PF faz operação no Paraná e em Minas contra fabricante de armas


A Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (11) uma operação para cumprir dez mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná e de Minas Gerais, contra um dos maiores fabricantes de armas do país. A nota da PF não menciona o nome do fabricante, mas destaca que a ação é um desdobramento do flagrante realizado na terça-feira (10), por agentes da Delegacia de Repressão a Drogas e do Grupo de Investigações Sensíveis da PF. A ação resultou em três prisões e na apreensão de 47 fuzis, além de centenas de munições.

Na madrugada desta quarta-feira, a Polícia Federal pediu à Justiça a expedição dos mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens dos presos, em endereços residenciais e de empresas a eles vinculadas, nos estados do Paraná e Minas Gerais.

Em um dos locais, onde aparentemente funcionava uma fábrica de móveis, os agentes federais encontraram materiais, maquinários e caderno de anotações com manual de instruções que indicam que o grupo criminoso realiza a fabricação e montagem de fuzis no estado de Minas Gerais. Os indícios apontam que o armamento é posteriormente enviado ao Rio de Janeiro, onde é comercializado e distribuído para as facções criminosas que atuam nas comunidades do estado.

Em um condomínio na Barra da Tijuca, na casa do principal alvo da operação, preso ontem, os policiais apreenderam peças de fuzis, carregadores e munições, além de um veículo de luxo, uma Lamborghini, avaliada em mais de R$ 1 milhão.

Para o cumprimento dos mandados em endereços de Belo Horizonte, a Polícia Federal no Rio de Janeiro contou com o apoio de agentes federais lotados na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais e no Paraná.




Fonte: Agência Brasil

Radioagência Nacional completa 19 anos de conteúdo radiofônico online


A Radioagência Nacional completa 19 anos nesta quarta-feira (11). O veículo disponibiliza, para emissoras de todo o país, entre rádios comunitárias, públicas, universitárias e privadas, o download gratuito de matérias, programetes, entrevistas, spots, podcasts e radiodocumentário produzidos pelo Radiojornalismo da EBC, pela própria equipe da Radioagência Nacional, pelas rádios e pela Agência Brasil. O alcance do material atinge capitais e interior, via computadores, celulares ou antigos rádios de pilha. Por mês, o conteúdo é replicado mais de 500 mil vezes por cerca de 300 mil usuários, alcançando milhões de ouvintes.

Em 2023, o veículo lançou o podcast Histórias Raras, que possui duas temporadas. A primeira revela a trajetória de quem vive com os desafios diários, o custo financeiro e psicológico de ter uma dessas enfermidades, além do empenho para conquistar seu espaço e conseguir colocar em prática políticas públicas. Já na segunda temporada, o podcast aborda a vivência e os desafios de pessoas que se descobriram neurodivergentes depois de adultas. O material concorre ao prêmio na Categoria Podcast, do Prêmio +Admirados da Imprensa, promovido pelo Hospital Albert Einstein.

Já a série Sala de Vacina mostra como a vacina mudou o Brasil, o mundo e virou parte da nossa identidade nacional. O podcast foi produzido para celebrar os 50 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Outra novidade foi o lançamento do documentário Mães que Lutam – Um Tiro Roubou meu Filho: Mães que Lutam pela Vida da Juventude Negra”. O especial narra a história de mulheres negras periféricas que tiveram seus filhos, crianças e adolescentes, mortos pela polícia. E, a partir da perda, foram levadas a lutar por justiça.

O Tira-dúvidas do Imposto de Renda também foi um produto de sucesso lançado em maio de 2023 e que gerou um pico de acessos no site da Radioagência Nacional. Foram 30 interprogramas que esclareceram dúvidas comuns e inusitadas sobre como declarar corretamente o IRPF.

A Radioagência Nacional foi criada em 11 de outubro de 2004. Desde 2007, com a criação da Empresa Brasil de Comunicação, o veículo  trabalha com foco na promoção da cidadania, aprimorando a qualidade dos conteúdos, do layout e da navegação.




Fonte: Agência Brasil

Gonçalo Tavares: Literatura faz leitor perceber melhor a realidade


A escolha das palavras pode levar a uma boa história em um livro, mas também a um discurso que convença toda uma nação. Para o escritor Gonçalo Tavares, a linguagem é um poderoso instrumento e a leitura é o treino necessário tanto para se posicionar no mundo, como para ser uma pessoa mais interessante e para combater qualquer tentativa de manipulação. “Eu acho que ler é uma espécie de treino, de arte marcial da linguagem”, diz em entrevista à Agência Brasil.  

Gonçalo Tavares nasceu em Luanda, na Angola e logo mudou-se para Portugal. Com mais de 40 títulos publicados, é, atualmente, um dos escritores europeus mais traduzidos em todo o mundo, com livros publicados em 70 países. Tavares recebeu prêmios literários diversos, entre eles o “Prix du Meilleur Livre Étranger 2010”, que até agora foi entregue a autores como Robert Musil, Philip Roth, Gabriel García Márquez e Elias Canetti; e o “Prix Littéraire Européen 2011.

Nesta quarta-feira (11), ele participa do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, onde debate o livro Uma Menina Está \perdida no seu Século à Procura do Pai. Os vídeos dos encontros ficam disponíveis, na íntegra, no YouTube do Banco do Brasil. O projeto vai até dezembro de 2023.

Um dia antes, Tavares conversou com a Agência Brasil sobre a própria produção, sobre o papel da literatura em um mundo cada vez mais digital e voltado para a imagem e sobre o papel da linguagem em todas as relações humanas. Ao mesmo tempo que lemos menos livros – em quatro anos o Brasil perdeu 4,6 milhões de leitores – na internet, lemos e escrevemos bastante: “Toda gente é escritora, só que é escritora de coisas banais”, diz e acrescenta: “isso é assustador. Realmente estamos a construir analfabetos linguísticos muitas vezes, porque estão apenas a ler SMS, coisas do Facebook muito básicas. Habituou-se a ler mal a linguagem”.

Para o escritor,  a leitura torna uma pessoa mais interessante e com mais instrumentos para lidar com a realidade de uma forma crítica. “Eu diria que um dos papeis da literatura é alimentar a lucidez do leitor e, nesse sentido, fazer com que um leitor perceba melhor a realidade, não a histórica, mas a realidade que está a viver nesse momento. Perceba melhor a maldade, perceba melhor os mecanismos do medo, da violência”, diz.

Em Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai, Tavares traz literalmente a realidade para a literatura, ao abordar a Segunda Guerra Mundial. Na história, Hanna, uma menina com síndrome de Down, procura o pai em um cenário pós guerra. Na empreitada, ela recebe a ajuda de um homem, que acaba por aproximar-se desse papel de pai. Perguntado sobre as guerras, sobretudo as que estamos vivendo, como de Israel e Palestina, Tavares diz: “é absurdo perceber como o ódio circula, como o ódio passa de geração para geração, como o ódio vai se mantendo”.

Os encontros do Clube de Leitura são mensais e ocorrem presencialmente na Biblioteca Banco do Brasil, no 5º andar do CCBB RJ, sempre na segunda quarta-feira de cada mês. Na quinta e sexta-feira seguintes, há a escolha do próximo livro a ser discutido. Em novembro, o autor será Milton Hatoum e a escolha do livro acontece por votação aberta nesta quinta (12) e sexta (13) no Instagram do CCBB.

Rio de Janeiro (RJ), 10/10/2023 - Entrevista com escritor português Gonçalo M. Tavares, em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 Entrevista com escritor português Gonçalo M. Tavares, em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Leia os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: Para você, o que é a literatura e qual o papel dos livros para a sociedade?

Gonçalo Tavares: Eu diria que um dos papeis da literatura é alimentar a lucidez do leitor e, nesse sentido, fazer com que um leitor perceba melhor a realidade, não a histórica, mas a realidade que está a viver nesse momento. Perceba melhor a maldade, perceba melhor os mecanismos do medo, da violência. Por exemplo, perceba melhor a relação entre um filho e um pai. Portanto, eu acho que a literatura não é para ficar fechada nos livros, é para ser usada na vida.

Agência Brasil: Como é o seu processo de escrita e o seu processo de escolha de palavras?

Gonçalo Tavares: Eu escrevo de uma forma muitas vezes quase louca, quase animal, sem pensar muito, só a escrever, escrever, escrever. Depois, mais tarde, vejo os livros, edito. É uma fase mais técnica, digamos. Eu digo que há duas fases, uma que eu nem sei bem como faço, uma maneira meio louca de escrever e, depois, demoro muito tempo a tirar apenas uma palavra, uma vírgula, etc. Mas, meu grande entusiasmo na escrita tem a ver com a primeira fase, que eu escrevo três, quatro horas seguidas, sem parar.

Agência Brasil: Para tratar de temas como a Segunda Guerra Mundial, como é a sua investigação? Você faz alguma pesquisa prévia?

Gonçalo Tavares: Normalmente, não faço muita investigação, eu gosto de escrever sem saber o que vou escrever. A própria escrita é um momento de eu estar a investigar e eu investigo não dados históricos, não fatos, eu investigo um pouco as personagens. É como se eu estivesse a tentar perceber o que fariam esses personagens nessas situações, quase como se fossem substancias químicas que eu vou juntando, para perceber as reações quando essas substâncias, essas personagens se juntam. Eu não tento chegar a um ponto específico, eu tenho prazer em escrever sem saber o que vou fazer. Em Uma Menina Está Perdida no seu Século à Procura do Pai, eu lembro que eu vi uma imagem, uma fotografia de um homem segurando a mão de uma criança. Essa imagem, de alguma maneira, começou a se movimenta na minha cabeça e, mais tarde, deu origem ao livro. Às vezes basta isso, basta uma imagem.

Agência Brasil: Em um mundo cada vez mais digital e com cada vez mais imagens, qual o lugar ocupado pela literatura e como formar novos leitores?

Gonçalo Tavares: O que me parece é que o encanto pela história e a densidade do pensamento, tudo isso continua presente. Eu acho que a imagem traz coisas importantes, mas a literatura permite uma concentração, um isolamento, que mais nenhuma outra arte permite. Eu acho que a literatura é claramente uma arte de resistência em tempos de grupos, do barulho e da desconcentração. Na internet, o link é o salto e a literatura, pelo contrário, vive da paragem, da concentração num único ponto. Concentrar é etimologicamente ter um único centro. Nesse sentido, a literatura é também um trabalho de concentração. Sendo o século 21 o século do salto e da internet, eu acho que a literatura, não apenas é forte por ela mesma, mas é também um treino que nos permite fazer outros trabalhos de concentração. Se alguém quer treinar a concentração em uma outra arte qualquer, a leitura é a melhor maneira. A leitura permite treinar essa estabilidade mental.

Agência Brasil: A leitura é também um treino de linguagem.

Gonçalo Tavares: E eu acho que isso é muito importante porque estamos a ver cada vez mais como a política vive de retórica, do domínio da linguagem, da manipulação da linguagem. Ler bons livros permite que treinemos os truques da linguagem, que percebamos a ironia, a ambiguidade, o duplo sentido, etc. Isso faz com que o bom leitor seja também um cidadão esclarecido a nível de linguagem. Ou seja, quando qualquer político fala com ele, ele entende não, apenas as palavras que o político está a dizer, mas as palavras que ele quer verdadeiramente dizer. Percebe o subentendido. Nesse aspecto, eu acho que ler é uma espécie de treino, de arte marcial da linguagem. Porque hoje nós temos que nos defender dos roubos de linguagem. Muitas vezes, não apenas os políticos, mas as religiões, e outras instituições querem nos enganar por via da linguagem. Quem dominar a linguagem vai se defender melhor.

Agência Brasil: Pesquisas mostram que estamos lendo menos livros, mas ao mesmo tempo, as pessoas leem mais nas redes sociais, nos aplicativos.

Gonçalo Tavares: Leem e escrevem, toda gente é escritora, só que é escritora de coisas banais.

Agência Brasil: Tem um trecho de uma entrevista sua que diz: “Eu penso muito que a criação crítica sobre o contemporâneo é uma criação crítica sobre a linguagem, porque nas democracias grande parte das batalhas essenciais são linguísticas”.

Gonçalo Tavares: Realmente, tirando as ditaduras, nas quais a força é o dominante, quando o argumento, em último lugar, é o argumento militar, é o argumento da arma, nas democracias, felizmente, a princípio, a arma é a argumentação e a contra-argumentação. Nesse aspecto, quem estiver mais habilitado, vai sobreviver. A linguagem é um material extraordinário, mas é um material muito manipulável, nós fazemos o que quisermos com a linguagem. Desde os gregos, sabe-se que há um conjunto de truques de linguagem que permitem que alguém que seja bom na linguagem não precise mentir. Eu costumo dizer que políticos que mentem são muito pouco hábeis na linguagem, porque não se precisa mentir. Pode transformar um aumento de preços e qualquer coisa em boa para a população através da linguagem. Nos jornais, temos diariamente um trabalho de manipulação da linguagem por parte do governo e uma contra manipulação da linguagem por parte da oposição. Isso por todo lado. O cidadão esclarecido tenta perceber por baixo da linguagem o que está a acontecer naquele lugar. A linguagem é como se fosse uma nuvem, uma névoa, que passa na frente da montanha. Temos que tirar a linguagem da frente para ver a montanha, o que está a acontecer com a montanha.

Agência Brasil: Apesar de todo o poder da linguagem, a violência faz parte da nossa realidade. Os seus livros trazem esses elementos da realidade, como a própria Segunda Guerra Mundial. Tratando de um conflito bastante atual, como você vê a guerra entre Israel e Palestina?

Gonçalo Tavares: Infelizmente não é só [essa guerra]. Temos a guerra na Ucrânia, que para a Europa é uma coisa devastadora. O assustador é perceber como há tanto ódio a circular. Isso assusta muito e, para uma pessoa que vive em um país, apesar de tudo, tranquilo, como Portugal, é absurdo perceber como o ódio circula, como o ódio passa de geração para geração, como o ódio vai se mantendo, embora mudando a tecnologia. Ou seja, a tecnologia mudou, mas o ódio mantém-se.






Fonte: Agência Brasil

Governador de SC determina abertura de comportas de barragens


O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, determinou a abertura, gradativa e controlada, das comportas das barragens de Ituporanga e Taió, no Alto Vale do Itajaí, a partir da madrugada desta quarta-feira (11).

O anúncio foi feito em vídeo divulgado pelo governador na rede social X, na noite de terça-feira (10). “Determinei a abertura das comportas, de forma gradativa. Já está autorizado. Fizeram o comando para isso acontecer. Então, quero dizer à população de [município] Taió que fique tranquila”.

O governo catarinense informou que os técnicos da Secretaria de Proteção e Defesa Civil do estado estão fazendo a operação controlada da abertura das comportas das barragens, que foram fechadas no fim de semana, após fortes chuvas. O governo estadual justificou que a reabertura das comportas está sendo possível devido à melhora no tempo na terça-feira, pelos níveis dos rios indicarem baixa.

Taió

No vídeo divulgado na internet, o governador Jorginho Mello confirmou que recebeu ligações do prefeito de Taió, Alexandre Purnhagen (MDB), e de moradores da região, com solicitações de abertura das comportas da barragem da cidade.

Antes, ainda na terça-feira, o prefeito de Taió apelou ao coordenador de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico Rudorff, que abrisse as comportas da barragem. A videoconferência entre as duas autoridades catarinenses foi divulgada nas redes sociais. No diálogo, o prefeito Purnhagen destacou que praticamente toda a cidade continuava debaixo d’água, devido aos temporais da última semana.

“O povo taioense está no limite. Então, precisamos esvaziar a barragem. Revejam isso, ainda hoje, por favor. É importantíssimo”, enfatizou o prefeito.

Em nota, a Defesa Civil de Santa Catarina justifica que a medida foi necessária para que a água represada na estrutura possa dar vazão e aumentar o espaço das barragens para receber novos volumes de chuva.

Chuvas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, confirma que tempestades voltam a atingir a Região Sul, a partir desta quarta-feira (11). Alguns municípios podem ter volumes de chuva em torno de 100 milímetros (mm), alertou o Inmet.

A Defesa Civil de Santa Catarina sinalizou também que, até o fim desta quinta-feira (12), há risco dos temporais provocarem descargas elétricas, ventos intensos e queda de granizo em todas as regiões do estado. A previsão é de chuva intensa que começa no extremo oeste, litoral sul e Vale do Itajaí, avançando para as demais regiões durante a tarde e noite desta quarta-feira e persistirá ao longo do feriado de Nossa Senhora Aparecida, nesta quinta-feira.

O órgão pede atenção dos moradores dessas regiões, pois os acumulados de chuva ficarão entre 70 mm e 100 mm por dia e, em alguns pontos, ultrapassarão os 100 mm.

A Defesa Civil do estado informou que permanece mobilizada, devido ao alto risco de ocorrência de deslizamentos de terras, enchentes e enxurradas nos próximos 2 dias.

Para pedir ajuda, os cidadãos devem ligar no número 199, da Defesa Civil; no 193, do Corpo de Bombeiros; ou no 190, da Polícia Militar.




Fonte: Agência Brasil

Eleição do Conselho Tutelar tem 55 candidaturas impugnadas


A Comissão Eleitoral Central do Processo Unificado de Escolha dos Membros dos Conselhos Tutelares da cidade de São Paulo publicou no Diário Oficial do Município uma lista com 55 candidaturas que foram impugnadas após a análise das denúncias de irregularidades no pleito ocorrido no dia 1º. 

 A comissão recebeu aproximadamente 450 denúncias de irregularidades que teriam ocorrido durante o período de campanha e no dia das eleições.

Na eleição unificada de 1º de outubro, 1.244 pessoas se candidataram e foram eleitos 260 conselheiros na capital paulista. A cidade de São Paulo tem o maior número de conselhos tutelares de todos os municípios do país. São 52 distribuídos nas quatro regiões da cidade. O Brasil tem, ao todo, 6.100 conselhos tutelares e 30,5 mil conselheiros distribuídos por seus 5.570 municípios.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura de São Paulo, a maioria das denúncias é sobre condutas vedadas no edital, como campanha fora do período eleitoral, ou com a participação de pessoas públicas, situação em que o candidato pode ter obtido vantagem com a notoriedade ou influência de terceiros.

Segundo a pasta, a lista substitui o resultado preliminar publicado em 2 de outubro, logo após a apuração de votos. “De acordo com o art. 23, inciso II do Edital nº 002/CMDCA-SP/2023, cabe recurso contra decisão que impugnou as candidaturas”, diz a pasta em nota. A publicação final de classificação será feita no Diário Oficial do Município até o dia 30 de outubro, após a análise desses recursos pela Comissão Eleitoral Central.

“O trabalho da Comissão Eleitoral Central não possui caráter investigativo, tampouco poder de polícia ou judicial, restringindo-se à esfera administrativa, com a competência de analisar supostas irregularidades encaminhadas em denúncias, em conformidade aos dispositivos expressos em edital. Este é o limite do alcance das decisões da comissão”, explicou a secretaria.




Fonte: Agência Brasil

Exposição no CCBB do Rio apresenta cultura peruana


Uma viagem pelas civilizações andinas pré-hispânicas até o Império Inca é a sensação que o público terá ao visitar a exposição Tesouros Ancestrais do Peru, aberta nesta quarta-feira (11), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro.

A mostra, que fica em cartaz até o dia 29 de janeiro do ano que vem, é composta por 162 peças que formam um conjunto raro de objetos encontrados em expedições arqueológicas. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria ou pela internet.

Rio de Janeiro (RJ), 10/10/2023 – Exposição Tesouros Ancestrais do Peru no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Patrimônio do Peru, acervo pertence à Fundação Mujica Gallo. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 Consideradas patrimônio pelo Ministério da Cultura do Peru, o acervo pertence à Fundação Mujica Gallo e faz parte do catálogo do Museo Oro del Perú y Armas del Mundo. Algumas peças   nunca saíram do país. A diretora do Museo Oro del Perú y Armas del Mundo, Camila Pérez Palacio Mujica comemorou o fato de uma nação irmã ter acesso fácil ao legado que existe na América do Sul.

“Ter um país com essa cultura que herdou dos antepassados, a linhagem, a herança, é orgulho não somente para  os peruanos, mas para a América do Sul. Para o público brasileiro é muito interessante”, disse à Agência Brasil e à Rádio Nacional.

Com a curadoria da arqueóloga peruana Patricia Arana e do produtor cultural Rodolfo de Athayde, a mostra é dividida em cinco blocos temáticos: Linha do tempo, Mineração, Divindades e Rituais, Cerâmica e Têxteis e Colonização. Os objetos da mostra foram produzidos entre 900 a.C e 1600 d.C. e os traços culturais dos povos andinos aparecem em utensílios como depiladores, bolsas, penachos, máscaras funerárias e coroas feitas de ouro.

A passagem por Tesouros Ancestrais do Peru, a Linha do Tempo, apresenta momentos-chave de mais de 10 mil anos de história andina, desde os primeiros habitantes (pescadores e caçadores) até o surgimento da agricultura de irrigação.

Na parte de Mineração, o visitante vai conhecer o domínio sobre os metais, o controle sobre o ambiente natural e seu impacto nas dinâmicas das estruturas do poder.

Rio de Janeiro (RJ), 10/10/2023 – Exposição Tesouros Ancestrais do Peru no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Diretora do Museo Oro del Perú y Armas del Mundo, Camila Pérez Palacio Mujica comemora de uma nação irmã ter acesso ao legado existente na América do Sul. Foto: – Tomaz Silva/Agência Brasil

Em Divindades e Rituais são encontradas peças em ouro e prata, cerâmica e frisos de personagens divinos e semidivinos que orientavam o sistema teocrático-militar baseado nas complexas mitologias fundadoras das culturas andinas.

A exposição segue com Cerâmicas e Têxteis, que trazem as técnicas usadas desde 1.800 a.C para produção de barro moldado e cozido em fornalha. As técnicas permitiram a produção intensa de utensílios também usados para expressar ideias e representar estilos de vida e tradições. O percurso termina com Colonização do império Inca pelos espanhóis e a fundação do Vice-reinado do Peru.

Peças danificadas

Destruição e roubos que ocorreram em muitas partes do território inca tornam as peças mais raras, posteriormente saqueadas por assaltantes de monumentos arqueológicos, conhecidos no Peru como huaqueiros. Para vender ilegalmente a colecionadores, eles reviraram tumbas e centros cerimoniais em busca de peças e muitos objetos foram derretidos. Oferendas funerárias compostas por pequenas figuras de ouro e prata de mulheres e homens estão entre os poucos objetos que sobreviveram aos ataques.

“A maioria das peças incas não sobreviveram ou foram levadas para a Espanha. As intactas estão no museu na Espanha, mas parte delas foi fundida em lingotes de ouro para ser transportada. Tudo que temos aqui são peças de escavações arqueológicas das culturas mais antigas, praticamente pré-incaica”, afirmou o curador Rodolfo de Athayde.

Memória

Para a gerente-geral do CCBB Rio de Janeiro, Sueli Voltarelli, a escolha da exposição no aniversário de 34 anos do CCBB Rio estimula um importante debate sobre a memória latino-americana e seus processos de colonização.

Rio de Janeiro (RJ), 10/10/2023 – Exposição Tesouros Ancestrais do Peru no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Exposição Tesouros Ancestrais do Peru no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro. Foto:  Tomaz Silva/Agência Brasil

“No último edital tivemos um eixo voltado para povos originários e ancestralidade. A exposição atual traz cultura de pré- colombianos impactados pela colonização e com um processo de quase apagamento. A exposição traz a possibilidade de conhecer estes povos e a sofisticação dessas civilizações.”

A arqueóloga Patricia Arana disse que a iniciativa do CCBB de trazer a exposição pode abrir caminho para uma aproximação entre as universidades dos dois países. “Pode ser o início de um vínculo acadêmico entre as universidades brasileiras do Rio e de São Paulo com as universidades peruanas, porque os arqueólogos têm muitas missões em vários países.”

Império Inca

O Império Inca foi a maior e mais importante reunião de culturas da América antiga. A partir de Cusco, sede política localizada no atual Peru, era formado por diversos povos e chegou a ter, no seu auge, cerca de 12 milhões de habitantes. No Império, também conhecido como Tahuantinsuyo, ou Terra de Quatro Regiões, na língua quechua, os incas que eram politeístas, conseguiram, entre 1438 e 1532, unificar, seja pela força ou alianças, sociedades da região costeira do Oceano Pacífico e da cordilheira dos AndesPovos.

Rio de Janeiro (RJ), 10/10/2023 – Exposição Tesouros Ancestrais do Peru no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Povos tinham em comum o domínio de técnicas sofisticadas de administração, mineração, irrigação, agricultura, cerâmica, produção têxtil e arquitetura – Tomaz Silva/Agência Brasil

Os povos da região do território estimado em 4 mil quilômetros, se estendendo do sul da Colômbia até partes do Chile e da Argentina, passando por todo o Equador, Peru e Bolívia, tinham em comum o domínio de técnicas sofisticadas de administração, mineração, irrigação, agricultura, cerâmica, produção têxtil e arquitetura. Entre os locais, o mais conhecido e visitado é Machu Picchu, um dos poucos não destruídos completamente durante o processo de colonização.

No segundo dia da mostra (12), às 15h, será realizado um debate entre os curadores e a diretora do Museo Oro del Perú y Armas del Mundo, Camila Pérez Palacio Mujica.

Roteiro

Depois do Rio, a exposição seguirá para os centros culturais do Banco do Brasil de Belo Horizonte (21 de fevereiro a 6 de maio), Brasília (28 de maio a 11 de agosto) e São Paulo (4 de setembro a 26 de novembro).

A mostra, que é a primeira aprovada pelos centros culturaisl, foi selecionada no edital de 2023-2025. Além do Banco do Brasil, a mostra conta com o patrocínio do BB Asset Management, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A organização é da Arte A Produções.

Aniversário

A exposição faz parte das comemorações dos 34 anos do CCBB Rio. A programação gratuita inclui a comemoração do Dia das Crianças nesta quinta-feira (12), quando elas vão ganhar um lanche especial. O público pode se divertir ainda com as mostras Evandro Teixeira, Chile 1973, nas galerias do 2º andar, e Um Certo Brasil – na visão de cinco fotojornalistas, em exibição no 4° andar, junto ao Museu Banco do Brasil.

Haverá ainda a estreia da peça de teatro  Azira’i, sobre Azira’i Guajajara, a primeira mulher pajé da reserva indígena de Cana Brava, no Maranhão, a partir da relação com sua filha.

A montagem do clássico de Nelson Rodrigues Vestido de Noiva vai continuar e ainda o Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens (FIL 2023), que comemora 20 anos com diversos espetáculos e vivências para todas as idades.

No cinema, o visitante poderá assistir A magia dos pixels: espelhos animados da realidade, com animações de sucesso dos estúdios Pixar e uma participação de personagens surpresa (cosplay) para interagir com o público.




Fonte: Agência Brasil

Padre Cícero entra para o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria


O nome de Cícero Romão Batista – mais conhecido como padre Cícero – foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, através da lei 14.693/2023, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta quarta-feira (11), no Diário Oficial da União.    

Considerado um santo popular, principalmente no Nordeste, antes mesmo de sua canonização pela Igreja Católica, o líder religioso ficou conhecido por um incansável trabalho de difusão da doutrina, aconselhamentos e sermões que arrebatavam multidões no interior do Ceará.

Nascido em 24 de março de 1844, na cidade de Crato, aos 12 anos de idade ele fez voto de castidade depois de ler sobre a vida de São Francisco de Sales, santo francês que viveu no século dezessete.

Aos 26 anos foi ordenado padre depois de iniciar os estudos religiosos em Cajazeiras, na Paraíba, e cursar o seminário da Prainha, em Fortaleza. Fixou residência em Juazeiro do Norte, aos 28 anos, quando foi designado vigário e logo conquistou a simpatia do povo.

Em 1889, uma hóstia que teria se transformado em sangue durante a comunhão geral na Capela de Nossa Senhora das Dores, conduzida por ele, foi considerada seu primeiro milagre. Novas ocorrências do fenômeno atraíram católicos a Juazeiro do Norte e a Igreja Católica decidiu investigar.

Após diferentes pareceres, a igreja considerou que não houve milagre e as ordens sacerdotais de padre Cícero foram suspensas. Em 1898, padre Cícero apelou ao Vaticano pela revogação da pena, que foi mantida.

Política

Afastado da igreja, o religioso tornou-se prefeito de Juazeiro do Norte, depois elegeu-se deputado federal e chegou a ser vice-governador do Ceará. Faleceu em 20 de julho de 1934, aos 90 anos, e as romarias a Juazeiro – em devoção ao carinhosamente chamado Padim Ciço – só aumentaram.

A Igreja Católica Apostólica Brasileira canonizou padre Cícero em 1973, baseada na devoção dos nordestinos ao líder religioso e aos milagres atribuídos a ele por seus devotos. O processo de beatificação pela Cúria Romana só teve início em junho de 2022, quando o santo popular foi beatificado.

Com a lei publicada hoje, padre Cícero é imortalizado em mais uma iniciativa, que o incluiu no Livro de Aço, abrigado no Panteão da Pátria, em Brasília, onde estão registrados nomes como o de Chico Xavier, Irmã Dulce e Zumbi dos Palmares. Com seu nome, são ao todo 66 Heróis e Heroínas da Pátria que tiveram o reconhecimento por terem dedicado suas vidas a um Brasil melhor.




Fonte: Agência Brasil

Romeiro morre ao ser atropelado no caminho para Aparecida


Um romeiro de 67 anos morreu atropelado na madrugada da última segunda-feira (9) na Rodovia Presidente Dutra durante o percurso para o Santuário Nacional de Aparecida para as celebrações do Dia da Padroeira do Brasil, na quinta-feira (12). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 4h, no km 178, na região de Guaratema. O romeiro, que caminhava pela faixa de rolamento e não pelo acostamento, morreu na hora. De acordo com a PFR, chovia quando a vítima foi atingida por um carro.

Operação especial

Entrou em vigor à 0h desta quarta-feira (11) e prossegue até as 23h59 de domingo (15) a Operação Nossa Senhora Aparecida, da PRF. O objetivo é garantir a segurança das rodovias federais. Nos cinco dias da operação, a PRF terá reforço na fiscalização de ultrapassagens em locais proibidos, além de organização e orientação para o fluxo seguro de pessoas e veículos em todo o país.

“Em São Paulo, onde há grande concentração de romeiros que se deslocam até o Santuário de Aparecida, as equipes da PRF vão acompanhar parte do trajeto feito pelos fiéis nos deslocamentos a pé ou em veículos”, diz a PRF.

A Polícia Rodoviária Federal recomenda que os motoristas mantenham a atenção redobrada pela presença de pedestres; respeitem os limites de velocidade e sinalização da via; não usem celular durante a condução do veículo; se beberem, não dirijam; sempre usem cinto de segurança e utilizem as cadeirinhas e assentos de elevação para as crianças. Em caso de emergência, a orientação é ligar para o 191.




Fonte: Agência Brasil

Ministro CGU debate em Paris o combate ao suborno transnacional


O governo brasileiro participa nesta quarta-feira (11), na França, de uma reunião para tratar do combate ao suborno transnacional. O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, representante do Brasil no encontro, vai ler o relatório do país sobre o tema. O encontro faz parte da plenária do Grupo de Trabalho sobre Suborno Transnacional (Working Group on Bribery – WGB) da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que acontece em Paris.

Desde 2000, o Brasil é signatário de uma convenção da OCDE que trata da prevenção e combate ao suborno de funcionários públicos estrangeiros na esfera de transações comerciais internacionais. Atualmente, o WGB é composto por representantes dos 44 países signatários da convenção e se reúne quatro vezes ao ano na sede da OCDE, para monitorar o cumprimento do acordo.

O grupo também discute temas relacionados à prevenção e ao combate ao suborno transnacional, como as práticas de caixa dois, lavagem de dinheiro, cobrindo tanto a responsabilização criminal de pessoas físicas quanto medidas para responsabilizar pessoas jurídicas, bem como temas transversais, cooperação internacional, extradição, entre outros.

Ainda na capital francesa, Vinícius de Carvalho se encontra, em visita institucional, com o diretor-geral de Assuntos Globais, Cultura, Educação e Desenvolvimento do Ministério das Relações Exteriores da França, Aurélien Lechevalier.

“Na reunião, o ministro da CGU apresentará a agenda internacional do Brasil no campo da integridade e anticorrupção para os próximos meses, incluindo a atuação do país na coordenação das atividades do Grupo de Trabalho Anticorrupção do G20”, informou o ministério.

Na terça-feira (10), o ministro participou, em Frankfurt, na Alemanha, de uma palestra sobre Mercados Digitais e Regulação, no âmbito do Programa Internacional de Alta Formação Digitalização e Democracia: Um Diálogo Brasil-Europa.

Na sexta-feira (13), Vinícius de Carvalho participa do painel Brasil: o melhor negócio do mundo, no Fórum Esfera Internacional, também em Paris. Segundo a CGU, o objetivo do evento é “fortalecer a relação com a França e reforçar que o Brasil se prepara para receber novos investimentos”, com destaque para o papel da CGU na melhoria do ambiente de negócios do Brasil e na promoção da integridade pública e privada em políticas de desenvolvimento como o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).




Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal apreende 47 fuzis em mansão no Rio


Agentes da Polícia Federal (PF) apreenderam 47 fuzis e centenas de munições em uma casa situada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, bairro nobre da zona oeste do Rio de Janeiro. Três homens foram presos em flagrante. 

A apreensão foi na tarde dessa terça-feira (10) e divulgada apenas à noite. A maior parte do armamento estava escondida em guarda-roupas e em malas distribuídas pelo imóvel. Armas e munições também foram localizadas dentro de três carros de luxo.

Dentro da casa, os policiais federais encontraram maquinários e uma estrutura para montagem e manutenção dos fuzis. Segundo os investigadores, o armamento seria distribuído para traficantes e milicianos que atuam em comunidades no estado do Rio.

Os presos e todo o material apreendido, incluindo os três carros, foram levados para a superintendência da PF.

Pela rede social X (antigo Twitter), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, escreveu que “estamos intensificando todas as ações possíveis para apoiar o Rio de Janeiro no trabalho da segurança pública. Temos colhido muitos resultados. Hoje [terça-feira] tivemos mais um.”

Ação contra traficantes

Desde segunda-feira (9), forças de segurança do Rio realizaram a Operação Maré, que combate a facção criminosa que atua no Complexo da Maré, conjunto de favelas na zona norte da cidade.

Nas primeiras horas deste terceiro dia de operação foram presas cinco pessoas e apreendidos cinco fuzis, de acordo com o governo do estado. Além da Maré, policiais estão em outras comunidades para onde criminosos teriam fugido.

“Criminosos não ficam dentro de casa aguardando a presença da polícia. Vão migrando de uma comunidade para outra. Por isso, estamos fechando o cerco”, afirmou o secretário de Polícia Civil, José Renato Torres.

As prisões foram feitas no Complexo do Chapadão, onde quatro fuzis foram encontrados. O quinto estava na Cidade Alta. Essas duas localidades também ficam na zona norte.

Desde o início da megaoperação foram presos 17 suspeitos, apreendidos mais de meia tonelada de maconha e drogas sintéticas, e 100 quilos de pasta base de cocaína, além de armas e 98 veículos. Dez toneladas de material usado para fazer barricadas foram retiradas das ruas das comunidades, segundo balanço divulgado pelo governo estadual. Os nomes dos presos não foram divulgados.




Fonte: Agência Brasil