Ciclone extratropical se intensifica em Santa Catarina


A formação de um novo ciclone extratropical na Região Sul do país está se intensificando em Santa Catarina, com a chegada de temporais isolados, com raios, rajadas de vento, granizo e alagamentos pontuais nas regiões do litoral sul e na grande Florianópolis. Alerta meteorológico, divulgado pela Defesa Civil do estado prevê que o temporal permaneça entre duas e três horas.

Em nota publicada na última sexta-feira (30), a Defesa Civil de Santa Catarina alertava para a formação de um ciclone extratropical, com chegada prevista entre a segunda (2) e a quarta-feira (4).

“O fenômeno deve se formar próximo à Região Sudeste e trazer mais chuva ao litoral catarinense. A partir da madrugada de terça-feira (3), os temporais tendem a ganhar intensidade, principalmente entre o litoral norte e a grande Florianópolis. Os acumulados elevados aumentam o risco para alagamentos, enxurradas e eventuais deslizamentos”.

A meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil, disse que “diferentemente do final de semana, quando as instabilidades são passageiras, a chuva deve ocorrer de forma persistente e volumosa nos próximos dias”.

A Defesa Civil informou ainda que da tarde de hoje para a noite, o aquecimento, a umidade e influência de uma área de baixa pressão e de ventos mais intensos em diferentes níveis da atmosfera, voltam a favorecer a formação de temporais isolados. “Apesar da instabilidade do tempo ficar restrita às áreas mais a leste do estado, como o litoral e Vale do Itajaí e os temporais serem mais isolados que no dia anterior, eles ainda podem produzir granizo e intensas rajadas de vento de forma localizada”.




Fonte: Agência Brasil

Centenas de pessoas em São Paulo pedem justiça pelo cão Orelha


Manifestantes foram neste domingo (1º) à Avenida Paulista para pressionar as autoridades a punir os adolescentes que torturaram o cão vira-lata Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina. O animal, que ficava sob cuidados de uma comunidade local, foi torturado no dia 4 de janeiro e morreu um dia depois, sacrificado por eutanásia depois de ficar muito debilitado pelos graves ferimentos decorrentes da violência sofrida.

Os participantes do ato vestiram, em grande número, roupas pretas e também camisetas com uma imagem do cão e frases como “Não foi só um latido, foi um chamado por justiça!”. Adesivos com mensagens semelhantes foram distribuídos entre o público, composto por pessoas de todas as idades, algumas levando seus animais.

Iniciado às 10h, em frente do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), o protesto ainda permanecia ativo às 13h, sustentado por palavras de ordem como “Não são crianças, são assassinos!” e “Não vai cair no esquecimento!”. Placas pedindo a redução da maioridade penal eram vistas ocasionalmente.

A psicóloga Luana Ramos se declara a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A pauta voltou a ser foco no Congresso Nacional – mais especificamente, na Câmara dos Deputados. A medida vale para crimes violentos, como os hediondos, o homicídio doloso (quando há intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

“Se fossem quatro meninos pretos, teriam sido linchados. Já teriam feito justiça com as próprias mãos, enquanto os quatro meninos brancos, ricos, estão indo à Disney. Isso não pode mais acontecer”, diz Luana

“Erro não é isso. Erro dá para consertar. Isso não dá para consertar, não tem como voltar atrás. Foi assassinato, crueldade”, acrescenta, reagindo à tentativa dos pais dos autores do crime de atenuar a seriedade do ato que cometeram. Post que circula na internet mostra a mãe de um deles afirmando que tudo não passou de um erro.


01/02/2026  - Centenas de pessoas pedem justiça por cãozinho Orelha em SP. Foto: Letycia Bond/ Agência Brasil
01/02/2026  - Centenas de pessoas pedem justiça por cãozinho Orelha em SP. Foto: Letycia Bond/ Agência Brasil

Centenas de pessoas protestam em São Paulo pela morte do cão Orelha – Foto Letycia Bond/ Agência Brasil

Além disso, pais de dois deles e um tio tentaram coagir testemunhas para impedi-las de depor. Os garotos são investigados por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.

A advogada Carmen Aires levou à Paulista seus dois cachorros adotados, junto com a filha, para expressar indignação diante da morte de Orelha, que teria sido a segunda vítima dos jovens catarinenses. A outra é um cachorro que quase morreu por afogamento.

Para Carmen, adolescentes de 15 anos já deveriam responder criminalmente. Ela avalia como amenas demais as penalidades cumpridas por quem pratica violências contra animais. “São muito brandas, praticamente não existem. Não resolveram nada, tanto é que continuam acontecendo. A lei é recente, mas deve ser revista, porque atrocidades estão sendo feitas e a gente não aceita mais isso, ver o noticiário, as redes sociais”, afirma.

A instituição Ampara Animal disponibiliza em seu site diversos materiais capazes de auxiliar no processo de reeducação da sociedade. Um dos alertas é a de haver relação entre a violência que vitima animais e a praticada contra mulheres.

O casal Thayná Coelho e Almir Lemos, de Belém, passeava pelos cartões-postais da capital paulista, sem saber da manifestação, à qual aderiu, também movido pelo sentimento de revolta e impunidade. Perguntados sobre uma possível ligação entre a cor dos jovens e o modo como se comportaram, sem remorso, responderam, ao mesmo tempo: “Com certeza.”

“A cor, a classe social. Acharam que tinham o direito e simplesmente foram e fizeram. Acharam que estavam no direito deles. As filmagens são muito claras. Eles não fizeram como se fosse um crime, como se fosse alguma coisa errada. Não, eles fazem como se estivesse dentro do direito deles”, disse o publicitário, criticando os familiares empenhados em abafar o caso. “Foi muito sádico o ato, chocante. Hoje foi um cachorro. E amanhã? Eles acham que as vidas pertencem a eles, que têm direito de tirar as vidas?”

“Tem muito a ver também com o que é prometido a eles. O branco, principalmente o homem branco, classe média, classe média alta. É prometido a eles um privilégio. Eles sabem que têm esse privilégio. Acham que o mundo é deles, que podem matar. Não só um cachorro, mas mulheres”, completa a psicóloga. “Imagine as namoradas deles.”

“A gente está vendo, por esse caso do Orelha, que é apenas a ponta do iceberg, mas que há maus-tratos todos os dias, a cada minuto e nada é feito. As organizações não governamentais (ONGs) é que, com muito sacrifício, com protetores independentes, conseguem minimizar o sofrimento desses animais.”




Fonte: Agência Brasil

Exército inicia no Rio incorporação da 1ª turma de mulheres recrutas


O Comando Militar do Leste (CML) inicia nesta segunda-feira (2) a primeira etapa do serviço militar feminino, com 159 mulheres incorporadas como soldados no Rio de Janeiro, A primeira etapa presencial de seleção, inclui conferência documental, avaliações de saúde e entrevistas.

As primeiras mulheres recrutas da história do Exército Brasileiro serão distribuídas em unidades de saúde, ensino e apoio. A meta de longo prazo é que o efetivo feminino atinja 20% do contingente de soldados até 2035. Além das 159 voluntárias no Rio de Janeiro, o CML é responsável por tropas no Espírito Santo e em Minas Gerais e deverá incorporar 37 mulheres em Juiz de Fora e 26 em Belo Horizonte.

Voluntárias

As jovens, nascidas em 2007, que se alistaram voluntariamente passarão por um processo seletivo específico. No Rio de Janeiro, uma das etapas do processo ocorrerá no Palácio Duque de Caxias, sede histórica do Comando Militar do Leste, região central da cidade.  No local, serão realizados os procedimentos administrativos iniciais, incluindo conferência documental e avaliações.

 Diferentemente do alistamento masculino obrigatório, as voluntárias ingressam por opção própria, sem multa ou sanção pelo não alistamento. A partir da incorporação, ou seja, finalizadas as etapas de seleção, o serviço das recrutas se torna obrigatório.

Além disso, o Exército garante plena isonomia de condições: as mulheres incorporadas terão “os mesmos direitos e responsabilidades” dos recrutas homens – salário, plano de saúde, auxílio-alimentação, contagem de tempo para aposentadoria e outros benefícios previstos na Lei do Serviço Militar -, com adição da licença maternidade.

“É um momento simbólico para o Exército, que reforça a valorização das mulheres em suas fileiras,” destacou o major Hugo Chermann, porta-voz do Serviço Militar Feminino no Rio de Janeiro. “Nosso compromisso é conduzir esse processo com transparência e profissionalismo, garantindo oportunidades iguais a todas as voluntárias”, acrescentou.

Atualmente, há oficiais e praças do segmento feminino atuando tanto em funções operacionais, quanto em cargos de liderança, chefia e comando nas áreas de saúde, administração e na linha bélica do Exército.

Para a coronel médica Ana Paula Reis, diretora da Policlínica Militar da Praia Vermelha e com quase 30 anos de carreira no Exército, a abertura deste ciclo é histórica.

“Com isso, teremos a partir de 2026 mulheres em todos os postos e graduações da carreira militar. Soldados do segmento feminino poderão nos ter como exemplo de reconhecimento e liderança, enriquecendo, assim, a gestão como um todo e reforçando os valores éticos da instituição”.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 130 milhões


O prêmio do concurso 2.967 da Mega-Sena acumulou neste sábado (31). Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 01 – 06 – 38 – 47 – 56 – 60. 

A estimativa de prêmio do próximo concurso, que corre dia 3 de fevereiro, é de R$ 130 milhões. 

Setenta e duas apostas ganharam a quinta, cada uma no valor de R$ 59 mil.

Outras 6.741 apostas levaram a quadra, alcançando R$ 1.039,98 cada.




Fonte: Agência Brasil

 Menina de 4 anos que desapareceu em região de mata é encontrada em MG


O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais resgatou, por volta das 14h deste sábado (31), a menina Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 4 anos, que havia desaparecido na última quinta-feira (29), em uma área de mata no povoado de Bituri, em Jeceaba, região metropolitana de Belo Horizonte.

Ela foi localizada por voluntários locais que integravam a força-tarefa formada por bombeiros, policiais civis e militares, agentes da Defesa Civil e moradores da região. Após avistada, o Corpo de Bombeiros foi avisado e resgatou a menina.

A corporação publicou nas redes sociais uma imagem de Alice Maciel nos braços de um dos socorristas. “Após 48 horas de buscas, a menina Alice foi encontrada com vida”, diz uma bombeira na publicação.

Logo após o resgate, ela foi encaminhada para atendimento hospitalar. Segundo os bombeiros, a criança foi encontrada bem, com sinais vitais preservados e algumas marcas de capim pelo corpo.

“Logo estará junto a seus familiares”, diz uma socorrista.

Desaparecimento

Quase 40 militares dos bombeiros chegaram a participar da operação de busca, iniciada na tarde de quinta-feira. As buscas contaram também com drones de varredura e câmeras térmicas. Os bombeiros classificaram a região de busca como uma mata de difícil acesso.

Durante a campanha de busca, a família informou que a menina tem o transtorno do espectro autista (TEA) não verbal e não sabe se comunicar, além de precisar tomar medicamentos controlados.

Amber Alert

Uma campanha de divulgação foi compartilhada pelas redes sociais. O Ministério da Justiça e da Segurança Pública acionou a rede Amber Alert – voltada para o desaparecimento de pessoas – para divulgar alertas em busca do paradeiro de Alice.

A plataforma foi desenvolvida nos Estados Unidos e integra as polícias civil de todo o país com a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp.

Quando uma criança desaparece ou é sequestrada, o sistema é ativado, e um comunicado é encaminhado às plataformas da Meta para publicar o comunicado no raio de até 160 quilômetros do local do fato ocorrido.




Fonte: Agência Brasil

Morre paciente do Icesp após transferência por causa de incêndio


O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) informou neste sábado (31) que um paciente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) morreu após ser transferido da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do instituto. A transferência foi necessária em razão do incêndio ocorrido nesta sexta-feira (30), em um gerador que abastecia o prédio. A evacuação foi feita nas áreas atingidas pela fumaça.

“Em razão do desabastecimento de energia elétrica pela concessionária [Enel] no Icesp, foi iniciado o protocolo de transferência de pacientes internados em UTI e com dependência de ventilação mecânica. Infelizmente, durante essa mobilização, um paciente em estado prévio extremamente crítico apresentou instabilidade clínica, recebeu atendimento imediato pela equipe responsável com reversão de quadro, mas, posteriormente, evoluiu a óbito”, disse o HC, em nota.

Segundo o hospital, no total, oito pacientes foram transferidos do Icesp, sendo cinco para o Instituto do Coração (InCor) e três para o Instituto Central (ICHC). Profissionais envolvidos diretamente no atendimento e no combate inicial à ocorrência foram avaliados por possível inalação de fumaça. Ao todo, dez pessoas receberam atendimento; sete permaneceram em observação, por precaução, e receberam alta neste sábado.

“O HCFMUSP está apurando todas as circunstâncias do ocorrido e, de forma imediata, determinou a revisão e o reforço de protocolos e procedimentos de segurança e assistência, com foco em aprimorar continuamente a proteção de pacientes, acompanhantes e profissionais”, disse o hospital.

Neste sábado, todas as alas do Icesp mantêm o atendimento normalmente.

Enel

A distribuidora de energia Enel informou à Agência Brasil para informar que realizava um trabalho de emergência na região e que precisou desligar a energia do hospital. O fornecimento foi restabelecido posteriormente.

A empresa reafirmou que o incêndio aconteceu em um gerador que pertence ao hospital.




Fonte: Agência Brasil

PM de SP terá esquema de atendimento especial a mulheres no Carnaval


A Polícia Militar de São Paulo terá um esquema especial de segurança no Carnaval, na capital paulista, para atender as mulheres. A corporação colocará nas ruas policiais militares femininas dedicadas especialmente ao acolhimento imediato de vítimas de importunação sexual e à prisão dos agressores. 

As policiais ficarão em contato permanente com o programa Cabine Lilás, do Centro de Operações da PM (Copom). O programa, que permanecerá ativo no Carnaval, atende pelo 190 e tem 100% de seu efetivo formado por policiais mulheres.

“A Cabine Lilás centraliza em um único lugar todas as iniciativas do estado de proteção à mulher. Cerca de 30% das mulheres que recebem orientação pela Cabine Lilás acabam registrando o boletim de ocorrência. Esse é o primeiro passo para acabar com o ciclo da violência, destaca o comandante do Copom de São Paulo, coronel Carlos Henrique Lucena.

No total, a Polícia Militar de São Paulo, contará, além do efetivo já existente, com um acréscimo de 5,2 mil policiais militares por dia no Carnaval paulistano e cerca de 2,5 mil viaturas nos megablocos, blocos de rua e demais eventos programados.

Segundo a polícia, o esquema de segurança contará com um amplo uso de tecnologia. Além das câmeras integradas ao programa Muralha Paulista – que geram alertas sobre foragidos da justiça e veículos roubados ou furtados – haverá o emprego de drones para monitoramento aéreo em tempo real.




Fonte: Agência Brasil

Minas Gerais tem alerta de perigo para tempestades e rajadas de vento


O boletim diário da Defesa Civil de Minas Gerais aponta que o estado opera em nível “situação de perigo” neste sábado (31). O documento alerta para a ocorrência de tempestades e rajadas de vento.

“A atuação de um ciclone sobre o oceano influencia o tempo em Minas Gerais, favorecendo a formação de instabilidades atmosféricas”, aponta a Defesa Civil.

A previsão para o dia é de tempestades praticamente em todas as regiões do estado, acompanhadas de rajadas de vento de até 70 quilômetros por hora (km/h) e chance de queda de granizo.

“As chuvas tendem a se intensificar durante a tarde, em resposta ao aquecimento diurno e ao aumento da energia disponível na atmosfera”, segundo boletim.

Os maiores volumes de precipitação, em torno de 40 milímetros, são esperados no Noroeste de Minas, Central Mineira e região metropolitana de Belo Horizonte.

Para se ter uma ideia do que essa quantidade significa, é preciso comparar que cada milímetro de chuva equivale a 1 litro de água por metro quadrado de área em uma localidade.

Portanto, 40 milímetros são 40 litros de água de chuva em cada metro quadrado de uma localidade no intervalo de apenas um dia.

Ocorrência de eventos adversos

Para o domingo, o boletim prevê ventos de 80 km/h e condições favoráveis à formação de granizo.

“A continuidade desse padrão chuvoso reforça o estado de atenção para a ocorrência de eventos adversos, especialmente em áreas mais suscetíveis.”

Nos últimos dias, o estado tem experimentado impactos da chuva. Na sexta-feira (30), a Defesa Civil Estadual registrou cinco ocorrências em cinco municípios, mas nenhuma com mortes.

São relatos de queda de muro, de árvore, enxurrada, interdição de via de via e rompimento de talude (superfície inclinada de terra ou rocha).

Em Areado, no sul do Estado, uma casa foi danificada pela força da enxurrada, e a família precisou ser encaminhada para assistência do serviço social.

No início da semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, tinha emitido um alerta para a passagem do ciclone pelo Sudeste no fim de semana.

Belo Horizonte

A Defesa Civil da capital Mineira, Belo Horizonte, renovou neste sábado o alerta para a ocorrência de chuva (30mm a 50 mm) com raios e rajadas de vento em torno de 50 km/h, até 8h de domingo (1º).

O comunicado se junta a um alerta para risco geológico “forte”, divulgado na sexta-feira (30) e válido até a próxima terça-feira (3). As regiões mais suscetíveis são Pampulha e Norte.

Há ainda risco geológico moderado nas regionais Centro-Sul, Oeste, Noroeste, Venda Nova, Nordeste e Barreiro.

Na quinta-feira (29), chuva forte alagou ruas da capital e causou transtornos.

Recomendações

O órgão recomenda atenção no grau de saturação do solo, sinais construtivos e cuidados com quedas de muros, deslizamentos e desabamentos.

Sinais de que deslizamentos podem acontecer:

  • • Trinca nas paredes
  • • Água empoçando no quintal
  • • Portas e janelas emperrando
  • • Rachaduras no solo
  • • Água minando da base do barranco
  • • Inclinação de poste ou árvores
  • • Muros e paredes estufados
  • • Estalos

Se observar algum destes sinais, a orientação é sair imediatamente do imóvel e ligar para a Defesa Civil (199). Em caso de emergência, ligar para o Corpo de Bombeiros Militar (193).

Emissão de alertas

Moradores de Belo Horizonte podem receber os alertas de risco de chuvas fortes, granizo, tempestades, vendavais, alagamentos, risco de deslizamentos de terra e outros fenômenos meteorológicos pelo WhatsApp.

A população também pode acompanhar os alertas e as recomendações da Defesa Civil por mensagem no celular. Para se cadastrar, basta enviar uma mensagem de texto com o CEP da rua para o número 40199. O serviço não tem custo.




Fonte: Agência Brasil

Prêmio de R$ 115 milhões da Mega-Sena será sorteado neste sábado


As seis dezenas do concurso 2.967 da Mega-Sena serão sorteadas neste sábado (31), a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 115 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

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As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de sábado (31), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.




Fonte: Agência Brasil

Justiça condena lojista a 5 anos de reclusão por maus-tratos a cães


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou um comerciante a 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão em regime inicial semiaberto, por maus-tratos a cachorros. Gouzhen Zeng, de nacionalidade chinesa, mantinha dezenas de animais no subsolo de duas lojas suas de bijuterias e variedades, no centro da capital paulista, sem água limpa nem alimento, tampouco cuidados veterinários, além de tê-los agredido.  

Na sentença, ficou determinado, ainda, o pagamento de R$ 43,6 mil a uma pessoa responsável por acolhê-los enquanto segue em busca de lares temporários. De acordo com o tribunal, dez cachorros morreram após adoecer.

As equipes de resgate se depararam com animais em estado gravíssimo de desnutrição e com a saúde bastante debilitada. O ambiente em que ficavam presos estava inabitável, cheio de fezes e urina. Além disso, o homem vendia os filhotes.

A juíza Sirley Claus Prado Tonello, responsável pelo caso, destacou na sentença que todos os cachorros estavam com cinomose, doença viral altamente contagiosa que pode causar a morte, além de sintomas preocupantes e graves, como convulsões, espasmos e dificuldade de andar, mas evitável, com vacinação.

Os atos de crueldade praticados por Zeng foram confirmados por laudo pericial. O réu também fica impedido de ter a guarda de qualquer animal pelo mesmo período da detenção.

Zeng tentou justificar a situação com o argumento de haver diferenças culturais entre o Brasil e a China, que se refletiriam na relação que estabeleceu com os cães.

“Não se tratava de meras divergências em relação à qualidade, quantidade de alimentos ou periodicidade de vacinas, tampouco questão relacionada ao afeto no trato com os animais. Tratava-se, em verdade, da prática de crueldade extrema contra os animais”, rebateu a magistrada aos argumentos de Zeng.

“Vale dizer, tinha conhecimento das regras sociais mínimas que regem nossa sociedade, não podendo se valer do fato de ser estrangeiro para se eximir da responsabilidade pelos maus tratos praticados aos animais”, acrescentou.

O advogado Alexandre Del Bianco Machado, que representa o réu no processo, avalia como “desproporcional” a pena. E entrará com recurso contestando a sentença, segundo informou à reportagem da Agência Brasil. Zeng aguarda o desfecho em liberdade.

A Lei nº 9.605/1998 estabelece como penalidade a “ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exótico” detenção de 3 meses a 1 ano e multa. Quando se trata de cão ou gato, a pena é de reclusão, de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda. Ou seja, a juíza aplicou a sanção máxima a Zeng.

Venda de animais

A prática de comercialização de animais é um dos principais fatores que contribuem para as pessoas reduzirem animais a objetos e tratá-los como tais, conforme alertam organizações de proteção de animais.

As entidades de proteção animal sempre estimulam, inclusive, a adoção, ao invés da compra quando se decide ter um animal, e criticam a valorização de animais de raça, frequentemente mantidos em cativeiro, sob essas condições degradantes e violentas, enquanto os sem raça definida, também chamados de vira-latas, aguardam, às vezes, anos por um adotante ou morrem nos abrigos, que deveriam ser apenas local de passagem.

Quando os animais são vistos como ferramenta potencial de lucro, as fêmeas acabam sendo ainda mais exploradas, tenho ninhadas sucessivamente. São chamadas pelos criadores e na legislação de “matrizes”.

No processo de Zeng, por exemplo, há observações específicas sobre as cachorrinhas, denunciando a detecção de secreções vaginais. Daí a defesa, por militantes como o Instituto Ampara Animal, da castração como meio evitar a quem adota uma fêmea – seja cachorro, seja gato – surpresas com gestação e, portanto, gastos não planejados.

Em campanha constante, as organizações não governamentais que atuam nesse campo recomendam a substituição de termos como “dono” por “tutor”, para enfatizar a importância de se ter uma guarda responsável e o respeito às emoções sentidas e expressadas pelos animais.

A Ampara Animal disponibiliza em seu site diversos materiais capazes de auxiliar no processo de reeducação da sociedade. Um dos alertas é a de haver relação entre a violência que vitima animais e a praticada contra mulheres, temática de um curso online, com valor acessível, de R$ 10.

Em julho de 2024, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou a Lei nº 17.972, estipulando 4 meses como idade mínima para os animais serem vendidos. A legislação também autoriza a separação dos filhotes das mães a partir da oitava semana, ou seja, no segundo mês. Como circunstâncias estressantes para os pets, a lei cita a exposição de cães e gatos em vitrines fechadas, mas falha ao normalizar sua venda, inclusive pela internet.

Crime

Nas últimas semanas, autoridades policiais têm recebido denúncias de ocorrências de violência cometida contra animais. Ainda em São Paulo, a Polícia Civil investiga um caso de abuso no dia 18 de janeiro, em que um homem ainda não identificado atirou com arma de fogo contra um cachorro, matando-o e fugindo em seguida. O crime aconteceu na Avenida Ragueb Chohfi, na zona leste da capital e é apurado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).




Fonte: Agência Brasil