TV Brasil apresenta entrevistas e filmes sobre lutas trabalhistas


Em comemoração ao Dia do Trabalhador, a TV Brasil exibe o especial Passado Presente – Resistência Sindical com entrevistas sobre a causa trabalhista e uma sessão de filmes temáticos, a partir desta segunda (1º), às 22h. A faixa fica em cartaz de segunda a sábado, entre os dias 1º e 6 de maio. A emissora pública apresenta seis clássicos do cinema nacional na programação dedicada ao assunto.

Em cada edição, o jornalista Armando Rollemberg recebe um convidado para relembrar movimentos e momentos marcantes que culminaram em avanços nos diretos trabalhistas no Brasil. Ainda destaca o cenário atual e traça o panorama dos caminhos para um futuro com mais garantias e direitos.

A série traz importantes nomes do cenário político do país que atuaram diretamente em lutas e conquistas para a classe trabalhadora. Grandes produções da sétima arte brasileira associadas às questões em pauta entram no ar logo após a conversa, às 22h30, para ilustrar a abordagem do tema.

A relação de obras e de convidados é Chão de Fábrica – A História do Novo Sindicalismo e Jair Meneghelli, na segunda; Braços Cruzados, Máquinas Paradas e Djalma Bom, na terça (2); Os Homens da Fábrica e Jorge Bittar, na quarta (3); Peões e Olívio Dutra, na quinta (4); Expedito – Em Busca de Outros Nortes e Avelino Ganzer, na sexta (5); e Eles não Usam Black-tie e Clara Ant,no sábado (6).

Os seis filmes selecionados para a sessão especial Passado Presente – Resistência Sindical podem ser conferidos no app TV Brasil Play. O público ainda assiste quando preferir o conteúdo das entrevistas exclusivas que também ficam disponíveis na plataforma. A iniciativa é uma parceria entre a TV Brasil e a TVT.

Passado Presente – Resistência Sindical

Segunda (1º): Chão de Fábrica – A História do Novo Sindicalismo, com Jair Meneghelli

O primeiro entrevistado é o político e sindicalista Jair Meneghelli. O filme de estreia da faixa é Chão de Fábrica – A História do Novo Sindicalismo (2018), de Renato Tapajós. O documentário inédito tem duração de 90 minutos e é adaptado de uma série televisiva homônima.

A produção conta a história da luta dos trabalhadores brasileiros desde 1978 até os dias atuais, com foco no movimento sindical, naquilo que ficou conhecido como o Novo Sindicalismo. O longa realiza um voo sobre a história do país, observando as políticas econômicas dos diferentes governos do período de forma crítica, clara e bem humorada, relacionando-as com a luta sindical.

Terça (2): Braços Cruzados, Máquinas Paradas, com Djalma Bom

A segunda entrevista tem como convidado o sindicalista e político Djalma Bom. O filme Braços Cruzados, Máquinas Paradas (1979), de Roberto Gervitz e Sérgio Toledo, tem exibição na sequência da programação.

O documentário acompanha as eleições do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo. Nesse processo, mostra os problemas estruturais do movimento sindical sob forte tutela estatal e a resposta dos trabalhadores no chamado Novo Sindicalismo.

Quarta (3): Os Homens da Fábrica, com Jorge Bittar

No terceiro dia da sessão temática, Armando Rollemberg recebe o engenheiro e político Jorge Bittar. Na sequência da conversa, a TV Brasil apresenta o filme Os Homens da Fábrica (1987), produção dirigida por Luiz Arnaldo Campos. A obra tem narração do ator Nelson Xavier.

A película destaca os operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, a mais importante usina siderúrgica do Brasil, que foi palco de memoráveis lutas sindicais e políticas, passando por golpes militares, greves e até mesmo invasões do exército.

Quinta (4): Peões, com Olívio Dutra

O entrevistado da faixa Passado Presente – Resistência Sindical é o político Olívio Dutra. A atração cinematográfica da noite é o clássico documentário Peões (2004), obra do saudoso cineasta Eduardo Coutinho.

O premiado filme resgata a história de alguns personagens da greve dos metalúrgicos do ABC Paulista no início dos anos 1980. A produção apresenta o depoimento de diversos anônimos que se mobilizaram em prol da classe operária.

Sexta (5): Expedito – Em Busca de Outros Nortes, com Avelino Ganzer

O sindicalista Avelino Ganzer é o convidado da TV Brasil para a conversa no programa na data em que a emissora exibe o filme Expedito – Em Busca de Outros Nortes (2006), documentário assinado por Aída Marques e Beto Novaes.

A produção aborda a vida de um migrante sem terra, Expedito Ribeiro de Souza. O filme ajuda a compreender o processo de ocupação da Amazônia brasileira na ditadura militar e os problemas de concentração de terra e violência no campo.

O personagem principal é um lavrador mineiro, poeta cordelista que empreende uma série de deslocamentos e passa a viver em Rio Maria, no sul do Pará. Na película, alguns dos poemas de Expedito são declamados pelo cantor Chico Buarque.

Sábado (6): Eles não Usam Black-tie, com Avelino Ganzer

A sessão Passado Presente – Resistência Sindical tem a presença da arquiteta e política Clara Ant. O filme exibido após a entrevista com a convidada é o clássico brasileiro Eles não Usam Black-tie, de Leon Hirszman.

Com grande elenco, o drama é uma adaptação da peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri. A película apresenta as disputas ideológicas numa família de operários que lutam por melhores condições de trabalho, em plena ditadura militar.

O longa acompanha os desdobramentos de um movimento grevista em uma empresa. Um operário preocupado com sua namorada grávida decide se casar. Para não perder o emprego, ele resolve furar a greve liderada por seu pai. O fato provoca um conflito familiar que se estende às assembleias e piquetes.

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Serviço

Especial Passado Presente – Resistência Sindical – segunda a sábado, dias 1º a 6/5, às 22h na TV Brasil

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Fonte: Agência Brasil

Fuga de cérebros, a diáspora de cientistas brasileiros


O Brasil pode ter perdido cerca de 6,7 mil cientistas nos últimos anos, que foram continuar suas pesquisas no exterior, segundo estimativas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, veiculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Falta de investimentos, bolsas de pesquisa congeladas por 9 anos, corte de verba para manutenção de equipamentos. Os motivos são vários e complexos, mas tem causado a diáspora acadêmica ou a chamada fuga de cérebros do país. Este é o tema do próximo episódio do Caminhos da Reportagem.

Uma das brasileiras que se destaca no cenário internacional é Duília de Mello, astrônoma e astrofísica. Em 1997, ela foi para os Estados Unidos, trabalhar no projeto do telescópio Hubble e nunca mais voltou. Hoje, é vice-reitora da Universidade Católica de Washington DC e colaboradora da Nasa. Saiu do Brasil após um corte nas bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Quando eu saí, eu não sabia que seria definitivo, achei que voltaria, como os meus colegas da minha geração que são astrônomos e estão no Brasil.”

Brasília (DF) -- Fuga de cérebros, a diáspora de cientistas brasileiros - Caminhos da Reportagem aborda o problema dos pesquisadores que saem do Brasil e acabam se fixando no exterior, onde encontram mais estrutura para trabalhar. Foto: TV

Ricardo Galvão Foto: país forma mais cientistas do que consegue empregar. Divulgação/TV Brasil

A astrônoma tinha terminado de concluir um doutorado aqui – foram anos de investimento do país na carreira dela e agora seu conhecimento é usado lá fora. Isso não é uma raridade.

Segundo o presidente do CNPq, Ricardo Galvão, o país forma muito mais cientistas do que consegue empregar hoje. “Nós estamos hoje em dia formando 24 mil doutores por ano, mas as ofertas de emprego, concursos públicos, etc, não chegam a mil.”

Nos últimos anos, a falta de investimentos em ciência e tecnologia no país foi drástica. Cortes no custeio de universidades federais, que mal tinham verba para pagar água e energia. No orçamento destinado para pesquisas científicas, entre 2014 e 2022 houve uma redução de 60%. As bolsas de mestrado e doutorado ficaram sem reajuste por 9 anos, registrando perdas de 66,6% quando o valor é corrigido pela inflação.

Retomada

Para 2023, as perspectivas são melhores. No início do ano, o governo federal anunciou a retomada de investimentos, com aumento de 44% dos recursos para o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Se não fosse isso, a presidente da Capes, Mercedes Bustamante, avalia que a instituição só teria orçamento para chegar até setembro.

Brasília (DF) -- Fuga de cérebros, a diáspora de cientistas brasileiros - Caminhos da Reportagem aborda o problema dos pesquisadores que saem do Brasil e acabam se fixando no exterior, onde encontram mais estrutura para trabalhar. Foto: TV

Presidente da Capes, Mercedes Bustamante – Divulgação/TV Brasil

Além das bolsas de estudo, é preciso focar também em outras áreas para que as pesquisas sejam retomadas. “É preciso colocar mais recursos para a recomposição do nosso parque tecnológico e laboratórios, é preciso fazer investimentos na manutenção das atividades de pesquisa, na compra e recuperação de equipamentos. Então é ter profissionais bem remunerados e condições adequadas de trabalho”, afirma Bustamante.

“É preciso colocar mais recursos para a recomposição do nosso parque tecnológico e laboratórios.”

Para Renato Janine Ribeiro, que hoje preside a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), é preciso também definir no que podemos ser os melhores.

Brasília (DF) -- Fuga de cérebros, a diáspora de cientistas brasileiros - Caminhos da Reportagem aborda o problema dos pesquisadores que saem do Brasil e acabam se fixando no exterior, onde encontram mais estrutura para trabalhar. Foto: TV

Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC – Divulgação/TV Brasil

“Quais são as pesquisas científicas, as áreas em que podemos ser líderes? Não podemos ser em todas. É preciso escolher alguns setores que queremos ser protagonistas”, conclui.

O episódio Fuga de cérebros, a diáspora de cientistas brasileiros, do Caminhos da Reportagem, vai ao ar neste domingo (30), às 22h na TV Brasil.




Fonte: Agência Brasil

Motorista foge sem prestar socorro após atropelar homem na madrugada deste domingo, no Centro de Dracena



Pessoas que estavam no local do acidente disseram à polícia que o veículo era um Ford Ecosport, de cor prata, conduzido por uma mulher. Um homem, de 44 anos, foi atropelado na madrugada deste domingo (30), na Rua Duque de Caxias, no Centro de Dracena (SP).
De acordo com a Polícia Militar, a vítima encontrava-se caída no asfalto e reclamava de dor, aparentando fratura na perna direita.
Algumas pessoas que estavam no local do acidente, ao serem questionadas, informaram que o homem foi atropelado por um veículo Ford Ecosport, de cor prata e conduzido por uma mulher, que fugiu do local.
Ninguém conseguiu ver a placa do veículo ou a identidade do motorista para testemunhar.
Em imóveis próximos existem câmeras de vigilância que podem auxiliar na identificação do motorista, segundo os policiais.
A vítima foi socorrida pela unidade de resgate até o Pronto Socorro local.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Indicado por trocar produtos por drogas, homem é preso pelos crimes de tráfico e receptação, em Osvaldo Cruz




Com o suspeito foram apreendidos 35 pedras de crack, seis torneiras, R$ 952 e um aparelho celular. Homem é preso por tráfico de drogas e receptação em Osvaldo Cruz (SP) neste sábado (29)
Polícia Militar
A Polícia prendeu neste sábado (29) um homem, de 59 anos, por tráfico de drogas e receptação em Osvaldo Cruz (SP).
Segundo os policiais militares, um suspeito, confessou na sexta-feira (28), que cometeu furto a residências, e que havia trocado os produtos por drogas com uma outra pessoa.
Por meio de buscas, os agentes encontraram o homem na Rua Alécio Romano, quando o avistaram arremessando algo no chão.
Na tentativa de correr para o interior da residência, o indiciado foi contido e, mesmo resistindo a abordagem, foi submetido a busca pessoal.
Com ele nada de ilícito foi encontrado, contudo, em seu bolso, havia R$ 952 e um aparelho celular.
Ao ser questionado, confessou que teria arremessado entorpecentes, 35 pedras de crack, e que fazia troca por produtos para revender em ferro velho.
Homem é preso por tráfico de drogas e receptação em Osvaldo Cruz (SP) neste sábado (29)
Polícia Militar
Ainda de acordo com o Boletim de Ocorrência, o suspeito confessou também que, na sexta-feira, um homem teria trazido torneiras para trocar por drogas, indicando onde os referidos produtos estavam.
A vítima que teve as torneiras furtadas reconheceu os produtos.
O homem foi preso pelos crimes de tráfico de drogas e receptação, permanecendo à disposição da Justiça.

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Fonte: G1

Após xingar, agredir com socos e ameaçar de morte a mulher, marido é preso em flagrante em Presidente Prudente




Além de descumprimento de medida protetiva, suspeito responde pelos crimes de violência doméstica, injúria, ameaça e lesão corporal. Homem é preso por violência doméstica no Jardim Marisa, em Presidente Prudente
Arquivo/G1
Um homem, de 45 anos, foi preso em flagrante neste sábado (29) após xingar, agredir com socos e ameaçar de morte a própria mulher, de 29 anos, no Jardim Marisa, em Presidente Prudente (SP).
A Polícia Militar foi acionada para averiguar um desentendimento familiar. Na residência, os filhos do casal, crianças, relataram aos agentes que o pai tinha agredido a mãe e estavam assustados.
A vítima relatou que o marido costuma beber e, quando embriagado, fica agressivo. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o homem chegou em casa bêbado neste sábado e agrediu a esposa, além de proferir ameaças.
O suspeito negou as acusações.
Segundo a polícia, foi feito o uso de algemas durante a prisão e na Delegacia da Polícia Civil, para a segurança de todos e evitar eventual fuga.
Interrogado, o homem ficou calado.
A vítima solicitou que a medida protetiva de afastamento por parte do indiciado fosse mantida, além de manifestar o desejo da prisão e processo do marido.
Após analisar os fatos, como os antecedentes do casal, laudo médico e versão da vítima, o delegado decretou a prisão em flagrante do suspeito, que está à disposição da justiça.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Creches de três comunidades receberão recursos da Loterj


A Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) lançou edital de chamamento público para destinar R$ 2,520 milhões para projetos de educação infantil desenvolvidos em creches na Vila do João, no Complexo da Maré; no Jardim Batan, em Realengo; e na Cidade de Deus, na zona oeste da capital.

A partir da publicação do edital no Diário Oficial do estado, as instituições que desejarem participar do Programa Subvenções Sociais da lotérica estadual têm 30 dias para apresentar seus projetos, informou o presidente do órgão, Hazenclever Lopes Cançado.

As inscrições estão abertas. Uma comissão técnica avaliará os projetos e escolherá o melhor para cada comunidade. Cada projeto contará com recursos para custeio no total de R$ 840 mil, nos próximos 12 meses.

O edital pode ser acessado no site da Loterj e no Portal do Sistema de Convênios do Estado do Rio de Janeiro (Converj).

Normas

Hazenclever Cançado esclareceu que para se inscrever é preciso, em primeiro lugar, que a instituição esteja cadastrada no Converj e comprove sua regularidade fiscal, tributária e trabalhista. “Da parte da administração, deve estar legalmente constituída, com registro de foma legal, transparente, e não estar negativada em nenhum órgão federal ou estadual”.

Como se trata de projetos na área da educação, Cançado disse que as instituições candidatas têm que mostrar o que pretendem fazer, quais os serviços que vão prestar, quantas crianças pretendem atender, trabalho pedagógico, psicossocial, se vão ter assistência médica ou odontológica. “Enfim, todos os trabalhos que ela comportar no seu projeto”. A instituição deve comprovar que tem experiência nessa área de educação infantil de creche.

O presidente da Loterj espera que a avaliação dos projetos ocorra em poucos dias, a depender da quantidade de projetos que forem apresentados. Ele acredita que em maio as instituições aprovadas serão conhecidas. Ele disse que não há impedimento para que uma mesma instituição ganhe o projeto para as três comunidades.

O desembolso dos recursos obedecerá ao plano de trabalho que a instituição vai apresentar. O primeiro pagamento será feito poucos dias depois da assinatura do convênio. “O desembolso será gradual. Como é um projeto anual de custeio, os recursos serão desembolsados em 12 parcelas de valores iguais”.

Projetos sociais

Do lucro líquido da Loterj, 70% são aplicados em projetos sociais nas áreas de educação, saúde, esporte e cultura. Os recursos são provenientes da venda dos produtos da lotérica Raspa Rio e Rio de Prêmios. “Cada vez que alguém aposta em um bilhete da Loterj, está também contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária”, disse o presidente da Loterj.

A Loterj investiu R$ 67,5 milhões em projetos sociais entre 2015 e 2022. Para o primeiro trimestre de 2023, está garantida a dotação de R$ 4,5 milhões para projetos sociais, incluindo o edital das creches.

Nos últimos anos, a Loterj tem aplicado suas subvenções sociais em projetos de assistência escolar e hospitalar, assistência a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, pessoas com deficiências físicas e mulheres vítimas de violência doméstica.

Hazenclever Cançado adiantou que a Loterj lançará novos produtos este ano, incluindo apostas online, o que aumentará ainda mais sua capacidade de investimentos sociais.




Fonte: Agência Brasil

Ministérios pedem apuração de crimes em retirada de mulher de voo


Os ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Cidadania enviaram solicitações ao Ministério Público Federal e para a Polícia Federal no sentido de que sejam apurados os crimes que podem ter sido cometidos na retirada de uma passageira de um voo na madrugada de sábado (29), em Salvador (BA). Em vídeos divulgados nas redes sociais, policiais federais retiram a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Samantha Vitena, uma mulher negra, de um avião da Gol durante uma discussão a respeito do despacho de uma mala.

Racismo

Os ministérios afirmam que receberam com “indignação” as notícias da situação ocorrida no voo que tinha como destino o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. “Notificamos a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para adoção de todas as medidas cabíveis no sentido de prevenir, coibir e colaborar com a apuração de casos de racismo praticados por agentes de empresas aéreas, aprimorando seus mecanismos de fiscalização”, diz publicação das pastas divulgada no Twitter.

No vídeo, um dos policiais argumenta que a decisão foi tomada por determinação do comandante da aeronave. Também é possível ver o apoio que Samantha teve de outros passageiros. Em sua página no Instagram, a jornalista Elaine Hazin, que estava no mesmo avião que levava Samantha, classifica o episódio como “um caso extremamente violento de racismo”. Segundo ela, os passageiros embarcaram no voo 1575 da Gol Linhas Aéreas com uma hora de atraso e a mulher não conseguia lugar para guardar a mochila, que continha um laptop.

“Conseguimos um lugar para a mochila de Samantha e, nem mesmo assim, o voo decolaria. Mais uma hora de atraso, nenhuma satisfação da companhia área, gente passando mal no avião e eis que três homens da Polícia Federal entram de forma extremamente truculenta no avião para levar a ‘ameaça’ do voo – a Samantha. Ela se defende, mas não reage. Alguns pedem para ela não ir (na maioria mulheres),” disse Elaine.

“Esta história não termina aqui, queremos justiça e respeito para todos, queremos que a Gol, este comandante e a tripulação paguem por este crime e os policiais também respondam por tamanha violência”, concluiu a jornalista no post.

Nota da Gol

Em nota, a Gol Linhas Aéreas informou que, durante o embarque do voo 1575 com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, havia muitas bagagens a serem acomodadas a bordo. “Muito clientes colaboraram despachando volumes gratuitamente. Mesmo com todas as alternativas apresentadas pela tripulação, uma cliente não aceitou a colocação da sua bagagem nos locais corretos e seguros destinados às malas e, por medida de segurança operacional, não pôde seguir no voo”, argumentou a empresa.

“Lamentamos os transtornos causados aos clientes, mas reforçamos que, por medidas de segurança, nosso valor número 1, as acomodações das bagagens devem seguir as regras e procedimentos estabelecidos, sem exceções. A companhia ressalta ainda que busca continuamente formas de evitar o ocorrido e oferecer a melhor experiência a quem escolhe voar com a Gol e segue apurando cuidadosamente os detalhes do caso.”

Polícia Federal

A superintendência da Polícia Federal na Bahia informou que instaurou, neste domingo (30), inquérito policial para apurar crimes de preconceito racial na retirada “compulsória” da passageira do voo Gol 1575. Segundo a corporação, a investigação permanece em sigilo até a conclusão.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato como o Ministério Público Federal, na Bahia, e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e aguarda resposta sobre o posicionamento a respeito do caso.




Fonte: Agência Brasil

Ministérios pedem apuração de possíveis crimes em remoção de mulher


Os ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Cidadania enviaram solicitações ao Ministério Público Federal e para a Polícia Federal no sentido de que sejam apurados os crimes que podem ter sido cometidos na retirada de uma passageira de um voo na madrugada de sábado (29), em Salvador (BA). Em vídeos divulgados nas redes sociais, policiais federais retiram a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Samantha Vitena, uma mulher negra, de um avião da Gol durante uma discussão a respeito do despacho de uma mala.

Racismo

Os ministérios afirmam que receberam com “indignação” as notícias da situação ocorrida no voo que tinha como destino o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. “Notificamos a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para adoção de todas as medidas cabíveis no sentido de prevenir, coibir e colaborar com a apuração de casos de racismo praticados por agentes de empresas aéreas, aprimorando seus mecanismos de fiscalização”, diz publicação das pastas divulgada no Twitter.

No vídeo, um dos policiais argumenta que a decisão foi tomada por determinação do comandante da aeronave. No vídeo, também é possível ver o apoio que Samantha teve de outros passageiros. Em sua página no Instagram, a jornalista Elaine Hazin, que estava no mesmo avião que levava Samantha, classifica o episódio como “um caso extremamente violento de racismo”. Segundo ela, os passageiros embarcaram no voo 1575 da Gol Linhas Aéreas com uma hora de atraso e a mulher não conseguia lugar para guardar a mochila, que continha um laptop.

“Conseguimos um lugar para a mochila de Samantha e, nem mesmo assim, o voo decolaria. Mais uma hora de atraso, nenhuma satisfação da companhia área, gente passando mal no avião e eis que três homens da Polícia Federal entram de forma extremamente truculenta no avião para levar a ‘ameaça’ do voo – a Samantha. Ela se defende, mas não reage. Alguns pedem pra ela não ir (na maioria mulheres),” disse Elaine.

“Esta história não termina aqui, queremos justiça e respeito para todos, queremos que a Gol, este comandante e a tripulação paguem por este crime e os policiais também respondam por tamanha violência”, concluiu a jornalista no post.]

Nota da Gol

Em nota, a Gol Linhas Aéreas informou que, durante o embarque do voo 1575 com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, havia muitas bagagens a serem acomodadas a bordo. “Muito clientes colaboraram despachando volumes gratuitamente. Mesmo com todas as alternativas apresentadas pela tripulação, uma cliente não aceitou a colocação da sua bagagem nos locais corretos e seguros destinados às malas e, por medida de segurança operacional, não pôde seguir no voo”, argumentou a empresa.

“Lamentamos os transtornos causados aos clientes, mas reforçamos que, por medidas de segurança, nosso valor número 1, as acomodações das bagagens devem seguir as regras e procedimentos estabelecidos, sem exceções. A companhia ressalta ainda que busca continuamente formas de evitar o ocorrido e oferecer a melhor experiência a quem escolhe voar com a Gol e segue apurando cuidadosamente os detalhes do caso.”

Polícia Federal

A superintendência da Polícia Federal na Bahia informou que instaurou, neste domingo (30), inquérito policial para apurar crimes de preconceito racial na retirada “compulsória” da passageira do voo  Gol 1575. Segundo a corporação, a investigação permanece em sigilo até a conclusão.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato como o Ministério Público Federal, na Bahia, e com a Anac, e aguarda resposta sobre o posicionamento a respeito do caso.




Fonte: Agência Brasil

Trabalho rural: mudanças climáticas “expulsam” jovens do campo


Quando o caju começa a brotar na área rural de Camocim (CE), não é apenas o cheiro da fruta que se espalha. Vem junto o gostinho que vai ter colheita e mais recursos para o assentamento “PA Torta”, onde mora a trabalhadora rural Olivia Serafim, de 28 anos.

O caju é o que dá sabor de esperança para as 90 pessoas que moram ali. “O problema é que os mais jovens estão indo embora. A agricultura se tornou uma atividade difícil. Não chove como antes e não rende mais o que é necessário. Por isso, os mais jovens vão construir suas famílias em outros lugares. Ficam só os mais velhos”, lamenta.

Brasília (DF) 29/04/2023 - Olivia Serafim posa para fotografia para Agência Brasil durante o 4º Festival Nacional da Juventude Rural, com o objetivo de fazer um debate político sobre o desmonte das políticas públicas da juventude, da agricultura familiar.
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Olivia Serafim vive em assentamento na cidade de Camocim (CE). Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Na última semana, Olívia foi uma das mais de 5 mil trabalhadoras que participaram do 4º Festival da Juventude Rural, em Brasília. No evento, no pavilhão do Parque da Cidade, discutiram demandas, reivindicações e trocas de experiências para pensar alternativas para fixar os mais novos no campo.

Olívia recorda, por exemplo, que os colegas de escola foram partindo para outros lugares. “Ao invés de plantar o arroz, o feijão, o caju, terminam o ensino médio e vão tentar trabalhar no comércio de cidades maiores. Não fui embora porque meu pai me convenceu sobre a luta social”. Hoje, ela tenta influenciar outras pessoas da faixa etária a trabalhar no campo. Dos 24 jovens da sua comunidade, ficaram somente cinco.

Nesse período “invernoso”, Olívia explica que vai crescer o caju rosado. “A festa no assentamento, a colheita e o cultivo nos dão renda para sobreviver. A castanha é muito simbólica, principalmente pra juventude, porque é o que dá o dinheirinho para comprar as nossas coisas”. Mas a produção caiu. A estiagem assusta tanto quanto os temporais. “A gente já entendeu que isso é mudança climática”.

Condições

A agricultora familiar Vânia Marques, secretária de políticas agrícolas da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), entende que faltam políticas públicas. “A falta de acesso a melhores condições faz com que os jovens saiam do campo. Na nossa avaliação, os jovens devem ser estimulados a permanecer”.

Um caminho, no entender da secretária da Contag, seria a garantia do acesso à terra, mais créditos para plantar e colher, assistência técnica e extensão rural. “Para poder elaborar esses projetos e desenvolver o trabalho no campo, assistência técnica e tecnologias são fundamentais para acessar os mercados e escoar a produção”. Ela avalia a necessidade que a educação chegue ao campo a fim de que as pessoas não percam o vínculo com a terra e com a própria comunidade. “O estímulo das cooperativas pode ajudar a permanência dos jovens no campo”.

Engajamento

Uma fatia de melancia vermelhinha, sem agrotóxico, tem gosto especial de infância para a trabalhadora rural Roseli Silva, hoje com 25 anos, moradora da cidade de Joca Marques, no sertão piauiense, a 250 km de Teresina.

Brasília (DF) 29/04/2023 - Roseli Silva posa para fotografia para Agência Brasil durante o 4º Festival Nacional da Juventude Rural, com o objetivo de fazer um debate político sobre o desmonte das políticas públicas da juventude, da agricultura familiar.
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Brasília (DF) 29/04/2023 – Roseli Silva no 4º Festival Nacional da Juventude Rural. Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Na vida adulta, porém, tudo ficou mais complicado. A melancia sumiu da cidade. A família dela, que sobrevive da produção do arroz e do milho, tem visto o cultivo com menos vigor. Tudo em volta está diferente. E isso a estimulou a virar secretária da Juventude no sindicato rural da cidade.

Na caatinga, o cenário seco acompanha os olhos de Roseli que, ao mesmo tempo que luta pela agricultura, faz um curso semipresencial de técnico de enfermagem em Luzilândia para ter outras opções de serviços.

Para participar do evento em Brasília, viajou quase dois dias, e veio dormir em colchões no pavilhão. Não se incomoda. “É importante para a gente estar aqui e trocar experiências”. Nas cercanias do grupo de visitantes do Piauí, estavam os maranhenses.

Brasília (DF) 29/04/2023 -  Elias Novaes (e) e Daniel Silva Sousa (d) posam para fotografia para Agência Brasil durante o 4º Festival Nacional da Juventude Rural, com o objetivo de fazer um debate político sobre o desmonte das políticas públicas da juventude, da agricultura familiar.
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Brasília (DF) 29/04/2023 – Elias Novaes (e) e Daniel Silva Sousa (d) trabalham com gado no Maranhão. Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Entre eles, os colegas Daniel Silva, de 19 anos, e Elias Novaes, de 20, são de Feira Nova do Maranhão, a 800 km de São Luís. Eles são criadores de gado e também acostumados a trabalhar do nascer do sol ao poente. “A falta de chuvas deixou tudo mudado. Ração para os animais, vacinas, o arame… tudo fica caro no campo”, diz Elias.

Para tentar não sair do trabalho rural, a dupla de amigos resolveu apostar no ensino superior em cursos semipresenciais na cidade de Balsas, a 120 km dos sítios em que trabalham. Elias foi fazer curso de enfermagem. Daniel, de agronomia. “Muitos de nossos amigos foram embora sem perspectivas”.

Do outro lado do pavilhão, Naiara Lima, de 26 anos, veio de Dormentes, no sertão pernambucano. Ela e o marido trabalham com caprinos. Naiara diz que, apesar das estiagens prolongadas e dos temporais extremos dos últimos anos, nada faz que eles saiam do campo.

Brasília (DF) 29/04/2023 - Naiara Lima Barbosa posa para fotografia para Agência Brasil durante o 4º Festival Nacional da Juventude Rural, com o objetivo de fazer um debate político sobre o desmonte das políticas públicas da juventude, da agricultura familiar.
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

A pernambucana Naiara Barbosa diz que não pretende sair do campo. Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

“A colheita para dar de comer ao animal está em baixa, mas a gente resiste”. A resistência tem a ver com a vida que o casal quer para os filhos. “Tranquilidade total no nosso lugar. As crianças vivem soltas por lá, brincando com os bichos, subindo nas porteiras. Cabe a gente a lutar para que tudo fique melhor”, diz.

Há soluções?

A luta passa pela necessidade de convivência com os efeitos das mudanças climáticas, conforme avalia a pesquisadora e climatóloga Francis Lacerda. Ela explica que o ciclo hidrológico está alterado devido ao aquecimento global. “Os trabalhadores rurais constatam, de forma nítida, a mudança das estações. A chuva se apresenta diferente do que era antes. Eu também sou filha e neta de agricultores nordestinos, e temos visto essas mudanças diante de nós”.

Professora da área de agroecologia, Francis Lacerda avalia que os efeitos das mudanças climáticas são estudados desde o final do século passado. “No final da década de 1990, a gente começou a observar essas alterações no ciclo hidrológico na forma como as precipitações iam ocorrendo principalmente no semiárido”.

O semiárido nordestino é uma das regiões mais vulneráveis a essas alterações, tanto do ponto de vista do clima como socialmente, destaca a pesquisadora. Ela acrescenta que, apesar dos agricultores constatarem essas mudanças como “seca”, ocorre que as chuvas continuam acontecendo, mas em períodos menores.

Com a devastação das matas originárias, o solo aproveita pouco das chuvas fortes em tempos reduzidos, nesse clássico cenário de eventos extremos, com revezamentos de secas e temporais. “O jovem não quer mais ficar no campo porque hoje, além de inúmeras questões de políticas públicas, há particularmente a mudança das estações chuvosas”

Um alerta é que o êxodo rural pode acabar com cidades pequenas. “Se nada for feito, até o ano de 2050, a gente vai ter 80% da população em áreas urbanas, o que vai criar um problema complexo nesse futuro próximo”, diz a professora. Ela recorda que fez um trabalho há dois anos na cidade de Ibimirim (PE) de convivência com a seca com aulas de tecnologia social e importância da biodiversidade.

Ela pôde constatar que ensinamentos de agroecologia e valorização dos produtos originais de uma região ajudam a reflexão dos mais jovens sobre o trabalho no campo. “A gente pediu para que eles olhassem ao redor e procurassem o umbu, que era vasto na região. E encontraram uma árvore velha. Isso mexeu com eles”.

Ela defende que os municípios e Estados, pela própria sobrevivência, devam rever políticas de promoção de desmatamento. Os jovens que plantavam caju, melancia, umbu passam a ser cooptados pela indústria da madeira ou por trabalhos precários em áreas urbanas. “É possível ter um cenário de convivência com as limitações, mas também um futuro distópico. É isso o que precisamos decidir”, alerta a professora.




Fonte: Agência Brasil

Mulher e filhos são vítimas de violência doméstica na Vila Furquim, em Presidente Prudente




Marido afirmou ter ‘pedido a cabeça’ e ficado nervoso por ciúmes, segundo Boletim de Ocorrência. Homem é preso por violência doméstica neste domingo (30) em Presidente Prudente (SP)
Arquivo/g1
Um homem, de 43 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica a esposa, de 34 anos e enteados, na madrugada deste domingo (30), na Vila Furquim, em Presidente Prudente (SP).
Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para averiguar a ocorrência de agressão entre marido e mulher.
Na residência, vítima e filhos relataram que o homem ficou com ciúmes da esposa em uma petiscaria da cidade e acabaram discutindo em casa, onde o suspeito a agrediu com socos e chutes, jogando-a no chão.
Os filhos da mulher, de 15 e 17 anos, entraram no meio da briga para tentar defender a mãe e acabaram sendo agredidos.
O indiciado assumiu as agressões e alegou que teria “perdido a cabeça” e ficado nervoso e, que quando os filhos tentaram separar, ele somente os empurrou. Também disse que está arrependido.
A esposa manifestou o desejo de ver o companheiro processado pelas agressões a ela e aos filhos, contudo, afirmou que não o queria preso.
A vítima requereu medida protetiva de afastamento do suspeito.
Sem direito a fiança, o homem foi preso em flagrante e permanece à disposição da justiça.

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Fonte: G1