Colisão traseira entre carro e motocicleta deixa homem ferido na Rodovia Assis Chateaubriand



Vítima, de 56 anos, foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP), na manhã deste sábado (6). Um acidente entre um carro e uma motocicleta, no km 461,600 da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), deixou um homem ferido, na manhã deste sábado (6), em Presidente Prudente (SP).
A vítima, de 56 anos, foi socorrida com ferimentos leves à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ana Jacinta, conforme a Polícia Militar Rodoviária.
Os veículos trafegavam no trecho próximo a um rancho quando, por motivos a serem esclarecidos, houve a colisão traseira, registrada por volta das 11h15.
Os condutores foram submetidos ao teste do bafômetro e os resultados deram negativo para ingestão de bebida alcoólica.
A Polícia Científica foi acionada para apurar as causas e circunstâncias do acidente.

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Fonte: G1

Marcha da Maconha no Rio defende legalização que inclua favelas


A 21ª edição da Marcha da Maconha, na Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, foi realizada neste sábado (6) com um debate ampliado sobre a legalização do uso recreativo da erva, questionando também o alto preço do canabidiol e propondo reparação às favelas pelas vítimas e prisões decorrentes da repressão ao tráfico de drogas.

O protesto começou a reunir militantes a favor da legalização da maconha por volta das 14h30 no Jardim de Alah, trecho da orla da zona sul em que as praias de Ipanema e Leblon se encontram. O protesto saiu às 16h20 em direção ao Arpoador, na outra ponta da Praia de Ipanema.

Rio de Janeiro (RJ), 06/05/2023 - A Marcha da Maconha 2023, caminhada pela legalização, acontece na orla de Ipanema. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 06/05/2023 – A Marcha da Maconha 2023, caminhada pela legalização, acontece na orla de Ipanema. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma das organizadoras do ato, Flávia Soares contou que a bandeira da manifestação deste ano é uma legalização popular da maconha, que impeça a concentração dos ganhos com o comércio da erva nas mãos de grandes empresas.

Rio de Janeiro (RJ), 06/05/2023 - A Marcha da Maconha 2023, caminhada pela legalização, acontece na orla de Ipanema. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Ao longo de mais de 20 anos, o pleito foi mudando. Começou com uma reivindicação pela descriminalização e legalização para fumar maconha, e foi chegando a questão medicinal, das pessoas que fazem uso terapêutico. E, este ano, a gente está debatendo a questão das empresas, porque a maconha continua ilegal, mas custa R$ 2,5 mil cada 30 mililitros na drogaria”, afirmou ela, referindo-se ao óleo de canabidiol (CBD).

A organizadora do protesto acrescenta que a ampliação do uso terapêutico do canabidiol tem ganhado aceitação pelos benefícios relatados no tratamento de doenças, mas é preciso combater também o estigma sobre o uso recreativo.

“Entendo que isso quebra algumas barreiras morais, porque as pessoas olham e veem que não tem como ser contra. Mas, ao mesmo tempo, é também um refúgio pra uma moralidade questionável. Você troca o nome das coisas e continuam falando que ‘o pessoal só quer fumar’, quando fumar não tem nada demais”.

A Marcha da Maconha começou em Nova York, em 1999, e já chegou a 250 cidades em 70 países pelo mundo, com o objetivo de debater a legalização do consumo e a regulamentação do comércio da erva. No Brasil, as manifestações ocorrem de forma mais sistemática desde 2006.

Marcha das Favelas

Levar esse debate para as favelas do Rio de Janeiro é a proposta de Felipe Gomes, que organizou a Marcha da Favelas, programada para 22 de julho, no Complexo do Alemão. O grupo que prepara o ato na zona norte esteve presente em uma ala da manifestação que ocorreu hoje.

“A marcha vem pra tentar trazer o debate de uma legalização mais popular e que inclui a favela, que é uma das principais vítimas da proibição”, explica o ativista. “Cada vez mais queremos aproximar esses dois elos da sociedade. A galera que é da pista [de fora da favela], e que só faz o discurso, hoje tem a oportunidade de estar colando na gente, conhecendo a nossa diversidade, e estar somando na Marcha das Favelas”.

Felipe Gomes defende que, para além do questionamento à política de segurança pública que reprime a comercialização da maconha, a Marcha das Favelas pede educação e cultura para que a população das comunidades possa participar do debate da legalização da maconha pautando seus interesses. O ativista vê a legalização da maconha como uma possibilidade de geração de renda e autonomia para os moradores das favelas.

“A partir do momento em que se legalize, é preciso que se tenha atenção a todas as vítimas, tantos familiares quanto pessoas que foram mortas, pessoas que estão encarceradas de forma injusta, e que sejam revistas decisões penais tanto para usuários quanto para traficantes”, defende ele. “A gente quer que esse comércio não seja explorado por estrangeiros que comprem um galpão, plantem uma tonelada de maconha e deem um salário meia boca pra gente trabalhar pra eles. A gente busca autonomia, incluindo a favela no mercado de maconha”.

Além da ala das favelas, o ato também contou com uma ala medicinal, com participação pacientes e familiares que fazem uso medicinal da Cannabis associados da Apepi, fundada em 2014 para apoiar ações de pesquisa e divulgação de informações que promovam acesso ao uso medicinal.




Fonte: Agência Brasil

Dias após ser flagrado escalando torre de telefonia, macaco bugio morre atacado por pit bull, em Tupi Paulista


Quando o homem avança com construções, indústrias e fábricas, novas áreas acabam exploradas. “Aqui na região do Pontal do Paranapanema, nós tivemos ao longo de muitos e muitos anos, mais especificamente nos últimos 40 anos, uma enorme exploração com muitos impactos ambientais gravíssimos”, ressaltou Stapait.




Fonte: G1

Destino errado de bateria de carro elétrico põe em risco meio ambiente


Nos últimos dez anos tem crescido de forma significativa a produção no Brasil de carros híbridos ou elétricos. Porém, a falta de logística reversa para baterias de carros elétricos no país pode trazer grandes riscos ambientais, aponta estudo realizado pela Universidade Veiga de Almeida (UVA).

Atualmente, o Brasil registra mais de 100 mil veículos híbridos e elétricos vendidos. O peso total das baterias elétricas que movem esses automóveis gira em torno de 34 mil toneladas, das quais cerca de 30 mil toneladas, pelo menos, são componentes já em final de vida útil, alertou o professor Carlos Eduardo Canejo, coordenador do Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da UVA, e um dos autores do estudo.

A vida útil varia de acordo com o modelo e a tipologia da bateria.

“Ao mesmo tempo em que carros elétricos trazem uma série de benefícios correlatos ao desenvolvimento da pasta ambiental em si, a gente tem também uma redução significativa na liberação de gás de efeito estufa (CO²), em função da substituição dos motores de combustão e uso de gasolina. Só que, por outro lado, a gente tem um problema iminente, que vai demandar a integração público-privada, que é o gerenciamento dessas baterias ao fim da vida útil”, alerta Canejo.

Segundo o professor, em função do número crescente de veículos, proporcionalmente haverá um desafio cada vez maior de fazer o gerenciamento ambientalmente adequado dessas baterias.

Análises indicam que, enquanto uma bateria tradicional de veículo a combustão pesa, em média, 14,4 quilos (kg), uma bateria de veículo elétrico leve típica tem entre 200 e 300 kg, com vida útil entre dez e 15 anos. “No veículo tradicional, a gente utiliza geralmente um módulo e, no veículo elétrico, vamos utilizar uma dezena de módulos de baterias associadas. É exatamente o mesmo modelo de bateria, só que a configuração na organização dessas baterias no interior dos carros é diferenciada”, explica.

Em 2022, embora os veículos elétricos leves tenham garantido apenas 2,5% na participação do mercado nacional, isso correspondeu a praticamente 27% em peso de todas as baterias vendidas em conjunto com os respectivos automóveis.

Rejeitos perigosos

O estudo da UVA estima que caso nada seja feito, até 2030 o país poderá receber toneladas de baterias de veículos elétricos leves inservíveis como rejeitos que apresentam um potencial risco ambiental devido à presença de substâncias tóxicas e com altas probabilidades de explosões e incêndios.

Carlos Canejo disse que a logística reversa desses equipamentos vai demandar políticas regulatórias adequadas. “A gente já tem uma política de logística reversa instituída para baterias automotivas. Mas estamos falando de um modelo de bateria diferente, de uma quantidade muito maior do que se projetava inicialmente e de um diagnóstico para elaborar os fluxos de logística reversa”.

Em função disso, ele avalia que serão necessárias novas estratégias, não só públicas, mas também com engajamento e envolvimento das montadoras de carros, para conseguir avançar no gerenciamento ambientalmente adequado dessas baterias ao longo do tempo. “Cada solução, um novo problema”, disse.

Canejo disse que a base do estudo foi uma tese do mestrando em Ciências do Meio Ambiente da UVA de Dalton Domingues. Para Rodrigues, o Acordo Setorial para Implementação de Sistema de Logística Reversa de Baterias Chumbo Ácido parece ser o sistema já implementado e oficializado que melhor poderia atender a demanda da destinação adequada das baterias de carros elétricos. “A medida adotada possui escalabilidade [recolheu e destinou adequadamente 275.250 toneladas de baterias em 2019] e está presente com pontos de entrega voluntárias em 80% dos municípios brasileiros, ao contrário do sistema de logística reversa de pilhas e baterias, que só atua em 560 municípios”, disse o mestrando.

A não regulamentação impossibilita, na prática, que baterias usadas e inservíveis de veículos elétricos sejam devidamente recicladas e inseridas na economia circular. A principal alternativa tem sido a devolução aos fabricantes ou importadores. Entretanto, há o risco de que o gerenciamento inadequado dessas baterias possa se converter em riscos à saúde humana e ao meio ambiente, alerta o professor.

As informações obtidas no estudo estão sendo consolidadas para integrar um capítulo de livro que será publicado até outubro deste ano e que trata do gerenciamento de resíduos.

Compartilhamento

De acordo com levantamento iniciado em 2012 pela Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a partir de dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as primeiras baterias de veículos elétricos leves registradas no Brasil estão entrando no período de fim de vida útil. Até o momento, não existe uma regulamentação do que fazer especificamente com essas baterias.

A Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil, o posterior Decreto Federal 10.936/2022, que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e o Decreto Federal 11.043/2022, que instituiu o Plano Nacional de Resíduos (Planares), indicam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e a logística reversa dos resíduos sólidos, dentre os quais se incluem as pilhas e baterias usadas e inservíveis.

Segundo dados fornecidos pelo professor Canejo, em países como a Noruega, automóveis elétricos ou híbridos já representam cerca de 40% da frota veicular total, principalmente devido à iniciativa governamental de proibir a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis, até a data limite de 2025. Iniciativa semelhante foi conduzida pela União Europeia e Reino Unido para os prazos finais em 2030 e 2035, respectivamente.




Fonte: Agência Brasil

Espetáculo “A Revolução na Cozinha” é realizado gratuitamente em Presidente Prudente e conta com tradução em Libras


A apresentação é realizada pelo Teatro de la Plaza e conta a história de um atrapalhado chef de restaurante que, depois de arrumar sua cozinha, resolve tirar um cochilo. Enquanto ele dorme, os objetos da cozinha, utensílios e alimentos, começam aos poucos a ganhar vida, falando e se mexendo.




Fonte: G1

Programa Mulheres de Peito prorroga atendimentos de carreta de mamografia no Hospital de Esperança, em Presidente Prudente




O serviço é ofertado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, quando são oferecidas 50 senhas. Já aos sábados, serão disponibilizados 25 exames, das 8h às 12h. Programa Mulheres de Peito prorroga atendimentos, em Presidente Prudente (SP)
Governo do Estado de São Paulo
Os atendimentos gratuitos da carreta de mamografia do Programa Mulheres de Peito foram prorrogados até dia 20 de maio, no Hospital de Esperança, em Presidente Prudente (SP).
O serviço é ofertado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, quando são oferecidas 50 senhas. Já aos sábados, serão disponibilizados 25 exames, das 8h às 12h.
A demanda é espontânea, portanto, não há necessidade de agendamento prévio.
O público alvo são mulheres de 50 a 69 anos. Para ter acesso ao serviço, basta apresentar o documento de Registro Geral (RG) e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). Já para mulheres com menos de 50 ou acima de 70 anos, além dos documentos, é necessário apresentar um pedido médico.
Até o momento, o caminhão já realizou mais de 2 mil atendimentos, conforme a Prefeitura de Presidente Prudente.
O serviço ofertado é uma parceria entre a Sesau e a Secretaria de Estado da Saúde.
O Programa Mulheres de Peito tem o objetivo de incentivar mulheres a realizar o exame para diagnóstico e tratamento precoce do câncer de mama.
Serviço
O Hospital de Esperança fica localizado na Avenida Coronel José Soares Marcondes, 2.380, na Vila Euclides, em Presidente Prudente.

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Fonte: G1

Corpo de homem é encontrado no Rio Paraná, em Paulicéia




Polícia Científica foi acionada para comparecer ao local e, a princípio, a suspeita é de morte por afogamento. Corpo de homem é encontrado no Rio Paraná, em Paulicéia (SP)
Polícia Militar
O corpo de um homem foi encontrado, na manhã deste sábado (6), no Rio Paraná em Paulicéia (SP).
Conforme a Polícia Militar, o homem aparentava ter entre 50 e 60 anos e não possuía sinais de violência.
A PM informou ainda que populares que passavam pelo Porto de Desembarque, que fica no local, avistaram o corpo e acionaram os agentes.
A Polícia Científica foi acionada para comparecer ao local e, a princípio, a suspeita é de morte por afogamento.
Corpo de homem é encontrado no rio Paraná, em Paulicéia (SP)
Polícia Militar

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Fonte: G1

Maior festival de cultura e gastronomia japonesa do Oeste Paulista é realizado em Presidente Prudente


A festividade conta com apresentações culturais, concurso Miss Nikkei Presidente Prudente e Miss Nikkei Mirim, concurso e área de cosplay, área cultural, praça de alimentação da gastronomia oriental com a presença de food trucks, expositores, lojinhas e workshops.




Fonte: G1

MIS celebra carreira de Tina Turner com exposição fotográfica em SP


Em 1988, o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, reuniu um dos seus maiores públicos. Mais de 188 mil pessoas estiveram no local para presenciar o show de uma artista internacional, o que colocou o evento no livro dos recordes. A artista que quebrou essa marca, alcançando o maior público para um show solo foi Anna Mae Bullock, mais conhecida como Tina Turner.

Dona de voz potente e única e ritmo frenético, Tina Turner fez história na música internacional. Com quase 200 milhões de discos vendidos e 12 Grammys, ela é uma das cantoras de maior sucesso de todos os tempos, tendo sido considerada a rainha do rock. Criou um estilo único de se vestir e de se apresentar nos palcos e seu sucesso se estendeu para além da música:  passou a lançar moda e também atuou em diversos filmes, como Mad Max.

O sucesso da cantora sempre foi acompanhado pelas lentes de diversos fotógrafos. E, agora, as imagens produzidas por quatro desses profissionais chegam ao Brasil e estão expostas no Museu da Imagem e do Som (MIS), na Avenida Europa, em São Paulo. A mostra Tina Turner: uma viagem para o futuro fica em cartaz até o dia 9 de julho.

“A Tina Turner é um dos ícones do século 20. Entre o final dos anos 80 e início dos anos 90, com certeza, foi a artista mais famosa e mais relevante do mundo”, disse André Sturm, diretor executivo do MIS-SP.

“Ela é uma mulher negra que, aos 40 anos, se reinventou de uma maneira feminina, sexy, cheia de energia, de suor e de felicidade e com músicas muito potentes. Quem não a conheceu, terá aqui a chance de se empolgar com essa mulher extraordinária. E temos a sorte de ter fotógrafos que foram muito próximos da Tina e que conseguiram captá-la em momentos que a gente não teve. Não são apenas fotos de palco, mas de bastidores também”, acrescentou.

“Essa exposição chega para reverenciar a trajetória de uma mulher potente, forte e exemplo para toda uma geração. E também para trazer esse legado para uma galera que ainda não a conhece”, ressaltou Lia Vissotto, co-realizadora da exposição.

As fotos, que nunca haviam sido expostas no Brasil, foram produzidas por Bob Gruen, Ebet Roberts, Ian Dickson e Lynn Goldsmith. São 120 imagens da rainha do rock, que mostram a cantora  não só nos palcos, mas também em sua difícil vida privada.

São Paulo (SP), 04/05/2023 - Exposição Tina Turner: uma viagem para o futuro, com curadoria de Adriana Couto e ecossistema criativo MOOC, no Museu da Imagem e do Som - MIS. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Tina Turner no MIS, por Rovena Rosa/Agência Brasil

“A exposição da Tina Turner é como uma oportunidade de você estar em um show dela. A maior parte  das imagens foi feita no palco. E o palco é o espaço de criação dela, de liberdade. Foram feitas por fotógrafos do mundo da música e do mundo do rock que a acompanharam por um período muito grande. São fotos que trazem outras perspectivas, outras possibilidades e te deixam muito perto dessa mulher que é um ícone”, afirmou Adriana Couto, uma das curadoras da exposição, em entrevista à Agência Brasil.

A mostra reúne fotografias históricas, conteúdos audiovisuais e instalações apresentando o início da carreira de Tina Turner, desde a década de 60 até o final dos anos 90. Nascida em 1939, no conservador estado do Tennessee, nos Estados Unidos, ela iniciou sua carreira em 1957, sob o nome de Little Ann, ao lado de Ike Turner, com quem foi casada entre 1962 e 1978.

O nome pelo qual ficaria mundialmente conhecida só surgiu em 1960, com o lançamento do single A Fool in Love. Mas somente 24 anos depois, já divorciada de uma relação extremamente abusiva com Ike Turner, é que Tina ganhou o seu primeiro Grammy.

Nichos

A mostra foi organizada em torno de quatro temas principais relacionados à vida de Tina: sua carreira musical, o poder feminino, sua participação no cinema e seu estilo único refletido nos figurinos e penteados emblemáticos.

“As imagens não foram separadas de forma cronológica. Elas foram separadas em nichos. Colocamos no poder feminino esse lugar de ver a Tina como um ser global, como uma mulher que tinha que romper muitas barreiras por ter vivido naquela época. Sendo uma mulher negra, nascida em 1939, ela viveu toda a sua juventude dentro da segregação racial americana. Então, aqui vemos o poder dessa mulher em transformar essas realidades”, disse a curadora.

“Temos também muitas fotos de performances em shows. A carreira dela começou com o Ike Turner. Depois da separação, ela seguiu carreira solo e, nessa carreira, ela alcançou o estrelato, já aos 44 anos. Hoje falamos em etarismo e a Tina Turner conseguiu romper isso sem ter feito a discussão, mas trazendo o tema para os dias atuais. E em relação à violência doméstica, ela conseguiu falar sobre isso em 1981, quando ninguém falava”, explicou Adriana.

São Paulo (SP), 04/05/2023 - Exposição Tina Turner: uma viagem para o futuro, com curadoria de Adriana Couto e ecossistema criativo MOOC, no Museu da Imagem e do Som - MIS. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Tina Turner: uma viagem para o futuro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em um dos espaços produzidos especialmente para a mostra, é possível assistir à apresentação histórica de Tina Turner no Maracanã. “Temos uma tela de led gigante com muitos momentos da Tina em shows para as pessoas se sentirem no palco. E, para finalizar, temos a chance de ver, em uma tela maior, o show que ela fez no Brasil, em 1988, no Rio de Janeiro, que foi recorde de público. É o recorde, ainda hoje, de uma artista solo mulher, com mais de 188 mil pagantes.”

A exposição traz também fotos de bastidores, com Tina ao lado de figuras emblemáticas do mundo musical como David Bowie, Mick Jagger e Keith Richards. Em um outro nicho, são apresentadas fotos de sua vida pessoal. “Tem uma outra possibilidade na exposição que é chegar mais perto da Tina na vida íntima, que é algo muito difícil, porque ela sempre esteve em cima do palco. Aqui na exposição há imagens da Tina fora do palco em momentos da família”, disse Adriana.

Para os visitantes que queiram se sentir um pouco como a cantora, o MIS produziu um espaço onde será possível vestir uma peruca e usar um microfone para imitar a estrela do rock.

“Tina Turner tem algumas marcas que fazem dela quem é. No segundo momento da carreira, nos anos 80, ela deixou de usar o cabelo totalmente solto e comprido, para repicá-lo. Esse é um dos cabelos mais icônicos mundialmente. Ela sempre foi uma mulher que estava no palco dançando e, no início de sua carreira, ela tinha que pensar em suas roupas. Ela desenhava e costurava suas roupas, costurava as perucas, fazia as coreografias, se maquiava. Depois, ela foi tendo mais ajuda, mas você começa a perceber que ela é uma mulher que tomou conta de sua própria imagem. Ela sabe que a imagem é um poder. A partir da imagem que ela projeta, ela pode exalar potência.”

A entrada no MIS é gratuita às terças-feiras. Mais informações sobre a exposição podem ser obtidas no site do evento.




Fonte: Agência Brasil

Após 15 anos, Rio volta a receber exposição individual de Lasar Segall


Depois de 15 anos sem uma individual do artista, o Rio de Janeiro abre, neste sábado (6), a exposição Lasar Segall: Olhares para o Feminino. O evento é realizado 100 anos após a vinda definitiva de Segall para o Brasil. A mostra será inaugurada às 14h, na Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, zona sul da cidade. A entrada é gratuita.

O pintor, escultor e gravurista Lasar Segall nasceu no território da atual Lituânia, em julho de 1889, e morreu em São Paulo, em agosto de 1957.

Segundo a curadora da mostra, a escritora e historiadora da arte Juliana Cunha, dividida em três módulos, a exposição pretende mostrar como Segall lidou com a imagem das mulheres no seu trabalho, sobretudo depois que veio para o Brasil.

No primeiro módulo, o tema é a família. “É onde a exposição nasce”, disse Juliana à Agência Brasil. Ela explicou que Eva Klabin, idealizadora da casa que recebe a mostra, era prima da esposa de Segall, Jenny. Faz parte desse módulo um desenho de Eva Klabin aos 4 anos, feito a partir de uma fotografia, que marca o encontro do artista, em Berlim, Alemanha, com a colecionadora de arte. As outras duas obras, Maternidade e Mãe e Filhos, retratam a mulher do artista, Jenny Klabin, acompanhada dos filhos.

Cotidiano

Rio de Janeiro (RJ) - Exposição de Lasar Segall. - Lucy na Rede (1940). Óleo sobre tela-Museu Lasar Segall. Foto: Vicente de Mello

Obra Lucy na Rede, de Lasar Segall, retrata Lucy Citti Ferreira, aluna e modelo do artista – Vicente de Mello/Divulgação

O segundo nicho, chamado Mulheres do Cotidiano, traz três trabalhos onde Segall retratou mulheres negras que encontrou no Brasil. A obra Mãe Negra entre Casas evoca novamente a maternidade, desta vez representada por uma mulher da periferia. O módulo apresenta ainda Retrato Feminino, que mostra o rosto de uma mulher negra, e Favela I, em que aparecem moradias populares ocupadas e uma mulher no centro da imagem. No mesmo módulo, a xilogravura Casal do Mangue aborda o tema da prostituição nesta área do Rio. “O módulo traz muito do Brasil e da atenção que Lasar Segall dedicou às mulheres e aos homens negros depois que se mudou para cá”, disse Juliana.

O terceiro módulo, Lucy Citti Ferreira, traz três trabalhos que são expostos juntos pela primeira vez. Neles, Segall trabalha o retrato de sua aluna e modelo Lucy. Este é um tema importante na obra de Segall, destacou a curadora. “Os retratos trazem Lucy em situação de delicadeza, pela qual o artista se admirou, mas também traz as mãos grandes dela, enquanto pintora, o olhar atento, uma figura muito interessante, porque não era só musa, mas também uma produtora de arte.”

Além desses trabalhos, são expostas duas esculturas, uma das quais retoma o tema da maternidade, enquanto a outra apresenta duas mulheres unidas no mesmo bloco, como duas amigas. “Nessa escultura, o artista traz as mulheres como parceiras, unidas, que compartilham ideias, histórias e forças. É uma escultura muito importante para a exposição.”

Documentário

O público poderá assistir ainda, no auditório anexo à área de exposição, o documentário Lasar Segall – A Poética da Resistência, de Rozane Braga e Adriana Miranda, cedido para a mostra pela FBL Criação e Produção. O curta-metragem é o primeiro episódio da série Artistas Plásticos Brasileiros e conta a história de Lasar Segall, desde o nascimento até a morte, com foco na produção do artista ao longo da vida. O pintor é representado pelo ator Mateus Solano.

A mostra ficará aberta à visitação até o dia 9 de julho, de quarta-feira a domingo, das 14h às 18h.




Fonte: Agência Brasil