Destino errado de bateria de carro elétrico põe em risco meio ambiente


Nos últimos dez anos tem crescido de forma significativa a produção no Brasil de carros híbridos ou elétricos. Porém, a falta de logística reversa para baterias de carros elétricos no país pode trazer grandes riscos ambientais, aponta estudo realizado pela Universidade Veiga de Almeida (UVA).

Atualmente, o Brasil registra mais de 100 mil veículos híbridos e elétricos vendidos. O peso total das baterias elétricas que movem esses automóveis gira em torno de 34 mil toneladas, das quais cerca de 30 mil toneladas, pelo menos, são componentes já em final de vida útil, alertou o professor Carlos Eduardo Canejo, coordenador do Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da UVA, e um dos autores do estudo.

A vida útil varia de acordo com o modelo e a tipologia da bateria.

“Ao mesmo tempo em que carros elétricos trazem uma série de benefícios correlatos ao desenvolvimento da pasta ambiental em si, a gente tem também uma redução significativa na liberação de gás de efeito estufa (CO²), em função da substituição dos motores de combustão e uso de gasolina. Só que, por outro lado, a gente tem um problema iminente, que vai demandar a integração público-privada, que é o gerenciamento dessas baterias ao fim da vida útil”, alerta Canejo.

Segundo o professor, em função do número crescente de veículos, proporcionalmente haverá um desafio cada vez maior de fazer o gerenciamento ambientalmente adequado dessas baterias.

Análises indicam que, enquanto uma bateria tradicional de veículo a combustão pesa, em média, 14,4 quilos (kg), uma bateria de veículo elétrico leve típica tem entre 200 e 300 kg, com vida útil entre dez e 15 anos. “No veículo tradicional, a gente utiliza geralmente um módulo e, no veículo elétrico, vamos utilizar uma dezena de módulos de baterias associadas. É exatamente o mesmo modelo de bateria, só que a configuração na organização dessas baterias no interior dos carros é diferenciada”, explica.

Em 2022, embora os veículos elétricos leves tenham garantido apenas 2,5% na participação do mercado nacional, isso correspondeu a praticamente 27% em peso de todas as baterias vendidas em conjunto com os respectivos automóveis.

Rejeitos perigosos

O estudo da UVA estima que caso nada seja feito, até 2030 o país poderá receber toneladas de baterias de veículos elétricos leves inservíveis como rejeitos que apresentam um potencial risco ambiental devido à presença de substâncias tóxicas e com altas probabilidades de explosões e incêndios.

Carlos Canejo disse que a logística reversa desses equipamentos vai demandar políticas regulatórias adequadas. “A gente já tem uma política de logística reversa instituída para baterias automotivas. Mas estamos falando de um modelo de bateria diferente, de uma quantidade muito maior do que se projetava inicialmente e de um diagnóstico para elaborar os fluxos de logística reversa”.

Em função disso, ele avalia que serão necessárias novas estratégias, não só públicas, mas também com engajamento e envolvimento das montadoras de carros, para conseguir avançar no gerenciamento ambientalmente adequado dessas baterias ao longo do tempo. “Cada solução, um novo problema”, disse.

Canejo disse que a base do estudo foi uma tese do mestrando em Ciências do Meio Ambiente da UVA de Dalton Domingues. Para Rodrigues, o Acordo Setorial para Implementação de Sistema de Logística Reversa de Baterias Chumbo Ácido parece ser o sistema já implementado e oficializado que melhor poderia atender a demanda da destinação adequada das baterias de carros elétricos. “A medida adotada possui escalabilidade [recolheu e destinou adequadamente 275.250 toneladas de baterias em 2019] e está presente com pontos de entrega voluntárias em 80% dos municípios brasileiros, ao contrário do sistema de logística reversa de pilhas e baterias, que só atua em 560 municípios”, disse o mestrando.

A não regulamentação impossibilita, na prática, que baterias usadas e inservíveis de veículos elétricos sejam devidamente recicladas e inseridas na economia circular. A principal alternativa tem sido a devolução aos fabricantes ou importadores. Entretanto, há o risco de que o gerenciamento inadequado dessas baterias possa se converter em riscos à saúde humana e ao meio ambiente, alerta o professor.

As informações obtidas no estudo estão sendo consolidadas para integrar um capítulo de livro que será publicado até outubro deste ano e que trata do gerenciamento de resíduos.

Compartilhamento

De acordo com levantamento iniciado em 2012 pela Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a partir de dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as primeiras baterias de veículos elétricos leves registradas no Brasil estão entrando no período de fim de vida útil. Até o momento, não existe uma regulamentação do que fazer especificamente com essas baterias.

A Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil, o posterior Decreto Federal 10.936/2022, que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e o Decreto Federal 11.043/2022, que instituiu o Plano Nacional de Resíduos (Planares), indicam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e a logística reversa dos resíduos sólidos, dentre os quais se incluem as pilhas e baterias usadas e inservíveis.

Segundo dados fornecidos pelo professor Canejo, em países como a Noruega, automóveis elétricos ou híbridos já representam cerca de 40% da frota veicular total, principalmente devido à iniciativa governamental de proibir a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis, até a data limite de 2025. Iniciativa semelhante foi conduzida pela União Europeia e Reino Unido para os prazos finais em 2030 e 2035, respectivamente.




Fonte: Agência Brasil

MIS celebra carreira de Tina Turner com exposição fotográfica em SP


Em 1988, o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, reuniu um dos seus maiores públicos. Mais de 188 mil pessoas estiveram no local para presenciar o show de uma artista internacional, o que colocou o evento no livro dos recordes. A artista que quebrou essa marca, alcançando o maior público para um show solo foi Anna Mae Bullock, mais conhecida como Tina Turner.

Dona de voz potente e única e ritmo frenético, Tina Turner fez história na música internacional. Com quase 200 milhões de discos vendidos e 12 Grammys, ela é uma das cantoras de maior sucesso de todos os tempos, tendo sido considerada a rainha do rock. Criou um estilo único de se vestir e de se apresentar nos palcos e seu sucesso se estendeu para além da música:  passou a lançar moda e também atuou em diversos filmes, como Mad Max.

O sucesso da cantora sempre foi acompanhado pelas lentes de diversos fotógrafos. E, agora, as imagens produzidas por quatro desses profissionais chegam ao Brasil e estão expostas no Museu da Imagem e do Som (MIS), na Avenida Europa, em São Paulo. A mostra Tina Turner: uma viagem para o futuro fica em cartaz até o dia 9 de julho.

“A Tina Turner é um dos ícones do século 20. Entre o final dos anos 80 e início dos anos 90, com certeza, foi a artista mais famosa e mais relevante do mundo”, disse André Sturm, diretor executivo do MIS-SP.

“Ela é uma mulher negra que, aos 40 anos, se reinventou de uma maneira feminina, sexy, cheia de energia, de suor e de felicidade e com músicas muito potentes. Quem não a conheceu, terá aqui a chance de se empolgar com essa mulher extraordinária. E temos a sorte de ter fotógrafos que foram muito próximos da Tina e que conseguiram captá-la em momentos que a gente não teve. Não são apenas fotos de palco, mas de bastidores também”, acrescentou.

“Essa exposição chega para reverenciar a trajetória de uma mulher potente, forte e exemplo para toda uma geração. E também para trazer esse legado para uma galera que ainda não a conhece”, ressaltou Lia Vissotto, co-realizadora da exposição.

As fotos, que nunca haviam sido expostas no Brasil, foram produzidas por Bob Gruen, Ebet Roberts, Ian Dickson e Lynn Goldsmith. São 120 imagens da rainha do rock, que mostram a cantora  não só nos palcos, mas também em sua difícil vida privada.

São Paulo (SP), 04/05/2023 - Exposição Tina Turner: uma viagem para o futuro, com curadoria de Adriana Couto e ecossistema criativo MOOC, no Museu da Imagem e do Som - MIS. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Tina Turner no MIS, por Rovena Rosa/Agência Brasil

“A exposição da Tina Turner é como uma oportunidade de você estar em um show dela. A maior parte  das imagens foi feita no palco. E o palco é o espaço de criação dela, de liberdade. Foram feitas por fotógrafos do mundo da música e do mundo do rock que a acompanharam por um período muito grande. São fotos que trazem outras perspectivas, outras possibilidades e te deixam muito perto dessa mulher que é um ícone”, afirmou Adriana Couto, uma das curadoras da exposição, em entrevista à Agência Brasil.

A mostra reúne fotografias históricas, conteúdos audiovisuais e instalações apresentando o início da carreira de Tina Turner, desde a década de 60 até o final dos anos 90. Nascida em 1939, no conservador estado do Tennessee, nos Estados Unidos, ela iniciou sua carreira em 1957, sob o nome de Little Ann, ao lado de Ike Turner, com quem foi casada entre 1962 e 1978.

O nome pelo qual ficaria mundialmente conhecida só surgiu em 1960, com o lançamento do single A Fool in Love. Mas somente 24 anos depois, já divorciada de uma relação extremamente abusiva com Ike Turner, é que Tina ganhou o seu primeiro Grammy.

Nichos

A mostra foi organizada em torno de quatro temas principais relacionados à vida de Tina: sua carreira musical, o poder feminino, sua participação no cinema e seu estilo único refletido nos figurinos e penteados emblemáticos.

“As imagens não foram separadas de forma cronológica. Elas foram separadas em nichos. Colocamos no poder feminino esse lugar de ver a Tina como um ser global, como uma mulher que tinha que romper muitas barreiras por ter vivido naquela época. Sendo uma mulher negra, nascida em 1939, ela viveu toda a sua juventude dentro da segregação racial americana. Então, aqui vemos o poder dessa mulher em transformar essas realidades”, disse a curadora.

“Temos também muitas fotos de performances em shows. A carreira dela começou com o Ike Turner. Depois da separação, ela seguiu carreira solo e, nessa carreira, ela alcançou o estrelato, já aos 44 anos. Hoje falamos em etarismo e a Tina Turner conseguiu romper isso sem ter feito a discussão, mas trazendo o tema para os dias atuais. E em relação à violência doméstica, ela conseguiu falar sobre isso em 1981, quando ninguém falava”, explicou Adriana.

São Paulo (SP), 04/05/2023 - Exposição Tina Turner: uma viagem para o futuro, com curadoria de Adriana Couto e ecossistema criativo MOOC, no Museu da Imagem e do Som - MIS. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Tina Turner: uma viagem para o futuro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em um dos espaços produzidos especialmente para a mostra, é possível assistir à apresentação histórica de Tina Turner no Maracanã. “Temos uma tela de led gigante com muitos momentos da Tina em shows para as pessoas se sentirem no palco. E, para finalizar, temos a chance de ver, em uma tela maior, o show que ela fez no Brasil, em 1988, no Rio de Janeiro, que foi recorde de público. É o recorde, ainda hoje, de uma artista solo mulher, com mais de 188 mil pagantes.”

A exposição traz também fotos de bastidores, com Tina ao lado de figuras emblemáticas do mundo musical como David Bowie, Mick Jagger e Keith Richards. Em um outro nicho, são apresentadas fotos de sua vida pessoal. “Tem uma outra possibilidade na exposição que é chegar mais perto da Tina na vida íntima, que é algo muito difícil, porque ela sempre esteve em cima do palco. Aqui na exposição há imagens da Tina fora do palco em momentos da família”, disse Adriana.

Para os visitantes que queiram se sentir um pouco como a cantora, o MIS produziu um espaço onde será possível vestir uma peruca e usar um microfone para imitar a estrela do rock.

“Tina Turner tem algumas marcas que fazem dela quem é. No segundo momento da carreira, nos anos 80, ela deixou de usar o cabelo totalmente solto e comprido, para repicá-lo. Esse é um dos cabelos mais icônicos mundialmente. Ela sempre foi uma mulher que estava no palco dançando e, no início de sua carreira, ela tinha que pensar em suas roupas. Ela desenhava e costurava suas roupas, costurava as perucas, fazia as coreografias, se maquiava. Depois, ela foi tendo mais ajuda, mas você começa a perceber que ela é uma mulher que tomou conta de sua própria imagem. Ela sabe que a imagem é um poder. A partir da imagem que ela projeta, ela pode exalar potência.”

A entrada no MIS é gratuita às terças-feiras. Mais informações sobre a exposição podem ser obtidas no site do evento.




Fonte: Agência Brasil

Após 15 anos, Rio volta a receber exposição individual de Lasar Segall


Depois de 15 anos sem uma individual do artista, o Rio de Janeiro abre, neste sábado (6), a exposição Lasar Segall: Olhares para o Feminino. O evento é realizado 100 anos após a vinda definitiva de Segall para o Brasil. A mostra será inaugurada às 14h, na Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, zona sul da cidade. A entrada é gratuita.

O pintor, escultor e gravurista Lasar Segall nasceu no território da atual Lituânia, em julho de 1889, e morreu em São Paulo, em agosto de 1957.

Segundo a curadora da mostra, a escritora e historiadora da arte Juliana Cunha, dividida em três módulos, a exposição pretende mostrar como Segall lidou com a imagem das mulheres no seu trabalho, sobretudo depois que veio para o Brasil.

No primeiro módulo, o tema é a família. “É onde a exposição nasce”, disse Juliana à Agência Brasil. Ela explicou que Eva Klabin, idealizadora da casa que recebe a mostra, era prima da esposa de Segall, Jenny. Faz parte desse módulo um desenho de Eva Klabin aos 4 anos, feito a partir de uma fotografia, que marca o encontro do artista, em Berlim, Alemanha, com a colecionadora de arte. As outras duas obras, Maternidade e Mãe e Filhos, retratam a mulher do artista, Jenny Klabin, acompanhada dos filhos.

Cotidiano

Rio de Janeiro (RJ) - Exposição de Lasar Segall. - Lucy na Rede (1940). Óleo sobre tela-Museu Lasar Segall. Foto: Vicente de Mello

Obra Lucy na Rede, de Lasar Segall, retrata Lucy Citti Ferreira, aluna e modelo do artista – Vicente de Mello/Divulgação

O segundo nicho, chamado Mulheres do Cotidiano, traz três trabalhos onde Segall retratou mulheres negras que encontrou no Brasil. A obra Mãe Negra entre Casas evoca novamente a maternidade, desta vez representada por uma mulher da periferia. O módulo apresenta ainda Retrato Feminino, que mostra o rosto de uma mulher negra, e Favela I, em que aparecem moradias populares ocupadas e uma mulher no centro da imagem. No mesmo módulo, a xilogravura Casal do Mangue aborda o tema da prostituição nesta área do Rio. “O módulo traz muito do Brasil e da atenção que Lasar Segall dedicou às mulheres e aos homens negros depois que se mudou para cá”, disse Juliana.

O terceiro módulo, Lucy Citti Ferreira, traz três trabalhos que são expostos juntos pela primeira vez. Neles, Segall trabalha o retrato de sua aluna e modelo Lucy. Este é um tema importante na obra de Segall, destacou a curadora. “Os retratos trazem Lucy em situação de delicadeza, pela qual o artista se admirou, mas também traz as mãos grandes dela, enquanto pintora, o olhar atento, uma figura muito interessante, porque não era só musa, mas também uma produtora de arte.”

Além desses trabalhos, são expostas duas esculturas, uma das quais retoma o tema da maternidade, enquanto a outra apresenta duas mulheres unidas no mesmo bloco, como duas amigas. “Nessa escultura, o artista traz as mulheres como parceiras, unidas, que compartilham ideias, histórias e forças. É uma escultura muito importante para a exposição.”

Documentário

O público poderá assistir ainda, no auditório anexo à área de exposição, o documentário Lasar Segall – A Poética da Resistência, de Rozane Braga e Adriana Miranda, cedido para a mostra pela FBL Criação e Produção. O curta-metragem é o primeiro episódio da série Artistas Plásticos Brasileiros e conta a história de Lasar Segall, desde o nascimento até a morte, com foco na produção do artista ao longo da vida. O pintor é representado pelo ator Mateus Solano.

A mostra ficará aberta à visitação até o dia 9 de julho, de quarta-feira a domingo, das 14h às 18h.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio estimado em R$ 7 milhões 


O prêmio do sorteio deste sábado (6) da Mega-Sena está estimado em R$ 7 milhões. As apostas podem ser feitas por pessoas maiores de 18 anos até as 19h, no horário de Brasília, nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa.

Os sorteios da Mega-Sena ocorrem às quartas-feiras e sábados. A aposta mínima, de seis dezenas, custa R$ 5.

Ganha quem acertar seis, cinco ou quatro números sorteados, dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para aumentar as chances, é possível marcar até 20 dezenas. O apostador pode, ainda, deixar que o sistema escolha os números, na aposta Surpresinha, e/ou concorrer com os mesmos números por dois, quatro ou oito concursos consecutivos, na aposta Teimosinha.

O sorteio do concurso 2.589 será realizado a partir das 20h, horário de Brasília, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo (SP). O evento é transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

De acordo com estimativas do banco, caso apenas um apostador acerte o prêmio principal no sorteio de hoje e queira aplicar na poupança, o valor renderia cerca de R$ 42,5 mil no primeiro mês.




Fonte: Agência Brasil

Festa Literária de Santa Teresa terá tributos aos 100 anos da Portela


A 15ª edição da Festa Literária de Santa Teresa (Flist), organizada pelo Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), será realizada neste fim semana, no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, no mesmo bairro, centro do Rio de Janeiro.

A Flist contará com mais de 200 artistas e escritores, em apresentações musicais e de dança, cordel, contação de histórias, rodas de leitura, lançamentos de livros e sessões de autógrafos, entre outras atrações. O evento recebe, anualmente, mais de 10 mil pessoas.

100 anos de Portela

A Portela será homenageada em toda a programação da Flist, com rodas de conversa, samba, Sarau Azul do Infinito e o grupo Prata da Casa apresentando sucessos da azul e branca de Madureira e Oswaldo Cruz.

A 15ª edição da Festa Literária de Santa Teresa, a Flist, ocupa o Parque das Ruínas, em Santa Teresa, neste sábado (6) e domingo (7), com debates, shows, sessões de autógrafo e oficinas, entre outras atrações. O evento, gratuito, também contará com opções gastronômicas e atividades infantis.
Foto: Flist/Divulgação

A Flist ocupa o Parque das Ruínas, em Santa Teresa com debates, shows, sessões de autógrafo e oficinas, entre outras atrações. Evento terá opções gastronômicas e atividades infantis – Flist/Divulgação

Haverá, ainda, tributos com artes em grafitti criadas por alunos do Ceat, a atividade Bordando o Azul do Infinito que receberá artistas bordadeiras convidadas, a apresentação das crianças da agremiação Filhos da Águia, a escola de samba mirim da Portela, e um bate-papo com Rogério Rodrigues e Dandara Luanda, do Departamento Cultural da Portela.

Diversidade e Inclusão

A 15ª edição do evento também terá como homenageados o autor indígena Ailton Krenak, pensador da cultura, escritor, produtor cultural e pacifista, e a escritora negra Sonia Rosa, professora, mestre e pesquisadora em relações étnico-raciais e defensora da literatura infantil negro-afetiva, onde o protagonismo negro é o principal foco em seus contos.

Os temas indígenas estarão presentes em bate-papos como Um Mergulho na Literatura, Oralidade e Cultura Indígena, com a autora Lucia Tucuju e a professora Luciana Tupinambá, e o Maraka: canto, dança, bate-papo e exposição de artes, com o líder indígena Urutau Guajajara e o coletivo da Aldeia Marakanã. A homenagem à Sonia Rosa contará com bate-papo com a autora e autógrafos de livros, além de um debate sobre a Literatura Negro-Afetiva e o Letramento Racial.

Também fazem parte da programação os debates com professores e coordenadores da Comissão das Revistas em Braile sobre a produção de materiais pelo Instituto Benjamin Constant e a oficina Transbordando entre palavras, poemas, língua de sinais e imagens. São envento promovidos pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), com os coordenadores do Grupo Artegestoação, grupo de pesquisa que propõe práticas e ações pedagógicas em educação de surdos, interagindo com a linguagem artística, outras linguagens e áreas do conhecimento.

“A 15ª edição de uma festa literária é algo a se comemorar muito. Será um evento muito especial, com foco na diversidade, inclusão e com uma enorme representatividade popular” disse a curadora da Flist, Ninfa Parreiras.

Gastronomia e Literatura

O evento conta ainda com o Circuito Gastronômico, em que dez restaurantes do bairro criaram pratos inspirados em autores, autoras e livros. Participam da iniciativa a Adega do Pimenta, Alda Maria Doces Portugueses, Aprazível, Armazém São Joaquim, Café do Alto, Esquina de Santa, Modernistas, Novo Oeste, Portella Bar, Tribas e Sobrenatural.

Outras atrações

Neste ano, pela primeira vez, a Flist contará com um planetário inflável e um telescópio para as crianças observarem o céu, além de uma Futmesa para os amantes do esporte.

Todas as atividades são gratuitas. A programação completa está disponível no site da Flist.

Serviço

Datas e horários: 06 e 07 de maio, das 10h às 18h

Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa)

Entrada gratuita

*Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara 




Fonte: Agência Brasil

Inpe: desmatamento aumenta no Cerrado e cai na Amazônia


O desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, no acumulado de janeiro a abril de 2023, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) coletados a partir do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), disponível na plataforma TerraBrasilis [http://terrabrasilis.dpi.inpe.br/].

No caso da Amazônia, a área perdida foi de 1.132,45 quilômetros quadrados (km2) este ano, um número cerca de 41% menor do que o medido entre janeiro e abril do ano passado (1.967,69 km2), mas equivalente ao desmatamento ocorrido em 2021 (1,153,27 km2) e 2020 (1.204,15 km2).

Já o desmatamento no Cerrado entre janeiro e abril de 2023 foi o maior dos últimos cinco anos, alcançando 2.133 km2, segundo o Deter. O valor é cerca de 14,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (1.886 km2). Considerando apenas o mês de abril, os alertas de desmatamento são 31% maiores este ano, na comparação com 2022.

Alerta

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lembrou que o Deter faz um levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura vegetal na Amazônia e no Cerrado. Esse levantamento é considerado o principal instrumento de fiscalização e controle do desmatamento e da degradação florestal, realizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e demais órgãos ambientais. Apesar disso, a plataforma não tem a finalidade de medir com precisão as áreas desmatadas, o que é feito pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), elaborado pelo Inpe anualmente.

“Não é possível, dada a escala da análise e a cobertura de nuvens que interferem nessas medições, assegurar que esses números sejam definitivos. Entretanto, constituem importante ferramenta de planejamento e aprimoramento das ações para combater o desmatamento ilegal nesses biomas. Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima determinou rigorosa apuração dos alertas identificados pelo Deter, a fim de verificar se foram desmatamentos autorizados pelos Estados, visto que compete a eles emitir autorizações de supressão de vegetação nativa. O MMA determinou, ainda, a verificação das bases legais das autorizações emitidas, bem como a ação imediata do Ibama no sentido de autuar e embargar as áreas desmatadas sem autorização”, disse a pasta.

Repercussão

Organizações ambientalistas repercutiram os dados do Deter. Para o WWF-Brasil, o resultado em relação à Amazônia pode indicar uma reversão na tendência da destruição do bioma, mas ainda é cedo para saber se tal mudança vai se consolidar. “Recebemos os números de abril como sinal positivo, mas infelizmente ainda não podemos falar em tendência de queda de desmatamento na Amazônia. Os números estão num patamar muito alto e a temporada da seca, favorável ao desmatamento, não começou”, afirma Mariana Napolitano, gerente de Conservação do WWF-Brasil.

Já em relação ao Cerrado, a situação é considerada muito alarmante. Cerca de 80% dos alertas de desmatamento ocorreram em áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o chamado Matopiba, região que é, atualmente, principal fronteira de expansão agrícola no Brasil e uma das grandes frentes de destruição de biomas do mundo. Nas últimas décadas, o Cerrado perdeu mais de 50% de sua cobertura vegetal original. O bioma é o principal responsável pela segurança hídrica do país, por abrigar importantes bacias hidrográficas e os maiores reservatórios de abastecimento de água das grandes cidades. Além disso, depende do regime de chuvas estável para garantir produtividade na própria atividade agrícola.

O MMA informou que aumentou o número embargos de uso de área desmatada ilegalmente em 216% desde janeiro. Já a apreensão de produtos oriundos de infrações ambientais aumentou 210%, segundo a pasta.

“No Cerrado e demais biomas (exceto Amazônia) houve aumento de 169% dos autos de infração de janeiro a abril em relação à média na gestão anterior. O número de embargos de uso de área desmatada ilegalmente no Cerrado e demais biomas aumentou 198% e as apreensões de produtos oriundos de infrações ambientais aumentaram 154% no mesmo período”, destacou a pasta.

Ainda segundo o governo federal, em maio será concluída a nova fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), restituído por meio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já em julho, o MMA deve iniciar a atualização do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado (PPCerrado), que “permitirá a ampliação e intensificação dos esforços do governo federal, em parceria com os governos estaduais e a sociedade, para combater o desmatamento no bioma”.




Fonte: Agência Brasil

Deputados vistoriam centros voltados à população em situação de rua


A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados realizou nesta sexta-feira (5) uma inspeção em equipamentos públicos da Prefeitura de São Paulo voltados à população em situação de rua. A vistoria foi feita pelo vice-presidente do colegiado, deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), deputados federais eleitos por São Paulo, como Erika Hilton (PSOL), Juliana Cardoso (PT), Orlando Silva (PCdoB) e Alfredinho (PT), e vereadores paulistanos.

A intenção dos deputados e vereadores foi a de averiguar a situação dos centros de acolhida da capital paulista, principalmente após matérias veiculadas pelo jornal Folha de S.Paulo, que tem denunciado as péssimas condições de higiene e de infraestrutura em alguns equipamentos da prefeitura, com falta de privadas e chuveiros, colchões infestados de percevejos e banheiros entupidos.

A inspeção também ocorre após a prefeitura paulistana ter intensificado ações de recolhimento de barracas de pessoas em situação de rua, mesmo tendo conhecimento de que não há vagas suficientes em abrigos públicos para atendimento de toda essa população, estimada em 52 mil pessoas.

Em entrevista à Agência Brasil após ter verificado a situação em dois espaços no centro da capital e de ter participado de uma roda de conversa com o padre Julio Lancellotti, que tem uma atuação destacada em apoio a essa população, Boulos disse ter recebido diversas denúncias de pessoas em situação de rua que vivem em São Paulo.

“Fomos inicialmente para a Casa de Oração, que é um centro de acolhida organizado pelo padre Julio Lancellotti, onde fizemos uma roda de conversa com pessoas em situação de rua. Ouvimos várias denúncias sobre violações de direitos humanos, condições insalubres nos centros de acolhida, problemas com alimentação, com percevejo, com higiene. Depois fomos a um depósito da subprefeitura da Sé onde há apreensão de barracas de pessoas em situação de rua e os pertences estão sendo levados para lá. Fomos inclusive surpreendidos com a informação de que menos de 15% de todo o material que é recolhido é devolvido até pela burocracia que tem para as pessoas em situação de rua retomarem depois o seu equipamento. E viemos também ao centro de acolhimento para mulheres e crianças [na Rua Brigadeiro Luiz Antônio]”, disse o deputado.

No centro de acolhimento para as mulheres, segundo Boulos, foram encontradas estruturas elétricas que colocam em risco a vida das pessoas que vivem ali. “O mais grave de tudo é que há uma falta de espaço para que as crianças fiquem para que as mulheres possam ir trabalhar. Inclusive, algumas mães nos relataram que chegaram a perder emprego porque não tinham com quem deixar os filhos”.

Esse problema, inclusive, foi relatado à Agência Brasil por uma das moradoras do abrigo. Segundo ela, o centro até oferece boas condições para ela, que é solteira. Mas para as mulheres com filhos, a situação é um pouco mais complicada porque falta estrutura para atendimento às crianças.

Uma outra moradora do espaço, que está no local há cerca de dois meses, disse à reportagem que a situação no local já “foi melhor”. “Acho que a estrutura do imóvel e a alimentação poderiam melhorar muito para a gente que vive ali. Eu trabalho e preciso de um conforto a mais e não estou tendo”, disse a moradora, que vive no abrigo para mulheres com uma criança pequena, dividindo o quarto com outras mães. “Tem dias que a gente nem come carne. Ninguém está aqui porque quer. Eu mesma trabalho, estudo, tenho meu filho”, disse, acrescentando que vive ali por não conseguir pagar aluguel.

Segundo a deputada Erika Hilton, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, essas inspeções em abrigos já vinham sendo realizadas pela Câmara dos Vereadores de São Paulo e a prefeitura já foi anteriormente noticiada por esses problemas. “Inclusive, algumas mudanças já foram observadas como, por exemplo, percevejos e piolhos, que não encontramos aqui [no centro de acolhida para mulheres]. Os colchões estavam até em condições melhores”, disse.

A deputada disse à reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que, após essas inspeções, um relatório será elaborado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. “O que a gente espera é que a prefeitura, de fato, possa ter um planejamento para atender a essa população. A gente vem denunciando a quantidade de recursos que o prefeito [Ricardo Nunes] tem guardado. São R$ 35 bilhões guardados no caixa. O que a gente espera é pressionar as secretarias e a prefeitura para que esse recurso possa ser investido na melhoria de serviços e no atendimento dos problemas que já foram apresentados. Também apresentaremos um relatório das nossas visitas para que a prefeitura possa ter ciência daquilo que vem ocorrendo e acompanharemos os inúmeros processos que estão em curso”, disse.

Para os dois deputados, o que está em curso atualmente na cidade de São Paulo é uma política higienista, de segregação da população mais vulnerável. “É uma política higienista, que não olha com dignidade, humanidade e respeito para a população de rua. É uma política da esfera municipal, mas também da esfera estadual, e é isso que estamos tentando combater. Estamos tentando fazer com que as gestões olhem para essa população como pessoas dignas de direito e que merecem ser respeitadas e atendidas. Quando elas saem das ruas, elas merecem ter abrigos com qualidade e que as recebam com cama, com comida e com banho”, disse Erika Hilton.

“A prefeitura tem adotado uma postura higienista, preconceituosa e de estigmatização contra essa população e aí a gente vê o aumento da violência e a gravidade com que essas pessoas são tratadas nos atendimentos e nas ruas”, acrescentou.

Procurada pela Agência Brasil, a Prefeitura de São Paulo ainda não se manifestou sobre as inspeções feitas pelos deputados.




Fonte: Agência Brasil

Novo presidente do ICMBIo é escolhido por Comitê de Busca


A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou nesta sexta-feira (5) a indicação de Mauro Oliveira Pires como o novo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No comunicado, ela diz que Pires foi escolhido por meio de um Comitê de Busca, instituído em fevereiro, que contou com a participação de cinco especialistas em conservação ambiental para elaborar uma lista tríplice para a escolha final.

“O comitê, durante o período de 50 dias, analisou 18 candidaturas e, ao final, apresentou a seguinte lista tríplice, em ordem alfabética: Alexander Turra, Iara Vasco Ferreira e Mauro Oliveira Pires, todos com currículo de excelência. Após análise do resultado apresentado pelo Comitê de Busca, foi escolhido o candidato Mauro Oliveira Pires. Agradeço aos integrantes do comitê pelo valioso trabalho voluntário, assim como aos candidatos e candidatas, por sua participação no processo seletivo. Nesta ocasião, também reconheço e agradeço o dedicado trabalho do servidor Marcelo Marcelino de Oliveira pela interinidade na presidência do ICMBio”, escreveu Marina Silva.

Mauro Pires é analista ambiental do ICMBio. Tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB).

Autarquia federal criada em 2007, o ICMBIO tem como principal atribuição a proteção do patrimônio natural do país e a promoção do desenvolvimento socioambiental por meio da gestão das unidades de conservação da União, como reservas biológicas, parques e florestas nacionais.




Fonte: Agência Brasil

Queimadas caíram 96% em Terra Indígena Yanomami


Levantamento divulgado pela Polícia Federal, nesta sexta-feira (5), aponta uma redução de 96,6% nos alertas de queimadas originados de imagens de satélite que acompanham as atividades de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, na comparação com o mês de abril deste ano com abril de 2022. No ano passado, foram registrados 444 alertas em abril e, neste ano, apenas 18 no mesmo período.

Ao longo desta semana, a PF informou que houve a destruição de acampamentos, combustíveis e maquinário encontrados na terra indígena, em locais que ainda têm garimpos em atividade, além de ter realizado diligências relacionadas aos conflitos entre indígenas e invasores, noticiados nos últimos dias.

No sábado (29), um atentado de garimpeiros contra indígenas resultou na morte de um agente de saúde yanomami e deixou outros dois feridos.

No dia seguinte, um confronto entre forças de segurança e garimpeiros ocasionou a morte de quatro invasores. As ações envolvem, além da PF, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional de Segurança e servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No início da semana, o Ibama informou que, desde a deflagração da Operação Libertação, para a retirada de garimpeiros da terra indígena, foram destruídos 327 acampamentos de garimpeiros, 18 aviões, dois helicópteros, centenas de motores e dezenas de balsas, barcos e tratores. Também foram apreendidas 36 toneladas de cassiterita, 26 mil litros de combustível, além de equipamentos usados por criminosos.




Fonte: Agência Brasil

Alertas de garimpo caíram 96% em Terra Indígena Yanomami


Levantamento divulgado pela Polícia Federal, nesta sexta-feira (5), aponta uma redução de 96,6% nos alertas de garimpo ilegal originados de imagens de satélite que acompanham as atividades na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, na comparação com o mês de abril deste ano com abril de 2022. No ano passado, foram registrados 444 alertas em abril e, neste ano, apenas 18.

Ao longo desta semana, a PF informou que houve a destruição de acampamentos, combustíveis e maquinário encontrados na terra indígena, em locais que ainda têm garimpos em atividade, e a realização de diligências relacionadas aos conflitos entre indígenas e invasores, noticiados nos últimos dias.

No sábado (29), um atentado de garimpeiros contra indígenas resultou na morte de um agente de saúde yanomami e deixou outros dois feridos.

No dia seguinte, um confronto entre forças de segurança e garimpeiros ocasionou a morte de quatro invasores. As ações envolvem, além da PF, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional de Segurança e servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No início da semana, o Ibama informou que, desde a deflagração da Operação Libertação, para a retirada de garimpeiros da terra indígena, foram destruídos 327 acampamentos de garimpeiros, 18 aviões, dois helicópteros, centenas de motores e dezenas de balsas, barcos e tratores. Também foram apreendidas 36 toneladas de cassiterita, 26 mil litros de combustível, além de equipamentos usados por criminosos.

*A matéria foi alterada às 11h23 do dia 6 de maio para correção de informação. Houve diminuição do número de alertas de garimpo, e não de queimadas. O título também foi corrigido. 




Fonte: Agência Brasil