Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório


O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025 – 9% menos que as 909.753 subtrações de aparelhos registradas em 2024.

De acordo com o 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos recuaram 18,6% (de 377.787 para 308.723), enquanto os furtos cresceram 0,9% (de 477.326 para 483.561).

Na maioria as vezes, o furto acontece sem que a vítima perceba imediatamente, sobretudo em locais movimentados e no transporte público. Essa modalidade já responde por 61% das ocorrências de subtração de celulares. O avanço de 0,9% em um ano, elevou a média para aproximadamente 1.325 registros por dia em 2025.

O aparelho celular é considerado o principal meio de comunicação do brasileiro – com aplicativos de bancos, pagamentos via pix, agenda de contatos, calendário de eventos e tantas outros aplicativos e funcionalidades. Por isso, quando um aparelho é furtado ou roubado, isso impacta o orçamento da vítima.

Esse impacto consta na pesquisa Expansão de Seguros Inclusivos em Comunidades Periféricas, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pelo Instituto Locomotiva.

Entre os entrevistados, 60% disseram já ter o celular levado ou conviver com alguém que passou por essa situação sem conseguir comprar outro imediatamente. Ao mesmo tempo, 53% das famílias não cobrem todas as despesas básicas do mês, 36% pagam as contas sem nenhuma sobra e apenas 11% terminam o mês com algum recurso disponível.

Nesse cenário, a reposição inesperada de outro aparelho pode exigir endividamento ou o uso de recursos destinados a alimentação, transporte e moradia.

Para quem depende do telefone para receber pedidos, atender clientes, fazer pagamentos ou acessar plataformas digitais, o prejuízo inclui também dias ou semanas de renda comprometida.

O equipamento físico é apenas parte do interesse dos criminosos. Aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos e dados pessoais podem ser usados para transferências, empréstimos, invasão de redes sociais e golpes contra contatos da vítima.

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, realizada em março de 2026, mostrou que 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado; o receio de golpes pela internet ou pelo telefone chega a 83,2%.

A resposta, portanto, exige duas frentes: bloquear o aparelho, a linha, as contas bancárias e os acessos vinculados ao dispositivo; e lidar com o custo de reposição e a eventual interrupção das atividades que dependem dele.

Para o presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Sidemar Sprincigo, a ampliação do risco exige uma visão integrada.

“Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção: o primeiro pode amparar a reposição do aparelho; o segundo, prejuízos decorrentes do uso fraudulento de aplicativos bancários ou de transferências sob coação, sempre nas situações previstas na apólice”, afirma.

No seguro celular, a cobertura pode incluir roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme a contratação. Já o chamado seguro Pix pode prever transferências sob coação, como em situações de ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica. A proteção não é automática para todo tipo de golpe ou transferência voluntária: eventos cobertos, limites e exclusões variam entre as apólices.

Cuidados

Antes de contratar, o consumidor deve comparar prêmio, franquia, critérios de indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões.

Furto simples e furto qualificado, por exemplo, podem receber tratamentos diferentes. Também é importante considerar o valor e o tempo de uso do celular e se ele é indispensável ao trabalho ou ao estudo.

O seguro não impede o crime nem substitui os cuidados de segurança digital, mas pode reduzir o impacto de uma perda repentina e evitar que o consumidor tenha de absorver sozinho um prejuízo capaz de desorganizar o orçamento familiar.




Fonte: Agência Brasil

Ventos diminuem de intensidade e município do Rio volta ao Estágio 1


O município do Rio de Janeiro retornou ao Estágio 1 às 20h dessa quarta-feira, (5), devido à redução da intensidade dos ventos previstos, com rajadas de até 76 quilômetros por hora (km/h).

O Estágio 1, em uma escala de cinco, significa que não há ocorrências de grande impacto. Nessa fase, podem ocorrer pequenos incidentes, que não interferem de forma significativa na rotina do cidadão.

Ao longo do dia, o céu esteve claro a parcialmente nublado e não houve registro de chuva. Os ventos ficaram moderados. A temperatura mínima registrada foi de 16°C e a máxima atingiu 34,2°C.

Para esta quinta-feira (6), o Alerta Rio prevê a atuação de áreas de instabilidade. Os ventos estarão moderados, entre 18,5 km/h e 51,9 km/h, com rajadas isoladas fortes, até 60 km/h de manhã, nas zonas oeste e sudoeste da cidade. O céu estará parcialmente nublado a nublado e há previsão de chuva fraca a moderada no final da tarde. A temperatura máxima pode chegar a 35ºC.

Amanhã, (7), áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria influenciarão o tempo no Rio. As rajadas de vento podem atingir intensidade forte, entre 52km/h, a muito forte, acima de 76 km/h. Há previsão de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva no período da tarde. A temperatura entrará em elevação, com a temperatura máxima podendo chegar aos 38ºC.




Fonte: Agência Brasil

Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil


Naquele 6 de agosto, o repórter sergipano Aécio Amado, de 35 anos, acordou pouco depois das 4h da madrugada e chegou às 5h, antes do raiar do dia, à redação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pronto para o que viesse. Ele iria estrear em um novo programa jornalístico, o Revista Nacional, e, dessa vez, falaria para o país inteiro. 

Era normal, em sua rotina, carregar a tiracolo uma montanha de fichas telefônicas, um pesado carregador de fita, bloco de anotações e canetas. Pesquisou o que acontecia no trânsito e nas delegacias. E não faltariam notícias, mesmo sendo em um Rio de Janeiro diferente, naquele “inverno” quente de 1986.

Na estreia do novo programa, deixou qualquer nervosismo de lado e ouviu o chamado do apresentador goiano Valter Lima, também de 35 anos, direto de Brasília. Acompanhou o que se passava pelo país na voz dos colegas. O Revista Nacional ganharia o nome depois, em 1998, de Revista Brasil, com a mesma lógica de trazer informações instantâneas, aprofundadas e entrevistas com duas horas de duração.

Vida de reportagem

Quarenta anos depois e aposentado recentemente, Aécio garante que o dia a dia na rádio é sempre recheado de emoções fortes, como a que ocorreu em 1988, na véspera do Ano Novo. Ele foi acionado para cobrir o naufrágio do navio Bateau Mouche IV, que provocou a morte de 55 pessoas na Baía de Guanabara.

“Foi marcante e também muito triste. Quando cheguei, o portão do Salvamar, da Marinha, estava aberto. E vi os corpos chegando trazidos nas lanchas”. O programa começou às 8h da manhã, mas o repórter já havia passado a noite em claro com as notícias tristes que chegavam. “Faz parte da vida do repórter”, afirma.

Duas horas sem parar

Quem conhece bem essa realidade é Valter Lima, que esteve à frente do programa nas últimas  quatro décadas de forma ininterrupta. Ele, que foi contratado para ajudar na formulação de um “projeto inovador” para um programa que priorizasse informação e dinamismo por duas horas a cada dia, também ficou conhecido entre os colegas por madrugar no estúdio em nome de dar notícia em primeira mão a partir da capital.

“Nasceu a proposta de utilizar a rádio como veículo de aprofundamento das questões políticas, econômicas, sociais, internacionais e humanísticas”, afirmou Lima.  Por isso, o programa não era transmitido apenas de Brasília, mas também do Rio de Janeiro e até do Amazonas. “Mais de 200 emissoras ao vivo transmitiam desde o começo”.

Segundo Valter Lima, um dos primeiros grandes desafios do programa foi traduzir ao público as discussões dos parlamentares para a formulação da Constituição de 1988. Ele recorda que tinha acesso a diferentes fontes de informação nessa época, em função de que, nas coberturas, chegou a participar, antes de 1985, do Movimento das Diretas Já.

Da Amazônia, outro desafio foi a cobertura da primeira epidemia do cólera no país, em 1991. A equipe se deslocou para diferentes pontos da Amazônia para registrar o problema. No ano seguinte, ele considerou também histórica a cobertura da “Eco 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de junho daquele ano.

“A equipe do Revista Brasil sabe da responsabilidade que é veicular conteúdos a partir de uma emissora pública porque esse material é replicado dentro e fora do Brasil graças à credibilidade que todos nós construímos. Não podemos falhar”.  Desde os primeiros programas, o Revista chegava a mais de 30 milhões de pessoas.

A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente àquela igreja no centro do Rio, também sensibilizou o experiente jornalista. “Essa história tocou no coração da gente”. Ele lembra os detalhes de quando recebeu as primeiras notícias dos jovens.

Vozeirão

A juventude, em particular, é um tema que sempre tocava o apresentador. Ele Lembrou de quando saiu de Anápolis (GO) para tentar a vida em Brasília. Alistou-se como soldado da Aeronáutica e fazia bicos de locutor na rodoviária, no centro da capital. Em um desses anúncios, diretores de rádio queriam saber mais daquele vozeirão.

“Queria ganhar um dinheirinho para estudar”. De repente, já trabalhava na Rádio Alvorada. Depois, para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foi um pulo. Finalmente, teve a carteira assinada. Mais do que o sucesso profissional, orgulha-se de ter sido ouvido na rádio de pilha pelo pai, Adão, pedreiro, e pela mãe, Dalva, ambos já falecidos.

“Fico orgulhoso de ser parte da história da comunicação pública”.

Nos bastidores

Nem todos que se dedicam à rádio foram aos microfones. Entre essas pessoas, a produtora Fátima Araújo chegou à empresa em 1977. Ela começou como auxiliar administrativa da Rádio Nacional da Amazônia. De repente, passou a entrar nos estúdios. Inicialmente, recebia as cartas dos ouvintes para selecionar e serem lidas no programa.

Chegava de tudo, inclusive perfumadas com talco ou objetos de recordação – informações, pedidos e sugestões de mais pautas. “O Valter chegava muito cedo. Antes de todos. Acendia e apagava as luzes da rádio à noite”.

A internet mudou a forma de interação desde o final dos anos 90. As cartas perfumadas deram lugar a e-mails que lotaram a caixa de entrada e “a mensagens o tempo inteiro”. “Mas a correria nunca mudou”, diz a produtora.




Fonte: Agência Brasil

Termina a greve nas linhas de trens em São Paulo


Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) suspenderam a greve da categoria, que ocorria desde as primeiras horas de terça-feira (4), e afetou as linhas 11, 12, 13 e Expresso Aeroporto.

A decisão foi tomada em assembleia, quando foi aceita a proposta, mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), do governo estadual que contemplou a principal reivindicação da categoria, a garantia de trabalho para os mais de 4.600 trabalhadores diretos que atuavam nas quatro linhas, concedidas ao setor privado em julho.


São Paulo (SP)-05/08/2026 . Trânsito na cidade,no segundo dia da greve dos trens.
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP)-05/08/2026 . Trânsito na cidade,no segundo dia da greve dos trens.
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Trânsito na cidade no segundo dia da greve dos trabalhadores da CPTM – Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

O governo de São Paulo formalizou nesta quarta-feira (5) o projeto de lei específico para esses trabalhadores, garantindo a realocação para os 1.300 funcionários que ainda não haviam sido direcionados a novos postos de trabalho.

“Apesar da suspensão do movimento paredista, a categoria permanecerá em estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações”, informou o sindicato, em nota.

Com o fim da greve, os trabalhadores retomam as atividades ainda esta quarta-feira.

Pela manhã, a mobilização havia interrompido a circulação dos trens na linha 13 por algumas horas e afetou as demais linhas 11, 12 e Expresso.




Fonte: Agência Brasil

Usuários de trens mudam rotina por causa de greve da CPTM


Com a greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de São Paulo e a paralisação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5), os usuários do transporte público precisaram reorganizar suas rotinas para chegar a tempo no trabalho e em outros compromissos. 

É o caso de Giovanna Miranda, gerente de um condomínio na Berrini, zona oeste da capital paulista. A profissional contou à Agência Brasil que o trajeto de carro de sua casa para o trabalho leva, geralmente, 25 minutos. Nessa terça-feira (4), data em que foi iniciada a greve, ela levou 45 minutos para chegar ao trabalho. A volta para casa também foi complicada, o que a fez perder um curso online.

“Eu perdi uma reunião na parte da manhã e precisei adiar alguns compromissos. Com isso, os funcionários acabaram acumulando trabalho e as pessoas tiveram que sair mais tarde”, disse.

Quem também precisou alterar a rotina foi a cuidadora Alessandra Zuncare. Ela saiu de casa uma hora antes do normal para chegar a Santana, bairro da zona norte da cidade, além de ter enfrentado lotação na linha 3-Vermelha.

“Acordei mais cedo para ler o noticiário e ver quais linhas estavam operando”, contou.

Home office

Algumas empresas dispensaram os funcionários do trabalho presencial em razão da greve. Na seguradora onde Janaína dos Reis trabalha, é adotado o modelo em que os funcionários são dispensados de ir trabalhar presencialmente e podem trabalhar em casa quando há greve no transporte público, diante da dificuldade dos funcionários em chegar ao escritório.

“Em greves passadas, eu posso te dizer que tanto o deslocamento de ida, quanto o de volta é muito ruim. As filas para conseguir entrar no metrô são muito longas. Houve uma certa vez que o metrô estava tão cheio, que quando a porta do vagão fechou, eu fiquei na beirada da plataforma. Qualquer movimento de uma pessoa atrás de mim e eu poderia ter caído”, contou.

Congestionamento

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aponta que a paralisação das linhas de trem provocou mais de 750 quilômetros de engarrafamento nesta quarta-feira (5) em toda a cidade. O congestionamento foi mais expressivo na zona sul, com 243 km de tráfego intenso. Na terça-feira, o congestionamento de veículos atingiu mais de 2 mil quilômetros.

Greve

Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência de conciliação nesta quarta-feira para decidir sobre a continuidade da greve. Os trabalhadores decidiram manter o movimento em assembleia ontem (4).

A categoria quer garantias formais da manutenção dos empregados que atuam diretamente nas das linhas 11, 12 e 13 – concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior




Fonte: Agência Brasil

Governo de SP diz que não haverá demissões de funcionários da CPTM


Em audiência de conciliação na tarde desta quarta-feira (5) entre sindicato, Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) e o governo de São Paulo, o estado apresentou a proposta de não demitir nenhuma trabalhador da empresa.

“Estamos esclarecendo e reforçando as informações de que, ao contrário do que alega o sindicato, não há na CPTM nenhuma demissão em curso decorrente do processo de concessão”, destaca comunicado do governo estadual.

O texto diz ainda que dos, 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 estão trabalhando atualmente na Linha 10-Turquesa. De acordo com a nota, os demais funcionários serão realocados para outros órgãos como o Metrô, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), entre outros.

A manutenção dos empregos é uma das reivindicações da categoria e um dos motivos para a greve que paralisa parcialmente há dois dias as linhas 11, 12 e 13 da CPTM.

Essas linhas foram concedidas à Trivia Trens em julho. Logo nos primeiros dias de funcionamento sob o comando da empresa privada, ocorreram diversos problemas técnicos, como o incêndio de uma composição com passageiros. A gravidade da situação fez com que o governo do estado colocasse os funcionários da CPTM de volta na operação das três linhas privatizadas. A intervenção da estatal tem duração de 90 dias.

Os trabalhadores da CPTM fazem assembleia na tarde de hoje para decidir se aceitam a proposta do governo e encerram a greve.




Fonte: Agência Brasil

Prefeitura interdita entorno de fábrica atingida por incêndio em SP


Após o incêndio de terça-feira (4) em uma empresa de produtos químicos, a Prefeitura de Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo, determinou a interdição de toda a extensão da Estrada do Bonsucesso e de todas as suas vias de acesso, por medida de segurança.

“A população deve evitar a região da Estrada do Bonsucesso, utilizar rotas alternativas e respeitar a sinalização e as orientações das equipes de emergência”, diz a prefeitura.

A área interditada está em uma região industrial, a mais de 500 metros das residências mais próximas. Cerca de 200 pessoas foram evacuadas da área no início do incêndio, como medida preventiva.

A prefeitura também disponibilizou um abrigo emergencial, no Centro de Convivência da Melhor Idade, como ponto de apoio às famílias. Apesar da grande dimensão do incidente, não houve feridos.

Outra ação preventiva é o monitoramento contínuo das condições ambientais e a avaliação técnica dos gases liberados por força das chamas. A empresa atingida pelo fogo contava com 26 tanques de solventes.

“A medida visa garantir a proteção da comunidade que vive no entorno, dos trabalhadores do bairro e das equipes que atuam no atendimento à ocorrência”, informou a prefeitura.

Atendimento médico

A prefeitura também determinou que duas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) permaneçam de prontidão no local para eventual atendimento.

“Até o momento, foi registrado o atendimento médico de um homem, que apresentou quadro de convulsão e foi encaminhado para uma unidade de saúde do município”, disse a administração municipal.

A prefeitura orienta as pessoas que residem, trabalham ou passam pelo entorno a procurar atendimento médico imediatamente caso sintam irritação intensa nos olhos ou na garganta, tosse persistente, falta de ar, dor no peito, tontura, náusea ou outros sinais de intoxicação. Em situações de urgência, o Samu pode ser acionado pelo telefone 192.

“Os moradores das áreas eventualmente atingidas pela fumaça devem manter portas e janelas fechadas, evitar atividades ao ar livre e não ter contato com resíduos, fuligem, líquidos ou outros materiais provenientes da área afetada”, alerta a administração de Itaquaquecetuba.

O prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues, afirmou que o incidente não contaminou a água fornecida pela Sabesp, embora um boato sobre isso tenha se espalhado pela cidade.

“A Sabesp emitiu uma nota oficial assegurando que não há qualquer tipo de contaminação ou risco à saúde da população, garantindo a segurança do abastecimento de água potável na cidade”, reforçou.

Boigues disse ainda que, como o local abriga grande quantidade de materiais altamente inflamáveis, como álcool, acetato, resina e propanol, ainda existe risco de novas explosões, embora em menor escala.

“A previsão é de que a rotina no bairro seja normalizada ainda hoje. O restabelecimento da energia elétrica, que foi preventivamente suspensa pela EDP para evitar que o fogo se alastrasse pela rede, depende apenas do aval do Corpo de Bombeiros”.

Segundo Boigues, a empresa incendiada operava de forma totalmente regular.

“A documentação administrativa está em dia, incluindo o alvará de funcionamento municipal, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e a licença de operação emitida pela Cetesb. Além disso, os funcionários utilizavam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e eram treinados”.

Boigues informou ainda que as causas do incidente ainda estão sob investigação. Uma das hipóteses analisadas é de que um vazamento de materiais inflamáveis, associado ao acúmulo de gases e à eletricidade estática, possa ter dado início ao foco de incêndio.

Incêndio controlado

Segundo o Corpo de Bombeiros, apesar de o incêndio já estar controlado, 35 viaturas e 89 bombeiros continuam empenhados no local para combater o fogo nos resíduos químicos. As equipes também realizam o resfriamento dos tanques que estão incendiados.

A corporação conta com o apoio da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, do Departamento de Trânsito, da Polícia Militar (PM), da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Secretaria Municipal de Saúde.

A reportagem tentou contato com a empresa Quema Química, mas não teve sucesso.




Fonte: Agência Brasil

Polícia do Rio faz operações para prender dezenas de integrantes do CV


A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma operação, na manhã desta quarta-feira (5), para cumprir dezenas de mandados de prisão contra suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV), principal organização criminosa do estado.

Os alvos da ação formam um braço da quadrilha, que tem se especializado no roubo de automóveis. A Agência Brasil apurou que oito pessoas tinham sido presas até as 11h.

A investigação comandada pelo Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) faz parte da Operação Contenção, voltada especificamente para enfraquecer o CV no Rio de Janeiro.

Os supostos criminosos são da comunidade Fallet-Fogueteiro, em morros da região central da capital fluminense.

Desmanche ilegal

De acordo com a investigação, a quadrilha aumentou a atuação no roubo de veículos em bairros do entorno, como forma de aumentar o poder econômico e capacidade de atuação.

Segundo a polícia, os veículos furtados ou roubados “abasteciam desmanches clandestinos, o comércio ilegal de peças e eram utilizados em outras ações ilegais, o que alimentava um ciclo de financiamento da organização”.

A investigação foi iniciada mirando o tráfico de drogas, mas a mancha criminal (concentração de ocorrências) em bairros próximos à comunidade – Santa Teresa, Centro e Grande Tijuca – apontou aumento nos registros de roubos e furtos de veículos, no sentido contrário ao comportamento desse tipo de crime na cidade, que vem apresentando redução.

Delegacias especializadas e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), divisão de elite da Polícia Civil, apoiam a operação.

A polícia diz que realizou “amplo trabalho” de inteligência, com análise de imagens, cruzamento de dados e diligência que permitiram fundamentar a representação pelos pedidos de prisão preventiva, que foram deferidos pela Justiça.

Operação Contenção

A Operação Contenção foi iniciada em 2025 e é voltada a desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do CV, facção que domina diversas regiões da capital fluminense e do estado.

A primeira fase da operação foi a realizada no fim de outubro do ano passado, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, que terminou com 122 mortos, sendo 117 suspeitos e cinco policiais.

A ação é considerada a mais letal da história do país.

Desde então, a Contenção soma 137 suspeitos mortos, 370 presos e cerca de 480 armas apreendidas, entre elas 190 fuzis.




Fonte: Agência Brasil

Paralisação de trens causa congestionamento nas ruas de SP


A paralisação das linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) provoca reflexos nas ruas da cidade de São Paulo, que registram 750 quilômetros de engarrafamento neste momento. 

O aumento no fluxo de veículos nas estradas é maior na zona sul, com 243 km de congestionamento, seguida da zona leste, com 212 km, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego.

A zona oeste tem 143 km de tráfego intenso, e a zona norte, 111 km. No centro, a situação é mais tranquila, com 41 km de lentidão.

Diante das consequências da paralisação dos trens no trânsito, a prefeitura de São Paulo manteve a suspensão do rodízio de veículos, medida já tomada nessa terça (4), primeiro dia da greve dos trabalhadores da CPTM.

Além disso, os ônibus do Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente à Situação de Emergência (Paese) foram colocados em operação nas regiões das linhas paralisadas parcialmente (11-Coral, 12-Safira e 13-Jade).

Conciliação

Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência de conciliação agendada para as 12h desta quarta para decidir sobre a continuidade da greve, que foi mantida pelos trabalhadores na noite desta terça (4).

A categoria quer garantias formais da manutenção dos empregados que atuam diretamente nas das linhas 11, 12 e 13 – concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.




Fonte: Agência Brasil

SP: segundo dia de greve paralisa parcialmente três linhas da CPTM


Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, na noite dessa terça-feira (4), manter a greve e paralisar novamente, de maneira parcial, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos novamente.

A Linha 11-Coral funciona entre as estações Barra Funda-Palmeiras até Guaianases. Segundo a CPTM, o percurso entre as estações Guaianases e estudantes é atendido pelo sistema Paese de ônibus.

A linha 12-Safira circula entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. O trajeto entre as estações Engenheiro Goulart e Calmon Viana também recebe o auxílio emergencial dos ônibus do sistema Paese.

A linha 13-Jade está funcionando com intervalos maiores entre as estações e o Aeroporto de Guarulhos. O sistema Paese presta auxílio nessa região.

Além dos ônibus do sistema Paese, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata estão com mais trens circulando.

O metrô abriu mais cedo, às 4h, nas linhas Azul-1, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

Greve

Uma audiência de conciliação será realizada hoje (5), às 12h, entre o sindicato, o governo do estado de São Paulo e a CPTM para decidir sobre a continuidade da greve. Na noite de ontem, os funcionários decidiram manter a paralisação nesta quarta.

Os trabalhadores pressionam por garantias formais de empregos daqueles que atuavam diretamente nas linhas 11, 12 e 13, que foram concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.

Segundo o governo do estado, cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados após a privatização e há compromissos concretos de manutenção dos vínculos de todos. Os sindicalistas questionam, alegando falta de instrumentos para dar segurança à categoria.




Fonte: Agência Brasil