ONGs apontam racismo em falta de políticas públicas em áreas de risco


A falta de políticas públicas voltadas a atender à demanda da população negra e periférica que vive em áreas de risco ambiental – como nos locais atingidos por deslizamentos de terra no litoral Norte de São Paulo – é uma opção das administrações públicas e demonstra racismo ambiental. A avaliação é de especialistas de duas organizações da sociedade civil, o Greenpeace e o Instituto Polis.

“[O racismo ambiental] está muito ligado à segregação e exclusão em relação ao direito de ter o meio ambiente de determinada região equilibrado. A gente observa a escolha política, o critério para definir locais que vão ter políticas públicas. E elas não conseguem chegar sempre à população dos morros, negra e periférica”, afirma Rodrigo Jesus, da Campanha Clima e Justiça, do Greenpeace.

De acordo com ele, a falta de prioridade das populações negra e periférica demonstra ainda negligência. “O Poder Público não dá um nível de prioridade a essas áreas porque a gente está falando de locais que, do ponto de vista da política institucional, já se acostumaram com essa falta de acesso, da ausência de política pública. Há sim uma negligência do Poder Público ali”, acrescenta.

O surgimento do conceito de racismo ambiental está ligado ao movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, nos anos 50 e 60. É utilizado para se referir à divisão injusta dos ônus da degradação ambiental, que recaem sistematicamente sobre negros e populações periféricas, e à falta de infraestrutura destinada aos locais de moradia desses grupos, assim como de políticas de mitigação dos efeitos da degradação ambiental.

Para a pesquisadora e assessora do Instituto Polis, Ana Sanches, o racismo ambiental aparece também na falta de representantes dessas populações nas instâncias de poder que decidem onde os recursos públicos serão empregados e como serão combatidos os efeitos das mudanças climáticas.

“As pessoas que sofrem mais com os impactos de ausência de políticas públicas não são as que estão construindo as políticas públicas, não são as que estão planejando cidades”, diz.

Ela questiona, por exemplo, os critérios utilizados nos últimos anos pelos governos para decidir os projetos que teriam prioridade no litoral norte paulista. “O Poder Público tem dinheiro, mas prioriza outros investimentos. A gente teve, por exemplo, no litoral norte, a duplicação da [rodovia] Tamoios e está discutindo a ampliação do Porto de Santos. O que essas duas obras melhoram quando a gente pensa na questão da crise climática? Qual é mais urgente?”, pergunta.

“Quais são as obras que a gente poderia começar a fazer agora para pensar na segurança e na vida das pessoas? Sem vida, sem cidade, sem meio ambiente, não adianta ter ponte, estrada”, acrescenta.

As chuvas que atingiram os municípios do litoral norte paulista no último fim de semana estão entre as maiores tragédias da história do estado. Foi também o maior acumulado de chuva de que se tem registro no país, atingindo a marca de 682 milímetros em Bertioga e 626 milímetros em São Sebastião, no período de 24 horas.

A região mais atingida foi a Barra do Sahy, em São Sebastião, onde houve desmoronamento de encostas e soterramento de casas e de pessoas. Uma pessoa morreu em Ubatuba e ao menos 49 em São Sebastião.

Chuvas

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, em uma postagem em rede social defendeu que as chuvas não são a causa dos deslizamentos, mas a falta de opções de moradia para parte da população.

Matéria alterada às 11h41 de 24 de fevereiro de 2023 para incluir postagem da ministra Sonia Guajajara.






Fonte: Agência Brasil

ONGs veem racismo em falta de políticas públicas em áreas de risco


A falta de políticas públicas voltadas a atender à demanda da população negra e periférica que vive em áreas de risco ambiental – como nos locais atingidos por deslizamentos de terra no litoral Norte de São Paulo – é uma opção das administrações públicas e demonstra racismo ambiental. A avaliação é de especialistas de duas organizações da sociedade civil, o Greenpeace e o Instituto Polis.

“[O racismo ambiental] está muito ligado à segregação e exclusão em relação ao direito de ter o meio ambiente de determinada região equilibrado. A gente observa a escolha política, o critério para definir locais que vão ter políticas públicas. E elas não conseguem chegar sempre à população dos morros, negra e periférica”, afirma Rodrigo Jesus, da Campanha Clima e Justiça, do Greenpeace.

De acordo com ele, a falta de prioridade das populações negra e periférica demonstra ainda negligência. “O Poder Público não dá um nível de prioridade a essas áreas porque a gente está falando de locais que, do ponto de vista da política institucional, já se acostumaram com essa falta de acesso, da ausência de política pública. Há sim uma negligência do Poder Público ali”, acrescenta.

O surgimento do conceito de racismo ambiental está ligado ao movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, nos anos 50 e 60. É utilizado para se referir à divisão injusta dos ônus da degradação ambiental, que recaem sistematicamente sobre negros e populações periféricas, e à falta de infraestrutura destinada aos locais de moradia desses grupos, assim como de políticas de mitigação dos efeitos da degradação ambiental.

Para a pesquisadora e assessora do Instituto Polis, Ana Sanches, o racismo ambiental aparece também na falta de representantes dessas populações nas instâncias de poder que decidem onde os recursos públicos serão empregados e como serão combatidos os efeitos das mudanças climáticas.

“As pessoas que sofrem mais com os impactos de ausência de políticas públicas não são as que estão construindo as políticas públicas, não são as que estão planejando cidades”, diz.

Ela questiona, por exemplo, os critérios utilizados nos últimos anos pelos governos para decidir os projetos que teriam prioridade no litoral norte paulista. “O Poder Público tem dinheiro, mas prioriza outros investimentos. A gente teve, por exemplo, no litoral norte, a duplicação da [rodovia] Tamoios e está discutindo a ampliação do Porto de Santos. O que essas duas obras melhoram quando a gente pensa na questão da crise climática? Qual é mais urgente?”, pergunta.

“Quais são as obras que a gente poderia começar a fazer agora para pensar na segurança e na vida das pessoas? Sem vida, sem cidade, sem meio ambiente, não adianta ter ponte, estrada”, acrescenta.

As chuvas que atingiram os municípios do litoral norte paulista no último fim de semana estão entre as maiores tragédias da história do estado. Foi também o maior acumulado de chuva de que se tem registro no país, atingindo a marca de 682 milímetros em Bertioga e 626 milímetros em São Sebastião, no período de 24 horas.

A região mais atingida foi a Barra do Sahy, em São Sebastião, onde houve desmoronamento de encostas e soterramento de casas e de pessoas. Uma pessoa morreu em Ubatuba e ao menos 49 em São Sebastião.




Fonte: Agência Brasil

Após votação nominal, Câmara Municipal rejeita pedido de CPI contra Chefe de Gabinete da Prefeitura de Presidente Prudente




Os trabalhos foram transmitidos ao vivo pelo canal da TV Câmara no YouTube. Todas as transmissões ficam disponíveis após seu encerramento. Câmara Municipal de Presidente Prudente realizou sessão nesta quinta-feira (23)
Câmara Municipal de Presidente Prudente
A Câmara Municipal de Presidente Prudente (SP) rejeitou, nesta quinta-feira (23), um requerimento que solicitava a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o chefe de Gabinete da Prefeitura, Luiz Edson de Souza, devido à fatos ofensivos à reputação e à imagem da empresa Ilumina, em entrevista concedida para a TV Fronteira em janeiro de 2023.
O Requerimento nº 06583/18 é de autoria dos vereadores Demerson Dias (PSB), Enio Luiz Tenório Perrone (DEM), José Alves da Silva Júnior (PODE), Mauro Marques das Neves (PODE) e Miriam Brandão (Patriota).
O documento foi rejeitado após votação nominal. Confira como cada vereador votou:
Votos “sim”: Demerson Dias (PSB), Enio Luiz Tenório Perrone (DEM), José Alves da Silva Júnior (PODE), Mauro Marques das Neves (PODE) e Miriam Brandão (Patriota);
Votos “não”: Douglas Kato Pauluzi (PTB), Ivan Itamar da Silva (PSB), Joana D’Arc Patrício do Nascimento (PSB), João Barbosa Ferreira (DEM), Tiago Santos de Oliveira (PTB) e William César Leite (MDB);
Ausentes por motivos de saúde: Nathalia Barbosa Gonzaga da Santa Cruz (PSDB) e Wellington de Souza Neves (MDB).
Além disso, o Poder Legislativo manteve o parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e aprovou as contas do município relativas ao exercício de 2019.
As contas são referentes ao Processo nº 005007.989.19-7 e foram deliberadas em discussão única durante a ordem do dia da sessão ordinária. Cabe ressaltar que as sessões em que se discutem as contas ficam com o expediente reduzido para 60 minutos, conforme Artigo 175, Parágrafo Único, do Regimento Interno da Casa de Leis.
Dessa forma, os vereadores realizaram uma sessão extraordinária para deliberar sobre quatro vetos do Executivo a Projetos de Lei (PL) de iniciativa do Legislativo, bem como um projeto de lei de autoria de todos os vereadores.
No expediente com votação, foram aprovados 33 requerimentos de providências e de informações, uma moção, quatro requerimentos de pesar e 42 requerimentos de congratulações.
Os trabalhos foram transmitidos ao vivo pelo canal da TV Câmara no YouTube. Todas as transmissões ficam disponíveis após seu encerramento.
Confira abaixo a ementa do requerimento com votação nominal e a decisão do plenário sobre a matéria:
Requerimento nº 06583/18. Autores: vereadores Demerson Dias (PSB), Enio Luiz Tenório Perrone (DEM), José Alves da Silva Júnior (PODE), Mauro Marques das Neves (PODE) e Miriam Brandão (Patriota). Assunto: Solicita da Mesa Diretora, que seja criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), nos termos do artigo 25, § 4º e artigo 33, inciso XV, da Lei Orgânica Municipal e do artigo 35 e §§, do Regimento Interno, para que dentro do prazo e rito legal, efetue a apuração do contido na documentação anexa, que versa, em tese, sobre fatos ofensivos à reputação e à imagem da empresa Ilumina, ditos, segundo a reclamante, pelo servidor Luiz Edson de Souza, em entrevista concedida para a TV Fronteira, que foi ao ar no dia 10/01/2023 e à rádio comercial, veiculada no programa do dia 13/01/2023. Rejeitado mediante votação nominal.
Confira abaixo a disposição do parecer do Tribunal de Contas previsto na ordem do dia e a decisão do plenário sobre a matéria.
Processo n° 005007.989.19-7. Autor: Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Assunto: Parecer às Contas do Município relativas ao Exercício de 2019. Aprovado por unanimidade dos presentes em discussão única.
Confira abaixo as disposições dos Vetos e do projeto de lei debatidos durante sessão extraordinária.
Veto parcial do Executivo ao Projeto de Lei n° 721/18. Autor do PL: Poder Executivo. Assunto: Estima a receita e fixa a despesa do Município de Presidente Prudente para o exercício de 2023. – R$ 985.716.676,00. (PL nº 172/2022) – (ORÇAMENTO 2023). Veto rejeitado pelo Plenário.
Veto total do Executivo ao Projeto de Lei n° 752/18. Autor do PL: vereador Enio Luiz Tenório Perrone (DEM). Assunto: Torna obrigatório ao Poder Executivo Municipal disponibilizar no site o número de vagas de estacionamento para pessoas com deficiência e pessoas idosas, bem como a respectiva localização. Veto rejeitado pelo Plenário.
Veto total do Executivo ao Projeto de Lei n° 753/18. Autor do PL: vereadora Joana D’Arc Patrício do Nascimento (PSB). Assunto: Dispõe sobre declaração municipal dos direitos da pessoa com câncer. Veto rejeitado pelo Plenário.
Veto total do Executivo ao Projeto de Lei n° 757/18. Autor do PL: vereadora Joana D’Arc Patrício do Nascimento (PSB). Assunto: Dispõe sobre a seguridade da implementação de brinquedos inclusivos e adaptados nos parques infantis municipais. Veto mantido pelo Plenário.
Projeto de Lei n° 00798/18. Autor: vereadores da 18ª legislatura. Assunto: Inclui na Lei nº 5001, de 17 de dezembro de 1997 (Lei das Denominações), mais um item, nos seguintes termos: a atual ponte sobre o Rio Mandaguari, localizada na Estrada Sete Copas, no bairro Sete Copas, passa a denominar-se Ponte “FRANCISCO BREDA”. Aprovado em discussão única.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

PF prende acusado de fraude milionária contra a Caixa


A Polícia Federal (PF) prendeu na noite de ontem (23) um homem acusado de causar cometer fraudes contra o banco estatal Caixa. O estrangeiro, de 44 anos, tentava fugir do país através do posto de fronteira de Assis Brasil, no Acre.

O posto dá acesso ao território do Peru através de uma ponte binacional e fica bem próximo à tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia.

Segundo a PF, a prisão de ontem é um desdobramento de operações deflagradas entre abril de 2020 e novembro de 2022, que miravam uma organização criminosa que cometia fraudes contra a Caixa para realizar saques e transferências irregulares, além de se beneficiar ilegalmente do Auxílio Emergencial do governo federal. O esquema teria prejudicado centenas de vítimas e provocado prejuízo de R$ 1,5 milhão.

O estrangeiro preso ontem estava com um documento de identidade falso e mais de US$ 2 mil dólares em dinheiro. Ele foi conduzido à Delegacia Federal de Epitaciolândia (AC) e será encaminhado ao sistema prisional fluminense.




Fonte: Agência Brasil

Mutirão cata-treco recolhe materiais inservíveis e entulhos na região da Cecap, em Presidente Prudente, neste sábado


Os caminhões percorrerão as ruas dos bairros Jardim São Gabriel, Jardim Santa Paula e Residencial Francisco Navarro Spiler recolhendo materiais inservíveis, como sofás velhos, colchões, guarda-roupas, eletrodomésticos, pneus, entre outros itens que estejam em calçadas, canteiros centrais e terrenos vazios.




Fonte: G1

Base federal em aldeia indígena é alvo de ataque de garimpeiros


Uma base federal localizada na aldeia Palimiú, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, sofreu ataques de garimpeiros na madrugada de ontem (22). A informação é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em nota divulgada na noite de hoje (23). O atentado justificou pedido apresentado à Polícia Federal (PF) por reforços de segurança do local.

O espaço atacado serve para barrar a entrada de embarcações clandestinas no território e completou apenas duas semanas de funcionamento. Conforme relatou o Ibama, garimpeiros armados furaram o bloqueio montado no rio Uraricoera e atiraram contra agentes do órgão que abordaram uma das embarcações. Os fiscais revidaram. No tiroteio, um dos garimpeiros, cujo nome não foi divulgado, ficou ferido e foi detido pela PF. Ele permaneceu internado até a noite desta quinta-feira.

Os criminosos desciam o rio em sete embarcações chamadas “voadeiras”, de 12 metros cada, carregadas de cassiterita, metal cuja demanda tem aumentado. O carregamento foi identificado por drones operados por fiscais do Ibama. Após o ataque, os criminosos fugiram.

A segurança da base de controle é feita por agentes da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama. Na última segunda-feira (20), a base ganhou uma estrutura de cabos de aço e, desde então, de acordo com o Ibama, nenhum barco carregado seguiu em direção aos garimpos.

Para o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, trata-se de um ataque criminoso programado. “Todos aqueles que tentarem furar o bloqueio serão presos. Acabar com o garimpo ilegal é uma determinação do presidente Lula”, acrescentou.

Em maio de 2021, começou, na região do Palimiú, uma série de investidas de garimpeiros, que atiraram com armas de fogo e lançaram bombas de gás. O grupo de invasores chegou a disparar contra uma equipe da PF que foi socorrer os yanomami. O local tem uma população de cerca de 1 mil habitantes.




Fonte: Agência Brasil

STF rejeita lei de Roraima que proíbe destruição bens apreendidos


O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional uma lei de Roraima que proíbe a destruição de bens particulares apreendidos por órgãos estaduais e pela Polícia Militar em operações ambientais no estado. A decisão foi unânime entre os ministros.

Em sessão virtual, os ministros acataram ações apresentadas pelo partido Rede Sustentabilidade e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a lei estadual. A decisão também confirmou liminar concedida pelo relator das ações, o ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu a lei estadual em outubro de 2022.

Para o relator, a lei estadual invade competência privativa da União e limita a efetividade da fiscalização ambiental, já que uma lei federal, a Lei de Crimes Ambientais, prevê a destruição de produtos e equipamentos apreendidos.

A decisão da Corte ocorre no momento em que o governo federal realiza uma série de ações para retirada do garimpo ilegal da Terra Yanomami, localizada em Roraima.

No início do mês, equipes do Ibama, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional de Segurança Pública destruíram um helicóptero, um avião, um trator de esteira e estruturas que serviam de apoio logístico aos garimpeiros.

Nesta semana, uma barreira física foi instalada em rio para vistoriar embarcações que saem dos garimpos. Outra medida adotada é o novo fechamento do espaço aéreo do território indígena a partir do dia 6 de abril.




Fonte: Agência Brasil

TJRJ registrou 21 casos de violência contra a mulher no carnaval do RJ


Uma iniciativa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro possibilitou a criação de um protocolo de atendimento em casos de violência contra a mulher durante os desfiles no Sambódromo, em espaço próprio para as denúncias. Ao todo, o posto do Sambódromo fez 21 atendimentos. Em quatro dias de desfile no Sambódromo, sendo que 19 pessoas foram levadas a audiências.

Os crimes variaram de lesão corporal grave, lesão corporal leve e crime contra a economia popular, além do caso de injúria racial. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Cardozo, afirmou que o funcionamento do posto “mostrou que o Poder Judiciário está atento e vigilante” diante das ocorrências registradas em grandes eventos como o desfile das escolas de samba.

O posto voltará a funcionar neste sábado (25) durante o desfile das Campeãs, no Sambódromo. Uma juíza ficará responsável pelo atendimento as mulheres.

Racismo

O posto de atendimento do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos, instalado no Setor 11 do Sambódromo durante os quatro dias de desfiles, foi fundamental para solução de um possível caso de injúria racial registrado por uma funcionária da segurança. Ela proibiu a entrada de duas pessoas sem credencial no acesso às tribunas.

A vítima foi atendida pela juíza Renata Guarino, coordenadora dos plantões, depois que um servidor da Empresa de Turismo do Rio (Riotur) acabou acusado de agredir e ofender a funcionária da segurança. Além de receber um soco, a mulher disse ter sido chamada de “macaca”. Através de uma medida cautelar, o acusado teve a entrada na Avenida Marquês de Sapucaí proibida e a credencial retida para o restante do Carnaval.

Violência no feriado

O Instituto Fogo Cruzado fez um levantamento mapeado durante o período do Carnaval, indicando que na região metropolitana do Rio foram registrados 22 tiroteios entre 18h de sexta-feira (17) e meio-dia da quarta-feira de Cinzas (22). Ao todo, 33 pessoas foram baleadas nesse período, sendo que destas, nove morreram e 24 ficaram feridas.

A capital fluminense registrou o maior número de tiroteios, com 13 trocas de tiros e três mortos. As cidades de Magé, Nova Iguaçu, São João de Meriti e Queimados, na Baixada Fluminense, tiveram um total de seis pessoas mortas e 24 feridas durante o carnaval. O município de São Gonçalo, o segundo colégio eleitoral do Estado, na região metropolitana registrou dois tiroteios com um morto e dois feridos.

De acordo com o coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro, Carlos Nhanga, as autoridades devem pensar em formas de diminuir a presença de armas das ruas do estado. “O carnaval é um período de lazer mas quem circula pelas ruas armado durante o ano todo, também vai circular armado durante o Carnaval. Esta deve ser uma preocupação constante das autoridades: como podemos reduzir a circulação de armas no estado?”.

Segundo ele, em feriados prolongados o problema aumenta. “As cidades estão mais movimentadas, há mais aglomeração e os danos podem ser maiores. O Carnaval é muito importante para Rio de Janeiro e sua população merece curtir em segurança”.




Fonte: Agência Brasil

Receita confirma reoneração de gasolina e etanol no fim do mês


O consumidor de combustíveis deve preparar o bolso. A gasolina e o etanol subirão no fim do mês, com o fim da desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que vigora desde o segundo semestre do ano passado.

Ao comentar o resultado da arrecadação de janeiro, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, confirmou a reoneração no fim do mês. A data consta da Medida Provisória 1.157, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro.

“De fato, a MP previu que a alíquota de desoneração seria vigente até o final deste mês. A reoneração está prevista conforme a norma que está vigendo”, afirmou Malaquias durante a entrevista.

A medida provisória estendeu até 28 de fevereiro as isenções de PIS e Cofins cobradas da gasolina e do álcool combustível e até 31 de dezembro as isenções do óleo diesel e biodiesel. Essas isenções haviam sido concedidas no ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Hoje, Lula encontrou-se com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, para discutir o reajuste dos combustíveis. Com o fim da desoneração, voltam a vigorar as alíquotas anteriores, de R$ 0,792 por litro da gasolina A (sem mistura de etanol) e de R$ 0,242 por litro do etanol. O repasse aos consumidores, no entanto, dependerá das distribuidoras e dos postos de combustíveis.

No início do ano, ao anunciar o pacote com medidas para melhorar as contas públicas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a recomposição dos tributos renderá R$ 28,88 bilhões ao caixa do governo em 2023. Só em janeiro, segundo cálculos da Receita Federal divulgados hoje, o governo deixou de arrecadar R$ 3,75 bilhões com a prorrogação da alíquota zero.




Fonte: Agência Brasil

Ingressos para desfile das campeãs do carnaval do Rio estão esgotados


O desfile das campeãs, que será realizado na noite do próximo sábado (25), com a apresentação das escolas de samba mais bem classificadas no carnaval de 2023, vai ter casa cheia de novo. Na manhã desta quinta-feira (23) já estavam esgotados os ingressos para algumas cadeiras do Setor 12 do Sambódromo.

Os lugares, no valor R$ 160 cada um, ficaram à disposição do público no site da Total Acesso na internet, e o comprador podia fazer o pagamento com cartão de crédito ou PIX, com acréscimo de taxas.

No meio da manhã, foi retomada a venda de ingressos para as arquibancadas especiais e as populares, que tinha começado ontem (22), mas, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), à tarde também se esgotaram. Nesse caso, a compra de entradas foi apenas por sistema presencial. O comprador precisou ir ao estande de vendas da Central Liesa, que fica atrás do Setor 11 do Sambódromo. Só foi aceito pagamento em dinheiro.

Nas arquibancadas especiais dos setores pares, o valor do ingresso era R$ 200 e nas arquibancadas populares, R$ 10. Os ingressos para os desfiles oficiais, no domingo e na segunda-feira de carnaval, também tinham esgotado.

No sábado à noite, o desfile será em ordem inversa à classificação oficial. A primeira a entrar na Passarela do Samba será a Acadêmicos do Grande Rio, que ficou em sexto lugar. Em seguida, desfilam Mangueira, quinta colocada; a Beija-Flor, quarta colocada; Vila Isabel, terceira colocada; Viradouro, segunda colocada; e, por fim, a campeã, Imperatriz Leopoldinense.




Fonte: Agência Brasil