Prêmio Rádio MEC celebra diversidade musical e comunicação pública


Os 100 anos da primeira rádio brasileira foram festejados nessa segunda-feira (25), em uma noite que celebrou a música e a comunicação pública com o Prêmio Rádio MEC 100 anos. Foram anunciados os selecionados em 12 categorias destinadas a valorizar a diversidade da produção musical do país, sendo escolhidas pelo júri a melhor composição e os melhores intérpretes de música clássica, instrumental, infantil e popular brasileira. Além disso, a votação popular consagrou uma composição em cada um desses gêneros.

A Rádio MEC também aproveitou a cerimônia para homenagear pessoas ilustres de sua trajetória, entre eles músicos, produtores ou empregados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que já atuaram ou ainda atuam na emissora, como Tim Rescala, Helena Theodoro, Lilian Zaremba, Marlos Nobre, Débora Bitencourt e Renato Rocha. Entre os homenageados, o locutor Rubem Confete lembrou que o rádio uniu o país e promoveu a diversidade cultural.

“Passou aqui uma variedade de estilos musicais, do clássico ao popular”, disse. “Quando você ouve música, você abre a sua cabeça. E a Rádio MEC ajudou e ajuda a abrir a cabeça do brasileiro. 100 anos de festa! Rádio MEC! A vida é uma festa e a festa é nossa. Salve a música e salve a cultura brasileira, que dia a dia, mês a mês, hora a hora, está no ar por meio da MEC AM e FM”.

Funcionária da EBC, Débora Bitencourt trabalhou na organização da premiação e foi pega de surpresa com um prêmio para ela própria. “Estou muito feliz, surpreendida de poder estar aqui representando os colegas que acreditam na comunicação pública e no trabalho da Rádio MEC e da EBC. Esse prêmio é de todos nós”.

A premiação ocorreu na Sala Cecília Meireles, na Lapa, e foi transmitida ao vivo pela Rádio MEC AM 800 quilohertz, Rádio MEC FM Rio de Janeiro (99,3) e Rádio MEC FM Brasília e Belo Horizonte (87,1), além do aplicativo Rádios EBC.

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 - Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 – Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Artistas independentes

A diretora de conteúdo e programação da EBC, Antonia Pellegrino, ressaltou que o prêmio contribui há muito tempo para a consolidação da música independente e instrumental brasileira, e por isso é aplaudido pelas pessoas que têm na Rádio MEC um espaço e também um farol que aponta a direção para onde caminha essa cena musical.

“É fundamental que a gente faça esse prêmio, faça na Sala Cecília Meireles, possa promover novos compositores e novas pessoas, e estimular essas pessoas para que continuem trabalhando e acreditando no que estão fazendo. É muito relevante o que a música brasileira produz há décadas, e é muito importante que a gente possa contribuir com essa produção artística tão plural e fenomenal”.

O gerente executivo de rádios da EBC, Thiago Regotto, afirmou que a abrangência do prêmio, do clássico ao popular, e do instrumental ao infantil, busca ir além dos rótulos do que significa a música brasileira. Com inscrições livres e votação popular, o prêmio também se propõe uma exaltação democrática da produção musical do país. Para o ano que vem, ele antecipa que os planos são de ampliar ainda mais as categorias.

“Queremos desenvolver no ano que vem um prêmio de rádio, para todo mundo que faz rádio. Não só o artista, mas também o radialista. E neste ano a gente escolheu homenagear os nossos, fazer homenagem para os nossos que estão vivos, presentes e representando o trabalho que fizeram pela Rádio MEC”.

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 - Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 – Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Música Clássica

A composição Novos tempos, de Vitor Marques, foi a escolhida por 21 mil votantes como a melhor música clássica. Escrita durante a pandemia, a composição busca elementos de esperança e tem inspiração no compositor português Luís de Freitas Branco, conta Vitor, de 26 anos.

“Eu me inscrevi em 2021, me inscrevi em 2022 e sempre acabava derrapando em algumas etapas. Neste ano, acho que foquei mais no processo, sem olhar tanto para o prêmio, e funcionou melhor. Fico muito feliz em receber esse prêmio”, festejou.

O prêmio do júri na categoria música clássica foi para a composição Em um certo dia de junho, de Ivanov Basso; e para o intérprete Newton Schner Júnior, com Passeggiata di domenica.

Música Instrumental

Escolhida com quase 23 mil votos, a composição Mirante, de Roberto Barata, foi eleita a melhor música instrumental pelo público. Barata já gravou com artistas como Márcio Montarroyos, Zezé Motta, Leny Andrade, Os Cariocas, João Palma, entre outros..

A escolha do júri nessa categoria premiou a composição Artemis, do saxofonista francês Jerome Charlemagne; e o Grupo Sextante, de Paraty, pela interpretação dessa mesma canção. A música foi inspirada nas cirandas da cidade do litoral sul fluminense e gravada em uma apresentação ao vivo.

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 - Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 – Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Música Infantil

Mais de 12 mil votos deram o prêmio de melhor canção infantil a A África de dentro da gente, que explora a herança africana do português falado no Brasil, com palavras importadas de diferentes idiomas do outro lado do Atlântico. A canção faz parte do repertório da Ossobanda e é assinada por Tereza Saci e Erickson Freitas.

A música também agradou ao júri, e tanto a composição quanto a interpretação da Ossobanda foram premiadas. Para Tereza Saci, fazer música para crianças é não menosprezar a inteligência delas.

“A criança é um ser íntegro, inteiro e ela traz pra gente tanta plenitude. Por que a gente vai devolver uma coisa menor do que ela nos dá? Não tem por que menosprezar. A gente acha que pra falar com criança tem que fazer vozinha, e criança não gosta de vozinha e barulhinhos quaisquer. Criança é inteligente e gosta de música boa”.

Canção

Na categoria Música Popular Brasileira, o público deu 17 mil votos e garantiu a vitória de Coisa Boa, de Luiza Pacheco, cantora da cidade de Cabo Frio. Sua performance ao lado do paulista Rafael Valverde também conquistou os jurados, que escolheram a interpretação a melhor da categoria.

Já o prêmio de melhor composição do júri foi para Lambe-Lambe, de Beto Márcio. Beto nasceu em Salvador, já deu aula de violão e criou jingles publicitários e trilhas sonoras para o teatro.

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 - Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 25/09/2023 – Prêmio Rádio MEC 100 anos, na Sala Cecília Meireles. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Instituições parceiras

Instituições parceiras da Rádio MEC ao longo de sua história também foram homenageadas durante a premiação: o Theatro Municipal, a Sala Cecília Meireles, a Sociedade Brasileira de Psicologia no Rio de Janeiro e a Fundação Nacional das Artes (Funarte).

A diretora do Theatro Municipal, Clara Paulino, representou a casa de espetáculos; o diretor da Sala Cecília Meireles, Aldo Mussi, recebeu a honraria representando a sala que sediou o evento e inúmeros concertos realizados pela Rádio MEC; a psicanalista Magda Costa subiu ao palco para a condecoração da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, que produz o programa Perguntar e Pensar há mais de dez anos na Rádio MEC; e a diretora da Funarte, Eulícia Esteves, representou a instituição, promotora das mais variadas formas de expressão da cultura brasileira.




Fonte: Agência Brasil

Rio tem semana com celebração da herança africana na música brasileira


O tronco linguístico bantu, que deu origem a línguas faladas por mais de 400 grupos étnicos africanos, é o destaque da Mostra Sesc Sonora, que começa nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro. O encontro, que vai até domingo (1º), celebra a contribuição dos povos de línguas bantu para a música brasileira. São apresentações musicais, danças, palestras, mesas de debate e feiras gastronômicas. Tudo de graça.

A maior parte dos eventos será na unidade Tijuca do Sesc, zona norte da cidade. Um dos destaques é a companhia de dança sul-africana Luthando, que já rodou o mundo com apresentações que celebram a herança cultural da África do Sul. As performances da companhia exploram maneiras de gerar movimento a partir de atividades diárias, buscando inspiração na natureza. No primeiro dia da mostra, o diretor e coreógrafo sul-africano Luyanda Sidiya participa de uma oficina de dança.

Na quarta-feira (27), a companhia Luthando apresenta o espetáculo Amawethu, no Sesc Copacabana, zona sul do Rio. O nome da apresentação significa “nosso povo” em zulu. Amawethu é uma vitrine de tradições culturais africanas, combinadas com expressões artísticas modernas. A performance é uma jornada que destaca a resiliência, união e diversidade de seu povo.

“A mostra é realmente em cima da história do nosso povo, da situação atual da África. Nós procuramos conversas profundas e compartilhar mais de nós mesmos por meio da arte”, disse à Agência Brasil, Luyanda Sidiya.

Preservação de tradições

O compositor, educador e ator Salloma Salomão é um dos palestrantes sobre a importância das línguas bantu na formação cultural no Brasil. Para ele, esse encontro é uma forma de valorização e visibilidade das práticas culturais vindas das classes subalternas e sobre como herdaram tradições africanas.

“Significa buscar um olhar mais atento, entender a singularidades, as formas de criptografia que os descendentes de africanos no Brasil elaboraram para preservar algumas tradições”, diz.

Música de periferia

A programação inclui um talk-show com o vice-presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk), Mano Teko MC. Ele transportará para a mostra a discussão sobre resistência às diferentes tentativas de criminalização, racismo e preconceitos que envolvem o ritmo presente em comunidades periféricas.

No sábado (30), uma roda de samba formada exclusivamente por mulheres vai exaltar a influência feminina no cenário cultural. O grupo Moça Prosa nasceu em 2012, na Pedra do Sal, que fica em uma região conhecida como Pequena África, na zona portuária do Rio de Janeiro.

Além da música, o encontro vai levar para o público a culinária. No sábado e domingo, uma feira cultural e gastronômica ocupará o Sesc Tijuca. A mostra vai ser encerrada com apresentações tradicionais de origem afro, o Caxambu do Salgueiro e o Jongo da Serrinha.

A programação completa está no site do Sesc.

Serviço

A Mostra Sonora Brasil – Culturas Bantu: Afro-sonoridades tradicionais e contemporâneas, que será aberta hoje, vai até 1º de outubro, no Sesc da Tijuca e no Sesc Copacabana. A entrada é gratuita, e a distribuição de ingressos é feita no dia, por ordem de chegada.




Fonte: Agência Brasil

Oito lotes de café são apreendidos com presença de impurezas


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento de oito lotes de café após ser constatada a presença de corpos estranho e impurezas.  

Os lotes recolhidos foram: FAB08DEZ22 da Fazenda Mineira; 046/23/3D da Jardim; 59 da Lenhador Extra Forte; 59 da Lenhador Tradicional; 58 da Balaio; 02 e 05 da Bico de Ouro; e 04 da Bico de Ouro 100% Puro Robusta.

De acordo com o coordenador de Fiscalização da Qualidade Vegetal, Tiago Dokonal, resíduos de beneficiamento do café foram torrados como se fosse grãos legítimos.

“Nesses produtos foram detectados que os grãos de café foram substituídos por matéria-prima contendo excesso de cascas e paus de café, a fim de aumentar o volume e enganar o consumidor”, informa nota do ministério.

Desde janeiro, a pasta passou a fiscalizar o café torrado e moído no país, a partir da entrada em vigor da Portaria n° 570, que estabelece o padrão de classificação do café torrado.

Em julho de 2023, uma força-tarefa apreendeu produtos fraudulentos em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. Na ocasião, os fiscais identificaram mais de 26 marcas com suspeitas de irregularidades. Conforme o Mapa, parte dessas marcas estão em fase de contestação das análises.




Fonte: Agência Brasil

Nível de gelo marinho tem baixa recorde na Antártida e preocupa


O gelo marinho que contorna a Antártida atingiu neste inverno os níveis mais baixos já registrados, informou nesta segunda-feira (25) o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC, em inglês), elevando temores dos cientistas de que o impacto das mudanças climáticas no Polo Sul esteja se intensificando.

Pesquisadores afirmam que as mudanças podem ter grandes consequências para animais como os pinguins, que se reproduzem e criam seus filhotes no gelo marinho, além de acelerar o aquecimento global, por reduzir a quantidade de luz refletida pelo gelo branco para o espaço.

As placas de gelo da Antártida atingiu seu pico neste ano em 10 de setembro, quando cobria 16,96 milhões de quilômetros quadrados, menor máxima para um inverno desde o início da medição por satélite, em 1979, informou o NSIDC. Trata-se de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados a menos do que o recorde anterior, de 1986.

“Não é apenas um ano de recorde, é um ano de quebra extrema de recorde”, afirmou Walt Meier, cientista sênior do NSIDC. Embora as mudanças climáticas estejam contribuindo para o derretimento dos glaciares da Antártida, há pouca certeza sobre o impacto das temperaturas mais elevadas no gelo marinho perto do Polo Sul. A extensão do gelo na área cresceu entre 2007 e 2016.

A mudança nos últimos anos para condições de baixas recordes tem deixado cientistas preocupados com a possibilidade das mudanças climáticas estarem finalmente mostrando as consequências no gelo marinho da Antártida.

Um artigo acadêmico publicado neste mês pelo jornal Communications Earth and Environment descobriu que as maiores temperaturas dos oceanos, provocadas principalmente pelos gases causadores do efeito estufa, estão contribuindo para baixar os níveis de gelo marinho desde 2016.

“A mensagem-chave aqui é a de que precisamos proteger essas partes congeladas do mundo que são muito importantes por uma série de fatores”, afirmou Ariaan Purich, da Universidade Monash, na Austrália. Ele é um dos co-autores do estudo.

“Nós realmente precisamos reduzir nossas emissões de gases do efeito estufa.”

*É proibida a reprodução deste conteúdo




Fonte: Agência Brasil

Número de homicídios em São Paulo cai 10,5% em agosto


Em agosto, o número de homicídios dolosos ou intencionais caiu no estado de São Paulo, informou, no inicio da noite desta segunda-feira (25), a Secretaria Estadual de Segurança Pública. No entanto, as ocorrências de latrocínios [roubo seguido de morte] e de estupros aumentaram no mês passado no estado.

Os casos de homicídio doloso passaram de 228 ocorrências em agosto do ano passado para 204 em agosto deste ano, o que representa queda de 10,5%. Segundo a secretaria, este foi o segundo menor número registrado em 23 anos, ficando atrás apenas do de 2019, que teve 203 ocorrências.

Os latrocínios, porém, aumentaram, passando de sete para nove casos na mesma base de comparação. Já as notificações de estupros aumentaram 10,7% em agosto, passando de 1.180 para 1.306. Para a secretaria, o aumento de registros de estupro indica que as vítimas estão tendo mais confiança em procurar a polícia e denunciar os criminosos.

Quanto aos roubos, em geral, o estado de São Paulo registrou queda de 7% na comparação, com o registro de 18.417 boletins. Também houve queda nas notificações de furtos em geral, que registraram 49.681 casos em agosto.




Fonte: Agência Brasil

Novo ciclone no Rio Grande do Sul marca primeira semana da primavera


A primeira semana da primavera deve ter fortes chuvas, temporais e até queda de granizo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Há previsão ainda da chegada de uma frente fria em São Paulo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  

A onda de calor permanece na maior parte do país.

“Temos a primeira semana da primavera, mas ainda com padrão do inverno. Tem a atuação de um anticiclone que favorece a abertura de tempo. Ficamos com tempo aberto, com pouca nebulosidade, sem muita possibilidade de chuva em grande parte do país. Temperaturas elevadas e baixa umidade”, informa a meteorologista Andrea Ramos.

Novo ciclone

Um novo ciclone extratropical deverá se formar na costa do Rio Grande do Sul no fim da terça-feira (26) e ao longo da quarta-feira (27). As rajadas de vento irão superar 70 quilômetros por hora.

O ciclone, conforme o Inmet, vai se deslocar para o alto-mar formando uma frente fria e temporais entre Santa Catarina e São Paulo.

A Defesa Civil gaúcha emitiu alerta nesta segunda-feira (25), válido por 24 horas, para risco de alagamentos, cheias em arroios, inundações de rios e regiões ribeirinhas.

A previsão é de queda das temperaturas no Rio Grande do Sul, podendo chegar a 3ºC na Campanha e na Serra Gaúcha, e 9°C em Porto Alegre.

Temperaturas altas

O aviso de onda de calor continua até as 18h desta terça-feira (26).

A segunda-feira foi marcada por temperaturas máximas acima de 40ºC em Cuiabá e no estado de Tocantins. Belo Horizonte bateu recorde de calor, com temperatura de 38°C.

São Paulo e Rio Janeiro terão temperaturas mais amenas a partir de hoje, porém ainda acima de 30ºC.

Eis a previsão do tempo para esta semana em cada região do país:

Região Norte: volumes de chuva acima de 50 milímetros (mm) no noroeste do Amazonas e extremo oeste do Acre, devido ao calor e à alta umidade. Em grande parte do Pará, Amapá e Tocantins haverá predomínio de tempo seco e sem chuvas.

Região Nordeste: tempo seco e sem chuvas, além de baixa umidade relativa do ar, principalmente, em áreas do Matopiba (área que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e interior da região.

Região Centro-Oeste: persistência de uma massa de ar quente e seco no início da semana deixa o tempo estável e sem chuvas, e umidade relativa do ar abaixo de 30%. No fim de semana, as áreas de instabilidade favorecerão pancadas de chuva em grande parte da região, especialmente no sul de Mato Grosso e de Goiás.

Região Sudeste: o tempo fica seco e sem chuvas, principalmente em áreas do centro e norte de Minas Gerais e oeste de São Paulo. Ainda no norte de Minas, podem ser registrados níveis de umidade relativa do ar abaixo de 20%. Já em áreas do sul e leste da região, podem ocorrer temporais e trovoadas na maior parte dos dias, com acumulados que podem ultrapassar 50 mm no sul de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Região Sul: a formação de um ciclone extratropical no início desta semana intensificará áreas de instabilidade que causarão acumulados de chuva superiores a 80 mm, especialmente, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. Após o deslocamento  do ciclone para o oceano no final da semana, o tempo ficará seco no Rio Grande do Sul e permanência de instabilidade em Santa Catarina e no Paraná.




Fonte: Agência Brasil

Entidades fazem ato para lembrar invasão da PUC-SP na ditadura


A comunidade acadêmica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) realizou nesta segunda-feira (25) ato para lembrar a invasão do local por agentes da ditadura civil-militar instaurada com o golpe de 1964, que derrubou o então presidente João Goulart. A manifestação foi realizada no Tucarena, o teatro da Universidade, e resultou de uma parceria com a Comissão Arns, o Instituto Vladimir Herzog e União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras organizações.

A reitora da instituição de ensino, Maria Amalia Pie Andery, afirmou que uma das principais formas de se assimilar conhecimento é por meio da escuta de testemunhos como os relacionados ao episódio. Segundo ela, uma singularidade inerente à PUC-SP, no contexto da invasão, é o fato de que a universidade já sabia que sofreria o ataque.

Maria Amalia ressaltou que, na data de tomada do espaço, não estava no Brasil, tendo retornado somente meses depois, quando a experiência de trauma ainda existia.

“Queria lembrar que a gente aprende pela experiência própria, pela experiência vivida, pela experiência na pele, na carne. Mas a gente aprende também as coisas contadas, escritas, faladas”. Para a reitora, talvez essa seja a mais importante maneira de se aprender, principalmente quando se trata de política. “São muito poucos os que passam na pele certos momentos fundamentais para a construção de uma sociedade. Por isso é que lembrar é resistir.”

Em seu discurso, a economista Claudia Costin destacou que se recordar do que viveu naquele dia, em 1977, “dói muito”. Embora não estudasse na PUC-SP, foi ao local, com uma colega da instituição, para participar de uma manifestação pacífica dos estudantes, marcada em frente ao Tucarena. De repente, começaram a ouvir a marcha das tropas em direção ao teatro.

“Eu fui derrubada em cima de uma bomba de gás lacrimogêneo, que me deixou uma doença respiratória bastante complicada, naquele momento, e fui pisoteada, porque as pessoas foram levadas a tentar entrar na PUC, no Tucarena, em um corredor muito estreito. A primeira lembrança que tenho foi essa. A segunda foi a de solidariedade de colegas que ajudavam quem caía. A gente olhava as bombas, que não paravam de cair”, relata.

Claudia foi levada pelas autoridades, que a enquadraram na Lei de Segurança Nacional, atribuindo a ela e outros estudantes a responsabilidade pela organização do protesto. A economista e professora acabou permanecendo na unidade da polícia política em São Paulo por dias até ser liberada para voltar para casa. Posteriormente, a Polícia Federal entrou na investigação e retirou seu nome, junto com outros seis, do grupo de 36 suspeitos de liderar o movimento, tornando-a “inocente útil”.

“Tudo isso para dizer: nunca mais. O Brasil não merece. Aliás, país nenhum merece. E, quando fui convidada para integrar a Comissão Arns, foi por essa experiência. Nunca mais quero ver uma ordem de coisas em que as pessoas não possam dizer o que pensam, pensar diferente e tentar construir um país mais livre, mais justo, mais democrático”, declarou.

O debate promovido por ocasião da data pode ser conferido, na íntegra, pelo YouTube.




Fonte: Agência Brasil

Lula diz que gênero e cor não serão critério para indicação ao STF


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (25), que não deve escolher o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pautado pelo critério de gênero ou cor da pele. Ao deixar o Palácio do Itamaraty, após reunião de trabalho com o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Mihn Chinh. Lula foi questionado se escolheria uma mulher para a Suprema Corte.

“O critério não será mais esse”, respondeu Lula.

“Eu vou escolher uma pessoa que possa atender os interesses e as expectativas do Brasil, uma pessoa que possa servir o Brasil, uma pessoa que tenha respeito com a sociedade brasileira, uma pessoa que tenha respeito mas não medo da imprensa, uma pessoa que vota adequadamente sem precisar ficar votando pela imprensa. Então, vou escolher, já tem várias pessoas em mira. Não precisa perguntar essa questão de gênero e de cor, eu já passei por tudo isso e no momento certo vocês vão saber quem é que eu vou indicar”, disse o presidente.

Lula tem pela frente a escolha dos novos nomes para a Procuradoria-Geral da República (PGR), no lugar de Augusto Aras, e para o STF, para ocupar a vaga da ministra Rosa Weber. O mandato de Aras na PGR termina nesta terça-feira (26) e a vice-procuradora Elizeta Ramos assume o comando do órgão interinamente. No STF, a ministra e atual presidente da Corte também deixará o tribunal nesta semana ao completar 75 anos e se aposentar compulsoriamente.

Para Lula, a sociedade brasileira precisa “voltar à normalidade” em relação à independência entre os poderes. “O Congresso Nacional faz política, o Poder Executivo executa e o Poder Judiciário julga. Eu quero voltar isso. Eu não quero ficar nessa disputa entre política e judiciário, entre judiciário e executivo, não. Se cada um cumprir sua função no país as coisas vão ficar muito bem”, disse o presidente.

Cirurgia no quadril

Nesta semana, o presidente Lula cumpre agenda em Brasília. Na sexta-feira (29), ele passará por cirurgia no quadril, por causa de artrose na cabeça do fêmur,  que é o desgaste na cartilagem que reveste as articulações. Nos últimos meses, o presidente vem se queixando de dores com mais frequência.

“A minha cirurgia é apenas para cuidar da saúde, eu quero voltar a jogar bola, eu quero voltar a correr, eu quero voltar a fazer esteira, eu quero voltar a fazer ginástica. E eu estou desde agosto do ano passado com dor, dor para dormir, dor para levantar, para sentar, para ficar em pé”, explicou Lula.

O presidente disse que está tranquilo e otimista com o procedimento. “É uma cirurgia que a ciência domina bem, não tem nenhuma novidade”.




Fonte: Agência Brasil

Lula diz que gênero e cor não serão critério para escolher novo STF


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (25), que não deve escolher o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pautado pelo critério de gênero ou cor da pele. Ao deixar o Palácio do Itamaraty, após reunião de trabalho com o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Mihn Chinh. Lula foi questionado se escolheria uma mulher para a Suprema Corte.

“O critério não será mais esse”, respondeu Lula.

“Eu vou escolher uma pessoa que possa atender os interesses e as expectativas do Brasil, uma pessoa que possa servir o Brasil, uma pessoa que tenha respeito com a sociedade brasileira, uma pessoa que tenha respeito mas não medo da imprensa, uma pessoa que vota adequadamente sem precisar ficar votando pela imprensa. Então, vou escolher, já tem várias pessoas em mira. Não precisa perguntar essa questão de gênero e de cor, eu já passei por tudo isso e no momento certo vocês vão saber quem é que eu vou indicar”, disse o presidente.

Lula tem pela frente a escolha dos novos nomes para a Procuradoria-Geral da República (PGR), no lugar de Augusto Aras, e para o STF, para ocupar a vaga da ministra Rosa Weber. O mandato de Aras na PGR termina nesta terça-feira (26) e a vice-procuradora Elizeta Ramos assume o comando do órgão interinamente. No STF, a ministra e atual presidente da Corte também deixará o tribunal nesta semana ao completar 75 anos e se aposentar compulsoriamente.

Para Lula, a sociedade brasileira precisa “voltar à normalidade” em relação à independência entre os poderes. “O Congresso Nacional faz política, o Poder Executivo executa e o Poder Judiciário julga. Eu quero voltar isso. Eu não quero ficar nessa disputa entre política e judiciário, entre judiciário e executivo, não. Se cada um cumprir sua função no país as coisas vão ficar muito bem”, disse o presidente.

Cirurgia no quadril

Nesta semana, o presidente Lula cumpre agenda em Brasília. Na sexta-feira (29), ele passará por cirurgia no quadril, por causa de artrose na cabeça do fêmur,  que é o desgaste na cartilagem que reveste as articulações. Nos últimos meses, o presidente vem se queixando de dores com mais frequência.

“A minha cirurgia é apenas para cuidar da saúde, eu quero voltar a jogar bola, eu quero voltar a correr, eu quero voltar a fazer esteira, eu quero voltar a fazer ginástica. E eu estou desde agosto do ano passado com dor, dor para dormir, dor para levantar, para sentar, para ficar em pé”, explicou Lula.

O presidente disse que está tranquilo e otimista com o procedimento. “É uma cirurgia que a ciência domina bem, não tem nenhuma novidade”.




Fonte: Agência Brasil

Brasil quer explorar riquezas naturais marítimas sem riscos ambientais


O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo de Agostinho Mendonça, disse que o Planejamento Espacial Marinho voltado à chamada Amazônia Azul – região atlântica entre o litoral e a plataforma continental brasileira – ajudará o país a lidar de forma ambientalmente responsável com a exploração das riquezas naturais da região.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (25) durante o Seminário de Desenvolvimento das Definições Estratégicas para o Planejamento Espacial Marinho da Amazônia Azul, na sede do Ibama em Brasília.

Agostinho se disse preocupado com o transporte de óleo no país e que o Ibama está se preparando para licitar 60 descomissionamentos de plataformas.

“São plataformas que não produzem mais. Elas serão desmontadas e, obviamente, licenciadas do ponto de vista de descomissionamento”, disse ele referindo-se ao processo de desmontagem dessas plataformas, por meio de procedimentos que evitem danos ao meio ambiente.

O presidente do instituto disse que o licenciamento de 78 complexos eólicos offshore (que vão gerar energia a partir do vento em instalações construídas em alto mar) já foi iniciado, mas que esse isso precisa ser feito de forma planejada, uma vez que trata-se de “um setor que não tem marco regulatório”.

Riscos

Segundo Agostinho, tudo isso deve ser feito levando em conta que há, nas águas brasileiras, “cerca de 200 espécies marinhas ameaçadas”, e que, além disso, “estamos perdendo em uma velocidade assustadora os corais”.

Também presente no seminário, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, lembrou que os oceanos são responsáveis por absorver 25% das emissões CO2; que os oceanos produzem cerca de 50% do oxigênio; e que, “além disso, é um grande provedor de outros serviços ecossistêmicos e provedor de inúmeros benefícios sociais, culturais, éticos, estéticos e, também, econômico”.

“Não estamos falando de uma área que seja desprezível. Todo nosso esforço será não só para preservar, mas para dar o uso correto para essas imensas riquezas naturais”, disse ministra.




Fonte: Agência Brasil