Do churrasquinho à coxinha: festival mostra diferentes sabores da Maré


Nas ruas e becos estreitos da Maré, o calor parece multiplicar. Enquanto uns improvisam chuveirões e piscinas coletivas, o cearense Jorge passa o dia colado em uma churrasqueira. E não tem sensação térmica de 60°C que desmanche o sorriso no rosto. O sufoco é recompensado pelos elogios constantes dos clientes que se encantam com os 15 tipos de espetinhos que ele prepara. Carne, frango, porco, pão de alho, queijo coalho. O cardápio é variado. 

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2023 - Antônio Jorge Pereira, dono do Churrasquinho do Jorge, que concorre no

Antônio Jorge Pereira, dono do Churrasquinho do Jorge, pretende abrir franquia do negócio- Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Estou há 18 anos aqui nesse mesmo ponto. Sem parar. E nunca esperei chegar no lugar que eu estou hoje. Eu não tinha nem um banquinho para sentar. E agora pretendo abrir uma outra franquia o mais rápido possível. Esse é um caminho bom para a gente crescer. Se você chegar aqui e perguntar sobre o churrasco do Jorge, todo mundo vai saber onde fica”, garante.

Essa alegria tem um ingrediente extra. É que ele está concorrendo na categoria “Melhor comida de rua” do Comida de Favela, um festival gastronômico organizado pela ONG Redes da Maré nas 16 favelas que compõem o bairro na Zona Norte do Rio de Janeiro. A outra categoria é a de “Melhor comida de bar, restaurante ou pensão”. Entre maio e junho desse ano, foram 110 estabelecimentos inscritos. Um comitê curador escolheu 17 deles para participar oficialmente do evento.

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2023 -Churrasquinho do Jorge, estabelecimento que concorre no

Churrasquinho do Jorge  concorre na categoria Comida de Rua do festival Comida de Favela – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Até o dia 2 de dezembro, o público pode conhecer os participantes, provar o prato principal de cada um deles e indicar o preferido. Os votos vão ser somados aos de jurados especializados. Os três primeiros de cada categoria vão receber prêmios em dinheiro entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. Mas todos ganham de alguma forma: eles recebem consultoria profissional para aperfeiçoar o empreendimento, orientações sobre normas de conservação dos alimentos e atendimento ao público.

A primeira edição da feira foi em 2015. A segunda está ocorrendo só agora por falta de parcerias privadas e de apoio do poder público. A coordenadora do festival, Mariana Aleixo, diz esperar que o potencial econômico e social da Maré tenha maior reconhecimento.

“Somos negligenciados. Se pensarmos que a Maré tem 140 mil habitantes e 3.182 empreendimentos comerciais, a gente tem um poder econômico dentro desse território que existe a partir dos moradores. É uma economia local que precisa ser valorizada, não apenas no sentido de observar que ela existe, mas de receber políticas públicas, recursos e financiamentos. Porque isso gera economia para toda a cidade”.

Para conseguir o prêmio, os espetinhos do Jorge vão ter que superar concorrentes fortes como as empadas feitas por Filipe e Vera Lúcia. O casal começou o negócio há quase 3 anos vendendo salgados na porta de casa e nas ruas da favela Nova Holanda. As vendas cresceram, eles compraram uma carrocinha e hoje têm uma loja fixa, a Ki Empada Boa. O sabor de frango com cream cheese foi o escolhido para participar da competição.

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2023 - Felipe Mariano Santos, um dos donos do Ki Empada Boa, que concorre no

Felipe Mariano Santos diz que o festival é uma oportunidade até para os estabelecimentos que não puderam participar – Tânia Rêgo/Agência Brasil

“O festival acaba sendo uma ótima oportunidade para a gente e até para os outros estabelecimentos que não puderam participar. Mais pessoas ficam interessadas e passam a frequentar a Maré. E ajuda a mudar aquele olhar de preconceito sobre a favela. A gente tem muito a oferecer e esse evento nos permite mostrar isso”, diz Filipe Mariano.

Se existe um lado competitivo do festival, também não falta uma rede de apoio. Dos organizadores, Felipe e Vera Lúcia receberam uma ajuda providencial para administrar as redes sociais e o marketing do negócio. E da comunidade, vem novas ideias que animam a pensar em passos maiores no futuro.

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2023 - Empada do Ki Empada Boa,  que concorre no

Empada do Ki Empada Boa também concorre no festival- Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Já teve recheio aqui que a gente colocou porque as pessoas sugeriram e deram dicas. A gente acredita que possa expandir o negócio até para fora mais para a frente. É a nossa meta, mas tudo aos poucos. Antes, vamos incrementando os sabores. Tem um bacalhau que estou planejando há uns meses”, projeta Filipe.

Gigante do Parque União

O Comida de Favela abrange negócios menores como os vistos acima, mas também tem entre os participantes aqueles que viram as vendas multiplicarem e se tornaram grandes empreendimentos. Logo na entrada da favela Parque União, um prédio verde se destaca pelo tamanho das demais casas. O Bar e Choperia Esperança tem quase 150 funcionários. Mais de 90% deles mora na Maré. E recebe, em média, 1,2 mil clientes por dia.

Para escolher o prato que representaria o estabelecimento no festival, eles fizeram um concurso interno com funcionários. E a vencedora foi a Coxinha Arretada. O salgado e os ingredientes não foram escolhidos à toa. Além do sabor, pesou o quanto o salgado seria representativo do encontro de culturas e tradições brasileiras.

“O nosso restaurante é nordestino. Carne seca e o nosso jerimum, ou abóbora, são bem característicos do Nordeste. E a coxinha é um salgado que você encontra em todas as comunidades. Então, a gente fez essa junção e ficou bem bacana. O retorno tem sido muito positivo”, diz Marcos Salles, gerente geral do Bar Esperança.

A presença nordestina no Comida de Favela é algo a ser destacado e reforça a herança trazida por migrantes que ajudaram a construir não só a Maré, mas a cidade do Rio de Janeiro. Alguns números do festival ajudam a dar essa dimensão: dos inscritos, 46,4% tinham donos de origem do Rio de Janeiro e 30,9% do Ceará.

O atual proprietário do Bar e Choperia Esperança, Rondinele, é um desses exemplo. Ele veio de Hidrolândia, no Ceará, e trabalhou durante 13 anos no barzinho do sogro. Em 2006, herdou o negócio e conseguiu transformar no que é hoje. O que era um negócio pequeno virou um exemplo para os outros estabelecimentos que sonham em crescer, atrair mais clientes e expandir os rendimentos.

Boteco LGBTI+

A carioca Edissandra Oliveira e a paraibana Edinalva Montenegro decidiram abrir um bar há 3 anos na favela Conjunto Pinheiro. Era para ser um empreendimento como qualquer outro do tipo, mas o acolhimento e incentivo da população LGBTI+ transformaram o local em um ponto de encontro para além das comidas e bebidas. As bandeiras arco-íris distribuídas pelas paredes deixam claro que ali é um espaço de festa, diversidade e afeto.

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2023 - Edissandra Batista de Oliveira, uma das donas do Boteco Tô Chegando, estabelecimento que concorre no

Edissandra Batista de Oliveira ressalta que o Boteco Tô Chegando é local de diversidade e de afeto  – Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Aqui virou uma referência da comunidade. Até pensei que outras pessoas iriam implicar, mas todo mundo respeitou. Os clientes falam que em outros estabelecimentos não podem ficar à vontade, conversar em paz e trocar um carinho, porque todo mundo fica olhando feio. Aqui, podem ser eles mesmos. Se tiver que namorar, se beijar, estão tranquilos”, conta Edissandra.

O Boteco Tô Chegando concorre no festival com o Gurjão de Frango. Mesmo que não ganhe o prêmio, os resultados já estão aparecendo. Clientes de diferentes bairros do Rio têm ido conhecer o espaço e têm se surpreendido com o que veem.

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2023 - Detalhe do Boteco Tô Chegando, estabelecimento que concorre no

 Detalhe do Boteco Tô Chegando – Tânia Rêgo/Agência Brasil

“É bom que as pessoas percebem que a favela não é só violência. Ela tem muita coisa boa. Tem gente que vem com família, se surpreende e fica muito feliz. Porque também tem essa imagem de que por receber a população LGBT, é bagunça. E não. Aqui tem muito respeito por todos”, defende Edissandra.

Serviço

Festival Comida de Favela

Data: 03/11 a 02/12 na Maré

Preços dos pratos variam de R$ 2,50 a R$ 30,00

Roteiros guiados com monitores-moradores da Maré aos sábados e domingos, às 12h. Saídas de dois pontos: Praça do Parque União e ponto de ônibus da Vila do João.

Informações: (21) 99723-5681 ou no site.




Fonte: Agência Brasil

Prefeito do Rio é criticado por defender internação compulsória


Uma publicação nas redes sociais feita nesta terça-feira (21) pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, reacendeu o debate sobre internação compulsória. Ele defendeu a medida para usuários de drogas na cidade como forma de prevenção de crimes.

No texto, Eduardo Paes diz ter determinado que o secretário de saúde municipal Daniel Soranz prepare proposta para que possamos implantar no Rio a internação compulsória de usuários de drogas.

“Não é mais admissível que diferentes áreas de nossa cidade fiquem com pessoas nas ruas que não aceitam qualquer tipo de acolhimento e que mesmo abordadas em diferentes oportunidades pelas equipes da prefeitura e autoridades policiais, acabem cometendo crimes. Não podemos generalizar, mas as amarras impostas às autoridades públicas para combater o caos que vemos nas ruas da cidade, demanda instrumentos efetivos para se evitar que essa rotina prossiga”.

Debate

Mas quem trabalha na área de direitos humanos e saúde mental critica a fala do prefeito, por entender que ela não tem respaldo científico e legal. Lucio Costa, diretor executivo do Instituto Desiderata, que defende direitos humanos e saúde mental, condenou a declaração do prefeito.

“É uma afirmação perigosa. Primeiro, porque ela não leva em consideração uma dimensão científica sobre a internação forçada de pessoas, cuja eficácia não se respalda. E do ponto de vista legal, é uma manifestação arbitrária, porque no Brasil nenhuma pessoa é obrigada a se tratar. O acesso à saúde é um direito e não um dever do cidadão”, disse.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, endossou a declaração do prefeito e disse que a proposta é fazer uso da internação compulsória em situações de maior gravidade.

“Estamos vendo uma série de casos de pacientes que passam pelas unidades ambulatoriais, com situação clínica se agravando e indo a óbito. Tivemos notícia de um garoto de 20 anos, três meses fora de casa, que foi a óbito por overdose e dependência química. Isso é uma preocupação imensa, o número de óbitos desses casos vem aumentando muito no município do Rio de Janeiro”, disse.

“Existe um histórico do paciente, então essa medida é para o caso em que já se tentou diversas vezes que ele se recupere, mas infelizmente se percebe que o estado dele se agravou profundamente e não tem nenhuma condição de responder por si naquele momento”, acrescentou.

Soranz argumenta que a medida também permitiria uma maior igualdade no acesso aos recursos públicos de saúde.

“As famílias que têm mais dinheiro, mais recursos, conseguem internar familiares em situações graves e críticas, e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio também precisa oferecer esse serviço para as pessoas mais pobres. É a possibilidade de que um paciente mais pobre tenha acesso ao serviço de socorro em situações de exceção que precisam de fato serem realizadas”.

Além de ser contra esse tipo de internação, o diretor executivo do Instituto Desiderata diz que ela não dá conta de um problema que deveria envolver diferentes recursos públicos para além da saúde.

“O problema das pessoas que fazem uso de drogas, principalmente aquelas que estão em via pública, passa por uma estratégia muito mais complexa do que simplesmente prender a pessoa por meio de uma internação compulsória ou forçada. Essas pessoas precisam ter acesso a moradia, cultura, trabalho e geração de renda. A saúde é uma das dimensões da vida. Não dá para um gestor público acordar pensando que achou a solução que é prender pessoas”.




Fonte: Agência Brasil

Aposta do Espírito Santo leva sozinha prêmio de R$ 50,2 mi da Mega


Uma aposta da cidade de Aracruz, no Espírito Santo, levou sozinha o prêmio de mais de R$ 50 milhões da Mega-Sena, sorteada na noite desta terça-feira (21). O ganhador vai receber R$ 50.248.574,29.

Os números sorteados do concurso 2658 foram 05-13-39-51-58-60.

Setenta e oito apostadores acertaram a quina (cinco acertos) e vão receber R$ 41.036,33 cada um. Já 4.750 apostas acertaram a quadra (quatro acertos), que vai pagar R$ 962,65.

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quinta-feira (23), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 5,00.




Fonte: Agência Brasil

Pescadores artesanais fazem ato por territórios e justiça ambiental


Um grupo de pescadores e pescadoras artesanais de 18 estados fez uma manifestação na Esplanada dos Ministérios nesta terça-feira (21), durante o 12º Grito da Pesca Artesanal, realizado anualmente pelo Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP). Na edição deste ano, o tema do evento é “Por Justiça socioambiental, soberania alimentar e pela demarcação dos territórios pesqueiros”.

Além de se pronunciarem contra projetos de lei que consideram ameaça ao seu modo de vida, os pescadores artesanais pretendem fazer pressão para acelerar a votação do Projeto de Lei 131/2020, que assegura a comunidades pesqueiras tradicionais a preferência para acessar e utilizar os recursos naturais presentes no território onde vivem. A proposta tramita na Câmara dos Deputados desde 2020.

A pescadora paraense Josana Pinto, que também é membro da coordenação nacional do MPP, lembra que a busca por direitos previdenciários e trabalhistas e denúncias relacionadas a grandes projetos que ameaçam a atividade pesqueira também estão na pauta do grupo. “A nossa luta é pela reivindicação de garantia de territórios. Queremos que nossos territórios tradicionais pesqueiros sejam regularizados a partir de uma lei”, defende.

Os pescadores também relatam preocupação com os efeitos das mudanças climáticas em várias regiões do país, que prejudicam o trabalho da categoria. “A preocupação com os eventos climáticos extremos que vêm assolando o país nos últimos anos e que têm causado fortes impactos na moradia e na soberania alimentar das comunidades pesqueiras abre espaço para reivindicações ao Estado, que incluem a necessidade de mitigação dos impactos ambientais, além de pensar formas de evitar que as comunidades passem fome diante dos despejos forçados e da estiagem”, diz a nota da entidade.

No início do mês, o governo instituiu auxílio extraordinário no valor de R$ 2.640 para pescadoras e pescadores artesanais beneficiários dos municípios da Região Norte em situação de emergência por causa de estiagem.

Sistema de Registro

Outra reclamação dos pescadores e pescadoras artesanais é relacionada ao sistema do governo para o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Recentemente, foram feitas mudanças no sistema, mas, segundo Josana, os trabalhadores continuam tendo dificuldades para fazer o cadastro.

“O sistema mudou de nome, mas não mudou a forma burocrática. Temos encontrado um sistema muito lento e muito falho, e queremos que o RGP seja de fácil acesso para atender a nossa classe”, disse, lembrando que muitos pescadores não conseguem ter acesso fácil à internet.

Conhecido como carteirinha do pescador, o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) permite ao pescador exercer sua atividade de maneira formalizada. A iniciativa também garante acesso a políticas públicas como o seguro-defeso, pago pelo governo federal durante o período de reprodução dos peixes.

O Ministério da Pesca e Aquicultura não se manifestou sobre as demandas apresentadas.




Fonte: Agência Brasil

Evento do MST chama atenção para necessidade de produção sustentável


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) faz 40 anos em 2024 e de lá para cá registrou avanços e enfrentou desafios. Uma das constatações da organização de ativismo político e social neste período foi verificar que o modelo de produção atual de alimentos está diretamente vinculado à crise global do meio ambiente. A conclusão é de Maíra Pereira Santiago, integrante da direção estadual do MST em Minas Gerais.

Rio de Janeiro (RJ), 21/11/2023 – Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Para o enfrentamento desta questão, Maíra enxerga a reforma agrária como importante ação para a democratização de terras e socialização de bens comuns e também para minimizar a crise ambiental. “De pandemias, de clima, de chuvas, de falta de alimento, com a fome, por exemplo. Esse é um avanço pra nós muito importante e entender essa crise ambiental e como a gente pode colocar a reforma agrária à disposição para conter tudo isso”, disse em entrevista à Agência Brasil.

A coordenadora participou nesta terça-feira (21) de uma roda de conversa do Barracão Contra Agrotóxicos e Transgênicos Tenda Rachel Karlson, no Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Parque do Passeio Público, centro do Rio de Janeiro.

O local é um dos oito barracões dos saberes montados no evento, que reúne cerca de 350 expositores e expositoras de povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, em 150 barracas. De hoje até quinta-feira das 8h às 18h,  serão vendidas peças de artesanato e produtos de alimentação saudável.

A participação da agricultura familiar dentro da produção agrícola do Brasil, segundo Maíra, apesar de ter registrado um crescimento ao longo da vida do MST, representou um desafio.

“Nos últimos sete, oito anos deixamos de acessar muitas políticas públicas que são direitos dos agricultores familiares, e aí fez com que o que a gente vinha conseguindo de avançar na produção de alimentos saudáveis e fazer com que esses alimentos sejam vinculados, de fato, às populações, retrocedesse. Retrocedeu tanto que hoje a gente tem 33 milhões de pessoas que não comem [no país] e outros milhões com insegurança alimentar”, pontuou.

Um avanço no período, de acordo com Maíra que também é uma das coordenadoras no país do Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, foi o aumento da conscientização de agricultores familiares na produção mais saudável.

“Na pandemia, a gente conseguiu, não só o MST, mas a agricultura familiar como um todo ter o que é crucial na existência humana que é a solidariedade. Diante de uma complexidade tão grande que a sociedade passava e a fome tão presente a gente conseguiu vincular territórios à produção de alimentos que estava sendo distribuído para comunidades urbanas periféricas das cidades. Com isso, a gente conseguiu a ampliação dessa nossa produção de alimentos saudáveis”, observou,

O Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, lançado em 2020, tem a perspectiva de plantar 100 mil árvores até 2030 em todas as áreas de assentamento e acampamento em todo Brasil.

“Queremos ampliar isso para outros territórios com a sociedade, nas cidades, nos parques para o plantio de árvores. Para isso acontecer, trabalhamos estratégias diferentes de coletas de sementes e construção de viveiros, hoje temos mais de 300 viveiros no Brasil todo que produzem mudas”.

Indígenas

A preocupação com a demarcação das terras indígenas foi o foco de Júlio Garcia Karai Xiju da etnia guarani de uma aldeia de Angra dos Reis, na costa verde do Rio. O indígena, que participa da coordenação da comissão guarani para o Sul e Sudeste, defendeu durante uma palestra no Barracão dos Povos Indígenas que a demarcação preserva a cultura dos seus ancestrais e ainda garante a produção de alimentos tradicionais dos indígenas como o aipim e o milho crioulo, uma espécie com grãos avermelhados como ocorre no seu território de 2017 hectares, que foi demarcado em 1985.

Rio de Janeiro (RJ), 21/11/2023 – Peças produzidas por indígenas à venda no Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Peças produzidas por indígenas à venda no Festival de Arte e Cultura da Agroecologia – Tomaz Silva/Agência Brasil

“Hoje em dia, para garantir o território e implantar todas as atividades culturais que temos, a nossa vida é pela demarcação dos territórios. A partir daí, da demarcação de aldeias, vamos ter a roça, saúde, preservação ambiental, vamos ter educação. Tudo isso envolve o círculo de luta pela demarcação do nosso território das comunidades indígenas”, afirmou à reportagem da Agência Brasil.

Segundo o líder indígena, das oito aldeias existentes no estado do Rio de Janeiro, apenas três estão demarcadas e o restante está em processo de discussão para a demarcação. As etnias são guarani, pataxó e guarani-kaiowá.

Produção

Um dos expositores do evento, Francisco Asturiano, 72 anos,  é agricultor e tem uma propriedade em Itaboraí, na divisa com Cachoeiras de Macacu, na região metropolitana do Rio, e faz parte de associação de produtores orgânicos. Entre outros alimentos, Francisco produz berinjela, batata-doce e mandioca.

Rio de Janeiro (RJ), 21/11/2023 – O produtor de mel, Marcus André e o agricultor Francisco Asturiano no stand da dupla, com produtos da agricultura familiar, no Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Marcus André e Francisco Asturiano no stand da dupla, com produtos da agricultura familiar – Tomaz Silva/Agência Brasil

“São plantações que se agregam uma à outra. Planto aipim, mas do lado planto milho que vai jogar nitrogênio para a planta do aipim. É consorciado. É toda uma dinâmica diferente. Não é a grande quantidade de produtos, mas é consciência de que a terra está sana e recebe aquilo que precisa para produzir da forma correta”, disse à Agência Brasil.

Para Mateus André, que divide a barraca com Francisco, o grande gargalo do pequeno produtor continua sendo o transporte. “Infelizmente não temos no Brasil uma forma de escoamento democrática. É distância, frete sempre tem esse empecilho todo. Eu faço entrega a domicílio e participo também de feiras patrocinadas pela Abio [Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro] do Circuito Carioca de Feiras, onde tenho uns pontos e escoo um pouco desses produtos”, conta

Segundo o agricultor, participar da Feira é uma forma de dar mais visibilidade aos produtos de pequenos produtores.

“É importante que a sociedade de uma maneira geral reconheça o trabalho do pequeno agricultor porque somos nós, na verdade, que produzimos o alimento são e sem agrotóxicos, sem importações, utilizando aquilo que temos aqui. Não é só orgânico, mas a característica principal que é a sustentabilidade e o respeito pela terra”.

Marcos André, que produz mel a partir de abelhas nativas sem ferrão, está satisfeito de poder apresentar o seu produto na Feira que considera muito qualificado. De acordo com ele, essas abelhas têm origem no Brasil e ao longo dos anos ajudaram a polinizar florestas do país. Ele destacou ainda a importância desta abelha em áreas reflorestadas.

“As árvores não são grandes o suficiente e não têm oco para as abelhas nativas, então o meliponicultor, quando cultiva a abelha nativa ele está oferecendo um espaço para que exista esta abelha em áreas recém florestadas”, explica.

Marcos André conta que a produção na Fazenda São Marcos ainda é pequena, mas tem avançado, e espera em breve chegar a uma quantidade maior de mel produzido no local. “Estou trabalhando com três espécies e à medida que a gente for expandindo vai aumentando o número de espécies”, comentou, completando que o valor agregado no mel dessas abelhas é maior do que de a do tipo apis .

“A abelha jataí [um tipo de nativa], por exemplo, produz de meio a um litro de mel por ano, então elas têm um valor agregado maior e também para a saúde. Elas desenvolveram vários antibactericidas. O mel e o própolis delas são antibióticos naturais. Ela tem uma produção bem menor, mas a gente cobra um valor maior por todo benefício que traz para as pessoas e para o meio ambiente”, disse.

O produtor explicou que é chamado de apicultor quem produz a partir da abelha apis, que tem origem na Europa e n África.

Isabela Santos Gonçalves Costa, da Firmeza Hub, empresa que organizou a feira, disse que o papel do evento é trazer a diversidade dos produtores para se encontrar com os consumidores de uma forma mais próxima. “Além da feira voltada à venda de produtos populares e de alimentos a gente tem os barracões dos saberes, que são espaços acadêmicos, de fala e de compartilhamento”, completou, destacando a presença de alunos de escolas públicas que visitam a feira no Parque do Passeio

Além disso, a escolha do Parque do Passeio Público, no centro do Rio, local que já teve muita representação no passado e atualmente é pouco aproveitado por moradores e visitantes da cidade, foi intencional. “Estamos fazendo um processo de revitalização de espaços públicos por meio da agroecologia e de incidência cultural. Estamos ocupando o Parque do Passeio com pessoas do Brasil inteiro, de comunidades tradicionais, quilombolas e com uma produção negra, disse.




Fonte: Agência Brasil

Calor intenso causa novo adiamento da manutenção do Sistema Guandu


A onda de calor intenso e os fortes temporais que atingiram a região metropolitana do Rio de Janeiro fizeram com que a concessionária Cedae adiasse mais uma vez a manutenção anual do Sistema Guandu. Por causa de oscilações no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões do estado, a distribuição de água foi afetada.

A Cedae, seguindo a deliberação do Conselho do Sistema de Fornecimento de Água da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), remarcou a ação prevista para esta quinta-feira (23) para o dia 30 de novembro. O serviço será realizado das 4h de quinta-feira às 4h de sexta-feira (1º), período em que a meteorologia aponta temperaturas mais amenas.

A manutenção é parte da preparação da empresa para o verão e é fundamental para que o sistema esteja pronto para a época de maior demanda.

Composto pela Estação de Tratamento de Água do Guandu e por dois subsistemas de água tratada, Marapicu e Lameirão, o sistema é responsável pelo abastecimento de mais de 10 milhões de pessoas no município do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.

O serviço vai mobilizar mais de 500 profissionais, entre engenheiros, eletricistas, mecânicos e agentes de saneamento. Os técnicos farão inspeções e correções para reforçar a eficiência do sistema, como instalação de equipamentos, reparos gerais, ajustes eletromecânicos, revisão de peças e limpeza das estruturas que não podem ser acessadas durante a operação normal.

Abastecimento

Durante o serviço, a distribuição de água vai ficar interrompida, afetando o abastecimento para os municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados. A operação do sistema será retomada de forma gradativa logo após a conclusão da manutenção.

A Cedae recomenda à população que economize água para o período, adiando tarefas não essenciais que exijam grande consumo.

A distribuição de água nas localidades atendidas é de responsabilidade das concessionárias Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento, de acordo com as respectivas áreas de atuação.




Fonte: Agência Brasil

Festa Literária de Paraty homenageia Pagu


A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa nesta quarta-feira (22) e vai até domingo (26), homenageia nesta edição a escritora, poetisa, diretora, tradutora, desenhista, cartunista e jornalista brasileira Patrícia Rehder Galvão, conhecida como Pagu.

Milena Britto, co-curadora da Flip 2023, destaca que Pagu é muito inspiradora de movimentos feministas, mas que também produziu obras muito complexas, como desenhos, poesias, crônicas, romance. “A gente acaba celebrando a figura, o mito, a imagem da Pagu e deixando de observar a obra”.

Milena ressalta que esta edição está bem feminina, com autoras negras e artistas indígenas. “A gente conseguiu trazer artistas de várias partes do Brasil, que vão complementar as falas que as mesas vão proporcionar. Vai ter muita poesia boa, publicações sobre Pagu, inclusive inéditas. A família toda tem programação cultural”, disse Milena.

A cantora Adriana Calcanhotto fará um show inédito homenageando Pagu na abertura da 21ª Flip, às 21h, no Auditório da Praça. Além das 20 mesas literárias, a programação será composta por oito performances artísticas, cada uma concebida para criar um diálogo com as discussões da 21ª edição da festa.

A programação completa da Flip está no site da feira.




Fonte: Agência Brasil

Chuvas causam morte e estragos no Rio Grande do Sul


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou hoje (21) a quinta morte em decorrência das fortes chuvas que atingem o estado. A vítima é moradora de Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre.

Segundo a Defesa Civil, a mulher de 67 anos de idade, cujo nome não foi divulgado, estava dentro de sua casa, alagada pelas chuvas dos últimos dias. Parentes a encontraram desacordada, chamaram o socorro, mas a vítima não resistiu,.

“Infelizmente, tivemos a confirmação de mais uma morte em função das chuvas no estado. Uma senhora de 67 anos foi encontrada morta dentro de uma casa alagada em Eldorado do Sul. Meus sentimentos à família”, lamentou o governador Eduardo Leite em seu perfil na rede social X (antigo Twitter).

Devido aos eventos climáticos dos últimos dias, a prefeitura de Eldorado do Sul suspendeu as aulas de 11 escolas municipais nesta terça-feira e suspendeu os atendimentos por tempo indeterminado em ao menos cinco unidades de saúde, incluindo o Pronto Atendimento Central 24h. e a Farmácia Municipal – no interior da qual a água acumulada atingiu cerca de um metro de altura, estragando medicamentos e equipamentos.

Responsável por atender famílias atingidas pelas enchentes na cidade, a Defesa Civil do município está solicitando ajuda de outras cidades para doação de telhas, colchões, alimentos não perecíveis, roupas de cama, produtos de limpeza e higiene. Todo o material arrecadado serão distribuídos entre as pessoas que a prefeitura acolheu no abrigo improvisado em um centro esportivo da cidade.

Desalojados

Segundo a Defesa Civil estadual, o número de pessoas afetadas pelas chuvas intermitentes não para de crescer em todo o estado. Um levantamento preliminar que a assessoria do órgão divulgou esta manhã indica que a quantidade de pessoas desabrigadas acolhidas em abrigos públicos ou de instituições assistenciais aumentou de 2.653 para 3.351 devido às informações que as prefeituras dos municípios atingidos repassaram nas últimas horas.

Além disso, ao menos 24.976 pessoas estão desalojadas e tiveram que buscar abrigo temporário nas residências de parentes ou amigos ou em pousadas e hotéis. O número é mais de três vezes superior do que os 7.527 desalojados informados em boletim anterior da Defesa Civil estadual. Segundo o órgão, só a prefeitura de Arroio do Meio acrescentou 7 mil pessoas à relação.

De acordo com o prefeito de Arroio do Meio, Danilo Bruxel, cerca de metade das residências da cidade está sem energia elétrica e parte da infraestrutura urbana foi afetada pelas águas da chuva ou pelo transbordamento do Rio Taquari. A Defesa Civil estima que a cheia do rio atingiu cerca de 3,9 mil moradores da cidade, forçando 600 pessoas desabrigadas a se acomodarem nas instalações improvisadas em quatro ginásios da região. Em torno de 200 casas foram totalmente destruídas ou condenadas pelas forças d´água.

Capital

O volume de água no Rio Guaíba também continua aumentando, causando preocupação para famílias ribeirinhas e para moradores de Porto Alegre, capital do estado. Segundo a prefeitura, nesta manhã o nível do rio atingiu 3,46 metros próximo ao Cais Mauá, onde a cota de inundação é de 3 metros de profundidade.

Ontem, a prefeitura já tinha iniciado o processo de fechamento das comportas do sistema de proteção contra as cheias. Hoje, o prefeito Sebastião Melo anunciou que vai decretar situação de emergência devido às enchentes. A medida, que ainda será publicada no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), visa a facilitar o processo de contratações de serviços e produtos necessários a remediar os impactos da cheia do Rio Guaíba.

Até esta manhã, ao menos 920 pessoas já tinham sido removidas de suas casas. Destas, 134 tiveram que ser acolhidas em dois abrigos provisórios providenciados pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). Um terceiro abrigo deve ser aberto em breve.

“Todos os esforços estão mobilizados para ampliar o acolhimento e oferecer infraestrutura para as pessoas. Estamos trabalhando firme para que a cidade funcione durante este desafio climático que estamos vivendo”, afirmou, em nota, o prefeito Sebastião Melo.




Fonte: Agência Brasil

Moradores do Rio fazem protestos contra falta de energia


A interrupção do fornecimento de energia em vários municípios do estado do Rio de Janeiro no último fim de semana, depois de um temporal, provocou protestos de moradores. Segundo a concessionária de energia Enel, responsável pelo abastecimento de eletricidade em 63 cidades fluminenses, o problema foi causado por ventos e descargas atmosféricas. 

De acordo com a Enel, isso provocou “danos severos” à rede em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, na noite de sábado (18). A falta de energia afetou residências nesses locais por diversas horas. Em Saquarema, na Região dos Lagos, por exemplo, foram mais de oito horas sem luz.

Em outros locais, o fornecimento de energia ainda não tinha sido restabelecido até a manhã desta terça-feira, fato que mobilizou a população afetada. Nesta terça-feira (21), manifestantes bloquearam parcialmente um trecho da BR-040, em Petrópolis, na Região Serrana. No município serrano, segundo a prefeitura, na segunda-feira (20) ainda havia 12 mil imóveis sem energia.

Na segunda-feira, moradores de São Gonçalo, na região metropolitana, já haviam feito protestos em diversos bairros da cidade, inclusive em rodovias como a RJ-104, a RJ-106 e a BR-101. A prefeitura entrou com uma ação na Justiça contra a concessionária.

Em Maricá, também houve protestos na RJ-106. Em Niterói, cidade vizinha, a Procuradoria do Município também recorreu à Justiça na segunda-feira para restabelecimento de energia nas 31 mil residências que ainda estavam sem energia.

Por meio de nota, a Enel informou que, na manhã desta terça-feira, “97% dos clientes afetados pela intensa tempestade registrada na noite de sábado (18/11) na área de concessão da empresa tiveram o serviço normalizado”.

Em Niterói e São Gonçalo, cidades mais atingidas de acordo com a concessionária, houve um reforço de equipes para tentar acelerar a normalização do fornecimento nos imóveis restantes.

“A Enel esclarece que os atendimentos em curso no dia de hoje são localizados e muitas vezes complexos, porque demandam a reconstrução da rede, exigindo horas de serviço em cada local. Como as emergências em atendimento nesta manhã estão espalhadas em diferentes pontos específicos, o restabelecimento do serviço ocorre de forma gradativa, apesar de todo o adicional de técnicos atuando nas ruas”, diz a nota.

Light

A concessionária Light, que abastece a capital e outros mais de 20 municípios do estado, também informou que as chuvas do fim de semana afetaram o fornecimento de energia em diversos pontos de sua área de concessão.

Na quinta-feira passada (16), moradores da Rocinha, comunidade da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, haviam fechado a autoestrada Lagoa-Barra, que liga a zona sul à Barra da Tijuca, devido à falta de energia.




Fonte: Agência Brasil

Decreto estabelece diretrizes para fomento da cultura hip-hop


Foi publicado nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União o decreto que identifica os elementos estruturantes e culturais do hip-hop e estabelece as diretrizes para que órgãos e entidades das administrações públicas possam promover políticas para valorização e fomento dessa cultura. A iniciativa celebra os 50 anos do hip-hop e reforça a importância dessa manifestação.

Entre as diretrizes para o fomento e o desenvolvimento da cultura hip-hop, está a valorização de agentes e de toda a cadeia criativa das obras artísticas e culturais do movimento. Para facilitar as ações, o Sistema Nacional de Cultura define os seus elementos e fatores artísticos e sociais “criados, desenvolvidos e agrupados pelas comunidades periféricas afro-americanas e latinas”.

O disc jockey (DJ), o breaking (estilo de dança), o mestre de cerimônias (MC), o graffiti e o conhecimento associado a essa manifestação cultural são considerados os elementos estruturantes do hip-hop. Já as gírias, expressões, jeito de se vestir, forma de se movimentar, o Djinge (equipamento do DJ), o turntablism (manipulação de sons para criar música), o beatboxing (percussão vocal), o Mceeing (o cerimonial), o rap, o freestyle (livre criação), o graffiti writing (inscrições em grafite), as danças urbanas, o breaking boy (B-boy) e a breaking girl (B-girl), as batalhas, rodas, espetáculos, expressões (jams, cyphers, slams ou poetry slams) e os grupos (crew), são descritos como elementos culturais.

Outras iniciativas como apoio aos espaços dedicados à cultura hip-hop e certificação como pontões de cultura viva, além de promoção do acesso aos jovens em situação de vulnerabilidade social, residentes em bairros, comunidades, favelas e periferias de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) também foram estabelecidas como diretrizes nacionais, assim como o estímulo do intercâmbio entre os agentes culturais e a implementação de ações afirmativas para o protagonismo de mulheres, pessoas negras, indígenas, pessoas de comunidade tradicional, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência nos projetos e atividades relacionadas à cultura hip-hop.




Fonte: Agência Brasil