Prédio desaba em Gramado por causa do grande volume de chuvas 


Um prédio localizado na Ladeira das Azaleias, em Gramado (RS), desabou, por colapso estrutural, por volta das 5h40 desta quinta-feira (23) em razão do grande volume de chuvas na região. De acordo com a prefeitura, o local estava isolado desde o último sábado (18) e não há registro de vítimas. “O prédio caiu dentro de seu próprio terreno e não atingiu o bairro Três Pinheiros”. 

“Vale ressaltar que a instabilidade do solo segue e o episódio do colapso é apenas uma das situações de risco. Portanto, o local onde estava o prédio e o bairro Três Pinheiros seguem isolados”, destacou a prefeitura.

“A administração municipal, por meio da Defesa Civil e todas as suas secretarias, segue trabalhando com determinação para auxiliar a população gramadense nas demandas. Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Polícia Civil atuam em conjunto com a prefeitura.”

Em caso de emergência, a orientação é ligar para o Corpo de Bombeiros no número (54) 98434-8064 ou para a Defesa Civil no telefone (54) 99629-6160.




Fonte: Agência Brasil

Operação da PF combate abuso sexual infantil em 24 estados e no DF 


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) a Operação Harpia. O objetivo, de acordo com a corporação, é prender ofensores sexuais de crianças e resgatar vítimas, “gerando maior impacto social e consequente atenção para a ocorrência desse tipo de delito”. 

Em nota, a PF informou que foram cumpridos, simultaneamente, mandados de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal. A ação está a cargo da coordenação de Repressão a Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil.

A operação, segundo o comunicado, é fruto de uma investigação iniciada na diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF que analisou notícias de crimes relacionadas ao abuso sexual infantojuvenil online.

“Foram produzidos os relatórios de análise para que as unidades regionais da PF dessem prosseguimento às investigações, com o cumprimento das medidas cautelares no âmbito de uma operação em todo o Brasil.”

Além dos mandados de busca e apreensão, algumas pessoas foram presas durante a operação, mas a PF ainda não informou a quantidade de prisões. “Em tese, os investigados responderão pelos crimes de armazenamento, compartilhamento e produção de material de abuso sexual infantil e estupro de vulnerável”.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal faz ação contra fraudes bancárias no Rio de Janeiro


Policiais federais cumprem nesta quinta-feira (23) três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão contra suspeitos de fraudes bancárias, no estado do Rio de Janeiro.

Os mandados da Operação Diretoria 14 foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói, no Grande Rio. Segundo a Polícia Federal (PF), até as 8h30, uma pessoa já tinha sido presa.

As investigações começaram depois que uma mulher foi flagrada usando um documento de identidade falso para cometer fraude contra a Caixa Econômica Federal, em julho deste ano.

A partir das investigações foram identificadas pelo menos quatro pessoas que participavam do esquema criminoso. Em uma das contas usadas pelo grupo, foram movimentados R$ 60 milhões, mas estima-se que o prejuízo seja maior.

Os investigados têm antecedentes criminais por estelionato e, juntos, somam 37 anotações criminais. Eles responderão por estelionato e associação criminosa.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio de R$ 3,5 milhões


O sorteio das seis dezenas do concurso 2.659 da Mega-Sena será realizado a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, na cidade de São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

Caso apenas um ganhador ganhe prêmio principal, de R$ 3,5 milhões, e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 21 mil de rendimento no primeiro mês.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa de R$ 5.




Fonte: Agência Brasil

Ribeirinhos no Amazonas reclamam de falta de assistência durante seca


Moradores de comunidades ribeirinhas e de flutuantes encalhados no Rio Negro relatam sofrer “abandono” por parte do poder público local e estadual. Entre as situações estão a falta de recebimento de cestas básicas, de acesso à água potável e energia elétrica.

Segundos relatos ouvidos pela Agência Brasil, alguns moradores estariam com dificuldades para conseguir se alimentar, passando até fome. Eles também reclamam de dificuldades de acessibilidade para deixar o local onde moram e ir às áreas urbanas da região metropolitana de Manaus, em busca de alimentos e cuidados de saúde.

As famílias que vivem em flutuantes encalhados na região conhecida como ilhas, do outro lado da ponte Jornalista Phelippe Daou, que separa Manaus do município de Iranduba, passam por situação de privação, em alguns casos sem acesso à energia elétrica e água, sem receber cestas básicas, chamadas de rancho e anunciadas pelo poder público municipal e estadual.

Um desses moradores, o comerciante Francisco Aldir Ferreira, 51 anos, vende farinha, açúcar, pão e outros itens em um pequeno flutuante encalhado no leito do rio. Ele contou à Agência Brasil que as cerca de 80 famílias estão sem acesso à água encanada. No local onde seu comércio está encalhado, localizado pouco depois do distrito Cacau Pirêra, moram cerca de 80 famílias.

“A gente sente falta de muita coisa. Água, mercadoria, comida também. Às vezes, a pessoa traz ranchos [cestas básicas] e não entrega direito pra gente. O prefeito também não liga”, relatou. “Às vezes chega a luz, às vezes não tem. É uma briga feia”, disse o comerciante.

A vendedora autônoma Onete Moraes, 31 anos, informou que há cerca de cinco dias a água não aparecia nos canos.

Manaus (AM), 22/11/2023, Chão rachado devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Manaus – Chão rachado devido ao nível baixo do Rio Igarapé Tarumã-açu – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“A água é complicada, dia que vem, dia que não vem, entendeu? Está muito difícil essa seca, piorou para todo mundo, nem pescar está dando. Tudo seco, não tem condições. Olha só quantos quilômetros a gente tem que andar para chegar lá na beira do rio, já está quase em Manaus”, afirmou. “Então, para todo mundo ficou muito dificultoso nessa seca aqui, está horrível mesmo, difícil”.

Diante da situação, Onete e alguns moradores decidiram iniciar uma ocupação em área seca. A medida tem por objetivo forçar a prefeitura a construir moradias para quem vive em flutuantes.

“A prefeitura eu creio que tem condições de dar uma moradia assim para o povo do flutuante, entendeu? Mas em casas que é na beira da rua”, disse Onete, que lembrou a situação de moradores de flutuantes encalhados nas localidades chamadas de ilhas. “Essa é a situação da população ribeirinha e das palafitas que têm aí para trás. Tem casa pra lá ainda, são piores do que nós, porque aqui ainda tem como puxar um cano de água e para eles lá, nem energia tem. Então, a gente não tem que falar só por um, mas por todos que estão aqui, que vivem essa situação, de seca”, afirmou.

Nessas localidades, a exemplo de Ilha Iranduba, Ponta da Piraíba, Alagadiço e outras, é que a situação é mais drástica. Além da falta de energia, do acesso à água potável, para conseguir alimentos, os moradores têm que enfrentar caminhadas de mais de uma hora em meio ao leito lamacento do Rio Negro.

É o caso do pescador Adriano Rodrigues, 38 anos, que a cada dois dias faz a travessia para comprar água. À Agência Brasil ele explicou que, além de estar sem energia elétrica há cerca de dois meses, a água que os moradores utilizam vem de uma cacimba cavada em uma das ilhas.

“Sem luz e tomando água da cacimba. Se quiser, como faço, eu vou lá na feira e trago cinco, seis garrafas na costa. Toda viagem que vou, levo esse saquinho para trazer com as garrafas dentro. Durante todo esse tempo, foram seis garrafões de água”, relatou. “Se não tivesse a bicicleta do filho dele [disse apontando para outro pescador], eu iria andando e ia ser pior ainda. De vez em quando, tenho que ir ao médico e andar tudo isso para chegar lá”, reclamou.

Segundo Rodrigues, há mais famílias em outros trechos do rio que passam por situações ainda mais drásticas. Ele disse que mesmo que o rio encha até o fim do ano, a perspectiva é de que só consigam desencalhar seus flutuantes em janeiro.

“Todos estão passando pela mesma situação. Tem gente mais para dentro ali, atolado, que não tem condições de sair. E vai sair depois de nós. Saímos primeiro porque ainda é barco, mas os flutuantes saem depois, porque não tem condição, talvez a gente vá sair daqui para janeiro, ou lá para o fim de dezembro”, observou.

Raimundo Lucas da Silva, 61 anos, pescador amigo de Rodrigues, criticou a ausência do poder público que, segundo ele, só apareceu uma vez para entregar cestas básicas aos ribeirinhos das ilhas.

“A situação aqui está precária, estamos dentro da lama, sem ajuda de governo, de prefeito, vereador, não temos ajuda de nada. Sem poder sair para nenhum canto, só para Cacau Pirêra, para Manaus você não pode sair. Estamos aqui desde que começou a secar e até agora está assim. Quando o rio encher é que vamos poder sair”, disse. “Teve uma seca grande, ficou tudo seco, mas foi rápido. Agora, essa que estamos atravessando aqui está difícil mesmo, não temos apoio do governo. O prefeito veio aqui uma vez, deu uma cestinha básica deste tamanho” falou, gesticulando para mostrar um pequeno pacote.

“Ele [o prefeito] foi embora, abandonou a gente, pedimos ajuda para fazer uma escavação para as canoas poderem passar, ir para o outro lado comprar um gelo, porque você está vendo essa água. Pegamos água de uma cacimbinha. Estamos sem luz há dois meses”, acrescentou.

A Agência Brasil entrou em contato com a prefeitura de Iranduba, mas não teve retorno.

Em Manaus, nas comunidades do bairro Tarumã-mirim, na zona rural, a situação também é preocupante devido a problemas de deslocamento e não recebimento de cestas básicas. Na comunidade Nossa Senhora De Fátima, formada por cerca de duas mil pessoas, moradores citam uma única entrega de cesta básicas para a população local, no início de outubro.

O vice-presidente da Associação dos Moradores da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, Lázaro Furtado de Santos, 65 anos, disse que os cerca de 2 mil habitantes têm sofrido para manter o sustento e se alimentar.

Manaus (AM), 22/11/2023, Lázaro Furtado dos Santos, vice-presidente da Associação dos Moradores da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, fala sobre a maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Manaus – Lázaro Furtado dos Santos, vice-presidente da Associação dos Moradores da Comunidade Nossa Senhora de Fátima – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Olha, a dificuldade tem, prometeram aqui um rancho [cesta básica], para nós não, para a comunidade, né? Em 200 cestas básicas vieram cinco itens para cada família. Não veio nem uma cesta básica, veio um quilo de arroz, meio de feijão, um pacote de café de 100g, um óleo, um açúcar. Para quem veio açúcar não veio óleo, para quem veio farinha, não veio o açúcar e assim foi sucessivamente”.

Santos disse ainda que os moradores esperam a construção de uma estrada asfaltada ligando a comunidade à zona urbana de Manaus. Segundo ele, as obras tiveram início há alguns anos, mas continuam longe da conclusão.

“Se vier o asfalto, fica melhor para todo mundo. Caso não venha, se for só uma maquiagem que os políticos fazem, quando chover não vai ter mais acesso de novo, vai ficar enlamaçado, vira buraqueira”.

Por enquanto, os moradores utilizam uma estrada de barro, enquanto aguardam a chegada do asfalto para ir a Manaus. O trajeto, porém, é demorado, e, por isso, o meio mais utilizado ainda é o deslocamento pelas águas dos rios. Com a seca, houve aumento nos custos com transporte feito por mototaxistas, uma vez que é necessário caminhar, dependendo da comunidade, por vários minutos ou até mesmo horas.

Dona de um restaurante na comunidade, Conceição Ferreira Marical, 51 anos, conhecida como Cátia, contou à Agência Brasil que teve que reajustar o preço da refeição, por causa do aumento com os custos de transporte. Ela disse que em tempos de cheia, os barcos chegam no começo da comunidade, mas com a seca, teve que acrescentar o custo do transporte para não ter prejuízo.

Manaus (AM), 22/11/2023, Conceição Ferreira Marical, a Cátia, vende almoço para população da comunidade de Nossa Senhora de Fátima, comenta as dificuldades que vem vivendo com o nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Manaus – Conceição Ferreira Marical, a Cátia, vende almoço para população da comunidade de Nossa Senhora de Fátima – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Tá muito difícil trazer as coisas de lá [Manaus]. Gastamos muito para chegar aqui. Eu vendia minha refeição a R$ 10,00 e aumentei R$ 2,00, o pessoal até reclamou, mas aleguei que é preciso entender que, agora, estamos gastando muito para chegar aqui. Lá [em Manaus] eu pego o carro para descer a Marina, R$ 40,00. Aí eu pago o pessoal para carregar, vão mais R$ 30,00. Aqui, pego um mototáxi, são R$ 10,00 a cada viagem. Gastamos muito para chegar”, disse.

A prefeitura de Manaus informou que, na primeira fase da Operação Estiagem, 481 famílias de 11 comunidades da região do Tarumã-Açú receberam ajuda humanitária fornecida pelo município, com 606 cestas básicas, 6.100 litros de água potável e 379 kits de higiene, além de poços artesianos nas comunidades Tiú e São Sebastião.

De acordo com a prefeitura, a operação beneficiou ainda 77 comunidades ribeirinhas de Manaus com 6.229 cestas básicas, 4.833 kits de higiene e 43.120 litros de água potável, incluindo 23.660 moradores ribeirinhos da capital amazonense.

“Na segunda fase, iniciada na semana passada com auxílio do governo federal no valor de R$ 3,6 milhões, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o objetivo da prefeitura de Manaus é levar ajuda humanitária a 81 comunidades ribeirinhas, incluindo as localizadas na região do Tarumã-Açu”, diz nota encaminhada pela assessoria. A Agência Brasil também entrou em contato com o governo estadual, mas não obteve retorno.




Fonte: Agência Brasil

Cais do Valongo, no Rio, é reaberto depois de revitalização


O sítio arqueológico do Cais do Valongo, no centro da cidade do Rio de Janeiro, será reaberto nesta quinta-feira (23) depois de passar por um processo de revitalização. A revitalização do monumento custou R$ 2 milhões e incluiu a instalação de sinalização educativa, painéis expositivos e a substituição do guarda-corpo.

Patrimônio cultural mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), desde 2017, o cais foi, durante os séculos 18 e 19, o principal porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os vestígios do cais foram descobertos em 2011, durante escavações para obras do Porto Maravilha, projeto de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro.

“Essa memória precisa ser preservada, como um porto da nossa história e um farol de mudanças que precisam manter as pessoas negras donas de suas trajetórias do presente e do futuro e cada vez mais distantes do passado perverso da escravidão”, afirmou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, em evento comemorativo ao Dia da Consciência Negra, na última segunda-feira (20).

Segundo Alexandre Nadai, coordenador de comunicação do Instituto Pretos Novos, voltado para a preservação do patrimônio material e imaterial afro-brasileiro, o Cais do Valongo é o marco de um crime contra a humanidade: a escravização de milhões de africanos nas Américas.

“As pessoas têm que conhecer o complexo do Valongo, para entender o que aconteceu e todo esse crime cometido contra os africanos e que é cometido ainda contra os negros. A gente precisa trazer as pessoas para conhecer essa história e mitigar todo esse racismo estrutural que é a base da nossa sociedade.”

Pequena África

O Cais do Valongo fica em uma região conhecida como Pequena África, por reunir uma população majoritariamente negra e por ter uma história ligada à diáspora africana, com sítios como o Cemitério dos Pretos Novos, local de sepultamento de africanos recém-desembarcados no Valongo que morriam antes de serem vendidos, e a Pedra do Sal, considerada um dos berços do samba urbano carioca.

“Não foi só a mão de obra escrava que entrou pelo cais. Trouxeram também uma nova possibilidade de civilização, através da sua cultura, da sua espiritualidade, dos seus costumes e sua sociabilidade, que marca muito hoje a sociedade brasileira. Não se pode pensar o Brasil sem a capoeira, sem samba, sem maracatu”, afirma o babalaô Ivanir dos Santos, professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Comitê Gestor do Cais.

Nesta semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também anunciou ações para preservação e valorização da memória e herança africanas na Pequena África.

Umas das medidas é um acordo de cooperação técnica com vários órgãos do governo, incluindo o Iphan e os ministérios da Cultura e da Igualdade Racial, para a elaboração de um planejamento físico-espacial da região. O objetivo é implantar ali um distrito cultural no prazo de três anos.

Também foi anunciado o consórcio que gerirá o edital Viva Pequena África, que visa fortalecer instituições culturais locais, estruturar uma rede de representantes da memória e herança africanas no Brasil e incentivar a criação de uma nova rota turística conectada a roteiros de afroturismo nacionais e internacionais.

O consórcio formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), Instituto Feira Preta e Diaspora Black será responsável por ferir um fundo de R$ 20 milhões, sendo metade oferecida pelo Fundo Cultural do BNDES e o restante a ser captado junto a doadores.

Gestão

O local foi desativado em 1831, depois de receber 1 milhão de escravos, segundo o Iphan, devido à proibição do tráfico transatlântico. Em 1843, foi aterrado para a construção de um novo cais, que receberia a princesa Teresa Cristina, esposa do imperador Dom Pedro II, e passou a ser chamado de Cais da Imperatriz.

No início do século passado, foi novamente aterrado, com as reformas urbanísticas da cidade. Após ser descoberto em 2011, o Cais do Valongo passou a ser protegido pelo Iphan em 2012, mesmo ano em que foi aberto à visitação. Tornou-se Patrimônio Cultural da Cidade do Rio em 2013 e foi nomeado Patrimônio Mundial em julho de 2017.

Mas, em 2019, o comitê gestor, exigido pela Unesco para acompanhar ações de preservação do sítio arqueológico e que havia sido criado um ano antes, foi extinto, depois de se reunir apenas duas vezes. O comitê só foi recriado em março deste ano.




Fonte: Agência Brasil

FIJ repudia privatização de estatais de comunicação da Argentina


A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), organismo que reúne 600 mil jornalistas de todo o mundo, com presença em mais de 140 países, repudiou, nesta quarta-feira (22), as declarações do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, sobre a privatização dos veículos públicos de comunicação. A entidade também afirmou que apoiará os sindicatos locais do setor na defesa “do acesso à informação e emprego”.

Na última segunda-feira (22), Milei afirmou, já como presidente eleito, sua intenção de privatizar empresas estatais, mencionando a Televisión Pública, a Radio Nacional e a agência de notícias Télam. Em comunicado conjunto, diretores de veículos públicos de comunicação da Argentina afirmaram que as palavras de Milei “geram rechaço e preocupação, já que demonstram um grande desconhecimento do papel que [esses veículos] cumprem na construção democrática”.

O documento das emissoras públicas reafirma que os meios de comunicação públicos garantem a informação como um direito e não uma mercadoria, bem como a pluralidade, a diversidade e a inclusão em seu conteúdo, o mandato de serviço público estabelecido pelas leis vigentes e a soberania informacional e cultural. “Os meios de comunicação públicos são essenciais para o fortalecimento da vida democrática, da liberdade de expressão, da diversidade de vozes e da construção cidadã”.

Em diversas entrevistas como candidato, Javier Milei argumentou que os meios de comunicação públicos são “um ministério secreto de propaganda” e que “tudo o que puder estar nas mãos do setor privado, estará nas mãos do setor privado.”

Em nota, a FIP reafirmou apoio a todas as organizações reunidas na luta pela defesa dos meios públicos de comunicação. “Sua permanência no ecossistema mediático garante o direito do povo à informação com um critério de não obedecer às leis do mercado, apoiando uma agenda plural e nacional”, diz a entidade.

*com informações da agência Télam




Fonte: Agência Brasil

Flip tem valorização local com a participação de escritoras de Paraty


Não é só de nomes nacionais e internacionais, ligados a capitais ou grandes cidades, que vive a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O evento, que começa nesta quarta-feira (22) e vai até o próximo dia 26, conta com a participação de escritores e escritoras do próprio município, lançando ou divulgando suas obras no evento. Uma forma de valorizar o artista e a cultura local.

Brisa de Souza é uma dessas pessoas. A paratiense está divulgando seu primeiro livro na Flip, De tanto me deixar levar fiquei à deriva, nas casas parceiras do evento. A obra é uma combinação de diversos tipos de textos, como poemas e contos. Para ela, a oportunidade de estar na festa é especial.

“É um espaço de encontro. uma vitrine. É um network a céu aberto. É esse momento de encontro. É como se fosse um encontrão dos escritores”.

Brisa também destaca a emoção de divulgar o trabalho em sua própria terra natal.

“Poder receber em casa é poder servir um café e mostrar o meu trabalho de um jeito que eu me sinta muito confortável, que eu me sinta muito feliz.”

Desafio

A escritora Elisa Pereira mora em Paraty desde 2011 e também participa do evento nas casas parceiras. Segundo Elisa, um ponto alto do evento é ajudar na circulação das obras.

“Eu tenho falado que hoje em dia não é muito difícil publicar um livro. O mais difícil, o maior desafio, é fazer com que o seu trabalho seja lido, fazer com que sua obra seja vista, circular com seu trabalho. Participar de um evento deste porte é um acréscimo”.

Mas a escritora faz uma ressalva. Apesar dos avanços, a Flip pode ser ainda mais inclusiva.

“Eu acredito que podemos sempre melhorar, tanto na participação de pessoas negras como na participação de mais mulheres, indígenas e pessoas LGBTQIA+”.

Elisa está divulgando na festa seus três livros, entre eles a segunda edição de Memórias da Pele, obra de poesias.

Ouça na Radioagência Nacional:




Fonte: Agência Brasil

RJ: mais de 78% dos desaparecimentos de crianças são fugas do lar


Mais de 78% dos desaparecimentos de crianças no Rio de Janeiro são resultado de fugas do lar. A informação foi dada no webinário “Por que todos os dias desaparecem crianças e adolescentes?”, promovido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) e a Fundação para a Infância, Adolescência e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

O objetivo do encontro é garantir práticas e ações para ajudar a evitar que uma criança ou adolescente resolva sair de casa e desaparecer.

Os sumiços no estado têm endereço, gênero e raça. Segundo dados do SOS Crianças Desaparecidas referentes a outubro, 64% são meninas. A maioria dos desaparecidos é negra ou parda: 72%. A cor negra também é maioria quando os localizados são encontrados mortos: 58%. Em relação ao local de moradia, juntos, os 13 municípios da Baixada e a capital fluminense concentram 49,5% dos casos. Já as outras 78 cidades do estado somam 50,5% das ocorrências.

Chama a atenção o alto número de desaparecimentos voluntários, 78%, o que reflete uma vulnerabilidade social dessa criança ou adolescente, segundo a promotora do Ministério Público, Roberta Ribeiro. “Quando fala que “ah, ele saiu voluntariamente”, acontece, na maioria dos casos, uma certa inércia das instituições e de como enfrentar esse fenômeno. É mais uma nuance dessas vulnerabilidades que a infância negra, pobre atravessa. Então, lidar com isso, com essa saída e lidar com esses efeitos dessa saída e do que pode acontecer a partir dessa saída é mais um dos indutores, mais um dos propósitos que a promotoria funciona.”

Entre as causas, está a rebeldia dessas crianças, a falta de acolhimento nos respectivos lares e também a não aceitação dos responsáveis da orientação sexual ou religiosa, de acordo com o Coordenador do Laboratório de Estudos da Violência e Vulnerabilidade Social, da Universidade Mackenzie, Marcelo Neuman. “Minha filha é muito rebelde, não segue as regras que a gente coloca aqui em casa. Quando ele fala que é homossexual ou quando ele fala que se identifica com outro gênero, então isso é uma questão que muitas vezes a família não aceita. As famílias que vêm com seus conceitos morais, sociais, dificulta esse diálogo com as crianças e os adolescentes. levando à fuga do lar.”

Em relação às dificuldades no trabalho de busca dos desaparecidos está o fato de que, na maioria das vezes, a polícia escolhe, primeiro, ir atrás dos suspeitos em vez de encontrar o desaparecido, como aponta o defensor público Rodrigo Azambuja. “Na visão da própria polícia, o que é mais importante não é encontrar uma criança, o que é mais importante é prender um autor de um roubo, um autor de um furto. Na compreensão desses órgãos é que a gente consegue entender essa lógica. Não estou fazendo nenhuma crítica expressamente ao trabalho deles, mas é a lógica do sujeito que se entende lá policial, ele quer prender lá um traficante, um autor de um roubo, ele não quer ir atrás de uma criança que está desaparecida.”

Durante o evento, foi lançada uma cartilha sobre como registrar e se prevenir de desaparecimentos. Algumas dessas recomendações são manter a criança sob supervisão constante de um adulto e nunca deixá-la sozinha, principalmente em locais públicos. Para ver o conteúdo, acesse o site www.ifht.uerj.br e clique em publicações.

Ouça na Radioagência:




Fonte: Agência Brasil

Incêndios em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão controlados


Os focos de incêndio no Pantanal sul-mato-grossense foram totalmente controlados, segundo o Corpo de Bombeiros do estado. De acordo com a corporação, as chuvas dos últimos dias contribuiu com o trabalho dos brigadistas que combatiam as chamas em um dos mais ricos e diversificados ecossistemas do planeta.

Apesar dos focos ativos no estado terem sido controlados já nesta terça-feira (21), 72 bombeiros continuam monitorando a região e fazendo o rescaldo de áreas atingidas pelo fogo a fim de tentar evitar novos incêndios.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a onda de calor que fez as temperaturas dispararem em todo o país atingiu também o Pantanal, onde a baixa umidade do ar favoreceu o surgimento dos primeiros focos, que os ventos fortes das últimas semanas se encarregaram de espalhar.

“Esses fatores associados provocaram uma disparada nos focos de incêndio na região do Pantanal”, explicou a corporação em nota do último dia 16.

Mato Grosso

A chuva dos últimos dias ajudou também os bombeiros de Mato Grosso, onde, até esta terça-feira, havia um único foco de calor ativo, na região do Rio Paraguai, no Pantanal. A Agência Brasil perguntou à corporação se este ponto de calor já foi debelado ou se novos focos foram identificados nas últimas horas, mas ainda não recebeu a resposta.

Em nota divulgada ontem, o Corpo de Bombeiros garantiu que 120 bombeiros e agentes da Defesa Civil e do Centro Integrado de Operações Aéreas permaneceriam de prontidão, em oito frentes de combate aos incêndios.

“A não-detecção de um foco de calor não significa que o incêndio está completamente extinto, mas sim que a intensidade das chamas diminuiu significativamente. É por isso que nossas ações não chegaram ao fim. As equipes continuam lá para monitoramento in loco, combate de eventuais pontos de incêndios e rescaldo”, explicou, na nota, o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Marcos Aires.

Além de mais de uma centena de servidores, a ação mato-grossense exigiu o emprego de aviões, helicópteros, 11 barcos, caminhões-pipa e viaturas. “As pessoas precisam analisar o cenário como um todo e o incêndio no Pantanal precisa ser esclarecido. Mesmo com o grande investimento já feito em todo o efetivo, estamos falando de natureza; de altas temperaturas – que, nas últimas semanas, ficaram acima dos 40 graus – e de um período seco atípico. Tudo isso, somado à vegetação do Pantanal, que possui muito material orgânico, chamado de turfa, faz com que o fogo se alastre no subsolo e não na superfície. Todo esse cenário dificulta o trabalho dos nossos profissionais”, acrescentou o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Alessandro Borges, em outra nota, divulgada no último dia 18.

Ajuda federal

Além da estrutura dos dois estados e de organizações não-governamentais (ONGs), o combate ao fogo no Pantanal contou com auxílio de órgãos federais, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Mais de 300 servidores federais participaram da ação integrada, que também contou com o apoio de cinco aeronaves do ICMBio e, ao mesmo tempo que combatia as chamas, resgatava animais feridos ou que fugiam do incêndio florestal, principalmente nas cercanias do Parque Nacional do Pantanal e da região da rodovia Transpantaneira.

As equipes ganharam ainda o reforço de brigadistas do Distrito Federal e de Goiás. E na tarde do último domingo (19), foram surpreendidas ao avistarem a onça-pintada que ficou famosa ao ser salva, com queimaduras de terceiro grau nas patas, durante os incêndios que destruíram parte do bioma durante os incêndios de setembro de 2020. Na época, o animal passou por um tratamento inovador, à base de células-tronco, voltando a ser solto na natureza em pouco mais de um mês.

Batizada de Ousado, a onça-pintada foi identificada por pesquisadores do ICMBio enquanto descansava à margem de um rio. De acordo com os especialistas, o animal aparenta estar saudável, embora uma das patas dianteiras estivesse inchada, com uma leve escoriação.




Fonte: Agência Brasil