Mega-Sena acumula; próximo prêmio é estimado em R$ 32 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas do Concurso 2.660 da Mega-Sena, sorteadas na noite de sábado (25), em São Paulo.

Os números sorteados foram 06, 12, 13, 20, 38 e 60. A quina teve 57 acertadores e cada um receberá prêmio de R$ 49 mil. Os 4.376 apostadores que acertaram a quadra receberão R$ 920,86, cada um.

A Caixa estima em R$ 32 milhões o prêmio para o próximo concurso da Mega-Sena, que será sorteado na próxima terça-feira (28).




Fonte: Agência Brasil

Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza


Um dos principais atores do conflito no Oriente Médio é o Hamas, grupo que liderou o ataque contra Israel no dia 7 de outubro, sendo considerado uma organização terrorista por países como Estados Unidos, Reino Unido, Japão e nações europeias. Para entender a guerra atual na Palestina, é preciso conhecer as origens e história dessa organização. 

O Hamas, palavra que significa “Movimento de Resistência Islâmica”, foi fundado em 1987 após o início da primeira Intifada, que foi uma ampla revolta palestina contra a ocupação israelense em seus territórios. O grupo foi criado a partir da Irmandade Mulçumana que, até então, fazia um trabalho de assistência social na Palestina.

Ao contrário do Fatah, partido que ainda hoje administra parte da Cisjordânia, o Hamas não aceitou desistir da luta armada e se opôs aos acordos de Oslo, que levaram a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) a depor as armas e negociar com Israel.

A partir dos anos 2000, Hamas passou a disputar eleições e, em 2006, conquistou a maioria no legislativo (76 das 132 cadeiras), em um pleito considerado limpo por observadores internacionais. Porém, Israel, Estados Unidos e potências europeias não aceitaram o resultado e a disputa entre Fatah e Hamas separou o território palestino, com Fatah controlando parte da Cisjordânia e Hamas ficando com toda Faixa de Gaza. Desde então, Gaza vive um bloqueio imposto por Israel, que monitora a entrada e saída de pessoas e mercadorias.

Para entender melhor a história desse grupo islâmico, a Agência Brasil entrevistou dois especialistas no assunto. O primeiro foi o professor de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo José Arbex Junior, que é escritor e doutor em História pela USP. Autor do livro Terror e Esperança na Palestina, ele foi correspondente internacional da Folha de São Paulo em Moscou e Nova York.

A segunda foi com a professora de pós-graduação em Relações Internacionais da PUC de Minas Gerais Rashmi Singh. De origem indiana, ela estuda a questão árabe-israelense há mais de 20 anos e escreveu o livro O Hamas e o terrorismo suicida: abordagens multicausais e multiníveis.

Agência Brasil: O que determinou a origem do Hamas?

José Arbex: Ele surge, na sua versão original, como um braço da Irmandade Mulçumana na palestina, organização que tem como principal objetivo a assistência social, filantrópica e educativa para atenuar as misérias causadas pela pobreza. Com a 1ª intifada, o Hamas foi criado com objetivo de lutar militarmente contra Israel.

Eles entenderam, a partir da 1ª intifada, que não havia mais como negociar, uma vez que Israel exercia força bruta, incluindo assassinatos contra adolescentes e crianças. Isso distanciou o Hamas da OLP, que assumiu o caminho do diálogo, abandonando a luta armada.

24/10/2023, Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas, durante entrevista a TV Assembleia MG. Foto: Frame/TV Assembleia MG

Rashmi Singh, professora de relações internacionais da PUC Minas, durante entrevista a TV Assembleia MG. Frame/TV Assembleia MG

Rashmi Singh: O Hamas foi criado a partir da Irmandade Mulçumana, organização que estava presente na Faixa de Gaza desde 1945. O grupo foi criado para ter uma participação mais ativa na resistência contra a ocupação de Israel com a 1ª intifada.

Com a 1ª intifada, a Irmandade quis participar para ficar relevante no ambiente político palestino. Como eles tinham medo da resposta de Israel, criaram o Hamas.

A diferença do Hamas para os outros partidos palestinos foi o uso do islamismo no discurso para ganhar a nação palestina. Já haviam partidos antigos usando narrativas de nacionalismo palestino e defendendo a luta armada. O que mudou com Hamas foi a ligação do partido com o Islã.

Agência Brasil: Quando o Hamas começou a usar violência contra alvos civis?

José Arbex: Num dado momento, surge dentro do Hamas a disposição de promover ataques a bombas contra civis, mas essa não foi a única forma de luta do grupo. O Hamas também apoiou várias tentativas de luta civil em que a população fazia marchas pacíficas até a fronteira. Em resposta, Israel mandava atirar matando e mutilando centenas de civis. Isso demonstrava que não havia como negociar pacificamente com Israel.

Sempre teve gente muito radical e gente mais disposta ao diálogo no Hamas. Até hoje é assim. O que aconteceu é que o atentado em Hebron foi tão brutal que despertou ainda mais os setores mais radicais do Hamas [Em 1994, um colono israelense abriu fogo contra palestinos que rezavam em uma mesquita, matando 29 pessoas]. Quando o colono faz isso e não é punido, isso desperta os setores mais radicais do Hamas.

Rashmi Singh: É difícil falar o momento que eles começaram a usar terrorismo. Hamas tinha uma narrativa violenta desde o início da 1ª intifada, mas não era só o Hamas. O próprio Fatah e outros partidos também tinham essa narrativa violenta. Inicialmente, a violência do Hamas era contra alvos militares até porque os tanques invadiram as cidades palestinas na 1ª intifada, não tinha como não ser contra militares.

Mas quando começou o acordo de Oslo eles percebem que, para continuar a ter relevância, tinham que manter a posição revolucionária e, para isso, precisavam usar violência, fazendo isso contra os colonos e militares israelenses.

Hamas tem objetivos estratégicos para usar o terrorismo. O primeiro objetivo é sempre a sobrevivência. Eles usam violência para sobreviver em um ambiente político que não têm mesmo nível dos outros partidos. O segundo objetivo é para ficar relevante. Outro motivo é a vingança.

É muito difícil explicar como a ocupação israelense é pesada, como é difícil o dia a dia dos palestinos. É difícil falar com palavras, tem que ir lá ver a ocupação. Nesse cenário, um dos objetivos da violência é a vingança. Muitos voluntários do Hamas perderam famílias, casas, e tiveram irmãs estupradas. A violência do Hamas é uma vingança contra a violência da ocupação.

Agência Brasil: Qual o atual objetivo do Hamas? Há espaço para negociação?

Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza. Jornalista José Arbex. Foto: Flickr/Damião A. Francisco

Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza. Jornalista José Arbex. Flickr/Damião A. Francisco

José Arbex: A primeira carta de princípios do Hamas, de 1987, dizia que o objetivo era acabar com Israel e com os judeus, declarações que poderiam ser classificadas como antissemitas. Mas, em 2017, elas adotaram outra carta e substituem a palavra judeu, se colocando contra apenas os sionistas. Além disso, proclamam a intenção de criar um Estado islâmico, regido pelas leis islâmicas, mas onde seriam assegurados os direitos e a plena cidadania a islâmicos, cristãos e judeus.

Ao contrário do que dizem, o Hamas quis, ao longos dos anos, entrar num processo de negociação. Quem não quer é israel. A própria OLP, por exemplo, era chamada de terrorista antes do acordo de Oslo e isso não impediu Israel de negociar.

Rashmi Singh: Hamas sempre mostrou capacidade para negociação. Temos que separar o que é narrativa e o que é comportamento. Apesar de sempre ter existido essa narrativa de não aceitar Israel, na prática eles sempre mostraram capacidade de diálogo, diferente da Jihad Islâmica, que é bem mais radical e não tem capacidade de negociar.

Foram muitas vezes que eles sugeriram parar de usar violência, desde que Israel aceitasse determinadas condições, mas essas condições nunca foram aceitas, como o retorno dos palestinos para suas terras. Temos que entender que Israel não aceita a solução dos dois estados.

Nós perdemos a oportunidade de moderar o Hamas quando ele ganhou as eleições em 2006 e o resultado foi rejeitado. Foi um grave erro nessa época.

Agência Brasil: O que aconteceu depois da vitória do Hamas em 2006?

José Arbex: Aconteceu que Israel e os EUA não reconheceram as eleições, considerada limpa por observadores internacionais. Como não aceitaram o resultado, iniciou-se uma disputa que deu ao Hamas o controle da Faixa de Gaza, com a Cisjordânia ficando com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) [entidade que administra parte da Cisjordânia e, até 2006, administrava Gaza].

Mas essa foi uma crise provocada por Israel e Estados Unidos. Afinal, Benjamin Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] achava bom o crescimento do Hamas porque isso dividia os palestinos.

Por isso, Israel fechou os olhos para o fato de o Hamas receber verbas e dinheiro do Catar e de outras fontes sunitas. Durante todo esse período, Israel permitiu que Hamas recebesse fundos, mantendo a política terrível chamada de ceifadeira. Essa política deixava o Hamas crescer e se armar. Depois de crescer um pouco, Israel vai lá e dá uma “podada” na grama. Isso explica os ataques à Gaza de tempos em tempos.

Rashmi Singh: O Hamas ganhou em uma situação de guerra e de muita violência. Havia também muita corrupção na Autoridade Nacional Palestina. O sentimento da população, depois de dez anos de Oslo, era de que a ANP não tinha capacidade de garantir a paz ou os dois estados.

Porém, Israel, Estados Unidos e União Europeia não aceitaram o resultado da eleição democrática. Esses países começaram a apoiar a ANP para dividir o movimento palestino. Mahmoud Abbas, que perdeu as eleições, viu a chance de continuar no poder e também não aceitou a vitória do Hamas.




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: Grande Otelo, Maria Callas e Nilton Santos são destaques


A semana entre os dias 26 de novembro e 2 de dezembro está repleta de datas que nos ajudam a reverenciar a memória de figuras marcantes no mundo. Hoje, 26 de novembro, a morte de um ícone da dramaturgia brasileira completa 30 anos. Sebastião Bernardes de Souza Prata, ou simplesmente Grande Otelo, teve a sua história contada em uma edição do Caminhos da Reportagem em 2015. Ele também foi lembrado na programação da TV Brasil em 2013:

Outra figura que tem uma data marcante na semana é a do ex-jogador Nilton Santos. Amanhã, 27 de novembro, completam-se 10 anos da morte dele. Considerado como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos e bicampeão mundial pela Seleção Brasileira, ele (que dá nome a um estádio no Rio de Janeiro) teve a história contada em uma edição do Repórter Brasil em 2015.

No dia 29, o ator paulista Francisco Cuoco, um dos maiores da história da televisão brasileira, completa 90 anos. No dia seguinte (30), a morte do físico austríaco Christian Doppler, famoso por descobrir o efeito Doppler (que descreve o deslocamento de frequência de ondas), completa 200 anos.

Para fechar a semana no quesito “figuras marcantes”, no dia 2 de dezembro é celebrado pelo centenário de nascimento da cantora lírica estadunidense Maria Callas. Os 100 anos de Maria Callas têm sido comemorados, aliás, desde o início do ano em especiais da Rádio MEC. Um deles é o Ópera Completa de março deste ano.

Datas marcantes e comemorativas

O dia 29 de novembro é o Dia Internacional de Solidariedade para com o Povo Palestino (data que relembra a resolução Nº 181 de 29 de novembro de 1947, que tratou da partilha da Palestina e levou à criação do Estado de Israel).

Outra data marcante da semana é o Dia Mundial de Combate à Aids – destaque da imagem da capa – uma comemoração internacional com o apoio da OMS, em 2 de dezembro. A data, celebrada com iluminação vermelha em diversos monumentos no mundo, foi tema de uma edição do Ciência é Tudo em 2020.

O dia 2 também tem o Dia Internacional da Abolição da Escravatura e o Dia Nacional do Samba. O gênero musical genuinamente brasileiro já foi destaque em diversas reportagens do Repórter Brasil como esta do ano passado.

Por fim, mas não menos importante, temos os 16 anos da primeira transmissão da TV Brasil. Criado junto com a EBC, a emissora estreou ao meio-dia de um domingo e o vídeo pode ser visto abaixo.

Confira a lista semanal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:




Fonte: Agência Brasil

Projeto da Defensoria Pública leva cidadania para quilombos do Rio


Dois quilombos de Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, receberam neste sábado (25) a visita do projeto Defensoria em Ação nos Quilombos, da Defensoria Pública estadual. Cerca de 100 pessoas receberam assistência jurídica sobre questões como pensão alimentícia, regularização de guardas dos filhos, divórcio, investigação de paternidade, além de emitirem documentos.

A iniciativa faz parte de atividades promovidas pela Defensoria para marcar o mês da Consciência Negra. O atendimento foi no quilombo urbano de Custodópolis. Também foram atendidos moradores do quilombo ABC, que fica em uma região rural.

Representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) prestaram orientação sobre regularização fundiária.

Para o presidente do quilombo de Custodópolis,  Rodrigo Conceição Amaro, ações voltadas para as comunidades remanescentes são necessárias para a efetivação dos direitos de seus integrantes.

“São importantes para o fortalecimento das nossas lutas, para entendermos que não estamos sozinhos.”

A quilombola Sheila Cristina foi uma das pessoas que procuraram os serviços jurídicos. Ela pretende ingressar com uma ação de usucapião do terreno que ocupa há 17 anos.

“Comprei em 2001 e vivo lá desde 2006. A dona que me vendeu, até hoje, não fez a regularização. É importante resolver logo essa situação.”

A defensora pública Isabela Monteiro Menezes contou que a atuação nos territórios procura desburocratizar e democratizar o acesso à Justiça. “As comunidades quilombolas são muito invisibilizadas e sofrem preconceitos.”

Patrimônios culturais

Na última segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) indicou que reconhecerá os territórios, elementos naturais, moradias e ritos tradicionais de quilombos como patrimônios culturais do país. Uma portaria determina requisitos e regras para o tombamento desses locais.

Censo

De acordo com o Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 1,32 milhão de quilombolas, correspondendo 0,65% da população. São 1.696 municípios com população quilombola. A maioria vive em estados do Nordeste. Apenas 12% dos quilombolas moravam em territórios oficialmente reconhecidos.




Fonte: Agência Brasil

Artistas negros organizam mostra que discute periferia e racismo em SP


A negritude, a autoestima da juventude periférica, o racismo e a violência são alguns temas abordados pelas obras da exposição Chora Agora, aberta neste sábado (25) no Complexo Cultural Funarte, no centro de São Paulo. A mostra foi organizada pelo coletivo Vilanismo, formado por 12 artistas negros, a partir da proposta de discutir o lugar dos homens pretos na sociedade brasileira.

“A gente era sempre visto como vilão, assim como a gente é andando na rua. A ideia é pensar porque somos vistos como homens assustadores”, explica um dos integrantes do grupo, Renan Teles, em relação aos estereótipos construídos em relação aos homens negros. “Por isso já se emprega a violência sobre nós antes que a gente faça qualquer coisa”, acrescenta ao falar das consequências dessa construção social.

Há seis meses, o grupo ocupa duas salas na sede da Fundação Nacional de Artes (Funarte) no bairro da Santa Cecília. Renan explica que o espaço era usado como depósito e também acumulava entulho. Ao mesmo tempo, os artistas buscavam um local onde pudessem ter um ateliê e realizar reuniões. A localização central facilita o acesso aos integrantes, residentes nas diferentes extremidades da cidade.

Fraternidade

Ao encontrarem o espaço ocioso na entidade cultural, vinculada ao Ministério da Cultura, os artistas propuseram a ocupação, limparam e reformaram o local. “Quase tudo que a gente conseguiu até hoje foi na base do mutirão, uma tecnologia ancestral indígena”, destaca o fotógrafo Rodrigo Zaim, que também faz parte do grupo, que ele prefere descrever como fraternidade.

Para além da produção artística, o coletivo se propõe a ser uma rede de apoio, com discussões sobre masculinidade e até um fundo de reserva financeira comum, que pode ser acessado por qualquer um que passe por momentos difíceis. “Eu mesmo já precisei desse apoio em algum momento. Um dia que eu puder eu devolvo o dinheiro para o banco”, diz Teles ao exemplificar como funciona o caixa coletivo.

São Paulo (SP) 25/11/2023 Artistas negros organizam mostra que discute periferia e racismo em SP. Fotos Daniel Mello

Exposição Chora Agora foi aberta neste sábado no Complexo Cultural Funarte – Fotos Daniel Mello

A própria exposição é um passo mais ousado do que simplesmente expor a produção dos membros do grupo. A partir das discussões foi pensada uma curadoria para convidar outros artistas a ocuparem o espaço criado pelo grupo e batizado de Covil.

“É a nossa primeira curadoria, abrindo para pesquisa, visitando ateliês de artistas, mesmo uma artista se morasse em longe”, detalha Teles a respeito da construção da mostra.

Fotografia e pintura

São 23 trabalhos com diferentes técnicas de 18 artistas. Em Casa Verde, Teles parte de uma fotografia montada em uma moldura de grades de ferro, típicas de portões residenciais, para retratar uma senhora que observa uma casa, em uma cena cotidiana da periferia.

As pinturas sobre tecido de Guto Oca mostram um rosto negro com os dizeres “sereno” e “tranquilo”, para discutir a necessidade de homens negros de conterem as próprias emoções.

A fotógrafa Daisy Serena traz o rosto de mãe Bernadete, líder quilombola assassinada na Bahia, como a carta de tarô que remete à justiça.

São Paulo (SP) 25/11/2023 Artistas negros organizam mostra que discute periferia e racismo em SP. Fotos Daniel Mello

Exposição Chora Agora reúne 23 trabalhos de 18 artistas – Fotos Daniel Mello

Já Andrea Lalli relembra as histórias de sua família ribeirinha, nos peixes bordados e pintados sobre peças de tecido.

Ri depois

O espaço de trabalho dentro do centro cultural tem permitido ainda que o grupo estabeleça trocas com pesquisadores e artistas, inclusive de outros países. “Aqui no Covil, estando tão bem localizado no centro, a gente tem recebido pessoas quase todos os dias. Muitos pesquisadores africanos já vieram, de Burkina Faso, de Angola, do Senegal, do Marrocos. E temos recebido professores e curadores também já dos Estados Unidos”, comemora Teles.

O título da exposição, que vai até 12 fevereiro de 2024, faz referência a um verso do grupo de rap Racionais MC’s, além de expor um desejo do coletivo. “Chora agora, ri depois é algo que tem muito a ver com o que a gente está fazendo, que é: agora a gente luta, a gente trabalha sonhando com um futuro em que a gente possa ter um terreno, [conquistar] o próprio espaço.”




Fonte: Agência Brasil

Comitiva federal visita áreas afetadas pelas chuvas em Santa Catarina


Representantes do primeiro escalão do governo federal retornaram neste sábado (25) a Santa Catarina, onde visitam localidades afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dois meses. Segundo o governo estadual, desde o começo de outubro, 180 cidades catarinenses decretaram situação de emergência ou de calamidade pública devido às consequências de fenômenos climáticos.

Coordenada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a comitiva federal também conta com a presença do secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

Pouco antes de a comitiva chegar a Navegantes, no litoral norte catarinense, o ministro divulgou um vídeo nas redes sociais em que afirma que a ida ao estado foi “recomendada” pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e visa reforçar as ações de ajuda humanitária e reconstrução da infraestrutura que os governos federal e estadual vêm implementando, conjuntamente.

Além de Navegantes, a comitiva federal também esteve em Trombudo Central, no Alto Vale do Itajaí, uma das regiões mais castigadas pelas consequências dos recentes fenômenos climáticos. Na segunda parada, os representantes federais se encontraram com o governador Jorginho Mello, que afirmou que esta é uma “das piores cheias que Santa Catarina já passou”.

“Neste primeiro momento, nosso foco é garantir o essencial: água, comida, colchões e materiais de higiene e limpeza. Depois, vamos tratar da reconstrução”, escreveu Mello em sua página na rede social X (antigo Twitter).

Esta é a segunda vez desde o início de outubro que Góes visita Santa Catarina na companhia de integrantes do governo federal. Em 11 de outubro, Góes e os membros da força-tarefa federal visitaram algumas das cidades atingidas pelas fortes chuvas do começo do mês passado. Na ocasião, Góes anunciou o repasse de mais de R$ 1,2 milhão ao governo catarinense, entre outras medidas.

Na última terça-feira (21), Góes se reuniu, em Brasília, com deputados e senadores que integram o Fórum Parlamentar Catarinense e que, além de orientações, pediram pressa por parte do governo federal no reconhecimento das situações de emergência e na liberação de recursos federais para as ações de prevenção e atendimento à população afetada pelas consequências dos fenômenos climáticos. No início desta semana, o governo catarinense chegou a contabilizar 5.858 pessoas desabrigadas, ou seja, que, sem ter mais para onde ir, tiveram que buscar um abrigo público ou de alguma instituição assistencial.

“É preciso deixar claro que a velocidade depende muito também dos municípios [prefeituras], pois não tem como liberarmos recurso ou decretarmos situação de emergência ou estado de calamidade pública sem que cada prefeitura ou governo estadual siga todos os trâmites necessários”, completou o ministro.

Ele lembrou que, no fim de outubro, o governo federal publicou a Medida Provisória (MP) 1.191/2023, abrindo crédito extraordinário de R$ 259 milhões para o ministério transferir a municípios de todo o país recursos para investirem em projetos de proteção e defesa civil e despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de calamidades públicas. Embora já esteja em vigor, a medida precisa ser analisada pelo Congresso Nacional, que tem 60 dias para rejeitar ou aprovar a proposta e a continuidade dos gastos.




Fonte: Agência Brasil

Três em cada 4 mulheres já sofreram violência no deslocamento


Passaram por violência em deslocamentos nas cidades 74% das mulheres brasileiras, segundo a pesquisa Percepções e Experiências das Mulheres quando se Deslocam pelas Cidades. O estudo foi realizado pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, em parceria com a Uber.

As situações de violência mais vivenciadas são as cantadas e os olhares insistentes, relatadas por 60% das mulheres. O sequestro-relâmpago foi mencionado por 32%, a importunação sexual por 27%, a discriminação por 17% e o racismo por 14%. Passaram por agressão física 12%, e estupro, 7%.

Os deslocamentos a pé têm a maior incidência de violência, de acordo com a pesquisa. Relataram estar se deslocando dessa forma 55% das que sofreram sequestro-relâmpago, 56% das que sofreram racismo e 50% das que foram estupradas. Nos ônibus, 56% disseram que se deslocavam dessa forma quando passaram por importunação sexual e 28% quando foram sequestradas. No caso dos estupros, 33% das mulheres sofreram esse tipo de situação ao se mover de carro particular.

Medidas de segurança

Para evitar a violência, 94% das mulheres disseram que evitam passar por locais escuros, 89% tentam não sair à noite e 86% pedem para ser esperadas em casa ou que aguardem notícias ao chegar ao destino.

O medo ao se deslocar é citado por 97% das mulheres, que temem que situações de violência aconteçam ou se repitam. Mesmo assim, a maioria (55%) das mulheres sai de casa ao menos cinco vezes por semana, sendo que 34% vão às ruas todos os dias.

A maior parte das mulheres (59%) faz deslocamentos à noite e 8%, na madrugada, ainda que a manhã seja o período do dia com mais saídas (87%).

A segurança é a maior preocupação das mulheres ao se moverem nas cidades, citado por 88%, à frente do tempo (77%) e custo (72%).

Para elaboração da pesquisa, foram ouvidas 1,6 mil mulheres, maiores de 18 anos, em todo o país. As entrevistas foram realizadas nos meses de setembro e outubro de 2023.




Fonte: Agência Brasil

Escritor Fernando Morais assume agência internacional de notícias


Consagrado na arte da biografia, o jornalista brasileiro Fernando Morais passa a escrever uma nova história na carreira. Ele assumiu, neste mês, a Inter Press Service (IPS), uma agência internacional de notícias com 59 anos de serviços, com escritórios e correspondentes nos cinco continentes. Ele foi eleito por unanimidade pela equipe de 13 diretores do veículo para um mandato de 3 anos.

Trata-se de uma agência de notícias que tem por meta levar informação sobre grupos marginalizados ao mundo inteiro. A nova tarefa acontece enquanto ele também chega na reta final da produção do segundo volume da biografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista à Agência Brasil, Fernando Morais considera a nova missão como um “desafio gigantesco” em uma agência de quase 60 anos de existência. “Uma agência que tem uma capilaridade no mundo inteiro e que nasceu na época do auge da Guerra Fria, no momento em que surgia também o movimento de países não alinhados, nações que mantinham uma distância dos Estados Unidos e União Soviética”.

A IPS tem sede em Roma e deve ser transferida para Madri. Segundo o jornalista Carlos Tibúrcio, diretor da IPS Latino-Americana e assessor especial da Presidência, com Fernando Morais a agência terá sede também em São Paulo, a partir de abril de 2024.

Fernando Morais relembrou que a relação dele com a agência era antiga, como cliente. “Em algum dos veículos em que eu trabalhei, se utilizava material da IPS. É uma tarefa de tamanho gigante. Mas estou muito animado e disposto”.

Morais destaca que a agência tem uma característica híbrida porque traz conteúdos de diferentes gêneros, incluindo materiais sobre problemas de países, principalmente pobres, da região do Sul Global.

Meio ambiente

Ele entende que a IPS considera uma das suas principais prioridades a relação com reportagens, ensaios e reflexões sobre a defesa do meio ambiente. “Na agência, é possível encontrar uma preocupação com a defesa do meio ambiente”.

Morais disse que a IPS tem um compromisso já histórico com temas aprofundados sem perder o olhar sobre os fatos cotidianos. “[É necessário] até para atrair mais leitores, criar vínculo diário ou semanal com os seus leitores e, ao mesmo tempo, com os clientes da IPS, que são veículos espalhados por todo o planeta”.

Desinformação

Fernando Morais avalia que a onda de desinformação pela qual o mundo passa no século 21 sempre existiu. Para ele, no entanto, a disseminação de mentiras pela internet tornou a prática devastadora. “Se houver condições materiais para multiplicar mentiras para milhões de leitoras, de espectadores, de internautas, transforma-se a mentira na verdade”.

Morais lembra que as eleições dos Estados Unidos que elegeram Donald Trump presidente entre 2017-2021, fizeram com que ele ficasse escandalizado. “A disseminação das mentiras era infinitamente maior do que a do desmentido. Então, eu vi coisas horrorosas, acusações de que Hillary Clinton [a adversária nas eleições] era acusada de crimes não cometidos”. Da mesma forma, ele considera que tenha ocorrido o mesmo no Brasil.

O jornalista ressalta que a internet possibilita uma comunicação personalizada. O lado ruim, segundo ele, é que a desinfomação pode dar um tiro certeiro com as mesmas ferramentas. “A mentira pode chegar exatamente onde se está querendo. Entendo que uma agência que tenha a respeitabilidade e a credibilidade que tem a Interpress pode dar uma grande contribuição na guerra contra a desinformação e contra a manipulação da informação”.

Prêmios e biografias

Fernando Morais tem carreira premiada na imprensa brasileira, incluindo três vezes o Esso. Em 2001, recebeu o prêmio Jabuti pelo livro Corações sujos. Suas obras já chegaram a 38 países. Entre os trabalhos, A Ilha, Olga, Chatô: o Rei do Brasil e Lula, volume 1. O volume 2 sai em março, segundo o escritor.

Nesta semana, o presidente Lula cumprimentou o escritor pelo novo cargo. “Fico muito feliz em ver agora o meu amigo e biógrafo dirigindo uma agência internacional dessa relevância”, afirmou o presidente.




Fonte: Agência Brasil

Com alívio do calor, Rio fará manutenção do Sistema Guandu na 5ª feira


Depois de seguidos adiamentos causados pela onda de calor extremo que atingiu grande parte do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro, nas últimas semanas, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) confirmou que fará a manutenção do Sistema Guandu na próxima quinta-feira (30). 

A estação de tratamento de água (ETA) é responsável pelo abastecimento de mais de 10 milhões habitantes em municípios do Rio e da Baixada Fluminense, na região metropolitana. A operação de manutenção, que inclui vistoria de estruturas e equipamentos, deve se iniciar às 4h do dia 30 e durar 24 horas.

Além da ETA Guandu, passarão pela manutenção preventiva dois subsistemas de água tratada, Marapicu e Lameirão. Mais de 500 profissionais participarão da operação, incluindo engenheiros, eletricistas, mecânicos e agentes de saneamento.

Os técnicos farão inspeções e correções para reforçar a eficiência do sistema, como instalação de equipamentos, reparos gerais, ajustes eletromecânicos, revisão de peças e limpeza das estruturas que não podem ser acessadas durante a operação normal.

Procedimento no verão

A Cedae explica que o procedimento é feito perto do verão – que começa em dezembro – justamente para garantir que a ETA entre no período mais quente do ano funcionando sem intercorrências e com a capacidade total.

De acordo com a companhia, se os procedimentos preventivos fossem feitos no meio do ano, aumentaria a chance de alguma intercorrência acontecer no período de mais calor, quando seria mais crítico fazer qualquer interrupção para reparo.

Economia de água

A Cedae pede que a população economize água durante o período de manutenção, adiando tarefas não essenciais. Os municípios que terão o abastecimento afetado são o Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados.

A operação do sistema será retomada de forma gradativa logo após a conclusão da manutenção.




Fonte: Agência Brasil

Sebrae/Rio promove Encontro de Afroempreendedorismo


Com foco no empreendedorismo no segmento afro-brasileiro, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae Rio) promove o evento Aquilombar, neste sábado (25) e no domingo (26), das 10h às 18h, na Praça Mauá, região central da capital do estado.

No mês dedicado ao movimento negro, com homenagens ao Dia da Consciência Negra, a Praça Mauá foi escolhida por ser um território marcado pela herança africana. O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo link.

Um levantamento feito pelo Sebrae Rio, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no primeiro trimestre de 2023, revela que 51,5% dos empreendedores do estado do Rio são negros; no total, 75% dos negros possuem negócios na informalidade.

Além disso, no Brasil, o rendimento médio dos negros donos de negócios é 32% inferior ao de empreendedores brancos. Segundo dados da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, os negros movimentam mais de R$ 1,7 trilhão por ano no Brasil.

Diversidade

O diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio, Sergio Malta, disse que “o Sebrae acredita que só com apoio à diversidade teremos uma economia mais criativa e inovadora. O evento Aquilombar tem o intuito de divulgar a cultura afro, através de seus produtos, comidas e serviços, além do desenvolvimento dos empreendedores, oferecendo oficinas e palestras”.

A programação do Aquilombar também inclui rodas de conversa e atrações musicais. Haverá uma feira com produtos de moda, beleza e artesanato, além de gastronomia típica de afroempreendedores. No espaço interativo haverá barbeiro e trancista. Entre as atrações culturais estão o Baile Charme do Viaduto de Madureira, o Jongo Caxambú do Salgueiro e a roda de samba Só Damas.

O público poderá participar de oficinas sobre como fazer bom uso das mídias digitais, como aumentar as vendas, como se tornar um microempreendedor individual (MEI) e como ter acesso ao crédito.




Fonte: Agência Brasil