Funai se desculpa com famílias de Bruno e Dom por nota de 2022


A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) divulgou nesta terça-feira (28) um pedido de desculpas às famílias do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, em razão de nota divulgada pelo órgão durante o governo de Jair Bolsonaro. Bruno Pereira e Dom Phillips foram assassinados em junho de 2022 no Vale do Javari, no Amazonas.

“A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) vem a público corrigir os termos de nota difamatória e violenta anteriormente publicada por esta fundação, quando era presidida pelo delegado Marcelo Xavier. A nota publicada no dia 10 de junho de 2022, apenas cinco dias após o desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips, ameaçava a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) de processo judicial e trazia uma série de inverdades contra Bruno e Dom”, diz o pedido de desculpas.

De acordo com a fundação, o texto foi retirado do site da Funai por determinação da Justiça Federal do Amazonas, que considerou a nota indevida, contrária aos direitos humanos e não compatível “com a realidade dos fatos e com as normas em vigor”.

“Hoje, a Funai se retrata e pede desculpas por esse capítulo lamentável de sua história. Afirmamos a importância do trabalho da Univaja, organização indígena cuja colaboração é fundamental para a proteção e promoção dos direitos indígenas na região do Vale do Javari e sem a qual os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips não teriam sido, pelo menos em parte, solucionados”, consta no texto.

No texto, a Funai destaca que “Bruno era um indigenista dedicado, de seriedade e compromisso amplamente reconhecidos, que sofreu perseguição dentro do órgão que o deveria proteger e foi exonerado de suas funções por incomodar criminosos, ou seja, por cumprir o seu dever como funcionário do Estado. Pagou com a vida pelo comprometimento inabalável que tinha com os povos indígenas”.

Sobre o britânico, o órgão afirma que “Dom Phillips era um jornalista que devotava seu trabalho à proteção da Amazônia e de seus povos e também pagou com a vida por essa dedicação”.

“Por isso tudo, hoje pedimos desculpas às famílias de Bruno e Dom. Os nomes deles foram insultados por autoridades públicas no momento mais difícil da vida de suas famílias e é dever do Estado brasileiro reconhecer a violência difamatória que sofreram, se desculpar com seus familiares e nunca mais permitir a repetição de atos dessa natureza”, finaliza a nota.

Nesta segunda-feira (27), representantes da Terra Indígena do Vale do Javari, líderes da Univaja e autoridades do governo federal realizaram o primeiro ato em Atalaia do Norte, no Amazonas, desde o assassinato do indigenista e do jornalista. O encontro teve o objetivo de marcar a unidade de forças com o Poder Público, em defesa dos povos que habitam a região. As viúvas de Dom e Bruno, respectivamente, Alessandra Sampaio e Beatriz Matos, também estiveram no local.




Fonte: Agência Brasil

Justiça condena ex-prefeito, ex-secretário de Obras e empresário por crime de responsabilidade em Presidente Prudente




Sentença substituiu a pena privativa de liberdade de três anos de reclusão por prestação de serviços à comunidade e pelo pagamento de R$ 468.720,00 à Prefeitura. Fórum de Presidente Prudente
Heloise Hamada/G1
A juíza da 3ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Prudente (SP), Sizara Corral de Arêa Leão Muniz Andrade, julgou procedente a denúncia formulada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) e condenou por crime de responsabilidade o ex-prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã”, o ex-secretário municipal de Obras e Serviços Públicos Alfredo José Penha e o empresário Gervásio Costa.
Na sentença proferida nesta segunda-feira (27), a juíza substituiu a pena privativa de liberdade de três anos de reclusão, em regime inicialmente aberto, por duas restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade, à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, e no pagamento de um montante equivalente a 360 salários mínimos ao município de Presidente Prudente, ou seja, R$ 468.720,00 em valor atual.
Sem os requisitos da prisão preventiva, a juíza permitiu aos condenados o direito de recorrer em liberdade.
Na decisão, à qual o g1 teve acesso, a magistrada ainda pontua que o trânsito em julgado da sentença acarretará a inabilitação dos acusados, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função públicos, eletivos ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular.
Os três réus foram condenados pela prática do crime previsto no artigo 1º, inciso II, do decreto-lei nº 201/67, ou seja, “utilizar-se, indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos”, combinado com os artigos 29 e 30, ambos do Código Penal.
De acordo com a acusação formulada pelo Ministério Público, o ex-prefeito e o ex-secretário realizaram obras viárias com recursos públicos da Prefeitura na região do Jardim Santana, na zona leste de Presidente Prudente, para beneficiar interesses particulares do empresário.
Tupã esteve à frente do Poder Executivo local por dois mandatos consecutivos entre os anos de 2009 e 2016.
A sentença da juíza Sizara Corral de Arêa Leão Muniz Andrade aponta que a abertura e a pavimentação de vias destinadas a facilitar o acesso aos galpões da empresa de Gervásio Costa causaram um prejuízo direto ao patrimônio público, correspondente ao montante despendido para a execução das obras, no valor de R$ 268.578,80.
“O dano patrimonial diretamente causado aos cofres públicos foi de R$ 268.578,80, montante correspondente às expensas de pavimentação das vias, que deverá ser atualizado desde a data do dispêndio, pela Fazenda Pública”, afirma a magistrada.
Com isso, ela fixou o valor mínimo para reparação de danos em R$ 268.578,80, atualizado desde a data do dispêndio.
Acusação
De acordo com a acusação, o então prefeito Tupã, por meio do decreto municipal nº 20.570, de 17 de novembro de 2009, declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação amigável, parte de um imóvel de propriedade da empresa CMV Administração e Locação Ltda., cujo sócio proprietário era Gervásio Costa. Visava-se, com o decreto, a abrir vias públicas, sob o pretexto de melhorar o sistema viário do Jardim Santana e adjacências.
Após a publicação do decreto, a CMV doou a área ao município, por meio de escritura pública lavrada em 19 de janeiro de 2010. Após assumir a posse do imóvel, a Prefeitura abriu vias públicas, em duas etapas.
Ainda segundo a acusação, a suposta motivação da desapropriação do imóvel e da posterior abertura de vias públicas seria melhorar o sistema viário do Jardim Santana e adjacências. Entretanto, de acordo com o MPE-SP, essa motivação foi um pretexto usado pelo ex-prefeito e pelo ex-secretário para beneficiar o empresário, de quem eram amigos.
A Promotoria sustenta que as pavimentações foram realizadas apenas para atender aos interesses de Gervásio Costa e da CMV Administração e Locação Ltda., que doara a área ao município.
Segundo imagens do local, a pavimentação de parte da Rua Projetada D serviu exclusivamente para garantir acesso a um barracão de Gervásio, que faz testada com aquela via pública. Ainda em conformidade com aquelas imagens, a pavimentação da Rua Projetada B serviu exclusivamente de acesso ao barracão instalado na área, de propriedade do empresário. Do mesmo modo, a pavimentação da Rua Projetada C, embora tendo ligação com a Rua Pierre de Almeida Leitão, foi executada para permitir acesso a toda a área de barracão. Para garantir acesso da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) e da respectiva marginal à Rua Pierre de Almeida Leitão, bastaria pavimentar toda a Rua Projetada D, conforme a denúncia. A pavimentação da Rua Projetada A visou a garantir acesso a outro barracão, de propriedade da CMV Administração e Locação Ltda., circunstância que também beneficiou o acusado Gervásio, segundo o MPE-SP.
Ainda segundo a acusação, Tupã e Penha, sob o pretexto de beneficiar moradores da região onde as obras foram realizadas, atuaram para que o município de Presidente Prudente beneficiasse Gervásio e a CMV, custeando a abertura de três vias contíguas e adjacentes aos barracões e galpões existentes na área.
Com isso, segundo a Promotoria de Justiça, facilitou-se o acesso ao interior do imóvel, circunstância que acarretou valorização patrimonial, sem que o proprietário despendesse recursos próprios e cumprisse os ditames da lei nº 6.766/79.
Em decorrência dos fatos, conforme o MPE-SP, Gervásio e a CMV obtiveram, ao menos, duas vantagens: deixaram de arcar com os custos da abertura de vias que melhoraram o trânsito e o acesso à área total, especialmente aos barracões e galpões, circunstância que ensejou o incremento das atividades econômicas e a valorização do local; e esquivaram-se da implantação de loteamento urbano, nos termos da lei nº 6.766/79.
De acordo com a Promotoria, era necessário o desmembramento, por loteamento, tendo em vista a abertura de vias públicas, fato que implicaria, além de reserva de área verde, a implantação de infraestrutura básica.
Concluída a investigação, os réus recusaram a proposta de acordo de não persecução penal e o Ministério Público ofertou a denúncia, que foi recebida em 12 de abril de 2021.
Defesa
A defesa do ex-prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã” requereu a absolvição do réu, alegando a insuficiência da prova colhida para fundamentar uma condenação; e a atipicidade da conduta, por ausência de dolo.
A defesa do ex-secretário Alfredo José Penha suscitou, preliminarmente, a inépcia da denúncia, alegando a ausência de especificação das condutas. No mérito, também requereu a absolvição do réu, alegando a insuficiência da prova colhida para ensejar uma decisão condenatória; a atipicidade da conduta, por ausência de dolo; e a incomunicabilidade das condições pessoais do ex-prefeito, por se tratar de crime de mão própria.
Já a defesa do empresário Gervásio Costa, preliminarmente, afirmou a inépcia da inicial acusatória, alegando a ausência de individualização das condutas; a ausência de dolo; e a impossibilidade de concurso com o ex-prefeito, por se tratar de crime de mão própria. No mérito, postulou a absolvição do réu, alegando a insuficiência da prova colhida para embasar decisão condenatória; e a atipicidade do fato, por ausência de dolo e de dano. Subsidiariamente, alegou o descabimento do pedido indenizatório, por se tratar de pleito também formulado pelo Ministério Público no âmbito de ação civil.
Em seus interrogatórios na Justiça, os três réus negaram a prática do crime.
Sentença
“Em que pesem as argumentações dos defensores, não há dúvidas de que se visava, com as obras, a atender a interesse privado do acusado Gervásio e da pessoa jurídica que ele controlava”, afirma a juíza Sizara Corral de Arêa Leão Muniz Andrade.
Ainda de acordo com a magistrada, a execução meramente parcial das Ruas Projetadas B e D escancara a finalidade do projeto inicial, consistente em interligar os galpões que viriam a ser construídos por Gervásio e pela CMV Administração e Locação Ltda. à rodovia e aos bairros, além de conectá-los entre si.
“A execução parcial das Ruas Projetadas B e D, apenas até pontos de acesso a imóveis de CMV Administração e Locação Ltda., evidencia que o projeto, a desapropriação e a doação, desde o princípio, tinham como finalidade exclusiva facilitar o fluxo de veículos até os galpões que viriam a ser construídos. Tal circunstância também é verificável pela forma como se iniciou o procedimento administrativo de estudo de abertura de vias e pelas menções a Gervásio ao longo do procedimento, embora não fosse o proprietário da área”, salienta a juíza.
A sentença conclui que a CMV “deixou de arcar com os custos de implantação de infraestrutura, deixou de ceder ao município áreas destinadas ao lazer e ao uso institucional, e deixou de proceder ao licenciamento ambiental e de arcar com os custos deste”.
“Além do dano direto, a conduta dos acusados causou prejuízo patrimonial indireto ao município, consistente na ausência de implantação de infraestrutura, ausência de cessão de áreas institucionais e de lazer, e ausência de licenciamento ambiental”, enfatiza a juíza.
Ainda na sentença, a magistrada avalia a valorização imobiliária da área envolvida na ação penal.
De acordo com a sentença, a valorização imobiliária alegada, de R$ 4,91/m² para R$ 350,00/ m², “é excelente evidência do proveito econômico auferido por meio do loteamento irregular”.
“A variação entre o preço pago (R$ 4,91/m²) e o alegado valor de mercado (R$ 350,00/m²) é de espantosos 7.128,31%”, pontua a magistrada.
“Por óbvio, parte da valorização imobiliária decorreu da construção de galpões comerciais, anteriormente inexistentes. Contudo, a utilidade e valor dos galpões decorre da implantação de vias de acesso, realizada às expensas da Fazenda Pública do Município de Presidente Prudente”, argumenta.
Ela observa que, sem a abertura e a pavimentação de vias, os galpões seriam inacessíveis a veículos pesados, como afirmou uma testemunha.
“Por conseguinte, seriam inúteis como armazéns e sem valor expressivo”, complementa.
“Mesmo a abertura de acesso direto para a rodovia, anteriormente inexistente, implica valorização imobiliária, pois facilita grandemente o acesso aos galpões. Segundo as testemunhas, caminhões costumavam trafegar por bairro residencial para chegar ao local do fato, circunstância que inegavelmente dificultaria a logística de potenciais locatários e diminuiria o preço de locação e o valor dos imóveis comerciais que se instalassem lá”, afirma a juíza.
“Todas as ações visavam a evitar despesas de arruamento, pavimentação e loteamento para o acusado Gervásio, de quem Milton e Alfredo disseram ser amigos, empregando recursos do Município em benefício dele. Como os réus voluntária e conscientemente visavam a causar dano patrimonial aos cofres públicos, como forma de beneficiar Gervásio, está configurado o dolo específico”, sentencia a juíza.
“Portanto, os autores do fato utilizaram-se de bens, serviços e rendas públicas, consistentes na estrutura organizacional da prefeitura (serviço) e no montante despendido na execução do projeto, R$ 268.578,80 (bens e rendas). A utilização de serviços, bens e rendas públicas foi indevida, pois contrária aos princípios da impessoalidade, legalidade, eficiência e moralidade”, salienta a magistrada.
“Conforme se expôs anteriormente, visava-se exclusivamente a atender aos interesses de CMV Administração e Locação Ltda. e Gervásio, em ofensa ao princípio da impessoalidade. Procedeu-se à abertura de vias inúteis, desconectadas de áreas preexistentes, em ofensa ao princípio da eficiência. Evitou-se a submissão da abertura de vias às normas pertinentes ao loteamento, em ofensa ao princípio da legalidade. A motivação está relacionada à amizade entre os acusados, em ofensa ao princípio da moralidade”, prossegue.
“A ação causou ao Município dano patrimonial direto, no valor de R$ 268.578,80, e indireto, decorrente da ausência de implantação de infraestrutura, ausência de cessão de áreas institucionais e de lazer e ausência de licenciamento ambiental. Todas as ações visavam a evitar despesas e gerar proveitos econômicos futuros para CMV Administração e Locação Ltda. e o acusado Gervásio. Portanto, Gervásio agiu em proveito próprio e Alfredo e Milton, em proveito alheio. Está configurado o dolo específico, pois os denunciados, para atingir o propósito de beneficiar Gervásio, voluntária e conscientemente usaram indevidamente bens e rendas públicas. Em outras palavras, visavam a causar dano patrimonial ao erário e incremento patrimonial a CMV Administração e Locação Ltda. e Gervásio”, afirma.
“Os réus, um deles agindo na condição de Prefeito Municipal, agindo com dolo específico e em concurso entre si, utilizaram indevidamente serviços, bens e rendas públicas, em proveito próprio (no caso de Gervásio) e alheio (no caso de Milton e Alfredo), e causaram prejuízo patrimonial direto (R$ 268.578,80) e indireto ao Município. Praticaram, portanto, a conduta abstratamente prevista no artigo 1º, inciso II, do decreto-lei nº 201/67, combinado com os artigos 29 e 30, ambos do Código Penal”, classifica a juíza.
“Ainda quanto às consequências, consigno que a ação dos denunciados catapultou o valor dos imóveis de CMV Administração e Locação Ltda., de R$ 4,91/m² […] para alegados R$ 350,00/m² […]. Conquanto seja razoável concluir que parte da valorização decorreu da construção de galpões, esta seria inútil sem a urbanização ilícita, conforme se expôs anteriormente”, frisa.
Fórum de Presidente Prudente
Heloise Hamada/G1
Outro lado
Já a defesa de Alfredo José Penha disse que está irresignada e irá recorrer da sentença. Um dos advogados do ex-secretário, Jailton João Santiago, salientou que houve prescrição com relação a seu cliente.
“Ele já tinha deixado o cargo, naquela época, há mais de dois anos antes, três anos, praticamente, de deixar o mandato, de deixar o cargo de secretário de Obras, mesmo porque ele só ocupou o cargo, se eu não me engano, porque eu não estou com os autos na mão, aqui, até meados ou pouco mais do primeiro mandato do governo do Tupã”, ressaltou ao g1.
Ainda de acordo com Santiago, a tese de prescrição foi utilizada pela defesa, no entanto, não foi reconhecida pela juíza.
“Nós entendemos que, com relação a ele, está prescrito, embora não tenha sido reconhecido aqui. E nós estamos entrando com o recurso, vamos apresentar a apelação, no prazo legal, e vamos requerer a absolvição dele no Tribunal de Justiça. Respeitamos a sentença do julgador, mas entendemos que, com relação a Alfredo Penha, está prescrito. Estaremos recorrendo, com certeza, ao tribunal”, concluiu ao g1.
O g1 também entrou em contato com a defesa do Gervásio Costa, representada pelo advogado André Shigueaki Teruya. Ele informou que tomou ciência da sentença nesta terça-feira (28) e que irá fazer o possível para assegurar a absolvição da acusação que foi dirigida ao empresário.
“Não concordamos com o que ficou consignado, tendo em vista que não corresponde aos fatos e às provas produzidas nos autos. Consequentemente, serão manejados todos os recursos processuais cabíveis à defesa, com o fim de assegurar a absolvição da imputação que lhe foi dirigida”, apontou.
O g1 também solicitou ao advogado Alfredo Vasques da Graça Júnior um posicionamento oficial da defesa do ex-prefeito Tupã sobre o assunto, mas até o momento desta publicação não recebeu resposta.

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Fonte: G1

Condutor de caminhão com placas de Recife é preso em flagrante com mais de 100 mil maços de cigarros contrabandeados, em Pirapozinho




Veículo foi abordado por volta das 9h no km 522,500 da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), nesta terça-feira (28), durante a Operação Impacto. Condutor de caminhão é preso com mais de 100 mil maços de cigarros contrabandeados, em Pirapozinho (SP)
Polícia Rodoviária
Um homem, de 32 anos, foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (28) após a Polícia Rodoviária localizar 200 caixas de cigarros de origem estrangeira no caminhão em que ele dirigia, durante a Operação Impacto, em Pirapozinho (SP).
O veículo, com placas de Recife (PE), foi abordado por volta das 9h no km 522,500 da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425). No decorrer da vistoria, os agentes localizaram as caixas de cigarros no interior do baú, sem documentação fiscal.
Ao todo, foram apreendidos 100 mil maços do produto. O caminhão também foi recolhido. Já o condutor foi preso em flagrante pelo crime de contrabando e permanece à disposição da Justiça.
A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Polícia Federal de Presidente Prudente (SP).

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Fonte: G1

Motociclista desobedece semáforo em cruzamento e causa acidente de trânsito com outras duas motos em Dracena


Um terceiro motociclista, que estava parado no sinal, local onde o acidente aconteceu, foi atingido pelas motos depois da colisão. Este homem, de 37 anos, foi multado por dirigir com categoria diferente da exigida (categoria B), e não teve ferimentos.




Fonte: G1

Metrô do DF volta a funcionar após furto de cabos


O Metrô do Distrito Federal voltou a operar no início da tarde desta terça-feira (28). De acordo com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, o sistema foi restabelecido por volta de 13h15 e todas as estações foram reabertas.

A circulação de trens foi interrompida e as estações fechadas pela manhã por causa do rompimento de cabos de fibra ótica e roubo de cabos de energia, decorrentes de atos de vandalismo, conforme a empresa.

A interrupção afetou cerca de 135 mil passageiros que utilizam o metrô diariamente. “Foi elaborada uma estratégia para restabelecimento do sistema e reparo das fibras rompidas para que os trens voltassem a circular o mais brevemente possível. Diversas equipes foram mobilizadas – dos setores de manutenção, tecnologia, energia e segurança”, diz a companhia, em nota. A Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.

Em nota, o presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral, afirmou que a companhia tem adotado uma série de medidas para evitar vandalismo, como rondas interna e externa, reforço do quadro de vigilantes e melhoria na iluminação das vias, além da instalação de 60 mil metros de concertinas ao longo de todo trecho (rede de arame farpado) e 16 mil metros de grades metálicas.




Fonte: Agência Brasil

Bolsa Família terá valor extra para famílias maiores


As novas regras do programa Bolsa Família devem ser anunciadas na quinta-feira (2/03) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de retomar as exigências das contrapartidas, o programa deve ter um valor extra para famílias maiores.

As informações são do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Segundo ele, as famílias receberão um valor mínimo de R$ 600, o acréscimo de R$ 150 por criança até 6 anos e mais um valor por pessoa.

“O programa terá também uma regra que leva em conta um per capita [por pessoa], a proporção, o tamanho de cada família, para que a gente tenha mais justiça nessa transferência de renda”, disse, em entrevista à imprensa, após participar de evento no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (28). Ele não adiantou, entretanto, qual será o valor per capita.

Contrapartidas

Com o novo Bolsa Família, o governo deve retomar as contrapartidas das famílias beneficiárias, como a manutenção da frequência escolar das crianças e a atualização da caderneta de vacinação. Durante o governo de Jair Bolsonaro, o programa foi substituído pelo Auxílio Brasil, que não exigia as contrapartidas.

O programa também deve ter o foco na atualização do Cadastro Único e integração com o Sistema Único de Assistência Social (Suas), com a busca ativa para incluir quem está fora do programa e a revisão de benefícios com indícios de irregularidades. Segundo Dias, haverá integração com outros 32 programas de governo voltados para a qualidade de vida da população.

Os novos valores foram garantidos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que estabeleceu que o novo governo terá R$ 145 bilhões para além do teto de gastos, dos quais R$ 70 bilhões serão para custear o benefício social.




Fonte: Agência Brasil

Orquestra celebra Villa-Lobos no Dia Nacional da Música Clássica


 A Orquestra Rio Villarmônica promove, no próximo fim de semana, comemoração múltipla para celebrar o aniversário de nascimento de seu patrono, o maestro e compositor Heitor Villa-Lobos e o Dia Nacional da Música Clássica.

No sábado (4), às 19h, a orquestra se apresenta no Teatro de Câmara da Cidade das Artes Bibi Ferreira, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade e, no domingo (5), repete o programa, às 16 horas, na Sala Cecília Meireles, região central. Os ingressos custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia entrada). Para o concerto da Cidade das Artes, interessados devem acessar o site da orquestra. Os ingressos para a Sala Cecília Meireles, podem ser adquiridos no site da sala.

“Vamos comemorar o aniversário de Villa-Lobos, um ano de existência da Orquestra Rio Villarmônica e o nosso Dia Nacional da Música Clássica, tocando música do Villa e do seu compositor de maior referência, que ele considerava sua fonte universal de inspiração, que é Johann Sebastian Bach”, disse nesta terça-feira (28) à Agência Brasil o maestro Tobias Volkmann, diretor artístico e regente dos concertos.

O maestro ressaltou que o Teatro de Câmara da Cidade das Artes e a Sala Cecília Meireles têm as duas melhores acústicas da cidade. “São ideais para grupos de músicos não tão grandes. Por isso, escolhemos obras de Villa-Lobos com pequenas formações”, explicou.

Programa

O programa começa com Ciranda das sete notas, para fagote e orquestra de cordas, com Jeferson Souza no fagote. Segue Fantasia para saxofone soprano e pequena orquestra, com Pedro Bittencourt no saxofone, e o Choros nº 5 Alma Brasileira, com arranjo para violino solista e cordas de Mateus Araujo.

Tobias Volkmann destacou que Ciranda das Sete Notas e Fantasia são duas das poucas obras que Villa-Lobos escreveu para pequenas formações orquestrais. Em geral, suas obras são destinadas a grupos de 70 músicos ou mais, com grande instrumentação e um naipe de percussão com instrumentos brasileiros. “Ciranda é uma obra emblemática”, disse Volkmann. “São duas obras para sopros solistas não usuais e pequenas orquestras. É um Villa-Lobos que a gente não está acostumado a ouvir.”

Primeira vez

A obra Fantasia, de Villa-Lobos, nunca foi gravada, mas será registrada pela primeira vez em vídeo e áudio no Teatro de Câmara da Cidade das Artes Bibi Ferreira. “A gravação é um projeto para o futuro”, disse Tobias Volkmann. O solista, Pedro Bittencourt, é professor da Escola de Música da Universidade Federal do Rio se Janeiro (UFRJ).

O programa se encerra com Johann Sebastian Bach, com a Suíte orquestral nº 3 em ré maior e a Suíte orquestral nº 2 em si menor. As duas obras de Bach são também para sopros solistas, no caso flautas, e pequena orquestra. “Esse é outro elo de ligação com Villa-Lobos”, indicou. Haverá bis, mas o maestro afirmou que é surpresa para o público, embora esteja relacionado à identidade da orquestra.

Volkmann definiu que o repertório é uma combinação entre a organicidade teórica e a sonoridade, que se completam. “E temos uma variedade: enquanto a gente tem um Villa da primeira metade do século 20, nós temos música barroca da segunda metade do século 18”.

Criação

A Orquestra Rio Villarmônica nasceu no ano passado, no dia 27 de janeiro, data do aniversário de Mozart, após todo o trabalho de concepção e organização. Seu primeiro concerto ocorreu em junho de 2022, informou Tobias Volkmann.

“No nosso primeiro programa, a gente tocou Mozart e Villa”. A escolha do Teatro de Câmara da Cidade das Artes teve por objetivo formar público da zona oeste, “que tem sido bastante caloroso conosco e tem comparecido nos concertos lá”.

A orquestra desenvolve trabalho de comunicação significativo nas redes sociais e recebeu muitas manifestações de pessoas pedindo que as apresentações fossem na Cidade das Artes. “A gente acabou resolvendo fazer nos dois (espaços) para atender a todos”.

A Orquestra Rio Villarmônica está organizando a temporada 2023 de concertos. A ideia, conforme antecipou o maestro, é fazer pelo menos quatro programas neste ano, repetindo a dimensão de 2022.




Fonte: Agência Brasil

Mutirão para regularização de propriedades rurais acontece nesta quarta-feira, na Casa da Agricultura, em Iepê




Cadastramento evita restrições, por exemplo, na hora de solicitar e renovar empréstimos, na regularização ou transferência do imóvel junto aos cartórios. Mutirão do Cadastro Ambiental Rural acontece nesta quarta-feira, em Iepê (SP)
Ivo Capeloti
A Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo irá realizar, nesta quarta-feira (1º), o mutirão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), na Casa da Agricultura de Iepê (SP).
O CAR é um registro público eletrônico nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais. O Estado de São Paulo avançou rapidamente com a análise e validação do CAR e, em 2023, atingiu a marca de 407 mil cadastros processados (100% do total de cadastros ativos).
O cadastramento, que é a regularização da propriedade, evita restrições, por exemplo, na hora de solicitar e renovar empréstimos, na regularização ou transferência do imóvel junto aos cartórios.
Durante o serviço, técnicos da secretaria, junto com os profissionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), estarão no local para orientar o produtor rural para que ele dê o aceite no CAR e receba o endereço eletrônico da propriedade.
Mutirão do Cadastro Ambiental Rural acontece nesta quarta-feira, em Iepê (SP)
Ivo Capeloti
Serviço
A Casa da Agricultura de Iepê fica localizada na Rua São Paulo, 37.
O horário do mutirão será das 10h às 16h. A Casa da Agricultura fica aberta das 8h às 11h e, no período da tarde, das 13h às 17h.
O telefone do local para contato é o (18) 3264-1351.
Mutirão do Cadastro Ambiental Rural acontece nesta quarta-feira, em Iepê (SP)
Ivo Capeloti

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Fonte: G1

Homem é preso por tráfico de droga com mais de 230 gramas de maconha e alega que era para ‘próprio consumo’, em Teodoro Sampaio




Mandado de busca e apreensão foi feito pela Polícia Civil, no Bairro Estação, na manhã desta terça-feira (28). Homem é preso por tráfico de droga com 239 gramas de maconha em Teodoro Sampaio (SP)
Polícia Civil
Um homem, de 27 anos, foi preso em flagrante por tráfico de droga, na manhã desta terça-feira (28), no Bairro Estação, em Teodoro Sampaio (SP).
A Polícia Civil realizou um mandado de busca e apreensão, com o objetivo de apurar o envolvimento do investigado com o tráfico de droga e, no imóvel dele, localizou e apreendeu um tablete e outras três porções de maconha.
Ao todo, foram encontrados 239 gramas da droga.
Além do entorpecente, os policiais também apreenderam dois aparelhos celulares.
O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, responsável pelas investigações do caso, informou ao g1 que, além do homem, sua esposa e filhos estavam no imóvel no momento do encontro da droga.
Ainda segundo Caparroz, o suspeito “alegou que a droga era para o próprio consumo”.
“O preso foi encaminhado à Cadeia Pública de Presidente Venceslau e deve passar por audiência de custódia até amanhã”, finalizou ao g1 o delegado.

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Fonte: G1

PF investiga grupo que extraiu 300kg de ouro em terras indígenas


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação Kukuanaland, com o objetivo de identificar e desarticular grupo que extraía, comercializava e exportava ouro obtido ilegalmente em reservas indígenas e unidades de conservação federal.

Os investigadores averiguam também suposta lavagem do dinheiro pela mesma organização criminosa. Estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia (GO) e Santos (SP). Os mandados foram expedidos pela Vara Única da Subseção Judiciária de Gurupi (TO).

Em nota, a PF informa que, para acobertar a extração ilegal (em terras indígenas e outros garimpos ilegais localizados em outros estados), os suspeitos emitiam “notas fiscais ideologicamente falsas da venda do ouro”, graças à “posse de uma Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), localizada em Natividade (TO).

Esse procedimento foi feito com o objetivo de viabilizar a venda “a instituições financeiras e exportadoras”. “Foi constatado que na PLG indicada não houve a lavra da quantidade de ouro declarada”, complementa a PF.

Os investigadores estimam que o grupo lavou mais de R$ 130 milhões, valor correspondente a cerca de 300 quilos de ouro puro.

“Os objetos apreendidos serão analisados visando à identificação de todas as pessoas que praticam a extração e o comércio ilegal de ouro. O trabalho se concentrará na identificação de todos os envolvidos e na recuperação do prejuízo sofrido pelos cofres públicos”, diz a PF.

Se as ações criminosas forem comprovadas, os envolvidos responderão por crimes contra a ordem econômica – usurpação; realização de pesquisa/lavra/extração de recursos minerais sem autorização/permissão/concessão ou licença); lavagem de capital; falsidade ideológica; e organização criminosa.

Somadas, as penas podem chegar a 29 anos de reclusão.




Fonte: Agência Brasil