Conselho de Veterinária alerta para doença que afeta gatos


O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta para o aumento de casos de esporotricose animal na cidade. A doença causada por fungos do gênero Sporothrix é considerada preocupante e “já representa um impacto significativo na saúde animal e humana”. 

Os fungos afetam principalmente os gatos, pois são bem adaptados à temperatura corporal da espécie, considerada chave para a cadeia de transmissão. A esporotricose é um risco para animais soltos, sendo considerada como “um dos principais desafios sanitários urbanos relacionados a zoonoses no Brasil”, informa o conselho, que editou norma técnica para os profissionais paulistas. 

“Os gatos contraem a doença por inoculação traumática, seja pelo contato com solo – ao cavar – com espinhos, lascas de madeira ou matéria orgânica contaminados, seja pelo contato direto com outros animais doentes, principalmente durante brigas, arranhões e mordeduras, ou, ainda, pelo contato com secreções de lesões cutâneas, considerada a principal via de contaminação”, informa a coordenadora técnica médica-veterinária do conselho, Carla Maria Figueiredo de Carvalho.

A doença é observada em todas as regiões do país, com maior incidência nos estados do Sul e Sudeste. Há transmissão entre animais domésticos e selvagens e com transmissão de cerca de mil casos por ano para humanos, e tem avançado continuamente desde 2011 em território paulista, se espalhando por municípios da Região Metropolitana e do litoral.

Entre 2022 e 2023, o número de casos confirmados de esporotricose animal no estado aumentou de 2.417 para 3.309.

“Apesar desse crescimento, a notificação da doença em animais ainda não é obrigatória na maior parte do território paulista, o que dificulta a mensuração real do problema e o planejamento de estratégias eficazes de controle”, explica a nota do conselho.

Com o aumento de casos a variante humana da doença passou a ter notificação compulsória desde o primeiro semestre de 2025, mas suas variantes zoonóticas não o tem. O Projeto de Lei n˚ 707/2025, que tramita na Assembléia Legislativa do estado, propõe tornar obrigatória a notificação de todos os casos suspeitos e confirmados de esporotricose em humanos e animais aos serviços de vigilância epidemiológica estadual. Hoje há orientação para que casos em animais sejam notificados.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta que os sintomas da esporotricose em humanos podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção.

“Geralmente, a doença se manifesta inicialmente como um pequeno nódulo indolor que, com o tempo, pode aumentar de tamanho e evoluir para uma ferida aberta. As formas clínicas da esporotricose humana dependem do estado imunológico do paciente e da profundidade das lesões, podendo se apresentar de forma cutânea, atingindo a pele, o tecido subcutâneo e o sistema linfático, ou de forma extracutânea, com disseminação para órgãos como pulmões, ossos e articulações”, explica Carla Maria.

O atendimento médico deve ser procurado logo que surjam os primeiros sintomas. Quando não tratada adequadamente, a esporotricose pode evoluir para feridas extensas e formação de nódulos, e pode se disseminar para além da pele em pessoas com imunossupressão, atingindo pulomões, ossos e articulações.

O conselho também alerta para a importância de tratar animais doentes e evitar seu abandono, quebrando a cadeia de infecções. Gatos com sinais suspeitos devem ser avaliados por médico-veterinário e, sempre que possível, submetidos a exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.




Fonte: Agência Brasil

RJ: praias seguem com ressaca e banhistas devem evitar entrar no mar


O clima para o Rio de Janeiro neste domingo (4) segue predominantemente nublado, com previsão de chuva fraca e isolada no período da manhã e pancadas de chuva nos períodos da tarde e noite.

Os ventos devem ser moderados, com as temperaturas em queda. A máxima prevista é de 29 graus Celsius (°C) e a mínima 20°C – o que representa uma queda de 8°C em relação à mínima do dia anterior.

O mar está de ressaca com ondas que podem atingir até 3 metros de altura. Somente neste sábado (3), os salva-vidas do Grupamento Marítimo realizaram 320 salvamentos no litoral fluminense.

Somente na praia de Copacabana os guarda-vidas realizaram 137 socorros, apesar da sinalização com bandeira vermelha, indicando banho proibido. Na praia da Barra da Tijuca, foram 82 resgates no mar.

Os guarda-vidas procuram pelo quarto dia seguido por um jovem de 14 anos, que veio de Campinas, no interior de São Paulo, com a família passar o réveillon no Rio. Ele foi arrastado por uma onda e desapareceu no mar na altura do posto 2, em Copacabana. A procura conta com um helicóptero, drones, mergulhadores e sonares.

O alerta de ressaca do mar emitido pela Marinha do Brasil é válido até as 6h de segunda-feira (5).

Recomendações:

  • não entre no mar – a principal orientação é evitar o banho e esportes aquáticos durante o alerta de ressaca;
  • siga as orientações dos guarda-vidas – respeite a sinalização com bandeiras vermelhas que indicam áreas perigosas;
  • fique longe de pedras e costões – essas áreas concentram correntes fortes e ondas perigosas;
  • evite mirantes e orlas – ondas podem atingir locais mais altos e surpreender as pessoas;
  • cuidado redobrado com crianças – mantenha-as longe da água e vigie-as constantemente;
  • chame ajuda – se vir alguém em afogamento, ligue para 193 ou 199 imediatamente.




Fonte: Agência Brasil

Brasil no Mundo faz programa especial sobre Venezuela neste domingo


TV Brasil apresenta uma edição especial do programa Brasil no Mundo dedicada à situação na Venezuela. O programa vai ao ar neste domingo (4), às 19h30. Os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem a economista Juliane Furno para comentarem juntos os últimos acontecimentos após o ataque dos Estados Unidos ao país sul americano. Com análises aprofundadas, o programa busca conectar os grandes temas globais à realidade brasileira.

Juliane Furno é doutora em ciências econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre pela mesma instituição. Formada em sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estudou políticas públicas voltadas para o setor de petróleo e gás e as transformações no mercado de trabalho das empregadas domésticas nos governos Lula e Dilma. Atualmente, é assessora especial da Presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e é professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Sobre a produção

O programa Brasil no Mundo se dedica a destrinchar os grandes acontecimentos globais com a profundidade que cada tema exige. Conduzido pelos jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, apresenta análises consistentes e, a cada edição, recebe um convidado que contribui para ampliar a compreensão do cenário internacional e de seus reflexos na sociedade.

Com exibição semanal na TV Brasil sempre aos domingos, às 19h30, o programa tem duração de uma hora. Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, como correspondente em Nova Iorque, entre outras funções. Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da ONU em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, Guardian e veículos brasileiros. Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos e já fez reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já entrevistou personalidades como a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; além do geógrafo Elias Jabbour

Saiba como sintonizar a TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica.





Fonte: Agência Brasil

Carnaval não oficial abre pré-folia neste domingo no Rio


O carnaval começa oficialmente em fevereiro, mas os cariocas e turistas já se preparam para ocupar as ruas da cidade com confete, fantasia e muito samba.

Neste domingo (4), o Rio de Janeiro dá início ao chamado Carnaval Não Oficial, com mais de 70 blocos espalhados pelo Centro e por bairros das zonas Sul e Norte, marcando a abertura simbólica da temporada de pré-carnaval.

A concentração começa cedo: a partir das 8h da manhã, blocos parados e com cortejo tomam praças, ruas históricas e espaços culturais do Centro. Ao longo do dia, a programação se estende até o fim da tarde, quando o tradicional Cordão do Boi Tolo conduz o grande cortejo coletivo, reunindo dezenas de blocos em um trajeto que começa no Centro e segue pelo Aterro do Flamengo, Botafogo e Copacabana.

Para Luís Otávio Almeida, integrante do Boi Tolo e representante da Desliga dos Blocos, o termo “não oficial” carrega mais resistência do que rótulo.

“A definição de Carnaval Não Oficial só existe porque, desde 2009, há uma tentativa da prefeitura de oficializar o carnaval. O que hoje chamamos de não oficial pode ser chamado apenas de Carnaval, como foi por mais de dois séculos na cidade”, afirma.

Segundo ele, o decreto que passou a exigir burocracia prévia para que um bloco pudesse existir nas ruas acabou criando uma divisão artificial. “Independente do tamanho ou do caráter do bloco, passou-se a exigir que ele existisse no papel com seis meses de antecedência”, lembra.

Diferentemente das ligas tradicionais, a Desliga dos Blocos se define como um movimento.

“A Desliga não é uma liga. Não organizamos os blocos. Eles participam da Abertura por livre adesão. O máximo que fazemos é alinhar a programação de acordo com a intenção de cada coletivo”, explica Almeida.

A programação completa pode ser acessada nas redes sociais da Desliga e nas páginas dos próprios blocos. “Durante todo o pré-carnaval haverá eventos, ensaios e cortejos. O melhor caminho é acompanhar o Instagram dos blocos e das páginas que divulgam a folia”, orienta.

Incorporado ao cotidiano do Rio, o carnaval de rua movimenta a economia, impulsiona o turismo e redefine a dinâmica urbana. Para Almeida, o papel do poder público deveria ser o de garantir infraestrutura básica, sem interferir na essência da festa.

“O carnaval gera renda consistente para a cidade. A atuação do poder público deve ser discreta, garantindo segurança, limpeza e trânsito, sem interferir na maior festa popular do planeta”, diz. Ele também destaca a importância da ocupação cultural do Centro.

“Com a saída de empresas, era fundamental que esse chão histórico recebesse moradores. Falamos disso em manifestos e começamos a ver os primeiros frutos.”

Neste ano, a abertura do carnaval não oficial também reserva espaço para as crianças. A Aberturinha, no Aterro do Flamengo, terá brincadeiras populares, oficinas e shows voltados ao público infantil.

Programação dos blocos – Domingo (4)

Blocos parados

  • 8h – Love Songs  Praça Marechal Âncora
  • 9h – O Baile Todo  Armazém Utopia
  • 9h – Não Monogamia  Praça Mauá
  • 9h – NossoBloco  Bar Kamikaze
  • 10h – Marimbondo Não Respeita  Armazém Utopia
  • 10h – Projeto Girô  Praça Paris
  • 10h – 8&80  Bar Kamikaze
  • 10h – Enxota Que Eu Vou  Casa Carnaval Rio
  • 11h – Skabloco  Armazém Utopia
  • 11h – RodaBloco  Bar Kamikaze
  • 11h – Bloco dos Inconfidentes  Casa Carnaval Rio
  • 11h – Percussaça  Bargaça – Morro do Pinto
  • 11h – Toques para Odudua  Praça XV
  • 12h – Te Devoro  Praça da Candelária
  • 12h – Marejada  Casa Carnaval Rio
  • 12h – Calcinhas Bélicas  Praça XV
  • 13h – Bloco da Insana  Casa Carnaval Rio
  • 14h – Lambabloco  Casa Carnaval Rio
  • 15h – Os Biquínis de Ogodô convidam As Sungas de Odara  Praça XV
  • 17h – Só Toca Bloco  Praça XV

Blocos com cortejo

  • 8h – Bloco da Frida  Pira Olímpica
  • 8h – Papagoyaba  Barca Niterói–Rio
  • 9h – Vem Cá Minha Flor  Praça Marechal Âncora
  • 10h – Banheira do Gugu  Pira Olímpica
  • 11h – Bigode do Leôncio  Arco do Teles
  • 14h – Surdos e Mundos  Rua Dom Manuel
  • 17h – Grande cortejo com o Cordão do Boi Tolo  Local a confirmar

Aberturinha – programação infantil

  • 9h às 10h30 – Kidmi Brincante e oficina de perna de pau
  • 10h30 às 11h – Contação de histórias com a Palhaça Claroca
  • 11h às 12h – Banda Fanfarrinha
  •  Aterro do Flamengo – altura do Belmonte




Fonte: Agência Brasil

Folia de Reis no Museu Vassouras reafirma tradição no Vale do Café


Entre cantos, bandeiras bordadas e passos que ecoam séculos de devoção, a Folia de Reis volta a ocupar o espaço público e simbólico de Museu Vassouras, no estado do Rio, de hoje até amanhã (4).

O encontro reúne duas jornadas de folia, atividades educativas e uma roda de poesias, reafirmando o compromisso da instituição com a valorização dos saberes populares e das expressões culturais que moldam a identidade do Vale do Café.

Para a diretora artística do Museu Vassouras, Catarina Duncan, receber as Folias de Reis no museu é um gesto simbólico. “Aqui vemos a valorização do sagrado, da cultura do território do Vale do Café e das pessoas que mantém viva essa tradição tão especial. Teremos a oportunidade de ver duas folias da região além de promover atividades educativas e uma roda de poesia e rima”.

Jornada

Hoje, sábado (3), a partir das 16h, o museu recebe o cortejo da Jornada Jardim do Éden, conduzida pela mestra Rita de Cássia. O grupo percorre os espaços do museu com seus cantos tradicionais, violas, pandeiros e a bandeira que guia a jornada. Às 17h, é a vez da Jornada Descendentes de Davi, liderada pelos mestres Tiago Meirelles e Lelê, que dão continuidade ao cortejo, reafirmando a força coletiva da tradição e o diálogo entre diferentes gerações de foliões.

A programação segue no domingo (4) com atividades que ampliam o encontro entre público e tradição. Das 10h às 12h, o Educativo do Museu Vassouras promove a Oficina de Bandeiras de Folia, aberta a visitantes de todas as idades. Elemento central das jornadas, a bandeira concentra símbolos religiosos, histórias familiares e marcas do território. A proposta da oficina é estimular a criação coletiva, o uso de materiais diversos e a troca de saberes, conectando o fazer manual às memórias do Vale do Café.

O encerramento será às 16h, com a Roda de Poesias dos Soldados da Divina Irmandade do Oriente, quando a palavra falada se soma à música e ao gesto, ampliando a experiência sensível da folia e reforçando seu caráter de transmissão oral e comunitária.

Integração

Segundo a organização do evento, ao integrar cortejos, educação patrimonial e poesia,” o Encontro de Folias de Reis reafirma o papel do museu como espaço vivo de escuta e circulação de culturas, fortalecendo vínculos com as comunidades locais e reconhecendo a potência das manifestações populares que continuam a escrever a história de Vassouras e do interior” do estado do Rio”.

Além da programação dedicada à Folia de Reis, o museu recebe o artista Pandro Nobã para uma visita especial em torno das obras Ao longe e Céu na Terra, que integram o eixo Vapor da exposição Chegança, ampliando o diálogo entre arte contemporânea e tradição.

Serviço

Museu Vassouras – Vassouras

Sábado | 3 de janeiro
16h – Jornada Jardim do Éden, com a mestra Rita de Cássia
17h – Jornada Descendentes de Davi, com os mestres Tiago Meirelles e Lelê

Domingo | 4 de janeiro
10h às 12h – Oficina Bandeiras de Folia, com o Educativo do Museu
16h – Roda de poesias com os Soldados da Divina Irmandade do Oriente




Fonte: Agência Brasil

Helicóptero faz pouso forçado no mar em Cabo Frio


Um helicóptero com oito pessoas precisou fazer um pouso de emergência no mar de Cabo Frio nesta sexta-feira (2). Segundo a Marinha do Brasil, foi ativada a operação de busca e salvamento, e uma aeronave foi deslocada ao local para fazer o resgate.

A Marinha confirmou que fez o resgate de oito pessoas (seis passageiros e dois tripulantes) envolvidas no acidente com um helicóptero da OMNI Táxi Aéreo que operava em apoio a plataformas de petróleo. A aeronave pousou no mar a cerca de 40 milhas (cerca de 74 quilômetros) ao sul de Cabo Frio (RJ).

“De imediato, foi ativada uma Operação de Busca e Salvamento (SAR), com o emprego de um helicóptero da Marinha. A aeronave resgatou todos os tripulantes, que se encontravam em duas balsas salva-vidas, conduzindo-os, após o resgate, para avaliação médica  na Policlínica da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, onde foi confirmado que todos passavam bem”, destaca a Marinha em nota.




Fonte: Agência Brasil

SP: três pessoas ficam feridas após árvore cair no Parque Ibirapuera


Três pessoas ficaram feridas após uma árvore de grande porte cair sobre elas no Parque Ibirapuera, na capital paulista. Uma das vítimas, segundo o Corpo de Bombeiros, é uma mulher de 57 anos que sofreu um traumatismo cranioencefálico e uma lesão no ombro. Ela foi socorrida ao Hospital São Paulo, onde permanece sob cuidados médicos.

Segundo a Urbia, concessionária do parque, duas outras pessoas tiveram ferimentos leves e foram atendidas no local. A concessionária disse lamentar o acidente que teria atingido pessoas que se encontravam “em um carrinho comercial de bebidas”.

O caso ocorreu por volta das 17h desta sexta-feira (2), próximo ao Portão 3 do parque, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Algumas regiões da capital paulista sofreram com ventanias na tarde de hoje. A maior rajada de vento registrada na cidade de São Paulo foi de 47 quilômetros por hora (km/h), na Estação Meteorológica de Interlagos.

A Defesa Civil estadual informou que, segundo a Escala de Beaufort, que é usada pela meteorologia para medir a velocidade dos ventos, seria preciso uma velocidade de 63 km/h ou acima disso para que uma árvore fosse derrubada.

*Matéria alterada às 20h10 para atualização do número de feridos, com base em informações divulgadas pela concessionária Urbia.




Fonte: Agência Brasil

SP: duas pessoas ficam feridas após árvore cair no Parque Ibirapuera


Duas pessoas ficaram feridas após uma árvore de grande porte cair sobre elas no Parque Ibirapuera, na capital paulista. Uma das vítimas, segundo o Corpo de Bombeiros, é uma mulher de 57 anos que sofreu um traumatismo cranioencefálico e uma lesão no ombro. Ela foi socorrida ao Hospital São Paulo, e seu estado de saúde ainda não foi informado. Até este momento, não foram divulgadas informações sobre a outra vítima.

O caso ocorreu por volta das 17h desta sexta-feira (2), próximo ao Portão 3 do parque, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Procurada pela Agência Brasil, a Urbia, concessionária do parque, informou que está “averiguando a situação” e que terá “uma resposta oficial em breve”.

Algumas regiões da capital paulista sofreram com ventanias na tarde de hoje. A maior rajada de vento registrada na cidade de São Paulo foi de 47 quilômetros por hora (km/h), na Estação Meteorológica de Interlagos.

A Defesa Civil estadual informou que, segundo a Escala de Beaufort, que é usada pela meteorologia para medir a velocidade dos ventos, seria preciso uma velocidade de 63 km/h ou acima disso para que uma árvore fosse derrubada.




Fonte: Agência Brasil

Rio tem novo alerta de ressaca neste fim de semana


Uma nova ressaca está para chegar às praias do Rio. Nessa, a partir das 15h deste sábado (3), com previsão de término às 6h de segunda-feira (5), as ondas podem variar entre 2,5 m e 3 m. O alerta feito pelo Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) é com base no Aviso de Ressaca para a Orla da Cidade emitido pela Marinha do Brasil.

Essa será a segunda em poucos dias. Na outra, que começou às 12h da quarta-feira (31) e terminou às 6h de ontem (1°) , as ondas atingiram 2,5 metros de altura e tiveram grande impacto. O Corpo de Bombeiros realizou 1.167 salvamentos entre 7h da quarta-feira (31) e 19h de ontem (1º) em praias do Rio.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, disse que não há necessidade de montar um esquema especial para este período mesmo com o número grande de visitantes e de moradores frequentando as praias. Conforme explicou, desde 19 de dezembro de 2025, a corporação está operando com mais agentes na Operação Verão.

“São mais 5400 serviços de guarda-vidas neste verão como um todo. A gente já está com a praia reforçada”, afirmou à Agência Brasil.

O fato de ter nova ressaca, segundo o tenente-coronel, é motivo também de alerta em outros pontos fora das praias como o muro dos pescadores, no Leme; Pedra do Arpoador; e Mirante do Leblon, que são isolados com fitas zebradas.

“Quando tem aviso de ressaca os nossos guarda-vidas fazem trabalho de isolamento e sinalização justamente para as pessoas não se aproximarem desses locais onde há risco de queda”, contou.

O COR-Rio reforçou as orientações para que a população tenha mais segurança. Não são recomendados o banho de mar e a prática de esportes aquáticos em áreas com condições de ressaca. Durante o período do aviso, as pessoas têm que evitar a permanência em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar, assim como os pescadores não devem navegar enquanto a ressaca estiver ativa. O uso de bicicletas nas ciclovias também não é recomendável, principalmente porque as ondas podem ultrapassar os calçadões.

A orientação do COR-Rio para casos de acidentes no mar é não tentar resgatar as vítimas por conta própria. O certo é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou os guarda-vidas do local

Previsão

O Sistema Alerta Rio indicou que neste sábado (3) o clima será influenciado por áreas de instabilidade em conjunto com a passagem de uma frente fria no oceano.

“Haverá predomínio de céu nublado e previsão de chuva fraca isolada na madrugada e pancadas de chuva isoladas a partir da tarde, podendo vir com raios”, informou, completando que os ventos estarão fracos a moderados.

No domingo (4), a previsão é de predomínio de céu nublado com pancadas de chuva a qualquer momento do dia. Os ventos estarão moderados e as temperaturas em declínio. Já a segunda (5) e a terça-feira (6), serão dias com nebulosidade variada, predomínio de céu nublado e previsão de chuva fraca a qualquer momento, sendo ocasionalmente moderada na segunda. Os ventos estarão moderados.




Fonte: Agência Brasil

Bombeiros fizeram 1.167 salvamentos em dois dias na orla do Rio


O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registrou 1.167 salvamentos entre 7h da quarta-feira (31) e 19h de ontem (1º) em praias do Rio. Conforme os dados da corporação, Ipanema foi a que teve mais casos (399), seguida de Copacabana (396) e Leme (239). Também ocorreram resgates no Arpoador (59), Leblon e Diabo (32), São Conrado (8), Pepino e Vidigal (1)

O porta-voz dos bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, disse que a ressaca que atingiu o litoral do Rio nesses dias é uma das causas desses números elevados, mas há também a desobediência dos frequentadores às orientações dos guarda-vidas e às cores das bandeiras de alertas para não entrar no mar.

Esses fatores resultaram em número bastante superior ao Réveillon passado, quando os bombeiros fizeram 29 salvamentos. “A grande diferença é que agora a gente teve uma condição de mar muito agitado”, disse.

Buscas continuam

Desde o fim da manhã da última quarta-feira (31) que os bombeiros do Rio de Janeiro fazem buscas para encontrar um jovem de 14 anos, morador de Campinas (SP), que foi arrastado pela correnteza na Praia de Copacabana. Mesmo estando na beira da faixa de areia, ele foi atingido pela força das ondas, que no dia chegavam até 2,5 metros.

Fábio Contreiras disse que os bombeiros instalaram um posto de comando em frente ao Posto 2, onde o jovem foi visto ao ser arrastado, há ainda a presença de diversos militares operando com motos aquáticas fazendo buscas superficiais, o uso de embarcações com botes infláveis de resgates.

Por meio de drones, os bombeiros fazem também varreduras na costa, principalmente na zona sul da cidade, e utilizam helicópteros com sobrevoos diários com visão mais ampla da orla do estado do Rio.

“Além disso, mergulhadores com trabalho subaquáticos, de busca e pontos de interesse, são guiados por sonar dentro de embarcações que apontam possíveis objetos no fundo do mar, que possam ser compatíveis ao tamanho do corpo de um ser humano”, relatou o porta-voz à Agência Brasil.

Segundo Contreiras, esse é o único caso em que os bombeiros estão desenvolvendo buscas. “Não tem outra ocorrência de busca em relação a afogamentos em praias. O menino de 14 anos é o único que no momento a gente está buscando”, informou.

O perigo das pessoas permanecerem na arrebentação quando o mar está agitado, justamente o que ocorreu com o jovem, é de ser levado por uma corrente e não ter condição própria de sair da água.

“Esse é um alerta constante que os guarda-vidas fazem nas praias inclusive com o uso de apitos para sinalizar ao banhista que deve sair do mar antes que se afogue”, acrescentou.




Fonte: Agência Brasil