Orquestra formada por jovens da periferia se apresenta no Vaticano


Nascida e formada por jovens da periferia de Recife, a Orquestra Criança Cidadã se apresentou nesta sexta-feira (3) no Vaticano, durante a realização do Concerto para a Paz. Com uma missão pacifista, a orquestra, formada por 25 jovens entre 14 e 21 anos de idade se apresentou ao lado de músicos da Itália e de regiões que estão em conflito, como Rússia e Ucrânia. O objetivo do concerto é sensibilizar o mundo pelo fim das guerras.

Ao todo serão duas apresentações. A primeira foi nesta sexta-feira no Altar-mor da Basílica de São Pedro. A segunda está marcada para este sábado (4), na Sala Paulo IV, e contará com uma presença ilustre, o papa Francisco é esperado para assistir a apresentação.

A Orquestra Criança Cidadã é formada por músicos que residem em Coque, bairro de Recife com um dos piores índices de desenvolvimento humano. Parte deles também reside em Camela, um distrito da cidade de Ipojuca, na região metropolitana do Recife. O projeto surgiu para fornecer uma oportunidade às crianças e jovens das regiões periféricas por meio da música. Na orquestra, esses jovens recebem não somente aulas de instrumentos de cordas, sopros e percussão, mas também teoria musical, canto coral e apoio pedagógico, alimentação e atendimento psicológico, médico e odontológico.

“É um projeto de inclusão social e cidadania através da música. É destinado a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social de localidades pobres da região metropolitana do Recife. Foi criada em 2006 e é mantida por patrocínio de empresas públicas e privadas”, explicou José Renato Accioly, coordenador musical e regente da orquestra.

Pedro Henrique Martins, de 19 anos de idade, é um dos alunos desse projeto que está se apresentando no Vaticano. Ele, que toca violino, está na orquestra desde os 12 anos e agora é universitário de música. “Sempre via os meninos [músicos] mais velhos passando pela frente da minha casa e minha mãe me convenceu [a ir], me levou para fazer o teste. Não sabia o que era. Passei. No começo era brincadeira e, hoje, é praticamente profissão, faço faculdade [licenciatura em música]”, disse à Agência Brasil.

Para Pedro, a orquestra lhe ofereceu uma grande oportunidade de vida. “Se não fosse pela orquestra, não sei o que estaria fazendo agora. Depois de ter entrado, é um caminho para a vida toda. Hoje, a única coisa que quero fazer é ser professor, lidar com música. Antes, eu não sabia uma nota musical. Com o tempo, vai entrando na nossa vida e, quando a gente percebe, é o que ama fazer. Vira parte do nosso dia, de mim. O instrumento está presente o dia inteiro. Espero que a orquestra continue fazendo as pessoas, como me fez e como fez meus amigos”.

Repertório

Para as duas apresentações no Concerto para a Paz, no Vaticano, foram escolhidas músicas do russo Sergei Rachmaninov, do ucraniano Mykola Leontovich, do italiano Antonio Vivaldi e do argentino Astor Piazzolla, em tributo ao papa.

“O repertório inclui obras clássicas de compositores dos países em guerra, além de Aquarela do Brasil [Ary Barroso], Três Peças Nordestinas [Clóvis Pereira], o Prelúdio da Bachianas 4, de Villa-Lobos, e, em tributo ao papa, Por Una Cabeza, de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera”, informou o regente da orquestra.

“O repertório foi escolhido através do critério da nacionalidade, primeiro. Então a gente vai ter música ucraniana, russa, italiana, brasileira e, como a gente vai tocar para o papa, argentina. Mas também, por ser um concerto pela paz, a gente escolheu um repertório que tenha a atmosfera de dois sentimentos bastante importantes, o perdão e a esperança”, acrescentou Accioly.

Para Pedro, tocar no Concerto para a Paz está sendo uma oportunidade muito especial. “A gente toca ao lado de pessoas que podem ter perdido alguém ou algo nesses conflitos. A gente precisa ter sensibilidade e acolher todos da melhor forma”.

Quem também está participando do Concerto para a Paz é Antonino Tertuliano, 30 anos de idade. No passado, Tertuliano fez parte do projeto em Pernambuco, mas agora ele integra a Orquestra Filarmônica de Israel e faz mestrado na área musical em Munique, na Alemanha.

“Estou muito feliz em fazer parte da comitiva que vai participar desse concerto. Esse concerto também tem um significado muito especial para mim por conta do que vem acontecendo em Israel. Moro em Tel Aviv”, disse. “A mensagem que tento passar para aqueles que estão lá é que a paz realmente é algo que entendemos e tomamos como garantia, mas ela é valiosa e, quando não a temos, é entristecedor”.




Fonte: Agência Brasil

Entenda o papel do analista ambiental na proteção do meio ambiente


Com um papel cada vez mais fundamental na proteção do meio ambiente e na promoção do desenvolvimento sustentável, cabe aos analistas ambientais atuar no debate, formulação e planejamento estratégico das políticas nacionais voltadas para área, que serão implementadas por diferentes órgãos da administração pública. Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou um edital de concurso público com 98 vagas para o cargo. As inscrições poderão ser feitas desta sexta-feira (30) até o dia 22 de novembro.

O último concurso para analistas do MMA foi autorizado em 2010, com resultado divulgado em 2011. Pela legislação, esse profissional é responsável, entre outras atividades, por trabalhar especialmente com regulação, controle, fiscalização, licenciamento e auditoria ambiental; monitoramento ambiental; gestão, proteção e controle da qualidade ambiental; ordenamento dos recursos florestais e pesqueiros; conservação dos ecossistemas e das espécies neles inseridas, incluindo seu manejo e proteção; e estímulo e difusão de tecnologias, informação e educação ambientais.

Mas, na prática, o que faz um analista ambiental? Para entender melhor a função, a Agência Brasil conversou com dois profissionais que trabalham no MMA para detalhar a rotina de trabalho.

O analista ambiental João Paulo Sotero explica que a função está inserida na carreira de especialista em meio ambiente e que o analista pode tanto trabalhar no MMA, quanto em órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Serviço Florestal Brasileiro, com as atribuições variando conforme a atuação de cada órgão.

23/11/2023, O analista ambiental João Paulo Sotero esclarece que a função está inserida na carreira de especialista em meio ambiente e que o analista pode tanto trabalhar no MMA, quanto em órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Serviço Florestal Brasileiro, com as atribuições variando conforme a atuação de cada órgão. Foto: Arquivo Pessoal

Analista ambiental João Paulo Sotero – Foto: Arquivo Pessoal

“No caso do analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o concurso tem a ver com a contribuição mais da formulação da política pública. Então, a gente atua aqui com a criação de normativos, de leis, de decretos. A gente atua aqui no financiamento da agenda ambiental. A gente atua aqui na gestão de colegiados. O mais famoso deles é o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)”, explicou Sotero à Agência Brasil.

Ele lembra ainda que a carreira de especialista em meio ambiente comporta qualquer formação superior.

“A área ambiental é multidisciplinar, não é só de biólogos, agrônomos, engenheiros florestais. Você precisa trabalhar várias formações. Então administrador, relações internacionais, economistas e outras formações são muito bem-vindas no Ministério do Meio Ambiente”, disse.

“A gente aqui trabalha, por exemplo, nas negociações internacionais, na captação de recursos internacionais para as políticas ambientais. A gente aqui faz a gestão de fundos. Isso daí é algo que o próprio ministério tem, mas as autarquias, as executoras, não. Nós temos aqui o Fundo Nacional do Meio Ambiente, Fundo Clima, que interage com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para a implementação do Fundo Amazônia. Na Agenda de Qualidade Ambiental, por exemplo, a gente trabalha fomentando a erradicação de lixões, a transformação de lixões em aterros sanitários, e aí a gente tem instrumentos de política pública para fazer isso”, acrescentou o analista, que trabalha no cargo desde 2007.

Como exemplo do trabalho do analista, Sotero citou o fomento de ações no âmbito da bioeconomia para a comercialização de produtos como o açaí e a castanha-do-pará, com base no Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), em ações de planejamento ambiental territorial para viabilizar o desenvolvimento sustentável a partir da compatibilização do desenvolvimento socioeconômico com a proteção ambiental.

“Vamos lá formular ações, promover diálogo com o mercado consumidor, com os atravessadores, para que aquele produto saia da floresta, não destrua a floresta e chegue na mesa dos brasileiros. Estamos mais atrelados à política ambiental e não à implantação da política ambiental”, descreveu.

Atuando na Secretaria Extraordinária do Controle do Desmatamento e Ordenamento Territorial Ambiental do MMA, Sotero destaca que esse papel se deve ao fato de o MMA ser um ente formulador, enquanto outros órgãos, como o Ibama e o ICMBio, são executores.

“O analista ambiental do Ibama, por exemplo, vai atuar na fiscalização ambiental, entre outras atribuições. Ele vai a campo para fiscalizar. Ele atua também, por exemplo, no licenciamento ambiental, recebendo as documentações dos empreendimentos, e ele vai analisar para ver se aquele empreendimento é passível de licença ambiental ou não. No caso do ICMBio, a mesma coisa, tem um foco mais na implementação, na execução da política em âmbito federal, então o analista ambiental do ICMBio, ele faz a gestão de unidades de conservação, de programas relacionados à gestão das unidades de conservação federais. Tem mais de 300 no Brasil”, disse.

No seu dia a dia na Secretaria de Controle do Meio Ambiente do MMA, Sotero disse trabalhar, atualmente, na elaboração de planos de prevenção e controle do desmatamento. Um deles, o da Amazônia, já está pronto; o do Cerrado, em fase de finalização. Os demais biomas virão na sequência. Cabe à secretaria a elaboração de políticas, normas e estratégias destinadas ao ordenamento ambiental territorial e à redução e ao controle do desmatamento e dos incêndios florestais nos biomas brasileiros, em especial na Amazônia e no Cerrado.

“Nesses planos, por exemplo, a gente convida os outros ministérios, os órgãos vinculados a esses ministérios, para propor ações para o controle do desmatamento e, a soma de todas as ações articuladas, vão potencializar as ações do governo como um todo para prevenção e controle do desmatamento”, explicou Sotero.

“A gente tem um perfil diferente, não é aquele analista que está atuando em campo diretamente. A gente está no processo de formulação de políticas e de articulação de atores. Quando a gente vai a campo é para dialogar com prefeituras, com o governo do estado, para propor a realização de eventos que vão formular diretrizes para uma determinada política ou atualizar conceitos para determinadas ações. Também tem muito de articulação com outros ministérios”, disse.

Articulação

03/11/2023, Analista Ambiental no MMA desde julho de 2012 e trabalhando na Secretaria Nacional de Mudança do Clima, a servidora Monique Ferreira enfatizou à Agência Brasil esse papel formulação articulação da carreira, inclusive, também, na interlocução com o Legislativo e o Judiciário.. Foto: Arquivo Pessoal

Monique Ferreira, analista ambiental no MMA desde julho de 2012, trabalha na Secretaria Nacional de Mudança do Clima – Foto: Arquivo pessoal

Analista Ambiental no MMA desde julho de 2012 e trabalhando na Secretaria Nacional de Mudança do Clima, a servidora Monique Ferreira enfatizou à Agência Brasil esse papel de formulação e articulação da carreira, inclusive, também, na interlocução com o Legislativo e o Judiciário.

À secretaria cabe, entre outras funções, propor e avaliar políticas, normas e iniciativas, e definir estratégias relativas à Política Nacional sobre Mudança do Clima, coordenar a implementação nacional da Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio e do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, com o apoio a órgãos governamentais, projetos, estudos e iniciativas, voltados para a mitigação da mudança do clima, inclusive para o oceano e para os ecossistemas costeiros.

“É muito importante enfatizar que a gente está falando de um ministério que é do Meio Ambiente e Mudança do Clima, reconhecendo o papel da emergência climática. É um tema que está no ministério e que também tem reflexo em vários outros ministérios da Esplanada. E o nosso papel, enquanto analista, é de fazer essa articulação com os outros ministérios, com os estados, com a sociedade civil, que têm um papel muito de formulação e de implementação de políticas públicas”, disse.

Monique ressaltou ainda que pela carreira ser nova, existem muitos desafios para o desenvolvimento de formulação, articulação e avaliação de políticas, entre eles, mais recursos humanos para atuar na área. Atualmente, o MMA tem 652 servidores, dos quais 364 são analistas ambientais.

“É uma carreira nova, então a gente não tem ainda um quadro de servidores completo para lidar com todo esse desafio que a agenda nos impõe para promover essa transversalidade, que é tão imperativa para tratar as grandes questões ambientais e climáticas que se vê. O concurso é muito bem-vindo para a gente conseguir trazer profissionais qualificados para o corpo permanente de servidores públicos concursados. A gente tem um papel muito importante no desenvolvimento de políticas públicas permanentes, políticas de Estado mesmo, então é fundamental a gente ter um quadro de servidores permanentes para isso”, observou.




Fonte: Agência Brasil

Rádio Nacional da Amazônia estreia programa Identidade Ancestral


A Rádio Nacional estreia, neste sábado (4), a série Identidade Ancestral, conteúdo especial em formato de podcast que aborda diferentes aspectos da luta dos povos indígenas. A primeira temporada traz 13 episódios, cada um com cinco minutos de duração, que serão veiculados na programação da Rádio Nacional da Amazônia.

Toda semana, um episódio inédito será veiculado pela emissora no programa Ponto de Encontro, aos sábados, às 11h, e depois disponibilizado nas plataformas de streaming (Spotify e site das Rádios EBC).

Nesta temporada, por meio da voz dos próprios indígenas, serão abordados temas como demarcação de terras, a população indígena no contexto urbano, a realidade dos povos isolados, a resistência das línguas maternas, o trabalho de indígenas influenciadores, dentre outros. Os episódios serão reprisados no programa Tarde Nacional da Amazônia, toda segunda-feira, às 16h.

O programa Identidade Ancestral foi um dos projetos aprovados no primeiro Pitching de Produção Interna realizado na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que contou com a participação dos empregados para a formatação de novos programas. Idealizado por Tânia Cerqueira, os episódios tiveram produção, entrevistas, roteiro e edição de Nathália Mendes, sonoplastia de Messias Melo, trilha sonora por Marcus Viana e coordenação de Taiana Borges.




Fonte: Agência Brasil

Comissão pede proteção à pesquisadora da USP após ataques


A Comissão Arns enviou um ofício ao reitor da Universidade de São Paulo (USP) solicitando medidas de proteção à antropóloga, pesquisadora e docente Francirosy Campos Barbosa, do campus de Ribeirão Preto.

A professora recebeu diversas ameaças e ataques após se posicionar em defesa do povo palestino, no contexto dos confrontos travados na Faixa de Gaza.

Os atos de hostilidade começaram depois que o veículo Poder 360 publicou matéria, em 13 de outubro, deixando em evidência postagens da docente. O título atribuído ao texto foi “Professora que integrou grupo do governo comemorou ataque do Hamas”.

“Reafirmamos o importante papel da universidade para a defesa dos princípios constitucionais que regem o ensino, como a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”, diz o documento da Comissão Arns.

Em entrevista à Agência Brasil, a professora universitária informou que jamais seria a favor da atuação do Hamas e que se opõe, na realidade, à forma como Israel se impõe e viola os direitos dos palestinos há décadas. Ela relatou que, desde adolescente, defende a causa dos palestinos, com postagens em que resgata a história do Estado de Israel e se pronuncia contra a islamofobia e o antissemitismo.

Ela ainda negou ter integrado o governo federal, ao contrário do que teria dito a reportagem. Francirosy afirmou ter somente feito parte de um grupo de trabalho com especialistas da sociedade civil em determinado período.

Histórico de ataques e medo

Esta não foi a primeira vez que Francirosy é alvo de agressões na internet. Ela lembra que, já em 2016, se tornou uma vítima desse tipo de investida e que agora resolveu fechar sua conta no X (novo nome do Twitter), no Facebook e no Instagram para evitar passar pela situação novamente.

Segundo a docente, que é muçulmana e uma das autoridades em islamofobia, as mensagens que chegaram pelas redes sociais e por email foram escritas por perfis em que os usuários são identificados com seus nomes reais e continham inúmeros xingamentos, tanto de teor político, como “esquerdopata”, como misóginos, a exemplo de “vagabunda”. Em uma das mensagens, diziam algo como “Vamos acabar com você também, você vai ser a próxima”.

A pesquisadora não quis registrar queixa à polícia, por causa da angústia que sentiu em episódios anteriores. Ao invés de recorrer às autoridades policiais, preferiu apenas comunicar o ocorrido à USP, que respondeu não ter condições de oferecer segurança individualizada durante as aulas. A gestão da universidade informou que a guarda que faz a vigilância do campus é empregada somente na preservação de patrimônio.

“Eu fiquei bastante receosa, porque teve um colega meu que teve o telefone divulgado”, disse à reportagem, acrescentando que, depois que o caso estourou, soube de colegas de trabalho que também têm sido hostilizados após expressar apoio à Palestina.

“A gente não tem controle sobre a maldade alheia, sobre a visibilidade. Eu não tinha dimensão do quanto essa matéria teria um efeito na cidade onde trabalho, no meu departamento”, relatou Francirosy, que coordena o Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias), responsável por produzir o primeiro relatório sobre islamofobia no Brasil.

Com a repercussão do caso, a pesquisadora decidiu se manifestar através de um texto no Jornal da USP. Na publicação, a professora reafirma que classifica o ataque de Hamas, em 7 de outubro, como algo absurdo, “que levou à morte vários cidadãos civis”. Ela também destaca que o Poder 360 deu a ela um prazo de uma hora para rebater questionamentos feitos sobre suas postagens relacionadas ao conflito, prazo que ela conseguiu cumprir.

Comissão Arns

Criada em fevereiro de 2019, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns busca dar visibilidade e acolhimento institucional a graves violações da integridade física, da liberdade e da dignidade humana, especialmente as cometidas por agentes do Estado contra pessoas e populações discriminadas – como negros, indígenas, quilombolas, pessoas LGBTQIA+, mulheres, jovens, comunidades urbanas ou rurais em situação de extrema pobreza.

A organização da sociedade civil é composta por juristas, intelectuais, jornalistas, ativistas e voluntários na defesa dos direitos humanos. A Comissão Arns trabalha em rede com outras organizações sociais para detectar casos, dar suporte à denúncia pública deles, encaminhá-los aos órgãos do Judiciário e organismos internacionais, promover ações específicas junto à classe política, além de mobilizar a sociedade.

A comissão leva o nome da cardeal dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), arcebispo emérito de São Paulo. Em 1972, dom Paulo criou a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo para acolher vítimas da repressão política e policial no país, durante a ditadura militar.

A Agência Brasil procurou a redação do Poder 360 e a USP, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.




Fonte: Agência Brasil

Carnaval de São Paulo terá recorde com 676 blocos na avenida


O carnaval de rua de São Paulo deve ser ainda maior em 2024. Segundo a prefeitura da cidade, 676 blocos carnavalescos já se inscreveram para participar da folia, batendo recorde e consolidando o evento como o maior do país em termos de festa de rua. No ano que vem, o carnaval será nos dias 10 (sábado), 11, 12 e 13 de fevereiro.

A fase de registro de blocos terminou no dia 31 de outubro. As inscrições foram divididas em duas etapas: na primeira fase, 385 desfiles foram cadastrados e, na segunda etapa, mais 291.

Festa de graça

A expectativa da prefeitura é que 15 milhões de pessoas participem do carnaval de rua de São Paulo no próximo ano, evento que é gratuito.

Em São Paulo, a folia de rua terá oito dias: entre 3 e 4 de fevereiro haverá o pré-carnaval; de 10 a 13 de fevereiro, a folia de carnaval; e, entre 17 e 18 de fevereiro, a festa se encerra com o pós-carnaval.




Fonte: Agência Brasil

Frente fria e ciclone extratropical elevam risco de tempestades no Sul


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho  para áreas do norte do Rio Grande do Sul, centro-oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná, devido à previsão de chuva superior a 100 milímetros (mm) em 24 horas. Até a noite deste sábado (4), a previsão é que as chuvas passem de 200 mm nessas áreas.

O alerta vermelho é o grau de risco mais elevado e revela grande perigo de ocorrências, como danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. 

Desde a quinta-feira (2), com a intensificação da pressão atmosférica (alta pressão no oceano e baixa pressão se aprofundando no continente), os ventos aumentaram de intensidade na parte leste do estado e, principalmente, no litoral do Rio Grande do Sul.

O alerta do Inmet é que as rajadas de vento podem ficar acima de 80 quilômetros horários (km/h), eventualmente passando de 100 km/h no litoral sul do estado entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado. E há possibilidade de queda de granizo.

A meteorologista do Inmet, Dayse Moraes, fez a previsão do tempo. “A frente fria vai se formar no decorrer dessa sexta-feira, ainda causando bastante estabilidade provocando bastante chuva, com volume ainda acima de 100 mm pontualmente, podendo ocorrer entre norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Essa frente fria avançará rapidamente, mas, ainda, poderá provocar bastante chuvas, com pancadas de chuva, podendo vir acompanhada de raios e rajadas de vento. E não se descarta que, pontualmente, também ocorra a queda de granizo.”

Temperaturas

O novo ciclone extratropical, que avança rapidamente pelo sul do país, está associado a uma frente fria no litoral entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Com isso, uma massa de ar frio derrubará de forma acentuada as temperaturas entre a sexta-feira e a madrugada de domingo (5).

A previsão indica temperaturas mínimas em torno de 5°C a 8°C nas áreas mais frias do sul do Rio Grande do Sul e de 2°C a 5°C nas áreas mais altas do planalto gaúcho e catarinense e no extremo sul do Paraná, regiões com chance de geada fraca, durante o amanhecer de domingo.

Orientações

Nos momentos de tempestade, a orientação é desligar os aparelhos elétricos e o quadro geral de energia. As variações e curtos na rede elétrica, sejam causados por raios ou outros fatores, podem danificar aparelhos que estejam ligados à tomada. Os dispositivos desconectados ficarão protegidos de danos e queimas.

Em caso de enxurrada ou enchentes, documentos importantes e objetos de valor devem ser colocados em sacos plásticos. Em situação de grande perigo confirmada, os indivíduos devem procurar abrigo e evitar permanecer ao ar livre. As pessoas também precisam ficar alertas sobre os riscos de queda de árvores e de galhos, como também de raios.

Para identificar uma área de risco, leva-se em consideração diversas características presentes em uma localidade, como o relevo e a vegetação. É importante observar alterações nas encostas e terrenos, a exemplo de inclinação anormal de árvores, postes, água minando da base do barranco ou muros estufados.

Sobre possibilidades de desabamento de imóveis, os moradores precisam ficar atentos a sinais como trincas nas paredes; paredes estufadas com ou sem infiltrações, queda de reboco das paredes, estalos, portas e janelas emperrando, rachaduras no solo, água empoçada no quintal.

Informações

Para receber alertas de desastre por WhatsApp, é necessário se cadastrar pelo telefone (61) 2034-4611 e, em seguida, interagir com o chatbot (robô de atendimento), enviando um “Oi”. Após a primeira interação, o usuário poderá compartilhar a localização atual ou escolher qualquer outra de seu interesse e passará a receber mensagens encaminhadas pelos órgãos de defesa civil locais. Outros modos são enviar o CEP (código de endereçamento postal) ou digitar o nome do município e enviar ao número acima.

Para mais informações e orientações quando se percebem sinais de perigo, estão disponíveis os telefones da Defesa Civil (199) e do Corpo de Bombeiros (193). Também é possível consultar as redes sociais do Instituto Nacional de Meteorologia.






Fonte: Agência Brasil

Rota do Café entre Minas Gerais e São Paulo vira monumento nacional


O caminho percorrido pelo café produzido nos estados de Minas Gerais e São Paulo até o Porto de Santos, e todo o desenvolvimento promovido por essa produção nos séculos 19 e 20, foram declarados monumento nacional. A lei 14.718/2023 publicada nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, torna a Rota do Café o 14º lugar no país a receber o título.

Segundo a nova lei, o caminho percorrido por estradas federais e estaduais entre 50 municípios mineiros, passando pela capital de São Paulo, por meio da BR-381 até o Porto de Santos, pela SP-150, constitui a rota por onde, tradicionalmente, o carregamento do produto passava para ser escoado e comercializado.

Apesar de ter chegado pelo norte do país, pela Guiana Francesa, de onde vieram as primeiras mudas plantadas no estado do Grão Pará, ainda no século 18, o café encontrou no Sudeste do país a região para prosperar e dominar o mercado como maior produtor mundial.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o Brasil exportou, em 2022, mais de 39 milhões de sacas de 60 quilos de café. O consumo interno também é grande e posiciona o país como o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Com a medida, parte da história desse produto passa a ser um dos monumentos que preservam o patrimônio cultural brasileiro ao lado de outros 13 lugares, como Porto Seguro, na Bahia; Ouro Preto, em Minas Gerais e o Monumento Nacional ao Imigrante, no Rio Grande do Sul.

De acordo com a lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a rota inclui os municípios mineiros de Patos de Minas, Lagoa Formosa, Carmo do Paranaíba, São Gotardo, Araxá, Campos Altos, Tapiraí, Bambuí, Iguatama, Arcos, Formiga, Alpinópolis, Carmo do Rio Claro, Ilicínea, Boa Esperança, Cristais, Aguanil, Campo Belo, São Francisco de Paula, Oliveira, Boa Esperança, Santana da Vargem, Três Pontas, Varginha, onde fica localizado o Porto Seco Sul de Minas, Elói Mendes, Paraguaçu, Alfenas, Areado, Monte Belo, Muzambinho, Guaxupé, Guaranésia, São Sebastião do Paraíso, Cabo Verde, Botelhos, Bandeira do Sul, Campestre, Machado, Paraguaçu, Três Corações, Campanha, Cambuquira, Conceição do Rio Verde, São Lourenço, Carmo de Minas, Cristina, Pedralva, São José do Alegre, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre.

Ao atravessar a divisa para São Paulo, a legislação destaca ainda o trecho até a capital paulista percorrido pela BR-381 e depois até o Porto de Santos, pela SP- 150.




Fonte: Agência Brasil

Bahia: Força Integrada amplia ação de combate a organização criminosa


A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) da Bahia ocupou, no início da manhã desta sexta-feira (3), o Complexo do Nordeste de Amaralina, na capital baiana. A Operação Resposta cumpre seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra “integrantes de facção criminosa que entrou 68 vezes em confronto com a polícia apenas em 2023”, diz em nota a Polícia Federal (PF).

Entre os ilícitos praticados pelo grupo estaria a formação dos chamados “bondes” – grupo com cerca de 20 a 30 traficantes que se reúnem para atacar rivais –, além do comércio de entorpecentes, tráfico de armas e munições, de roubos a banco e corrupção de menores,

“Equipes terrestres das polícias Militar, Civil e Federal, com o apoio de blindados e de aeronaves, estão distribuídas nas localidades da Santa Cruz, Vale das Pedrinhas, Chapada do Rio Vermelho e Nordeste de Amaralina”, informou a PF.

A Ficco é formada por equipes das polícias Militar, Civil e Federal. Além do cumprimento das ordens judiciais e da ampliação do patrulhamento ostensivo na região, a força está fazendo o levantamentos de algumas das denúncias recebidas.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, cerca de 200 policiais integram as equipes terrestres.




Fonte: Agência Brasil

Metrô e trens serão gratuitos em São Paulo no dia do Enem


Metrô, trens e ônibus que circulam na região metropolitana de São Paulo também terão gratuidade para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O decreto foi assinado nessa quinta-feira (2) pelo governador Tarcísio de Freitas e vale para os dias 5 e 12 de novembro, quando serão realizadas as provas. A prefeitura já havia anunciado a gratuidade nos ônibus.

A medida abrange os serviços de ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) nas regiões metropolitanas e de trens do Metrô, CPTM, ViaQuatro e Via

Mobilidade na capital e Grande São Paulo. A gratuidade vale entre 9h e 21h nos dois dias de provas.

Fluxo será avaliado

O governo estadual informou ainda que o fluxo de passageiros será avaliado ao longo do dia para verificar a necessidade de reforço perto dos horários de início e encerramento das provas.

A SPTrans – empresa que administra o transporte por ônibus na capital paulista – vai reforçar a frota de algumas linhas que operam em trajetos que atendem locais de prova e que têm grande movimentação de estudantes.

Os usuários dos ônibus municipais não devem passar pela catraca, fazendo o embarque e desembarque pela mesma porta.




Fonte: Agência Brasil

Dia de Finados tem pedidos de paz no Cemitério da Penitência no Rio


Ao participar das celebrações do Dia de Finados na capital fluminense, nesta quinta-feira (2), o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, alertou para o momento de violência vivido atualmente em todo o mundo e fez um apelo pela paz. “Nos dias de hoje, duas coisas chamam atenção: a situação de guerra e [as] mortes que acontecem no nosso mundo, que machucam e marcam muito nossa sociedade. Precisamos viver e conviver na paz uns com os outros”, disse.

Uma bênção do arcebispo deu início à programação do Dia de Finados no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, região portuária da capital fluminense. Em seguida, o padre Pedro Paulo Alves dos Santos celebrou uma missa na Capela Histórica, construída em 1905. Na hora da bênção coletiva de Finados, uma revoada de bolas brancas em memória dos entes queridos decorou o céu em torno do Cemitério da Penitência.

Uma mensagem do cardeal com um pedido de paz para o Rio, o Brasil e o mundo foi reproduzida em um painel gigante no topo do cemitério. “Saudemos a memória dos entes queridos e a Paz no mundo!”, mostra o painel.

A mensagem será exibida até domingo (5) em um telão de LED de 252 metros quadrados, no prédio vertical do Cemitério da Penitência, que pode ser visto dos principais corredores viários da cidade, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. A CEO do Crematório e Cemitério da Penitência, Karla Monielly, calcula que a mensagem seja vista por mais de 3 milhões de pessoas que circulam nas vias.

Em outra ação, um pedido de paz subiu ao céu por meio de pipas gigantes, de quase 2 metros, que foram empinadas por pipeiros profissionais. A ação foi para chamar a atenção para o uso de linhas sem cerol, que já provocaram vários acidentes com cortes que terminaram com a morte das vítimas. “A pipa faz parte da cultura popular, mas quantas mortes acontecem pelo uso inadequado da chamada linha chilena. A alegria momentânea da brincadeira pode trazer infelicidade para inúmeras famílias”, analisou Karla Monielly.

A música também serviu para outras homenagens neste 2 de novembro. Durante todo o dia, instrumentistas contratados pelo Cemitério da Penitência executarem composições de intérpretes e compositores que foram enterrados ou cremados no local, como Nelson Sargento, Bibi Ferreira, Paulo Debétio, Beth Carvalho, Moraes Moreira e os MCs Marcinho e Sapão.

A movimentação dos que queriam homenagear as pessoas queridas que já morreram foi grande durante este dia. A direção do Crematório e Cemitério da Penitência estimou em cerca de 5 mil o número de visitantes nesta quinta-feira.




Fonte: Agência Brasil