Após três dias de obras, ponte que liga Ribeirão dos Índios e Santo Anastácio continua interditada




Cabeceira do local desmoronou, por conta das chuvas que atingiram a região na semana passada, e um buraco foi formado. Obras prosseguem nesta segunda-feira (24) em ponte que liga Ribeirão dos Índios (SP) e Santo Anastácio (SP)
Reprodução/TV Fronteira
As obras na ponte que liga Ribeirão dos Índios (SP) e Santo Anastácio (SP), na Rodovia Vicinal José Sanches Postigo, continuam nesta segunda-feira (24).
Reparos foram iniciados na última sexta-feira (21), depois que a cabeceira do local desmoronou por conta das chuvas que atingiram a região na semana passada.
A ponte permanece interditada até o fim das obras e, quem precisa passar pelo trecho, deve seguir pelas rotas alternativas, que são estradas de terra que ficam localizadas em Piquerobi (SP) ou em Emilianópolis (SP). Estes novos trajetos aumentam o percurso dos usuários da via em mais de 40 quilômetros.
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Obras prosseguem nesta segunda-feira (24) em ponte que liga Ribeirão dos Índios (SP) e Santo Anastácio (SP)
Reprodução/TV Fronteira
A Prefeitura de Ribeirão dos Índios está levando passageiros, que precisam passar pelo trecho, até determinado ponto do local, antes do ‘buraco’. Essas pessoas seguem a pé pela lateral, até chegarem do outro lado, onde um veículo continua o percurso.
Pacientes que necessitam de atendimento médico em Santo Anastácio adotaram este procedimento de atravessar determinado trecho a pé.
Em entrevista à TV Fronteira, na última quinta-feira, o prefeito de Ribeirão dos Índios disse que não se tem uma estimativa dos gastos para que a obra seja realizada, mas disse que a cidade “está preparada para resolver o problema”.
Obras prosseguem nesta segunda-feira (24) em ponte que liga Ribeirão dos Índios (SP) e Santo Anastácio (SP)
Reprodução/TV Fronteira
Obras prosseguem nesta segunda-feira (24) em ponte que liga Ribeirão dos Índios (SP) e Santo Anastácio (SP)
Reprodução/TV Fronteira

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Fonte: G1

Autuações por embriaguez ao volante aumentam durante Operação Tiradentes 2023 no Oeste Paulista




Policiamento rodoviário foi intensificado desde a última quinta-feira (20) até a noite deste domingo (23). Operação Tiradentes 2023 registrou aumento de autuações por embriaguez ao volante no Oeste Paulista
Polícia Rodoviária
A Polícia Militar Rodoviária flagrou 89 condutores dirigindo sob a influência de álcool durante a Operação Tiradentes 2023 na região de Presidente Prudente (SP). A fiscalização começou na última quinta-feira (20) e se estendeu até a noite deste domingo (23).
Este número representa um aumento de 1,14% em relação à mesma operação realizada em 2022.
Veja o comparativo das autuações nos dois anos:
Autuações
Segundo a Polícia Rodoviária, “no ano passado a operação foi realizada em cinco dias e, no corrente ano, em apenas quatro”.
“O objetivo prioritário de redução dos sinistros para a defesa da vida no trânsito foi atingida com sucesso. Ainda é recorrente o desrespeito à legislação de trânsito e ainda muitos são flagrados cometendo imprudências e colocando em risco a segurança no trânsito”, acrescentou.
Operação Tiradentes 2023 registrou aumento de autuações por embriaguez ao volante no Oeste Paulista
Polícia Rodoviária
Confira o comparativo dos acidentes de trânsito:
Acidentes
A polícia ainda enfatiza que “a maioria dos sinistros poderiam ter sido evitados pois, em grande parte dos casos, a causa desses sinistros continuam relacionados à imprudência, negligência ou imperícia dos condutores ou pedestres, como, por exemplo, o desrespeito às sinalizações de velocidade, de linha contínua, entre outros”.
Durante as fiscalizações, duas pessoas foram presas em flagrante por outros crimes e uma arma de fogo com 6 munições foi apreendida.
Operação Tiradentes 2023 registrou aumento de autuações por embriaguez ao volante no Oeste Paulista
Polícia Militar Rodoviária

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Fonte: G1

Prazo para atualizar dados sobre obras paralisadas termina hoje


O prazo dado a prefeitos, governadores e gestores para atualização de informações sobre obras paradas na plataforma Mãos à Obra termina nesta segunda-feira (24). Em março, esse mecanismo foi criado pelo governo federal para mapear, identificar e retomar obras paralisadas em todo o país.

De acordo com a Casa Civil da Presidência da República, essa atualização é “imprescindível para que o governo possa disponibilizar os recursos necessários à finalização de cada obra”.

O Mãos à Obra é uma plataforma de monitoramento que permite que as prefeituras atualizem um banco de dados com empreendimentos “paralisados ou inacabados” que sejam considerados prioritários, segundo os gestores locais, de forma a viabilizar a retomada das obras.

“A lista a ser apresentada por prefeitos e governadores deve priorizar equipamentos sociais voltados à Saúde, Educação, Esporte e Cultura, como praças, escolas, creches e postos de saúde, além de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida e de projetos que integrem a carteira do Ministério das Cidades”, informou a Casa Civil ao lançar a plataforma.

Geração de empregos

Caberá à Casa Civil – orientada pela Presidência da República e em parceria com os ministérios – a análise das obras e a definição sobre quais delas serão retomadas “de imediato”, de forma a “impulsionar iniciativas focadas na geração de emprego”, bem como alinhar “ações com o desenvolvimento econômico e social em todo o país”.

O governo federal esclareceu que empreendimentos inacabados que tiveram seus dados atualizados até o dia 10 de março já começaram a ser avaliados pelos técnicos do governo. “O atendimento às demandas apresentadas pelos gestores locais levará em consideração a ordem de envio das informações à plataforma”, informou, por meio de nota.

Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, só na área de Educação foram encontradas cerca de quatro mil obras paradas. Muitas delas são de creches, escolas e postos de saúde.

Para acessar a plataforma Mãos à Obra, clique aqui.

Título e primeiro parágrafo alterados, às 11h13, para esclarecer informação: o prazo termina nesta segunda-feira (24).




Fonte: Agência Brasil

Prazo para atualizar dados sobre obras paralisadas é prorrogado


O prazo dado a prefeitos, governadores e gestores para atualização de informações sobre obras paradas na plataforma Mãos à Obra foi estendido para até o dia 24 de abril. Em março, esse mecanismo foi criado pelo governo federal para mapear, identificar e retomar obras paralisadas em todo o país.

De acordo com a Casa Civil da Presidência da República, essa atualização é “imprescindível para que o governo possa disponibilizar os recursos necessários à finalização de cada obra”.

O Mãos à Obra é uma plataforma de monitoramento que permite que as prefeituras atualizem um banco de dados com empreendimentos “paralisados ou inacabados” que sejam considerados prioritários, segundo os gestores locais, de forma a viabilizar a retomada das obras.

“A lista a ser apresentada por prefeitos e governadores deve priorizar equipamentos sociais voltados à Saúde, Educação, Esporte e Cultura, como praças, escolas, creches e postos de saúde, além de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida e de projetos que integrem a carteira do Ministério das Cidades”, informou a Casa Civil ao lançar a plataforma.

Geração de empregos

Caberá à Casa Civil – orientada pela Presidência da República e em parceria com os ministérios – a análise das obras e a definição sobre quais delas serão retomadas “de imediato”, de forma a “impulsionar iniciativas focadas na geração de emprego”, bem como alinhar “ações com o desenvolvimento econômico e social em todo o país”.

O governo federal esclarece que empreendimentos inacabados que tiveram seus dados atualizados até o dia 10 de março começarão a ser avaliados pelos técnicos do governo. “O atendimento às demandas apresentadas pelos gestores locais levará em consideração a ordem de envio das informações à plataforma”, informou, por meio de nota.

Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, só na área de Educação foram encontradas cerca de quatro mil obras paradas. Muitas delas são de creches, escolas e postos de saúde.

Para acessar a plataforma Mãos à Obra, clique aqui.




Fonte: Agência Brasil

Foragido do sistema penitenciário é preso por tráfico de drogas em Presidente Prudente




Ocorrência foi registrada neste domingo (23) no Jardim São Bento. Foragido do sistema penitenciário é preso por tráfico de drogas em Presidente Prudente (SP)
Polícia Civil
Um homem, de 31 anos, foi preso em flagrante, neste domingo (23), por tráfico de drogas no Jardim São Bento, em Presidente Prudente (SP). Ele ainda estava foragido do sistema penitenciário.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar realizava patrulhamento pelo bairro, quando recebeu informações de que havia um homem evadido do sistema prisional.
A PM foi até o local e em contato com o morador da frente, proprietário do imóvel, ele informou que um casal residia na edícula.
Os policiais fizeram contato com a esposa do envolvido e, em seguida, o homem apareceu e se identificou com o nome do irmão.
Pouco tempo depois, ele se identificou corretamente e afirmou que usava outro nome por estar foragido.
Ao ser questionado sobre possuir objetos ilícitos, o homem informou que em uma mala de viagem havia entorpecentes.
A PM localizou 22 porções de maconha, 57 papelotes de cocaína, uma porção maior da mesma droga e 15 pedras de crack.
O homem confessou que estava traficando e disse que pagou R$ 700 em 500 gramas de maconha e vendia cada porção de 25 gramas do entorpecente por R$ 60. Além disso, ele alegou que comercializava as porções de cocaína e crack por R$ 10 cada.
Ele estava evadido da Penitenciária de Valparaíso (SP).
O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas e conduzido para a Delegacia da Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Foragido do sistema penitenciário é preso por tráfico de drogas em Presidente Prudente (SP)
Polícia Civil

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Fonte: G1

Sul da Bahia volta a ser atingido por chuvas fortes


O ministro Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, assina, nesta segunda-feira (24), ordem de serviço para construção de moradias em Itabuna, no sul da Bahia.

Serão investidos mais de R$ 82 milhões nas obras, que incluem a construção de dois parques lineares às margens do Rio Cachoeira.

Cidades do sul e extremo sul da Bahia vêm sofrendo com temporais e alagamentos. Há um ano, mais de 20 pessoas morreram e mais de 30 mil ficaram sem ter onde morar.

Neste ano, os problemas se repetem e preocupam a população local.

No feriado de Tiradentes, a chuva voltou a atingir o litoral sul do estado. Também houve deslizamentos de terra e alagamentos nas cidades de Ilhéus e Santa Cruz de Cabrália, que declarou estado de emergência.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura da Bahia, estradas e pontes foram interditadas.

A previsão do tempo continua indicando chuva intensa nos próximos dias na região.

Em caso de risco de desabamentos e enchentes, a Defesa Civil local pode ser acionada pelo telefone (73) 99922-4391. Já para emergências, é necessário ligar para o Samu no 192, e para os bombeiros no 193.

Hoje, antes da assinatura do documento, integrantes dos governos federal e da Bahia vão sobrevoar áreas atingidas pelas chuvas.




Fonte: Agência Brasil

Indígenas chegam em Brasília para o Acampamento Terra Livre


As delegações indígenas começaram a chegar neste domingo (23) a Brasília para a edição de 2023 do Acampamento Terra Livre (ATL), que ocorrerá de 24 a 28 de abril. O tema deste ano é “O futuro indígena é hoje. Sem demarcação, não há democracia!”.

Brasília 23/04/2023 (DF) - Povos de vária etnias chegando para o Acampamento Terra Livre 2023 na Esplanada dos Ministérios, o tema do acampamento “O futuro indígena é hoje. Sem demarcação não há democracia!”, a expectativa é reunir mais de seis mil indígenas no acampamento que acontece em Brasília, entre os dias 24 e 28 de abril.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Povos de várias etnias chegando para o Acampamento Terra Livre 2023 na Esplanada dos Ministérios. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

São esperados mais de 6 mil indígenas na capital federal para as atividades desta semana. Entre elas, plenárias e marchas pelas ruas de Brasília para protestar contra o projetos de lei considerados por eles como “anti-indígenas”. Um desses projetos, o Projeto de Lei 191/2020, permite a mineração em terras ancestrais dos povos indígenas. Além disso, durante toda semana estão previstas noites culturais.

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), organizadora do evento, o ATL reforça a importância da demarcação das terras indígenas no Brasil, paralisadas nos últimos quatro anos. A entidade destaca que mais de 200 terras indígenas estão na fila da demarcação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Ao todo, 13 territórios estão com o processo em andamento, com a homologação a ser feita. Até o momento, cerca de 600 foram regularizadas.

Brasília 23/04/2023 (DF) - Povos de vária etnias chegando para o Acampamento Terra Livre 2023 na Esplanada dos Ministérios, o tema do acampamento “O futuro indígena é hoje. Sem demarcação não há democracia!”, a expectativa é reunir mais de seis mil indígenas no acampamento que acontece em Brasília, entre os dias 24 e 28 de abril.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Povos de várias etnias chegando para o Acampamento Terra Livre 2023 na Esplanada dos Ministérios. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O ATL é organizado pela Apib e construído em conjunto com suas sete organizações de base, sendo elas: Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), pela Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul), pela Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste (Arpinsudeste), Comissão Guarani Yvyrupa, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Conselho do Povo Terena e Assembléia Geral do Povo Kaiowá e Guarani (Aty Guasu).

O primeiro ATL foi em 2004 e, em 2022, reuniu mais de 8 mil indígenas, provenientes de 100 povos e de todas as regiões do país. Ao longo de dez dias de programação, os participantes do encontro abordaram pautas do movimento indígena. Também foi uma oportunidade de buscar fortalecer candidaturas de lideranças para concorrer a assentos no Congresso Nacional, já que era um ano eleitoral.

A programação completa do evento pode ser acessada no site oficial do Acampamento Terra Livre.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Militar Ambiental apreende 700 metros de redes de pesca armadas no Rio Paraná, em Presidente Epitácio




Ao todo, foram recolhidas 15 redes de nylon durante a ocorrência, registrada no Distrito de Campinal, neste sábado (22). Polícia Militar Ambiental apreende 700 metros de redes de pesca armadas no Rio Paraná, em Presidente Epitácio (SP)
Polícia Militar Ambiental
A Polícia Militar Ambiental apreendeu 700 metros de redes de pesca armadas irregularmente no Rio Paraná, em Presidente Epitácio (SP), neste sábado (22).
Durante um patrulhamento náutico no Distrito de Campinal, os policiais avistaram os petrechos no ambiente aquático sem qualquer identificação. Ao todo, foram recolhidas 15 redes de nylon.
Elas foram apreendidas e depositadas na sede da Polícia Ambiental, em Presidente Prudente (SP), até o prazo legal para destinação.
Os peixes capturados nas redes foram devolvidos ao rio.
Polícia Militar Ambiental apreende 700 metros de redes de pesca armadas no Rio Paraná, em Presidente Epitácio (SP)
Polícia Militar Ambiental
Polícia Militar Ambiental apreende 700 metros de redes de pesca armadas no Rio Paraná, em Presidente Epitácio (SP)
Polícia Militar Ambiental

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Fonte: G1

Caminhos da Reportagem percorre a Pequena África Carioca


O programa Caminhos da Reportagem percorre a Pequena África Carioca, localizada na zona portuária do Rio de Janeiro. Batizada assim pelo compositor e artista plástico Heitor dos Prazeres, a região guarda a memória dos diferentes povos africanos que vieram para o Brasil e dos seus descendentes, que criaram espaços de resistência a partir da solidariedade, da religião e da música.

O marco zero desta história é o Cais do Valongo, que foi o principal porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas, reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2017 como Patrimônio Cultural da Humanidade. Por ali chegaram até um milhão de pessoas escravizadas.

Brasília (DF) - Caminhos da Reportagem - Célio Oliveira- resistência para manter viva a herança africana.  Foto: TV Brasil

Célio Oliveira- resistência para manter viva a herança africana. Foto: TV Brasil – Caminhos da Reportagem

“Esse lugar tanto nos permite conhecer uma parte muito importante da história do país, como nos permite entender o presente e, construindo uma consciência, pensar um futuro em que não se perpetue essa desigualdade, que, no caso brasileiro, é fortemente marcada pelo dado racial”, afirma a professora de História da África na Universidade Federal do Rio de Janeiro Monica Lima.

Todo o complexo escravista da Colônia e do Império de 1774 a 1831 funcionou na região. Ao fazer uma obra na casa em 1996, a família Guimarães descobriu que morava em cima do cemitério dos Pretos Novos, onde eram enterrados os africanos que morriam antes de serem comercializados. A partir da descoberta, Merced Guimarães criou o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), que mantém um museu, oferece oficinas e promove pesquisas. “Antes de achar o cemitério, eu achava que o Brasil não era racista. Depois que a gente encontrou esse cemitério, a gente viu que é terrivelmente racista, conta Merced”.

Brasília (DF) - Caminhos da Reportagem - Célio Oliveira, presidente do Filhos de Gandhi, integra o Comitê Gestor do Valongo.  Foto: TV Brasil

Célio Oliveira, presidente do Filhos de Gandhi, integra o Comitê Gestor do Valongo. Foto: TV Brasil – Caminhos da Reportagem

As pesquisas dos arqueólogos mostraram que os corpos eram jogados de qualquer maneira, tinham os ossos triturados, sem respeito pelos mortos. “É uma prova física, material de que a escravidão foi um crime contra a humanidade e que precisa de reparação”, afirma o historiador Claudio Honorato.

O IPN realiza circuitos guiados pelo território pelo menos duas vezes por semana, que no ano passado reuniram um total de 15 mil visitantes. Várias agências de turismo também oferecem o passeio. “Muita gente não faz ideia do que aconteceu aqui”, observa o turismólogo Rafael Moraes.

Descendentes

Após a abolição, descendentes de africanos continuaram chegando à região para trabalhar no porto, principalmente do interior do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e da Bahia. Os estivadores guardavam o sal nos trapiches aos pés da famosa Pedra do Sal, onde também se reuniam para trocar ideias e fazer música. O músico e geógrafo Walmir Pimentel considera a Pedra do Sal “o grande coração musical dessa chamada Pequena África”.

Brasília (DF) - Caminhos da Reportagem - Circuito de Celebração da Herança Africana no Cais do Valongo.  Foto: TV Brasil

Circuito de Celebração da Herança Africana no Cais do Valongo. Foto: TV Brasil – Caminhos da Reportagem

É também um local sagrado para as religiões de matriz africana, onde passaram a ser feitos rituais desde os primeiros terreiros de candomblé instalados na região. Músicos como João da Baiana, Pixinguinha, Donga e Heitor dos Prazeres moraram nos becos ao redor da Pedra e frequentaram também a casa da Tia Ciata, mãe de santo e quituteira, cujas festas foram fundamentais para o florescimento do samba carioca.

A bisneta de Tia Ciata, Gracy Mary Moreira, se dedica à preservação do legado familiar. Criou a Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata, que organiza rodas de samba, cortejos e blocos de Carnaval, entre outras atividades, “para mostrar o quanto o negro é poderoso, o quanto pretas e pretos fazem um trabalho maravilhoso. Tristeza todo mundo já conhece, mas não conhece a potência dessas pessoas na história do nosso Brasil”, diz Gracy.

Desde as obras de revitalização do porto, em 2011, empreendimentos imobiliários vêm sendo lançados na região. O território despontou como destino turístico e de lazer dos cariocas. Os restaurantes no Largo de São Francisco da Prainha são citados em revistas internacionais. A Roda de Samba da Pedra do Sal, que acontece toda segunda-feira, chega a reunir dez mil pessoas em feriados, de acordo com Pimentel, que é um dos organizadores do evento.

CAMINHOS DA REPORTAGEM; MÚSICA; TV BRASIL; IEMANJA; AFOXÉ FILHOS DE GHANDI

Afoxé filhos de GhandiI – Foto: TV Brasil – Caminhos da Reportagem

Para vários ativistas da região, entre eles o presidente do afoxé Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro, Célio Oliveira, a gentrificação afeta os moradores. “A resistência está brigando para que a questão imobiliária não chegue aqui para dar um apagão novamente na história”. O afoxé foi criado na cidade em 1951 pela família Encarnação, que participou da fundação do Filhos de Gandhi em Salvador dois anos antes.

O descaso com os pontos de memória da Pequena África foi denunciado em ações de procuradores e defensores públicos contra a administração municipal e federal nos governos anteriores. Com a mudança nos rumos da política, o território ganhou visibilidade e o compromisso de preservação do patrimônio afro-brasileiro. Vários entrevistados do programa foram convidados a integrar o Comitê Gestor do Valongo, um órgão que monitora as ações no território e foi reativado em março.

“Eu acho que o cenário é positivo, é de desenvolvimento, é de potencialização de todos os lados. A gente tem todo um movimento negro contemporâneo olhando aqui para essa região, não só da cidade, mas do estado e do Brasil”, avalia Sinara Rúbia, diretora do Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, o Muhcab.




Fonte: Agência Brasil

Motorista fica ferido após capotar carro em rotatória da Avenida Washington Luiz, em Presidente Prudente



Vítima foi socorrida com escoriações à Santa Casa de Misericórdia, na madrugada deste domingo (23). Um homem ficou levemente ferido após capotar o carro que dirigia na rotatória da Avenida Washington Luiz, na madrugada deste domingo (23), em Presidente Prudente (SP).
A vítima foi socorrida com escoriações pelo corpo à Santa Casa de Misericórdia da cidade.
O trecho onde o acidente ocorreu fica próximo ao antigo estacionamento de um shopping center, no cruzamento entre a Rua Paraná e a Avenida Washington Luiz, na Vila Santa Helena.
Participaram da ocorrência a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
A Polícia Científica foi acionada para apurar as causas e circunstâncias do acidente.

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Fonte: G1