TV Brasil apresenta final da novela “Sangue Oculto” nesta quinta-feira


TV Brasil exibe o último capítulo da novela portuguesa “Sangue Oculto“, folhetim protagonizado pela atriz Luana Piovani, nesta quinta-feira (18), às 20h. O final da trama reserva uma tragédia para a personagem da artista brasileira que vive a médica Vanda Corte Real.

O desfecho da história revela o cruel destino da protagonista quando estava internada no hospital, recuperando-se de um ferimento e sob custódia. A vilã cometeu várias maldades, crimes e assassinatos no decorrer da obra produzida pela emissora SIC, de Portugal.

Emoções na reta decisiva

Desde o primeiro dos 250 episódios, a vilã Vanda aprontou com as trigêmeas Carolina, Benedita e Julia, interpretadas por Sara Matos. Vanda as separou na maternidade e, na reta final, sequestrou as moças em uma sequência de cenas marcada pelo ritmo intenso, exatamente no dia do aniversário das jovens.

Os episódios da novela “Sangue Oculto” têm horário alternativo durante a madrugada, à 1h30. Cada capítulo da narrativa do folhetim português ainda fica disponível por sete dias no app TV Brasil Play após a exibição na telinha.

O casal Teresa (Sofia Alves), mãe biológica do trio, e Olavo Corte Real (António Pedro Cerdeira), ex-marido de Vanda, é salvo após ser enterrado vivo por um capanga da médica. Agora em segurança e recuperadas do cárcere depois do rapto, as três jovens conseguem resolver a situação com seus pares românticos. O término da história destaca uma nova geração de trigêmeos a caminho.

Desfecho dos personagens principais

No último capítulo, furiosa, Vanda (Luana Piovani) tenta alcançar as trigêmeas Carolina, Benedita e Julia (Sara Matos) no corredor de um laboratório onde as manteve em cativeiro. Mesmo sob efeito de anestesia, as jovens fogem juntas pelo local em obras, enquanto a vilã se aproxima delas, saca uma arma e ameaça atirar.

Quando a criminosa se prepara para alvejar as jovens, no último instante, Nelson (João Jesus) e outros agentes da polícia cercam Venda e prendem a vilã ainda dentro da clínica clandestina. Um grande aparato médico e policial está fora desse local abandonado à espera das irmãs para resgatá-las.

Pedro (Cristovão Campos) vai buscar Júlia e Benedita, enquanto Tiago (João Catarré) ampara Carolina. Nelson interroga Vanda para descobrir o paradeiro de Teresa e Olavo. No conflito, ambos acabam feridos e precisam de atendimento médico. As irmãs descobrem onde o casal está e eles são salvos a tempo. Passado o susto, as trigêmeas podem, enfim, ser felizes.




Fonte: Agência Brasil

Incêndio destrói moradias na comunidade de Paraisópolis em São Paulo


Um incêndio atingiu cerca de dez moradias por volta das 4h da manhã desta quinta-feira (18) na comunidade de Paraisópolis, que fica na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, não há vítimas.

Dez viaturas foram enviadas para o local e as chamas foram controladas agora no início da manhã. A maioria das famílias que reside na comunidade e que teve suas casas consumidas pelas chamas, não conseguiu retirar boa parte de seus pertences.

A região atingida pelas chamas fica próxima à Avenida Hebe Camargo, de grande movimentação. Apesar disso, o transporte público no local não sofreu impacto.

A Defesa Civil de São Paulo informou que também encaminhou equipes à comunidade para realizar acolhimento às famílias.





Fonte: Agência Brasil

Turismo de aventura tem regras estabelecidas; falta fiscalização


A comoção com a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante a prática de rope jump em uma ponte desativada no município de Limeira (SP), levanta algumas dúvidas sobre a segurança da prática de turismo de aventura no país. Principalmente, sobre quem são os responsáveis pela regulamentação da atividade e como os praticantes podem evitar empresas irregulares.

A referência central no setor é o Cadastur, cadastro de prestadores do Ministério do Turismo. A inclusão nesse órgão é obrigatória para todas as empresas de turismo de aventura no Brasil, e impõe o respeito a uma série de normas fiscais, além da indicação dos responsáveis pelas atividades. Por meio do site, com o número da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e nome, é possível verificar se a prestadora de serviço está regularizada.

Outra referência é o Decreto 7.381/10 que, desde 2010, exige sistema de gestão de segurança para toda atividade oferecida. A regra tem por base a norma NBR ISO 21101, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

“Isso significa que a empresa tem procedimentos escritos, checklist de equipamentos, treinamento de equipe e plano de emergência. Pergunte: ‘vocês seguem a ISO 21101?’ Se a pessoa não souber responder, é sinal de alerta”, explica Vinicius Viegas, Diretor de Mercados da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) e empresário do setor.

Segundo ele, a forma como a empresa permite o pagamento pelo serviço também é um sinal de alerta. Empresas sem CNPJ não emitem nota e não fazem contrato de prestação de serviços. Esse é um indício de pouca experiência e profissionalização.

Além do Cadastur, a ABNT também mantém cadastro de prestadores que seguem as regras para suas atividades, além de manter mais de 50 normas técnicas para atividades de turismo de aventura, das quais 27 têm creditação ISO. Tais normas servem de referência para o próprio setor, governos e podem ser referência também para os viajantes.

Segundo a ABNT, as próprias empresas fazem questão de divulgar que seguem as normas da entidade, pois é uma validação do serviço prestado.

Consumidor atento

A percepção de informalidade é uma constante no meio, segundo Viegas, e tem relação com a pouca estrutura de fiscalização dos órgãos públicos e por uma percepção generalizada de que esse tipo de atividade não exige tanto rigor quanto outros setores da economia.

“Muita gente cresceu vendo atividades como rapel, tirolesa ou trilha sendo oferecidas sem qualquer qualificação formal. Isso criou a falsa percepção de que é uma atividade simples, que qualquer um pode fazer. O preço baixo vence a segurança.”

Isso favorece desequilíbrio, pois atuar com equipamento certificado, manutenção adequada, seguros, certificação e qualificação dos profissionais impões custos. Para quem não atua com isso é muito mais simples atrair o consumidor pelo apelo do custo mais baixo.

Poder público

A fiscalização pelo poder público também é muito importante. Enquanto a União organiza as regras, por meio dos marcos legais, cabe às outras esferas fazer cumprir. Os municípios, por exemplo, podem exigir o Cadastur para liberar alvarás de funcionamento, como ocorre no município de Brotas (SP).

“A discussão sobre mecanismos capazes de ampliar a formalização das empresas do setor é legítima e necessária. No entanto, eventuais exigências vinculadas à emissão de alvarás e licenças devem observar a legislação vigente, a autonomia administrativa dos municípios e as diferentes capacidades institucionais existentes no país”, destaca Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Ele defende que os municípios exerçam papel relevante, especialmente no planejamento territorial, na gestão dos atrativos turísticos locais, no licenciamento das atividades sob sua competência e na articulação dos atores que compõem a governança do turismo.

A isso se soma a importância do combate à informalidade, de acordo com a CNM. As soluções passam por implementar políticas públicas integradas, qualificar prestadores de serviços, respeitar normas técnicas e promover a consolidação de instâncias de governança no setor.




Fonte: Agência Brasil

PF restitui documentos imperiais brasileiros ao Arquivo Nacional


A Polícia Federal (PF) restituiu nesta quarta-feira (17) ao acervo do Arquivo Nacional documentos históricos de natureza pública da época do Brasil Império, que haviam sido identificados em lotes anunciados em leilão.

Entre os bens restituídos está um documento datado de 1876, assinado por Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, e outro por José Thomaz Nabuco Filho, pai do abolicionista Joaquim Nabuco, datado de 1865.

As peças foram avaliadas por uma equipe técnica do Arquivo Nacional, que reconheceu a proveniência e destinação pública, interditando a comercialização, com acautelamento dos itens para fins de preservação do patrimônio histórico brasileiro. O laudo descreve documentos dos anos de 1824, 1865 e 1876 originários de repartições públicas.

Entre os documentos restituídos, está um conjunto do ano de 1876, relacionado ao Ministério dos Negócios da Guerra. Uma das folhas é datada de 25 de setembro de 1876 e assinada por Duque de Caxias, que à época chefiava o ministério. O documento trata da ciência de ofício referente à inauguração de comunicação entre a Paraíba e Pernambuco.

No mesmo conjunto, há ainda uma peça de 27 de junho de 1876, oriunda da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, assinada por José Maria Lopes da Costa, relacionada ao encaminhamento da Coleção de Leis da Província da Paraíba.

A PF restituiu também um documento histórico datado de 1824, assinado pelo comandante e tenente-coronel Simplício José da Silva. O item tem origem na Junta do Governo Temporário da Província do Piauí e trata de uma comunicação relacionada à decisão do Imperador sobre punição rigorosa àqueles que ofendessem o governo.

O outro documento datado de 1865, assinado por José Thomaz Nabuco de Araújo Filho, então Ministro dos Negócios da Justiça. A peça tem origem ministerial e aborda tema relacionado à Guarda Nacional Imperial, instituição de grande relevância para a organização político-administrativa e militar do Império.

Com a restituição, os documentos retornam à guarda do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, órgão responsável pela preservação, tratamento técnico e acesso ao patrimônio documental público federal, assegurando a conservação e destinação adequada ao interesse histórico e cultural da sociedade brasileira.




Fonte: Agência Brasil

PM apreende mais de 30 balões em pouco mais de um mês no Rio


A Polícia Militar do Rio apreendeu 31 balões em várias cidades fluminenses, entre 7 de maio e 15 de junho deste ano. O período coincide com os festejos juninos, época historicamente associada ao aumento da soltura de balões.

As ações do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) resultaram na detenção de envolvidos e na apreensão de materiais utilizados na fabricação e soltura dos balões, como maçarico, botijão de gás, estruturas metálicas para sustentação dos artefatos, além de explosivos e bandeiras de grande porte.

No acumulado do ano, entre 1º de janeiro e 15 de junho, foram apreendidos 42 balões em todo o estado, evidenciando a necessidade de ações contínuas de fiscalização e conscientização da população.

De acordo com o secretário de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, a participação da sociedade é fundamental para prevenir acidentes e preservar vidas.

“É fundamental que a população compreenda que soltar balões é crime e pode colocar vidas em risco”, destacou. “A conscientização e a colaboração da sociedade, por meio de denúncias, são essenciais para proteger o meio ambiente e garantir a segurança de todos”, completou.

Crime ambiental

Com a chegada das festas juninas, a soltura ilegal de balões aumenta, prática que é proibida por lei. 

Os balões juninos, de ar quente, inflamáveis e não tripulados, quando caem podem provocar incêndios na vegetação, residências e na rede elétrica, principalmente com o tempo seco.

Outra ameaça é para a aviação civil. Muitas vezes, os radares não conseguem avistar os balões, por causa das condições meteorológicas, aumentando o risco de choque com aviões.

Quem for flagrado fabricando, vendendo, transportando ou soltando balões pode ser punido com pena de um a três anos de reclusão. Além disso, pode ser multado em R$ 500 para cada balão apreendido.

 As denúncias podem ser feitas, de forma anônima, por meio do Disque-Balão (Linha Verde do Disque-Denúncia), pelo telefone 0300 253 1177, ou pelo site www.disquedenuncia.org.br/ green-line.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 36 milhões


Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.019 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (16). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 36 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 05 – 31 – 32 – 48 – 54 – 56

  • 24 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 56.950,91 cada
  • 1.987 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.133,87 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (18), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

Incêndio atinge restaurante Lamas, o mais antigo em atividade no Rio


Os bombeiros foram acionados às 17h20 desta terça-feira (16) para apagar um incêndio em um dos restaurantes mais antigos e tradicionais do Rio de Janeiro, o Restaurante Café Lamas. O local é considerado, desde a sua fundação, um dos mais famosos do Rio. 

O fogo começou em uma fritadeira na cozinha e foi controlado pouco depois de uma hora, às 18h40. No momento, os bombeiros trabalham na limpeza do prédio.

Inaugurado em 1874, o restaurante foi estabelecido no Largo do Machado. Além da sua cozinha internacional, que sempre atraiu turistas de inúmeros países, o local tornou-se o ponto de encontro de intelectuais, políticos, escritores, jornalistas, estudantes universitários e artistas como músicos, atores e atrizes de cinema, teatro e televisão.

O lugar era frequentado por personalidades como o arquiteto Oscar Niemeyer, os escritores Manuel Bandeira, Sérgio Buarque de Holanda, Olavo Bilac e Vinícius de Moraes, além dos presidentes Getúlio Vargas, e Juscelino Kubistchek.

É citado nos versos da música Rio Antigo, de Chico Anysio e Nonato Buzar. A interpretação mais famosa foi na voz da cantora Alcione.

Em 1974, transferiu-se para a Rua Marquês de Abrantes, devido às obras do traçado do Metrô.




Fonte: Agência Brasil

Chuva na Rocinha superou em mais que duas vezes a média de junho


A comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, já soma mais que o dobro da média histórica de chuva para o mês de junho.

A estação pluviométrica do Sistema Alerta Rio na região anotou, das 12h de segunda-feira (15) até a tarde desta terça-feira (16), 254,6 milímetros (mm) de chuva. Tal volume é 146,1 mm superior à média para junho (108,5 mm).

A série histórica do Alerta Rio, iniciada em 1997, aponta ainda que a chuva do início desta semana foi a terceira mais intensa já observada pelo pluviômetro da Rocinha em 24 horas.

Outros cinco bairros da zona sul receberam volumes significativos de chuva nas últimas horas. Os mais atingidos na região foram Jardim Botânico, Laranjeiras, Vidigal, Urca e Copacabana.

Sirenes

De acordo com a Defesa Civil Municipal, às 14h07 desta terça-feira, as sete sirenes instaladas na Rocinha voltaram a ser acionadas em função do alto risco geológico, após os pluviômetros registrarem um acumulado de 188,2 mm de chuva em 24 horas.

O primeiro acionamento do Sistema de Alerta e Alarme foi registrado entre 7h17 e 11h40. O volume contínuo de chuva na cidade causa o encharcamento do solo e aumenta o risco de deslizamento de encostas.

Rompimento de tubulação

O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) monitora o trabalho das equipes da Prefeitura do Rio na Estrada da Gávea, na Rocinha, na altura da Rua Portão Vermelho, após o rompimento de uma tubulação da concessionária Águas do Rio.

O vazamento causou deslizamento de terra na noite passada. A via, que chegou a ser totalmente interditada, está com uma faixa ocupada para o trabalho das equipes da Defesa Civil e da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Não houve vítimas.

A Fundação Geo-Rio fará o levantamento dos serviços necessários para iniciar uma obra de contenção, com implantação de sistema de drenagem, e a Comlurb removeu da encosta 70 toneladas de terra, com o apoio de 15 caminhões, três pás carregadeiras e 50 garis.

Na comunidade do Salgueiro, na Tijuca, na zona norte da cidade, também foi registrado deslizamento de terra, na Rua São Sebastião. Nenhum imóvel foi atingido e não houve interdição de via.

Recomendações

A prefeitura do Rio recomenda à população que não se desloque pelas regiões mais afetadas pela chuva. Veja outras orientações:

  • Evite áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos;
  • Não force a passagem de veículos em áreas alagadas;
  • Em casos de ventos fortes e/ou chuvas com descargas elétricas, evite ficar próximo a árvores ou em áreas descampadas;
  • Verifique se há sinais de rachaduras em sua residência. Ao perceber trincas ou abalo na estrutura, acione a Defesa Civil pelo número 199 e evite ficar em casa;
  • Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros. O acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento e as pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil municipal;

Previsão do tempo

Na quarta (17) e na quinta-feira (18), o tempo no Rio ainda será influenciado pela entrada de ventos úmidos do oceano. A nebulosidade estará variada, e a previsão é de chuva fraca e isolada, a qualquer momento, desde quarta até o início da manhã do dia seguinte. Os ventos estarão fracos a moderados.

Já na sexta-feira (19), devido a um sistema de alta pressão, haverá redução de nebulosidade e não há previsão de chuva. Os ventos estarão moderados.




Fonte: Agência Brasil

União discute demolição de Ponte do Esqueleto após morte de jovem


A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), discute a eventual remoção da ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, em São Paulo, com os governos locais.

O posicionamento ocorre após a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morrer no local, na manhã do último sábado (13). A jovem moradora de Jandira (SP) foi erguida por instrutores de uma empresa privada e arremessada da ponte, sem estar presa às cordas do equipamento de segurança, de uma altura de cerca de 40 metros. 

O salto seria na modalidade rope jump​​, quando um praticante salta no vazio a partir de locais muito altos.

Em nota à imprensa, a SPU reafirmou que a transferência da propriedade da ponte para o Patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano e que nunca autorizou nenhuma atividade no local.

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Reunião

Nesta segunda-feira (15), os representantes da Secretaria do Patrimônio da União e a Advocacia Geral da União (AGU) estiveram no interior paulista e se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e com o prefeito de Limeira, Murilo Felix (Podemos), e suas equipes.

 A SPU confirmou que continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser “a eventual remoção” dela.  

As duas prefeituras defenderam a demolição da estrutura de propriedade da União. De acordo com publicação na rede social da gestora de Cordeirópolis, Cristina Saad, esta medida deve ser imediata.

Após o encontro, o prefeito Murilo Félix confirmou que a área apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que, mesmo interditada, a construção continuava atraindo pessoas.

“A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população” afirmou.

O prefeito ainda pediu investigação da Polícia Federal de futuras atividades divulgadas pelas redes sociais.

Bloqueio à ponte

Até uma solução definitiva para aquele patrimônio, os governos federal e municipais combinaram ações para conter o acesso à ponte.

Entre elas, a instalação de placas de advertência, o bloqueio de acessos por meio de instalação de barreiras físicas e a reabertura de valetas para impedir o acesso à estrutura.

Na reunião, a prefeitura de Limeira relatou que a vala que havia sido aberta para impedir acesso ao local foi posteriormente fechada sem conhecimento de sua administração.

O acesso ao local configura crime, pois não se trata de área de acesso público permitido.




Fonte: Agência Brasil

Sabesp demite funcionários após vazamento de gás no centro de SP


A Sabesp demitiu dois funcionários e suspendeu outros sete após apuração sobre vazamento de gás no bairro da República, centro de São Paulo, ocorrido no dia 4 de junho. 

A empresa anunciou, ainda, nesta segunda-feira (15) a criação da Diretoria de Segurança Operacional, a unificação das áreas de Engenharia e Operações, e a divisão da área de Clientes e Tecnologia em duas diretorias distintas.

“Como parte do programa de tolerância zero com incidentes nas obras, a Sabesp anunciou no início do mês de junho um conjunto de medidas de reforço dos protocolos de engenharia e da fiscalização de obras para aumentar a segurança e minimizar os impactos das intervenções na rotina das cidades em que opera”, informou em nota.

O plano de ação é dividido em três pilares:

  • procedimentos de engenharia e segurança;
  • intensificação de monitoramento de todas as frentes de trabalho;
  • ampliação do programa de treinamento, capacitação e certificação dos colaboradores.

A empresa acrescentou que vai triplicar o número de fiscais em campo, de 200 para 600 profissionais, e ampliar o uso de tecnologia no monitoramento das obras.

Explosão no Jaguaré

No mês passado, uma explosão matou duas pessoas e deixou outras duas feridas na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A ocorrência envolve outra obra da Sabesp.

Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás em suas casas cerca de três horas antes da explosão, que levou à interdição inicial de 46 casas.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) divulgou, na ocasião, nota pública de pesar e repudiou o desmonte técnico do saneamento. Segundo a entidade, é preciso apuração rigorosa e “revisão urgente de políticas de gestão que colocam em risco a segurança dos trabalhadores, a integridade das operações e o interesse público”.

“O episódio lança luz sobre um processo preocupante de desestruturação técnica e operacional que vem atingindo a Sabesp nos últimos anos, marcado pela privatização, pela redução acelerada dos quadros próprios e pela perda de profissionais altamente experientes, justamente aqueles responsáveis pela transmissão de conhecimento acumulado ao longo de décadas”, argumenta o sindicato em nota.

Privatização

A privatização da Sabesp, maior companhia de saneamento do país, foi concluída em 23 de julho de 2024, sob a atual gestão do estado, concluindo um longo processo, com pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e acusação de desmonte por parte das representações dos trabalhadores.

O saneamento básico, ressaltou o sindicato dos engenheiros, é uma atividade complexa, cuja operação depende não apenas de equipamentos, mas sobretudo de mão de obra altamente qualificada.

“Ao priorizar exclusivamente indicadores financeiros de curto prazo, com enxugamento de equipes e substituição de trabalhadores experientes por estruturas terceirizadas e precarizadas, compromete-se esse patrimônio técnico indispensável à segurança”, destacou o Seesp.

Participante ativo no processo de audiências públicas que antecedeu a venda, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) avaliou, na ocasião, que a perda de controle público seria um dos fatores decisivos, com menor peso do governo e de suas secretarias em decisões estratégicas.

O Sintaema chegou a alertar sobre as demissões ocorridas desde a privatização da Sabesp e, consequentemente, sobre o risco de aumento de acidentes pela diminuição de equipes de manutenção e resposta rápida.




Fonte: Agência Brasil