Polícia civil desarticula grupo que aplicava golpes contra idosos


Ação conjunta de policiais civis da delegacia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com policiais civis do estado de Sergipe, foi realizada nesta quarta-feira (8) para desarticular um grupo criminoso especializado em golpes financeiros contra aposentados.

A ação teve por finalidade o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e de seis de busca e apreensão domiciliar contra um casal investigado por operar um esquema de falsas portabilidades de empréstimos consignados que gerou prejuízos em diversos estados do país.

O casal foi preso em casa, na ação conjunta das polícias, na Baixada Fluminense.

A investigação teve início em novembro de 2023, após um casal de aposentados do interior de Sergipe, no município de Telha, sofrer um prejuízo superior a R$ 20 mil.

Os estelionatários abordavam as vítimas por meio de aplicativo de mensagem, onde se passavam por representantes de instituições bancárias. Eles ofereciam a portabilidade de empréstimos já existentes para outras instituições financeiras, prometendo taxas de juros significativamente menores para atrair os idosos.

De acordo com o delegado Ruidiney Nunes, titular da delegacia de Aquidabã, em Sergipe, o crime consistia basicamente em promessas de empréstimos, de portabilidade, na verdade, de empréstimos com juros menores. “Mas, na prática, o que acontecia era que os idosos eram induzidos a contraírem novos empréstimos e repassarem os valores para empresas ligadas aos estelionatários”, disse.

Durante a ação criminosa, os falsos bancários induziam as vítimas a contratarem novos empréstimos.

Os valores eram então transferidos para contas de empresas controladas pelo grupo, sob a alegação de que o montante seria utilizado para quitar a dívida anterior. No entanto, a quitação não era realizada e os estelionatários retinham o dinheiro, deixando os idosos com o ônus de duas dívidas simultâneas.

As investigações apontaram que, após análise dos dados colhidos, o esquema era realizado de forma contínua e possuía alcance nacional, com indícios de crimes cometidos também em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte e Bahia, além de Sergipe e Rio de Janeiro.

Entre os casos identificados, em São Paulo, uma idosa de 70 anos foi levada a realizar um empréstimo de R$ 30 mil, enquanto outra vítima chegou a transferir R$ 55 mil para o grupo criminoso.

Todo material apreendido na ação, como telefones celulares e notebooks passarão por perícia técnica, para identificar outros envolvidos e outras possíveis vítimas da organização criminosa.

Ruidiney Nunes alertou que aposentados e pensionistas devem desconfiar de ofertas de crédito feitas por mensagens de aplicativo e evitar compartilhar dados pessoais ou bancários sem confirmar a origem do contato feito por pessoas desconhecidas.




Fonte: Agência Brasil

RJ: Operação na Maré apreende recorde de 48 toneladas de drogas


Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital, resultou na apreensão de com cerca de 48 toneladas de drogas. Os entorpecentes estavam armazenados em um bunker do tráfico na comunidade Nova Holanda. De acordo com o governo do estado, essa seria a maior apreensão de drogas da história do Brasil.

A ação teve início ontem e foi concluída na madrugada desta quarta-feira (8). Os policiais chegaram às drogas com o auxílio de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Os agentes também apreenderam cinco fuzis e quatro pistolas, além de recuperarem 26 veículos roubados. Um suspeito foi preso.

Na avaliação do comandante-geral da corporação, coronel Sylvio Guerra, a apreensão recorde é resultado de uma “ação cirúrgica” da Polícia Militar. Ele destacou ainda a capacidade técnica e operacional empregadas na ação.

“Através do planejamento, inteligência e da atuação especializada do Batalhão de Ações com Cães e de todas as unidades envolvidas na operação, atingimos um resultado expressivo para o enfraquecimento das organizações criminosas e, principalmente, sem efeitos colaterais”, disse, por meio de nota.

De acordo com a PM, As 48 toneladas de drogas estão avaliadas em torno de R$ 50 milhões. Por isso, Guerra avalia a operação como “um duro golpe” no tráfico.

A operação foi realizada nas comunidades Nova Holanda e Parque União, com a participação de cerca de 250 policiais militares de batalhões ligados ao Comando de Operações Especiais (COE).

Recorde

De acordo com a Secretaria de Estado da Polícia Militar, a maior apreensão de drogas do país tinha sido em 2021. Naquela ocasião, a Polícia Militar Rodoviária (PMR) encontrou 36,5 toneladas que estavam escondidas em uma carreta de soja no estado de Mato Grosso do Sul.

A secretaria informou que, a partir de informações de inteligência, os policiais localizaram nas primeiras horas da operação um contêiner utilizado por traficantes para o armazenamento de drogas. No local, foram apreendidos frascos e cerca de 200 litros de lança-perfume, além de materiais usados na produção da substância.

Os agentes continuaram a operação com varredura nas comunidades, quando equipes do Batalhão de Ações com Cães identificaram uma construção suspeita. Lá, localizaram um “bunker do tráfico” com mais de 24 mil tabletes de maconha, cada um com aproximadamente dois quilos. O material foi retirado da comunidade em caminhões de cargas.




Fonte: Agência Brasil

Incêndio não atinge pista do Velódromo Olímpico no Rio


A avaliação preliminar da equipe técnica da prefeitura do Rio e da direção da Confederação Brasileira de Ciclismo indica que não houve qualquer impacto à pista do Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona sudoeste, atingido por um incêndio na madrugada desta quarta-feira (8).

O Rio Museu Olímpico, que fica no local, está praticamente preservado. Instalado em uma área de aproximadamente 1,7 mil metros quadrados, o espaço homenageia os Jogos de 2016 e reúne acervo de cerca de 1 mil peças, distribuídas em 13 áreas temáticas, com cerca de 80 experiências interativas e atividades.

O prefeito Eduardo Cavaliere explicou que uma pequena área do Rio Museu Olímpico foi atingida e será reformada. “O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro. Os engenheiros da prefeitura já estão avaliando os eventuais danos, mas a estrutura do Velódromo está preservada, e a pista está intacta.”

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio segue controlado. Ainda há alguns focos, e as equipes continuam trabalhando.

Além do museu, o Velódromo Olímpico é um equipamento ativo, com funcionamento contínuo e oferta regular de atividades esportivas e culturais gratuitas para a população.

Segundo a prefeitura, mensalmente, cerca de 2 mil pessoas participam das atividades no local. Ao todo, o espaço atende aproximadamente 4.280 pessoas, a partir dos seis anos de idade, distribuídas em 33 modalidades esportivas e de lazer, como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.

O Velódromo também mantém convênios com entidades esportivas de alto rendimento, como as confederações brasileiras de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, além da federação de ginástica do Estado do Rio de Janeiro, permitindo que atletas das seleções utilizem o espaço para treinamentos.




Fonte: Agência Brasil

Novas regras para mobilidade no Rio dependem de mais infraestrutura


As novas regras para a circulação de equipamentos elétricos de micromobilidade como ciclomotores (duas ou três rodas e a velocidade máxima de 50 quilômetros por hora) e autopropelidos (podem ter uma ou mais rodas e a velocidade máxima de 32 quilômetros por hora) na cidade do Rio vêm promovendo debate entre especialistas de engenharia viária, planejamento urbano e usuários.

A medida veio uma semana após o atropelamento e morte de mãe e filho que estavam em uma bicicleta elétrica por um ônibus na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro.

As regras já estão em vigor, com exceção da exigência de emplacamento, que terá prazo até 31 de dezembro deste ano.

Passa a ser obrigatório o uso de capacete para todos os usuários. Além disso, é proibido transportar na garupa mais de uma pessoa que também deverá utilizar equipamento de segurança. Outro ponto é a exigência de registro, licenciamento e emplacamento para ciclomotores — incluindo equipamentos autopropelidos com assento, que passam a ser equiparados a essa categoria.

O condutor precisará estar devidamente habilitado com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) enquadrada na categoria A. Ciclomotores e autopropelidos, a partir de agora, não podem circular nas ciclovias da cidade, que passam a ser restritas a bicicletas, patinetes e bicicletas elétricas, com velocidade limitada de 25km/h.

Nas vias com BRS, sistema de faixas exclusivas para ônibus no Rio de Janeiro (Bus Rapid Service), está proibida a circulação de bicicletas elétricas, ciclomotores e patinetes elétricas.

Para o professor do curso de Engenharia Civil e do Programa de Engenharia Urbana da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Victor Hugo Souza de Abreu, as novas regras implementadas pela Prefeitura do Rio representam um avanço relevante no esforço de organizar a circulação dos novos modos de micromobilidade, atuando de forma complementar à Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº 996/2023.

“De maneira geral, a iniciativa é positiva. A exigência de emplacamento e habilitação para veículos autopropelidos — definidos pelo novo decreto como aqueles dotados de sistema próprio de propulsão, que dispensam esforço físico contínuo, de uso individual, dimensões reduzidas e sem pedal — quando conduzidos na posição sentada e, portanto, equiparados aos ciclomotores, contribui para o aumento da segurança viária, o ordenamento do espaço urbano e a responsabilização dos condutores”, avalia o professor.

Segundo o pesquisador, nesse contexto, o emplacamento favorece a identificação e a fiscalização, enquanto a exigência de habilitação assegura um nível mínimo de conhecimento das normas de trânsito, elemento essencial para a convivência segura entre os diferentes modos de transporte.

Ele acrescenta que, no entanto, há desafios relevantes. “Parte significativa dos usuários utiliza esses veículos como alternativa acessível de mobilidade, e a exigência de habilitação pode se tornar uma barreira de acesso. Além disso, o poder público ainda precisa estruturar adequadamente os processos de registro, fiscalização e comunicação com a população. Portanto, é uma medida viável, mas que exige implementação gradual e bem planejada”.

Victor Hugo avalia que quanto aos impactos na circulação viária, as medidas têm potencial tanto de melhorar quanto de gerar novos conflitos. “A retirada de autopropelidos na posição sentada das ciclovias e ciclofaixas, por exemplo, é tecnicamente coerente, pois esses veículos tendem a operar com maior velocidade e massa, aumentando o risco para ciclistas e pedestres. Por outro lado, se não houver infraestrutura adequada nas vias, essa mudança pode deslocar o problema para o tráfego geral, aumentando a exposição ao risco”.

O pesquisador destaca que a definição de limites de velocidade das vias (até 40 km/h e até 60 km/h) também é uma diretriz correta do ponto de vista normativo, pois busca compatibilizar o desempenho dos veículos com o ambiente viário. “Entretanto, a efetividade dessa medida depende diretamente das condições reais de operação — como sinalização, fiscalização e, principalmente, infraestrutura adequada. Sem isso, há o risco de que a norma tenha baixo impacto prático”, afirma.

O que pode ser melhorado

• Investimento em infraestrutura segregada para micromobilidade motorizada;

• Campanhas de educação no trânsito voltadas a todos os usuários;

• Fiscalização efetiva e contínua;

• Regulamentação mais diferenciada, considerando potência e velocidade dos veículos; • Integração dessas medidas ao planejamento urbano e de transportes.

Para o especialista, é fundamental fortalecer o chamado tripé da engenharia de tráfego — internacionalmente conhecido como “3 E’s of Traffic Engineering” — baseado na atuação integrada em Engineering (Engenharia), Education (Educação) e Enforcement (Fiscalização). “Esses pilares são essenciais para garantir a efetividade das medidas, promover mudanças de comportamento e assegurar condições seguras de circulação para todos os usuários do sistema viário”, disse Victor Hugo.

Território nacional

De acordo com o professor da UFRJ, em âmbito nacional, o principal desafio é a convivência entre modos tão distintos — veículos motorizados, bicicletas, ciclomotores, patinetes e pedestres — em um mesmo espaço viário. Para ele, essa coexistência só é possível de forma segura quando há uma clara hierarquização do sistema viário, com definição adequada de espaços, velocidades e prioridades.

“O Brasil ainda enfrenta dificuldades nesse aspecto, especialmente pela falta de infraestrutura e pela cultura de priorização do automóvel. A tendência, no entanto, é que a micromobilidade ganhe cada vez mais espaço, exigindo regulamentações mais integradas, consistentes e alinhadas com os princípios da segurança viária e da mobilidade sustentável”, afirmou.

“Em síntese, a regulamentação do Rio é um passo necessário e tecnicamente justificável, mas seu sucesso dependerá da capacidade de implementação, fiscalização e, sobretudo, da criação de condições reais para uma convivência segura entre os diferentes modos de transporte”, completou Victor Hugo.

Regulamentação necessária

Na avaliação da professora Marina Baltar, do Programa de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ), há anos era necessário um regramento para esses tipos de transportes.

“Mas a cidade precisa se preparar para essa regulamentação, que é baseada em velocidades nas vias. É preciso questionar as velocidades que a gente tem hoje na cidade, ver se elas realmente fazem sentido. Quando a gente pensa em segurança viária, o pilar central é a redução da velocidade na cidade como um todo. Primeiro é necessário esse estudo das velocidades e instalar placas de sinalização. Quem usa bicicleta elétrica e ciclomotores precisa saber quais são as vias com até 40 km/h e até 60 km/h”, disse a professora.

Marina avalia que para se ter uma cidade mais atrativa para esses modos mais sustentáveis como a bicicleta é preciso planejamento e engajamento da comunidade. “Precisa planejar e expandir as ciclovias. A cidade teve expansão pequena de ciclovias concentradas na zona sul”.

Ela destaca que a proibição dos ciclomotores e bicicletas elétricas em vias com BRS vai atrapalhar muito porque é onde há pontos de interesse como o comércio. “Para esses pontos, a gente precisa ter um grupo de trabalho que realmente consiga definir, não apenas proibir a circulação das bicicletas em vias com BRS”, disse a professora.

Novos meios de transporte

O técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Erivelton Pires Guedes avalia, a princípio, como positiva a iniciativa de tentar normatizar e de alguma forma disciplinar o grande problema que é a micromobilidade urbana hoje.

“As tecnologias rapidamente evoluíram, principalmente no modo elétrico, e surgiram vários equipamentos diferentes que nós não estávamos acostumados. Além disso, surgiu um novo mundo com muitas motos e bicicletas para entregas, além de motos por aplicativos para passageiros. Esta grande diversidade de interesses gera grandes conflitos, difíceis de serem resolvidos”, pontuou o pesquisador.

Segundo o técnico do Ipea, por outro lado, o decreto traz divergências conceituais em relação aos veículos normatizados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

“Isso possivelmente vai gerar insegurança jurídica e questionamentos. Este é um grande desafio, pois todos estes veículos possuem características muitas vezes próximas, que dificultam sua exata classificação. Isso confunde tanto os fornecedores quanto os cidadãos e todos têm muitas dúvidas a respeito do que pode e o que não pode”, afirmou Guedes.

Para ele, é importante que governos federal, estadual e municipal tratem o problema da segurança viária de forma integrada. “Os problemas são grandes e esta situação tratada neste decreto é apenas parte do grande problema. Estamos assistindo a um crescente aumento do número de mortes no trânsito, em especial com motocicletas”.

“Dentro das ações integradas podemos destacar a principal ação, disponível a todas as prefeituras: a redução e o controle da velocidade. Esta é uma ação que muitas vezes gera reações negativas, mas que precisa ser enfrentada”, disse o especialista.

“Reforçando: a segurança viária precisa ser vista como um todo. Ações isoladas não resolvem os problemas. A ação da prefeitura é oportuna mas ainda incipiente. É necessária uma coordenação nacional e um esforço em diversas frentes para que possamos reduzir (com foco em zero) os sinistros de trânsito”, ponderou o técnico do Ipea.

Bicicleta elétrica

Moradora de Copacabana, na zona sul do Rio, a produtora de eventos Ananda Ruschel Sayão, de 48 anos, adotou a bicicleta elétrica há 3 anos para o seu dia a dia. Ela usa bastante o equipamento para levar e buscar a filha de 7 anos ao colégio, para supermercado, além de outras tarefas cotidianas.


Rio de Janeiro (RJ), 07/04/2026 - A promotora de eventos Ananda Sayão mora em Copacabana e busca a filha Alice de bicicleta elétrica na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Fonte da Saudade, Lagoa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/04/2026 - A promotora de eventos Ananda Sayão mora em Copacabana e busca a filha Alice de bicicleta elétrica na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Fonte da Saudade, Lagoa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A promotora de eventos Ananda Sayão mora em Copacabana e busca a filha Alice de bicicleta elétrica na Escola Municipal Pedro Ernesto, na Fonte da Saudade, Lagoa. Foto:  Rovena Rosa/Agência Brasil

“Na pista eu fico insegura porque os carros e as motos principalmente ignoram as bicicletas. Tiram fino. A gente fica sem espaço. Não tenho ciclovias em todos os meus trajetos. Existem algumas ruas com ciclofaixas que estão quase apagadas, mas os carros não respeitam essas faixas pintadas no chão. Quando não tem ciclovia eu ando pela esquerda onde não está a pista de ônibus”, comenta Ananda.

Ela acredita que é preciso um projeto de planejamento urbano para mais ciclovias. E acrescenta que a convivência com os ciclomotores é sempre ruim. “Essas motinhas andam na calçada como se fosse bicicleta, têm velocidade maior e são maiores. Isso causa um estranhamento para quem está de bicicleta e para o pedestre. Como tem muito motoboy usando essas motinhas para entrega, eles andam como uns loucos. Isso acaba afetando as pessoas que andam direito. A gente tem que ter muito cuidado com eles, que andam na contramão, não respeitam os sinais”, observa a produtora de eventos.

Ananda completa que é a favor das novas regras para ciclomotores, autopropelidas e bicicletas elétricas. “Tem que ter regras, e mais ciclovias internas”.




Fonte: Agência Brasil

Municípios do Tocantins são alvos de operação da Polícia Federal


A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Código Branco, com o objetivo de apurar fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, em contratações na área da saúde de vários municípios da região norte do Tocantins.

As investigações indicam que “uma empresa de serviços médicos teria sido reiteradamente contratada por municípios da região, mediante procedimentos licitatórios com indícios de direcionamento”.

Os policiais constaram “ausência de competitividade e de descumprimento da legislação, além de realizar subcontratações vedadas em edital e em repasses financeiros suspeitos, com possível ocultação e dissimulação da origem dos recursos”, diz a PF.

Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro. As ações judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína.

De acordo com a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, de corrupção ativa e passiva, de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.




Fonte: Agência Brasil

PM apreende três toneladas de drogas, fuzis e pistolas na Maré


A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro apreendeu cerca de três toneladas de drogas em comunidades do Complexo da Maré, na zona norte da capital. A ação foi realizada nessa terça-feira (7) por equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC). 

Além das drogas, localizadas na comunidade de Nova Holanda, as equipes apreenderam em diferentes locais cinco fuzis, quatro pistolas e recuperaram 26 veículos, sendo nove carros e 17 motocicletas. Um suspeito foi detido e encaminhado à 21ª delegacia policial (Bonsucesso), para onde todo o material foi encaminhado.

Planejada com base em informações de inteligência da corporação, a ação mobilizou, ao todo, 250 policiais do BAC, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque, Batalhão Tático de Motociclistas, Grupamento Aeromóvel (GAM) e 22º Batalhão da PM, instalado na Maré, que realizaram as ações nas comunidades Parque União e Nova Holanda. O trabalho contou também com o emprego de quatro viaturas blindadas, além de duas aeronaves.

As três toneladas de maconha e a maior parte das armas foram localizadas com o auxílio de cães farejadores. Os militares encontraram, em um bunker, grande quantidade de material entorpecente, além de quatro fuzis e quatro pistolas.

A operação teve como principal objetivo coibir a atuação de grupos criminosos, reprimir roubos de veículos e de cargas, além de garantir maior sensação de segurança à população local.




Fonte: Agência Brasil

Incêndio atinge Velódromo do Parque Olímpico no Rio


Um incêndio iniciado na madrugada desta quarta-feira (8) atingiu o Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. O fogo já foi controlado e afetou principalmente o teto.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, não há registro de vítimas.

A operação conta com cerca de 60 bombeiros militares, de seis unidades, com apoio de mais de 20 viaturas e equipes especializadas.

A prefeitura do Rio informou que não há bloqueios nas vias do entorno.

O velódromo abriga desde agosto do ano passado o Rio Museu Olímpico como parte do legado para relembrar os Jogos Olímpicos de 2016.

A instalação é moderna e oferece uma experiência imersiva para os visitantes, foi erguido no andar superior do velódromo em uma área de cerca de 1,7 mil metros quadrados. O acervo do espaço tem mil peças instaladas em 13 áreas temáticas.

*Matéria em atualização.





Fonte: Agência Brasil

PMs do Rio são denunciados por desviar armas apreendidas em operações


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia à Justiça Militar contra três policiais militares por desvio de armas apreendidas em operações, além de envolvimento com drogas e cargas roubadas.

São eles: os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa. Todos responderão pelos crimes de associação criminosa e peculato.

Com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e da Corregedoria da Polícia Militar, uma operação foi realizada nesta terça-feira (7) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, expedidos pela Auditoria da Justiça Militar.

A ação penal é resultado das investigações do MPRJ sobre uma milícia atuante no bairro de Anchieta, zona norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Os promotores identificaram inicialmente o policial militar Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa.

O MPRJ identificou, por exemplo, uma negociação entre Ricardo e Raphael para a venda de 140 quilos de maconha. Outro diálogo revela o planejamento para obtenção de lucro com a venda de uma carga de refrigerantes roubada.

As investigações constataram , ainda, que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las à autoridade policial, entregando-as de forma habitual a Ricardo Ferreira, que providenciava a venda do material.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 20 milhões


Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.993 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 20 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 03 – 15 – 31 – 42 – 43 – 51

  • 31 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 46.749,60 cada
  • 2.014 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.186,12 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

Jornalista não tem o que comemorar em seu dia, diz presidente da Fenaj


O 7 de abril, Dia do Jornalista, não é mais uma data festiva da categoria há quase duas décadas.

“É um momento desafiador. Nós somos atravessados não só pela violência cotidiana, mas pela precarização cada vez mais aguda da nossa profissão”, lamenta Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

O mal estar dos profissionais da imprensa tem origem em 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 8 votos a 1 dispensar a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista.

A decisão da Corte acatou recurso extraordinário do Ministério Público Federal (MPF) e do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp).

O recurso alegava que havia “caducado” o Decreto-Lei 972/69, publicado à época da ditadura militar (1964-1985), que estabelecia a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Ou seja, a norma afetava a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal de 1988

Passados 16 anos da decisão, o incômodo dos jornalistas piorou em janeiro, de acordo com Samira Castro, após a sanção da Lei nº 15.325, aprovada pelo Congresso Nacional, regulamentando o exercício da profissão de multimídia.

“Quando a gente pensa que o problema já é ruim, aparece essa lei”, comenta a presidente da Fenaj. Para ela, a nova lei amplia a desregulamentação de atividades no campo da comunicação.

“O multimídia é uma profissão que não tem jornada de trabalho, não tem garantia de salário, sequer tem garantia de representação.”

Prerrogativa em risco

A presidente da Fenaj assinala que ao usufruir das funções do jornalismo, põe em risco “uma prerrogativa da nossa categoria muito importante, que é o sigilo da fonte”, conforme previsto na Constituição Federal (artigo 5º, inciso 14) e estabelecido pelos jornalistas no Código de Ética (também artigo 5º).

A tramitação da Lei do Multimídia desde a apresentação na Câmara dos Deputados (3 de outubro de 2023) correu 7 vezes mais rápida (2 anos, 3 meses e 3 dias) os corredores do Congresso do que a debutante Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 206/2012, que há 15 anos, 9 meses e 5 dias prevê o reestabelecimento da obrigatoriedade do diploma de jornalista.

A PEC apresentada em 2 de julho de 2009, já aprovada no Senado Federal, está parada desde 31 de outubro de 2023 na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, apesar de ter status de “regime de tramitação especial”, conforme o portal da Casa.

Influência Digital

Para Samira de Castro, a rápida regulamentação dos multimídias interessa às plataformas estrangeiras de redes sociais e “à própria classe política que veio a ter relevância a partir da influência digital.”

A representante dos jornalistas avalia, no entanto, que a não exigência do diploma dos jornalistas agrava qualidade de informação que tramita hoje em dia na sociedade, causa prejuízo às empresas tradicionais de comunicação e afeta também à classe política.

“Eu tenho percorrido muito o Brasil e conversado com secretários de comunicação dos estados. Eles falam que os governos sofrem verdadeiros achaques por pessoas que publicam em rede social e passam a querer verba pública, dizendo que fazem jornalismo.”

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre os anos sem exigência de diploma caiu o emprego formal de jornalistas. No intervalo entre 2013 e 2023 o universo de 60.899 jornalistas contratados com carteira de trabalho assinada diminuiu para 49.917 (queda de 18%).




Fonte: Agência Brasil