Barroso confirma participação na conferência do clima da ONU


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, vai participar das reuniões da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), que será realizada no próximo mês em Dubai, nos Emirados Árabes. 

De acordo com a assessoria do ministro, no dia 10 de dezembro, Barroso participará de painéis organizados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pelo pavilhão do Brasil na conferência.

A comitiva brasileira no evento será liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A COP 28 será realizada entre 30 de novembro e 12 de dezembro.

Em 2025, a conferência será realizada em Belém do Pará.




Fonte: Agência Brasil

Rio de Janeiro ganha ferramenta importante para o setor audiovisual


A RioFilme, órgão da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, lançou o novo Observatório do Audiovisual Carioca, disponível neste site. Desenvolvida a partir da plataforma Sistema de Informações Urbanas (Siurb), do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), a ferramenta, considerada estratégica, mapeia dados no Rio de Janeiro e traz números e gráficos essenciais à atividade audiovisual, com detalhes que ajudam a identificar as melhores estratégias de investimentos e a promoção da cidade como destino cinematográfico internacional.

Quanto aos valores aplicados, a RioFilme investiu, no ano passado, R$ 55 milhões, mais que o dobro de 2021, primeiro ano da atual gestão, quando a empresa se concentrou em um processo de reestruturação e aplicou R$ 24 milhões no audiovisual carioca.

O número de propostas beneficiadas pelos editais também subiu em 2022, alcançando 145 projetos, recorde na história da empresa e equivalente a quase o dobro de 2021, quando 74 propostas foram beneficiadas.

Além dos dados já disponibilizados, a RioFilme está preparando o mapeamento da estrutura do audiovisual disponível no Rio de Janeiro. Na área do site dedicada ao Mercado Audiovisual Carioca, atualmente em construção, poderão ser consultadas informações estratégicas para o setor, como número de produtoras em atividade na cidade, proporção do mercado por segmento e outros índices fundamentais para entender o cenário e prospectar estratégicas voltadas ao crescimento do mercado do Rio de Janeiro.

Cidade mais filmada

O Relatório Film in Rio, que consta do Observartório, revela números sobre as filmagens feitas no Rio de Janeiro. Em 2022, o município autorizou 7.174 diárias de filmagem, com média de 19 equipes gravando por dia no município. Segundo dados da Rio Film Commission, neste ano, até o mês de outubro, foram 6.479 diárias autorizadas. Os números são comparados aos de cidades como Madri, Paris e Lisboa, as mais filmadas do mundo.

Outros dados indicam que a região mais filmada da cidade é a zona sul, seguida das zonas norte e oeste. Quanto aos bairros e ruas que mais receberam equipes de gravação, sai na frente a região central, com 323 diárias autorizadas pela Rio Film Commission em 2023, seguida de Barra da Tijuca, com 155, e Flamengo, com 84.

A ferramenta mapeou também a origem das equipes que escolhem o Rio como destino cinematográfico. Depois dos cariocas (76,11%), as produtoras que mais filmam na cidade vêm de São Paulo (21,89%).

Tendência

Pelo Observatório Audiovisual Carioca, é possível também analisar tendências do mercado quanto ao tipo de obra que tem ganhado força no ambiente produtor. Em 2022, por exemplo, as séries preponderavam, com mais de 40% das filmagens realizadas no município.

Neste ano, aparecem em primeiro lugar os longas-metragens, com 26,36% dos sets; em segundo as séries, com 24,88%; e, em terceiro, as novelas, com 19,4% das filmagens ocorrendo na cidade do Rio.




Fonte: Agência Brasil

DR com Demori aborda relações raciais e diversidade com Silvio Almeida


A edição do programa Dando a Real com Leandro Demori destaca uma conversa franca do professor, jurista, escritor e ministro Silvio Almeida com o apresentador e jornalista nesta terça (14), às 22h, na TV Brasil.

O titular da pasta de Direitos Humanos e Cidadania fala sobre relações raciais e diversidade. Também comenta a luta pela igualdade e contra o racismo durante o bate-papo, que fica disponível no app TV Brasil Play. O conteúdo ainda vai ao ar na Rádio Nacional e na Rádio MEC no mesmo dia, às 23h.

Ao longo do programa, Silvio Almeida destaca a paixão por música, como o samba e o jazz. Já foi guitarrista e chegou a ter uma banda chamada Delito. Mas ele conta que foi no rap que encontrou sua bandeira de luta contra o racismo.

“Os Racionais (MCs) foram fundamentais para entender o que eu posso chamar de juventude negra. Falar de juventude é falar de parâmetros culturais, coisa que os jovens negros puderam ter a partir do advento do rap”, diz.

Durante a conversa, o convidado conta também que a ancestralidade envolve a construção da memória e do pertencimento. Sobre seus próprios ancestrais, Silvio lembra a história inusitada do bisavô, que quase foi incinerado vivo na época da epidemia de gripe espanhola, em São Paulo. Para ele, a luta do bisavô e de seus descendentes, recheada de fatos curiosos, imprimiu grande efeito subjetivo em sua vida.

“Tenho que fazer valer a pena esta oportunidade que foi dada ao meu bisavô, preciso ser digno desta possibilidade que foi dada a ele e a todos aqueles que vieram depois dele, de sobreviver”.

Brasília (DF) 08/11/2023 – O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Sílvio Almeida, é o convidado do programa na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) - `DR com Demori.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Sílvio Almeida, é o convidado do DR com Demori – Joédson Alves/Agência Brasil

Sobre o programa

No ar desde setembro na programação da TV Brasil, o talk show Dando a Real com Leandro Demori, ou DR com Demori traz personalidades que movimentam o mundo da política e das redes sociais para um papo mais íntimo e direto. Já passaram pela mesa nomes como o do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a deputada federal Erika Hilton, o psicólogo Alexandre Coimbra e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

A atração vai ao ar às terças-feiras, 22h. DR com Demori tem janela alternativa aos sábados, 19h30, e aos domingos, 22h30. Disponível no app TV Brasil Play, a nova produção ainda é veiculada pela Rádio Nacional e pela Rádio MEC na programação de terça, às 23h.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Dando a Real com Leandro Demori – terça-feira, dia 14/11, às 22h, na TV Brasil

Dando a Real com Leandro Demori – terça-feira, dia 14/11, às 23h, na Rádio Nacional e na Rádio MEC

Dando a Real com Leandro Demori – sábado, dia 18/11, às 19h30, na TV Brasil

Dando a Real com Leandro Demori – domingo, dia 19/11, às 22h30, na TV Brasil




Fonte: Agência Brasil

Animais também estão sujeitos a estresse devido às altas temperaturas


As temperaturas elevadas não provocam efeitos negativos somente no ser humano. Também os animais, sejam domésticos ou de produção, estão sujeitos a perigos provocados pelo calor extremo, alertou nesta terça-feira (14) a professora do Instituto de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Ana Lúcia Puerro de Melo. “Todos eles estão sujeitos a estresse pelo calor com essas ondas de calor tão extremas”.

Quando se pensa em animais domésticos, que vivem dentro das casas, os principais cuidados que devem ser tomados incluem propiciar um ambiente com conforto térmico, isto é, com sombra, água fresca, verificar se a vasilha está limpa e com água fresca, trocar a água com frequência, verificar o comportamento do animal, se está se alimentando, defecando e urinando normalmente, recomenda a professora.

Diante de qualquer comportamento ou indício de desconforto ou de que ele não está bem, a recomendação é procurar um veterinário.

“No caso de animais de produção, o nível de estresse de calor é bastante grave. Dependendo da espécie e da raça, pode aumentar a taxa de mortalidade”, esclareceu a professora da UFRRJ.

Mesmo animais que são alojados em galpões que, em tese, são ambientes sombreados, o calor muito excessivo pode ampliar o índice de mortalidade. As aves são um exemplo.

Instalações

Quando são animais de produção, há cuidados que podem ser tomados antes da instalação da atividade, que seria pela escolha das raças que são mais adaptadas, e também pela instrução da construção das instalações, que devem garantir sombreamento, com fornecimento de água limpa. No manejo, podem ser feitas também alterações, como evitar estressar os animais com manejos em momentos de maior pico de temperatura, mas deixá-los em repouso, tentar fazer compensações. “Se você notar que o animal diminuiu a ingestão de comida, deve-se tentar compensar isso no momento em que a temperatura diminui, com colocação de novo alimento fresco para incentivar a compensação dos períodos de calor”.

Ana Lucia disse que a cães e gatos podem ser oferecidos alimentos diferentes, palatáveis, que já vêm com um nível de umidade maior, porque isso também estimula a ingestão de líquidos, que é essencial. “Apesar de ser muito similar ao que se recomenda para os seres humanos, como diminuir a atividade, a movimentação, isso serve também em relação ao manejo dos animais, que é deixá-los em repouso em momentos de maior calor, evitar exposição ao sol desnecessária, manter o fluxo de água limpa e fresca, para que isso estimule o consumo. Serve para eles e para nós também”.

Segundo Ana Lúcia, o estresse pelo calor é negligenciado até para os seres humanos. “A gente vê muitas campanhas do agasalho, no frio, mas nesses dias quentes, inclusive para os seres humanos que estão em situação de vulnerabilidade, muitas vezes não dispõem de um local decente para tomar um banho ou beber uma água potável em temperatura adequada, é essencial que haja conscientização sobre isso também”.

Oceanos

O professor Francisco Gerson de Araújo, coordenador do Laboratório de Ecologia de Peixes da UFRRJ, explicou que esse calor excessivo é, primariamente, efeito de um forte El Niño, que é aumento da temperatura no Oceano Pacífico central, que gera um calor muito grande, muda a direção das correntes e faz com que o ar suba e desça sob a forma de barreira no Sul, mais ou menos a 5º de latitude. “É por isso que no Sul continua chovendo e, aqui, está seco e quente. Essa é a consequência do El Niño, que faz com que aumente a temperatura global”.

Gerson de Araújo disse que todos os peixes, como os demais organismos que vivem na água, têm uma temperatura interna vinculada à temperatura do ambiente. Quando a temperatura do ambiente aumenta de forma excessiva, eles tendem a se deslocar para áreas de temperatura mais amena, como estão acostumados.

Em nível global, os peixes vão se deslocando para latitudes mais altas, ou seja, da costa do Rio de Janeiro para a costa de São Paulo e de Santa Catarina. “Quer dizer, para lugares em que a temperatura não esteja tão diferente da temperatura onde estão acostumados a viver. Há um deslocamento de massa geral, mas isso não acontece tão rapidamente. É aos poucos”, explicou.

O efeito desse deslocamento em função do calor excessivo é muito negativo, porque causa prejuízo a toda a cadeia trófica, ou cadeia alimentar. Algumas espécies começam a migrar para outras regiões e quebram a cadeia trófica onde vivem. As consequências são muito ruins. Algumas espécies podem, inclusive, desaparecer. “Essa temperatura alta não é boa. É muito ruim”. Esse é um efeito global, em termos de oceano.

Já o efeito local também é negativo porque, toda vez que a temperatura aumenta, a quantidade de oxigênio diminui e pode haver mortandade de peixes, disse o professor da UFRRJ.




Fonte: Agência Brasil

Presidente da Liesa faz pergunta racista a carnavalesco da Portela


O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) do Rio de Janeiro, Jorge Perlingeiro, fez uma fala racista no podcast Só Se For Agora, na noite de segunda-feira (13). Perlingeiro

questionou a cor de um dos carnavalescos da Portela entrevistados. Podcast é uma publicação digital em formato de áudio ou vídeo.

Em podcast, Jorge Perlingeiro questionou a cor de um dos entrevistados: “Você é negro, preto? Estamos precisando dar uma tinta em você”, disse ao carnavalesco da Portela.

. Você está muito clarinho. Sua mãe é negra, seu pai? Você não está com essa negritude toda”, perguntou.

Em nota, a Portela se manifestou nas redes sociais prestando solidariedade aos carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues, presentes ao podcast. “Seguimos juntos na nossa jornada para uma sociedade em que a cor da pele não seja um defeito, o que está muito além de um desfile carnavalesco.”

A Portela lembrou que é uma instituição fundada por pretos, pobres e suburbanos há mais de 100 anos. “Temos como princípio a luta contra o preconceito de qualquer espécie, bem como o apoio incondicional à diversidade, Ao longo das décadas, ajudamos a fincar os pilares para construção de um mundo do samba múltiplo e plural.

A reportagem entrou em contato com a Liesa e aguarda posicionamento.




Fonte: Agência Brasil

PE: trabalhadores sem-terra protestam contra assassinato de agricultor


Cerca de 300 trabalhadores e trabalhadoras sem-terra protestaram contra o assassinato do agricultor Josimar Silva Pereira, morto a tiros, no último dia 5, no acampamento São Francisco de Assis, em Vitório do Santo Antão, em Pernambuco.

O protesto ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), na sede da Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), em Recife, durante audiência com o Ministério Público de Pernambuco, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Usina JB, para tratar de áreas improdutivas em Vitória de Santo Antão e Amaraji.

Na reunião, ficou acordada a definida a desapropriação das áreas localizadas em Amaraji, a cerca de 100 km de Recife, no total de 1,4 mil hectares, para assentar as famílias que estão no Acampamento Bondade. Nova reunião será realizada nesta terça-feira para tratar da situação em Vitória do Santo Antão.

Segundo o MST, Josimar, de 30 anos, foi assassinado com disparos na nuca e nas costas enquanto se deslocava para o acampamento, onde trabalhava na irrigação do plantio de arroz orgânico. Ainda não se sabe quem foi o autor dos disparos e a motivação para o crime, mas o movimento diz que está relacionado à luta pela terra.

Em nota, o movimento disse que recusou participar da audiência em protesto pelo assassinato de integrante do movimento. “O MST se recusou a participar da audiência e da mesa de negociação com representantes da usina”, diz a nota. “Atualmente o acampamento está na comissão de conflitos agrários e a coordenação do acampamento sendo acompanhada pelo programa estadual de proteção e defesa de defensores dos direitos humanos pelas graves violações que estão ocorrendo na área.”

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e a Polícia Civil do estado para obter informações sobre o desdobramento das investigações, e aguarda retorno.

Com quase 30 anos, o acampamento Francisco de Assis é um dos mais antigos de Pernambuco. São cerca de 194 famílias que moram no local e lutam pela desapropriação do Engenho São Francisco, que pertence à Usina JB. A área já passou por vistoria do Incra e foi considerada improdutiva.

“Após muita luta, o Engenho São Francisco ficou entre as áreas prioritárias de desapropriação. Na vistoria realizada pelo Incra foi constatado que a área não cumpre a função social da terra e a Constituição Federal declara que áreas nessa situação devem ser destinadas à reforma agrária”, diz a nota do movimento.

A Agência Brasil tentou contato com o Grupo JB, proprietário do engenho, e aguarda posicionamento.

Paraíba

No último fim de semana, outro crime contra trabalhadores sem terra foi cometido, desta vez no município de Princesa Isabel, no Sertão paraibano. No sábado, um homem e uma mulher foram alvejados em casa, no acampamento Quilombo do Livramento Sitio Rancho Dantas, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“É com extrema indignação e exigindo justiça que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Paraíba (MST) denuncia os assassinatos de Ana Paula Costa Silva e Aldecy Viturino Barros e pede celeridade nas investigações da polícia junto a Secretaria de Segurança Pública do Estado”, comenta o MST, em nota.

Nesta segunda-feira (13), uma reunião com o MST, Ministério Público da Paraíba e Incra tratou do caso. Segundo a integrante da coordenação do MST na Paraíba Dilei Schiochet, durante a reunião ficou definido que o Incra realizará o levantamento fundiário da área, pertencente à União. O objetivo é regularizar a situação das famílias do acampamento.

“A reunião se baseou em três pontos centrais, primeiro a averiguação de quem é o dono da área, a situação legal da área. Identificamos que a área é uma área da União, porém só uma parte, 58 hectares está conosco, a outra parte é de uma escola, então a gente não tem a totalidade da área”, disse. “Foi mais uma tragédia descobrir que a área é da União. Como você assassina dois companheiros dentro de uma área da União”, lamentou a coordenadora.

A área é pertencente ao Instituto Federal da Paraíba e segundo Dilei, a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) se comprometeu a doá-la para o Incra para o assentamento das famílias do acampamento. Nova reunião sobre o assentamento e para tratar dos assassinatos será realizada na tarde desta terça-feira.

Ana Paula Costa Silva era acampada, tinha 29 anos e 3 filhos. Aldecy Vitunno Barros, tinha 44 anos e 2 filhos. Ele era coordenador do acampamento. Relatos de moradores informam que eles foram assassinados a tiros por dois homens que chegaram em uma moto. Eles abordaram Aldecy, com a justificativa de que ele precisava assinar um documento.

“De antemão, temos a informação que os dois estavam em uma moto vermelha e de capacete. Há uma câmera no local que a polícia já está com ela. Não se visualizou o rosto deles”, informou a liderança.

Segundo Dilei, o clima é de tensão no acampamento. Os sem-terra estão solicitando o deslocamento de policiais militares para atuar na segurança do acampamento. Também foi feito um contato com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano para prestar auxílio às famílias das vítimas.

“Tivemos um contato com a Secretaria de Desenvolvimento Humano do estado para garantir as condições porque são três crianças pequenas da Ana Paula e são mais dois filhos e uma segunda família com quatro filhos que o Aldecy estava convivendo, um deles é adotivo. Temos, nesse contexto, oito crianças desamparadas e que inclusive presenciaram a cena do crime”, observou Dilei.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil da Paraíba e aguarda detalhes sobre o andamento das investigações.

À Agência Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) disse que, para evitar novos casos de violência no campo nessas localidades, intensificou “o diálogo junto aos movimentos sociais e também junto aos proprietários de terras, a fim de sempre conseguirmos mediar os conflitos e buscar solução pacífica”.

“No caso de Vitória de Santo Antão, estamos junto a comissão fundiária do Tribunal de Justiça de Pernambuco buscando solução de aquisição da área. No caso Quilombo Livramento temos processo administrativo de regularização em aberto, mas está aguardando recursos orçamentários para continuidade”, disse a pasta, que informou ainda que o Incra está trabalhando para a regularização fundiária dos acampamentos.




Fonte: Agência Brasil

Forte calor eleva risco de desidratação para idosos


O principal risco para idosos que enfrentam temperaturas muito elevadas que ocorrem em quase todo o Brasil está relacionado à desidratação, afirmou nesta terça-feira (14), no Rio de Janeiro, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Brando de Oliva.

O Rio registrou nesta terça-feira sensação térmica de 58,5 graus Celsius (°C).

Oliva disse que “o idoso já é mais suscetível à desidratação do que [pessoas] de outras faixas etárias, tanto pela diminuição da quantidade de água no corpo, mas também por redução de alguns mecanismos que protegem da desidratação”. Nesse caso, o principal é o mecanismo da sede, frisou Oliva à Agência Brasil.

O que faz as pessoas buscarem se hidratar é a sede. Só que, no caso dos mais velhos, esse mecanismo do sistema nervoso central envelhece à medida em que o envelhecimento avança. Por isso, há a tendência de os idosos não sentirem sede, mesmo precisando de líquidos.

Hidratação

“Se torna mais difícil buscar a hidratação, como aceitar a hidratação quando a gente a oferece”, explicou o médico. Há idosos, por exemplo, que se negam a beber água. Isso ocorre porque eles não têm sede. “Eles não têm um mecanismo que os jovens possuem, que sinaliza que é preciso se hidratar”, acentuou.

Além disso, também envelhece no corpo humano, à medida que o tempo passa, o sistema de regulação da temperatura corporal.

“A gente tem mecanismos que aumentam a capacidade de trocar a temperatura com o calor, isto é, ceder a nossa temperatura. Isso se dá, principalmente, pela sudorese. Quando estamos com febre e tomamos um antitérmico até a febre baixar, a gente sua muito. Esse é um dos mecanismos que temos para trocar calor, ceder calor para o ambiente. E esse mecanismo da sudorese também pode estar prejudicado nos mais idosos”, sinalizou o especialista.

Vasodilatação

Do mesmo modo, pode haver prejuízo na capacidade de o ser humano se vasodilatar para trocar calor. Esse mecanismo também pode estar prejudicado nos mais velhos. Ou seja, além de buscar menos a hidratação, há mais dificuldade de liberar o calor do corpo para o ambiente, ou seja, diminuir a temperatura do corpo.

Segundo o médico, isso pode fazer com que o nosso sistema funcione mal. É preciso que haja uma temperatura regulada para que todos os órgãos e sistemas funcionem bem. Então, no momento em que a temperatura aumenta, há a chance de alguma coisa não funcionar bem e o idoso acabar adoecendo.

Quando alguém está exposto a extremos de calor, Oliva chamou a atenção que se deve estar atento, em primeiro lugar, à hidratação. “Não pode esperar a sede vir. É preciso ofertar líquidos o tempo todo, mas líquidos com sabor. Não só água, mas uma água saborizada, água de coco, suco leve, chá gelado. São líquidos que podem facilitar a aceitação”, opinou.

Temperatura

O segundo ponto é prestar atenção em relação à exposição ao Sol. Deve-se evitar ficar exposto ao Sol, principalmente no período [de mais calor] entre 10h e 16h. Não se deve realizar atividades ao ar livre nesse horário, especialmente atividade física onde se produz calor no corpo. “Deve-se procurar um ambiente mais fresco para que a temperatura do nosso corpo não aumente”, sugeriu o médico.

Em relação ao traje, ele disse que os idosos devem usar roupas mais leves e adequadas para a temperatura. “Essas são medidas que a gente pode fazer para evitar consequências ruins do calor extremo”, avaliou.

A seguir, o médico disse que, como o idoso não sente sede, uma forma de perceber se há desidratação ou não é na urina, tanto em termos de quantidade como de cor. “A urina que vai ficando escura é um sinal de desidratação e a gente precisa ter atenção com esse idoso que está com urina de coloração mais escurecida, para oferecer mais líquidos para ele”, finalizou.




Fonte: Agência Brasil

Polícia prende suspeita de liderar invasão de terra indígena no Pará


Policiais federais, com apoio da Força Nacional de Segurança e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prenderam nesta terça-feira (14) uma mulher apontada como uma das principais lideranças dos invasores da Terra Indígena Apyterewa, em São Felix do Xingu, no sudeste do Pará. A ação é mais um capítulo da operação de desintrusão das Terras Indígenas (TIs) APyterewa e Trincheira Bacajá, que desde seu início, já apreendeu agrotóxicos, madeira ilegal, armas de fogo, drogas e gado criado de forma ilegal.

Segundo a Polícia Federal (PF), a mulher, investigada pelos crimes de invasão, desobediência às ordens judiciais que determinaram a desintrusão da área, e coação, estaria articulando a derrubada das pontes para dificultar os trabalhos. A mulher, que não teve o nome divulgado, é investigada ainda pelo crime de exploração econômica da Terra Indígena Apyterewa.

“Ela também já foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por organizar e realizar ataques contra agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), no final de 2020. Em 2021, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dela na Vila Renascer, comunidade de invasores que fica dentro da Terra Indígena Apyterewa, foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, posse irregular de minério, manter em cativeiro animal silvestre e por fazer funcionar farmácia e posto de combustíveis clandestinos na terra indígena”, disse a PF.

A polícia informou ainda que, durante a prisão, os invasores atiraram rojões e disparam um tiro de arma de fogo que atingiu uma viatura, mas não acertou nenhum agente. Em razão das ações contra a desintrusão, entidades representativas de servidores indigenistas e de fiscalização ambiental que atuam no processo alertaram para o risco que as equipes correm, por conta da menor presença das forças de segurança. O aviso chegou por meio de uma nota assinada pela Indigenistas Associados (INA) e pela Associação Nacional dos Servidores de Carreira de Especialista em Meio Ambiente e PECMA (Ascema Nacional).

Desintrusão

A operação, que entrou na segunda fase no dia 9 de novembro, consiste na retirada de pessoas que estão irregularmente dentro dos territórios tradicionais, assim como no combate a atividades ilegais, entre elas extração de madeira e garimpo () . Estima-se que mais de 3 mil invasores estejam na região. Na sexta-feira (11), a PF prendeu o presidente de uma associação de trabalhadores rurais acusado de incentivar a invasão das áreas indígenas.

Na segunda fase, serão retirados os invasores que não deixaram a região de forma voluntária, assim como bens e animais. Também haverá destruição de instalações irregulares que não foram desmontadas. Na primeira fase da operação, as equipes técnicas desativaram postos clandestinos de gasolina, apreenderam 230 litros de agrotóxicos; 14 armas de fogo com porte irregular e 278 munições; 64 metros cúbicos (m³) de madeira; 70 gramas de maconha e retiraram 80% do gado ilegal.

Ordem do STF

A desintrusão cumpre uma determinação do Supremo Tribunal federal (STF). O plano de ação foi homologado pela Corte em setembro de 2023. A operação deve durar 90 dias.

No dia 1º de novembro, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, manteve a ação de desintrusão, rejeitando um pedido feito pelo município de São Félix do Xingu pela interrupção da retirada dos não indígenas da área até a realização de novo levantamento fundiário para indenização e reassentamento das famílias.

Apyterewa e Trincheira Bacaiá

A Terras Indígena Apyterewa foi homologada em 2007 e a TI Trincheira Bacaiá, em 1996. Nelas, vivem cerca de 2,5 mil indígenas das etnias Parakanã, Mebengôkre Kayapó e Xikrim, em 51 aldeias.

As áreas ficam localizadas entre os municípios de São Félix do Xingu, Altamira, Anapu e Senador José Porfírio, na região do Médio Xingu, no Pará.




Fonte: Agência Brasil

Meteorologista explica sensação térmica recorde em Guaratiba, no Rio


Pelo segundo dia consecutivo, o calor registrado em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, impressionou: a sensação térmica foi de 58,5 graus Celsius (ºC) às 9h15 da manhã desta terça-feira. Mas também pode ter causado surpresa a diferença em relação aos termômetros de rua, que marcavam temperatura de 35,5°C no mesmo período. O que explicaria esses números tão contrastantes?

A temperatura do ar, medida pelos termômetros, é o registro da quantidade de calor direto que vem do Sol ou do ambiente em que a pessoa está. A sensação térmica é uma estimativa dos especialistas para saber como o corpo humano reage ao calor. Isso porque, além da temperatura do ar, é preciso levar em consideração como a umidade do ar e os ventos têm impacto na percepção corporal.

Segundo a meteorologista Christiane Nascimento, do serviço municipal Alerta Rio, o bairro de Guaratiba reúne condições específicas que fazem a sensação térmica ser muito mais alta que a temperatura do ar.

“Guaratiba fica em uma região que está mais sob o efeito de ventos do quadrante norte, que são ventos mais quentes. Isso faz com que a temperatura do ar fique um pouco mais alta. E ela também está próxima de um corpo hídrico, que é a Baía de Sepetiba, o que aumenta a umidade relativa do ar no seu entorno. Então, a gente tem, assim, a sensação térmica do ar nessa região um pouco mais alta do que as outras”, explica Christiane.

O Alerta Rio anunciou que o calor registrado hoje foi o maior desde que o serviço começou a fazer medições de temperatura na cidade. Durante o ano, outras sensações térmicas altas foram registradas em 17 de fevereiro (58,3°C) e 4 de fevereiro (58°C). As temperaturas e sensações térmicas devem continuar altas ao longo da semana, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste.




Fonte: Agência Brasil

Rio de Janeiro: estudo vai mapear a fome nos 160 bairros da capital


Idealizado pela Frente Parlamentar contra a Fome, o estudo inédito sobre o Mapa da Fome da cidade do Rio de Janeiro iniciou a fase de coleta de dados em novembro e vai até dezembro. Realizado pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Inquérito do Rio sobre a Fome tem equipes de entrevistadores que visitarão 2 mil domicílios nos 160 bairros da cidade.

“É muito importante que o carioca receba a equipe de coleta para que possamos concluir o estudo. Com o mapa da fome em mãos, o critério de instalações de programas públicos contra a fome passará a ser técnico. Esse é um importante legado que a frente deixará para os cariocas e para essa e as próximas gerações” afirmou, em nota, o presidente da Frente Parlamentar contra a Fome, vereador Dr. Marcos Paulo.

Realizado por termo de cooperação com a UFRJ, a pesquisa identificará os principais locais em que as famílias cariocas estão em situação de insegurança alimentar no município. O objetivo é auxiliar o desenvolvimento de políticas públicas para a garantia do direito à alimentação adequada.

“Nossos entrevistadores estão na rua fazendo os questionários, pedimos para que as pessoas selecionadas os recebam com carinho. Pela primeira vez, também serão abordadas as famílias de pessoas com deficiências. O estudo é muito importante para montarmos o cenário da fome na nossa cidade”, explicou a professora Rosana Salles Costa, coordenadora do Inquérito do Rio sobre a Fome.

Os entrevistadores do Inquérito do Rio sobre a Fome portarão colete e crachá de identificação da VoxPopuli. É possível confirmar a identidade do agente pelo telefone do gabinete do vereador Dr. Marcos Paulo (21) 3914-2441.




Fonte: Agência Brasil