a partir do dia 31 de outubro deste ano.
A Paróquia de Santo Antônio de Santana Galvão será composta pelas comunidades de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora das Graças e Frei Galvão.
De acordo com informações repassadas nesta quarta-feira (4) ao g1 pelo padre Osvaldir Ribeiro Mendes, responsável pela nova paróquia, mais de 50% da construção da Igreja Matriz já estão concluídos.
Esta será a quarta paróquia do município, que integra a Diocese de Marília (SP), e, atualmente, conta com o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, a Paróquia de São Francisco de Assis e a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida.
“É uma área que cresce, são bairros que estão crescendo e a cidade cresce em direção da nova paróquia, então, a nova paróquia está acompanhando o crescimento”, explicou o padre Osvaldir ao g1.
Igreja Matriz da Paróquia de Santo Antônio de Santana Galvão está 50% concluída, em Dracena (SP)
Comunidade Frei Galvão
Ainda de acordo com o sacerdote, no último dia deste mês não será realizada a inauguração da obra, mas, sim, a instalação.
“O corpo da obra está pronto, agora estamos na fase do acabamento interno e externo. A paróquia é um conjunto de comunidades. Toda paróquia tem uma igreja matriz, que é a igreja principal de uma paróquia, onde ficam a secretaria, os escritórios e onde o padre atende. A igreja matriz é a mãe da paróquia a ser criada. Essa igreja está em construção”, acrescentou ao g1.
O pároco Osvaldir Ribeiro Mendes ainda ressaltou à reportagem que os responsáveis pela construção do templo são os próprios fiéis integrantes da comunidade, que participam de “rifas, dízimos, coletas, doações, quermesses e festas”.
“Tudo aquilo que a gente faz é para investir na construção deste novo templo, desta nova igreja”, finalizou.
Igreja Matriz da Paróquia de Santo Antônio de Santana Galvão está 50% concluída, em Dracena (SP)
Comunidade Frei Galvão

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Fonte: G1

Semob apresenta projeto de digitalização da Zona Azul em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


A principal novidade do projeto de modernização é a transformação do tíquete físico, confeccionado em papel, em um sistema informatizado, com diversas possibilidades de aquisição: aplicativo, site, SMS, WhatsApp e totens, além da continuidade dos pontos de venda no comércio local.




Fonte: G1