Governo revoga limite de 400 km de distância a voos do Santos Dumont


O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) revogou a resolução que limitava a 400 quilômetros a distância dos voos que partem ou chegam ao Aeroporto Santos Dumont.

A Conac-MPOR 1/2023 havia sido publicada em agosto deste ano, como uma forma de limitar as operações no terminal, que fica no centro da cidade do Rio de Janeiro. A revogação foi publicada nesta quinta-feira (9), no Diário Oficial da União.

Apesar de derrubar a resolução, o governo federal continuará mantendo restrições às operações do aeroporto, como o limite de passageiros a 6,5 milhões por ano.

Em nota divulgada na quarta-feira (8), o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou o limite, que passa a valer a partir de janeiro de 2024.

Dados do governo federal mostram que, em 2022, o Santos Dumont movimentou cerca de 10 milhões de passageiros.

Segundo o ministério, a decisão de mudar a regra foi tomada depois de um amplo debate com a prefeitura carioca, o governo fluminense, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Tribunal de Contas da União (TCU), companhias aéreas, concessionárias de aeroportos e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra o Santos Dumont.

A imposição de limites à operação do Santos Dumont foi um pedido dos governos municipal e estadual do Rio, como uma forma de ampliar as operações no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão), que vinha experimentando uma queda em sua movimentação nos últimos anos.




Fonte: Agência Brasil

São Paulo sedia maior festival LGBTQIA+ da América Latina


Sete espaços culturais da capital paulista sediam, de hoje (9) até o próximo dia 19, a 31ª edição do Festival MixBrasil, o maior evento LGBTQIA+ da América Latina. O tema deste ano é A gente nunca foi tão Mix, em alusão à receptividade que o festival pretende demonstrar quanto à diversidade de linguagens que compõem a programação, orientações sexuais e identidades de gênero.

Ao longo de 11 dias, serão realizados espetáculos teatrais transmídia originários de Taiwan, da França e do Brasil, além de sessões de 119 filmes de 35 países e de 13 estados brasileiros, experiências XR com a temática queer, vindas dos Estados Unidos, Finlândia, Chile, França, Brasil, Alemanha e Portugal, literatura, performances e o tradicional Show do Gongo, com a atriz Marisa Orth. O público também poderá conferir o que há de novidade no mundo dos jogos, por meio do MixGames, que apresentará uma seleção de jogos que se engajam na luta pela diversidade e a inclusão.

O festival ainda conta com o prêmio Ícone Mix, que homenageia a atriz, roteirista, dramaturga, diretora e ativista pela representatividade trans no teatro e no cinema Renata Carvalho, e o Crescendo com a diversidade, destinado ao público infantil. Também serão atrações as instalações de experiências XR de realidades estendidas com temáticas LGBTQIA+, intercâmbio feito com a França, Finlândia, Chile, Estados Unidos e Brasil.

Sobre as atividades específicas para o público infantil, o diretor do festival, André Fischer, ressalta ser importante levar mensagens que contribuam para maior compreensão e verdadeira aceitação da comunidade LGBTQIA+, desde cedo. E, no caso do evento, a forma para trabalhar isso é também colocar a mão na massa.

“A gente acha que se passaram 30 anos [desde a primeira edição do festival] e as coisas evoluíram, certamente, mas nem tanto. Temos que ter um trabalho educativo mesmo. Por isso, quando se fala de produção cultural LGBTQIA+, está se falando de informações”, afirma Fischer.

“Há 14 anos, temos uma seção que se chama Crescendo com a Diversidade, na qual são exibidos filmes, espetáculos que tenham a ver com o tema família, a partir do ponto de vista de crianças e adolescentes. As obras têm linguagem mais lúdica. E também realiza oficinas em que debate esses temas com as crianças e elas mesmas realizam os filmes e roteiros, que vão assistir, depois, com a turma toda da escola”, explica.

Sempre de olho em títulos que passaram por festivais de cinema do mundo todo, como o de Berlim, Cannes, Veneza e San Sebastian, a curadoria do MixBrasil se preocupou em trazer para as telas alguns inéditos no Brasil. Entre os destaques estão o nigeriano Todas as Cores Entre o Preto e o Branco de Babatunde Apalowo, e o francês Orlando, Minha Biografia Política, de Paul Preciado, vencedores do Teddy Award, troféu destinado a filmes queer do Festival de Berlim,, nas categorias ficção e documentário, além do espanhol 20.000 Espécies de Abelhas, de Estibaliz Urresola Solaguren, vencedor do Prêmio Sebastiane em San Sebastian.

A programação não deixa a desejar quando se trata de títulos nacionais. Entre os representantes brasileiros, estão Assexybilidade de Daniel Gonçalves (RJ), Corpo Presente, de Leonardo Barcelos (MG), Capim Navalha, de Michel Queiroz (GO), Uma Tarde Pra Tirar Retrato, de André Sandino Costa (RJ), première mundial de Todos Morrem Tentando Fazer uma Obra Prima, de Gustavo von Ha (SP), M de Mães (SP), de Lívia Perez, e Antígônadá, de Dora Longo Bahia (SP), os dois últimos fazendo a estreia nacional no festival.

A programação online começa em 9 de novembro e poderá ser assistida gratuitamente pelas plataformas do Sesc Digital, Spcine Play e Itaú Cultural Play.

Toda a programação do 31º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade poderá ser conferida no site do evento e no Facebook, Instagram, Twitter e Youtube. O evento é uma realização da Associação Cultural Mix Brasil e do Ministério da Cultura, e conta com a iniciativa da Lei de Incentivo à Cultura,  patrocínio do Itaù, Mercado Livre e SPcine, além do apoio cultural do Sesc SP.

Serviço

31° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade
9 a 19 de novembro

Toda a programação gratuita

Locais: Cinesesc, Centro Cultural São Paulo (Sala Paulo Emílio), Spcine Olido, Teatro Sérgio Cardoso, Museu da Imagem e do Som, Instituto Moreira Salles e Museu da Língua Portuguesa.

Os ingressos serão disponibilizados na bilheteria desses locais uma hora antes do início de cada sessão.

No Museu da Imagem e do Som, o acesso às experiências XR e games ocorrerá por ordem de chegada.

No Museu da Língua Portuguesa, o acesso será gratuito.




Fonte: Agência Brasil

DF: mulheres vítimas de violência terão transporte gratuito


Uma parceria entre a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e empresa Uber Brasil vai oferecer transporte gratuito para mulheres vítimas de violência.

As vítimas atendidas nas unidades da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) terão direito ao transporte. De acordo com o governo distrital, a ideia é incentivar as vítimas a registrar os boletins de ocorrência na Polícia Civil. As delegacias funcionam 24 horas.

O projeto prevê ainda divulgação de informações a motoristas e usuários sobre como ajudar mulheres vítimas de violência doméstica.

A parceria terá duração de um ano. Pela cooperação, as vítimas terão apoio da assistente virtual do Projeto Ângela, desenvolvido pela Uber e o Instituto Avon.

A assistente oferece vários serviços para as mulheres, como contato com psicólogos e advogados. Para acessar a assistente virtual Ângela, basta enviar uma mensagem por Whatsapp para (11) 94494-2415. A partir daí, a assistente envia informações e direciona para um especialista. O número funciona para todo o Brasil, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 18h. O serviço é gratuito.

Canais de atendimento

Em caso de emergência no Distrito Federal, a vítima ou uma testemunha podem ligar para 190 e acionar uma viatura da Polícia Militar. A ligação é gratuita e o número está disponível 24 horas por dia.

As denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo Ligue 180, pela Central de Atendimento à Mulher. O serviço é de graça e funciona diariamente. O anonimato é mantido.




Fonte: Agência Brasil

FAB vai mobilizar 600 militares para reforço de ações durante a GLO


As atividades da Força Aérea Brasileira (FAB) no âmbito da nova missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) serão voltadas para reforçar as atividades que já são realizadas rotineiramente pelos órgãos e agências que atuam nos aeroportos internacionais do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo. Segundo o major-brigadeiro do ar Luiz Guilherme da Silva Magarão, 600 militares serão mobilizados para desempenhar atividades em rodízio. Também serão utilizados cães farejadores.

“O efetivo está dividido para atuar no Galeão e em Guarulhos. Vamos atuar junto aos órgãos que já atuam nos aeroportos no seu cotidiano, como uma maneira de reforçar a segurança e o combate aos ilícitos, como o transporte de drogas e de armas e outros delitos que porventura venham a ser identificados. Desde o início desse planejamento, o espírito é de colaboração e de cooperação, para aumentar a efetividade do trabalho. Vamos complementar as ações que já são rotineiramente feitas no aeroporto”, disse.

Magarão é o comandante da FAB designado para liderar as atividades da missão de GLO. Nesta quarta-feira (8), no aeroporto do Galeão, ele apresentou as diretrizes que nortearão os trabalhos. “Poderemos sim participar de revistas de passageiros e também de revistas de cargas e de bagagens. Mas vamos atuar sem prejudicar a fluidez do comércio exterior e garantindo o sigilo fiscal e a intimidade dos viajantes, respeitando o direito das pessoas”, acrescentou.

A abrangência da nova missão de GLO está delimitada pelo Decreto nº 11.765, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira (1º). Além da atuação da FAB nos aeroportos do Galeão e de Guarulhos, foram autorizadas ações da Marinha nos portos do Rio de Janeiro, de Itaguaí (RJ) e de Santos (SP). Os militares poderão atuar com viés preventivo e repressivo até 3 de maio de 2024. O objetivo é apoiar ações de combate ao tráfico de armas e de drogas e outros tipos de crimes.

Previstas na Constituição Federal, as missões de GLOs conferem às Forças Armadas a autonomia necessária para que atuem com poder de polícia, por tempo determinado, em área previamente definida. Cabe ao presidente da República decretá-las, o que só deve ocorrer em situações graves de perturbação da ordem. Desde 1992, já foram realizadas 145 missões de GLO no país, mas boa parte delas foram voltadas para preservação da segurança pública em três situações específicas: greves de policiais militares, grandes eventos e processos eleitorais.

A nova missão de GLO foi decretada após episódios envolvendo a segurança pública no Rio de Janeiro, que levaram o governador Cláudio Castro a pedir ajuda federal. No início do mês passado, operações das polícias civil e militar tiveram como alvo lideranças do Comando Vermelho. Investigações apontaram que a facção de traficantes estaria envolvida na execução de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca. As vítimas teriam sido mortas por engano, pois uma delas foi confundida com um miliciano.

Também no mês passado, armas furtadas do Exército em Barueri (SP) foram encontradas na capital fluminense. Além disso, há duas semanas, 35 ônibus e um trem foram incendiados  na zona oeste da cidade após um miliciano morrer durante confronto com policiais.

Como está limitada a áreas específicas de controle federal, a missão de GLO não interfere em atribuições das forças de segurança dos estados. Foi instalado um comitê de acompanhamento das ações de segurança, sob coordenação dos ministros da Justiça, Flávio Dino, e da Defesa, José Mucio. Na segunda-feira (6), dia em que a missão teve início, a Marinha também apresentou detalhes de sua atuação. O vice-almirante Renato Rangel Ferreira disse que se trata de uma operação com foco diferente de todas as outras e a classificou de “GLO do mar”.

Articulação

Especificamente no caso de Guarulhos, a FAB também irá atuar também no acesso ao aeroporto em parceria com a Polícia Rodoviária Federal. Já nas vias que levam ao Galeão, estarão presentes as forças de segurança que já fazem o patrulhamento cotidianamente, sobretudo pela Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Segundo Magarão, há detalhes da atuação da FAB que ainda estão sendo coordenados com os órgãos e as agências que atuam nos aeroportos, em busca de um entendimento comum sobre como o emprego dos militares será mais efetivo. O superintendente da Receita Federal, Claudiney Cubeiro dos Santos, reiterou a articulação. “A Receita Federal continua desempenhando as suas atribuições. Teremos uma integração entre os órgãos e isso nos fortalece. É uma integração para combater o crime organizado”, avaliou.

De acordo com o delegado da Polícia Federal (PF) Jacson Rosales, questões como as revistas pessoais e a revista de bagagens estão sendo discutidas. “Estamos alinhando para que a sociedade seja o menos impactada possível com essas ações”, disse. Rosales pontua que, embora a decretação de seis meses de GLO gere na sociedade uma expectativa por um maior número de prisões e apreensões de substâncias ilícitas nos aeroportos, essa não deve ser a forma de medir o sucesso do trabalho.

“A presença do Estado aqui, de forma tão massiva e ostensiva, faz com que o crime organizado naturalmente evite cometer os ilícitos neste aeroporto. Por isso, nós temos que tomar cuidado com os parâmetros estabelecidos e com as métricas a serem impostas para avaliar o trabalho. Se tiver menos apreensões e prisões não significa que a operação não foi exitosa”, avalia. Segundo ele, a GLO pode ser considerada exitosa se coibir as ações do crime organizado e tornar o aeroporto um local mais seguro.




Fonte: Agência Brasil

Rádio Nacional divulga as 12 finalistas do Festival de Música


A Rádio Nacional divulgou na noite desta quarta-feira (8) as músicas finalistas da 14ª edição do Festival de Música Rádio Nacional.

Das 12 composições que vão para a final, uma foi escolhida por votação online e as outras 11 foram selecionadas pela comissão julgadora do festival, que observou a qualidade técnica e artística das gravações nos quesitos música, letra, arranjo e interpretação. Além do ineditismo das obras.

A música que recebeu mais votos online foi a Tempo Brando*, de Mauro Fantozzi, com 3.529 votos, de um total de 16.546 votos.

Confira as finalistas do Festival de Música da Rádio Nacional 2023

01- Cley (Cley e Laissa Lopes) – Prá Ficar

02- Felipe Maia (Felipe Maia) – Banzo

03- Isabela Moraes (Isabela Moraes) – Quem Disse

04- Ivandro Coelho (Ivandro Coelho e Celso Borges) – Água de Assobio

05- Leonel Laterza e Larissa Vitorino – (Leonel Laterza e Larissa Vitorino) – Minas de Mãe

06- Marisa Molchanski (Marisa Molchanski) – Não percebeu ainda?

07- Mauro Fantozzi (Mauro Fantozzi) – Tempo Brando*

08- Naluz (Naluz) – Ventilador

09- Nat Mirrors e os Espelhos da Noite (Natália Pires) – Veludo Verde

10- Samuel Mota (Samuel Mota) – Sentir Tua Presença

11- Sidão Santos (Sidão Santos) – Chiado

12- Well Mattos (Well Mattos) – Urbe em Avidez

Próximas fases

Nesta próxima fase, as 12 finalistas vão concorrer nas categorias Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Arranjo e Melhor Letra, além do prêmio de Música Mais Votada na Internet.

A votação online vai até o dia 17 de novembro e o anúncio dos vencedores da 14ª edição do Festival de Música Rádio Nacional será no dia 18 de novembro, às 16h.

Clique aqui para ouvir e votar na melhor música ( https://radios.ebc.com.br/festival-de-musica-radio-nacional/2023/11/conheca-12-finalistas-do-festival-de-musica-da-radio)

*Música mais votada pela internet.




Fonte: Agência Brasil

Governo instala comissão para conciliar conflitos no campo


Os 15 membros da Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo tomaram posse nesta quarta-feira (8). A comissão tem o objetivo de mediar e buscar conciliação de casos de maior complexidade de conflitos socioambientais no campo.

O colegiado também deverá identificar e realizar estudos sobre o tema, elaborar plano anual de trabalho, com metas e prioridades, estimular e promover o diálogo com objetivo de solução pacífica de conflitos no campo, além de zelar pelo respeito aos direitos humanos nos conflitos socioambientais de maior complexidade.

A Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo foi instituída em agosto de 2023, por meio de decreto presidencial, e é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O colegiado se reunirá mensalmente e deverá apresentar a cada seis meses um relatório de atividades aos órgãos integrantes.

Entre os órgãos que compõem a comissão estão a Advocacia-Geral da União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), a Secretaria-Geral da Presidência da República e os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania; da Igualdade Racial; da Justiça e Segurança Pública; do Meio Ambiente e Mudança do Clima; das Mulheres; e dos Povos Indígenas.




Fonte: Agência Brasil

PF vai investigar preservação de sítio arqueológico em obra do metrô


A Polícia Federal vai abrir um inquérito para investigar os trabalhos de resgate no Sítio Arqueológico Saracura, nas obras da futura Estação Saracura/14 Bis da Linha Laranja do Metrô de São Paulo, na região central da capital. Segundo a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em São Paulo, foi feita uma vistoria conjunta, nesta quarta-feira (8), que constatou uma ação em desacordo com o previsto para preservação do sítio.

O sítio arqueológico foi encontrado em abril de 2022 e pode conter vestígios do Quilombo Saracura. A futura estação de metrô está sendo construída no local onde esteve por 50 anos a escola de samba Vai-Vai, fundada por descendentes do quilombo, onde atualmente é o bairro do Bixiga.

Paralisação

As escavações no local ficaram paralisadas entre março e julho por determinação do Iphan. Em maio, o órgão de proteção do patrimônio imaterial fez uma série de exigências para a Linha Uni, concessionária responsável pelas obras do metrô. A empresa deveria apresentar documentos e laudos sobre as intervenções de segurança no canteiro. Em julho, foi autorizada a retomada do resgate dos itens do sítio arqueológico.

Milhares de peças já foram retiradas do local e guardadas para preservação. São itens diversos, como peças de vestuário, restos de louça e ossos de animais.

Em maio deste ano, um procurador e uma perita do Ministério Público Federal também estiveram no canteiro de obras para avaliar a condução dos trabalhos arqueológicos. Entre as questões que estão sendo apuradas pela investigação da Procuradoria da República está a falta de estudos arqueológicos prévios, antes do início das obras na futura estação.

A partir dos documentos de licenciamento ambiental, a reportagem da Agência Brasil mostrou que regiões do Bixiga e da Liberdade, também com história ligada à população negra da capital paulista, foram os únicos pontos do traçado da Linha Laranja em que não foram feitos estudos arqueológicos prévios. A concessionária Move São Paulo, à época responsável pelas obras, solicitou, em 2020, ao Iphan a dispensa de estudos nesses locais.

Atualmente, as obras são realizadas pela concessionária Linha Uni, que tem o grupo espanhol Acciona como maior acionista, além do banco de investimentos francês Société Générale e o fundo francês Stoa.

Concessionária

A Linha Uni, concessionária responsável pelas obras da futura Linha Laranja do Metrô, disse, por nota, que os trabalhos no sítio arqueológico continuam normalmente. Segundo o comunicado, as atividades realizadas em conjunto com a empresa de arqueologia A Lasca observam “rigorosamente as determinações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), preservando todo o sítio arqueológico”.

A concessionária afirma ainda que “todas as medidas necessárias para garantir a integridade do patrimônio arqueológico foram tomadas”.




Fonte: Agência Brasil

Países das Américas criam entidade policial integrada


O Brasil e mais 15 países vão formalizar nesta quinta-feira (9) a criação da Ameripol (Comunidade de Polícias das Américas), entidade que terá atuação semelhante à da Interpol, na região das Américas. O ministro da Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse hoje (8) que o objetivo é fortalecer o debate que abrange os países vizinhos.

Dino adiantou que a assinatura de formalização da entidade será realizada em cerimônia no Ministério da Justiça, em Brasília, com a celebração de acordo que envolveu o Ministério de Relações Exteriores e as embaixadas.

“Esse mecanismo é importante em face da transnacionalização do crime organizado. Então, tema como a lavagem de dinheiro hoje é essencialmente transnacional, que passa por cripto ativos.”

O ministro disse que conversou ontem com o presidente da Interpol, que é um policial dos Emirados Árabes Unidos, e que falaram sobre a “intensificação da cooperação policial sobre os crimes cibernéticos em geral, inclusive por intermédio de cripto ativos”. Comunidade de Polícias das Américas

Esse é um dos temas prioritários para a constituição da Ameripol tendo como secretário-geral, o diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, delegado Andrei Rodrigues”, afirmou, em entrevista no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro.

O ministro Flávio Dino e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, assinaram, nesta quarta-feira (8), acordo de cooperação técnica para criação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), com foco no combate à lavagem de dinheiro por grupos criminosos e, assim, asfixiar financeiramente tais organizações, especialmente as chamadas narcomilícias.

De acordo com Dino, fatos que acontecem no Brasil repercutem nos países fronteiriços e parte do que acontece lá tem repercussão direta no Rio de Janeiro, por exemplo, e em outros estados.

“Não existe, na nossa visão, bala de prata, santo graal, não existe pedra filosofal, varinha de condão no tema difícil como segurança pública e políticas públicas em geral. Não temos essa ilusão, mas acreditamos que os resultados que estão ocorrendo vão se avolumar em função deste ajuste institucional”, destacou, valorizando também a parceria com o governo do Rio de Janeiro para o combate às narcomilícias.




Fonte: Agência Brasil

PF investiga tentativa de entrada de rede terrorista no Brasil


A Polícia Federal está investigando a hipótese de uma rede terrorista buscar se instalar no Brasil. A informação é do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que participou nesta quarta-feira (8), da cerimônia de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica para a criação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra).

A Operação Trapiche foi deflagrada hoje para interromper atos preparatórios de terrorismo e obter provas de possível recrutamento de brasileiros para atos extremistas no país. Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.

“Vejam que é uma hipótese. A Polícia Federal está investigando, mostrando que neste caso, nós só temos um lado, que é o lado da lei, que é o lado dos compromissos internacionais que o Brasil assumiu.

O ministro reforçou que ainda não há confirmação, mas a investigação mostra a seriedade do trabalho do governo federal para desarticular no Brasil eventuais redes internacionais voltadas ao terrorismo.

“Quando for possível, com certeza, a Polícia Federal vai divulgar os detalhes sobre isso”, assegurou.

Segurança nas escolas

Na ocasião, Flávio Dino também falou sobre as operações para apurar a violência nas escolas. De acordo com o ministro, as ações partem da possibilidade de que atos violentos nas unidades escolares têm a ver com a proliferação dos discursos de ódio, e não com a as narcomilícias.

“Infelizmente há quase sempre a localização de artefatos ou livros que evocam o nazismo ou neonazismo”, detalha. “Isso está mais relacionado com os abusos de plataformas digitais envolvendo adolescentes ou jovens adultos. Anteontem teve uma operação em Santa Catariana que estava vinculada ao ataque que houve em Sapopemba em São Paulo, mostrando que é uma rede que ultrapassa as divisas de cada estado.

O ministro aproveitou o tema para divulgar o site De Boa nas Redes, lançado pelo Ministério da Justiça. É um dicionário de como as famílias podem proteger crianças e adolescentes, exercendo monitoramento e prevenção.

“Não significa que o Estado se desonera das suas responsabilidades”, destacou o ministro, acrescentando que o Laboratório Contra Crimes Cibernéticos do Ministério da Justiça está trabalhando em conjunto com os governos estaduais, nesse tipo de crime, cujo combate é prioritário para o governo.

“Uma vez que nesta semana já foram duas operações em que houve identificação de possível planejamento de ataques contra escolas. Neste caso, é evidente que a ação preventiva é o certo. Ninguém vai esperar para ver, dada a alta lesibilidade que acontece em uma creche ou uma escola, se uma pessoa com armas brancas ou arma de fogo ingressar para perpetrar crimes”, disse o ministro. Ele lembrou que nesta quarta-feira houve operações da Polícia Federal e de polícias estaduais para o cumprimento de 11 mandados de prisão, busca e apreensão contra grupos que tentam levar ideais nazistas e de violência aos jovens.

GLO

O ministro também destacou o papel das Forças Armadas na Garantia de Lei e da Ordem (GLO) para atuar em áreas federais contra o tráfico de drogas. Dino saudou as Forças que, segundo ele, estão fazendo uma movimentação bastante rápida, considerando que é uma mobilização complexa.

“Com certeza os senhores já viram a presença de efetivos da Marinha e da Aeronáutica”, observou. “Acreditamos que a GLO fecha corredores logísticos”, disse o ministro, acrescentando que isso implica desarticulação das redes criminosas e aumento de custo da movimentação das engrenagens do crime.

Entre os resultados obtidos da GLO, que começou a atuar na segunda-feira, Dino destaca a apreensão de 1,6 tonelada de cocaína no porto de Vitória, no Espírito Santo.




Fonte: Agência Brasil

No Rio, feira nordestina de São Cristóvão vira patrimônio estadual


O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, sancionou nesta quarta-feira (8) uma lei que torna o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas um patrimônio Histórico, Turístico, Cultural e Gastronômico do Estado do Rio.

O projeto, da deputada estadual Tia Ju (Republicanos), foi votado e aprovado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e teve sanção publicada nesta quarta no Diário Oficial do Estado.

Mais conhecido pelos cariocas como Feira de São Cristóvão, o pavilhão fica na zona norte da capital fluminense e já era reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Com 37 mil metros quadrados, a feira reúne opções da gastronomia nordestina, cordel, produtos típicos da região, artesanato e vestuário além de também receber shows de ritmos nordestinos e nortistas. Fora a tradição nordestina, a feira também é famosa pela forte presença de bares karaokê entre seus 700 boxes.




Fonte: Agência Brasil