Advocacia-Geral da União é autorizada a realizar concurso público


A Advocacia-Geral da União (AGU) foi autorizada a ampliar o quadro de servidores por meio da realização de concurso público com a oferta de 400 vagas. A portaria, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGISP), publicada nesta quarta-feira (27), no Diário Oficial da União. determina o lançamento do edital do processo seletivo em 6 meses.

As vagas ofertadas serão todas para candidatos com nível superior, sendo 154 para administradores, cinco para arquitetos, duas para arquivistas, 90 para analistas técnico-administrativos, 47 para contadores, 35 para economistas, 18 para engenheiros, sete para estatísticos, três para médicos, dez para psicólogos, 20 para técnicos em assuntos educacionais e nove para técnicos em Comunicação Social.

A prova do concurso deverá ser aplicada 2 meses após o lançamento do edital com os prazos e regras do processo seletivo. A AGU deverá cumprir todas as medidas previstas nas políticas de reserva de vagas para esse tipo de seleção.

A medida atende a um pedido da instituição enviado ao ministério em maio deste ano, no qual foi anexada uma nota técnica que aponta a existência de um déficit de 2,3 mil vagas na instituição, sendo 2,1 mil para analistas técnico administrativo e 200 para analistas em tecnologia da informação.

O documento aponta ainda que o quadro de pessoal da área técnica é composto por 4.506 servidores, sendo apenas 1.272 servidores administrativos do quadro permanente Os outros profissionais são 73 nomeados em cargo em comissão, sem vínculo com a Administração Pública; 93 contratos temporários e 3.068 requisitados de outros órgãos.

Ministério da Cultura

Em outra portaria, também publicada nesta quarta-feira pelo Ministério da Gestão, autoriza o Ministério da Cultura (MinC) a realizar concurso público para 50 profissionais de nível superior. A pasta, que havia sido extinta no governo anterior, também enfrenta dificuldades com equipes reduzidas de pessoal.

As vagas são para analistas técnico-administrativo e serão ofertadas nos mesmos prazos que os previstos para o processo seletivo da AGU, com limite de 6 meses para o lançamento do edital e mínimo de 2 meses, após a publicação das regras, para a aplicação das provas.




Fonte: Agência Brasil

Concursos oferecem remuneração de até R$ 21 mil para profissionais de diversas áreas no Oeste Paulista | Presidente Prudente e Região


Para o cargo de perito, os interessados também deverão CNH no mínimo na categoria B e serem formados em dos seguintes cursos de bacharelado: Administração de Empresas, Análise de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Biomedicina, Biotecnologia, Ciências da Computação, Ciências Físicas e Biomoleculares, Ciências Moleculares, Contabilidade, Direito, Enfermagem, Engenharia, Estatística, Farmácia, Farmácia e Bioquímica, Física, Fonoaudiologia, Geografia, Geologia, Informática, Matemática, Medicina, Medicina Veterinária, Museologia, Nutrição, Odontologia, Química, Sistemas de Informação e Tecnologia da Informação.




Fonte: G1

Chuva com ventos de mais de 60 km/h destelha casas e derruba árvores, em Dracena




Defesa Civil registrou rompimento da rede elétrica no Jardim Vera Cruz. Não houve feridos. Chuva com ventos fortes causa estragos, em Dracena
Defesa Civil
Chuva com rajadas de vento de mais de 60 km/h causaram estragos, na noite desta terça-feira (26), em diversos bairros de Dracena (SP).
Segundo a Defesa Civil, a chuva durou cerca de 20 minutos, porém, as fortes rajadas de vento ocasionaram quedas de árvores nos bairros São Francisco e Jardim Fioravante.
No prolongamento da Avenida Presidente Roosevelt, houve a queda de quatro árvores, o que causou o bloqueio do tráfego de veículos no local. Na mesma via, três casas ficaram completamente destelhadas.
Chuva com ventos fortes causa estragos, em Dracena
Defesa Civil
Já no bairro Santa Clara, a Defesa Civil também registrou outra residência que ficou totalmente sem telhas.
A Defesa Civil ainda informou ao g1 que houve queda de energia no Centro, rompimento da rede elétrica no Jardim Vera Cruz e a concessionária Elektro, responsável pela energia elétrica do município, está no local realizando a manutenção.
Chuva com ventos fortes causa estragos, em Dracena
Defesa Civil
A equipe de limpeza pública da Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender as ocorrências. Não houve feridos.
A Defesa Civil ressaltou ao g1 que o tráfego de veículos foi liberado após três horas e meia de limpeza.
O g1 solicitou um posicionamento oficial da Elektro sobre a queda de energia e rompimento da rede elétrica e, até a última atualização desta reportagem, não houve uma resposta.
Chuva com ventos fortes causa estragos, em Dracena
Defesa Civil
Chuva com ventos fortes causa estragos, em Dracena
Defesa Civil

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Fonte: G1

Editais da Lei Paulo Gustavo são desafio para o Ministério da Cultura


A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou nesta quarta-feira (27), no programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, o esforço da pasta em expandir o fomento cultural para além dos grandes polos. “Temos que desregionalizar. A visão da cultura é a nacionalização do fomento, para que, também, as outras regiões possam atender aquela produção artística local, aquele grupo de cultura, ali onde está a nossa identidade de manifestação cultural do Brasil”.

Na entrevista, a ministra falou sobre iniciativas como a elaboração do Plano Nacional da Lei Aldir Blanc, de irrigação do fomento à indústria criativa em todas as cidades, e sobre os mecanismos criados para um maior controle da aplicação de recursos da Lei Rouanet, mas ressaltou, no entanto, que o maior desafio enfrentado atualmente pela pasta é para que as prefeituras lancem os editais da Lei Paulo Gustavo, embora 98% dos municípios tenham aderido ao Sistema Nacional de Cultura por meio do envio dos planos de cultura.

“Como esse tipo de fomento estava parado, nós temos conversado com gestores, em alguns lugares com mais dificuldade. Alguns estados já lançaram e nós estamos com esse diálogo aberto, buscando prover o que for preciso para que cada cidade lance os seus editais”, explicou a ministra.

A ministra também lembrou que a Lei Paulo Gustavo é um mecanismo de socorro à cultura em situações de emergência, como a que o Rio Grande do Sul enfrenta atualmente por causa das fortes chuvas na região, mas destacou que o Ministério da Cultura tem promovido debates para que sejam criados novos mecanismos específicos para socorro aos trabalhadores da cultura.

Relações bilaterais

Sobre a participação na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a ministra falou sobre as reuniões com lideranças culturais, como a subsecretária de Diplomacia Pública e Negócios Públicos dos Estados Unidos da América, Elizabeth Allen, em que tratou sobre os 200 anos das relações entre Brasil e Estados Unidos, que será comemorado em 2024.

Segundo a ministra Margareth Menezes, as representações internacionais voltadas à cultura têm mostrado interesse em ampliar o intercâmbio entre os países, em especial em áreas como a reparação racial, realização de festivais e ações de sustentabilidade da cultura.

A literatura brasileira, de acordo com Margareth Menezes, também despertou o interesse da ministra alemã da Cultura e Mídia, Claudia Roth. Para a ministra o interesse de tantos países na cultura brasileira significa uma retomada dessas relações e como nossa cultura é importante para o mundo.

Novo PAC

Margareth Menezes falou ainda da importância do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ter entrado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo a ministra, serão investidos R$ 700 milhões para a reconstrução de patrimônios históricos e culturais em todo o Brasil. “Um povo sem memória é um povo sem história”, destacou.

Amazônia

A ministra disse que a Região Norte é a que menos recebeu historicamente o fomento para cultura. Por isso, o Ministério da Cultura atua com o objetivo de corrigir a aplicação desse tipo de investimento no país. Segundo Margareth Menezes, este ano foram investidos R$ 26 milhões na Região Norte. “Foi o maior acontecimento da história do fomento da Lei Rouanet”.

A realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), em Belém, é para a ministra uma oportunidade de reestruturação e desenvolvimento da indústria criativa na Amazônia. Por isso, a pasta realizará a terceira edição do Minc BR, uma espécie de feira de negócios para o setor, na cidade, durante o evento, em 2025. “O último que aconteceu no Brasil teve uma geração de R$ 50 milhões em negócios”.




Fonte: Agência Brasil

Idoso é multado em R$ 10,8 mil por apresentar documentação de madeira vencida, em Presidente Venceslau




Carga de estacas da espécie Jurema-Preta saiu da cidade de Tamboril (CE). Idoso é multado por apresentar documentação de madeira vencida, em Presidente Venceslau (SP)
Polícia Ambiental
Um idoso, de 63 anos, foi multado em R$ 10,8 mil, nesta terça-feira (26), por apresentar documentação de madeira vencida, no Distrito Industrial, em Presidente Venceslau (SP).
Conforme a Polícia Ambiental, uma equipe recebeu uma denúncia referente a um caminhão com madeira nativa irregular. O veículo foi abordado na Avenida Carlos Platzeck e o motorista apresentou uma nota fiscal e um Documento de Origem Florestal (DOF), que constava 36 metros cúbicos de estacas de madeira da espécie Jurema-Preta oriunda de Tamboril (CE) com destino à São Pedro do Paraná (PR).
Os policiais analisaram a documentação e constataram que o DOF estava vencido desde o último domingo (24).
Um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 10,8 mil foi elaborado por transportar madeira nativa sem licença válida para todo o tempo de viagem.
Ainda segundo a Polícia Ambiental, a carga foi apreendida e entregue ao idoso, que levará ao destino final, pois, conforme a documentação apresentada, a madeira é legal.
Idoso é multado por apresentar documentação de madeira vencida, em Presidente Venceslau (SP)
Polícia Ambiental

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Fonte: G1

PF cumpre três mandados de prisão contra golpistas de 8 de janeiro


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27), a 17ª fase da Operação Lesa Pátria, visando “identificar pessoas que depredaram, instigaram, financiaram e fomentaram” os atos de vandalismo ocorridos nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, durante a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023.

Segundo os investigadores, três mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos por determinação do Supremo Tribunal Federal em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal.

“Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, informou a Polícia Federal.




Fonte: Agência Brasil

PF deflagra 17ª fase da Operação Lesa Pátria


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27), a 17ª fase da Operação Lesa Pátria, visando “identificar pessoas que depredaram, instigaram, financiaram e fomentaram” os atos de vandalismo ocorridos nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, durante a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023.

Segundo os investigadores, três mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos por determinação do Supremo Tribunal Federal em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal.

“Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, informou a Polícia Federal.




Fonte: Agência Brasil

Turismo de aventura: associação defende fiscalização de prática segura


Setores econômicos que movimentam bilhões de dólares ao redor do mundo tendem a adotar normas mínimas de segurança para se preservar e seguir crescendo de forma sustentável. A regra se aplica, com propriedade, ao turismo de aventura, segmento da indústria turística caracterizado pela prática de atividades que envolvem algum grau de risco de acidentes.

No Brasil, logo nos primeiros anos da década de 2000, poder público, entidades esportivas e agentes turísticos se uniram para estabelecer regras que elevassem a qualidade e a segurança dos serviços associados não só ao segmento, mas a toda a cadeia relacionada ao turismo de natureza e esportivo.

“Na época, final da década de 1990 e início dos anos 2000, o turismo de aventura se popularizou e o número de acidentes começou a aumentar muito, inclusive com óbitos”, conta o atual coordenador de Natureza e Segmentos Especiais da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Leonardo Persi.

Administrador de empresas com especialização em ecoturismo, Persi participou ativamente do processo. Ex-secretário das comissões de estudo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), ele integrou a delegação brasileira junto ao Comitê Técnico de Turismo e Serviços, da Organização Internacional de Normalização (ISO).

“Todo o setor se uniu. Com a participação de pessoas de renome de diversos segmentos esportivos, o Brasil passou a estabelecer requisitos mínimos de segurança para evitarmos que operadores de turismo que não tenham experiência com determinadas atividades comecem a ofertá-las, colocando em risco a segurança dos clientes e a dos próprios trabalhadores”, destaca Persi.

Segundo o coordenador da Embratur, autarquia responsável por promover os atrativos turísticos do Brasil no exterior, algumas das exigências de segurança elaboradas e implementadas com o aval da ABNT acabaram servindo de exemplo para regras de segurança depois adotadas pela ISO e que, hoje, estão em vigor em vários países.

“Isso significa que o Brasil está na vanguarda desta discussão há tempos. E que, paralelamente ao trabalho de promoção que é feito no exterior, o país vem executando uma série de ações importantes para atrair turistas de aventura e esportivos”, ressalta Persi ao tratar dos planos da Embratur para tentar aumentar a captação de clientes estrangeiros, incluindo os turistas de aventura e esportivos. Para tanto, a autarquia cogita inclusive se valer da imagem dos atletas profissionais brasileiros de destaque no exterior e outros formadores de opinião.

“Mas não basta termos o nome de grandes atletas brasileiros para atrairmos turistas estrangeiros se, ao chegarem ao Brasil, eles não encontrarem uma estrutura minimamente adequada para recebê-los. É preciso oferecer serviços de qualidade e seguros”, acrescenta Persi.

Informalidade

Criada em 2002 para orientar viajantes e profissionais a adotarem práticas seguras, a Associação Férias Vivas alerta que, apesar da existência de normas de segurança que todo o setor (de agências a hotéis, passando por guias e instrutores) deve cumprir, “no Brasil, a falta de fiscalização ainda deixa o turista correr riscos desnecessários, permitindo que muitos estabelecimentos operem sem sequer saber que há regras mínimas obrigatórias de segurança”.

Em sua página na internet, a organização elenca mais de 3.960 acidentes relacionados a atividades turísticas em geral (não só nos segmentos de aventura, esportivo ou de natureza), registrados entre 2002 e 2020. “Algumas situações chamam a atenção pela recorrência. Temos resultados estarrecedores: 49% dos casos envolveram algum grau de imperícia do profissional contratado, enquanto 70% dos acidentes ocorreram por negligência do prestador de serviço. O descaso com equipamentos de proteção também é grande, principalmente se considerarmos as falhas no uso (57%) e a ausência de equipamentos de proteção (77%). Alarmantes 93% dos acidentes ocorreram em lugares sem qualquer sinalização de risco.”

Para ajudar a reverter este quadro, em 2022, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou um programa de custeio de parte do investimento necessário para que empreendedores que oferecem atividades ligadas ao turismo de aventura e ao ecoturismo implementem em seus negócios um sistema de gestão da segurança, exigido por lei, e pleiteiem uma certificação internacional.

“Precisamos que os negócios brasileiros implantem o sistema de gestão de segurança e que se certifiquem”, observa a coordenadora de Turismo do Sebrae, Ana Clevia Guerreiro. Segundo ela, por meio do Programa Aventura Natural, o Sebrae subsidia até 70% do investimento necessário para que pequenos negócios implementem seus sistemas de gestão. A certificação internacional não é obrigatória, mas, segundo Ana Clevia, é um importante diferencial de negócios, pois atesta o compromisso da empresa com a segurança de seus clientes.

“O Brasil não pode parar de se promover no exterior, mas também precisamos fazer o trabalho de casa. A implantação do sistema de gestão de segurança e a certificação qualificam os serviços prestados aos turistas, sejam brasileiros, sejam estrangeiros”, completou Ana.

Para participar do programa, é preciso que o negócio esteja formalizado como microempreendedor individual (MEI), microempresa (ME) ou empresa de pequeno porte (EPP) e devidamente registrado no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo. A iniciativa prevê um diagnóstico inicial, a implementação das normas de segurança e a preparação para a auditagem da ABNT Certificadora. Para mais detalhes sobre o programa, basta procurar uma unidade do Sebrae.




Fonte: Agência Brasil

Destino de escaladores, Pontões Capixabas aguardam investimentos


Localizado no noroeste do Espírito Santo, nas cidades de Pancas e Águia Branca, o Monumento Natural dos Pontões Capixabas é apontado por alguns escaladores e montanhistas como o “Yosemite brasileiro”, uma alusão ao mundialmente famoso parque da Califórnia (Estados Unidos), um dos principais locais para a prática da escalada em todo o mundo.

A comparação decorre da beleza cenográfica da Serra da Mantiqueira e das características da unidade de conservação federal situada no Espírito Santo, onde imponentes monólitos de granito (formações rochosas semelhantes ao Pão de Açúcar) se destacam em meio à paisagem, atiçando a imaginação de praticantes de voo livre, balonismo, rapel, montanhismo, escalada e de outras atividades esportivas. As semelhanças, contudo, param por aí.

Enquanto o Yosemite, em 132 anos de existência, atingiu o status de exemplo de modelo de gestão de unidades de conservação, atraindo turistas do mundo todo em busca de contato com a natureza, belas paisagens e aventura, os Pontões Capixabas aguardam por investimentos público e privado e pelo devido reconhecimento. Inclusive, dos brasileiros.

26/09/2023, Mona dos Pontões Capixabas. Monumento Natural dos Pontões Capixabas. Foto: ICMBio

Monumento Natural dos Pontões Capixabas – ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a atração, e a prefeitura de Pancas, cidade onde ficam mais de 80% dos 17,4 mil hectares destinados à preservação do ecossistema local, não sabem quantos turistas visitam os Pontões Capixabas.

“Não existe este controle. É uma área grande, que não é fechada, e onde há moradores recebendo visitantes, prestadores de serviços e outras pessoas que, para chegar, têm que entrar no monumento natural”, diz o subsecretário municipal de Turismo e Cultura, Leandro da Rocha Vieira. “Hoje, não conseguimos dizer quantas pessoas visitam o município para subir a Pedra do Camelo, a Pedra da Agulha ou para fazer rapel na Pedra da Boca, embora eu possa garantir que não são poucas”, completa, em entrevista à Agência Brasil.

Já os gestores do Yosemite parecem ter total controle sobre o que se passa no interior dos mais de 307 mil hectares do parque norte-americano. Segundo o Serviço de Parques Nacionais, em 2019 – antes da pandemia – o Yosemite recebeu 4,58 milhões de turistas, gerando 741 empregos diretos.

Segundo a última pesquisa abrangente, realizada em 2009, 25% dos visitantes do parque norte-americano eram estrangeiros. Aplicado a 2019, esse mesmo percentual equivaleria a cerca de 1,14 milhão de turistas – não só escaladores e montanhistas, mas também campistas, cicloturistas, snowboarders, esquiadores, pescadores e muita gente interessada apenas em contemplar as belezas naturais.

26/09/2023, PVINICIUS VIEGAS - PRESIDENTE DA Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta). Foto: Arquivo pessoal

Presidente da Abeta, Vinicius Viegas diz que tornar o Brasil conhecido por suas unidades de conservação é desafio – Arquivo pessoal

“Há muitas pessoas visitando o Yosemite e outras tantas viajando mundo afora em busca de contato com a natureza e, em muitos casos, para praticar atividades esportivas. Daí o desafio de tornarmos o Brasil conhecido também por suas unidades de conservação. E pelas possibilidades que o país oferece a quem pratica ou quer experimentar uma atividade esportiva com segurança”, comenta o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), Vinicius Viegas.

Além de montanhista, desde 2010, Viegas comanda uma agência de viagens com foco no turismo de aventura e no ecoturismo. Mesmo tendo acompanhado de perto o crescente interesse do público pelas viagens de aventura, ele julga que o potencial brasileiro segue mal explorado. Recentemente, ele e outros diretores da Abeta se reuniram, em Brasília, com representantes de órgãos federais, como a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Entre outras ações, os empresários representados pela entidade pedem que a estratégia de divulgação brasileira no exterior dê mais destaque às unidades de conservação nacionais, estaduais e municipais.

“Acreditamos que isso pode ter um grande alcance. No Brasil, para onde quer que se olhe, há oportunidades para a prática de atividades esportivas junto à natureza. Atividades que podem ser feitas o ano inteiro e que ainda não conseguimos promover da forma como deveríamos”, destaca o presidente da Abeta.

“Certamente, o país está perdendo divisas”, arremata o presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, Márcio Hoepers, ao falar sobre as possibilidades de lugares brasileiros icônicos para as chamadas atividades verticais (que vão além da escalada e do montanhismo, incluindo o rapel, o arvorismo, entre outras práticas), como a Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro; a Serra do Cipó, em Minas Gerais; e o Monte Roraima, nas fronteiras com Venezuela e Guiana.

“O número de brasileiros indo escalar na Europa, Estados Unidos, Peru e Bolívia tem crescido ano após ano, acompanhando o crescimento do interesse pelo esporte em todo o mundo. Já o número de estrangeiros que vêm ao Brasil com este objetivo continua muito pequeno”, comenta Hoepers.

26/09/2023, Presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, Márcio Hoepers. Foto: Arquivo pessoal

Presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, Márcio Hoepers defende mais investimentos para estruturar locais para a prática do turismo de aventura – Arquivo pessoal

“Também  acredito que, com mais divulgação no exterior e mais investimentos públicos e privados para estruturar nossos parques e pontos interessantes para a prática do turismo esportivo, mais escaladores estrangeiros viriam ao Brasil”, defende Hoepers, argumentando que, não à toa, o estado brasileiro mais conhecido no exterior, o Rio de Janeiro, é o local onde mais facilmente se encontram estrangeiros escalando.

“Muitos vêm conhecer a cidade e aproveitam para escalar, seja na capital, seja no interior do estado. Mas, mesmo no Rio de Janeiro, a presença de escaladores estrangeiros ainda é pequena se levarmos em conta o potencial do estado”, pontua o presidente da confederação.

De acordo com o coordenador de Natureza e Segmentos Especiais da Embratur, Leonardo Persi, além de dar continuidade a uma série de ações que já vinham sendo implementadas para estimular a vinda de mais turistas de aventura e praticantes de esportes ao Brasil, a agência responsável por divulgar as atrações turísticas brasileiras no exterior “tem planos para aumentar a captação de clientes”, o que inclui a presença em feiras e eventos esportivos internacionais e parcerias com atletas e formadores de opinião.

“Vamos divulgar os roteiros que já estão consolidados, preparados para serem promovidos internacionalmente. Queremos diversificar a divulgação, não ficando apenas no litoral brasileiro, pois sabemos que o viajante não busca uma experiência estanque. Um surfista não virá conhecer [a praia de] Maresias [em São Sebastião, São Paulo] apenas porque o Medina está lá. Ele quer conhecer a gastronomia, a cultura e outras coisas. E nossa intenção é aperfeiçoar a divulgação de tudo isso, incluindo segmentos como afroturismo, diversidade e povos indígenas”, explica Persi.




Fonte: Agência Brasil

Boas ondas e “experiências” são combo para atrair surfistas ao Brasil


Berço de quatro campeões mundiais de surfe profissional – Gabriel Medina (SP), Adriano de Souza “Mineirinho” (SP), Ítalo Ferreira (RN) e Filipe Toledo (SP) – o Brasil não costuma constar da lista de destinos mais cobiçados por estrangeiros que viajam atrás de ondas perfeitas. Em parte porque não oferece condições para a prática do esporte tão boas quanto as de destinos famosos, como Austrália, Indonésia e Havaí (Estados Unidos). Mas também por não investir o necessário para tentar atrair este público, conforme apontam entrevistados ouvidos pela Agência Brasil sobre o potencial de atração turística dos chamados esportes de aventura.

“Não sou especialista em turismo, mas me parece que há sim um potencial pouco explorado pelo Brasil”, avalia o diretor de Comunicação da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), Ricardo Bocão.

Sócio fundador do canal a cabo Woohoo, dedicado aos esportes de ação, Bocão pega ondas há mais de quatro décadas. Já surfou em ao menos 18 países e tem dezenas de temporadas havaianas em seu currículo. Também participou das primeiras iniciativas para profissionalizar o surfe no Brasil. Mesmo com sua vivência, o carioca não se lembra de já ter visto uma campanha publicitária destinada a convencer surfistas de outras nações a visitarem o Brasil.

“Certamente, nossos surfistas profissionais seriam ótimos garotos-propagandas se os órgãos responsáveis ou uma agência turística soubessem associar a imagem deles a algo como as características do clima, as belezas naturais, a culinária e ao fato de sermos um povo hospitaleiro”, comenta Bocão.

Ele cita Equador, Costa Rica e El Salvador como exemplos de países mais próximos à realidade brasileira e que investem na atração de surfistas que viajam não só atrás de boas ondas, mas também de “experiências”.

26/09/2023, Ricardo Bocão - diretor de Comunicação da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Foto: Arquivo pessoal

Ricardo Bocão pega ondas há mais de 40 anos – Arquivo pessoal

“Não acho que a performance de atletas profissionais seja preponderante para alguém decidir visitar um lugar a fim de praticar um esporte. O que motiva um surfista amador a conhecer a Austrália, por exemplo, são as condições para a prática do esporte, além das belas paisagens, segurança, infraestrutura e facilidade de se deslocar pelo país, e não o fato de não sei quantos campeões mundiais de surfe terem nascido na Austrália. Ainda que isso também possa entrar na conta”, diz Bocão, destacando que, mesmo não oferecendo as melhores e mais constantes ondas do mundo, o Brasil dispõe de atributos para atrair mais surfistas e turistas de aventura.

“Belezas naturais o Brasil tem de sobra. Basta saber ‘empacotar’ o produto e vendê-lo no exterior. Até porque, muitas pessoas não viajam para praticar um só esporte. Elas vêm atrás de um combo que inclui outras modalidades e culturas. Além disso, quantos países podem oferecer a um surfista experiente a oportunidade de domar as extensas e fortes ondas da pororoca, em plena Floresta Amazônica?”, questiona Bocão.

Estrondo

Pioneiro do surfe na pororoca no Brasil, o paranaense Sérgio Laus, de 43 anos, já correu ondas de rios entre troncos de árvores seculares que as forças das águas arrancaram do solo pela raiz. Observado por ribeirinhos que o auxiliaram a desbravar a Amazônia e, eventualmente, por jacarés, búfalos e uma variedade de pássaros, escreveu seu nome no Guinness, estabelecendo o recorde mundial de maior distância (10,1 quilômetros) percorrida surfando uma onda. Marca que ele próprio superou alguns anos depois, ao permanecer de pé sobre a prancha por 36 minutos ininterruptos, totalizando exaustivos 11,8 quilômetros.

26/09/2023, SERGIO LAUS SURFANDO NA POROROCA.  Foto: @pororocatur

 Paranaense Sérgio Laus é Pioneiro do surfe na pororoca no Brasil – @pororocatur

Os dois feitos foram alcançados no Rio Araguari, no Amapá. Lugar distante da costa brasileira e para onde poucos surfistas pensariam em viajar levando suas pranchas. O paranaense também se dedicou a mapear e experimentar os melhores pontos para prática do surfe em pororocas do Maranhão e Pará. E foi, então, conhecer o efeito do encontro das águas de rios com as do oceano em outros países, incluindo a China, onde esteve a convite do governo.

Com sua experiência, passou a ajudar outros surfistas e equipes de TV e documentaristas, inclusive estrangeiras, a desfrutar das melhores condições para a prática da modalidade e para registrarem o exótico surfe florestal.

“‘Unreal’, ‘Unbelievable’, ‘The best trip of my life’, ‘The best ever’… Essas costumam ser as reações deles ao chegar e ver de perto a dimensão do fenômeno e a natureza. Todos ficam alucinados. E não só os gringos. Os brasileiros que têm a oportunidade de ter a experiência completa, surfando e conhecendo a Amazônia, também voltam impactados”, conta Laus.

Tendo testemunhado ondas de rio virarem lanchas; se perdido na selva e sofrido ao menos um acidente grave, Laus alerta que as condições extremas não permitem que pessoas inexperientes se aventurem na pororoca.

“Surfar uma destas ondas é muito complexo e perigoso. É preciso ter domínio da prancha, saber remar. Não dá para colocar um iniciante naquelas condições. Até porque, mesmo quem já tem o preparo necessário precisa de uma estrutura adequada, com profissionais que conheçam a região, saibam navegar e, principalmente, saibam como minimizar os riscos iminentes. Sem isso, a pessoa pode não conseguir surfar. Ou, pior, pode entrar em uma grande roubada e ver seu sonho se tornar um pesadelo em locais de difícil acesso”, pondera Laus, destacando que, entre surfistas experientes, viagens para lugares remotos, com ondas de boa qualidade e, de preferência, solitárias, são comuns.

“Além disso, as possibilidades turísticas vão além do surfe. A pororoca é um fenômeno que pode ser associado ao ecoturismo, ao turismo de observação e que pode, inclusive, proporcionar a oportunidade única de uma pessoa assistir, em segurança, surfistas experientes surfando ondas poderosas, tal como acontece no Havaí, em Nazaré [Portugal] e em outros picos de ondas grandes”, acrescenta o paranaense. Segundo ele, os principais divulgadores do surfe na pororoca são os próprios praticantes da modalidade.

“A promoção de qualquer atividade relacionada ao ecoturismo e ao turismo de aventura precisa ser feita com cuidado para não fomentarmos atividades perigosas ou que possam prejudicar o meio ambiente”, alerta o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (Abeta), Vinicius Viegas.




Fonte: Agência Brasil