Academia vê riscos e benefícios da inteligência artificial para Brasil


O primeiro relatório sobre inteligência artificial (IA), produzido por um grupo de 16 cientistas de diferentes áreas e de várias instituições a pedido da Academia Brasileira de Ciências (ABC), alerta sobre os principais riscos e benefícios que essa tecnologia avançada pode trazer ao país. O relatório Recomendações para o avanço da inteligência artificial no Brasil está sendo lançado nesta quinta-feira (9), na sede da ABC, no Rio de Janeiro, e será encaminhado ao governo federal.

“A tecnologia está avançando muito rápido e o que está ocorrendo no momento é uma tecnologia disruptiva, ou seja, você dá um passo bastante grande no sentido de alguma coisa. Há uma mudança tecnológica”. A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo professor titular do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmundo Albuquerque de Souza e Silva. Ele é também membro da ABC e um dos porta-vozes do relatório.

Souza e Silva lembrou que durante a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século 18, houve também uma tecnologia disruptiva, que mudou a forma de a sociedade sair da agricultura para as fábricas. “Agora, é outro tipo de mudança, mas vai causar impacto muito grande. A diferença é que, a mudança atual se baseia em tecnologia sofisticada. Vai ter impacto muito grande em emprego, não só naqueles repetitivos, mas também naqueles que tenham um patamar de conhecimento maior”.

O professor acredita que, para uma economia emergente como a do Brasil, se não forem tomadas as providências necessárias, será um desastre. “Porque, para dominar a tecnologia, você precisa ter conhecimento bastante especializado. Senão, vai ficar totalmente dependente em termos de tecnologia. Esse é um risco muito grande que a gente precisa estar ciente”, afirmou. O documento alerta que o futuro da sociedade brasileira será moldado pelas escolhas que o governo e a sociedade fizerem em relação à inteligência artificial. Sem investimento adequado na área, o Brasil pode ter um declínio tecnológico e ficar à mercê dos países que se acham na vanguarda nesse campo.

ChatGPT

Souza e Silva advertiu, por exemplo, que se for usada a ferramenta do chatGPT sem conhecimento dessa tecnologia, isso pode gerar respostas erradas com uma profundidade muito grande. O chatGPT é um sistema de IA desenvolvido pela OpenAI em 2022, capaz de conversar sobre os mais variados assuntos com seus usuários, a partir de comandos escritos. “Se não tiver uma consciência crítica e um conhecimento para usar para o bem aquilo que o chatGPT dá como certo, é um desastre. Pode ser a tendência de a população aceitar coisas que uma tecnologia diz e que pode estar certo ou errado”.

O documento da ABC recomenda a necessidade de educar as pessoas não só para o conhecimento da tecnologia, mas para despertar o pensamento crítico, visando o uso da IA de forma benéfica. Souza e Silva admitiu que existe um potencial de aumento de produtividade com o uso da IA, mas é preciso estar atento a eventuais erros que podem causar impacto grande. É preciso investir em pesquisas científicas, disse. A nova tecnologia pode auxiliar pesquisas nas escolas e universidades e desenvolver tutorias especializadas, entre outras coisas. “Mas você tem que estar ciente e desenvolver toda a parte de ciência. Senão, cada vez nós vamos ficar mais para trás”.

Empregos

Em relação a empregos, o professor da Coppe reafirmou que o nível de especialização requerido será cada vez maior. Há necessidade urgente de formar profissionais qualificados em áreas relacionadas à inteligência artificial, como aprendizado de máquina e ciência de dados. Países com liderança tecnológica já iniciaram essa formação há, pelo menos, uma década. O perigo, segundo avaliou, é precisar de gente mais especializada para desenvolver a tecnologia e, por outro lado, perder aqueles empregos mais simples. Com uma tecnologia dessas, programas simples de computação, os chamados softwares, desenvolvidos por empresas de pequeno porte, podem ser totalmente automatizados.

Com aumento de produtividade, podem ser dispensadas pessoas que sabem pouco de programação e ficar somente com os mais especializados ou que entendem mais de vários assuntos. “Vai ser um impacto sobre os empregos menos especializados”. Isso tudo é preocupante se não for desenvolvida rapidamente essa tecnologia e não educar as pessoas para níveis mais altos de conhecimento. Segundo o cientista da UFRJ, essa é a diferença da Revolução Industrial do século 18 para a IA. A transição fica muito mais difícil. “A distância é muito maior. Precisa-se de mais especialização”.

Campanha nacional

O relatório mostra a necessidade de realização de campanha nacional de informação, para que a população entenda o que é inteligência artificial, que o assunto deve ser ensinado nas escolas e se criem centros específicos de pesquisa nas universidades sobre essa matéria. “É imperativo que o Brasil estabeleça políticas públicas e investimentos para reverter a tendência de atraso sem demora”, diz o documento. Souza e Silva indicou que deve haver um pacto em IA entre ciência, setores público e privado, entidades organizacionais e levar ao conhecimento da sociedade o que é essa nova tecnologia e como devemos lidar com ela, criando-se mecanismos que possam diminuir os riscos a fim de evitar problemas para todas as áreas, como medicina e advocacia.

Diretor da ABC, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do grupo de trabalho, o professor Virgílio Almeida destaca a importância de investimentos em pesquisa e desenvolvimento em IA para que o Brasil não seja apenas um consumidor dessa tecnologia fornecida por outros países. “É preciso começar logo, porque esse desenvolvimento voa e outros lugares estão investindo, acelerando e criando políticas sobre o tema. O Brasil, por seu tamanho e importância, não pode ficar atrás. Do contrário, aumentará a distância entre o crescimento econômico aqui e o do mundo desenvolvido”, comentou.

Benefícios

O professor Souza e Silva assegurou que o potencial de aplicação benéfica da IA é muito grande, por exemplo, na educação. “Poder agilizar a maneira como você educa as pessoas, como apresenta riqueza de material com tecnologia já desenvolvida.”. Para os professores, facilita no ensino das disciplinas e eles podem se concentrar mais na parte crítica, desenvolvendo o conhecimento crítico dos alunos. A nova tecnologia pode ajudar a promover a criatividade e curiosidade e a fornecer conteúdos personalizados aos alunos, entre outras estratégias, com o objetivo de reduzir o abandono escolar.

Na área de saúde, a tecnologia pode ajudar no diagnóstico e identificação de doenças, na personalização de tratamentos e no uso de robôs em procedimentos médicos. Os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) podem ser utilizados para desenvolver políticas públicas, “aprendendo com os dados e usando técnicas de IA para tratar essas informações e entender o que está acontecendo com a população”. Souza e Silva ressaltou, contudo, que não se pode delegar à IA a competência de dar o diagnóstico sem o médico, porque o erro que isso pode gerar é muito grande. A IA pode auxiliar o médico a ver coisas que seriam mais difíceis de serem detectadas. “Mas o médico tem que estar preparado para usar essa ferramenta e saber criticar a informação”.

O documento se refere também às aplicações da IA em energia, ajudando na prevenção de fenômenos climáticos e na tomada de decisões. Na biodiversidade, pode ser usada para prever problemas relacionados às mudanças climáticas, acelerar a proteção do meio ambiente, o monitoramento de animais. “Tem uma gama enorme de aplicações onde a IA já está sendo usada”. As empresas podem usar a tecnologia no atendimento a clientes, trazendo informações mais precisas, e ainda na otimização de processos e no avanço de novas formas mais humanas de automação, cita o relatório. “É um facilitador quando usa a IA de maneira correta e crítica”, afirmou o professor.

Riscos

O documento da ABC defende a regulamentação da IA para minimizar os riscos que essa tecnologia avançada pode gerar. Entre as preocupações está a violação de privacidade, uma vez que dados de usuários de internet são utilizados para treinar IAs generativas. Outro risco é que algoritmos usados em sistemas de IA, ao serem treinados por humanos, disseminem preconceitos e aumentem desigualdades. “Há um risco social e ético que nós, como sociedade, temos que estar cientes e educados para o impacto que isso pode causar”, observou o professor da Coppe/UFRJ.

Souza e Silva disse que uma legislação precisa ser criada para punição de responsáveis pela criação de textos falsos. “Tem que ter uma regulação mais complicada, sem tolher a sociedade. O que está sendo debatido é o que existe na legislação que pode ser aprimorado e criar um debate com a sociedade. Nós temos que abrir os olhos e debater o problema”.

O documento recomenda estabelecer regras e limites sobre o uso da IA, mas destaca a necessidade de participação da comunidade científica nas discussões. De acordo com o professor Virgílio Almeida, o desafio é duplo: proteger a sociedade e não atrasar o desenvolvimento tecnológico. Souza e Silva afirmou ainda que a ideia é que este seja um primeiro documento sobre IA que será aprofundado pela ABC.

O grupo de trabalho contou com a participação de pesquisadores de diferentes áreas, como ciências da computação, ciências sociais, física e saúde, entre outras. Além de Virgílio Almeida e Edmundo Albuquerque de Souza e Silva, participaram Adalberto Fazzio, André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho e Fabio Gagliardi Cozman (Universidade de São Paulo); Altigran Soares da Silva (Universidade Federal do Amazonas); Anderson da Silva Soares (Universidade Federal de Goiás); Elisa Reis (UFRJ); Helder Nakaya (Hospital Israelita Albert Einstein); José Roberto Boisson de Marca (Pontifícia Universidade Católica do Rio); Luís Lamb (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); Mário Veiga Ferraz Pereira (PSR, agência de consultoria em energia); Nivio Ziviani e Wagner Meira Júnior (UFMG); Soraia Raupp Musse (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); e Teresa Bernarda Ludermir (Universidade Federal de Pernambuco).




Fonte: Agência Brasil

Prefeitura de São Paulo remonta tendas para dias de alta temperatura


A prefeitura de São Paulo vai montar dez tendas distribuídas pela cidade para entregar água e frutas à população vulnerável em dias de calor intenso. A previsão para os próximos dias é de que os termômetros ultrapassem os 36 graus Celsius (ºC), além de índices de umidade abaixo dos 30% nas horas de maior calor. O serviço, que funcionará das 10h às 16h, começa a ser oferecido nesta sexta-feira (10).

Similar à Operação Baixas Temperaturas (OBT), a ação é ativada quando a temperatura na capital atinge 32 ºC, ou sensação térmica equivalente. Além do atendimento nas tendas, os agentes do município vão incentivar que as pessoas procurem a rede de acolhimento para se abrigar do sol, se hidratar e se alimentar. Uma ambulância ficará à disposição para atendimento.

São Paulo SP, 21/09/2023,  Operação Altas Temperaturas, da prefeitura de São Paulo, na Praca da Republica, distribui agua e frutas para pessoas em situação de vulnerabilidade para amenizar o impacto do calor previsto para os próximos dias.
Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Operação Altas Temperaturas distribui água e frutas para pessoas em situação de vulnerabilidade – Paulo Pinto/Agência Brasill

Segundo o governo municipal, há 25 mil vagas de acolhimento para pessoas em situação de rua, distribuídas em Centros de Acolhida, hotéis sociais, Repúblicas para Adultos, Vilas Reencontro, serviços emergenciais, entre outros.

O encaminhamento para cada serviço é feito “de acordo com o perfil do indivíduo e com a tipologia do serviço, respeitando o histórico da pessoa ou família a ser acolhida”.

As tendas estarão assim distribuídas:

  • Região Central: na Praça da República e na Praça Marechal Deodoro;
  • Região Sul: em Santo Amaro (Praça Floriano Peixoto, nº 54) e na Capela do Socorro (Praça José Boemer Roschel);
  • Região Norte: em Santana (Avenida Cruzeiro do Sul, nº 3.180) e na Vila Maria (Praça Novo Mundo);
  • Região Leste: em Guaianases (Praça Presidente Getúlio Vargas, s/n), Itaquera (Avenida Musgo de Flor com Avenida Imperador, embaixo do viaduto Jacu Pêssego) e Mooca (Praça Cid José da Silva Campanella);
  • Região Oeste: na Lapa (Rua do Curtume, s/n – esquina com Guaicurus).




Fonte: Agência Brasil

De cada 100 brasileiros, 87 usavam internet em 2022, aponta IBGE


O uso da internet chegou a 87,2% da população brasileira em 2022, um aumento de 21,1 pontos percentuais em relação a 2016, usada por 66,1% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2022 (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve aumento mesmo na comparação com 2021, quando o percentual de usuários da rede mundial era de 84,7%. O estudo considerou apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

O crescimento no acesso à internet foi ainda maior entre as pessoas com 60 anos ou mais. Em 2022, eram 62,1% de usuários, índice superior aos 57,5% de 2021 e cerca de 2,5 vezes maior que os 24,7% de 2016. Ou seja, a parcela de idosos com acesso à rede passou de um quarto para dois terços da população.

“Tem havido uma expansão do uso da internet entre os idosos, ainda que seja o grupo etário com menor percentual de usuários”, disse o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes, destacando que a faixa etária com maior uso é de 20 a 29 anos de idade (96,1%).

Segundo o IBGE, esse aumento se deve a evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade.

O professor aposentado Celso Ribeiro, de 65 anos de idade, disse que a internet o permite ter o mundo em suas mãos. “A chegada do celular, com a sua multifuncionalidade e a sua tecnologia avançada, foi uma feliz coincidência com esse momento da minha vida, de aposentadoria. O celular me ajuda a superar o distanciamento físico decorrente das dificuldades de deslocamento no meio urbano. Tenho literalmente o mundo em minhas mãos e não me deixo virar um fóssil nas linguagens da juventude, porque o celular me coloca em contato com eles o tempo todo”.

Os domicílios com utilização de internet subiram de 90% em 2021 para 91,5% em 2022. Desses 68,9 milhões de residências com acesso à rede no ano passado, 14,3% tinham algum dispositivo inteligente acessado à internet, como câmeras, caixas de som, lâmpadas, ar-condicionado e geladeiras.

Os domicílios com banda larga móvel subiram de 79,2% para 81,2% de 2021 para 2022, enquanto aqueles com banda larga fixa passaram de 83,5% para 86,4%.

Na área rural, o acesso à rede mundial cresceu de 74,7% para 78,1% no período. Já na área urbana, o percentual passou de 92,3% para 93,5%.

Motivos

As razões mais citadas para não ter acesso à rede foram que nenhum morador sabia usar a tecnologia, sendo 34,8% na área urbana e 26,4% na rural; não havia necessidade, 28,5% nas cidades e 19,6% no campo, e serviço de acesso ser caro, 28% e 30,6%, na área urbana e rural, respectivamente. Na zona rural, destaca-se também o fato de que não havia serviço disponível na área (15,2%).

Os principais motivos para o uso da internet no Brasil são conversar por chamadas de voz ou vídeo (94,4%), enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens (92%) e assistir a vídeos (88,3%). Foram citados também o uso de redes sociais (83,6%), ouvir música, rádio e podcast (82,4%), ler jornais, notícias, revistas e livros (72,3%), acessar bancos e outras instituições financeiras (60,1%) e enviar ou receber e-mails (59,4%).

Segundo a Pnad, 93,4% dos usuários usavam internet todos os dias e apenas 0,7% usavam menos do que uma vez por semana, ou seja, havia semanas em que não usavam a internet.

A pesquisa também mostrou que havia disparidade entre estudantes de escolas particulares e de escolas públicas, em 2022. Enquanto os de escolas privadas, 98,4%, tinham acesso à internet, entre os estudantes da rede pública o percentual era 89,4%, ou seja, 9 pontos percentuais abaixo.

Entre os estudantes de escolas públicas, 26,7% usavam conexão gratuita em instituições de ensino ou bibliotecas para acessar a internet.

Televisão e rádio

A forma preferida de acesso à internet foi o celular (98,9%), seguida pela televisão (47,5%), computador (35,5%) e tablet (7,6%). O acesso por computador e tablet decaiu bastante em relação a 2016, quando os percentuais eram 63,2% e 16,4%, respectivamente.

A proporção de domicílios com televisão caiu de 95,5% em 2021 para 94,9% em 2022. Em 2016, essa taxa era de 97,2%.

“A pesquisa tem mostrado uma queda gradual, ainda que muito lenta. Isso pode refletir hábitos de consumo da população, hábitos de lazer, como as pessoas acessam vídeos. Isso pode refletir alguma mudança gradual de hábito”, explica Fontes. “Mas a pesquisa não investiga exatamente isso. A gente não pergunta por que não tem televisão”.

Dos lares com o aparelho, 43,4% tinham assinatura de serviços de streaming. Já os domicílios com rádio eram apenas 56,5% e aqueles com telefone fixo somaram 12,3%, bem abaixo dos 32,6% de 2016.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio de R$ 10 milhões


As seis dezenas do concurso 2.654 da Mega-Sena serão sorteadas nesta quinta-feira (9), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, na cidade de São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais das Loterias Caixa no Facebook e no canal da Caixa no YouTube. 

Caso um apostador ganhe sozinho o prêmio da faixa principal e aplique todo o valor na poupança, receberá R$ 61,7 mil de rendimento no primeiro mês. O prêmio está acumulado em R$ 10 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

Timemania

Também nesta quinta-feira, a Timemania sorteia o prêmio de R$ 24,2 milhões pelo concurso 2.013. A modalidade é um produto de prognóstico específico em que o apostador escolhe dez números entre 80 disponíveis e um Time do Coração entre 80 times. São sorteados sete números e um Time do Coração. Ganham as apostas que acertarem de três a sete números ou o Time do Coração. A aposta custa R$ 3,50.




Fonte: Agência Brasil

Governo revoga limite de 400 km de distância a voos do Santos Dumont


O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) revogou a resolução que limitava a 400 quilômetros a distância dos voos que partem ou chegam ao Aeroporto Santos Dumont.

A Conac-MPOR 1/2023 havia sido publicada em agosto deste ano, como uma forma de limitar as operações no terminal, que fica no centro da cidade do Rio de Janeiro. A revogação foi publicada nesta quinta-feira (9), no Diário Oficial da União.

Apesar de derrubar a resolução, o governo federal continuará mantendo restrições às operações do aeroporto, como o limite de passageiros a 6,5 milhões por ano.

Em nota divulgada na quarta-feira (8), o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou o limite, que passa a valer a partir de janeiro de 2024.

Dados do governo federal mostram que, em 2022, o Santos Dumont movimentou cerca de 10 milhões de passageiros.

Segundo o ministério, a decisão de mudar a regra foi tomada depois de um amplo debate com a prefeitura carioca, o governo fluminense, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Tribunal de Contas da União (TCU), companhias aéreas, concessionárias de aeroportos e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra o Santos Dumont.

A imposição de limites à operação do Santos Dumont foi um pedido dos governos municipal e estadual do Rio, como uma forma de ampliar as operações no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão), que vinha experimentando uma queda em sua movimentação nos últimos anos.




Fonte: Agência Brasil

São Paulo sedia maior festival LGBTQIA+ da América Latina


Sete espaços culturais da capital paulista sediam, de hoje (9) até o próximo dia 19, a 31ª edição do Festival MixBrasil, o maior evento LGBTQIA+ da América Latina. O tema deste ano é A gente nunca foi tão Mix, em alusão à receptividade que o festival pretende demonstrar quanto à diversidade de linguagens que compõem a programação, orientações sexuais e identidades de gênero.

Ao longo de 11 dias, serão realizados espetáculos teatrais transmídia originários de Taiwan, da França e do Brasil, além de sessões de 119 filmes de 35 países e de 13 estados brasileiros, experiências XR com a temática queer, vindas dos Estados Unidos, Finlândia, Chile, França, Brasil, Alemanha e Portugal, literatura, performances e o tradicional Show do Gongo, com a atriz Marisa Orth. O público também poderá conferir o que há de novidade no mundo dos jogos, por meio do MixGames, que apresentará uma seleção de jogos que se engajam na luta pela diversidade e a inclusão.

O festival ainda conta com o prêmio Ícone Mix, que homenageia a atriz, roteirista, dramaturga, diretora e ativista pela representatividade trans no teatro e no cinema Renata Carvalho, e o Crescendo com a diversidade, destinado ao público infantil. Também serão atrações as instalações de experiências XR de realidades estendidas com temáticas LGBTQIA+, intercâmbio feito com a França, Finlândia, Chile, Estados Unidos e Brasil.

Sobre as atividades específicas para o público infantil, o diretor do festival, André Fischer, ressalta ser importante levar mensagens que contribuam para maior compreensão e verdadeira aceitação da comunidade LGBTQIA+, desde cedo. E, no caso do evento, a forma para trabalhar isso é também colocar a mão na massa.

“A gente acha que se passaram 30 anos [desde a primeira edição do festival] e as coisas evoluíram, certamente, mas nem tanto. Temos que ter um trabalho educativo mesmo. Por isso, quando se fala de produção cultural LGBTQIA+, está se falando de informações”, afirma Fischer.

“Há 14 anos, temos uma seção que se chama Crescendo com a Diversidade, na qual são exibidos filmes, espetáculos que tenham a ver com o tema família, a partir do ponto de vista de crianças e adolescentes. As obras têm linguagem mais lúdica. E também realiza oficinas em que debate esses temas com as crianças e elas mesmas realizam os filmes e roteiros, que vão assistir, depois, com a turma toda da escola”, explica.

Sempre de olho em títulos que passaram por festivais de cinema do mundo todo, como o de Berlim, Cannes, Veneza e San Sebastian, a curadoria do MixBrasil se preocupou em trazer para as telas alguns inéditos no Brasil. Entre os destaques estão o nigeriano Todas as Cores Entre o Preto e o Branco de Babatunde Apalowo, e o francês Orlando, Minha Biografia Política, de Paul Preciado, vencedores do Teddy Award, troféu destinado a filmes queer do Festival de Berlim,, nas categorias ficção e documentário, além do espanhol 20.000 Espécies de Abelhas, de Estibaliz Urresola Solaguren, vencedor do Prêmio Sebastiane em San Sebastian.

A programação não deixa a desejar quando se trata de títulos nacionais. Entre os representantes brasileiros, estão Assexybilidade de Daniel Gonçalves (RJ), Corpo Presente, de Leonardo Barcelos (MG), Capim Navalha, de Michel Queiroz (GO), Uma Tarde Pra Tirar Retrato, de André Sandino Costa (RJ), première mundial de Todos Morrem Tentando Fazer uma Obra Prima, de Gustavo von Ha (SP), M de Mães (SP), de Lívia Perez, e Antígônadá, de Dora Longo Bahia (SP), os dois últimos fazendo a estreia nacional no festival.

A programação online começa em 9 de novembro e poderá ser assistida gratuitamente pelas plataformas do Sesc Digital, Spcine Play e Itaú Cultural Play.

Toda a programação do 31º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade poderá ser conferida no site do evento e no Facebook, Instagram, Twitter e Youtube. O evento é uma realização da Associação Cultural Mix Brasil e do Ministério da Cultura, e conta com a iniciativa da Lei de Incentivo à Cultura,  patrocínio do Itaù, Mercado Livre e SPcine, além do apoio cultural do Sesc SP.

Serviço

31° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade
9 a 19 de novembro

Toda a programação gratuita

Locais: Cinesesc, Centro Cultural São Paulo (Sala Paulo Emílio), Spcine Olido, Teatro Sérgio Cardoso, Museu da Imagem e do Som, Instituto Moreira Salles e Museu da Língua Portuguesa.

Os ingressos serão disponibilizados na bilheteria desses locais uma hora antes do início de cada sessão.

No Museu da Imagem e do Som, o acesso às experiências XR e games ocorrerá por ordem de chegada.

No Museu da Língua Portuguesa, o acesso será gratuito.




Fonte: Agência Brasil

DF: mulheres vítimas de violência terão transporte gratuito


Uma parceria entre a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e empresa Uber Brasil vai oferecer transporte gratuito para mulheres vítimas de violência.

As vítimas atendidas nas unidades da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) terão direito ao transporte. De acordo com o governo distrital, a ideia é incentivar as vítimas a registrar os boletins de ocorrência na Polícia Civil. As delegacias funcionam 24 horas.

O projeto prevê ainda divulgação de informações a motoristas e usuários sobre como ajudar mulheres vítimas de violência doméstica.

A parceria terá duração de um ano. Pela cooperação, as vítimas terão apoio da assistente virtual do Projeto Ângela, desenvolvido pela Uber e o Instituto Avon.

A assistente oferece vários serviços para as mulheres, como contato com psicólogos e advogados. Para acessar a assistente virtual Ângela, basta enviar uma mensagem por Whatsapp para (11) 94494-2415. A partir daí, a assistente envia informações e direciona para um especialista. O número funciona para todo o Brasil, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 18h. O serviço é gratuito.

Canais de atendimento

Em caso de emergência no Distrito Federal, a vítima ou uma testemunha podem ligar para 190 e acionar uma viatura da Polícia Militar. A ligação é gratuita e o número está disponível 24 horas por dia.

As denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo Ligue 180, pela Central de Atendimento à Mulher. O serviço é de graça e funciona diariamente. O anonimato é mantido.




Fonte: Agência Brasil

FAB vai mobilizar 600 militares para reforço de ações durante a GLO


As atividades da Força Aérea Brasileira (FAB) no âmbito da nova missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) serão voltadas para reforçar as atividades que já são realizadas rotineiramente pelos órgãos e agências que atuam nos aeroportos internacionais do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo. Segundo o major-brigadeiro do ar Luiz Guilherme da Silva Magarão, 600 militares serão mobilizados para desempenhar atividades em rodízio. Também serão utilizados cães farejadores.

“O efetivo está dividido para atuar no Galeão e em Guarulhos. Vamos atuar junto aos órgãos que já atuam nos aeroportos no seu cotidiano, como uma maneira de reforçar a segurança e o combate aos ilícitos, como o transporte de drogas e de armas e outros delitos que porventura venham a ser identificados. Desde o início desse planejamento, o espírito é de colaboração e de cooperação, para aumentar a efetividade do trabalho. Vamos complementar as ações que já são rotineiramente feitas no aeroporto”, disse.

Magarão é o comandante da FAB designado para liderar as atividades da missão de GLO. Nesta quarta-feira (8), no aeroporto do Galeão, ele apresentou as diretrizes que nortearão os trabalhos. “Poderemos sim participar de revistas de passageiros e também de revistas de cargas e de bagagens. Mas vamos atuar sem prejudicar a fluidez do comércio exterior e garantindo o sigilo fiscal e a intimidade dos viajantes, respeitando o direito das pessoas”, acrescentou.

A abrangência da nova missão de GLO está delimitada pelo Decreto nº 11.765, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira (1º). Além da atuação da FAB nos aeroportos do Galeão e de Guarulhos, foram autorizadas ações da Marinha nos portos do Rio de Janeiro, de Itaguaí (RJ) e de Santos (SP). Os militares poderão atuar com viés preventivo e repressivo até 3 de maio de 2024. O objetivo é apoiar ações de combate ao tráfico de armas e de drogas e outros tipos de crimes.

Previstas na Constituição Federal, as missões de GLOs conferem às Forças Armadas a autonomia necessária para que atuem com poder de polícia, por tempo determinado, em área previamente definida. Cabe ao presidente da República decretá-las, o que só deve ocorrer em situações graves de perturbação da ordem. Desde 1992, já foram realizadas 145 missões de GLO no país, mas boa parte delas foram voltadas para preservação da segurança pública em três situações específicas: greves de policiais militares, grandes eventos e processos eleitorais.

A nova missão de GLO foi decretada após episódios envolvendo a segurança pública no Rio de Janeiro, que levaram o governador Cláudio Castro a pedir ajuda federal. No início do mês passado, operações das polícias civil e militar tiveram como alvo lideranças do Comando Vermelho. Investigações apontaram que a facção de traficantes estaria envolvida na execução de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca. As vítimas teriam sido mortas por engano, pois uma delas foi confundida com um miliciano.

Também no mês passado, armas furtadas do Exército em Barueri (SP) foram encontradas na capital fluminense. Além disso, há duas semanas, 35 ônibus e um trem foram incendiados  na zona oeste da cidade após um miliciano morrer durante confronto com policiais.

Como está limitada a áreas específicas de controle federal, a missão de GLO não interfere em atribuições das forças de segurança dos estados. Foi instalado um comitê de acompanhamento das ações de segurança, sob coordenação dos ministros da Justiça, Flávio Dino, e da Defesa, José Mucio. Na segunda-feira (6), dia em que a missão teve início, a Marinha também apresentou detalhes de sua atuação. O vice-almirante Renato Rangel Ferreira disse que se trata de uma operação com foco diferente de todas as outras e a classificou de “GLO do mar”.

Articulação

Especificamente no caso de Guarulhos, a FAB também irá atuar também no acesso ao aeroporto em parceria com a Polícia Rodoviária Federal. Já nas vias que levam ao Galeão, estarão presentes as forças de segurança que já fazem o patrulhamento cotidianamente, sobretudo pela Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Segundo Magarão, há detalhes da atuação da FAB que ainda estão sendo coordenados com os órgãos e as agências que atuam nos aeroportos, em busca de um entendimento comum sobre como o emprego dos militares será mais efetivo. O superintendente da Receita Federal, Claudiney Cubeiro dos Santos, reiterou a articulação. “A Receita Federal continua desempenhando as suas atribuições. Teremos uma integração entre os órgãos e isso nos fortalece. É uma integração para combater o crime organizado”, avaliou.

De acordo com o delegado da Polícia Federal (PF) Jacson Rosales, questões como as revistas pessoais e a revista de bagagens estão sendo discutidas. “Estamos alinhando para que a sociedade seja o menos impactada possível com essas ações”, disse. Rosales pontua que, embora a decretação de seis meses de GLO gere na sociedade uma expectativa por um maior número de prisões e apreensões de substâncias ilícitas nos aeroportos, essa não deve ser a forma de medir o sucesso do trabalho.

“A presença do Estado aqui, de forma tão massiva e ostensiva, faz com que o crime organizado naturalmente evite cometer os ilícitos neste aeroporto. Por isso, nós temos que tomar cuidado com os parâmetros estabelecidos e com as métricas a serem impostas para avaliar o trabalho. Se tiver menos apreensões e prisões não significa que a operação não foi exitosa”, avalia. Segundo ele, a GLO pode ser considerada exitosa se coibir as ações do crime organizado e tornar o aeroporto um local mais seguro.




Fonte: Agência Brasil

Rádio Nacional divulga as 12 finalistas do Festival de Música


A Rádio Nacional divulgou na noite desta quarta-feira (8) as músicas finalistas da 14ª edição do Festival de Música Rádio Nacional.

Das 12 composições que vão para a final, uma foi escolhida por votação online e as outras 11 foram selecionadas pela comissão julgadora do festival, que observou a qualidade técnica e artística das gravações nos quesitos música, letra, arranjo e interpretação. Além do ineditismo das obras.

A música que recebeu mais votos online foi a Tempo Brando*, de Mauro Fantozzi, com 3.529 votos, de um total de 16.546 votos.

Confira as finalistas do Festival de Música da Rádio Nacional 2023

01- Cley (Cley e Laissa Lopes) – Prá Ficar

02- Felipe Maia (Felipe Maia) – Banzo

03- Isabela Moraes (Isabela Moraes) – Quem Disse

04- Ivandro Coelho (Ivandro Coelho e Celso Borges) – Água de Assobio

05- Leonel Laterza e Larissa Vitorino – (Leonel Laterza e Larissa Vitorino) – Minas de Mãe

06- Marisa Molchanski (Marisa Molchanski) – Não percebeu ainda?

07- Mauro Fantozzi (Mauro Fantozzi) – Tempo Brando*

08- Naluz (Naluz) – Ventilador

09- Nat Mirrors e os Espelhos da Noite (Natália Pires) – Veludo Verde

10- Samuel Mota (Samuel Mota) – Sentir Tua Presença

11- Sidão Santos (Sidão Santos) – Chiado

12- Well Mattos (Well Mattos) – Urbe em Avidez

Próximas fases

Nesta próxima fase, as 12 finalistas vão concorrer nas categorias Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Arranjo e Melhor Letra, além do prêmio de Música Mais Votada na Internet.

A votação online vai até o dia 17 de novembro e o anúncio dos vencedores da 14ª edição do Festival de Música Rádio Nacional será no dia 18 de novembro, às 16h.

Clique aqui para ouvir e votar na melhor música ( https://radios.ebc.com.br/festival-de-musica-radio-nacional/2023/11/conheca-12-finalistas-do-festival-de-musica-da-radio)

*Música mais votada pela internet.




Fonte: Agência Brasil

Governo instala comissão para conciliar conflitos no campo


Os 15 membros da Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo tomaram posse nesta quarta-feira (8). A comissão tem o objetivo de mediar e buscar conciliação de casos de maior complexidade de conflitos socioambientais no campo.

O colegiado também deverá identificar e realizar estudos sobre o tema, elaborar plano anual de trabalho, com metas e prioridades, estimular e promover o diálogo com objetivo de solução pacífica de conflitos no campo, além de zelar pelo respeito aos direitos humanos nos conflitos socioambientais de maior complexidade.

A Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo foi instituída em agosto de 2023, por meio de decreto presidencial, e é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O colegiado se reunirá mensalmente e deverá apresentar a cada seis meses um relatório de atividades aos órgãos integrantes.

Entre os órgãos que compõem a comissão estão a Advocacia-Geral da União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), a Secretaria-Geral da Presidência da República e os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania; da Igualdade Racial; da Justiça e Segurança Pública; do Meio Ambiente e Mudança do Clima; das Mulheres; e dos Povos Indígenas.




Fonte: Agência Brasil