Governo regulamenta programa de segurança na Amazônia


Após o anúncio do investimento de R$ 2 bilhões para o Programa Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) definiu as diretrizes para o Programa Estratégico de Segurança Pública da Amazônia (Pespam) e Planos Táticos Integrados de Segurança Pública para a Amazônia (PTI Amazônia). A regulamentação foi publicada nesta quarta-feira (4), no Diário Oficial da União (DOU), após ser assinada pelo ministro Flávio Dino, na cerimônia de lançamento do programa de combate às organizações criminosas.

O Pespam é a política de segurança pública que busca a integração dos órgãos responsáveis pelo combate ao crime na Amazônia Legal e a modernização dos equipamentos, com mais conectividade e maior capacitação e valorização dos profissionais que atuam no setor.

A partir dessas diretrizes do Pespam foram definidas as regras para recebimento dos recursos previstos no Amas e as ações para as quais o dinheiro deve ser direcionado. Tudo isso é condicionado a adesão de estados e municípios da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará e Maranhão) por meio da elaboração e entrega dos planos táticos (PTI Amazônia). É por meio desses documentos que as unidades federativas que compõem a região Amazônica poderão pensar o planejamento e apresentar as demandas necessárias para a modernização dos órgãos responsáveis pelo combate aos crimes.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública do MJSP e a Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal são os órgãos responsáveis pela articulação da força de segurança pública que atua na região e por fomentar a cooperação com os outros países que fazem parte do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), firmado durante a Cúpula da Amazônia, em Belém, em agosto.

Entre as ações previstas estão a criação de modelo a ser adotado para o PTI Amazônia e a supervisão das instituições envolvidas e acompanhamento da execução do Amas.

CCPI Amazônia

A portaria também atribui à Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal a instalação, planejamento, direção e avaliação da atuação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia). A medida foi pensada como solução para ampliar a cooperação policial e de inteligência entre os oito países integrantes da Amazônia Legal, partindo do modelo adotado pelo Brasil durante os eventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Mundiais.




Fonte: Agência Brasil

São Paulo: Ministério Público pede informações sobre falha na Linha 9


A promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital solicita, nesta quarta-feira (4), informações à Via Mobilidade e à Comissão de Monitoramento de Concessões Permissões e à Secretaria de Parcerias em Investimento do estado de São Paulo para saber se a falha de ontem (3) na Linha 9 (Esmeralda) foi da concessionária ou foi sabotagem.

Também será enviado um ofício ao delegado de Polícia Pablo Baccin, que está investigando o suposto crime doloso de perigo de desastre ferroviário.

A Linha de trem 9, operada pela concessionária Via Mobilidade, apresentou  uma pane elétrica ontem, por volta das 14h. Quem estava nos vagões da Linha 9, precisou caminhar pelos trilhos. O problema ocorreu justamente no dia em que nove linhas do Metrô e da CPTM paralisaram as atividades, em um protesto contra a privatização dos serviços pelo governo estadual. Até o momento a falha não foi reparada e a linha segue causando transtornos aos usuários.

Segundo assessoria de imprensa da Via Mobilidade, foram acionados 70 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para atender os passageiros. A concessionária destacou, em nota, que o “trabalho de manutenção envolve cinco frentes de trabalho formadas por cerca de 70 colaboradores, que priorizam a solução do problema para que a linha possa operar normalmente o quanto antes”.

Pane

Na Estação Pinheiros, zona oeste da capital, o problema na Linha 9 continuava depois das 19h e a fila para pegar o ônibus deu a volta no quarteirão.

A falha ocorreu depois de o governador Tarcísio de Freitas criticar a greve e exaltar as privatizações. “O que está disponível para o cidadão? Linha 4, que está com a iniciativa privatizada, a Linha 5, a Linha 8, a Linha 9, que está com a iniciativa privada. O protesto é contra a privatização”, ironizou.

Desde que a Linha 9 passou a ser administrada pela Via Mobilidade, foram registradas, em média, três vezes mais problemas do que quando era operada pela estatal, a CPTM.




Fonte: Agência Brasil

Ipem-SP aprova radares de trânsito instalados na Avenida Manoel Goulart, em Presidente Prudente




Legitimidade das multas emitidas pelos equipamentos depende da validade da verificação. Ipem-SP fiscalizou radares na Avenida Manoel Goulart, em Presidente Prudente (SP)
Ipem-SP
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) realizou nesta terça-feira (3) a verificação metrológica em dois radares de trânsito instalados na Avenida Manoel Goulart, nos trechos que compreendem os números 876 e 939, em Presidente Prudente (SP), e os instrumentos foram aprovados.
Conforme a Portaria 158/2022, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), é obrigatória a verificação metrológica uma vez por ano ou toda vez que o equipamento passar por reparo.
A verificação metrológica no radar leva de 20 minutos até uma hora e envolve os fiscais do Ipem-SP e a equipe da empresa responsável pelo instrumento.
Em caso de chuva, a verificação é cancelada. O cancelamento também pode ocorrer poucas horas antes do agendamento, conforme solicitação dos agentes de trânsito ou da empresa responsável pelo equipamento.
Caso o equipamento seja aprovado, recebe um certificado válido por um ano. Quando há reprovação, a empresa fabricante é notificada a corrigir o erro.
Em caso de excesso de velocidade, para aplicação de multas, o equipamento precisa estar verificado pelo Ipem-SP.
A verificação
O radar, expressão em inglês de radio detection and rangig, é um aparelho que localiza objetos a longa distância utilizando ondas eletromagnéticas. Possui antena emissora/receptora de ondas de rádio que se propagam até atingirem o alvo, retornando ao radar.
A diferença de tempo de ida e de volta da onda determina a distância ou a velocidade do objeto. Portanto, nem todos os medidores de velocidade chamados de “radares” são radares de fato.
Veja:
Medidor por radar propriamente dito: transmite e recebe ondas contínuas na faixa de micro-ondas, propiciando a medição da velocidade do veículo alvo através do efeito Doppler.
Medidor óptico: projeta um feixe de luz (laser) no veículo alvo, e a medição é feita pelo processamento da energia por ele refletida.
Medidor de sensores de superfície: utiliza sensores instalados na superfície da via que detectam a passagem do veículo. A medição é feita em função do tempo de passagem do veículo entre dois sensores cuja distância entre eles é fixa e conhecida.
Em geral, os medidores são constituídos por:
Dispositivo de detecção, que identifica as distâncias necessárias para o cálculo da velocidade dos veículos.
Dispositivo de medição, constituído por microprocessador e software que capta os dados do sistema de detecção e efetua o cálculo da velocidade.
Dispositivo de processamento, constituído por um processador e software dedicado ao controle do sistema.
Dispositivo de armazenamento, que registra e armazena os dados referente à medição.
Dispositivo de registro óptico, constituído por câmera fotográfica ou de vídeo capaz de identificar o veículo.
Os medidores podem ser fixos, portáteis (do tipo pistola), móveis (instalados em veículos em movimento) ou estáticos (sobre suporte que pode ser deslocado de um ponto para outro).
No Estado de São Paulo, o Ipem-SP é o órgão que fiscaliza todos esses instrumentos e verifica se apresentam medições corretas.
A verificação dos instrumentos em operação é feita uma vez ao ano (verificação periódica) ou sempre que sofrem manutenção ou transferência de local de instalação (verificação eventual).
As verificações metrológicas são realizadas com a utilização de uma viatura oficial, dotada de medidor de velocidade de alta precisão previamente calibrado (padrão). Os ensaios são realizados em cinco velocidades diferentes. Após a passagem da viatura pelo medidor, os resultados registrados pelo seu sistema fotográfico são confrontados com os resultados obtidos pelo padrão do Ipem-SP.
Os medidores aprovados recebem um laudo técnico com validade para um ano. Se houver reprovação, a empresa responsável pelo medidor é autuada e o equipamento, interditado.
Para as multas emitidas em função dessas medições serem legítimas, o medidor de velocidade precisa ter sido verificado e aprovado pelo Ipem-SP e estar dentro do prazo de validade.
Para saber se o medidor de velocidade está dentro da validade, acesse o Portal de Serviços do Inmetro nos Estados (PSIE).

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Fonte: G1

Corpo de homem é encontrado apenas de cueca e com ferimento na cabeça, em Presidente Prudente




Ocorrência foi registrada como morte suspeita, na manhã desta quarta-feira (4). Homem é encontrado sem vida e com ferimento na cabeça, em Presidente Prudente (SP)
Redes sociais
O corpo de um homem foi encontrado sem vida na manhã desta quarta-feira (4), na Avenida Pioneira Geralda Saturno, em Presidente Prudente (SP).
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência na Vila Marina, onde um homem estaria caído no chão apenas de cueca e com um ferimento na cabeça.
Ao chegar no local, os policiais e o Corpo de Bombeiros constataram que a vítima já estava sem vida.
O homem ainda não foi reconhecido, mas aparentemente ele era um morador de rua.
A Polícia Civil foi acionada para iniciar as investigações.

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Fonte: G1

Obras de interligação do asfalto entre o distrito de Ameliópolis e o Rio do Peixe são paralisadas com 66% de execução em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


De acordo com informações disponibilizadas pela Prefeitura de Presidente Prudente, as obras na Rodovia Raimundo Maiolini tiveram início em junho de 2022 e compreendem 10,4 quilômetros de pavimentação asfáltica, com investimento de quase R$ 20 milhões, que foi destinado pelo governo do Estado de São Paulo.




Fonte: G1

PF investiga desvios de medicamentos destinados aos Yanomami


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a segunda fase da Operação Yoasi, para investigar suspeitos de lavar recursos oriundos do desvio de medicamentos destinados ao povo Yanomami.

Na primeira fase, deflagrada em 30 de novembro de 2022, os policiais investigaram um esquema criminoso que teria deixado mais de 10 mil crianças Yanomami desassistidas, ao entregar apenas 30% dos medicamentos adquiridos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami.

“As investigações indicaram a participação de outros suspeitos nos crimes investigados, os quais teriam realizado vultuosos aportes em empresas suspeitas com o objetivo de dar aparência de legalidade aos valores supostamente desviados”, informou a PF.

Os policiais estão cumprindo, desde as primeiras horas da manhã, quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, na cidade de Boa Vista. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal em Roraima.

Um dos alvos da operação desta quarta-feira é suspeito de ter repassado R$ 4 milhões para a empresa investigada na Operação Yoasi. Ele foi preso na Operação Hipóxia, deflagrada em setembro, que investigou o superfaturamento de oxigênio destinado aos Yanomami.




Fonte: Agência Brasil

Comitiva em Manaus anuncia obras de dragagem e reforço de brigadistas


O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, já está em Manaus, acompanhado da comitiva de ministros que vai avaliar a situação de estiagem que atinge 58 municípios do Amazonas.

A comitiva chegou em Manaus por volta das 10h e foi visitar áreas afetadas pela seca, como o Porto da capital amazonense. A estiagem diminuiu o nível do rio, formando bancos de areia e dificultando a navegação. Também está prevista reunião com autoridades locais para debater as medidas anunciadas.

Entre as iniciativas estão a realização de duas obras de dragagem, uma no Rio Solimões e outra no Rio Madeira, para recuperar a capacidade de navegação de ambos.

A primeira obra terá oito quilômetros de extensão, com duração de 30 dias e custo de R$ 38 milhões. A segunda, de 12 quilômetros, terá duração de 45 dias e custo de R$ 100 milhões.

O governo também estuda liberar o seguro-defeso aos pescadores pelo período em que foram prejudicados. O Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima anunciou o envio de 191 brigadistas para reforçar a equipe local que trabalha no controle de incêndios.

O Ministério de Minas e Energia disse que uma ação preventiva realizada meses atrás permitiu a estocagem de óleo diesel na região, o que garantirá, pelos próximos 30 dias, o sistema de abastecimento de 169 setores isolados no Amazonas.

Além do Amazonas, também sofrem com a estiagem Rondônia e Acre. Cerca de 500 mil pessoas na região foram afetadas. A viagem ocorreu a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de uma cirurgia.

De acordo com informações da vice-presidência, participam da comitiva a Manaus os ministros Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Alexandre Silveira (Minas e Energia), José Mucio Monteiro (Defesa) e a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, além de representantes dos ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social, Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).




Fonte: Agência Brasil

Equipe de busca encontra mais cinco carcaças de botos no Amazonas


O grupo emergencial de acompanhamento e retirada dos botos do Lago Tefé, no Amazonas, encontrou mais cinco carcaças desses animais, segundo balanço divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá na noite dessa terça-feira (3). As carcaças foram encaminhadas para necropsia. Até o momento, as altas temperaturas na região estão sendo apontadas como a principal causa da morte de mais de 125 botos no Lago Tefé.

“O Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad), não identificou nenhum boto vivo com alteração comportamental que necessitasse de resgate, mas ficou em alerta próximo à região onde foram encontrados dois novos botos mortos por volta das 2h”, informou o instituto.

A mobilização, iniciada no fim de semana, ocorreu após a morte de mais de 100 mamíferos aquáticos, como o boto vermelho e o tucuxi, que viviam no local.

No sábado (30), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) enviou equipes de veterinários e servidores do seu Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) e da Divisão de Emergência Ambiental para apurar as causas da mortandade extrema desses animais.

Além dos botos, novas equipes de especialistas do Mamirauá foram montadas para analisar a mortandade dos peixes no lago. Nesta quarta-feira (4), chega um especialista em plânctons do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) para estudar o surgimento de uma floração de algas no Lago Tefé. Ele deve avaliar a possibilidade de essas algas estarem liberando algum tipo de toxina na água do lado que teve variação de aquecimento de 29° a 37° ao longo do dia.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, viajou para Manaus a fim de avaliar a situação da estiagem que atinge 58 municípios do Amazonas e definir medidas para mitigação dos impactos da seca. Além do Amazonas, Rondônia e Acre também sofrem com a estiagem, que já afeta cerca de 500 mil pessoas na região.

A viagem ocorre a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de uma cirurgia. Entre as iniciativas que o governo anunciou estão a realização de duas obras de dragagem, uma no Rio Solimões e outra no Rio Madeira, para recuperar a capacidade de navegação de ambos.

A primeira obra terá 8 quilômetros (km) de extensão, com duração de 30 dias e custo de R$ 38 milhões. A segunda, em 12 km, terá duração de 45 dias e custo de R$ 100 milhões.

O governo também estuda a liberação do seguro-defeso aos pescadores pelo período em que foram prejudicados. O Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima anunciou o envio de 191 brigadistas para reforçar a equipe local que trabalha no controle de incêndios.

O Ministério de Minas e Energia disse que uma ação preventiva realizada meses atrás permitiu a estocagem de óleo diesel na região, o que garantirá, pelos próximos 30 dias, o sistema de abastecimento de 169 setores isolados no Amazonas.

Participam da comitiva a Manaus os ministros Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Alexandre Silveira (Minas e Energia), José Mucio Monteiro (Defesa) e a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, além de representantes dos ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social, Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

Com a seca prolongada, a prefeitura de Manaus decidiu antecipar o fim do ano letivo na rede municipal de ensino de comunidades ribeirinhas, localizadas no Rio Negro. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou ontem (3) que o término, antes previsto para o dia 17, ocorrerá nesta quarta-feira, devido à dificuldade de professores e alunos se deslocarem para as escolas.

Devido ao regime de cheia e vazante dos rios, as escolas do Rio Negro adotaram calendário diferenciado, com as aulas começando em janeiro e terminando em outubro. A adoção de calendário diferenciado é prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

“Nas escolas do Rio Amazonas, que obedecem ao calendário regular da Semed, os alunos entraram em período especial, com aulas remotas. A cada 15 dias, a equipe pedagógica da prefeitura analisará a possibilidade do retorno das atividades presenciais”, informou a secretaria.

Em razão da seca que atinge o Amazonas, 23 municípios já decretaram situação de emergência. Dos 62 municípios amazonenses, 35 estão em situação de alerta, dois em atenção e dois em normalidade. Além dos decretos municipais, o governador, Wilson Lima também decretou situação de emergência em 55 municípios do Amazonas afetados pela seca.




Fonte: Agência Brasil

Com remuneração de até R$ 21 mil, concursos e processos seletivos oferecem vagas para profissionais de diversas áreas no Oeste Paulista | Presidente Prudente e Região


Para o cargo de perito, os interessados também deverão CNH no mínimo na categoria B e serem formados em dos seguintes cursos de bacharelado: Administração de Empresas, Análise de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Biomedicina, Biotecnologia, Ciências da Computação, Ciências Físicas e Biomoleculares, Ciências Moleculares, Contabilidade, Direito, Enfermagem, Engenharia, Estatística, Farmácia, Farmácia e Bioquímica, Física, Fonoaudiologia, Geografia, Geologia, Informática, Matemática, Medicina, Medicina Veterinária, Museologia, Nutrição, Odontologia, Química, Sistemas de Informação e Tecnologia da Informação.




Fonte: G1

Educadora social é a mais votada no Rio para o Conselho Tutelar


Pela segunda vez consecutiva, a educadora social e advogada Patrícia Félix foi a mais votada na eleição para o Conselho Tutelar (CT), no Rio de Janeiro, que, neste ano, ocorreu no domingo passado (1º). Em 2019 ela obteve 4.639 votos. Agora, o número subiu para 5.997.

A atuação como educadora social vem de mais de 30 anos, muito antes da primeira graduação. Era na comunidade onde morava, a Vila Vintém, em Padre Miguel, na zona oeste do Rio. A vontade de garantir os direitos de crianças e adolescentes e reforçar a verdadeira função dos conselheiros tutelares levaram Patrícia a concorrer em 2019 pelo CT Zona Sul, porque naquele momento morava no bairro da Glória. Hoje, ela continua na defesa por mais visibilidade para os conselhos, que, segundo ela, ainda não são compreendidos pela sociedade.

Patrícia quer também que não exista mais a interpretação popular errada de “que o conselho tira filho de mãe” nos casos de decisões sobre questões familiares.

Até a posse, são muitas etapas que o futuro conselheiro precisa superar. O primeiro passo é a inscrição, depois há um processo de análise de documentação e de comprovação de idoneidade moral. É preciso ter mais de 21 anos e, no Rio, experiência de, pelo menos, dois anos de atuação com crianças e adolescentes em organizações públicas e sociais credenciadas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

Também precisa morar no território relativo ao Conselho Tutelar em que vai concorrer. Após a eleição, o candidato tem que provar que está apto a ocupar o cargo e passar por uma prova de conhecimento de caráter eliminatório.

Confira a entrevista

Agência Brasil O que representa ter sido a mais votada em duas eleições seguidas? Dá mais responsabilidade?

Patrícia Félix – A votação é uma escolha. Acho que é reforçar o comprometimento. A responsabilidade a gente já traz quando se coloca a candidatura. Se lançar candidato a conselheiro tutelar é uma responsabilidade inicial que a gente tem que ter esse comprometimento. Quando a gente tem uma votação, qualquer que seja, o respeito ao voto e ao eleitor reafirma esse compromisso com a causa e com a luta. A responsabilidade começa na candidatura. Colocar nesse lugar é muito importante e com muita dificuldade. Muitas pessoas não conseguem fazer a inscrição. [Elas} não têm a informação devida.

Agência Brasil – O que, na primeira eleição, fez você querer ser conselheira tutelar?

Patrícia Félix – Eu sou educadora social desde o início dos anos 90 e tenho 36 anos de prática com crianças e adolescentes. Com adolescentes comecei a fazer uns trabalhos, sou ativista em direitos humanos e advogada. Sempre atuei na pauta como educadora social e tenho experiência comprovada. Trabalhei em casas de acolhida institucional e acompanhei adolescentes por mais de três décadas. O que me fez ser conselheira tutelar foi a preocupação. A questão mesmo de reafirmar a potência, a responsabilidade e a importância do conselho. Ele nasce pela sociedade civil, pelos nossos movimentos. Eu faço parte desse movimento, faço parte do debate inicial do ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], faço parte dessa briga pela revogação do código de menores. Em 1996, foi o primeiro conselho tutelar do Rio de Janeiro e a gente vem participando. Sempre participei de eleições. Eu percebi que, em 2015, tivemos uma eleição muito complicada no Rio de Janeiro, adiada por várias vezes, aconteceu e depois foi anulada. Os conselheiros naquele ano de 2015 foram tomar posse em abril de 2016. Muito atrás de outros conselhos. Isso gerou um problema porque teve uma desmobilização social muito grande. Tivemos conselheiros eleitos com 50 votos. A participação popular foi muito pequena por conta dessa desmobilização. Em 2016, já começaram as eleições unificadas em todo o Brasil e o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] começa com empréstimo das urnas e, em 2019, a gente tem uma eleição um pouco diferente daquela de 2015, que foi o pleito em que participei. O que me levou a participar em 2019 foi entender o que de fato estava acontecendo enquanto candidata.

Agência Brasil – Quando você se candidatou em 2019 quais eram as pautas e as suas preocupações?

Patrícia Félix – A minha preocupação era o senso comum encarando o Conselho Tutelar com uma visão errada. Vi uma subalternização e uma desvalorização do próprio órgão. Isso me preocupou muito, porque quando você tem um órgão que representa a sociedade civil no âmbito administrativo de fiscalização, não punitivista, mas com competência de aplicar medidas protetivas que garantam o direito daquela criança e adolescente no nível administrativo e quando eu vejo conselheiro tutelar sendo confundido com oficial de justiça, tendo que ir nas casas para fazer busca e apreensão, nas maternidades para buscar crianças a mando de juiz, nós não somos auxiliares de juízes e tampouco somos subordinados a outro órgão. Nós trabalhamos visando a cadeia da proteção. Temos autonomia como outros órgãos também. Então, quando o Conselho Tutelar passa a visão de desvalorização isso para mim é muito preocupante. E aí o senso comum da sociedade, quando começo a ver crianças que não podem ouvir falar de Conselho Tutelar que tem pavor, famílias mais empobrecidas apavoradas com a presença do Conselho Tutelar, e como oriunda de comunidade, sou uma mulher favelada, isso me preocupa. Como a gente vai desmistificar. Hoje, a gente tenta suavizar perante a sociedade essa visão e que as pessoas encarem o Conselho Tutelar com a responsabilidade e seriedade que o órgão tem.

Agência Brasil – Esse ano houve uma mobilização maior e cresceu a participação popular. Você acha que a sociedade já começou a ter consciência da função primordial do Conselho Tutelar? Hoje a sociedade já entende melhor a função do Conselho Tutelar?

Patrícia Félix – A participação social de todos e todas é o que a gente vai mobilizar. Hoje, ainda quando você vai nas ruas o que se percebe é total desinformação. Muita gente não sabe como votar, mesmo com a gente levando as informações e saindo reportagens, muitas pessoas não vão saber nas próximas eleições como vão votar no Conselho Tutelar. A consciência aumentou, mas é muito difícil se não tem um trabalho contínuo de esclarecimento à população sobre qual é realmente a competência desse órgão. Por um lado, tem pessoas que não querem que o Conselho Tutelar atue, nem exista. Por outro lado, se também não tenho a informação correta desse órgão, como vou exercer essa democracia direta no voto facultativo? Acho que os conselhos de direito foram uma conquista da democracia, mas ainda tem que ter a participação. Tem uma orientação que está crescendo, mas a gente ainda tem que desmistificar muita coisa sobre o conselho para que a gente possa realmente efetivar a garantia da criança e adolescente sem criminalizar ninguém. A gente vê uma sociedade que tem uma tendência e agora está muito aflorada, que discrimina. Tem uma desigualdade, a gente tem problema de classe no Brasil, então, enquanto a gente não tiver essa questão pedagógica de falar com as pessoas preocupadas com crianças e adolescentes, a gente vai ter um Conselho Tutelar enfraquecido.

Agência Brasil – A ausência de uma representação do órgão em alguns municípios do país também é uma preocupação. Por que não tem é uma questão administrativa ou de mobilização popular?

Patrícia Félix – A ausência de conselhos tutelares é um fato. No Rio de Janeiro somos 19, mas o recomendado pelo Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda) é um conselho para cada 100 mil habitantes, então deveríamos ter o número, no mínimo, de 64 conselhos. Os Conselhos Tutelares são criados pelos municípios. Então, a gente tem um déficit para essa recomendação do órgão maior no Rio de Janeiro. Tem município que [tem] menos, outros mais, mas no Rio de Janeiro, pela complexidade da cidade, é complicado. Tem município com menos de 100 mil habitantes que tem conselho tutelar, [mas] são poucos no Brasil, mas a gente tem e em outras grandes cidades há o déficit. Isso acaba colapsando com um número de denúncias e de averiguações muito alto. Por isso, o Conselho Tutelar tem que estar atento à sociedade e ao que a gente pode colaborar, mas é muita coisa e ainda tem muitos desafios pela frente.

Agência Brasil – Nesse novo mandato quais são os temas que você quer botar para frente e provocar discussão?

Patrícia Félix – O conselheiro tutelar não é parlamentar. O nosso órgão é taxativo. O tema principal é aplicar e defender o ECA. O conselheiro tutelar não vai inventar a roda. A proposta que a gente pode dar é dentro de uma ausência ou negligência, a gente pode dialogar e aplicar medidas protetivas de requisição daquele serviço, mas tudo pautado no ECA. O bê-á-bá nosso é o Estatuto da Criança e do Adolescente e as legislações que auxiliam. O tema principal é fortalecer o ECA e implantar de fato o Sipia que é o Sistema Unificado de Informações, que os conselheiros e conselheiras não têm incentivo para usar. Alguns não sabem a importância ou não são motivados. O município tem que dar esse suporte. Através do Sipia, a gente vai conseguir informações para políticas públicas. Se eu estou aqui e tem uma criança que sofre negligência e vem de outro estado e, se o município usa o Sipia, quando eu abro o cadastro da criança tenho tudo dela. Facilita e continua o acompanhamento [feito] por outro colega. É uma ferramenta que a gente tem que implantar.

Agência Brasil – Passa pelo desconhecimento como você falou?

Patrícia Félix – Nós, do Conselho Tutelar Zona Sul, utilizamos 100%. Todo colegiado, toda a equipe técnica e toda a equipe administrativa, mas no município do Rio tem o Zona Sul e o de Vila Isabel usa parcialmente.

Agência Brasil – E os outros não?

Patrícia Félix – Não, e todo mundo teve treinamento. Aí não tem número, não tem estatística, não tem planejamento, cada vez que faço um manuscrito e boto no arquivo não vou ter o acesso e contar quantos atendimentos. O Sipia dá essa estatística inclusive classificando gênero, etnia, tipo de negligência, qual a medida mais aplicada, qual o maior negligenciador. Dá uma transparência que talvez não seja interessante, mas é necessária.

Agência Brasil – Em 2019 foram 4.639 votos e dessa vez 5.997, ou seja, mais de 1.300 votos a mais. Isso comprova o trabalho que você fez?

Patrícia Félix – Comprova o trabalho que eu fiz e também o comprometimento de ir às ruas porque o meu comprometimento é fazer um conselho tutelar aberto, não nos procedimentos que são sigilosos, mas a gente tem que fazer um conselho aberto até para poder saber o que o conselho não faz. Porque atribui uma responsabilidade que não é dele. Por exemplo, o senso comum fala que o Conselho Tutelar tira filho da mãe. Ninguém tira filho da mãe. A perda do poder familiar passa por um processo legal, tem ação própria, tem juizado próprio para isso. O Conselho Tutelar não é jurisdicional. Então, o Conselho Tutelar que dá termo de guarda está equivocado e merece ser investigado. Quem oferece emprego para pai e para mãe e promete o que não está dentro do ECA merece ser investigado. Quem não utiliza o ECA como fonte e usa preceitos religiosos merece ser investigado. Então, essa conversa e esse diálogo que eu faço com a população, não só para a eleição, independente de etnia e poder econômico, o direito da criança e do adolescente tem que ser protegido. Essa é a minha máxima.




Fonte: Agência Brasil