Número de mortes sobe para 66 em Minas Gerais


O número de mortes nas enchentes em Minas Gerais subiu para 66, das quais 60 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou neste sábado (28) o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Três pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Ubá e uma em Juiz de Fora, o menino Pietro, de 9 anos de idade.

Até a manhã deste sábado, havia 65 pessoas mortas, mas os Bombeiros encontraram o corpo de um homem não identificado em Juiz de Fora, no Bairro Linhares.

As chuvas causaram alagamentos e deslizamentos de terras e os bombeiros trabalham para buscar sobreviventes e para retirar os corpos em meio aos escombros.

Em Juiz de Fora, segundo a prefeitura, mais de 4,2 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas e foram registradas 2.149 ocorrências pela Defesa Civil desde segunda-feira (24). Em Ubá, são pelo menos 421 desabrigados e desalojados.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, disse, na sexta-feira (27), que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias.

Também na sexta-feira, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.

Em Minas Gerais, os municípios de Ubá e Matias Barbosa, afetados pelas fortes chuvas desta semana, estão entre os contemplados.




Fonte: Agência Brasil

Pesquisa quer melhorar experiência de turistas neurodivergentes


Para tornar mais acessível e inclusiva a experiência de pessoa neurodivergentes, o Ministério do Turismo disponibiliza até 30 de março pesquisa nacional sobre o tema.

A iniciativa é uma parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o projeto Mais Acesso. A ação busca obter informações para subsidiar a elaboração de um Guia de Boas Práticas, com orientações voltadas ao atendimento turístico inclusivo.

Responda à pesquisa aqui.

No decorrer do questionário, os usuários são perguntados de que forma se sentem impactados por:

  • Barulho alto;
  • Cheiros fortes;
  • Toque físico inesperado;
  • Cansaço do cuidador durante a viagem;
  • Se precisa manter rotina de medição.

Os dados servirão para aprimorar políticas públicas, principalmente na qualificação dos serviços turísticos, como em hotéis, pousadas e restaurantes, além de ajudar no fortalecimento da acessibilidade no turismo em âmbito nacional.

“Ao ouvir quem vive a neurodivergência, avançamos na construção de políticas públicas que tornam o setor mais acessível, humano e inclusivo em todo o país”, destaca, em nota, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Etapas da experiência

A pesquisa tem como foco compreender a vivência de pessoas neurodivergentes e de seus familiares durante viagens, ao considerar as diferentes etapas do trajeto, como transporte, hospedagem, alimentação, lazer, eventos e visitação a atrativos naturais e culturais.

Além de identificar demandas sensoriais, comunicacionais e comportamentais, o levantamento busca mapear boas práticas de acolhimento já adotadas no setor, como a capacitação de equipes, a criação de espaços mais tranquilos, a sinalização acessível e a adaptação de atividades às necessidades dos visitantes.

Assim, o público-alvo inclui também profissionais do turismo (guias, agências, receptivos), gestores públicos, empreendedores, pesquisadores e estudantes da área.

Guia

O Ministério do Turismo promove diversas ações voltadas ao turismo acessível, como o livro “Turismo com Acessibilidade: perfil do turista com deficiência e diretrizes para promoção da acessibilidade”, elaborado em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A obra traz dados sobre o perfil do turista com deficiência e apresenta diretrizes para que prestadores de serviços ofereçam experiências mais inclusivas.




Fonte: Agência Brasil

TV Brasil exibe semifinal entre Bahia e Juazeirense neste sábado


Neste sábado (28), Bahia e Juazeirense entram em campo em busca da classificação para a final do Campeonato Baiano e a TV Brasil transmite todas as emoções do confronto decisivo. A exibição do jogo é feita com sinal gerado pela emissora parceira, TVE Bahia, que integra a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). 

As equipes entram em campo às 17h na Arena Fonte Nova, em Salvador, mas a emissora inicia a transmissão a partir das 16h30 com um pré-jogo especial. O duelo coloca frente a frente o líder isolado da fase classificatória e a Juazeirense, que garantiu a classificação na última vaga. Como se classificou em primeiro, o Bahia joga em casa, mas o regulamento do torneio não prevê benefício técnico além do mando. Se o tempo regulamentar terminar empatado, a disputa vai para os pênaltis.

Sobre o Campeonato Baiano

A edição 2026 do Campeonato Baiano sofreu mudanças em relação a anos anteriores. Iniciado em 10 de janeiro e com previsão de término em 8 de março, a competição será realizada em paralelo ao Campeonato Brasileiro e contará com redução de datas, passando de 13 para 11 jogos. A primeira fase terá nove rodadas, com as quatro melhores equipes classificadas para as semifinais, que, assim como a final, serão disputadas em jogo único.

Participam do Campeonato Baiano 2026 dez clubes: Bahia, Vitória, Atlético de Alagoinhas, Jacuipense, Porto, Juazeirense, Jequié, Barcelona de Ilhéus, Bahia de Feira e Galícia.

Jornada esportiva da TV Brasil em 2026

Além do Campeonato Baiano, a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), começa o ano de 2026 com os jogos de outros três campeonatos estaduais de futebol. Estão confirmados na programação os confrontos pela disputa dos Campeonatos Baiano, Capixaba, Cearense e Paraense.

Paralelamente, cumprindo com a missão de dar visibilidade ao esporte feminino, a emissora também exibe os jogos da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino pelo terceiro ano consecutivo.

As transmissões dos Campeonatos Estaduais são exibidas para todo o país e geradas a partir das emissoras parceiras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Nestes confrontos, a cobertura, a narração e os comentários serão realizados pelas equipes dos canais dos quatro estados: TVE Bahia, TVE Espírito Santo, TV Ceará e TV Cultura do Pará.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio estimado em R$ 145 milhões


As seis dezenas do concurso 2.978 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 145 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

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As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet no portal da Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

“Eu só fui”: ex-soldado salva criança em inundação em Juiz de Fora


O ex-soldado do Exército Yuri Souza, de 19 anos de idade, viveu seu maior ato de bravura na última semana de serviço. Na terça-feira (24), poucos dias antes de ser desligado, ele enfrentou uma rua alagada, com água na cintura, para salvar uma bebezinha de 5 meses durante a enchente em Juiz de Fora, Minas Gerais.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira entram para a história como um dos eventos mais extremos na região, deixando 65 mortos, além de milhares de desabrigados e desalojados, segundo o balanço de sexta-feira (27) do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Yuri atuava no resgate de crianças e idosos no bairro Industrial, um dos mais afetados pelas chuvas, quando o pai da bebê pediu ajuda.

“Eu e mais um soldado saímos perguntando quem estava precisando de ajuda e queria ser resgatado, quando o pai da criança me chamou para tirar a bebê e a mãe, presas no segundo andar da casa”, contou.

A família estava em uma das últimas casas da rua onde os soldados atuavam, de difícil acesso.

“O bairro Industrial inteiro estava debaixo d’água”, lembrou Yuri. “Foi até difícil para o Exército chegar, fomos com a viatura até onde deu, até a água bater no motor”.

As imagens que viralizaram nas redes sociais mostram Yuri com água barrenta quase na cintura, caminhando calmamente em um trecho completamente inundado, embaixo de fios da rede elétrica, com a bebezinha no colo.

O ex-soldado conta que o caminhão do Exército estava 300 metros adiante e que era preciso andar até lá para deixar todos em segurança. Então, acompanhado do pai e da mãe da pequena, que não aparecem nas imagens por estarem mais atrás, Yuri segurou firme a criança e caminhou.

“Na hora, você não pensa [em riscos, como correnteza]. Na hora eu só fui”, disse. “Estava ali para ajudar e ajudei”, afirmou.

Nesse mesmo dia, ele salvou também duas crianças de colo e idosos, todos carregados no colo até o caminhão. No vídeo, é possível ver uma idosa sendo atendida por soldados.

Yuri não tem filhos, mas disse que ficou emocionado com o pedido de ajuda da família e agradece às inúmeras mensagens e elogios que vem recebendo. Ele ficou dois anos no Exército, corporação da qual se despediu na sexta-feira, ao meio-dia. Ele foi dispensado após cumprir o Serviço Militar obrigatório.

O pai da criança, Jeferson Rinco, também homenageou Yuri com uma mensagem emocionante nas redes.

“No meio daquela inundação, da água levando nossos sonhos, lembranças e tudo o que construímos com tanto esforço, estava a minha filha, pequena, frágil, nos braços do soldado Yuri”, escreveu.

“Quando eu vi aquela imagem, de novo chorei. Eu vi um anjo de farda, que escolheu arriscar a vida para salvar o que temos de mais precioso nesse mundo”, completou.

Na mensagem, Jeferson Rinco revela que o momento era de desespero.

Preocupado em evitar mais exposição para a criança, Jeferson preferiu não dar entrevista em detalhes. Mas informou que a família, incluindo seis gatos, passa bem. A mãe e a bebê se abrigaram na casa de parentes, enquanto ele e os animais estão no telhado da residência alagada. Eles perderam bens e móveis com as chuvas, mas esperam conseguir recuperar com apoio e doações.






Fonte: Agência Brasil

“Eu só fui”: ex-soldado salva criança de inundação em Juiz de Fora


O ex-soldado do Exército Yuri Souza, de 19 anos de idade, viveu seu maior ato de bravura na última semana de serviço. Na terça-feira (24), poucos dias antes de ser desligado, ele enfrentou uma rua alagada, com água na cintura, para salvar uma bebezinha de 5 meses durante a enchente em Juiz de Fora, Minas Gerais.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira entram para a história como um dos eventos mais extremos na região, deixando 65 mortos, além de milhares de desabrigados e desalojados, segundo o balanço de sexta-feira (27) do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Yuri atuava no resgate de crianças e idosos no bairro Industrial, um dos mais afetados pelas chuvas, quando o pai da bebê pediu ajuda.

“Eu e mais um soldado saímos perguntando quem estava precisando de ajuda e queria ser resgatado, quando o pai da criança me chamou para tirar a bebê e a mãe, presas no segundo andar da casa”, contou.

A família estava em uma das últimas casas da rua onde os soldados atuavam, de difícil acesso.

“O bairro Industrial inteiro estava debaixo d’água”, lembrou Yuri. “Foi até difícil para o Exército chegar, fomos com a viatura até onde deu, até a água bater no motor”.

As imagens que viralizaram nas redes sociais mostram Yuri com água barrenta quase na cintura, caminhando calmamente em um trecho completamente inundado, embaixo de fios da rede elétrica, com a bebezinha no colo.

O ex-soldado conta que o caminhão do Exército estava 300 metros adiante e que era preciso andar até lá para deixar todos em segurança. Então, acompanhado do pai e da mãe da pequena, que não aparecem nas imagens por estarem mais atrás, Yuri segurou firme a criança e caminhou.

“Na hora, você não pensa [em riscos, como correnteza]. Na hora eu só fui”, disse. “Estava ali para ajudar e ajudei”, afirmou.

Nesse mesmo dia, ele salvou também duas crianças de colo e idosos, todos carregados no colo até o caminhão. No vídeo, é possível ver uma idosa sendo atendida por soldados.

Yuri não tem filhos, mas disse que ficou emocionado com o pedido de ajuda da família e agradece às inúmeras mensagens e elogios que vem recebendo. Ele ficou dois anos no Exército, corporação da qual se despediu na sexta-feira, ao meio-dia. Ele foi dispensado após cumprir o Serviço Militar obrigatório.

O pai da criança, Jeferson Rinco, também homenageou Yuri com uma mensagem emocionante nas redes.

“No meio daquela inundação, da água levando nossos sonhos, lembranças e tudo o que construímos com tanto esforço, estava a minha filha, pequena, frágil, nos braços do soldado Yuri”, escreveu.

“Quando eu vi aquela imagem, de novo chorei. Eu vi um anjo de farda, que escolheu arriscar a vida para salvar o que temos de mais precioso nesse mundo”, completou.

Na mensagem, Jeferson Rinco revela que o momento era de desespero.

Preocupado em evitar mais exposição para a criança, Jeferson preferiu não dar entrevista em detalhes. Mas informou que a família, incluindo seis gatos, passa bem. A mãe e a bebê se abrigaram na casa de parentes, enquanto ele e os animais estão no telhado da residência alagada. Eles perderam bens e móveis com as chuvas, mas esperam conseguir recuperar com apoio e doações.






Fonte: Agência Brasil

Governo Federal reconhece estado de calamidade em Paraty (RJ)


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconheceu, nesta sexta-feira (27), o estado de calamidade pública de Paraty (RJ). A portaria com o reconhecimento será publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (2).

Paraty está entre os municípios do Rio de Janeiro mais afetados pelas fortes chuvas no estado e que mais tiveram prejuízos. Para ajudar nas ações de resposta ao desastre, dois técnicos da Sedec irão Paraty para auxiliar na elaboração dos planos de trabalho e, consequentemente, na liberação de recursos do MIDR para assistência humanitária e restabelecimento dos serviços essenciais.

Cerca de 30 alertas extremos de chuva, risco de inundações e deslizamentos foram enviados para municípios do Rio. Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Rio das Ostras receberam os avisos na tarde dessa quinta-feira (26).

O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para mais de 80 ocorrências relacionadas às chuvas desde quinta-feira (26), sendo 33 apenas na madrugada e início da manhã desta sexta-feira (27) – a maioria de inundações, alagamentos e deslizamentos.

Acesso a recursos

O reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública permite acesso a recursos federais. Para isso, estados e municípios atingidos por desastres devem também apresentar, por meio do S2iD – Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, planos de trabalho claros e metas de atuação.

O passo a passo para solicitação de recursos está detalhado no portal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Desastres no Sudeste

Nesta sexta, a Defesa Civil Nacional informou que convocou uma reunião com os órgãos do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil para o detalhamento e alinhamento das ações de resposta aos desastres registrados no Sudeste e atualização das previsões futuras. Em Minas Gerais, pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 5 mil estão desabrigadas e desalojadas apenas em Juiz de Fora e Ubá.

Participaram da reunião representantes da Casa Civil e dos ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Defesa (MD), dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Igualdade Racial, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Previsão de mais chuva

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, de grande perigo, para a região. Há previsão de acumulado de chuva em áreas do Rio de Janeiro nesta sexta. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia também serão fortemente afetados. A chuva poderá passar de 100 milímetros (mm) em 24h, com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.

Defesa Civil Alerta

De acordo com o MIDR, os estados podem utilizar o Defesa Civil Alerta, implementado em todo o território nacional.

O sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado. Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem tocar mesmo em modo silencioso.

Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito, com alcance de celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G.

O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi.

A pasta explica que a ferramenta busca orientar as pessoas sobre as medidas de proteção a serem tomadas. Dessa forma, os alertas terão informações sobre o tipo de risco que está prestes a acontecer e instruções práticas. As definições de conteúdo e do momento de envio dos alertas são de responsabilidade dos órgãos de proteção e defesa civil locais e a ação é operacionalizada por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap).

O objetivo do Defesa Civil Alerta é proporcionar maior segurança, sendo complementar aos demais mecanismos de alertas de emergência: SMS, TV por Assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts.




Fonte: Agência Brasil

“Perdi quase 20 pessoas da família”, diz moradora de Juiz de Fora


Em uma tenda improvisada no bairro Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora, Cláudia da Silva oferece alimentos e bebidas para todos que passam pelo local. Ela está ali há cinco dias ajudando moradores, bombeiros, voluntários e profissionais da imprensa. É difícil acreditar que, por trás de todo esse empenho, ela viva um luto recente.

“Perdi quase 20 pessoas da minha família. Vários sobrinhos, cunhada, muita gente”, conta.

Cláudia tem 71 anos e sempre morou no bairro. Enquanto uma das sobrinhas continuava desaparecida nos escombros de uma casa ao lado, a cunhada era enterrada no cemitério da cidade.

“Eu não tenho condições psicológicas de ir aos enterros. A gente vê isso em outras cidades e não acredita que vai acontecer com a gente. Eu prefiro ficar aqui mesmo, tentando contribuir com as pessoas. Só vou em casa para tomar banho e volto”, diz a moradora.

Ela reclama da falta de apoio das autoridades municipais e estaduais. Alimentos e bebidas oferecidos na tenda chegaram por meio de doações da própria população.

“Tudo aqui é voluntário. Vemos os políticos subindo aqui, fazendo vídeos para as redes sociais, mas ainda não chegou nenhum centavo para as famílias”, diz Cláudia.


Juiz de Fora (MG), 27/02/2026 - Buscas pela última criança desaparecida no deslizamento de terra ocorrido durante tempestade da noite de segunda-feira, 22 de fevereiro, que vitimou 21 pessoas e deixou várias casas destruídas no bairro Jardim Burnier. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 27/02/2026 - Buscas pela última criança desaparecida no deslizamento de terra ocorrido durante tempestade da noite de segunda-feira, 22 de fevereiro, que vitimou 21 pessoas e deixou várias casas destruídas no bairro Jardim Burnier. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Buscas por desaparecidos em Juiz de Fora – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde a última segunda-feira (23) deixaram pelo menos 65 mortos, sendo 59 em Juiz de Fora e seis em Ubá, e provocaram deslizamentos em diferentes pontos da região. O número de desabrigados e de desalojados é superior a 4,2 mil.

Em Juiz de Fora, os bombeiros ainda estão mobilizados em três frentes de trabalho: bairros Paineiras, Parque Jardim Burnier e Linhares. Nesta quinta-feira (26), houve um novo deslizamento, que atingiu três casas, no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com o registro de uma vítima desaparecida.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até as 23h59 desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60 a 100 quilômetros por hora). Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.




Fonte: Agência Brasil

MG: Número de mortes sobe para 65; quatro pessoas seguem desaparecidas


Quatro pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Juiz de Fora e duas em Ubá, municípios mineiros atingidos fortemente pelas chuvas essa semana.

Ao todo, 65 pessoas morreram, sendo 59 em Juiz de Fora e seis em Ubá, de acordo com divulgação feita pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais nesta sexta-feira (27). 

Até a manhã desta sexta, havia 64 pessoas mortas. Segundo os Bombeiros, mais um corpo foi localizado à tarde, em Juiz de Fora, no Bairro Parque Burnier.

As chuvas causaram alagamentos e deslizamentos de terras e os bombeiros trabalham para buscar sobreviventes e para retirar os corpos em meio aos escombros. 

Em Juiz de Fora, segundo a prefeitura, mais de 4,2 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas e foram registradas 2.149 ocorrências pela Defesa Civil desde a última segunda-feira (24). Já em Ubá, são pelo menos 1,2 mil desabrigados e desalojados.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, afirmou, nesta sexta-feira (27), que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias.

Também nesta sexta, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul

Em Minas Gerais, os municípios de Ubá e Matias Barbosa, afetados pelas fortes chuvas desta semana, estão entre os contemplados.




Fonte: Agência Brasil

Voluntários cruzam estados para ajudar vítimas das chuvas em MG


Um grupo de voluntários viajou mais de 500 quilômetros de Piracicaba, no interior de São Paulo, até Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, para ajudar aqueles que foram impactados pelas chuvas e deslizamentos de terra que atingem a região desde a última segunda-feira (23). Enquanto parte da equipe pegou a estrada, outra organiza arrecadações e logística para envio de doações.

O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia chegou na manhã desta sexta (27) e dirigiu-se até o lugar com o maior número de mortes, o bairro Parque Jardim Burnier, na Zona Sudeste, que contabiliza 21 vítimas. Ele chegou disposto a ajudar do jeito que fosse necessário, no resgate de desaparecidos ou no trabalho de limpeza.

“Se for para cavar, vamos cavar. Se for para entrar na água, vamos entrar. Estamos aqui à disposição para ajudar todos os moradores, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros”, diz Rodrigo.


Juiz de Fora (MG), 27/02/2026 - O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas do deslizamento de terra ocorrido durante tempestade da noite de  segunda-feira, 22 de fevereiro, que vitimou 21 pessoas e deixou várias casas destruídas no bairro Jardim Burnier. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 27/02/2026 - O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas do deslizamento de terra ocorrido durante tempestade da noite de  segunda-feira, 22 de fevereiro, que vitimou 21 pessoas e deixou várias casas destruídas no bairro Jardim Burnier. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas em Juiz de Fora  – Rovena Rosa/Agência Brasil

O grupo nasceu a partir de outro contexto de calamidade pública. Em 2024, eles se reuniram às pressas para atuar no Rio Grande do Sul. Muitos não se conheciam e, da experiência, surgiu um vínculo mais duradouro.

“No Rio Grande do Sul a gente chegou quando as chuvas e as inundações ainda estavam acontecendo. Aqui, está mais delicado lidar com as famílias e as perdas que elas tiveram. A gente acaba se envolvendo e sentindo parte dessa dor coletiva”, diz Rodrigo.

A última atualização indicava 62 em mortes e 3 desaparecidos em Juiz de Fora, e 6 mortes e 2 desaparecidos em Ubá. O número de desabrigados e desalojados estava acima de 4.200.

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Mobilização de estudantes

Um grupo de estudantes de medicina de Juiz de Fora também decidiu subir as ladeiras do Parque Jardim Burnier para ajudar os moradores. A mobilização começou na igreja do pai de um deles, que organizou arrecadação de alimentos, produtos de higiene e kits de limpeza. Só nesta semana, foram entregues 50 kits no bairro Vitorino Braga, também afetado pelas chuvas.

Lívia André, uma das alunas do Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac), conta que não conhecia a região e que ficou impactada com a realidade das pessoas que vivem ali.

“O sofrimento do próximo é nosso também. A gente não podia ficar parado em casa sem fazer nada. Dá aquela sensação de impotência. Ainda mais quando é na nossa cidade, a gente tem que se mover. Não são só números. Essas pessoas estão sofrendo com isso. Estamos aqui para oferecer ajuda em limpeza, fazer marmitas, trabalho braçal, o que eles estiverem precisando”, diz Lívia.

Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre o trabalho dos voluntários em Juiz de Fora




Fonte: Agência Brasil