Portal g1 mostra em tempo real o resultado da apuração dos votos nas Eleições 2024 em todas as 56 cidades da região de Pres. Prudente




Eleitores escolhem prefeitos, vice-prefeitos e vereadores neste domingo (6). Detalhe da urna eletrônica
Reprodução/TV Globo
O Portal g1 Presidente Prudente e Região mostra, em tempo real, o resultado da apuração dos votos das Eleições 2024, neste domingo (6), em cada um dos 56 municípios do Oeste Paulista.
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A votação para a escolha de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores ocorre das 8h às 17h e, após esse período, o resultado da apuração já pode ser acompanhado, com base nos dados oficiais do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Confira abaixo a apuração em todas as cidades do Oeste Paulista:
Adamantina (SP)
Alfredo Marcondes (SP)
Álvares Machado (SP)
Anhumas (SP)
Caiabu (SP)
Caiuá (SP)
Dracena (SP)
Emilianópolis (SP)
Estrela do Norte (SP)
Euclides da Cunha Paulista (SP)
Flora Rica (SP)
Flórida Paulista (SP)
Iepê (SP)
Indiana (SP)
Inúbia Paulista (SP)
Irapuru (SP)
João Ramalho (SP)
Junqueirópolis (SP)
Lucélia (SP)
Marabá Paulista (SP)
Mariápolis (SP)
Martinópolis (SP)
Mirante do Paranapanema (SP)
Monte Castelo (SP)
Nantes (SP)
Narandiba (SP)
Nova Guataporanga (SP)
Osvaldo Cruz (SP)
Ouro Verde (SP)
Pacaembu (SP)
Panorama (SP)
Parapuã (SP)
Paulicéia (SP)
Piquerobi (SP)
Pirapozinho (SP)
Pracinha (SP)
Presidente Bernardes (SP)
Presidente Epitácio (SP)
Presidente Prudente (SP)
Presidente Venceslau (SP)
Rancharia (SP)
Regente Feijó (SP)
Ribeirão dos Índios (SP)
Rinópolis (SP)
Rosana (SP)
Sagres (SP)
Salmourão (SP)
Sandovalina (SP)
Santa Mercedes (SP)
Santo Anastácio (SP)
Santo Expedito (SP)
São João do Pau d’Alho (SP)
Taciba (SP)
Tarabai (SP)
Teodoro Sampaio (SP)
Tupi Paulista (SP)

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Fonte: G1

Obras causam alterações no tráfego em alça de acesso da Rodovia Raposo Tavares no distrito de Espigão, em Regente Feijó




Trabalhos ocorrem no sábado (5) e no domingo (6), das 7h30 às 18h. Obras causam alterações no tráfego em alça de acesso da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Regente Feijó (SP)
Cart
Obras de manutenção do asfalto causam alterações no trânsito, neste sábado (5) e domingo (6), da alça de ligação da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) à Avenida Brasil no distrito do Espigão, em Regente Feijó (SP).
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De acordo com a Cart, concessionária responsável pela administração da via, para o andamento das obras, será adotado o sistema de “Pare e Siga”.
Além disso, a empresa pontuou que haverá sinalização e homens bandeiras posicionados durante a execução dos trabalhos no horário das 7h30 às 18h.
Ainda conforme a concessionária, no sábado, a alça de acesso à Avenida Brasil será interditada para execução das obras e a alternativa de acesso à via será o dispositivo localizado no km 557 da SP-270.
Ao final de cada dia de trabalho, a via será totalmente liberada, sendo fechada novamente no dia seguinte para a continuidade das atividades.
A empresa também ressaltou que os usuários redobrem a atenção ao trafegar pelo trecho em obras, diminuindo gradativamente a velocidade para evitar acidentes, principalmente, colisões traseiras.
Segunfo a concessionária, a obra poderá ser adiada em caso de chuva.

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Fonte: G1

Polícia Civil cumpre mandado de busca em residência de cuidadora de idosos suspeita por desvios financeiros, em Adamantina | Presidente Prudente e Região


Após investigações da polícia, os agentes identificaram as movimentações financeiras que a suspeita havia efetuado nos últimos meses, inclusive em estabelecimentos comerciais locais, com a aquisição de um veículo avaliado em aproximadamente R$ 80 mil, financiado em nome da vítima.




Fonte: G1

Com cobertura de chocolate e confeitos coloridos, aprenda a preparar Donuts para conquistar o coração da criançada




Consultor de vendas Leandro Batista, de Presidente Prudente (SP), ensina os passos da receita. Aprenda a preparar Donuts para conquistar o coração da criançada
Betto Lopes/TV Fronteira
Feito para conquistar o coração de todos, principalmente, das crianças, o consultor de vendas Leandro Alves Batista, de Presidente Prudente (SP), ensina a preparar Donuts.
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A decoração colorida chama a atenção e permite exercitar a criatividade.
Veja o passo a passo!
Ingredientes
Para a massa:
400 gramas de farinha
40 gramas de açúcar
8 gramas de fermento seco
120 gramas de água
60 gramas de leite
3 gemas
60 gramas de margarina
Para a cobertura:
Chocolate ao leite
Confeitos
Para o recheio:
Creme de avelã
Modo de preparo
Primeiro, misture os ingredientes secos. Em um refratário, coloque a farinha, o açúcar e o fermento seco, depois, misture por 10 segundos.
Em outro recipiente, coloque os ingredientes líquidos. Despeje o leite e a água já misturados, as duas gemas e a margarina e misture.
Depois, despeje os ingredientes líquidos junto aos secos e mexa até misturar com um fuê ou com uma batedeira. O ponto ideal é que a massa fique lisa e desgrude do recipiente, onde chega no ponto de véu.
Sove a massa na mão por cerca de 40 minutos ou coloque em uma batedeira planetário por 20 minutos.
Deixe a massa descansar por 40 minutos.
Forre a mesa com farinha e abra a massa até que ela fique com a espessura de um dedo.
Corte a massa com o cortador ou com um copo e uma tampinha de garrafa para fazer o Donuts.
Deixe os Donuts descansar por 20 minutos na grelha ou coloque em um forno a 75ºC para adiantar o processo.
Enquanto a massa descansa, coloque o óleo em uma panela a uma temperatura de 180ºC.
Aprenda a preparar Donuts para conquistar o coração da criançada
Betto Lopes/TV Fronteira
Coloque os donuts na panela, um por um, e vire-os assim que dourarem.
Em seguida, retire-os e coloque na grelha para tirar o excesso de óleo.
Para a cobertura, derreta o chocolate blend no microondas, derreta de 30 em 30 segundos e mexa.
Segure firme o donuts e mergulhe no recipiente com o chocolate. Tire o excesso e decore com os confeitos. É importante decorar enquanto o chocolate ainda não secou.
Após a cobertura seca, corte o donuts, o recheie com o creme de avelã e o feche novamente.
Finalizada a receita, saboreie na companhia de amigos e familiares.
Aprenda a preparar Donuts para conquistar o coração da criançada
Betto Lopes/TV Fronteira
Aprenda a preparar Donuts para conquistar o coração da criançada
Betto Lopes/TV Fronteira

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Fonte: G1

Incêndio de grande porte destrói área de 50 mil metros quadrados em SP


Um incêndio de grandes proporções está devastando cerca de 50 mil metros quadrados na área rural de Pirapozinho, também conhecido como Cidade Joia da Alta Sorocabana, em São Paulo. As chamas, segundo o Corpo de Bombeiros, começaram em uma chácara, próxima à Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425). Por causa da ventania no local, o fogo se espalhou rapidamente pela vegetação. A corporação ainda está em ação, tentando controlar as chamas.

Ainda não há informações sobre as causas do incêndio. Também não foram informados possíveis danos a propriedades ou eventuais vítimas. Conforme relato dos bombeiros, a operação é difícil em função da vegetação.

Campinas

Ontem (3), outro incêndio, também de grande extensão, chegou próximo ao Campus 1 da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. As chamas foram extintas rapidamente pelos bombeiros no final da noite, mas causaram preocupação na comunidade acadêmica e moradores das proximidades do Parque Fazenda Santa Cândida, onde fica a universidade.

O risco de surgimento de novos focos de queimadas fez com o governo do estado prorrogasse a Operação Estiagem até 15 de outubro. A medida consiste em manter em alerta e em prontidão todas as unidades de combate ao fogo, com a adoção de todos os protocolos de contingência exigidos para crises como a atual.




Fonte: Agência Brasil

Motociclista morre após ser atingida por caminhão em cruzamento da Avenida Miguel Dahma, em Presidente Prudente



Vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Regional. Uma motociclista, de 44 anos, morreu após ser atingida por um caminhão na Avenida Miguel Dahma nesta quinta-feira (3), em Presidente Prudente (SP).
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De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender um acidente de trânsito com vítima.
Ao chegarem no local, os agentes encontraram o Corpo de Bombeiros socorrendo a motociclista que havia sido atingida.
Segundo o motorista que se envolveu no acidente, ele estava saindo do Parque Residencial Damha II, em direção ao cruzamento da Avenida Miguel Dahma, quando avançou e não observou a motociclista que transitava no sentido Bairro/Centro.
O automóvel atingiu a lateral direita da motocicleta, provocando a queda da vítima.
A motorista, uma mulher de 44 anos, foi levada ao Hospital Regional de Presidente Prudente, entretanto, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu e veio a óbito.
O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo, que é quando não há a intenção de matar.
Os policiais estão investigando as circunstâncias do acidente.

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Fonte: G1

Brasília atinge recorde histórico de seca nesta sexta-feira


Nesta sexta-feira (4), Brasília bateu o recorde histórico de seca, com 164 dias sem chuvas, superando em um dia o recorde anterior, que era de 1963.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acionou o alerta laranja – de perigo – para baixa umidade no Distrito Federal (DF) com previsão de 15% nas horas mais quentes.

Além do DF, o instituto também registrou o alerta em sete estados: Goiás, Piauí, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) constatou aumento de 269% nos focos de queimada no DF este ano, com 75 mil em setembro.

O Inmet recomenda que a população beba mais líquidos e evite atividades físicas e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, das 10h às 16h. Também é importante que as pessoas intensifiquem o uso de hidratantes e umidifiquem os ambientes.

*Estagiária sob supervisão de Denise Griesinger




Fonte: Agência Brasil

Índice de alfabetização entre indígenas sobe, mas segue preocupante


Quase 85% da população indígena brasileira (1 milhão das 1,2 milhão de pessoas indígenas de 15 anos ou mais de idade) sabiam ler e escrever um bilhete simples, no idioma que conhecem – ou seja, eram consideradas alfabetizadas. O índice representa um aumento na comparação com 2010, quando foi de 76,6%. A taxa de alfabetização entre indígenas, entretanto, segue abaixo da média nacional, de 93%.

A constatação faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento apurou informações de alfabetização, registro de nascimento e características de domicílios de 1.694.836 pessoas indígenas (0,83% da população brasileira), sendo 622.844 vivendo em terras indígenas (TIs) e 1.071.992 fora de território demarcado.

O critério usado pelo IBGE para uma pessoa ser considerada indígena foi a autodeclaração, ou seja, a forma como a pessoa se reconhece.

“A gente tem duas perguntas para capturar o pertencimento indígena. A primeira: ‘sua cor ou raça é branca, preta, amarela, parda ou indígena?’. E aí, caso a pessoa esteja em uma localidade indígena e tenha respondido que a cor ou a raça dela é branca, preta, amarela ou parda, a gente faz uma pergunta de cobertura, que é ‘você se considera indígena?'”, explica a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes.


Surucucu (RR), 10/02/2023 - A Maloca de Xerimifique, em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilSurucucu (RR), 10/02/2023 - A Maloca de Xerimifique, em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Surucucu (RR) – Maloca de Xerimifique, em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

Analfabetismo

Enquanto a população brasileira como um todo tem taxa de analfabetismo de 7%, entre os indígenas é mais que o dobro, 15,05%.

Nas terras indígenas, o índice sobe para 20,80%. Isso representa um em cada cinco indígenas moradores dessas localidades.

No censo anterior, de 2010, a taxa era maior em todos os grupos: 9,62% para o total da população, 23,40% para os indígenas e 32,30% para os que viviam em TI.

Os dados de 2022 revelam que – em todos os grupos – quanto maior a faixa etária, maior a proporção de analfabetismo.


Surucucu (RR), 10/02/2023 - Ivo Yanomami, liderança local, conversa com funcionário da Funai na Maloca de Xerimifique, em Surucucu, Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilSurucucu (RR), 10/02/2023 - Ivo Yanomami, liderança local, conversa com funcionário da Funai na Maloca de Xerimifique, em Surucucu, Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Surucucu – Ivo Yanomami, liderança local, conversa com funcionário da Funai na Maloca de Xerimifique, em Surucucu – Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

Na população indígena, enquanto a faixa etária de 15 a 17 anos tem índice de 5,55%, entre os com mais de 65 anos alcança 42,88%. Dentro das TIs, os percentuais são 9,13% e 67,90%, respectivamente.

Outro destaque apontado pelo Censo 2022 é que os indígenas que vivem nas regiões Norte (15,27%) e Nordeste (18%) apresentam taxa de analfabetismo superior à média de todos os indígenas do país (15,05%).

O mesmo comportamento regional se observa em relação aos indígenas que vivem em TI. A taxa nacional é 20,80%, contra 23,01% no Norte e 23,74% no Nordeste.

Habitação

Em todo o país, o Censo 2022 contabilizou 72,4 milhões de domicílios particulares permanentes ocupados. Desses, 630.428 têm pelo menos um morador indígena, o que corresponde a 0,87% do total.

De todos os moradores desses mais de 630 mil endereços, 73,44% são indígenas, ou seja, há coabitação com pessoas de outras cores e raças.

O IBGE identificou que dos domicílios com ao menos um indígena, 91,93% são casas, patamar superior à média da população brasileira (84,78%). Em apartamentos são 3,51%, enquanto na população geral a proporção é 12,51%.

Nas terras indígenas, 8,15% dos domicílios foram classificados como “habitação indígena sem paredes ou maloca”. As malocas, também conhecidas como palhoça, choupana, entre outras denominações, podem ser feitas de taquaras e troncos, cobertas de palmas secas ou palha e outros materiais e podem ser utilizadas como habitação por várias famílias.

Para avaliar as características dos domicílios indígenas, o IBGE apurou detalhes sobre abastecimento de água; existência de banheiro; esgotamento e destino do lixo. Os recenseadores buscaram informações se a água chega aos endereços por rede de abastecimento ou poço, por exemplo; se havia coleta regular de lixo ou se era queimado ou enterrado; e se o esgoto era coletado pela rede geral, fossa ou despejado precariamente.


Crianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa VistaCrianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa Vista

Crianças nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas. – Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

A análise não foi feita em relação às habitações indígenas sem paredes ou malocas. “A gente não espera encontrar banheiros de uso exclusivo e alguns tipos de soluções de saneamento básico. Esses domicílios demandam soluções muito diferenciadas”, justifica Marta Antunes.

Precariedades

Em relação ao abastecimento de água, 93,97% da população brasileira tinham distribuição até dentro do domicílio, seja por rede geral, poço, fonte, nascente ou mina encanada. Entre os indígenas, o percentual cai para 63,21%. Nas terras indígenas, a redução é ainda maior, ficando apenas 30,76% dos moradores com abastecimento dentro de casa.

A pesquisa censitária revela que apenas 0,5% dos domicílios do país não tinha sanitário. Entre os domicílios indígenas, eram 5,06%. Especificamente em terra indígena, 18,46%.

Nas terras indígenas, 85,42% dos moradores tinham esgotamento por fossa rudimentar, buraco, vala, rio, córrego, mar ou outra forma inadequada. Entre o total de indígenas, a marca era 60,17%, enquanto na população geral se reduzia a 23,82%.

Cerca de 90% dos brasileiros contavam com coleta direta ou indireta de lixo. Entre os indígenas essa proporção recuava para 55,27%. Nas terras indígenas o número era ainda menor, 13,78%.

Em 342 mil domicílios particulares permanentes onde vivem 69,12% dos indígenas (1,1 milhão), havia ao menos uma precariedade ligada a abastecimento de água, destinação de esgoto ou destinação do lixo.

No conjunto total da população, a proporção era 27,26% convivendo com alguma das três inadequações. Dentro das terras indígenas, a proporção chegava a 95,59%.

Ao contabilizar moradores que conjugam as três formas de inadequações, o IBGE encontra 107.463 domicílios, onde residem 470 mil pessoas indígenas (28,82% dos indígenas do país). Nas terras indígenas, o percentual sobe para 62,23% dos moradores. No total da população brasileira, são 2,97%.

“Com essa publicação, é possível orientar melhor os gestores, principalmente sabendo que a gente tem nas terras indígenas toda uma política especial de saúde indígena, que inclui acesso ao saneamento básico de forma culturalmente adequada e diferenciada”, diz a pesquisadora Marta Antunes.

Registro de nascimento

O IBGE coletou também informações sobre o registro de nascimento, procedimento burocrático que oficializa a pessoa como cidadã. O instituto perguntou aos indígenas se os moradores com até 5 anos foram registrados em cartório ou pelo Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), emitido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).


Crianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa VistaCrianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa Vista

Crianças nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas. Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

Entre os indígenas, 89,12% têm registro em cartório, 4,97% têm Rani, 5,42% não são registrados e 0,49% não souberam responder ou ignoram.

Nas terras indígenas, o percentual de moradores com registro em cartório recua para 85,53%, enquanto 5,51% têm Rani, 8,34% não foram registrados e 0,63% não sabem ou ignoram.

Na população brasileira como um todo, há praticamente uma universalização, com 99,26% registrados em cartório.




Fonte: Agência Brasil

Terras indígenas sofrem mais com analfabetismo e domicílio precário


A população indígena brasileira, especialmente a que mora em território delimitado, apresenta os piores índices de alfabetização, vive em habitações com mais precariedades que o total da população do país e tem menor acesso a registro de nascimento em cartório. A constatação faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento apurou informações de alfabetização, registro de nascimento e características de domicílios de 1.694.836 pessoas indígenas (0,83% da população brasileira), sendo 622.844 vivendo em terras indígenas (TIs) e 1.071.992 fora de território demarcado.

O critério usado pelo IBGE para uma pessoa ser considerada indígena foi a autodeclaração, ou seja, a forma como a pessoa se reconhece.

“A gente tem duas perguntas para capturar o pertencimento indígena. A primeira: ‘sua cor ou raça é branca, preta, amarela, parda ou indígena?’. E aí, caso a pessoa esteja em uma localidade indígena e tenha respondido que a cor ou a raça dela é branca, preta, amarela ou parda, a gente faz uma pergunta de cobertura, que é ‘você se considera indígena?'”, explica a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes.


Surucucu (RR), 10/02/2023 - A Maloca de Xerimifique, em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilSurucucu (RR), 10/02/2023 - A Maloca de Xerimifique, em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Surucucu (RR) – Maloca de Xerimifique, em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami. Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

Analfabetismo

Enquanto a população brasileira como um todo tem taxa de analfabetismo de 7%, entre os indígenas é mais que o dobro, 15,05%.

A taxa representa o percentual de pessoas com 15 anos ou mais de idade que não sabem ler e escrever pelo menos um bilhete simples.

Nas terras indígenas, o índice sobe para 20,80%. Isso representa um em cada cinco indígenas moradores dessas localidades.

No censo anterior, de 2010, a taxa era maior em todos os grupos: 9,62% para o total da população, 23,40% para os indígenas e 32,30% para os que viviam em TI.

Os dados de 2022 revelam que – em todos os grupos – quanto maior a faixa etária, maior a proporção de analfabetismo.


Surucucu (RR), 10/02/2023 - Ivo Yanomami, liderança local, conversa com funcionário da Funai na Maloca de Xerimifique, em Surucucu, Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilSurucucu (RR), 10/02/2023 - Ivo Yanomami, liderança local, conversa com funcionário da Funai na Maloca de Xerimifique, em Surucucu, Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Surucucu – Ivo Yanomami, liderança local, conversa com funcionário da Funai na Maloca de Xerimifique, em Surucucu – Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

Na população indígena, enquanto a faixa etária de 15 a 17 anos tem índice de 5,55%, entre os com mais de 65 anos alcança 42,88%. Dentro das TIs, os percentuais são 9,13% e 67,90%, respectivamente.

Outro destaque apontado pelo Censo 2022 é que os indígenas que vivem nas regiões Norte (15,27%) e Nordeste (18%) apresentam taxa de analfabetismo superior à média de todos os indígenas do país (15,05%).

O mesmo comportamento regional se observa em relação aos indígenas que vivem em TI. A taxa nacional é 20,80%, contra 23,01% no Norte e 23,74% no Nordeste.

Habitação

Em todo o país, o Censo 2022 contabilizou 72,4 milhões de domicílios particulares permanentes ocupados. Desses, 630.428 têm pelo menos um morador indígena, o que corresponde a 0,87% do total.

De todos os moradores desses mais de 630 mil endereços, 73,44% são indígenas, ou seja, há coabitação com pessoas de outras cores e raças.

O IBGE identificou que dos domicílios com ao menos um indígena, 91,93% são casas, patamar superior à média da população brasileira (84,78%). Em apartamentos são 3,51%, enquanto na população geral a proporção é 12,51%.

Nas terras indígenas, 8,15% dos domicílios foram classificados como “habitação indígena sem paredes ou maloca”. As malocas, também conhecidas como palhoça, choupana, entre outras denominações, podem ser feitas de taquaras e troncos, cobertas de palmas secas ou palha e outros materiais e podem ser utilizadas como habitação por várias famílias.

Para avaliar as características dos domicílios indígenas, o IBGE apurou detalhes sobre abastecimento de água; existência de banheiro; esgotamento e destino do lixo. Os recenseadores buscaram informações se a água chega aos endereços por rede de abastecimento ou poço, por exemplo; se havia coleta regular de lixo ou se era queimado ou enterrado; e se o esgoto era coletado pela rede geral, fossa ou despejado precariamente.


Crianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa VistaCrianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa Vista

Crianças nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas. – Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

A análise não foi feita em relação às habitações indígenas sem paredes ou malocas. “A gente não espera encontrar banheiros de uso exclusivo e alguns tipos de soluções de saneamento básico. Esses domicílios demandam soluções muito diferenciadas”, justifica Marta Antunes.

Precariedades

Em relação ao abastecimento de água, 93,97% da população brasileira tinham distribuição até dentro do domicílio, seja por rede geral, poço, fonte, nascente ou mina encanada. Entre os indígenas, o percentual cai para 63,21%. Nas terras indígenas, a redução é ainda maior, ficando apenas 30,76% dos moradores com abastecimento dentro de casa.

A pesquisa censitária revela que apenas 0,5% dos domicílios do país não tinha sanitário. Entre os domicílios indígenas, eram 5,06%. Especificamente em terra indígena, 18,46%.

Nas terras indígenas, 85,42% dos moradores tinham esgotamento por fossa rudimentar, buraco, vala, rio, córrego, mar ou outra forma inadequada. Entre o total de indígenas, a marca era 60,17%, enquanto na população geral se reduzia a 23,82%.

Cerca de 90% dos brasileiros contavam com coleta direta ou indireta de lixo. Entre os indígenas essa proporção recuava para 55,27%. Nas terras indígenas o número era ainda menor, 13,78%.

Em 342 mil domicílios particulares permanentes onde vivem 69,12% dos indígenas (1,1 milhão), havia ao menos uma precariedade ligada a abastecimento de água, destinação de esgoto ou destinação do lixo.

No conjunto total da população, a proporção era 27,26% convivendo com alguma das três inadequações. Dentro das terras indígenas, a proporção chegava a 95,59%.

Ao contabilizar moradores que conjugam as três formas de inadequações, o IBGE encontra 107.463 domicílios, onde residem 470 mil pessoas indígenas (28,82% dos indígenas do país). Nas terras indígenas, o percentual sobe para 62,23% dos moradores. No total da população brasileira, são 2,97%.

“Com essa publicação, é possível orientar melhor os gestores, principalmente sabendo que a gente tem nas terras indígenas toda uma política especial de saúde indígena, que inclui acesso ao saneamento básico de forma culturalmente adequada e diferenciada”, diz a pesquisadora Marta Antunes.

Registro de nascimento

O IBGE coletou também informações sobre o registro de nascimento, procedimento burocrático que oficializa a pessoa como cidadã. O instituto perguntou aos indígenas se os moradores com até 5 anos foram registrados em cartório ou pelo Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), emitido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).


Crianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa VistaCrianças indígenas Yanomami nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas trazidos em situação de emergência para Boa Vista

Crianças nos arredores da Casa de Saúde do Índio, que presta acolhimento aos indígenas. Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

Entre os indígenas, 89,12% têm registro em cartório, 4,97% têm Rani, 5,42% não são registrados e 0,49% não souberam responder ou ignoram.

Nas terras indígenas, o percentual de moradores com registro em cartório recua para 85,53%, enquanto 5,51% têm Rani, 8,34% não foram registrados e 0,63% não sabem ou ignoram.

Na população brasileira como um todo, há praticamente uma universalização, com 99,26% registrados em cartório.




Fonte: Agência Brasil

Incêndio de grande proporção atinge mais de 50 mil m² de área rural, em Pirapozinho




Fogo começou nesta sexta-feira (3). Ocorrência está em andamento. As chamas estão sendo controladas pelo Corpo de Bombeiros, em Pirapozinho (SP)
Cedida
Um incêndio de grande proporção atingiu mais de 50 mil metros quadrados de uma área rural nesta sexta-feira (3), em Pirapozinho (SP).
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Segundo informações do Corpo de Bombeiros, as chamas iniciaram na Chácara Cobec, na Rodovia Assis Chateaubriand e, devido a ventania, o fogo se alastrou com rapidez na vegetação.
A ocorrência está em andamento e o fogo está sendo controlado pelas equipes.
Ainda não há informações sobre o que provocou o incêndio.

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Fonte: G1