Biblioteca Nacional: digitalização facilita registro para autores


O processo de registro na Biblioteca Nacional para assegurar o direito autoral sobre obra intelectual foi digitalizado há cerca de um mês, e o Escritório de Direitos Autorais (EDA) da fundação já nota a migração dos pedidos feitos.

Desde o dia 3 de outubro, o processo que exigia a apresentação de toda a documentação física – seja entregue pessoalmente ou enviada pelo correio – passou a ser feito por meio da plataforma Gov.br.

O registro é possível para criações intelectuais protegidas, como textos literários, sermões, conferências, coreografias e pantomimas com execução cênica escrita, audiovisuais, fotografias, músicas, desenhos, projetos, esboços, cenografias, projetos de paisagismo e arquitetura.

De acordo com o coordenador do EDA, Victor Bandeira Santos, desde que começou a mudança, o escritório já recebeu cerca de 250 pedidos pela nova plataforma, de uma média de 700 processos recebidos por mês pelo órgão.

“É um número bastante significativo pra gente. Antigamente a gente só operava no modo físico, a pessoa enviava a documentação pelo correio e a gente recebia fisicamente aqui ou nos postos de atendimento pelo país. Continua sendo muito grande ainda o envio de documentação do meio físico, mas a tendência é de que haja esse equilíbrio e o pessoal vá migrando, vá optando pelo modo digital”.

Ele explica que o recebimento físico não vai acabar, mas que a digitalização agiliza o processo de análise, bem como facilita o registro feito por autores independentes.

“A expectativa é de crescer cada vez mais essa quantidade de solicitações, né? E a gente poder operar, cada vez mais, diminuindo o prazo de solicitação da execução do serviço. Por ser no meio digital, isso aí requer menos tempo de análise de tramitação de documentação”.

Incentivo ao registro

Para a advogada Fernanda Magalhães, especialista em direito do entretenimento, a digitalização facilita o trâmite e encoraja autores a submeteram o pedido de registro, que não é obrigatório, para assegurar os direitos autorais.

“É um passo importante para essa desburocratização, eu acho que a digitalização incentiva o registro, tem um peso importante para a indústria de entretenimento no Brasil. Facilita para os autores e empresas de criação de conteúdo, todos os investidores dessa cadeia produtiva, né, todas as partes que integram a indústria do entretenimento”.

Ela explica que o registro em si não garante a titularidade da obra, mas é um fator com peso importante em possíveis disputas judiciais.

“O registro da obra autoral não é obrigatório. Ele atribui, ele certifica ali, por esse registro, que a obra foi depositada, registrada no nome da pessoa naquela data. Então, em uma disputa judicial sobre quem criou a obra primeiro, em função de uma similaridade, de uma discussão de quem é o real autor daquela obra, tem como provar que foi registrado antes. Isso é só uma presunção de quem seja o autor mais provável. Mas, claro, há outras formas de provar a autoria”.

Para a advogada, a digitalização moderniza o modelo brasileiro de registro de obras autorais e contribui para que o país se torne cada vez mais uma referência no mercado de entretenimento e de criação de conteúdo.

Legislação

De acordo com a Lei nº 9.610/1998, que atualiza a legislação sobre direitos autorais no Brasil, são obras intelectuais protegidas as “criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro”, como obras literárias e científicas, conferências, composições musicais, obras audiovisuais, fotográficas, ilustrações, programas de computador, entre outros.

Apesar do registro não ser obrigatório para assegurar os direitos do autor, a guarda em instituição pública é uma salvaguarda para o detentor do direito, conforme disposto no Artigo 17 da lei:

“Para segurança de seus direitos, o autor da obra intelectual poderá registrá-la, conforme sua natureza, na Biblioteca Nacional, na Escola de Música, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Instituto Nacional do Cinema, ou no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia”.

Para o coordenador do Escritório de Direitos Autorais, o registro é uma proteção para o autor.

“É muito importante o registro por que protege a obra de plágio, garante que você é o autor da obra e contribui, sem sombra de dúvidas, para a produção cultural do país, uma vez que a obra fica salvaguardada na Biblioteca. Todos os países têm esse tipo de registro, uns diferentes dos outros, levando em consideração o tipo de convenção que fazem parte, mas tem o registro de obra sim”.

O serviço de registro de obra intelectual custa de R$20 a R$80, de acordo com o tipo de obra e do tipo de pessoa que solicita o registro, se física ou jurídica.




Fonte: Agência Brasil

Mostra de Teatro de Heliópolis apresenta espetáculos gratuitos


De hoje (29) até o dia 6 novembro, o Centro Educacional Unificado (CEU) Heliópolis e ruas da comunidade recebem a 4ª Mostra de Teatro de Heliópolis. As atividades, que são gratuitas, também são realizadas na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho (no Ipiranga).

O evento apresenta artistas e grupos periféricos, atuantes em comunidades populares ou periferias do estado de São Paulo. A programação é formada por 14 sessões teatrais (adultos, infantis e teatro de rua) e duas oficinas de formação. O transporte até o local está incluído no evento.

A mostra é idealizada e organizada pela Companhia de Teatro Heliópolis e pela MUK Produções e tem como objetivo fortalecer, estimular e difundir a criação artística de grupos e artistas atuantes em comunidade populares. Além disso, visa oferecer oportunidades e visibilidade para a cena teatral periférica.

A programação inclui apresentações de grupos e coletivos na sede da Companhia de Teatro Heliópolis, a Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho. Neste sábado, apresentam-se as Filhas da Dita, com Canto das Ditas; amanhã (30), será a vez de TUOV – Teatro Popular União e Olho Vivo, com Bom Retiro Meu Amor. Na quinta (3), a Éssa Compania de Teatro encena o Ensaio Para Dois Perdidos; no dia seguinte, o Núcleo Abre Caminhos mostra Kuami, Caminhos Para Identidade. No dia  5, é a vez de Tô em Outra Cia de Teatro, com Guerra de Papel – Uma Tragédia Urbana; e no dia 6, A Próxima Companhia apresenta Guerra. Todas as sessões serão seguidas por rodas de conversa com a plateia.

No CEU Heliópolis haverá espetáculos infantis e circenses, como o Grupo Manjarra / Mundu Rodá (29) e Impacto Agasias (31), que também tomam conta de várias ruas do bairro com: Painé Santamaria (29); Terrô e Disgraça (1º); Ciclistas Bonequeiros e Cia. Madeirite Rosa (2); Palhaça Curtiça (4); Cia Pé no Asfalto (5); e Grupo Teatral ApanelA (6).

Mais informações sobre a programação e oficinas podem ser encontradas na internet. O transporte gratuito para todas as sessões estará disponível na Estação Sacomã do Metrô, na saída da rua Bom Pastor. Os horários podem ser consultados nas redes sociais do evento.




Fonte: Agência Brasil

Obras inéditas mostram o Afeganistão pelas lentes de Arthur Omar


A exposição Retorno à Imagem: Afeganistão, em cartaz na Galeria Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, até 20 de novembro, apresenta obras inéditas do fotógrafo Arthur Omar, baseadas na viagem feita por ele àquele país, há 20 anos. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

Em 2002, o videoartista viajou para o Afeganistão a convite da Bienal de São Paulo, cujo tema era As Cidades. Lá, ele fotografou cenas do cotidiano, além de homens, mulheres, crianças e cidades. Depois de serem apresentadas na Bienal, as fotos deram origem ao livro Viagem ao Afeganistão, em 2010, com prefácio do filósofo italiano Antonio Negri.

Nessa nova mostra, o artista não voltou ao Afeganistão. “Voltei às imagens. O que a gente vê lá é um trabalho experimental que eu realizei, a partir das fotos que estão no livro, utilizando um processo de sobreimpressão. Em cada imagem, você tem, no mínimo, duas ou três páginas ou imagens superpostas umas sobre as outras. Às vezes, é uma mesma imagem que aparece impressa sobre imagens diferentes, criando sensações, estéticas e percepções diferentes. Essa é a ideia da exposição”, contou Omar.

Segundo ele, o intuito é produzir ou extrair sentidos, significados, experiências perceptivas novas para o espectador, que não estão no livro e, em princípio, nas imagens originais captadas por ele no Afeganistão.

“É um trabalho artístico, estético, de produção por multiplicação de significados. Tenho visto que os espectadores ficam bastante impressionados com o resultado. Eu proporciono a eles uma experiência sobre a imagem em geral bem nova, bem original e diferente”, reiterou.

Debates e visitas

O fotógrafo e videoartista Arthur Omar realiza a exposição Retorno à Imagem: Afeganistão, no Sesc Copacabana, com sobreposições de imagens de sua viagem ao país 20 anos atrás.

O fotógrafo e videoartista Arthur Omar realiza a exposição Retorno à Imagem: Afeganistão, no Sesc Copacabana, com sobreposições de imagens de sua viagem ao país 20 anos atrás. – Fernando Frazão/Agência Brasil

A exposição oferece debates virtuais e visitas guiadas pelo próprio Arthur Omar. Neste sábado (29), por exemplo, o fotógrafo estará na Galeria Sesc Copacabana, para levar os visitantes a conhecer detalhes das obras expostas, às 16h. Estão programadas visitas guiadas também nos dias 5 de novembro, às 16h, e no dia 20, às 17h. Elas podem ser agendadas pela internet.

O ciclo de debates Geopolítica das Imagens tem mesas temáticas relacionando a obra de Arthur Omar com as transformações no campo das imagens e discutindo a relação entre estética, ética e política e questões do presente. Os debates são virtuais, com transmissão pelo canal do Sesc Rio.

A programação prevê, no dia 1º de novembro, às 14h30, o debate Uma Vigília Imagética e, no dia 8, A Imagem Pulsátil. Corpos, Rostos e Paisagens. Omar participará e poderá responder às perguntas dos interessados.

Guerra

O fotógrafo e videoartista Arthur Omar realiza a exposição Retorno à Imagem: Afeganistão, no Sesc Copacabana, com sobreposições de imagens de sua viagem ao país 20 anos atrás.

O fotógrafo e videoartista Arthur Omar realiza a exposição Retorno à Imagem: Afeganistão, no Sesc Copacabana, com sobreposições de imagens de sua viagem ao país 20 anos atrás. – Fernando Frazão/Agência Brasil

Em janeiro de 2002, quando esteve no Afeganistão, Omar encontrou um país no final da guerra deflagrada após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, que mataram mais de 3 mil pessoas e eram atribuídos ao líder terrorista Osama Bin Laden, da Al-Qaeda. Os Estados Unidos, apoiados por outros países, como França e Inglaterra, queriam destruir a Al-Qaeda e remover do poder o regime Talibã, que dera apoio a Bin Laden.

“Era um momento difícil e o Afeganistão estava no centro dos acontecimentos”, lembrou Omar. “As coisas no Afeganistão estavam se abrindo, mas isso não significava que havia liberdades. Na rua, as mulheres andavam todas de burka”.

O fotógrafo lembrou de um episódio com o guia de viagem que, na ocasião, disse que a esposa não usava burka. Omar perguntou então como ela saía de casa e ouviu do guia que “ela não saía”.

A burka, ou burca, também chamada de chadri ou paranja na Ásia Central, é uma veste feminina que cobre todo o corpo.

Arthur Omar afirma que, com a presença das tropas estrangeiras no país, houve um processo de abertura e as mulheres passaram a estudar e a desempenhar papéis políticos ao longo dos anos. Entretanto, com o retorno ao poder do regime Talibã, ocorreu um retrocesso e o país está isolado.

O artista

O fotógrafo e videoartista Arthur Omar realiza a exposição Retorno à Imagem: Afeganistão, no Sesc Copacabana, com sobreposições de imagens de sua viagem ao país 20 anos atrás.

O fotógrafo e videoartista Arthur Omar realiza a exposição Retorno à Imagem: Afeganistão, no Sesc Copacabana, com sobreposições de imagens de sua viagem ao país 20 anos atrás. – Fernando Frazão/Agência Brasil

Arthur Omar é um artista múltiplo, cineasta, fotógrafo, artista plástico, videoartista e ensaísta. Seu trabalho alia inovação tecnológica, experimentação com as linguagens e uma grande intensidade dramática.  Uma grande retrospectiva de sua obra foi apresentada no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa), em 1999, com seu conjunto de curtas-metragens experimentais e vídeos, assim como no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro e de São Paulo, em 2001.

Omar apresentou obras nas Bienais de São Paulo de 1998 e 2002; Bienal do Mercosul, em 1999; e Bienais de Havana e de Valência, em 2000. Realizou as exposições Zooprismas, premiada em 2006, como a Melhor Exposição do Ano pelo Jornal O Globo; e Outras Portas da Percepção, em 2016, ambas no Oi Futuro. Em 2018, realizou uma grande exposição de fotografias A Origem do Rosto, no Sesc Consolação, em São Paulo. Em 2019, participou da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumulada deve pagar hoje prêmio de R$ 130 milhões


O Concurso 2.534 da Mega-Sena, que será sorteado hoje (29) à noite em São Paulo, pagará o prêmio de R$ 130 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.

Ninguém acertou as seis dezenas no último concurso (2.533), realizado quarta-feira (26), quando foram sorteadas as dezenas 17, 18, 20, 37, 45 e 53.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio.




Fonte: Agência Brasil

MPF do Rio investiga ação da PRF em comunidade após morte de agente


O Ministério Público Federal (MPF) do Rio instaurou procedimento investigatório criminal para apurar o suposto crime de homicídio, desobediência a ordem judicial e outras eventuais condutas criminosas durante uma operação policial na madrugada desta sexta (28) no Complexo do Chapadão, zona norte do Rio. O MPF também vai apurar as participações e responsabilidades individualizadas na ação policial que resultou na morte do adolescente Lorenzo Dias Palinhas, de 14 anos. Ele morreu após ser atingindo por uma bala na cabeça, durante ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na comunidade.

A ação tinha o objetivo de prender os criminosos que participaram da morte do agente rodoviário federal Bruno Vanzar Nunes, 41 anos, na tarde de ontem (27) durante uma abordagem na Transolímpica, via expressa que liga Magalhães Bastos ao Recreio dos Bandeirantes.

Para instruir as investigações, em 72 horas, a Superintendência da Polícia Rodoviária Federal deve informar ao MPF o efetivo dos agentes que participaram da operação; a qualificação completa destes agentes, bem como cópia de suas respectivas fichas funcionais; além de registro de deslocamento das viaturas.

Outros órgãos da PRF deverão informar, também em 72 horas, todos os documentos e informações relativas à operação; cópia da ordem de missão que determinou a realização da respectiva operação; relatório final da operação realizada; local da realização do briefing; cópia de todos os documentos relativos à entrada de eventuais vítimas, decorrentes da sobredita operação, contendo horário de entrada, laudo pericial completo, e demais informações pertinentes.

À Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o MPF requisita, em 5 dias, cópia dos boletins de ocorrência.

A Defensoria Pública no Estado do Rio de Janeiro esteve no local dos fatos e apresentou ao Ministério Público Federal registro de documentos acerca do ocorrido durante a operação policial.




Fonte: Agência Brasil

Produtoras prometem ampliar participação de mulheres no audiovisual


Representantes de produtoras brasileiras assinaram hoje (28), em São Paulo, uma carta na qual se comprometem a ampliar a participação das mulheres no setor audiovisual. A carta compromisso foi assinada no final da tarde de hoje na Cinemateca Brasileira, durante a 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, maior evento de cinema do país.

Firmada com o movimento +Mulheres Lideranças do Audiovisual Brasileiro e a ONU Mulheres [entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres], os representantes das produtoras O2 Filmes, Conspiração, Gullane e Pródigo se comprometeram a dar visibilidade à pauta das mulheres no setor audiovisual. Este compromisso inclui um diagnóstico sobre gênero e raça em áreas-chave e em suas produções, desde roteiro, direção, produção, até cargos técnicos. Ele também prevê que, após esse diagnóstico, sejam estabelecidas políticas para ampliar o número de mulheres em cargos de liderança, com especial atenção para os cargos de direção e roteiro das obras.

“Esse documento é o primeiro passo de um projeto mais amplo, que é uma carta compromisso das produtoras, para que elas façam o diagnóstico das equipes e também das obras que foram produzidas nos últimos cinco anos para a gente entender como a igualdade de gênero tem sido refletida. E para que a gente consiga marcar metas e ferramentas para mudar a realidade em termos de igualdade de gênero”, explicou Daniele Godoy, gerente de projetos da ONU Mulheres Brasil, em entrevista à Agência Brasil.

Hoje a carta foi assinada por apenas quatro produtoras, mas o objetivo é que isso se amplie para outros atores do mercado audiovisual. “A ideia é que a gente traga outras produtoras, as plataformas de streaming, as salas de cinema e TV para que eles também se unam a esse movimento”, acrescentou Daniele.

O compromisso foi assinado de forma voluntária pelas produtoras. “Estamos nos voluntariando a ter um compromisso com a ONU Mulheres e com a nossa indústria audiovisual para trabalhar na equidade profissional entre homens e mulheres, em todos os sentidos, tanto na contratação, na representação, na paridade de salário e todo tipo de representação”, disse Renata Brandão, CEO e produtora-executiva da Conspiração Filmes. “Esse compromisso vem não só para alinhar o compromisso com a ONU mas também para trazer e inspirar outros produtores da indústria toda”, acrescentou ela.

“Não é somente [um compromisso] para essas quatro produtoras. Esse é um convite que a gente está fazendo para a indústria como um todo e muitas outras produtoras, tenho certeza, vão aderir a esse pacto. Hoje, a Pródigo, por exemplo, já tem o quadro majoritariamente feminino dentro do quadro das pessoas que trabalham no dia a dia. Mas ainda acho que nas produções dá para a gente aumentar em certas áreas – e acho que esse é o nosso objetivo”, disse Beto Gauss, sócio-diretor e CEO da Pródigo Filmes.

Segundo ele, a Pródigo vem tentando aumentar não só a participação de mulheres, mas também de pessoas negras na produtora. “Queremos cada vez mais ter uma equidade de raça, que acho que é uma das nossas maiores buscas hoje: ter cada vez mais mulheres negras com a gente, nas nossas produções e no comando das nossas empresas”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil.

Baixa representatividade

Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam que as mulheres apresentam baixa representatividade na liderança das obras, com apenas 20% e 25% delas ocupando cargos de direção e roteiro, respectivamente. Os dados da agência também apontam que a presença das mulheres negras e indígenas nesses cargos cai para zero nos longas-metragens. “Na verdade, a gente não tem muitos dados para entender como essa configuração se dá no Brasil. A gente agora vai se debruçar para entender como o setor está funcionando”, falou a representante da ONU.

Para ela, ampliar a participação das mulheres no setor audiovisual é importante não só para oferecer igualdade de oportunidades, mas também para romper com estereótipos. “Mulheres negras, mulheres indígenas, mulheres com deficiência, mulheres acima dos sessenta anos, mulheres trans e lésbicas. A gente fala disso porque diversidade é o que vai romper muito com os estereótipos que a gente enfrenta na realidade, que são essas barreiras nocivas que nos fazem não acessar oportunidades, não acessar alguns espaços. De fato a gente está pensando nisso porque o audiovisual tem um poder de convocação, de tocar quem assiste. Ele contribui pra formar o nosso imaginário, para revalidar valores também como sociedade. Por isso é tão estratégico para a gente estar no setor audiovisual”, disse Daniele.

Para Andrea Barata Ribeiro, sócia da O2 Filmes, a participação de mulheres no setor vem crescendo nos últimos anos. Mas é preciso fazer mais. “Sou de uma geração anterior, onde esse número era bem desigual [entre homens e mulheres]. A gente vinha num mundo majoritariamente masculino e isso era até refletido na publicidade, no jeito que as mulheres eram retratadas. Acho que isso vem mudando ao longo dos anos e todo esse movimento que nós fazemos é para ajudar e contribuir para essa mudança e para a rapidez dessa mudança”, falou ela. “É importante que essas pessoas possam se enxergar e possam ter voz para a gente evoluir também novas histórias e novos pontos de vista”, disse ela.




Fonte: Agência Brasil

TSE autoriza envio de tropas para mais 165 localidades no 2° turno


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou hoje (28) o envio de militares federais para a segurança de 165 localidades do país no segundo turno das eleições, que será no próximo domingo (30). 

Pela decisão do plenário, as forças vão atuar em 86 localidades do Maranhão, 52 no Amazonas e 27 em Alagoas.

Na terça-feira (25), o TSE já havia autorizado o envio de tropas para outras 80 localidades de quatro estados.

A decisão será encaminhada ao Ministério da Defesa, que será responsável pela logística de distribuição das tropas.

O envio de tropas federais ocorre quando um município informa à Justiça Eleitoral que não tem capacidade de garantir a normalidade do pleito com o efetivo da polícia local.

No primeiro turno, 561 localidades de 11 estados contaram com a presença de militares durante o pleito.




Fonte: Agência Brasil

Prefeitura de Sagres disponibiliza transporte gratuito no segundo turno para eleitores que moram na zona rural


“É possível reconhecer, nesse contexto, uma verdadeira omissão inconstitucional por parte do legislador, que não se desincumbiu, até o momento, do dever de editar lei sobre o tema. No entanto, volto a afirmar a impossibilidade de que ordem judicial cautelar, requerida e emanada a poucos dias das eleições, venha a determinar a obrigatoriedade de política pública que deveria ter sido prevista e regulada pelo Poder Legislativo”, completou.




Fonte: G1

Fumaça de churrasco é confundida com incêndio em edifício e mobiliza Corpo de Bombeiros, em Presidente Prudente



Morador relatou ter visto fumaça e fogo saindo de uma das janelas do prédio, localizado no Jardim Bongiovani. O Corpo de Bombeiros foi acionado na noite desta quinta-feira (27), para atender um alerta de incêndio em um condomínio no Jardim Bongiovani, em Presidente Prudente (SP). Porém, ao chegar no local, a equipe constatou que a fumaça citada se tratava de um churrasco.
De acordo com informações da corporação, por volta da meia-noite, um morador relatou ter visto fumaça e fogo saindo de uma das janelas do prédio, localizado na Rua José Bongiovani.
Ainda segundo os Bombeiros, cerca de cinco viaturas foram até o local e realizaram uma varredura no edifício.
Durante a verificação, foi constatado que a fumaça se tratava de um churrasco realizado por jovens no prédio citado.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Museu do Ipiranga recebe visita de diplomatas


Representantes do corpo consular de São Paulo estiveram hoje (28) no novo Museu do Ipiranga para uma visita guiada. A visitação mostrou as novidades implantadas em setembro com a reinauguração, após nove anos de fechamento.

A comitiva que visitou o museu foi composta por representantes de Angola, Bélgica, Canadá, Coreia, Colômbia, Cabo Verde, Chipre, Equador, Egito, Gabão, Jordânia, França, Índia, Irlanda, Israel, Hungria, Lituânia, Noruega, Luxemburgo, Malta, México, Moldávia, Moçambique, Myanmar, Namíbia, San Marino, Panamá, Paraguai, Países Baixos, Peru, São Cristóvão e Neves, Suécia, Suíça, Sudão, Uruguai e Japão.

A cônsul da Geórgia, país localizado na Europa Oriental, se disse impressionada com um quadro de Pedro Américo. “O quadro é maravilhoso, onde o artista [desenha] o grito da independência, a gente tem vontade de ficar lá o dia todo admirando”, disse Carmen Ruette. Ela citou a pintura “Independência ou Morte” do artista brasileiro Pedro Américo. Na obra, ele eternizou o que teria sido o marco do fim da colonização portuguesa no Brasil.

Ruette acrescentou a importância da iniciativa. “Temos que manter o patrimônio e a história do Brasil registrada em um lugar como esse, e a iniciativa de trazer os cônsules e mostrar para vários países o novo Museu foi muito importante”, salientou.

Visita guiada com representantes do corpo consular de São Paulo no Museu do Ipiranga.

Diplomatas de 36 países visitaram o Museu do Ipiranga. – Rovena Rosa/Agência Brasil

O cônsul-honorário da República da Moldávia, localizada no leste da Europa, destacou a maquete da cidade de São Paulo como a mais relevante para ele. “São muitas as obras que impressionam, mas a maquete de São Paulo do início do século passado, que mostram as luzes que destacam o Largo do São Francisco e outros pontos, achei linda, mas todo o museu é maravilhoso”, afirmou Flavio Mendes Bitelman.

A maquete que Bitelman busca reproduzir a cidade de São Paulo em 1841. Foi projetada e modelada em gesso de 1920 a 1922 pelo artista holandês Henrique Bakkenist. Ela tem seis metros de comprimento e cinco de largura e foi encomendada para celebrar o centenário da Independência do Brasil, em 1922.

Já o cônsul-geral de Israel disse que “este museu é impressionante, já vi muitos museus no mundo, mas esses é um dos mais impressionantes que vi em muito tempo”, disse Rafael Erdreich.

Ele destacou ainda a infraestrutura do museu. “É muito particular a infraestrutura. Os detalhes arquitetônicos deste edifício são impressionantes. Elementos como estes, com água dos rios do Brasil, são verdadeiramente uma ótima ideia. Pude ver o que eu não conhecia antes sobre São Paulo e a chegada dos portugueses no Brasil”, confessou.

O cônsul destacou, ainda, ânforas de cristal com líquido retirado de alguns dos principais rios brasileiros, dispostas nas escadarias de mármore do saguão principal do Museu do Ipiranga.

Rios

Há amostras dos rios Parnaíba, Tocantins, Paraíba, Madeira, Carioca, Paraná, Negro, Capibaribe, São Francisco, Paraguai, Amazonas, Uruguai, Jaguaribe, Piranhas-Açu, Doce e Tietê.

O embaixador Affonso Massot, secretário executivo de Relações Internacionais do governo de São Paulo, comentou a razão da visita guiada.

“O objetivo foi proporcionar ao corpo consular uma visita a este museu, que é extremamente especial, porque ele foi construído na década de 80 do século 19, às margens do rio onde foi proclamada a Independência do Brasil. Estes atos são importantes, sobretudo, a participação do corpo consular para que a gente tenha oportunidade de ver uma obra que qualificou muito o estado de São Paulo. Este museu se insere no marco dos grandes museus brasileiros, de modo que é importante que os estrangeiros, esses cônsules que representam outros países, possam vê-lo e admirar boa parcela da nossa história contemporânea”, explicou Massot.

Vice-diretor do museu, o professor Amâncio Jorge de Oliveira destacou a relação das obras e exposições do museu com outros países. “A pintura de Pedro Américo foi feita na Europa, toda a museografia é inspirada muito nos pintores e artistas europeus, então temos essa relação, mas não só isso, também temos nas exposições muita relação com a herança africana na cultura brasileira porque a exposição não é só sobre a independência, mas também sobre as minorias, sobretudo, os negros e a comunidade indígena, a relação com essas comunidades é total, sem contar Portugal, com quem temos uma relação especial”, enfatizou.

Museu

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga, foi reinaugurado no dia 7 de setembro deste ano como parte das comemorações pelo bicentenário da independência do Brasil. A expectativa com a nova estrutura é que de 900 mil a um milhão de pessoas visitem o prédio todos os anos.

Com o novo espaço criado – 7 mil m² de área útil – o edifício ganhou entrada integrada ao Jardim Francês, bilheteria, café, loja, auditório para 200 pessoas, espaços e salas para atendimento educativo, e uma grande sala de exposições temporárias, com 900 m².

No edifício monumento foram realizados reparos em todos os detalhes da arquitetura, incluindo 7,6 mil m² das fachada que, pela primeira vez, passaram por limpeza, decapagem, recuperação dos ornamentos, aplicação de argamassa, tratamento de trincas e  pintura.

O custo da obra foi de R$ 235 milhões, bancados em sua maior parte pela iniciativa privada, com a participação do governo federal -por meio da Lei Rouanet – e com recursos do governo do estado de São Paulo.




Fonte: Agência Brasil