Primeira procuradora-geral negra de SP defende regulação das redes


A procuradora-geral do estado de São Paulo, Inês Coimbra, primeira mulher negra a ocupar o cargo, defendeu, nessa quinta-feira (7), que as redes sociais no Brasil sejam reguladas. “Se a gente tem várias relações interpessoais acontecendo lá e se elas são reguladas fora do ambiente digital, não há motivo para não serem reguladas dentro”, afirmou em entrevista à Agência Brasil. A chefe do Ministério Público Estadual foi uma das conferencistas do festival Rec´n´Play, evento de tecnologia que ocorre no Recife (PE) até este sábado (9).

Inês Coimbra argumentou que as redes não podem representar uma arena que as pessoas possam invadir livremente, sem nenhuma responsabilidade. “Há pessoas que falam que são contra a regulação da redes por causa de ‘liberdade de expressão’.  Mas, se não se sabe como os algoritmos funcionam, você não é livre”, afirmou. Isso porque, segundo ela, a pessoa sendo condicionada a receber informações por fontes que não conhece, acaba sendo “refém” de determinadas opiniões e informações.

Bolhas

Inês criticou a falta de transparência desse processo, que faria com que a sociedade vivesse em “bolhas”, sem diálogo com quem pensa diferente. “Acho que seria muito importante abrir a lógica dos algoritmos. Esse é um dos problemas que a gente tem em ser livre”, acrescentou.

Ela entende que a legislação brasileira está avançada e permite criminalizar, por exemplo, o racismo que ocorre no âmbito da internet, embora considere que são temas novos para os aplicadores da Justiça. “A própria implementação do título penal do racismo é nova. Nas redes sociais, ainda mais”.

Inteligência artificial

A procuradora também defende a regulação das tecnologias de inteligência artificial, mas sem que “engesse” ou “iniba” a inovação. “Tem que ser com cautela. A calibragem é muito importante, mas não acho que deva ser um espaço destituído de regulação na medida em que se tem diversas relações interpessoais”.

Ainda a respeito das ferramentas de inteligência artificial, ela diz que existe preocupação com o uso dos dados dos brasileiros sem autorização e a “importação” de ferramentas sem considerar a realidade brasileira, incluindo o reconhecimento facial. “É preciso ter cautela na hora de usar, mas acho que, no sistema de Justiça, ainda está incipiente”. Ela concorda que os países europeus estão mais atentos e preocupados do que o Brasil.

Inês lembra que, na Justiça, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, tem procurado avançar e dialogar com as corporações de tecnologia. “Estão prometendo a ele o desenvolvimento de algumas IAs generativas para ajudar na desjudicialização, no volume imenso de processos que o Judiciário enfrenta”. Ela diz que a procuradoria também tem buscado ferramentas para auxílio. “No setor público, de forma geral, acho ainda bastante incipiente. Mas é uma preocupação, especialmente os vieses (como os ideológicos), que as ferramentas podem potencializar”.

“Dois passos atrás”

Para a procuradora, o sistema de Justiça tem o problema de estar sempre dois passos atrás nas questões sociais. “Não consegue fazer de trás para a frente. E, se fizer, cria legislações que não têm legitimidade”. Ela citou o exemplo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que considera uma legislação muito avançada, mas estaria “desconectada” da realidade.

Inês reafirmou a preocupação com a desinformação (as fake news). Mesmo sem a aprovação pelo congresso de lei sobre o tema, ela entende que já existe mais possibilidades de enfrentar o problema. “Mas o difícil é a contenção do dano que isso causa. Então, apesar de você poder depois, eventualmente, buscar reparação, é muito difícil mensurar o dano”. Ela concorda, por exemplo, que a campanha à prefeitura de São Paulo ocorreu de forma “bastante violenta”. “Foi um exemplo de como a gente precisa pensar cada vez mais nessa regulação”.

Em sua palestra, a procuradora explicou que é filha de mãe solo e que passou a encontrar, aos poucos, os caminhos para as lutas contra machismo e racismo. Defendeu a necessidade de mais diálogo entre pessoas que pensam de forma diferente. “A gente tem construído muitos muros. E tenho uma preocupação muito grande com a militância de lacração porque ela é muito satisfatória, mas transforma muito pouco”.

Resistência

Inês recorda que quando assumiu a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, disse aos governadores Ricardo Garcia (que a nomeou em 2022) e Tarcísio de Freitas (que a manteve no cargo no ano seguinte) que usaria espaços para fazer militância em equidade racial e de gênero.

Segundo ela, eles apoiaram a pauta. No primeiro concurso para a procuradoria, realizado neste ano, houve inédita reserva de cotas para negros e indígenas (30% de vagas). “Quando fui discutir isso com a carreira, encontrei mais resistência do que imaginei. Não escancarada, mas velada.  A diversidade, para mim, é questão de eficiência”.

*O repórter viajou a convite do Porto Digital




Fonte: Agência Brasil

Baile no Rio de Janeiro celebra 50 anos da black music no Brasil


“A black music é uma força, é um diálogo coletivo”, descreve o produtor cultural e engenheiro civil Asfilófio de Oliveira Filho, mais conhecido como Dom Filó. Nesta sexta-feira (8), ele comanda ao lado de Marco Aurélio Ferreira, o DJ Corello, a primeira edição do baile Eu amo Black Music, em comemoração aos 50 anos da Black Music no Brasil. A festa é realizada pelo Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro, e pela Cultne TV.

Em 2024, o marco temporal celebrado é a criação do baile Noite do Shaft, em 1974, no Renascença Clube, por Dom Filó, que marca a chegada da black music no país. A festa recebe esse nome em homenagem ao personagem John Shaft, interpretado por Richard Roundtree em uma série de filmes lançados nos anos 1970.


Rio de Janeiro (RJ), 07/11/2024 - Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, foi um dos principais mentores do Movimento Black Rio. Foto: Dom Filó/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 07/11/2024 - Asfilófio de Oliveira Filho, o Dom Filó, foi um dos principais mentores do Movimento Black Rio. Foto: Dom Filó/Arquivo Pessoal

Dom Filó é um dos principais mentores do Movimento Black Rio – Dom Filó/Arquivo Pessoal

“É um detetive que passava uma imagem muito positiva da comunidade negra. Essa série foi marcante porque não tínhamos a presença de pessoas negras na televisão naquela época. Era uma programação totalmente branca, e aí temos um herói negro”, relembra Dom Filó. “Pegamos a essência afro-americana e ressignificamos aqui no Brasil”.

Black Music no Brasil

Segundo o produtor musical, a black music (“música negra”, em português), teve origem nos campos de plantação de algodão dos Estados Unidos, onde pessoas negras escravizadas utilizavam o canto para apaziguar a dor da escravidão. Esse som deu origem a diferentes ritmos musicais, sendo o soul um deles. “Soul significa alma. A soul music é a música da alma”, comenta Dom Filó. “Essa essência nasce nos campos de algodão dos Estados Unidos, mas, quando ela passa para o entretenimento, nasce a música preta americana, nasce o soul, o rhythm and blues, o jazz e o blues”.

“A cultura negra sempre foi musical”, retoma Dom Filó. “Desde os tempos de escravidão, o nosso grande lazer era se reunir para amainar um pouco a dor. Aquelas reuniões, os tambores, os cânticos e as danças vieram através do tempo”. De pai mineiro e mãe fluminense, Dom Filó conta que sempre esteve envolvido com a cultura musical, em especial a partir das escolas de samba e das religiões de matriz africana. Por volta dos 18 anos, passou a frequentar o Renascença Clube, fundado por um coletivo de jovens negros. “ “O Renascença fez com que tivéssemos acesso ao cinema, ao teatro e, principalmente, a música. Ali, ouvíamos muita coisa pela rádio, que era o grande top da época”.

Foi pelo rádio que diferentes expressões musicais estrangeiras chegaram aos ouvidos brasileiros. Entre elas, a black music, com grande presença nos bailes no Rio de Janeiro.

“Trançando uma linha do tempo, você vai ter vários 50 anos. O Brasil já consumia black music, mas sem promovê-la, sem acessá-la como música preta”, observa.

“Você tinha as lojas de disco, as importadoras, mas poucos tinham acesso àqueles discos. Mais tarde, os DJs conseguiram alcançar essas prateleiras, trazer os discos de fora e formar suas discotecas pelas equipes de som. Mas, antes das equipes de som começarem as suas festas, temos outra característica de penetração dessa música, com artistas nacionais que receberam influência direta da soul music e até foram viver em solo americano, casos do Tim Maia e do Tony Tornado”.

“Naquele momento, não se falava em black music ou em música preta, mas em MPB com um sotaque diferente, o sotaque preto”, diz Dom Filó. Com o desenvolvimento das equipes de som, surge a necessidade de se criarem festas para reunir as pessoas em busca do mesmo som. “Aquela catarse, de trazer a galera toda para um ambiente só e tocar aquela música pulsante e emocionante; pura dança, pura autoestima. Essa é a essência do baile”, comenta. Uma dessas festas foi a Soul Grand Prix — também um grupo musical formado por músicos do Renascença Clube, como Dom Filó — que nasceu não apenas para diversão, mas também para discutir questões raciais.

“Sofríamos muito, vivíamos a dor a semana toda. Era discriminação o todo tempo, baixa autoestima. Quando vem uma equipe como a Soul Grand Prix, que passa para a comunidade a necessidade da autoestima, do pertencimento e da identidade, a galera muda o seu comportamento, muda o seu visual. Mesmo vivendo aquele momento de ditadura, em que nós, negros, éramos massacrados, ainda conseguíamos passar um pouco de black power (poder negro)”.

Movimento Black Rio

A disseminação da black music no Brasil a partir das rádios não se limitou apenas aos bailes promovidos para a comunidade negra, mas deu origem a um movimento musical e cultural concentrado, principalmente, no Rio de Janeiro, reconhecido como Movimento Black Rio. Essa manifestação levou a música negra estadunidense aos subúrbios da cidade, fazendo surgir uma geração inspirada pela reivindicação dos seus direitos, que adapta o estilo norte-americano à realidade nacional. A mistura do soul e do funk ao samba ainda deu origem à banda black rio, modernizando o som brasileiro.

Autor do livro 1976: Movimento Black Rio ao lado do jornalista Zé Octávio Sebadelhe, Luiz Felipe de Lima Peixoto descreve que o Movimento Black Rio não foi uma ação pensada, mas “algo totalmente orgânico”, surgindo da necessidade da comunidade negra se expressar a partir das músicas estadunidenses. “Foi uma forma de afirmação da identidade negra em um período pesado da ditadura militar em nosso país”.

De acordo com Peixoto, a origem do movimento surge muito antes da introdução da black music no país, quando o rádio passou a divulgar o samba para o grande público, nas décadas de 1940 e 1950. A sua popularização atraiu a classe média, formada, principalmente, por pessoas brancas, para as escolas de samba, que deixaram de ser “vasculhadas” pela polícia. “Até aquele momento, o samba era coisa de marginal, de malandro. Os negros que não se identificavam mais com tudo isso acabaram se identificando com a música negra norte-americana e toda a sua reivindicação histórica daquele período”.

O especialista considera que o Movimento Black Rio foi fundamental para a criação da resistência negra em um período de opressão, assim como para a afirmação da identidade negra no Brasil. “Nos bailes, principalmente os promovidos por Dom Filó, discursos antirracista e de afirmações da negritude eram proferidos durante as músicas. Todo esse enredo, as festas, as músicas, as vestimentas, contribuíram para essa reafirmação de uma identidade negra mais positiva”.

Na virada dos anos 1970, a expressão cultural passa a perder força. A popularização das discotecas foi um dos motivos que contribuíram para esse novo cenário.

“A mudança das preferências musicais do público e a evolução cultural, mas, principalmente, a perseguição, a repressão, a censura e a vigilância mais evidente nos bailes na época, foram pontos cruciais para o declínio”, destaca o autor.

Mesmo com a diminuição da força dessa manifestação, Dom Filó ressalta a relevância do Movimento Black Rio no país, que passou a ser visto a partir de uma ótica negra. “Esse movimento teve uma importância muito grande na questão do comportamento, do pertencimento, da identidade e da autoestima, tudo isso numa tecnologia ancestral trabalhada até hoje para que a nossa comunidade, a comunidade negra, seja reparada. Só usamos a música como elemento”.

Movimento Charme

Uma das expressões mais marcantes desse período de transformação musical no Brasil é o Movimento Charme, criado pelo DJ Corello (foto em destaque). À Agência Brasil, ele conta que o movimento começou quando ele próprio tomou a iniciativa de tocar um gênero musical diferente do soul nos bailes de black music, como o rhythm and blues, abreviado para R&B. “Fui o primeiro DJ de soul a sair do soul e entrar em outro caminho. No tempo do soul, você tinha que dançar uma música e parar para entrar no ritmo de outra, mas eu já pensava na mixagem”, relembra.

“O Movimento Charme, que começou nos anos 1980, já iniciou com essa pegada de uma música dentro da outra. Essa sonoridade pegou outra geração, que não era a geração do soul, com o ouvido virgem. Eu consegui catequizar essa geração para o Movimento Charme”, continua. Também é atribuído ao DJ Corello o uso do termo “charme” para identificar o movimento, que nos bailes sempre dizia

“Chegou a hora do charminho, transe seu corpo bem devagarinho” para anunciar a mudança do repertório musical.

Por muitos anos, o movimento teve o Viaduto de Madureira como principal referência de charme no Rio de Janeiro, mas, com a mudança de repertório, que passou a tocar outros gêneros musicais além do R&B, o Baile Black Bom, criado em 2013 na Pedra do Sal, no bairro de Saúde, assumiu esse papel. Apesar de não representar mais o charme da mesma forma que no passado, o DJ destaca que o Viaduto de Madureira não deve ser esquecido, porque teve sua importância para a manifestação cultural. “Hoje, o Black Bom é referência, daqui a cinco anos, vai ser outro, porque é uma constante evolução”.

Música negra no Brasil

“Quando penso música no Brasil, penso que toda música adquirida no país tem marcas negras”, afirma a professora do Departamento de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Denise Barata.

Ela defende que a música no país é construída a partir de uma experiência negra, resultando da diáspora africana que provocou o deslocamento de mais de 12,5 milhões de africanos para as Américas e para a Europa entre os séculos XVI e XIX, como aborda no artigo “A música na Diáspora Africana da América Latina”. Assim, gêneros musicais nascidos na comunidade negra são formas de sociabilidade e de difusão da memória negra.

“Quando falamos da música negra brasileira, estamos falando de uma forma de sociabilidade que na voz emana memória. Quando ouço Dona Ivone Lara ou Jovelina Pérola Negra, a memória da diáspora está ali presente, e não é só pela cor da pele”, traz a pesquisadora.

“Essa memória se faz presente ainda hoje. Ela não desaparece e pode ser encontrada no samba, no funk e nos jovens que revivem a black music. Quando falamos da memória negra, estamos falando de uma cultura que é muito importante e que não desaparece apesar de todo racismo, de toda pressão injusta da indústria radiofônica e da ideia de democracia racial. A memória negra se faz presente até os dias de hoje, exatamente pela potência que ela é”.

Para Peixoto, a black music no Brasil pode ser vista como uma continuação e uma evolução da cultura musical que já existia no país, trazendo novos elementos sonoros e abordando assuntos que enriqueceram a música brasileira. Além  disso, o movimento veio fortalecer a identidade e a visibilidade da comunidade negra, apesar da resistência aos ritmos estrangeiros no momento que passaram a ser difundidos pelas rádios em alta na época.

“Hoje se relacionam bem, mas, naquele período, a black music foi motivo de discórdia e revolta da sociedade brasileira, colocando o samba como algo realmente legítimo e autêntico da nossa expressão cultural. Então a black music sofreu, sim, muito preconceito naquele período, mas inegavelmente trouxe grande influência”, pontua. “Hoje, podemos observar um legado incrível, através de gêneros como o samba-funk, o samba-rock e o próprio funk carioca”.

Diante dos 50 anos da black music no Brasil, Dom Filó destaca esse período como um momento de transformação, em que a comunidade negra obteve avanços na luta racial, apesar de não serem suficientes para lidarem com o preconceito e com a discriminação no país. “Tive a honra e a benção de estar vivendo essa transformação”, celebra.

“Hoje, eu me deparo com várias gerações e com várias pessoas, inclusive da minha geração, que se influenciaram por tudo isso e trazem isso para a nova geração. Hoje, temos respostas. Na minha época, eu não tinha referências. As referências eram todas negativas. Na escola, nos livros escolares, nas representações artísticas, todas elas eram negativas. A minha geração viveu essa transformação e a minha maior esperança é que a garotada que está chegando tenha consciência de que esse processo não começou agora, ele vem de lá atrás”.

*Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa




Fonte: Agência Brasil

Ossada humana achada em Petrópolis pode ser de vítima de chuva de 2022


A Polícia Civil interditou, na tarde dessa quinta-feira, (7), o local onde a prefeitura de Petrópolis, na região serrana do Rio, realizava obras de contenção e drenagem na área 3 do Morro da Oficina. No local, foi encontrada uma ossada humana.

As equipes das secretarias de Obras e Defesa Civil da prefeitura, seguindo os protocolos de segurança, acionaram imediatamente a Polícia Civil para a realização de perícia. A polícia acredita que a ossada encontrada seja de uma das vítimas da tragédia d e 2022 no Morro da Oficina, onde mais de 230 pessoas morreram pelo deslizamento de terra no alto do morro.

Em 15 de fevereiro de 2022, ocorreu a maior tragédia climática de Petrópolis. A enxurrada no Morro da Oficina deixou 233 mortos e dois desaparecidos. Logo em seguida, no dia 20 de março do mesmo ano, um deslizamento de terra deixou mais sete mortos, evidenciando a fragilidade da parte alta da cidade e a faltas de infraestrutura para enfrentar os efeitos climáticos, como as inundações e os deslizamentos de terra e pedras.

De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, existe a possibilidade de que os restos mortais encontrados sejam de vítima da tragédia de fevereiro de 2022. Em respeito à família que ainda aguarda notícias da pessoa desaparecida, a prefeitura disponibilizou a Secretaria de Assistência Social para prestar todo o suporte necessário.

A ossada foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal para análise e identificação genética. Até a conclusão das investigações, o local permanecerá isolado e as obras serão temporariamente suspensas para garantir a preservação das evidências.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 200 milhões


Nenhum apostador aceitou as seis dezenas do concurso 2.794, que foram sorteadas na noite desta quinta-feira (7) no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio da faixa principal acumulou e está estimado em R$ 200 milhões.

Este foi o 11º sorteio consecutivo sem ganhadores do prêmio principal.

Os números sorteados hoje foram: 03 – 09 – 14 – 20 – 28 – 52

A quina teve 160 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 51.793,93. Já a quadra registrou 13.197 ganhadores, com prêmio de R$ 897,06 para cada.

O concurso 2.795 será realizado sábado (9). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.





Fonte: Agência Brasil

Bloco Cacique de Ramos vira patrimônio imaterial do Rio de Janeiro


O tradicional bloco Cacique de Ramos foi declarado patrimônio histórico e cultural, de natureza imaterial, do Estado do Rio de Janeiro. O reconhecimento veio pela Lei 10.562 de 2023, sancionada pelo governo estadual e publicada nesta quinta-feira (07) no Diário Oficial.

O título de patrimônio valoriza a importância do grupo para a cultura do estado, incentiva apresentações do bloco e a realização de atividades próprias. O texto reforça a proibição de qualquer manifestação de preconceito ou discriminação, seja de natureza social, racial, cultural, política ou administrativa, contra o Cacique de Ramos e seus integrantes.

O bloco carnavalesco Cacique de Ramos foi fundado em 20 de janeiro de 1961 e se tornou um dos principais símbolos da folia carioca. Criado em Ramos, bairro da zona norte da capital, ganhou as ruas do Centro e passou a concentrar foliões de diversas áreas da cidade.

O Cacique já chegou a promover três dias seguidos de desfiles no Centro da capital, a exemplo deste ano, quando atraiu uma multidão. Dos seus encontros e rodas de samba destacaram-se grupos e nomes que se tornaram nacionalmente conhecidos, como o Fundo de Quintal, Xande de Pilares, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho.




Fonte: Agência Brasil

Rio pode ter frente fria, chuva e rajadas de vento até sábado


O Sistema Alerta Rio distribuiu um aviso meteorológico na tarde desta quinta-feira (7) alertando a população do Rio de Janeiro sobre a chegada de áreas de instabilidade, com a aproximação e passagem de uma frente fria que vão influenciar o tempo no Rio de Janeiro de hoje até sábado (9). O aviso meteorológico é de nível de severidade médio e a validade vai se estender até às 12h de sábado.

De acordo com o Centro de Operações Rio, neste período, a previsão é de pancadas de chuva, rápidas e isoladas, de intensidade moderada a forte, que podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento moderadas a fortes.

Entre o fim da manhã de sexta-feira (8) e a manhã de sábado, a previsão é de chuva moderada a forte, podendo vir acompanhada de raios e ventos moderados a fortes. Segundo o Sistema Alerta Rio, o período mais crítico deve compreender a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado.

Região serrana

A Defesa Civil de Petrópolis, na região serrana do Rio, também emitiu aviso meteorológico nesta tarde, devido à instabilidade do tempo, com proximidade de uma frente fria. Para a região, estão previstas áreas de instabilidade que influenciam as condições climáticas no município.

A Defesa Civil de Petrópolis monitora as condições do tempo e emitirá alertas, informes ou atualizações a qualquer momento, caso a situação se agrave, com a chegada de chuva forte, precedida de rajadas de vento.




Fonte: Agência Brasil

Bruno Mars ganha Carteira de Identidade Nacional gigante em show de BH


O cantor pop norte-americano Bruno Mars, em sua quarta passagem pelo Brasil, fez 15 shows de outubro a novembro, pela turnê Live in Brazil. E foi no palco da última apresentação em solo nacional, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte, na noite de terça-feira (5), que o astro havaiano ganhou do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) uma Carteira de Identidade Nacional (CIN), em tamanho gigante, que declara, simbolicamente, que a nacionalidade dele é “brasileiro por amor”. A entrega do documento fake foi feita à produção do artista por um funcionário da superintendência mineira da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão.

Bruno Mars, nome artístico de Peter Gene Hernandez, recebeu o documento figurativo – confeccionado em uma gráfica da capital mineira. A impressão traz até o nome social Bruninho Márcio; data de nascimento; um número fictício de Cadastro de Pessoa Física (CPF); data de nascimento, em 1985; local de nascimento, em Honolulu, no estado do Havaí (Estados Unidos); e validade até 2085 [foto em destaque].

Em postagem feita em redes sociais, o MGI justificou a iniciativa inédita como sendo um presente simbólico para agradecer o carinho do músico com os brasileiros e, também, para fazer com que Bruninho (apelido dado pelos fãs), se sinta como um verdadeiro brasileiro.

“Missão cumprida, entregamos a carteira de identidade fictícia (mas feita com muito carinho) para o Bruninho em seu último show. Ele já pode se sentir brasileiro como a gente! Te amamos, Bruno Márcio do Brasil!”, diz postagem do MGI em rede social.

Dez dias antes, na apresentação de Brasília, Bruno Mars perguntou onde estava o documento dele. “Cadê meu CPF?”, disse ao microfone. Desde então, o público viralizou uma campanha virtual para dizer que o multi-instrumentista  merece ter o documento igual ao de quem nasceu no Brasil. Uma forma de reconhecer o artista como cidadão nacional pelas demonstrações de carinho.

Após a entrega da CIN aumentada, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, repostou em sua rede social a publicação da gravadora do artista, com a foto do documento nas mãos do irmão de Bruno Mars, o baterista Eric Hernandez. “Pronto! Bruno ‘Márcio’ Mars já está com sua CIN simbólica gigante em mãos. Oficialmente brasileiro!”, escreveu a ministra.

Nova CIN

A brincadeira do MGI foi, na realidade, uma estratégia para divulgar como os brasileiros natos, cidadãos portugueses e brasileiros naturalizados podem tirar a primeira via da nova Carteira de Identidade Nacional ou atualizar a versão antiga gratuitamente.  A própria ministra Esther Dweck convidou os brasileiros a fazerem o documento. “A CIN é prática, moderna e acessível para todas e todos”.

Entre as vantagens destacadas pelo MGI, está a de que o documento reúne diversos documentos em um, que tem validade em todo o território nacional.  Antes da CIN, cada unidade federativa emitia sua própria identidade aos moradores daquele estado ou do Distrito Federal, o que, algumas vezes, gerava informações divergentes ou duplicidade na identificação do cidadão.

A CIN está disponível em formato físico ou digital e tem número único nacional, o CPF do cidadão. O documento serve, principalmente, para identificar cada brasileiro na Receita Federal e em outros órgãos públicos e privados.

A emissão do documento pode ser agendada nos Institutos de Identificação dos estados e do Distrito Federal. Para isso, é necessário que as pessoas levem as suas certidões de nascimento/casamento para a emissão da CIN. De acordo com o MGI, até o momento, somente Roraima ainda não emite a CIN.

Os cidadãos podem ficar atentos, também, a mutirões de cidadania organizados periodicamente pelos Institutos de Identificação estaduais, para emissão da carteira de identidade.

A lista de links para agendamento da CIN pode ser encontrada no site do governo. Atualmente, cerca de 15 milhões de pessoas já fizeram a nova identidade no Brasil.

Carisma

Nas cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte), onde se apresentou em pouco mais de um mês, ao lado de sua banda The Hooligans, Bruno Mars demonstrou carinho ao público de diversas formas, e encantou os fãs.

Bruninho carregou a bandeira do país, cantou em português; adaptou o hip-hop ao funk carioca, repetiu em todos os shows que o Bruninho [apelido que ganhou dos brasileiros] pertence ao Brasil; homenageou a chamada Rainha da Sofrência, a cantora sertaneja Marília Mendonça, falecida há três anos; tomou cerveja nacional sentado no meio fio; abraçou desconhecidos na rua, vestiu-se com as cores verde-amarela; andou na garupa de uma motocicleta; gravou com cachorro caramelo, exaltou o pão de queijo mineiro; e simulou ligações telefônicas para uma brasileira hipotética que chamou de gatinha.

Despedida do Bruninho

Na quarta-feira (6), o dono de hits como Treasure, Locked Out of Heaven e Talking to the Moon, deixou o Brasil. E na tarde desta quinta-feira (7), o astro havaiano compartilhou vídeo em ritmo de funk em que canta em português para agradecer aos fãs do Brasil e celebrar a passagem pelo país.






Fonte: Agência Brasil

CIEE: 10% de estagiários são únicos responsáveis por sustentar família


Levantamento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) revela que 10% dos estagiários são os únicos responsáveis pelo sustento da família, 1% a menos do que o registrado no ano passado. Em 2019, quando a pesquisa começou a ser feita, o percentual era de 6%. Outros 68% afirmam auxiliar nas despesas da família.

Segundo os dados, 48% dos quase 12 mil estagiários entrevistados têm renda familiar de até R$ 2.824,00.

A pesquisa indica que pelo menos 16% dos estagiários afirmaram compor o orçamento familiar com o Bolsa Família, 9% com outros benefícios federal, estadual ou municipal, e 2% recebem o Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BCP).

Segundo o levantamento, a Bolsa Auxílio, ao longo do contrato de estágio, chegou a R$ 1.108,10 em todo o país, maior patamar da série histórica. Entretanto, o valor segue semelhante aos últimos levantamentos, com 32% dos estagiários tendo como principal gasto a mensalidade escolar, seguido por demandas familiares, como despesas da casa (16%), alimentação (11%) e moradia (9%).

Gastos

Para arcar com os gastos referentes às mensalidades escolares, 40% dos participantes da pesquisa afirmaram utilizar sistema de bolsas ou programa de financiamento estudantil, com 21% optando por programas oferecidos pela própria instituição de ensino onde estudam.

Outros 11% utilizam o ProUni (Programa Universidade para Todos), 5% usam programas oferecidos por outras instituições e 3% o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

A estudante de psicologia e relações públicas Gabriela Pereira Gomes, de 24 anos, conseguiu estágio que une as duas áreas. Há um ano e meio no Banco ABC, ela diz que tem sido a melhor experiência profissional que já teve tanto pelo acréscimo no aprendizado e na carreira, quanto pela questão financeira.

“Eu trabalho desde os 13 anos, já passei por várias empresas e com esse estágio foi quando eu mais consegui ajudar tanto a minha família como a mim mesma. Minha mãe é uma das mais felizes com a minha posição de estagiária”.

Além do salário de estagiária, ela tem bolsa de estudos de 85% e com a remuneração consegue pagar as mensalidades, fazer cursos extracurriculares e ajudar com as despesas de alimentação, e parte da luz e água da casa onde mora com a mãe e mais quatro irmãos, dois quais dois também trabalham.

“Como estagiária eu ainda consigo ter o maior salário dentro da minha casa e isso é bem significante. Eu espero muito que eu seja efetivada, mas eu tenho certeza que dentro do mercado eu já estou muito mais competitiva”, disse.

A vontade de Gabriela continuar na empresa é a mesma de 51% dos estagiários que responderam ao questionário. Já 20% dos estudantes ouvidos gostariam de conquistar uma vaga dentro da modalidade Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Enquanto 13% ainda não decidiram o que fazer, 11% desejam ingressar em outro estágio antes do final do curso, 3% buscam empreender, 2% almejam trabalhar/estudar em outro país e 1% busca posição na modalidade de prestador de serviço, sem registro em carteira de trabalho.

Quando o tema é futuro do mundo do trabalho, 63% discordam que o registro na carteira de trabalho não será uma realidade nos próximos anos, já 60% dos entrevistados não acreditam que a modalidade CLT tira a liberdade das pessoas.

Oportunidade

Estudante de Administração de Empresas, Pedro Morais Mateus, está no estágio na mesma instituição há um mês, depois de passar pela terceirização no mesmo lugar. Morando sozinho há cinco anos, Pedro conta que sua qualidade de vida melhorou com a remuneração do estágio. “Eu estou conseguindo me alimentar melhor, tudo está melhorando. O estágio foi importante também porque consegui sair da terceirização e ter novas portar abertas, ter a visão mais ampla do que é o banco e o mundo corporativo”.

Para Pedro, a oportunidade é a porta de entrada para o início da carreira e a experiência prática mudou sua visão sobre temas nos quais sua dificuldade era maior.

“Eu nunca me dei bem com números, e na faculdade tenho várias matérias de exatas. São coisas que eu não entendia e trabalhando na área de finanças estou tendo mais clareza. Estou aprendendo a gostar, porque quando passo a entender fica tudo mais leve”.

Além de querer aproveitar ao máximo a chance, o estudante tem esperança em continuar na empresa e, para isso, está se preparando fazendo todos os cursos que o banco oferece.




Fonte: Agência Brasil

Rio de Janeiro sedia festival cultural de combate à fome e à pobreza


Entre os dias 14 e 16 de novembro, o Rio de Janeiro será palco de uma grande ação cultural de combate à fome e à pobreza. O Aliança Global Festival será na Praça Mauá, com entrada gratuita, e reunirá importantes artistas do Brasil para promover engajamento e discussão sobre a principal marca da presidência brasileira do G20, que é a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Inspirado em concertos internacionais como o Live Aid 1985 e o Free Nelson Mandela Concert 1988, ambos em Londres, na Inglaterra, o Aliança Global Festival reunirá diversos artistas como Diogo Nogueira, Larissa Luz, Mateus Aleluia, Nova Orquestra, Jovem Dionísio, Rachel Reis, Jota.Pê, Afrocidade, Marcelle Motta, Kleber Lucas, Jaloo, Aguidavi do Jêje, entre muitas outras estrelas que serão divulgadas nos próximos dias. Além das apresentações, o Black Bom será responsável pela abertura e encerramento dos shows com DJ Flash e performances do melhor da black music carioca.

A programação celebra a diversidade da cultura brasileira, reunindo grandes nomes da música nacional para engajar a todos no compromisso do Brasil de liderar a Aliança Global em defesa de um mundo sem fome e pobreza, com transição energética, justiça climática e uma representação menos desigual.

O evento antecede a Cúpula de Líderes do G20 marcada para os dias 18 e 19 de novembro e ocorre simultaneamente à Cúpula Social do G20. O festival irá aproveitar o poder transformador das expressões artísticas e culturais para lançar uma mensagem sobre o compromisso do país de construir uma rede colaborativa e de impacto duradouro, envolvendo países, organizações e cidadãos na luta pela justiça alimentar.

O Aliança Global Festival Contra Fome e a Pobreza é uma realização do governo brasileiro, com correalização da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

CRIA G20

Paralelamente ao festival haverá o Cria G20, no Píer Space, no centro do Rio de Janeiro. O evento conecta criadores digitais, ativistas sociais e comunicadores do Brasil e do mundo, abre espaço e levanta a voz entre as prioridades da presidência do Brasil no G20. “Com agenda robusta, o Cria G20 é um canteiro para a transformação e para o engajamento social, orientados a semear o debate sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, a nova arquitetura financeira global e o enfrentamento às mudanças climáticas. Por meio de diálogos abertos, o evento mira em ampliar o debate e se propõe a inspirar ações para um mundo sem fome, com justiça climática e menos desigualdade”, dizem em nota os organizadores.

Aliança Global

A Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza visa mobilizar recursos e coordenar ações entre países, organizações internacionais e a sociedade civil para alcançar metas ambiciosas de redução da fome e da pobreza, trabalhando para buscar soluções para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 (erradicação da pobreza) e 2 (fome zero), da ONU.

A proposta brasileira recebeu apoio significativo de líderes internacionais e especialistas em segurança alimentar, que destacaram a necessidade de uma abordagem conjunta e sustentável para enfrentar esses desafios globais. A iniciativa é um dos pontos centrais da atuação do Brasil durante sua presidência no G20.

G20 Social

O G20 Social, também conhecido como Cúpula Social do G20, vai reunir organizações da sociedade civil para discutir temas estratégicos para o G20. O objetivo é ampliar a participação de agentes não governamentais nos processos decisórios e dar voz às diferentes reivindicações da população. A Cúpula Social do G20 será nos dias 14, 15 e 16 de novembro e os temas prioritários de discussão serão o combate à fome e às desigualdades, as mudanças climáticas, a transição energética justa e novos modelos de governança para as instituições multilaterais. As principais demandas do grupo chegarão às mãos dos chefes de Estado na Cúpula do G20.

Cúpula de Líderes G20

A Cúpula do G20 representa a conclusão dos trabalhos conduzidos pelo país que ocupa a presidência rotativa do grupo. É o momento em que chefes de Estado e de Governo aprovam os acordos negociados ao longo do ano, e apontam caminhos para lidar com os desafios globais.

A cúpula será nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro, com a presença das lideranças dos 19 países membros, mais a União Africana e a União Europeia.




Fonte: Agência Brasil

Inmet alerta para chuvas intensas no fim de semana


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, alertou nesta quinta-feira (7) para possível formação de nova zona de convergência do Atlântico Sul (ZCAS) no próximo fim de semana, dias 9 e 10.

A zona de convergência é um fenômeno meteorológico que provoca grande volume de chuvas e tempestades na nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, entre o fim da primavera e o verão. É caracterizada por uma faixa (corredor) de nuvens que se estende desde o sul da região amazônica, passando pela faixa central do país, em direção ao sul do oceano Atlântico.


Brasília (DF), 07/11/2024 - INMET publica aviso laranja de chuvas de até 100 mm/dia, com ventos intensos de 100 km/h), risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Foto: Inmet/Reprodução
Brasília (DF), 07/11/2024 - INMET publica aviso laranja de chuvas de até 100 mm/dia, com ventos intensos de 100 km/h), risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Foto: Inmet/Reprodução

INMET publica aviso laranja de chuvas de até 100 mm/dia, com ventos intensos de 100 km/h, risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. Foto: Inmet/Reprodução

O Inmet esclarece que para que haja a estrutura de uma ZCAS é necessária a persistência desse canal de umidade por, pelo menos, quatro dias consecutivos. Por isso, o instituto aconselha o acompanhamento de novas previsões climáticas e a observação da persistência da faixa de nebulosidade.

Enem

O alerta do Inmet engloba o segundo domingo de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, no próximo domingo (10). Os inscritos vão testar os conhecimentos em 90 questões de múltipla escolha de ciências da natureza (química, física e biologia) e de matemática.

Alerta

O Inmet também emitiu aviso meteorológico laranja, que indica perigo devido às chuvas intensas em toda a área dos estados de Goiás, de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e Distrito Federal, além de parte do Tocantins, no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, na região central de Minas Gerais, no extremo oeste baiano, no centro-sul amazonense e oeste catarinense, e região metropolitana do Rio de Janeiro.

O aviso é válido entre 13 horas desta quinta-feira (7) e 10 horas da manhã desta sexta-feira (8). As chuvas podem atingir até 60 milímetros por hora (mm/h) e os ventos intensos podem chegar à velocidade de 100 quilômetro por hora (km/h). De acordo com a instituição, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

De acordo com a gravidade dos fenômenos meteorológicos, o Inmet classifica os alertas por cores. O amarelo representa perigo potencial. Enquanto, o laranja significa perigo. A mais alarmante é a vermelha, que representa perigo.

São Paulo

Especificamente para o estado de São Paulo, o Inmet tem aviso meteorológico de nível laranja que indica grande perigo causado por tempestades até o início da tarde desta quinta-feira em Itapetininga, no litoral sul paulista, e, também, na macro metropolitana paulista, área que abrange as seguintes regiões metropolitanas: de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, região metropolitana do Vale do Paraíba e o litoral Norte de São Paulo.

A Defesa Civil do estadual alerta para chuvas de forte intensidade que atingirão todas as regiões do território paulista entre esta quinta-feira (7) e sexta-feira (8).

Os níveis de acumulados de chuva poderão variar entre altos e muito altos, com atenção de maior risco às regiões dos municípios de Marília e Presidente Prudente. Na região metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, regiões de Itapeva, Sorocaba, Campinas, Baixada Santista, litoral norte, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, o nível de acumulado de chuva será muito alto.

A Defesa Civil paulista destaca atenção especial para as regiões de Bauru e Araraquara, pois os níveis serão ainda mais elevados. As chuvas podem vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo. Este alerta é devido à passagem de uma frente fria pela costa da região sudeste, a qual criará condições para pancadas de chuva forte, além de condições para temporais.

Paraná

No Paraná, as fortes chuvas causaram alagamentos na cidade de General Carneiro, no sul do Paraná, na madrugada desta quinta-feira (7). Profissionais da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) atuam em parceria com o município no atendimento às vítimas.

As informações preliminares do governo estadual apontam que aproximadamente 200 pessoas precisaram sair de suas casas devido à situação mais crítica do nível de água.

Orientações

Em caso de rajadas de vento, a orientação é não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, quando há risco de quedas.

Em casa e estabelecimentos comerciais, o melhor é desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia, se possível.

Em caso de emergências, o Corpo de Bombeiros Militar local deve ser acionado pelo telefone 193. E para ter mais informações, o número da Defesa Civil estadual é o 199.

Para solicitar o recebimento de avisos e alertas de riscos de desastres e eventos adversos, da Defesa Civil, basta enviar uma mensagem do tipo SMS para o número 40199, com o CEP da área de interesse.

No aplicativo WhatsApp é possível cadastrar o número 61 2034-4611 e enviar um “oi” para o robô de alertas, que automaticamente repassará os passos da tela para cadastrar as áreas de interesse ou pesquisar os alertas já vigentes.






Fonte: Agência Brasil