Defesa Civil alerta municípios sobre risco de inundações no RGS


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul distribuiu alerta a 20 municípios para risco de inundações e outros danos em razão de grandes volumes de chuvas nos próximos dias.

A previsão de hoje (26) até quarta-feira (28) é de temporais, descargas elétricas, eventual queda de granizo, fortes ventos e grande quantidade de chuva, que podem causar enchentes e outros danos.

As chuvas podem chegar a 100 milímetros. Um novo ciclone extratropical deverá se formar na costa do Rio Grande do Sul no fim da terça-feira (26) e ao longo da quarta-feira (27), conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As rajadas de vento irão superar 70 quilômetros por hora.

As cidades que podem ser afetadas estão na região do Litoral Norte e dos vales do Taquari e Caí.

Com notificação, as prefeituras podem adotar medidas preventivas para minimizar os possíveis impactos, como informar a população dos riscos, locais de segurança e abrigos públicos e como acionar a Defesa Civil local.

Fechamento de comportas

A prefeitura de Porto Alegre determinou desde segunda-feira (25) o fechamento preventivo de comportas do Guaíba para evitar alagamento da área central da capital gaúcha se o nível do lago chegar a 3 metros.

A decisão foi tomada por causa da previsão de temporais no estado nesta semana.

Das 14 comportas, que são portões de aço, oito serão fechadas. Em seis desses portões, que já ficam fechados permanentemente, serão colocados 2 mil sacos de areia para reforço.

“É uma ação preventiva. Não podemos estar desprevenidos neste momento decisivo. Estamos agindo com mitigação de danos e alinhados com o estado e demais órgãos parceiros diante da previsão do tempo e alertas que temos recebido”, informou o prefeito Sebastião Melo.

Inverno chuvoso

Porto Alegre teve o inverno mais chuvoso dos últimos 62 anos. O Inmet informou que a estação meteorológica localizada no município registrou 652,2 milímetros, valor acima da média de 1991 a 2020, que 435,5 mm.

“Sendo assim, o volume de chuva ficou 216,7 mm ou cerca de 50% acima média”, diz o Inmet.

Foi o terceiro inverno mais chuvoso na capital gaúcha, ficando atrás de 2020 (677,9 mm) e de 1972 (694,7mm).

Segundo o instituto, foram 31 dias com chuva igual ou acima de 1 mm.




Fonte: Agência Brasil

Defesa Civil alerta municípios sobre risco de inundações no RS


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul distribuiu alerta a 20 municípios para risco de inundações e outros danos em razão de grandes volumes de chuvas nos próximos dias.

A previsão de hoje (26) até quarta-feira (28) é de temporais, descargas elétricas, eventual queda de granizo, fortes ventos e grande quantidade de chuva, que podem causar enchentes e outros danos.

As chuvas podem chegar a 100 milímetros. Um novo ciclone extratropical deverá se formar na costa do Rio Grande do Sul no fim da terça-feira (26) e ao longo da quarta-feira (27), conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As rajadas de vento irão superar 70 quilômetros por hora.

As cidades que podem ser afetadas estão na região do Litoral Norte e dos vales do Taquari e Caí.

Com notificação, as prefeituras podem adotar medidas preventivas para minimizar os possíveis impactos, como informar a população dos riscos, locais de segurança e abrigos públicos e como acionar a Defesa Civil local.

Fechamento de comportas

A prefeitura de Porto Alegre determinou desde segunda-feira (25) o fechamento preventivo de comportas do Guaíba para evitar alagamento da área central da capital gaúcha se o nível do lago chegar a 3 metros.

A decisão foi tomada por causa da previsão de temporais no estado nesta semana.

Das 14 comportas, que são portões de aço, oito serão fechadas. Em seis desses portões, que já ficam fechados permanentemente, serão colocados 2 mil sacos de areia para reforço.

“É uma ação preventiva. Não podemos estar desprevenidos neste momento decisivo. Estamos agindo com mitigação de danos e alinhados com o estado e demais órgãos parceiros diante da previsão do tempo e alertas que temos recebido”, informou o prefeito Sebastião Melo.

Inverno chuvoso

Porto Alegre teve o inverno mais chuvoso dos últimos 62 anos. O Inmet informou que a estação meteorológica localizada no município registrou 652,2 milímetros, valor acima da média de 1991 a 2020, que 435,5 mm.

“Sendo assim, o volume de chuva ficou 216,7 mm ou cerca de 50% acima média”, diz o Inmet.

Foi o terceiro inverno mais chuvoso na capital gaúcha, ficando atrás de 2020 (677,9 mm) e de 1972 (694,7mm).

Segundo o instituto, foram 31 dias com chuva igual ou acima de 1 mm.




Fonte: Agência Brasil

Rio pode ter maior temperatura do ano nesta quarta-feira


A cidade do Rio de Janeiro pode ter a temperatura mais alta do ano nesta quarta-feira (27), alertou o serviço de meteorologia da Prefeitura do Rio de Janeiro. A máxima nos termômetros da cidade pode chegar a 43 graus Celsius (°C) em plena primavera, superando o calor de 41,8°C registrado em fevereiro, durante o último verão.  

Apesar de não ser a estação mais quente do ano, a primavera também apresenta altas temperaturas no Rio com alguma frequência, explicou o meteorologista do Sistema Alerta Rio, Bruno Dumas.

“A primavera é caracterizada como uma estação de transição para o verão, sendo comum o registro de temperaturas máximas em torno de 40°C neste período. Por exemplo, o maior registro da série histórica do Alerta Rio para o mês de setembro é de 41,6°C, em 12 de setembro de 2019, na estação Irajá”, explicou.

A temperatura prevista para amanhã, portanto, será possivelmente também a mais alta já registrada pelo Alerta Rio para um mês de setembro. Além do fim do inverno, o Brasil está sob efeito de uma onda de calor potencializada pelo fenômeno El Niño e pelas mudanças climáticas.

Dia quente e seco

Ainda nesta quarta-feira, as altas temperaturas também devem levar a umidade relativa do ar a valores baixos, de 12% a 20%, enquanto o patamar seguro é acima de 30%, e o ideal, acima de 60%. Situações como essa podem provocar aumento de incidência de doenças respiratórias, por exemplo.

A Prefeitura do Rio de Janeiro recomenda que a hidratação seja reforçada ao longo do dia, e que a população evite atividades física ao ar livre entre 10h e 16h.

Em relação à alimentação, o ideal é o consumo de alimentos naturais, como legumes, verduras, leite e até o tradicional arroz com feijão, que contêm mais água em sua composição.

Chuva e vento forte

Além do alerta sobre o calor, a prefeitura avisa que a cidade deve receber influência de uma frente fria a partir da tarde, causando pancadas rápidas de chuva, de intensidade moderada a forte, podendo vir acompanhadas de raios e rajadas de ventos fortes a muito fortes (acima de 76 km/h).

A frente fria causará uma queda acentuada de temperatura na quinta-feira (28), com máxima abaixo de 26 °C.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio também divulgou recomendações de segurança elaboradas pela Defesa Civil do Estado (Sedec-RJ) e pelo Corpo de Bombeiros do RJ em caso de rajadas de ventos fortes a muito fortes:

– Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa.

– Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar;

– Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;

– Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;

– Fique atento: se faltar luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.

– Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;

– Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar;

– Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;

– Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;

– Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;

– Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nesta situação, há risco de acidentes causados por raios.




Fonte: Agência Brasil

Caso Heloisa: Justiça pede nova perícia em armas de agentes da PRF


A Justiça Federal do Rio de Janeiro acolheu requerimento do Ministério Público Federal (MPF) e determinou a realização, pela Polícia Federal, de nova perícia em todas as armas que estavam com os policiais rodoviários federais e no fragmento de bala que atingiu Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, após abordagem no Arco Metropolitano, em Seropédica, no último dia 7 de setembro. A ação resultou na morte da criança. A 1ª Vara Federal Criminal também determinou que seja providenciada nova perícia no carro em que estava a família da vítima.

A decisão acolheu os argumentos do procurador da República Eduardo Benones, coordenador do Núcleo do Controle Externo da Atividade Policial do MPF no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de novas perícias, tendo em vista que o julgamento do caso é de competência da Justiça Federal. Nesse sentido, o MPF destacou que a realização das novas perícias evitam futuras alegações de nulidade do procedimento efetuado pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro.

No dia 7 de setembro, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) abriram fogo contra o veículo da família, atingindo a menina na cabeça e na coluna. Além dela, estavam no carro o pai, a mãe, a irmã de 8 anos e uma tia. Heloísa morreu no dia 16 de setembro.

De acordo com parentes da menina, o veículo no qual estava a família de Heloísa passou perto do posto da PRF sem ser abordado, mas, em seguida, foi acompanhado por um carro da polícia. Ainda segundo os relatos, quando o carro diminuiu a velocidade e ligou a seta, indicando que pararia, os disparos teriam sido efetuados pelos agentes em direção ao veículo.

No último dia 18, a Justiça negou a prisão dos três agentes da PRF envolvidos na morte de Heloísa, mas determinou que usem tornozeleiras eletrônicas e sejam afastados de suas funções policiais com o recolhimento de suas armas.




Fonte: Agência Brasil

Falha em parques eólicos e solares no CE causou apagão de agosto


O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou que a principal causa para o apagão ocorrido no Brasil no dia 15 de agosto foi uma falha no desempenho de equipamentos de parques eólicos e solares, localizados próximos à linha de transmissão Quixadá – Fortaleza II, no Ceará. Na ocasião, cerca de 29 milhões de brasileiros em quase todo o país ficaram sem energia.

De acordo com relatório, divulgado nesta terça-feira (26) pelo órgão, os equipamentos responsáveis pelo controle de tensão funcionaram abaixo do ideal.

“A análise da perturbação permitiu constatar que o desempenho dos controles em campo, de usinas eólicas e solares, em especial no que tange à capacidade de suporte dinâmico de potência reativa, foi muito aquém dos modelos matemáticos fornecidos pelos agentes e representados na base de dados oficial de transitórios eletromecânicos”, diz o relatório do ONS divulgado nesta terça-feira (26).

O operador informa que a diferença entre o desempenho dos equipamentos e as simulações “não permitiu ao ONS identificar os riscos relacionados ao cenário operativo pré-distúrbio”, que provocou a queda de energia.

Com a divulgação do documento, chamado de Relatório de Análise de Perturbação (RAP), agentes do sistema elétrico poderão manifestar-se. O relatório será finalizado até o dia 17 de outubro.

Relembre o caso

O blecaute afetou 25 estados e o Distrito Federal. A interrupção começou às 8h30 do dia 15 de agosto, com queda no fornecimento de 19 mil megawatts, cerca de 27% da carga total (73 mil MW) naquele horário.

Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste o serviço foi restabelecido quase que integralmente em menos de uma hora. Já na Região Nordeste, a recuperação demorou mais. Foram necessárias três horas para restabelecer apenas 70% da carga afetada. O impacto foi ainda maior na Região Norte, com recuperação da carga em cerca de sete horas.




Fonte: Agência Brasil

Governo cria normas para compartilhamento de postes de energia


Os ministérios das Comunicações e de Minas e Energia instituíram, nesta terça-feira (26), a Política Nacional de Compartilhamento de Postes. Ao assinar a portaria, os ministros Juscelino Filho (Comunicações) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) destacaram que a iniciativa busca solucionar um “problema histórico”.

Brasília (DF), 26/09/2023, O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, durante solenidade de lançamento do Poste Legal, que pretende organizar a ocupação dos postes de energia elétrica de forma eficiente, buscando uma gestão isonômica, não discriminatória e transparente do acesso à infraestrutura pelas prestadoras de serviços de telecomunicações.  Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

 Ministro das Comunicações, Juscelino Filho:  postes eram problema para setor de telecomunicações. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

“Até chegar ao Ministério [das Comunicações], eu não tinha nenhum tipo de relação com o setor. Por isso, jamais imaginei que os postes eram um [grande] problema para o setor de telecomunicações; um problema histórico que impacta o dia a dia”, comentou Filho, referindo-se aos conflitos, irregularidades e problemas decorrentes do uso desordenado dos postes instalados para atender à crescente demanda por serviços de energia elétrica e telecomunicações.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em 2019, já havia cerca de 45 milhões de postes espalhados pelo Brasil. Destes, cerca de 11 milhões apresentavam algum tipo de problema associado à ocupação irregular, situação verificada em 25% dos 5.570 municípios brasileiros.

Embora diagnosticado e discutido em diferentes instâncias, o problema seguiu se agravando nos anos seguintes, ameaçando a qualidade dos serviços e a segurança da população, exposta a emaranhados de fios e cabos, muitos deles energizados e sem a devida identificação, quando não instalados clandestinamente.

Brasília (DF), 26/09/2023, O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante solenidade de lançamento do Poste Legal, que pretende organizar a ocupação dos postes de energia elétrica de forma eficiente, buscando uma gestão isonômica, não discriminatória e transparente do acesso à infraestrutura pelas prestadoras de serviços de telecomunicações.  Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, discursa durante  lançamento do programa Poste Legal Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

“A ocupação desordenada dos pontos de fixação vem crescendo nos últimos anos, sendo acentuada pela ocupação clandestina e irregular. Por vezes, ocupantes implantam suas redes sem qualquer relação contratual com a distribuidora. Também ocupam mais pontos e postes do que a quantidade contratada, sem observar [as normas de] segurança”, confirmou o ministro Alexandre Silveira, frisando a importância do trabalho conjunto para fazer frente a crescente “complexidade para regularizar a ocupação” dos postes.

Regularização

Também chamada de Poste Legal, a Política Nacional de Compartilhamento de Postes busca regulamentar o uso conjunto da infraestrutura que, no Brasil, até os anos 1980, compunha a rede aérea usada pelas empresas do setor de energia elétrica, que cobravam para que as concessionárias de telefonia fixa a utilizasse.

Na época, as companhias de telefonia já questionavam os valores que eram obrigadas a pagar para instalar seus cabos nos postes existentes. À medida que mais empresas de telefonia fixa entraram no mercado, e com o surgimento das operadoras de TV a cabo e banda larga fixa, as controvérsias e críticas à indisponibilidade de espaço foram se agravando. A ponto de especialistas apontarem que, se nada fosse feito, seria difícil e muito mais caro ofertar acesso à rede mundial de computadores para moradores de algumas localidades

“Os postes foram essenciais para a universalização da telefonia fixa. Hoje, são fundamentais para a massificação da internet, seja fixa, seja móvel. Sem esta importante infraestrutura, não seria possível levar a conexão à internet para os brasileiros. Por meio dos postes, cerca de 65 milhões de domicílios possuem acesso à internet fixa no Brasil, alcançando cerca de 90% dos domicílios brasileiros”, afirmou o ministro das Comunicações.

A nova política nacional substitui as regras que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceram em 2014, por meio de uma resolução conjunta que, entre outras coisas, definia os preços de referência para compartilhamento de postes e as normas para uso e ocupação de pontos de fixação de cabos e fios.

Com o Poste Legal, as empresas de internet, telefone e TV por assinatura continuarão solicitando o compartilhamento de postes diretamente às distribuidoras de energia elétrica. Caso o pedido seja aceito, caberá às próprias empresas de telecomunicações instalar seus equipamentos conforme os parâmetros estipulados pela Anatel e pela Aneel. As empresas de telecom pagarão às empresas de energia elétrica para usar a infraestrutura conforme “os custos envolvidos” na ocupação dos postes. A metodologia para definição dos valores a serem cobrados ainda vai ser definida pela Anatel e pela Annel, conjuntamente.

“Este momento é um marco muito importante”, disse o conselheiro da Anatel, Artur Coimbra. “No início dos anos 2000, a Anatel fez uma consulta pública para regulamentar o compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações. Já naquela época, um dos maiores problemas era a dificuldade e a desorganização do acesso a postes e os valores cobrados. Com o passar do tempo, o problema veio crescendo, como efeito colateral do aumento da competição do setor de telecomunicações. Se no começo dos anos 2000 não tínhamos, provavelmente, nem 500 empresas de telecomunicações, hoje temos mais de 20 mil empresas. Cada uma delas com seus cabos, fibras, e querendo se plugar a um poste. A situação chegou a um ponto grave e, realmente, ver esta iniciativa [a política nacional] é algo muito gratificante”, ressaltou o conselheiro.




Fonte: Agência Brasil

Fraudadores do Programa Farmácia Popular são alvos de operação da PF


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Indebitus com 240 policiais, que cumprem 62 mandados de busca e apreensão em endereços dos acusados de fraudes contra o Programa Farmácia Popular do Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Amazonas e Ceará.

As investigações se iniciaram em outubro de 2022, a partir de notícia da venda fictícia de medicamentos por meio do Farmácia Popular, que teria sido praticada por uma rede de farmácias com atuação na Região Sul do país.

Os acusados usavam indevidamente dados de cidadãos em vendas fictícias feitas por farmácias por meio do programa. Segundo a PF, os investigados responderão, em tese, pelos crimes de estelionato contra a União, falsificação de documento particular, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

O Farmácia Popular, programa do governo federal, tem por objetivo complementar a disponibilização de medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde, por meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada.

Acessando ao aplicativo ConecteSUS, aba “Medicamentos” e em seguida aba “Recebidos”, os cidadãos podem verificar se houve uso indevido dos seus dados em vendas fictícias realizadas por farmácias por meio do Programa Farmácia Popular do Brasil.

As transações indevidas identificadas deverão ser informadas à Polícia Federal por meio do e-mail da instituição.




Fonte: Agência Brasil

Concessão de visto humanitário a afegãos tem regras atualizadas


Afegãos que buscam visto temporário no Brasil só poderão solicitar a acolhida humanitária nas embaixadas do Brasil em Teerã, no Irã, e Islamabade, no Paquistão, a partir da próxima semana. Até então, a autorização era dada ainda nas embaixadas de Moscou, na Rússia; Ancara, na Turquia; Doha, em Catar; ou Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Portaria publicada nesta terça-feira (26), no Diário Oficial da União, trata também da autorização de residência para pessoas afetadas pela retomada do controle político pelo grupo ultraconservador Talibã, no Afeganistão, em 2021.

Outra mudança é o condicionamento da concessão do visto temporário à capacidade de abrigo no Brasil, que deverá ocorrer por meio de acordos de cooperação entre a sociedade civil e o Ministério da Justiça e Segurança Púbica.

As novas regras entram em vigor na próxima segunda-feira, dia 2 de outubro, e têm validade até 31 de dezembro de 2024, com o prazo de 180 dias de duração para visto temporário e de dois anos para autorização de residência dos afegãos.

Após a chegada ao Brasil, o prazo de 90 dias para registro do imigrante junto à Polícia Federal e obtenção da Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) também foi mantido. As exigências de documentação para visto temporário e residência não foram alteradas.

Também foi mantida a possibilidade de solicitação de permanência por prazo indeterminado, que deve ser feita com antecedência de 90 dias antes do prazo final de residência. Nesse caso, o imigrante deverá cumprir requisitos como não se ausentar do Brasil por mais de 90 dias, sempre com passagem pelo controle migratório, e comprovar meios de subsistência e ausência de registro criminal.

O imigrante deverá abrir mão da condição de refugiado e renunciar à condição migratória de acolhida humanitária.




Fonte: Agência Brasil

Filme biográfico sobre morto político na ditadura militar abre CineBH


José Carlos Novaes da Mata Machado tinha apenas 27 anos quando sua vida foi interrompida. Seu nome está marcado na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde estudava. Em sua homenagem foi batizado um espaço de auto-organização do movimento estudantil. O Território Livre José Carlos Mata Machado é palco frequente de eventos onde a comunidade acadêmica se reúne para debater ideias. A referência reconhece a luta de um jovem estudante contra a ditadura militar instaurada no país.

Conhecido pelas pessoas íntimas como Zé, José Carlos não apenas se tornou referência para aspirantes a advogados na instituição mineira, como também foi uma liderança de projeção nacional, tendo sido vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Mesmo após ser preso no histórico congresso da entidade ocorrido em Ibiúna em 1968, manteve-se mobilizado contra o regime que havia se instaurado no país. Em função dessa posição, tornou-se vítima da tortura e morreu em 1973 na cidade do Recife, pelas mãos de agentes da Departamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), órgão subordinado ao Exército.

Um olhar sobre essa história, cujas investigações até hoje não foram suficientes para fornecer todos os esclarecimentos, será apresentado no filme, assinado pelo cineasta Rafael Conde, que estreia na Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (CineBH) na noite desta terça-feira (26). A exibição, após a abertura oficial marcada para 20h, puxa uma programação estruturada para dar visibilidade ao cinema latino-americano.

De acordo com Rafael Conde, o projeto do filme existia há cerca de 20 anos. A ideia chegou a ser premiada no Festival Internacional de Roterdã (Holanda) para desenvolvimento do roteiro. “Desde então, houve vários percalços do cinema e da minha vida. Digamos assim que minha vida foi atravessada por outras produções. E somente mais recentemente consegui viabilizar a conclusão desse filme”, conta.

São Paulo (SP) - 26/09/2023- A hora vagabunda - Direção: Rafael Conde
Mostra Homenagem 17ª CineBH - International Film Festival | De 26 de setembro a 1º de outubro de 2023 | Programação gratuita
 Foto: A hora vagabunda/Divulgação

São Paulo – A hora vagabunda – Mostra CineBH – Foto A hora vagabunda/Divulgação

Rafael Conde explica que o filme dialoga com o livro-reportagem também intitulado , do jornalista Samarone Lima, lançado em 1998. Ele dá destaque a correspondências entre José Carlos e seu pai, o jurista Edgar de Godoi da Mata Machado, deputado cassado em 1968 com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5) e destacado professor da Faculdade de Direito da UFMG onde o filho estudou. As cartas trocadas por eles documentam dificuldades vividas durante o regime militar.

“É um recorte. O filme opta por abordar um pouquinho da intimidade de uma família na militância. E temos essa correspondência envolvendo o pai na luta pela legalidade, na luta pela restauração da democracia, e o filho atuando na clandestinidade. E nesse contexto, o Zé também se tornou pai. Ele era ligado à Ação Popular, organização oriundo da juventude católica. E o filme é uma ficção, que usa atores, para narrar esse percurso. Eu não vou contar a história para não dar spoiler demais, mas é uma trama complicada, que envolve uma traição que vem de dentro da família”, diz o cineasta.

Ele destaca a importância de dar visibilidade a essa história, tendo em vista a disseminação, nos últimos anos, de discursos extremistas que exaltam o regime militar. “O filme demorou a ficar pronto e deu essa sorte de ser justamente quando precisamos voltar a falar desse tema com mais força. Estou contente que ele começa agora a circular em festivais, depois vai ser lançado em sala de cinema”, acrescentou.

Raquel Hallak, coordenadora-geral da CineBH, endossa a importância das reflexões que o filme poderá proporcionar. “Acho que é um momento pra gente olhar para a tela e não perder a nossa memória. Ver o que faz parte da nossa história pra gente não regredir mais”.

Homenagem

A CineBH é organizada anualmente desde 2007 pela Universo Produção, também responsável pelas tradicionais mostras de cinema de Tiradentes e de Ouro Preto. Nesta edição, 93 filmes nacionais e internacionais (39 longas, 31 curtas e 3 médias-metragens) serão levados para as telas. A programação, que se encerra no domingo (1º), inclui filmes e outras atividades para diversas idades, todas gratuitas.

São Paulo (SP) - 26/09/2023- Samba-Canção - Direção: Rafael Conde
Mostra Homenagem 17ª CineBH - International Film Festival | De 26 de setembro a 1º de outubro de 2023 | Programação gratuita
 Foto: Samba-Canção/Divulgação

São Paulo – Samba-Canção – Mostra CineBH – Foto Samba-Canção/Divulgação

Além de assinar o filme de abertura do evento, Rafael Conde será homenageado e receberá o Troféu Horizonte junto com a atriz e diretora Yara de Novaes. As trajetórias de ambos, que seguem caminhos específicos e ao mesmo tempo entrelaçados, serão reverenciadas na cerimônia de abertura.

Professor aposentado da Escola de Belas Artes da UFMG, Rafael Conde tem longa trajetória no cinema mineiro. Por sua vez Yara é uma referência do teatro, desde a presença nos palcos como atriz e diretora até o ensino nas salas de aula.

“São nomes desse fazer artístico representativo de Minas e que mostram o cinema com arte coletiva. A Yara sempre atuando nos filmes do Rafael, como atriz ou como preparadora de elenco. O Rafael surgiu no cinema e começou a fazer filmes aos 22 anos, numa geração que era praticamente ele sozinho. E assina filmes emblemáticos envolvendo a cidade de Belo Horizonte”, diz Raquel Hallak.

Entre 1998 e 2008, Rafael Conde dirigiu seis filmes que contaram com a participação de Yara seja como atriz, diretora de elenco ou assistente de direção. Entre eles estão os longas-metragens Samba Canção (2002) e Fronteira (2008). Também são frutos dessa parceria os curtas A Hora Vagabunda (1998), Françoise (2002), Rua da Amargura (2003) e A Chuva nos Telhados Antigos (2006). Alguns desses trabalhos serão exibidos durante a programação da CineBH.

“Estou muito feliz e espero, na verdade, que essa homenagem se estenda. Porque penso que, com certeza, é uma homenagem para todo mundo que trabalhou comigo. O cinema é uma arte coletiva. Isso é importante dizer e que essa homenagem se desdobre em  novos trabalhos”, diz Rafael Conde.




Fonte: Agência Brasil

CineBH consolida olhar para a produção latino-americana


Com o tema Territórios da Latinidade, a Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (CineBH) inicia sua 17ª edição na noite desta terça-feira (26). Às 20h, os palcos do Cine Theatro Brasil Vallourec, no centro da capital mineira, receberão uma performance que buscará traduzir o conceito do evento com arte, música, imagens e movimento. Na sequência, o filme, de Rafael Conde, estreia nas telas, oferecendo um olhar sobre a história de José Carlos Novaes da Mata Machado, morto pela ditadura militar em 1973 aos 27 anos.

A escolha do tema consolida a decisão dos organizadores de fazer da CineBH um espaço para refletir sobre a produção da América Latina. Esse caminho vinha sendo desenhado há alguns anos e ganhou contornos mais claros no ano passado. Na ocasião, foi proposto um questionamento como temática: quais são as imagens da internacionalização do cinema latino-americano?

A CineBH é organizada anualmente desde 2007 pela Universo Produção, também responsável pelas tradicionais mostras de cinema de Tiradentes e de Ouro Preto. Nesta edição, 93 filmes nacionais e internacionais (39 longas, 31 curtas e 3 médias-metragens) serão levados para as telas. A programação, que se encerra no domingo (1º), inclui filmes, mesas de debate e outras atividades para diversas idades, todas gratuitas.

“A proposta é que a CineBH passe a ser o espaço do cinema latino-americano dentro do circuito de festival no Brasil. Queremos suprir essa lacuna. O Festival de Gramado já foi um espaço de destaque para o cinema latino-americano, mas deixou de ser. Tinha um festival em São Paulo que também desempenhava esse papel, mas parou de ocorrer. E nós achamos super importante aproximar dos nossos países vizinhos e entender essa cinematografia que tem pontos comuns, embora seja também muito diversa. A ideia é apostar no recorte de uma filmografia de diretores em início de carreira”, diz Raquel Hallak, coordenadora-geral da CineBH.

Foram programados 24 filmes para as seções latino-americanas. Há representantes do Brasil, da Argentina, do Chile, da Colômbia, do México, Peru, Paraguai e de Cuba. São títulos inéditos para o público brasileiro e, embora alguns deles já tenham circulado em outros festivais, a maioria está fora do radar de eventos europeus. Segundo os curadores, eles rompem com a ideia de um tipo de cinema latino padrão e são filmes que carregam relação direta entre os territórios da encenação e os personagens mostrados.

Uma novidade desta edição da CineBH é a introdução de uma categoria competitiva, o que é inédito na história do evento. Trata-se da Mostra Território, que busca apresentar ao público brasileiro uma nova geração de diretores latinos, a maioria estreando em longas-metragens. São oito títulos, alguns dos quais fruto de coprodução envolvendo não apenas países da América Latina, mas também de outras partes do mundo.

“São filmes avessos a estereótipos de latinidades genéricas e expressivos das múltiplas possibilidades de se atentar a um território concreto, local antes de nacional. As autoralidades pensadas no processo curatorial partem dos mundos que estimulam a criação, conectando os títulos além de propostas temáticas”, registra texto divulgado pela curadoria do evento.

Parcerias

São Paulo (SP) - 26/09/2023- Utopia - Direção: Laura Gómez Hincapié Mostra Continente 17ª CineBH - International Film Festival | De 26 de setembro a 1º de outubro de 2023 | Programação gratuita
 Foto: Utopia/Divulgação

São Paulo – Utopia – Mostra Continente 17ª CineBH – Foto Utopia/Divulgação

Dentro da programação da CineBH, a Universo Produção organiza também o Brasil CineMundi, que chega à sua 14ª edição. Trata-se de um encontro internacional que reúne cineastas, produtores e representantes da indústria mundial com interesse em coproduzir com o Brasil e conhecer pessoalmente projetos que, muitas vezes, não chegam até eles. Em outras palavras, é uma plataforma de intercâmbio para potencializar conexões entre realizadores brasileiros independentes e potenciais interessados.

“Isso é importante porque é na fase de desenvolvimento que o projeto tem muito mais chance de conseguir parceiros internacionais. E por isso que a gente faz esse movimento de trazer profissionais da indústria audiovisual que querem coproduzir com o Brasil, que querem conhecer novos projetos”, diz Raquel Hallak.

Todos os anos, alguns projetos são escolhidos para serem apresentados em rodadas de negócio. Desde a sua primeira edição, o Brasil CineMundi já contribuiu para tirar do papel mais de 30 filmes, incluindo títulos como Benzinho (2018), Bacurau (2019), Ossos da Saudade (2021), Paterno (2022) e Mato Seco em Chamas (2022).

A programação do encontro também inclui masterclasses, painéis de mercado e workshops que abordam temas variados como estratégias de lançamento, planejamento de vendas e experiências de sucesso. “Muitas vezes há grande preocupação dos cineastas em fazer o filme, mas não é pensado que tipo de público esse filme mobiliza, aonde ele deve estrear, como pode circular. O Brasil CineMundi ajuda também a lidar com essas questões”, observa Raquel Hallak.

, título de abertura desta edição da CineBH, é outro que se concretizou com o impulso da plataforma. Segundo o diretor Rafael Conde, embora seja um projeto que ele trabalhou ao longo de mais de 20 anos, foi fundamental sua seleção pelo Brasil CineMundi em 2015. “É um programa importante que visa justamente alavancar o filme. E foi justamente a partir daí mesmo para o projeto que começou a erguer”, disse.

São Paulo (SP) - 26/09/2023- Direção: Julia Rezende
Mostra Homenagem 17ª CineBH - International Film Festival | De 26 de setembro a 1º de outubro de 2023 | Programação gratuita
Foto: Stella Carvalho/Divulgação

São Paulo – Mostra 17ª CineBH – Foto – Stella Carvalho/Divulgação

Para a edição deste ano, foram selecionados 50 projetos. Desse total, 40 estão em desenvolvimento e dez já se encontram na fase de pós-produção. São distribuídos prêmios aos projetos mais bem cotados pelos júris de avaliação.

Mais de 60 convidados de 18 países estarão representando a indústria mundial do audiovisual. São produtores, agentes de vendas, distribuidores, tutores, representantes de fundos de financiamento, programadores de festivais internacionais e representantes de players nacionais de circulação multimídia, como canais de streaming e televisão.




Fonte: Agência Brasil