Feira de Talentos do Senai vai oferecer 8 mil vagas de emprego


Pessoas de todo o Brasil interessadas em participar da 5ª Feira de Talentos Contrate-me, promovida pelo Departamento Nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com apoio técnico do Senai Cetiqt, já podem cadastrar o currículo aqui. O evento de empregabilidade gratuito e online busca contribuir para a inserção profissional dos participantes. A feira ocorrerá entre os dias 3 e 5 de maio.

Empresas de diferentes regiões do Brasil e de todos os setores econômicos, além da indústria, podem participar também do evento, cadastrando suas oportunidades de emprego por meio de formulário online ou entrando em contato com [email protected].

A feira terá vagas de emprego ou estágio, além de palestras e workshops (oficinas). O público poderá ter acesso à programação do evento e à plataforma online da feira, a partir do dia 3 de maio, na página do evento na internet.

“As pessoas vão poder navegar ali e consumir o conteúdo da feira, que é visitar os estandes, conhecer os cursos que o Senai está oferecendo em todos os níveis de ensino no Espaço Senai, assistir às palestras”, disse à Agência Brasil a psicóloga e pedagoga Luize Marçal, analista responsável pelo evento no Senai Cetiqt. As pessoas poderão também navegar pelos sites das empresas parceiras e interagir com especialistas em diversas carreiras e recrutadores por meio de mensagens.

Acessibilidade

As palestras vão ser transmitidas ao vivo no auditório situado em uma plataforma criada no metaverso. Elas serão acessíveis e terão tradução em Libras. Como a plataforma não tem ainda um endereço virtual definido, o Senai está direcionando o público interessado para a página da feira. Luize informou que o Contrate-me já tem hoje 200 mil cadastrados, dos quais mais de 2,8 mil são caracterizados como pessoas com algum tipo de deficiência. “As empresas procuram porque têm dificuldade de contratar pessoas com esses perfis”.

Segundo Luize, a previsão é que sejam ofertadas durante a feira cerca de 8 mil vagas de emprego. “São vagas no Brasil inteiro e de todos os níveis de ensino”. Luize destacou também que os participantes poderão ganhar prêmios, como cursos do Senai, à medida que mais consumirem os conteúdos da plataforma.

Luize destacou que, ao fazerem o cadastramento na plataforma Contrate-me, os candidatos às vagas de emprego deverão responder a perguntas sobre suas competências técnicas e socioemocionais. “O Contrate-me é uma plataforma que faz uso da inteligência artificial (IA). Então, são perguntas que o candidato vai respondendo com seus dados, como se estivesse preenchendo um currículo. Tem uma parte de entrevista, onde o candidato vai ter que falar um pouco sobre si mesmo. A inteligência artificial que tem na plataforma vai indicar quais são os profissionais mais assertivos, mais indicados para preencher as vagas que as empresas estão cadastrando.”

Senai Cetiqt

O Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai Cetiqt) é formado pela Faculdade Senai Cetiqt, Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras e pelo Instituto Senai de Tecnologia Têxtil e de Confecção. Inaugurado em 1949, é hoje um dos maiores centros de geração de conhecimento da cadeia produtiva química, têxtil e de confecção, setores que, juntos, geram cerca de 11,9 milhões de empregos no país.




Fonte: Agência Brasil

Livro Um Defeito de Cor inspira enredo da Portela de 2024


A Escola de Samba Portela gosta de levar para a Passarela do Samba na Marquês de Sapucaí, na região central do Rio de Janeiro, enredos literários. Para 2024, o tema é Um Defeito de Cor, nome da obra da escritora Ana Maria Gonçalves, que recebeu com entusiasmo a notícia da escolha do seu livro.

Entre os desfiles anteriores, em 1966 a azul e branca foi para a avenida com o enredo Memórias de um Sargento de Milícias, inspirado em livro de Manoel Antônio de Almeida. Dois anos depois escolheu O tronco do Ipê, baseado em romance de José de Alencar. Em 1973, foi a vez de Pasárgada, o amigo do rei, com base no poema de Manuel Bandeira; e em 1975 se apresentou com Macunaíma, herói de nossa gente no romance de Mário de Andrade.

A história do enredo vai se desenvolver na avenida por meio de uma carta sonhada pelos carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues, na qual o baiano Luís Gama, advogado, abolicionista, orador, jornalista, escritor e o patrono da Abolição da Escravidão do Brasil, se dirige a sua mãe Kehinde, chamada no Brasil de Luísa Mahin, de quem foi separado ainda criança. Nascido de mãe negra ex-escravizada livre e pai branco, Gama foi vendido como escravo aos dez anos, pelo próprio pai, que estava com dívidas acumuladas. Na carta, Gama valoriza o legado que a mãe deixou, relatado no livro.

“Lembrando das histórias que me contava, estou tal qual um pássaro, como se voasse, buscando em minha cabeça cada lugar que pisou, capaz de ser você em cada encontro que tivesses nesses longos anos. Até hoje quando repasso tuas memórias, procuro ter olhos de Daomé, olhos de jeje, olhos de águia (que era o espírito preferido da mãe de vossa mãe)”, indicou o texto da sinopse.

“Honrar quem veio antes é o que faço. Eu sou porque tu fostes, minha mãe”, pontua a carta imaginada.

Proposta

O enredo do próximo ano foi proposto pelos carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues, que pela primeira vez estão à frente do carnaval da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira, bairros da zona norte do Rio. Gonzaga disse que apesar de começarem a trabalhar juntos há pouco tempo, os dois já tinham o desejo de desenvolver um enredo baseado no livro.

“O enredo da Portela nasceu de dentro da gente e da nossa vontade de falar sobre o que nos une na arte, no samba e nas nossas heranças. Somos dois artistas negros fazendo a centenária Portela. A escolha do Um Defeito de Cor foi exatamente esse encontro de trajetórias. É um enredo que nós dois já tínhamos vontade de desenvolver, mas que só fomos descobrir isso quando nos juntamos na Portela”, contou à Agência Brasil.

Segundo André Rodrigues, no ano passado, quando era um dos carnavalescos da Beija-Flor de Nilópolis, chegou a apresentar uma proposta de enredo baseado no livro e a mãe do Antônio já tinha indicado, para o filho, que a obra seria um bom tema de enredo, “Quando chegamos juntos na Portela, juntou a fome com a vontade de comer. Os dois tinham muita vontade de fazer esse enredo e a gente super mergulhou de cabeça de que esta seria a melhor proposta para o atual momento da Portela”, comentou à reportagem.

Gonzaga revelou ainda que a partir da escolha do tema baseado no livro, ele e André pensaram em desenvolver o enredo com um recorte, dando tratamento mais pessoal para a história e pensando em um reencontro de Gama com a mãe. “Nós dois assumimos a voz de Luís Gama homenageando Kehinde como uma forma de homenagearmos também nossas próprias mães e as mulheres negras que geraram nossa história de luta. Conversamos muito com a Ana Maria e estamos mergulhados nessa narrativa para fazer a Portela voar alto”, afirmou.

O texto da apresentação do enredo, ou sinopse, publicado no site da azul e branco, indica que para 2024, o sonho da escola “está baseado no principal fator simbólico que dá consistência para ela ser o que é e chegar onde chegou: O Afeto”. E é exatamente esse, que André acha ser o destaque, também, no tratamento dado à escola.

“Nós decidimos que o afeto seria a principal palavra da Portela este ano, seria o fio condutor de tudo que faríamos para a Portela. Uma escola que está completando 100 anos, precisa de carinho, de cuidado, essa manutenção daquilo que, realmente, move uma escola de samba que são as pessoas. Então a gente achou que o afeto seria a melhor coisa”, relatou, destacando ainda que a história é rodeada de afeto na trajetória de Kehinde, repleta de outras mulheres que lhe indicaram caminhos.

Para Gonzaga, o sentimento que os dois querem passar com o enredo é orgulho. “Orgulho de onde nós viemos, de quem nos tornamos e por quem lutamos. É uma história de luta e de momentos de dor profunda, mas o sentimento que queremos transmitir é realmente desse orgulho e desse amor que o filho sente da história de sua mãe. Uma mãe que carregou a África em seu peito e que ajudou a construir a liberdade do povo preto no Brasil. Que passou por tudo o que passou e sobreviveu graças ao amor e ao apego às suas crenças, sua fé e seu ímpeto por justiça e libertação”, acrescentou.

Os dois carnavalescos contaram que não há divisão no trabalho, mesmo sendo a primeira vez que trabalham juntos. Segundo Gonzaga, eles já se conheciam e há muito tempo se respeitavam como artistas.

“É muito bonito viver esse momento ao lado do André. Sinto que nos encontramos num momento muito importante para nós dois e vamos honrar essa oportunidade linda de desenvolver o carnaval da Portela. O processo de trabalho não tem divisão exata. Trabalhamos discutindo tudo do processo. Cada um com sua técnica. Nós somamos muito um ao outro e isso tem resultado num processo muito rico de carnaval. Temos muito cuidado para que tudo fique exatamente da forma que nós dois sonhamos e com uma coerência visual e discursiva”, resumiu.

“Tudo é feito a quatro mãos. Aquilo que eu desenho vai para a mesa do Antônio para ele ver o que acha e vice-versa. Não existe uma divisão de trabalho. Tudo é feito como se fosse uma cabeça só e tem sido muito prazeroso. Ele é um pouco mais novo em experiência de carnaval, sou um pouco mais velho que ele, mas tem sido revigorante”, contou André.

A satisfação de estar à frente do carnaval da Portela é para os dois uma sensação de grande responsabilidade e a realização de um sonho. “É sobretudo uma grande honra. É uma grande responsabilidade.Tenho muita consciência do tamanho da Portela e da paixão que move sua torcida, seus segmentos e seus componentes. É uma felicidade enorme ser carnavalesco da Portela e essa felicidade é combustível pro nosso sonho de carnaval. Queremos que toda a Portela sonhe com a gente e que a gente faça essa história tão incrível tocar mais e mais pessoas”, disse Gonzaga.

Para André, comandar o enredo da Portela para 2024 é neste momento, também muito reflexivo por se tratar de dois jovens carnavalescos pretos à frente da mais antiga escola de samba que completa o centenário este ano.”Significa muita coisa. Significa, talvez, o reencontro da própria Portela com seus personagens principais, que eram pessoas pretas”, pontuou, acrescentando que para eles o princípio é manter a essência da Portela como escola de samba.

“Esse trabalho não se sobrepõe à Portela. A gente não tem essa empáfia, essa soberba de achar que nossa produção artística é maior que a Portela”, concluiu.

Para a autora Ana Maria Gonçalves, que defende a popularização da literatura, diante do alcance da audiência e da repercussão dos desfiles das escolas de samba do Rio, o seu objetivo será alcançado.

Mostra

Um Defeito de Cor também é tema da mostra de mesmo nome no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, zona portuária da cidade, que pode ser vista até o dia 14 de maio. Ela traz uma interpretação do livro, lançado há 17 anos e já considerado um clássico da literatura afrofeminista brasileira. Trata-se de uma “história real romanceada”, explica a autora na introdução da obra, e traz a saga de Kehinde, natural do Reino de Daomé e sequestrada na costa de onde é hoje a República do Benin, aos seis anos de idade, e trazida para o Brasil como escrava no início do século 19.

A revisão historiográfica da escravidão aborda lutas, contextos sociais e culturais do século, com 400 obras como desenhos, pinturas, vídeos, esculturas e instalações de mais de cem artistas brasileiros e africanos, incluindo trabalhos inéditos de Kwaku Ananse Kintê, Kika Carvalho, Antonio Oloxedê, Goya Lopes, produzidos especialmente para a mostra.




Fonte: Agência Brasil

Flagrado com 21 peixes de espécie ameaçada de extinção, pescador amador é multado em R$ 1 mil




Idoso, de 67 anos, ainda responderá criminalmente pelo ato registrado neste sábado (22), às margens do Rio Paraná, em Rosana (SP). Flagrado com 21 peixes de espécie ameaçada de extinção, pescador amador é multado em R$ 1 mil, em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental
Um idoso, de 67 anos, foi multado em R$ 1.010 após ser flagrado em pesca predatória de peixes ameaçados de extinção, em Rosana (SP), neste sábado (22).
Ele estava no Balneário Municipal, às margens do Rio Paraná, quando foi abordado pela Polícia Militar Ambiental, que realizava um patrulhamento na região.
Os agentes constataram que o pescador amador havia capturado 21 peixes juvenis nativos da espécie piracanjuba, medindo aproximadamente 13 centímetros cada, que totalizaram meio quilo.
O envolvido disse que os peixes seriam para consumo próprio.
Flagrado com 21 peixes de espécie ameaçada de extinção, pescador amador é multado em R$ 1 mil, em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental
De acordo com a polícia, os animais foram pescados com uso de caniços de nylon, apreendidos junto à linha, à boia e ao anzol. Os materiais permanecerão na Base Operacional de Rosana até a destinação legal.
Por ser uma espécie ameaçada de extinção, conforme as legislações estadual e federal, um auto de infração ambiental no valor de R$ 1.010 foi elaborado contra o homem, que ainda responderá criminalmente pelo ato.
Os peixes também foram apreendidos e serão entregues na Vigilância Sanitária, para a correta destinação, de acordo com a polícia.
Flagrado com 21 peixes de espécie ameaçada de extinção, pescador amador é multado em R$ 1 mil, em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental

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Fonte: G1

Explosão em condomínio residencial deixa 4 feridos em Campos do Jordão


Quatro pessoas ficaram feridas durante explosão em um condomínio residencial no Morro do Elefante, no município de Campos do Jordão, interior de São Paulo, na noite deste sábado (22). De acordo com informações da Defesa Civil do estado, a suspeita, até o momento, é de que o acidente tenha ocorrido devido ao vazamento de gás de um dos apartamentos.

Dez, dos 32 apartamentos do condomínio, foram afetados pela explosão. Ao todo, houve quatro vítimas com ferimentos. Uma mulher de 24 anos de idade e uma adolescente de 14 anos tiveram lesões graves e foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Taubaté. Uma, de 52 anos, e outra adolescente, de 14 anos, com ferimentos leves, receberam atendimento no Hospital Municipal de Campos do Jordão.

O prédio foi evacuado e interditado pela Defesa Civil do município. Embora existam pistas sobre a causa do acidente, o local passará por perícia e o caso será acompanhado pela Polícia Civil.




Fonte: Agência Brasil

Homem é preso com 256 sachês de cocaína escondidos em espuma de colchão, em Osvaldo Cruz




Rapaz, de 41 anos, foi localizado na noite deste sábado (22), após denúncias de que traficava na casa em que dividia com a namorada, na Vila Santa Helena. Homem, de 41 anos, é preso com 256 sachês de cocaína escondidos em espuma, em Osvaldo Cruz
Polícia Militar
Um homem, de 41 anos, foi preso em flagrante na noite deste sábado (22) por tráfico de drogas, em Osvaldo Cruz (SP). O rapaz foi localizado após denúncias de que traficava na casa em que dividia com a namorada, na Vila Santa Helena.
Durante um patrulhamento, os policiais o avistaram “saindo do local às pressas e com capacete na cabeça”, motivo pelo qual desconfiaram e optaram pela abordagem.
Em revista pessoal, foram localizados dois sachês de cocaína e R$ 880 em dinheiro, além de um aparelho celular. Os materiais foram apreendidos.
Informado sobre as denúncias, o homem confessou a prática ilícita e alegou ser usuário de drogas, segundo a corporação. Já na residência, o indiciado entregou à polícia uma sacola contendo várias porções da droga.
Homem, de 41 anos, é preso com 256 sachês de cocaína escondidos em espuma, em Osvaldo Cruz
Polícia Militar
Em outro quarto, o cão farejador da Polícia Militar localizou uma sacola com 256 sachês de cocaína que estavam escondidos no meio de uma espuma de colchão.
Aos agentes, o envolvido informou que vendia as porções pelos valores de R$ 35 a R$ 50.
Ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas. A ocorrência foi apresentada na Delegacia da Polícia Civil de Adamantina (SP), onde o rapaz permaneceu detido à disposição da Justiça.
Homem, de 41 anos, é preso com 256 sachês de cocaína escondidos em espuma, em Osvaldo Cruz
Polícia Militar

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Fonte: G1

Mais livros: governo quer retomar políticas públicas para leitura


Brasília (DF), 22/04/2023 - O secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, durante entrevista à Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF) – O secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, durante entrevista à Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fazer uma nação leitora, este é o desafio do atual governo. Em entrevista exclusiva para a Agência Brasil, o secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, destaca as ações de retomada das políticas para a área, assim como aponta propostas da pasta para o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com ele, a formação leitora dos brasileiros é uma das prioridades da gestão.

“O próprio presidente Lula, no processo de campanha, trouxe muito essa pauta quando falava menos armas e mais livros, menos clubes de tiro e mais bibliotecas. Eu creio que essa política ganha um relevo desde o fato de estar numa secretaria como também em uma agenda social e política do governo federal”, afirma.

Reduzida a uma diretoria dentro da Secretaria de Economia Criativa durante o governo Bolsonaro, a pasta recupera agora um grau institucional maior, segundo Piúba. Uma das atribuições da atual Secretaria é implementar o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), de forma articulada com o Ministério da Educação. O PNLL trata de diretrizes básicas para a democratização do acesso ao livro e para o fortalecimento de sua cadeia produtiva.

“Nós estamos com um grupo técnico específico para a construção desse PNLL e uma das linhas é a implementação e a modernização de bibliotecas, tanto da rede pública como da rede escolar”, explica o secretário.

Criar e recuperar bibliotecas

Para Fabiano Piúba, é preciso modernizar o próprio conceito de biblioteca. “Ela deve ser vista como um dínamo cultural, conforme diz a Unesco, não como um depósito de livros”, defende.

Uma das propostas para levar essa inovação adiante é a implementação das chamadas Bibliotecas Parque, atualmente em fase de estudo. Criadas na cidade de Medellín, na Colômbia, essas bibliotecas são centros culturais que desenvolvem diversas atividades educativas e lúdicas, com forte envolvimento da comunidade.

O secretário também aponta a experiência das Bibliotecas Parque do Rio de Janeiro, inauguradas nos anos de 2010 e 2011. “A gente quer desenvolver também uma ação para as Bibliotecas Parque em áreas de periferia, em áreas de vulnerabilidade, não necessariamente nas capitais”, especifica.

Outro desafio é recuperar as bibliotecas públicas fechadas nos últimos anos. Segundo o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais (2009), empreendido pela Fundação Getúlio Vargas, 1.152 municípios não contavam com este aparelho cultural.

“Em 2010, a gente zerou o déficit de municípios sem bibliotecas. Isso era uma meta que estava vinculada à presidência da República à época”, afirma.

Segundo a pasta, atualmente faltam bibliotecas públicas em pelo menos 991 cidades brasileiras e apenas dois estados – Amapá e Sergipe – estão contemplados em todos os municípios. A ideia agora é abrir uma linha, por meio de edital, para que os municípios apresentem seus projetos.

Bibliodiversidade por princípio

Para Piúba, o fomento ao livro e à leitura deve ser pensado a partir da bibliodiversidade. Esse conceito faz referência à diversidade da produção editorial de um país.

“Uma política de aquisição e de atualização de acervos [para bibliotecas públicas] tem que compreender essa bibliodiversidade, isto é, uma diversidade regional, de editoras, mas compreendendo também que há autores e autoras independentes, além de uma diversidade cultural e étnica”.

A proposta é que as aquisições de livros para bibliotecas públicas possam abranger obras variadas e não se concentrar apenas na produção de poucas editoras da Região Sudeste, como costumava ser feito.

Também para incentivar a diversidade, a Secretaria lançou o Prêmio Carolina Maria de Jesus em abril deste ano. O edital prevê a seleção de 40 obras inéditas escritas por mulheres, destinando o valor de R$ 50 mil reais por agraciada.

“Esse edital já deu o tom do que vem por aí. Ele estabeleceu cotas importantes, 20% no mínimo para mulheres negras, 10% para mulheres indígenas, 10% para mulheres com deficiência, 5% para mulheres ciganas e 5% para mulheres quilombolas”, detalha o secretário. De acordo com ele, as políticas afirmativas também compõem as estratégias da Secretaria e seguem as diretrizes da ministra da Cultura Margareth Menezes.

PAC e livros para exportação

A Secretaria tem apresentado propostas para o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. “Um dos projetos é que, ao receber a chave da casa [no programa Minha Casa, Minha Vida], a família receba também um kit com uma biblioteca básica de literatura brasileira, universal e infantil”, explica Piúba.

Outra proposta é retomar o programa Agentes de Leitura, que operou entre 2009 e 2011: “São jovens entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo, que passam por um processo de seleção e formação contínua para criar ambientes favoráveis para a leitura dentro das casas, só que agora queremos conectar isso com a escola, em parceria com o MEC”. Esta seria uma ação desenvolvida no âmbito do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER).

Literatura nacional

A promoção da literatura brasileira também está na agenda da Secretaria. Dentre as prioridades, está a participação estratégica de autores em feiras literárias internacionais importantes, como a Feira de Guadalajara e a Feira de Frankfurt, que realizam rodadas de negócios para compra e venda de direitos autorais.

“As editoras brasileiras ainda vão muito mais comprar direitos do que vendê-los e a gente quer fazer uma via de mão dupla”, explica.

Além disso, existe a expectativa de destacar recursos orçamentários para o programa de tradução de obras de autores brasileiros, coordenado pela Fundação Biblioteca Nacional. Dessa forma, a pasta espera repercutir nossa criação literária em línguas diversas.

Desafios de um país que lê pouco

Um dos desafios apontados por Piúba é a formação leitora. Publicada em 2019, a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro, revelou uma redução no percentual de leitores entre 2015 e 2019. De acordo com os dados divulgados, passamos de 104,7 milhões de leitores para 100,1 milhões – uma queda de 4,6 milhões. Além disso, o Brasil continua no patamar de quase 50% de não leitores.

“A escola brasileira não tem sido capaz de formar um leitor para a vida inteira e esse é um desafio”.

Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018, três em cada dez brasileiros entre 15 e 64 anos sofrem de analfabetismo funcional, isto é, não são capazes de compreender aquilo que leem.

“A criança precisa ser alfabetizada no tempo certo e os jovens têm que chegar ao ensino médio não com analfabetismo funcional, mas aptos a dar um salto maior para chegar à universidade com essa capacidade de leitura e escrita”, avalia.

Para Piúba, um eixo importante para a alfabetização plena é justamente o da formação leitora. Doutor em educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), ele defende que os programas de alfabetização enfatizem essa formação específica, com destaque à literatura infantil e juvenil, o que vem sendo tratado com o MEC.

“Muito mais importante do que saber quantos livros a gente lê ao ano, comparando o Brasil com outros países, é saber o que somos capazes de fazer com aquilo que se leu”, conclui.




Fonte: Agência Brasil

Provas do concurso do Banco do Brasil ocorrem neste domingo


Após meses de preparação, quase 1,5 milhão de candidatos em todo o país fazem neste domingo (23) as provas do concurso do Banco do Brasil (BB). Os exames ocorrerão em 178 cidades de todos os estados e o Distrito Federal.

Os inscritos devem conferir os dados pessoais e o local de prova na página da Fundação Cesgranrio, organizadora do concurso. Os portões dos locais de aplicação serão abertos às 12h e fechados às 13h (horário de Brasília). A entrada só é permitida com a apresentação do cartão de inscrição, que deve ser impresso na página da Cesgranrio.

As provas serão liberadas às 13h30, sempre considerando o horário de Brasília. Os candidatos terão até cinco horas para responder a todas as questões.

Esse é o segundo maior concurso externo da história do Banco do Brasil e o maior da área de tecnologia já realizado no país. Ao todo, mais de 1,3 milhão de pessoas disputam 2 mil vagas de escriturário-agente comercial, e 130 mil concorrem para 2 mil vagas de escriturário-agente de tecnologia.

Há vagas em todos os estados e no Distrito Federal, porém as de tecnologia são apenas para Brasília e São Paulo. Além dos 4 mil postos com contratação imediata, existem 2 mil vagas de cadastro reserva: 1 mil para cada um dos cargos em disputa.

O candidato precisa ter 18 anos (completos até a data de contratação) e apresentar certificado de conclusão do ensino médio. Dos inscritos, 53,75% se declaram do sexo feminino, 69,17% têm entre 19 e 35 anos de idade e 55,40% estudaram até o ensino médio.

Pessoas com deficiência

O banco anunciou também que ampliou o número de vagas exclusivas para pessoas com deficiência. Agora, somam 825, das quais 299 vagas para contratação imediata e 226 para formação de cadastro de reserva.

Remuneração

O salário inicial é de R$ 3.622,23 para jornada de 30 horas semanais, além de auxílio alimentação/refeição de R$ 1.014,42 e cesta alimentação de R$ 799,38, que são pagas mensalmente.

O funcionário terá participação nos lucros ou resultados; vale-transporte; auxílio-creche; auxílio a filho com deficiência; previdência complementar; planos de saúde e odontológico básico e acesso a programas de educação e capacitação. O Banco do Brasil oferece a possibilidade de ascensão na carreira ao longo dos anos de trabalho.




Fonte: Agência Brasil

Venerado por católicos e religiões afro, São Jorge é ícone pop


A devoção a São Jorge sempre fez parte da vida de Soneli Gomes. Sua relação com o santo cristão vem, segundo sua memória, desde criança. “Minha mãe vai fazer 93 anos e ela sempre foi muito devota. E eu sempre acompanhei minha mãe nessa trajetória. Eu tenho São Jorge na minha casa, tenho camisa de São Jorge. Ele é o santo da minha proteção. Pelo menos uma vez por mês tenho que vir na igreja [de São Jorge, no centro da cidade do Rio de Janeiro]”, disse a aposentada de 66 anos de idade.

O santo, que teria sido um soldado romano nascido na Capadócia, atual Turquia, e martirizado por sua fé cristã, é uma figura religiosa popular. Mesmo que as histórias sobre ele estejam envoltas em lendas.

No Brasil, e em especial no Rio de Janeiro, é alvo não só de veneração por muitas pessoas, como também se tornou um fenômeno pop, estampando camisetas, tatuagens e sendo tema de diversas músicas, livros e até de uma telenovela, a Salve Jorge.

Rio de Janeiro (RJ), 20/04/2023 – Loja vende diversos itens com imagem de São Jorge, na Praça da República, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Loja vende diversos itens com imagem de São Jorge, na Praça da República, no centro da capital fluminense. Foto – Tomaz Silva/Agência Brasil

Mundialmente, é considerado protetor de escoteiros mirins, soldados e cavaleiros. É padroeiro de países como Inglaterra, Geórgia e Etiópia. Aqui no Brasil, um dos times de futebol mais populares do país, o Corinthians, escolheu o Santo Guerreiro como seu padroeiro. A sede do clube é chamada Parque São Jorge.

No Rio de Janeiro, onde é venerado por sambistas, e pela cultura do samba em geral, a devoção a ele atingiu outro patamar. O dia do santo, 23 de abril, é feriado estadual. E, em maio de 2019, ele se tornou oficialmente padroeiro do estado.

O Corpo de Bombeiros do estado tem na figura dele seu protetor, assim como policiais militares.

O mestre em Educação João Victor Gonçalves Ferreira, que estudou as festividades de São Jorge na cidade do Rio, diz que o santo cristão é, na verdade, uma figura múltipla. “Aqui no Brasil, ele ganhou muitos sentidos, em especial quando ele é associado aos orixás. Aqui no Sudeste, São Jorge é Ogum, o orixá da tecnologia, do ferro, das batalhas, o orixá guerreiro”.

Na época da escravidão, os africanos aprisionados e trazidos à força para o Brasil passaram a associar seus orixás a figuras católicas a fim de poder manter sua devoção sem serem importunados pelos escravistas cristãos, dando origem assim ao sincretismo religioso brasileiro.

Ogum, deus do ferro e da guerra na mitologia iorubá, foi logo associado ao soldado romano martirizado. “São Jorge ganha um outro contorno quando a ele são associadas, pelo processo sincrético, algumas características típicas de Ogum. Então é muito comum você, por exemplo, ver cerveja sendo oferecida a São Jorge. No Rio de Janeiro, quem entrou num boteco, já viu um São Jorge, com um copo de cerveja. Isso é típico de São Jorge, porque também é típico de Ogum. O sincretismo trouxe para São Jorge um valor ainda maior. Agregou a ele, valores, cultos e práticas muito simbólicas. E criou-se uma mítica em torno desse santo”, explica Ferreira.

E, apesar de hoje nem todos devotos terem essa noção muito clara, as duas figuras são associadas, porém distintas. “A proximidade com as mitologias [de São Jorge e Ogum] faz com que as pessoas associem [as duas figuras]”, disse a pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Ana Paula Alves Ribeiro.

Segundo Ana Paula, a concentração de terreiros no Rio de Janeiro pode também explicar a dimensão do culto a São Jorge no estado. A pesquisadora acompanha as festas dedicadas ao santo, que costumam reunir milhares de pessoas em 23 de abril, há mais de 20 anos. Ela coordena o Museu Afrodigital da Uerj, que reúne registros fotográficos de festividades populares cariocas, como as dedicadas ao Santo Guerreiro, feitos desde 2012.

“São Jorge tem uma penetração na cultura popular, e na cultura afro-brasileira, que poucos santos têm. A gente vai encontrar pessoas com camiseta, com medalha, com anel. Você vai encontrar São Jorge na porta das casas, nos azulejos, em imagens. Há um repertório sobre São Jorge que é cantado pela música popular brasileira”.

O cantor e compositor Zeca Pagodinho, que tem uma imensa estátua de São Jorge em sua casa, em Xerém (RJ), é um dos artistas que transformaram sua devoção em música. Ele compôs, com Ratinho, a canção Lua de Ogum, e também gravou Pra São Jorge, de Pecê Ribeiro, e Ogum, de Marquinhos PQD e Claudemir.

“Minha devoção por São Jorge vem desde rapazinho. Eu via os malandros, os sambistas, com cordão de São Jorge. Todo botequim tinha uma estátua de São Jorge. É um guerreiro, cavaleiro do céu”, disse Zeca Pagodinho.

A pesquisadora Ana Paula acredita que haja uma identificação dos brasileiros com a simbologia guerreira do santo. “A questão de ser um santo guerreiro, mas também de vencer as demandas [atrai os devotos]. As demandas podem não ser grandes ou visíveis. Podem ser sentimentais, amorosas, espirituais, religiosas. As demandas são desde enfrentamentos cotidianos até aqueles grandes momentos de encruzilhadas em que a gente precisa tomar uma decisão. Isso tem um grande apelo”.

O mestre em Educação João Ferreira lembra que, na cidade do Rio de Janeiro, São Jorge é uma espécie de padroeiro não oficial, já que a função oficial pertence a São Sebastião.

“Diferente do nosso padroeiro, São Jorge não é representado na sua morte como São Sebastião e as flechas. São Jorge é simbolizado como um grande guerreiro, aquele que vence os desafios e as batalhas, que matou o dragão. E essa construção simbólica é muito significativa pro brasileiro, que é um povo que sempre associa o cotidiano a essa questão da batalha. Pro fiel de São Jorge, as batalhas cotidianas são o dragão que a gente mata todo dia. Se ele pode matar o dragão, ele pode ajudar a vencer questões pessoais, de trabalho, de saúde. Por isso tanta gente se apega e faz promessas ao santo”.

Marcelo Lopes encontrou em São Jorge um alvo de sua fé há cerca de 15 anos. “Eu precisei me apegar a alguma crença. Precisei acreditar em alguma coisa, porque eu não acreditava em nada, e isso me fez muito bem. São Jorge é guerreiro e eu sou um cara guerreiro, trabalho desde pequeno, sempre gostei de ter o meu próprio dinheiro e é nele que eu confio”, disse o técnico de eletrônica de 52 anos de idade, que todos os anos visita a igreja do centro da cidade.

Para João Ferreira, o santo extrapola inclusive as religiões que se associam a ele no Brasil (o catolicismo e os cultos de matriz africana). “Você encontra uma série de pessoas que dizem que não são de nenhuma religião específica, mas que são devotas de São Jorge, ou como elas dizem, ‘amigos de Jorge’ ou ‘filhos de Jorge’. É interessante ver o quanto esse santo supera a própria institucionalização religiosa, quando as pessoas se vinculam a ele como o patrono da fé. É por isso que, no Rio de Janeiro, você sai a rua o tempo todo e encontra muitos carros com adesivos de São Jorge, muitas camisas de São Jorge. São Jorge virou quase um símbolo pop”.

No Rio de Janeiro, o dia do santo é celebrado com cerimônias em terreiros e com festas nas igrejas dedicadas a ele, como as igrejas de São Jorge, do centro, e de Quintino, na zona norte da cidade. Outra forma comum de celebrar o santo são as feijoadas promovidas por seus devotos.

“Muitas festas nessa data de 23 de abril vão estar fazendo feijoadas nas ruas, seja comemorando com os amigos seja doando. A feijoada de São Jorge é a comida de Ogum. O feijão é a comida que se oferece a Ogum”, explica João Ferreira.

As festas promovidas pelas igrejas costumam reunir dezenas de milhares de fiéis nos dias 23 de abril. O padre Dirceu Rigo, pároco de Quintino, espera que até o fim deste domingo (23), cerca de um milhão de pessoas tenham participado das missas, das comemorações e da procissão.

“O povo carioca é um povo muito sofrido e batalhador. E ele se identifica muito com São Jorge. Essa que é a devoção bonita, de não desanimar, de não perder a esperança, mas lutar. E isso que é bonito de ver nos devotos de São Jorge. Mesmo nas dificuldades, às vezes na tristeza, na dor, no sofrimento, não desanima. Vão à luta para vencer a ‘batalha”, disse o padre.

De acordo com o próprio Vaticano, a história do santo é considerada lendária, já que muitas narrativas que o envolvem são claramente fantasiosas. A mais famosa delas teria nascido no período das Cruzadas e relata que Jorge teria salvado uma princesa de um terrível dragão que vivia em um pântano na Líbia.

Essa lenda, aliás, é eternizada por muitas imagens do santo, que o retratam montado em um cavalo, espetando sua lança em um dragão.

Rio de Janeiro (RJ), 20/04/2023 – Igreja de São Jorge, na Praça da República, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Igreja de São Jorge, na Praça da República, no centro da capital fluminense. Foto – Tomaz Silva/Agência Brasil

Desde 1969, as festas em sua homenagem são consideradas apenas facultativas pela Igreja Católica, devido à ausência de algumas informações sobre sua vida. “Como no caso de outros santos envoltos em lendas, a história de São Jorge serve para lembrar ao mundo sobre uma ideia fundamental, de que, no fim, o bem triunfa sobre o mal”, informa o site oficial do Vaticano.

“O dragão que ele lutou não foi o bicho [retratado nas imagens]. O dragão era a falta de fé quando o imperador Diocleciano [sob cujo governo Jorge teria sido martirizado] convocou todos os governadores e prefeitos e disse que eles deveriam perseguir os cristãos e matá-los”, disse o padre Dirceu Rigo.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e próximo concurso deve pagar R$ 50 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas do Concurso 2.585 da Mega-Sena, realizado nesse sábado (22) à noite em São Paulo. As dezenas sorteadas foram 14, 26, 34, 36, 43 e 59. Ficam acumulados para o próximo concurso, quarta-feira (26), R$ 50 milhões.

Setenta apostadores acertaram a quina e vão receber, cada um, o prêmio de R$ 58.471,80. A quadra teve 5.743 acertadores e pagará o prêmio individual de R$ 1.018, 14.

As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em qualquer lotérica do país ou pala internet, no site da Caixa Econômica Federal.




Fonte: Agência Brasil

Região preservada estimula turismo consciente e pequenos produtores


Um município do Rio de Janeiro com cerca de 70% de seu território em área de preservação ambiental tem conquistado a atenção de turistas e pequenos produtores. Localizada a 74 km da capital fluminense, Guapimirim tem estimulado o turismo consciente para evitar que o movimento de pessoas tenha efeito negativo na região.

Segundo o secretário Municipal de Turismo, Mário Seixas, áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso), o Cânion de Iconha e a Cachoeira da Concórdia se destacam nos projetos de ecoturismo.

“Eu falo muito da responsabilidade do trabalho que a gente tem. Não podemos errar na mão da promoção dos nossos atrativos naturais. O turista que a gente convida tem que ser responsável, consciente. A gente sabe que tem que fazer o trabalho de casa e é uma ação conjunta aqui dentro de conscientização e também de atrair turistas que possam manter aquilo que a gente tem de maior e melhor que é o nosso patrimônio natural”, relatou.

Magé (RJ), 27/03/2023 - Cachoeira Monjolo, na reserva Ecovila El Nagual, Magé, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Respeito ambiental

Pequenos empreendedores reforçam a busca por qualidade e de respeito ambiental na região. “A marca da cidade traz o aspecto verde que a gente tem”, disse o secretário, mostrando a lata de uma cerveja artesanal produzida na cidade e vendida na Rota Cervejeira, projeto que inclui ainda as cidades de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu.

O produtor de cervejas artesanais Bruno Diniz dos Santos, de 38 anos, deixou a Ilha do Governador, na zona norte do Rio, para morar no município de Magé, ao pé do Parnaso.

“Quando eu me mudei para cá tive uma experiência meio transformadora na minha vida e percebi que o maior ativo que tinha aqui era a água muito diferenciada. A gente tem uma água natural sem tratamento algum, pura diretamente da natureza, da Mata Atlântica” disse. Segundo ele, a água pura da região é um dos elementos principais elementos da produção da cerveja artesanal.

Como autodidata, se dedicou a pesquisas e a fazer cursos. A ideia era fazer cervejas diferentes entre elas. Bruno compara a experiência, que considera uma terapia, com a culinária que também gosta muito. “É uma forma de ter cuidado com outras pessoas”.

O produtor, no entanto, não pretende comercializar seu produto. “Na verdade, sou cervejeiro caseiro e não tenho ideia de comercializar nada. O que eu gosto de fazer mesmo são experiências com pessoas e poder beber cerveja. Sou administrador e empreendedor, mas infelizmente não vejo um caminho se não for industrial, então, para mim é só a experiência, assim como cozinhar que eu adoro. É mais um hobby”, pontuou.

Cogumelos

Depois de concluir mestrado e doutorado na área de agricultura sustentável, a agrônoma Sandy Sampaio Videira, 43 anos, quis fazer mais do que pesquisas na área e atualmente se dedica à produção de cogumelos de diversos tipos, como shitake, paris e shimejis cinza, salmão e juba de leão, no distrito de Santo Aleixo, em Magé, na Baixada Fluminense.

“É um alimento extremamente saudável, é proteína também, está relacionado à parte imunológica. Tem um monte de benefício para saúde e se consegue produzir em um espaço menor”, disse.

Para superar a dificuldade de encontrar a matéria prima para a produção, a escolha foi trabalhar com substratos, resultantes de matéria orgânica da agricultura como palha de milho e bagaço de cana de açúcar, todos encontrados na região.

“Depois que o cogumelo é produzido, a gente tem um novo resíduo que é matéria orgânica. A partir disso, a gente faz o processo de compostagem e volta com esse resíduo para a agricultura. A gente tem um trabalho dentro da economia circular, com a menor geração de resíduo possível, que incentiva a economia local, porque usa subprodutos da agricultura local e faz uma cadeia de geração de alimentos em uma coisa que não ia ser utilizada para nada. Com isso, a gente consegue diminuir o custo e popularizar o consumo. Não quero um cogumelo gourmetizado, quero um cogumelo popular”, contou.

Segundo a produtora, o Rio de Janeiro ainda não tem uma cadeia de produção e logística do setor, o que faz com que parte dos cogumelos consumidos no estado seja oriundo de São Paulo.

Com uma bolsa de estudos, Sandy comprou os equipamentos necessários para montar um laboratório. Para facilitar o transporte, ele está localizado na área abaixo do caminho que leva ao sítio, que é o acesso mais difícil. A ideia da agrônoma é dar suporte a outros produtores de cogumelos do estado que não tenham assistência.

“Quanto mais produtores tiver é melhor. A gente tem acesso ao alimento mais fresco e gira a economia e renda para as microrregiões daqui”, apostou.

*A repórter e a fotógrafa viajaram a convite da Fundação Boticário




Fonte: Agência Brasil