Repertório de Caetano Veloso embala show exclusivo na TV Brasil


O projeto Só Caetano, liderado por Paula e Jaques Morelenbaum, é o destaque da TV Brasil neste sábado (8), às 23h59, com espetáculo inédito dedicado à obra de Caetano Veloso, no show exclusivo apresentado no programa Cena Musical.

O repertório inclui sucessos que atravessam gerações. A seleção combina clássicos de vários momentos da carreira do astro baiano como Coração Vagabundo, Irene, Meu Bem, Meu Mal, Baby, Leãozinho, Menino do Rio, Você é Linda e Atrás do Trio Elétrico, entre outras canções.

A performance no palco do Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro, conta ainda com a presença de Moreno Veloso que canta as músicas do pai, ora sozinho, ora em duo com Paula Morelenbaum. A banda para o especial é formada por Marcelo Costa, na bateria, e Lula Galvão, no violão.

Mais do que um tributo convencional, o show constrói uma leitura pessoal da obra, baseada na convivência artística e afetiva dos intérpretes com o compositor. A atração revisita canções que marcaram época para recriar um ambiente sensível e envolto em romantismo, que dialoga diretamente com a memória do público.

“A minha relação com a obra do Caetano é de amor total. Sou fã desde pequena. As músicas dele são fundamentais na minha formação de vida e artística “, conta Paula Morelenbaum que celebra a chance para entoar tantos hits inesquecíveis.

“Eu dou minha interpretação de forma muito natural. A maioria dessas músicas já foi gravada pela Gal Costa da qual também fui fã e homenageamos no show”, completou a a artista.

O espetáculo fica disponível ainda no app TV Brasil Play e no Youtube do canal. A produção apresentada pela jornalista e cantora Bia Aparecida tem direção de Waldecir de Oliveira.

A novidade da temporada do Cena Musical é a inclusão de depoimentos dos convidados e de bastidores das gravações. A sequência reúne performances de astros como Áurea Martins, Cristóvão Bastos, Lula Queiroga e Marcos Sacramento, entre outros.

Produção

Lançado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz para o público performances inéditas da música nacional. Desde 2017, os shows são gravados no Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro. Os shows podem ser acompanhados no app TV Brasil Play e no Youtube da emissora pública.

A produção com janela semanal traz espetáculos que revelam e celebram a diversidade e a riqueza da sonoridade brasileira. O comando da atual temporada é de Bia Aparecida, cantora, jornalista e apresentadora do canal público.

Na nova leva de episódios, a atração exibe performances exclusivas de personalidades de vários gêneros. Waldecir de Oliveira faz a direção artística do programa.

“Estou muito feliz em celebrar a estreia de uma nova temporada do Cena Musical na TV Brasil. É muito especial apresentar um programa que acredita na força e na diversidade da música nacional e abre espaço, de forma democrática, para diferentes sons, sotaques, histórias e gerações”, conta Bia Aparecida.

A apresentadora considera a música uma das maiores riquezas culturais do país. “Ela é sofisticada, inventiva e profundamente conectada com quem somos. Os convidados mostram a grandeza e a diversidade desse cenário.

O programa Cena Musical é esse lugar de encontro, descoberta e celebração da nossa cultura e estou bem animada para dividir essa nova temporada com o público”, completa.

Diretor artístico da atração, Waldecir de Oliveira explica a proposta da nova temporada. “O Cena Musical reafirma sua importância como um espaço plural e necessário para a música brasileira.

O programa amplia a visibilidade de artistas de diferentes regiões, estilos e trajetórias para valorizar a riqueza cultural do país e fortalecer a circulação da produção nacional para novos públicos.”

Ao vivo e on demand

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Fonte: Agência Brasil

PMs detêm motorista de ônibus em SP após desentendimento no trânsito


Um motorista de ônibus foi retirado à força do veículo e detido por dois policiais militares após um desentendimento no trânsito na capital paulista. Segundo o motorista, o desentendimento teve início quando ele buzinou pedindo passagem à viatura da PM, que trafegava lentamente na faixa exclusiva de ônibus.

O episódio ocorreu, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), na altura do número 700 da Avenida Casa Verde. Um vídeo gravado por um passageiro mostra os policiais dentro do ônibus pedindo que o motorista descesse.

O condutor nega e alega que não havia feito nada de errado. Os policiais então retiram o motorista à força do veículo e o levam a uma delegacia.

“A diretoria do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) está estarrecida e indignada com a truculência de agentes da polícia militar contra o motorista Edvagner e o cobrador Vilanova da Viação Santa Brígida”, disse o sindicato em comunicado nas redes sociais.

De acordo com o sindicato, o episódio mostra truculência e falta de preparo dos policiais. “O fato em questão mostra a total falta de empatia e uso violento da função que cabe ao policial, que deveria agir com melhor atenção, respeito e prudência. E jamais prender um trabalhador, pai de família, por motivo banal, uma divergência.”

O sindicato informou ainda que ingressará com denúncia na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra os policiais envolvidos.

“Quando nossos operadores são agredidos por meliantes, pedimos providências para conter atos criminosos. E somos relegados ao silêncio. Agora, tristemente, estamos diante de um fato que nos assola, mas exigimos rigor em defesa à categoria que cumpre sua função.”

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi procurada, mas ainda não se manifestou.




Fonte: Agência Brasil

Pais estão menos presente na criação de filhos, aponta estudo


Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos. 

A constatação é de estudo do Instituto Nexus. Foram entrevistados 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. Um fator que ficou evidente na pesquisa foi a divergência de percepções sobre o papel do pai entre os homens e as mulheres consultadas.

Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é equivalente, com 44% achando que a participação é maior hoje, enquanto outros 44% afirmam que diminuiu.

Quanto à importância na paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres.

Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos de idade a consideram importante. Por outro lado, esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

O estudo também avaliou a definição prática do que é ser um “bom pai” e aponta que 49% da população considera “ser presente no dia a dia” como a principal característica. Em seguida surge educar/orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais relevante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens.

A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

O convívio paterno no dia a dia é visto como mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e a de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos consideram a educação a caraterística mais importante. O índice é superior entre a faixa de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

“O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

“O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa”, acrescenta.

* Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior




Fonte: Agência Brasil

Saiba quando será o recesso de fim de ano para servidores públicos


O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definiu nesta sexta-feira (7) as datas para o recesso de Natal e Ano-Novo. Os períodos serão de 21 a 25 de dezembro de 2026 e de 28 de dezembro de 2026 a 1º de janeiro de 2027, respectivamente.

De acordo com a Portaria SRT/MGI nº 6.342/2026, o benefício alcança servidores públicos, empregados públicos, contratados temporários e estagiários que atuam em órgãos da Administração Pública Federal.

As unidades deverão organizar escalas de revezamento entre os dois períodos de recesso, de forma a garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais, especialmente aqueles voltados ao atendimento ao público.

Compensação

A norma também prevê que as horas não trabalhadas durante o recesso deverão ser compensadas entre 1º de outubro de 2026 e 31 de maio de 2027.

Para os trabalhadores que atuam presencialmente e não participam do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), a compensação ocorrerá por meio da antecipação ou postergação da jornada diária de trabalho, respeitando o horário de funcionamento do órgão.

Já os participantes do PGD, tanto na modalidade presencial quanto em teletrabalho, em regime integral ou parcial, deverão compensar as horas por meio do cumprimento das entregas previstas em seus respectivos planos de trabalho.

A portaria estabelece ainda limites para a compensação. Servidores, empregados públicos e contratados temporários poderão compensar até duas horas por dia. No caso dos estagiários, o limite será de uma hora diária.

Segundo o texto, quem não compensar integralmente as horas usufruídas durante o recesso até o prazo definido sofrerá desconto proporcional na remuneração correspondente ao período pendente.

Os profissionais que optarem por não aderir ao recesso deverão manter normalmente sua jornada de trabalho. 





Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal indicia 16 pessoas por queda de avião da Voepass


A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quinta-feira (6) 16 pessoas por envolvimento na queda da aeronave da Voepass Linhas Aéreas em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, após concluir a investigação. Todos os indiciados são ligados à companhia, inclusive o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho.

A queda do avião turboélice, ATR 72-500, deixou 62 mortos, sem sobreviventes.

De acordo com a PF, a Justiça Federal decidiu que todos os indiciados não poderão deixar o país, ou terão de voltar ao Brasil caso estejam no exterior, enquanto o Ministério Público Federal (MFP) analisa o inquérito da polícia e decide quais pessoas serão denunciadas.

Segundo a PF, 15 foram indiciados pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo (Artigo 261 do Código Penal) e uma (o comandante do voo da madrugada, que pilotou o mesmo avião em que ocorreu a queda) foi indiciada por falsidade ideológica.

Foram indiciados pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo o diretor-presidente da Voepass José Luiz Felício Filho; o comandante do voo imediatamente anterior ao acidente, que teria entregue a aeronave sem reportar falhas; o mecânico que teria se omitido de realizar manutenção; o chefe do Centro de Controle de Manutenção (MCC); o inspetor técnico responsável por responder pela manutenção perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); o diretor de manutenção da companhia; o gerente do Centro de Controle Operacional (CCO); o diretor do CCO; o diretor de operações; o chefe dos pilotos; e o diretor de segurança operacional (safety).

As penas para o crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo é de 4 a 12 anos de prisão, e dobram (de 8 a 24 anos) em decorrência do resultado em morte.

A Polícia Federal informou ainda que solicitou à Justiça Federal que autorize o compartilhamento de todas as informações da investigação com a Anac para que a agência investigue administrativamente se houve falhas de seus servidores no processo de fiscalização da companhia aérea. Com o mesmo objetivo, a PF solicitou que a investigação seja também compartilhada com a Procuradoria da República no Distrito Federal, local da sede da Anac.

“Nossa equipe analisou dezenas de processos de fiscalização da Anac e se pôde perceber que havia ali [na Voepass] uma cultura realmente de omissão e que não era uma cultura de quem estava ali na ponta no dia-a-dia do mecânico da pista, não, era uma cultura de uma omissão implementada na empresa”, destacou o delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, André Ribeiro.

Segundo a PF, a aeronave não tinha condições técnicas de realizar o voo na situação a que foi submetida, sob formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos imprescindíveis para essas condições, como o sistema de degelo e o limpador do parabrisas do avião, estavam inoperantes. Mesmo assim, a empresa decidiu por autorizar a decolagem do avião. 

Durante o voo, os pilotos receberam, gradativamente, do sistema de segurança do avião, avisos de que as condições de voo estavam decaindo. No entanto, mesmo diante dos avisos sonoros e da lâmpada de “master caution”, a PF diz que os pilotos não tomaram nenhuma atitude.

Segundo a polícia, o avião havia apresentado problemas semelhantes em voos anteriores. No entanto, os pilotos, orientados pela empresa, não reportavam as falhas no relatório pós voo para que a aeronave não ficasse impedida de continuar a voar.

“A investigação comprova que havia, por parte da chefia dos pilotos, e da direção de operações [da companhia], orientação para não reportar as falhas, porque as falhas poderiam parar a aeronave, impedindo um voo subsequente”, destacou o delegado.

Famílias

Familiares das vítimas que estavam presentes na Polícia Federal em São Paulo avaliaram como criminoso o modo em que a Voepass operava. 

“Aquelas ações eram criminosas, eles eram profissionais, eles sabiam o que estavam fazendo. Eram profissionais preparados, sabotando uma fiscalização, fazendo gambiarra numa aeronave que poderia matar, então eles sabiam, todos sabiam que aquela aeronave uma hora ia cair. Correram o risco, não se importavam”, disse Fátima Albuquerque, da Associação de Familiares das Vítimas.

Segundo os advogados da associação, o grupo deverá ingressar com uma ação coletiva por danos morais contra a Voepass.




Fonte: Agência Brasil

Incêndio em fábrica em Itaquaquecetuba é extinto após 33 horas


Após 33 horas de trabalho, o Corpo de Bombeiros conseguiu extinguir o incêndio de grandes proporções que atingiu uma fábrica de produtos químicos na Estrada do Bonsucesso, em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo. A cidade fica a 40 km da capital paulista. 

O fogo começou na tarde de quarta-feira (4) e foi extinto à 0h10 desta quinta-feira (6). Não houve feridos e as causas do incêndio estão sendo investigadas.

Por conta do incidente e por medida de segurança, a Prefeitura de  Itaquaquecetuba determinou a interdição de toda a extensão da Estrada do Bonsucesso e de todas as suas vias de acesso.

A área interditada está em uma região industrial a mais de 500 metros das residências mais próximas.

Outra ação preventiva foi o monitoramento contínuo das condições ambientais e avaliação técnica dos gases liberados por força das chamas.

A prefeitura orienta as pessoas que residem, trabalham ou passam pelo entorno a procurar atendimento médico imediatamente caso sintam irritação intensa nos olhos ou na garganta, tosse persistente, falta de ar, dor no peito, tontura, náusea ou outros sinais de intoxicação.

Em situações de urgência, o Samu pode ser acionado pelo telefone 192.




Fonte: Agência Brasil

Federação PSOL-Rede oficializa apoio à candidatura de Lula à reeleição


A Federação PSOL-Rede Sustentabilidade oficializou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. A convenção nacional ocorreu nesta quinta-feira (5).

Os partidos já haviam sinalizado a posição quando participaram da convenção do PT, no último fim de semana.

Nas redes sociais, a federação confirmou participação na coligação para reeleger Lula.

“Vamos juntos derrotar a extrema-direita, defender a democracia e construir os caminhos para um Brasil mais justo”, citou o post.




Fonte: Agência Brasil

Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório


O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025 – 9% menos que as 909.753 subtrações de aparelhos registradas em 2024.

De acordo com o 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos recuaram 18,6% (de 377.787 para 308.723), enquanto os furtos cresceram 0,9% (de 477.326 para 483.561).

Na maioria as vezes, o furto acontece sem que a vítima perceba imediatamente, sobretudo em locais movimentados e no transporte público. Essa modalidade já responde por 61% das ocorrências de subtração de celulares. O avanço de 0,9% em um ano, elevou a média para aproximadamente 1.325 registros por dia em 2025.

O aparelho celular é considerado o principal meio de comunicação do brasileiro – com aplicativos de bancos, pagamentos via pix, agenda de contatos, calendário de eventos e tantas outros aplicativos e funcionalidades. Por isso, quando um aparelho é furtado ou roubado, isso impacta o orçamento da vítima.

Esse impacto consta na pesquisa Expansão de Seguros Inclusivos em Comunidades Periféricas, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pelo Instituto Locomotiva.

Entre os entrevistados, 60% disseram já ter o celular levado ou conviver com alguém que passou por essa situação sem conseguir comprar outro imediatamente. Ao mesmo tempo, 53% das famílias não cobrem todas as despesas básicas do mês, 36% pagam as contas sem nenhuma sobra e apenas 11% terminam o mês com algum recurso disponível.

Nesse cenário, a reposição inesperada de outro aparelho pode exigir endividamento ou o uso de recursos destinados a alimentação, transporte e moradia.

Para quem depende do telefone para receber pedidos, atender clientes, fazer pagamentos ou acessar plataformas digitais, o prejuízo inclui também dias ou semanas de renda comprometida.

O equipamento físico é apenas parte do interesse dos criminosos. Aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos e dados pessoais podem ser usados para transferências, empréstimos, invasão de redes sociais e golpes contra contatos da vítima.

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, realizada em março de 2026, mostrou que 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado; o receio de golpes pela internet ou pelo telefone chega a 83,2%.

A resposta, portanto, exige duas frentes: bloquear o aparelho, a linha, as contas bancárias e os acessos vinculados ao dispositivo; e lidar com o custo de reposição e a eventual interrupção das atividades que dependem dele.

Para o presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Sidemar Sprincigo, a ampliação do risco exige uma visão integrada.

“Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção: o primeiro pode amparar a reposição do aparelho; o segundo, prejuízos decorrentes do uso fraudulento de aplicativos bancários ou de transferências sob coação, sempre nas situações previstas na apólice”, afirma.

No seguro celular, a cobertura pode incluir roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme a contratação. Já o chamado seguro Pix pode prever transferências sob coação, como em situações de ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica. A proteção não é automática para todo tipo de golpe ou transferência voluntária: eventos cobertos, limites e exclusões variam entre as apólices.

Cuidados

Antes de contratar, o consumidor deve comparar prêmio, franquia, critérios de indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões.

Furto simples e furto qualificado, por exemplo, podem receber tratamentos diferentes. Também é importante considerar o valor e o tempo de uso do celular e se ele é indispensável ao trabalho ou ao estudo.

O seguro não impede o crime nem substitui os cuidados de segurança digital, mas pode reduzir o impacto de uma perda repentina e evitar que o consumidor tenha de absorver sozinho um prejuízo capaz de desorganizar o orçamento familiar.




Fonte: Agência Brasil

Ventos diminuem de intensidade e município do Rio volta ao Estágio 1


O município do Rio de Janeiro retornou ao Estágio 1 às 20h dessa quarta-feira, (5), devido à redução da intensidade dos ventos previstos, com rajadas de até 76 quilômetros por hora (km/h).

O Estágio 1, em uma escala de cinco, significa que não há ocorrências de grande impacto. Nessa fase, podem ocorrer pequenos incidentes, que não interferem de forma significativa na rotina do cidadão.

Ao longo do dia, o céu esteve claro a parcialmente nublado e não houve registro de chuva. Os ventos ficaram moderados. A temperatura mínima registrada foi de 16°C e a máxima atingiu 34,2°C.

Para esta quinta-feira (6), o Alerta Rio prevê a atuação de áreas de instabilidade. Os ventos estarão moderados, entre 18,5 km/h e 51,9 km/h, com rajadas isoladas fortes, até 60 km/h de manhã, nas zonas oeste e sudoeste da cidade. O céu estará parcialmente nublado a nublado e há previsão de chuva fraca a moderada no final da tarde. A temperatura máxima pode chegar a 35ºC.

Amanhã, (7), áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria influenciarão o tempo no Rio. As rajadas de vento podem atingir intensidade forte, entre 52km/h, a muito forte, acima de 76 km/h. Há previsão de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva no período da tarde. A temperatura entrará em elevação, com a temperatura máxima podendo chegar aos 38ºC.




Fonte: Agência Brasil

Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil


Naquele 6 de agosto, o repórter sergipano Aécio Amado, de 35 anos, acordou pouco depois das 4h da madrugada e chegou às 5h, antes do raiar do dia, à redação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pronto para o que viesse. Ele iria estrear em um novo programa jornalístico, o Revista Nacional, e, dessa vez, falaria para o país inteiro. 

Era normal, em sua rotina, carregar a tiracolo uma montanha de fichas telefônicas, um pesado carregador de fita, bloco de anotações e canetas. Pesquisou o que acontecia no trânsito e nas delegacias. E não faltariam notícias, mesmo sendo em um Rio de Janeiro diferente, naquele “inverno” quente de 1986.

Na estreia do novo programa, deixou qualquer nervosismo de lado e ouviu o chamado do apresentador goiano Valter Lima, também de 35 anos, direto de Brasília. Acompanhou o que se passava pelo país na voz dos colegas. O Revista Nacional ganharia o nome depois, em 1998, de Revista Brasil, com a mesma lógica de trazer informações instantâneas, aprofundadas e entrevistas com duas horas de duração.

Vida de reportagem

Quarenta anos depois e aposentado recentemente, Aécio garante que o dia a dia na rádio é sempre recheado de emoções fortes, como a que ocorreu em 1988, na véspera do Ano Novo. Ele foi acionado para cobrir o naufrágio do navio Bateau Mouche IV, que provocou a morte de 55 pessoas na Baía de Guanabara.

“Foi marcante e também muito triste. Quando cheguei, o portão do Salvamar, da Marinha, estava aberto. E vi os corpos chegando trazidos nas lanchas”. O programa começou às 8h da manhã, mas o repórter já havia passado a noite em claro com as notícias tristes que chegavam. “Faz parte da vida do repórter”, afirma.

Duas horas sem parar

Quem conhece bem essa realidade é Valter Lima, que esteve à frente do programa nas últimas  quatro décadas de forma ininterrupta. Ele, que foi contratado para ajudar na formulação de um “projeto inovador” para um programa que priorizasse informação e dinamismo por duas horas a cada dia, também ficou conhecido entre os colegas por madrugar no estúdio em nome de dar notícia em primeira mão a partir da capital.

“Nasceu a proposta de utilizar a rádio como veículo de aprofundamento das questões políticas, econômicas, sociais, internacionais e humanísticas”, afirmou Lima.  Por isso, o programa não era transmitido apenas de Brasília, mas também do Rio de Janeiro e até do Amazonas. “Mais de 200 emissoras ao vivo transmitiam desde o começo”.

Segundo Valter Lima, um dos primeiros grandes desafios do programa foi traduzir ao público as discussões dos parlamentares para a formulação da Constituição de 1988. Ele recorda que tinha acesso a diferentes fontes de informação nessa época, em função de que, nas coberturas, chegou a participar, antes de 1985, do Movimento das Diretas Já.

Da Amazônia, outro desafio foi a cobertura da primeira epidemia do cólera no país, em 1991. A equipe se deslocou para diferentes pontos da Amazônia para registrar o problema. No ano seguinte, ele considerou também histórica a cobertura da “Eco 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de junho daquele ano.

“A equipe do Revista Brasil sabe da responsabilidade que é veicular conteúdos a partir de uma emissora pública porque esse material é replicado dentro e fora do Brasil graças à credibilidade que todos nós construímos. Não podemos falhar”.  Desde os primeiros programas, o Revista chegava a mais de 30 milhões de pessoas.

A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente àquela igreja no centro do Rio, também sensibilizou o experiente jornalista. “Essa história tocou no coração da gente”. Ele lembra os detalhes de quando recebeu as primeiras notícias dos jovens.

Vozeirão

A juventude, em particular, é um tema que sempre tocava o apresentador. Ele Lembrou de quando saiu de Anápolis (GO) para tentar a vida em Brasília. Alistou-se como soldado da Aeronáutica e fazia bicos de locutor na rodoviária, no centro da capital. Em um desses anúncios, diretores de rádio queriam saber mais daquele vozeirão.

“Queria ganhar um dinheirinho para estudar”. De repente, já trabalhava na Rádio Alvorada. Depois, para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foi um pulo. Finalmente, teve a carteira assinada. Mais do que o sucesso profissional, orgulha-se de ter sido ouvido na rádio de pilha pelo pai, Adão, pedreiro, e pela mãe, Dalva, ambos já falecidos.

“Fico orgulhoso de ser parte da história da comunicação pública”.

Nos bastidores

Nem todos que se dedicam à rádio foram aos microfones. Entre essas pessoas, a produtora Fátima Araújo chegou à empresa em 1977. Ela começou como auxiliar administrativa da Rádio Nacional da Amazônia. De repente, passou a entrar nos estúdios. Inicialmente, recebia as cartas dos ouvintes para selecionar e serem lidas no programa.

Chegava de tudo, inclusive perfumadas com talco ou objetos de recordação – informações, pedidos e sugestões de mais pautas. “O Valter chegava muito cedo. Antes de todos. Acendia e apagava as luzes da rádio à noite”.

A internet mudou a forma de interação desde o final dos anos 90. As cartas perfumadas deram lugar a e-mails que lotaram a caixa de entrada e “a mensagens o tempo inteiro”. “Mas a correria nunca mudou”, diz a produtora.




Fonte: Agência Brasil