Polícia Federal resgata filhote de onça parda em comunidade do Rio


Agentes da Polícia Federal (PF) resgataram um filhote de onça-parda na comunidade Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, presa em cativeiro numa casa no alto do morro. Após a realização de trabalho de inteligência em conjunto com a Força Especial de Controle de Divisas – Operação Foco -, além da participação da Polícia Militar e da colaboração dos próprios moradores, foi possível rastrear o local em que o animal estava sendo mantido ilegalmente e resgatá-lo.

A onça foi encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Seropédica, na Baixada Fluminense, para a realização de exames e reabilitação, com o objetivo de reinserir o animal na natureza.

De acordo com a PF, os envolvidos responderão pelos crimes de tráfico de animais qualificado – visto que a onça-parda está ameaçada de extinção -, com pena de até três anos; maus-tratos aos animais, com pena de até um ano de reclusão; e receptação qualificada, com pena de três a oito anos.

As investigações seguem com a finalidade de identificar os responsáveis e verificar a origem do animal.




Fonte: Agência Brasil

Sete jovens são vítimas de chacina na Baixada Fluminense


Sete jovens foram mortos numa chacina ocorrida no bairro de Ambaí, localidade Buraco do Boi, em Miguel Couto, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nos últimos três dias. Duas das vítimas já identificadas são Caíque Porfírio da Silva, de 18 anos, e o primo dele, Cauã Fernandes Porfírio, de 19 anos.

O pai de Caíque, o pedreiro Júlio César Gonçalves da Silva, 39 anos, disse que o filho e o primo foram capturados por integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro, que lidera o tráfico de drogas na região. Júlio César, por ser muito conhecido no local e já ter feito vários serviços profissionais na área, disse que foi avisado por criminosos armados de fuzis, após mostrar as fotos dos dois rapazes, “para parar de procurar o filho e o primo pois eles foram mortos e tiveram os corpos carbonizados. Antes, foram torturados e arrastados presos à traseira de um carro”. Segundo o pedreiro, os criminosos informaram que eles estão “muito bem armados de fuzis, que não sobrou nada das vítimas e que nem a polícia vai entrar lá”.

O pai de Caíque contou que já esteve na delegacia de Belford Roxo e disse que levaria a polícia até lá, mas que os policiais aguardam “ordens superiores para entrar na comunidade”. A Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo e repressivo, mas até agora não obteve retorno.

As mortes ocorreram no sábado (9), com a morte de um jovem; no domingo (10), foram registradas mais duas mortes e na segunda-feira (11),  mais quatro. Nenhum corpo foi resgatado até agora.

O assessor do Fórum Grita Baixada, Fábio León, tomou conhecimento da chacina nessa quinta-feira (14) à tarde e está mobilizando as autoridades. Ele quer formar uma força-tarefa para entrar na comunidade Buraco do Boi e ajudar os pais das vítimas.

A área da comunidade de Ambaí é extensa e inclui os bairros de Santa Rita, Miguel Couto e Parque Flora, em Nova Iguaçu. De acordo lideranças da região, que preferem não se identificar com medo de represálias, “a área é desassistida, sem políticas públicas e totalmente abandonada”.




Fonte: Agência Brasil

Frente fria provoca chuva e ventos fortes no Rio de Janeiro


A chegada de uma frente fria vinda do oceano modificou o tempo desde a tarde desta quinta-feira (14), na cidade do Rio e Janeiro. Pela manhã, o dia esteve com sol forte com a temperatura máxima chegando os 36 graus. Ao longo do dia, choveu e a temperatura entrou em declínio.

Os ventos estão moderados a fortes, entre 52 km/h e 76 km/h. No aeroporto Santos Dumont houve registro de ventos fortes, de 57,4 km/h. Já no Aeroporto do Galeão as rajadas de vento chegaram a 53,7 km/h. As informações são do Sistema Alerta Rio, da prefeitura da cidade.

O Centro de Operações Rio informa que o município entrou em Estágio de Mobilização às 18h10, devido ao registro de chuva forte em algumas áreas da cidade. O estágio de mobilização é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. Há possibilidade de nova mudança de estágio devido à chuva ou outros fatores.

A Marinha do Brasil emitiu um aviso de ressaca do mar, com início às 9h desta sexta-feira (15) e término às 9h do dia seguinte. As ondas podem atingir 2,5 metros de altura. A recomendação é que nesse período não se pratique esportes no mar, evitem o banho de mar e também os mirantes, que podem ser atingidos por ondas fortes.

Próximos dias

Para esta sexta-feira, devido ao transporte de umidade vinda do oceano, o tempo se manterá instável. O céu estará nublado a encoberto, com previsão de chuva fraca a moderada a qualquer hora do dia. Os ventos estarão moderados, com rajadas ocasionalmente fortes e as temperaturas em declínio acentuado, com máxima caindo 14ºC, com a máxima em torno dos 22ºC.

No sábado (16) o céu ficará nublado com chuva fraca e a temperatura começa a subir. Para o domingo (17) e segunda-feira (18) o céu vai abrir sem chuva e a temperatura entrará em elevação.




Fonte: Agência Brasil

Amazônia é um dos focos da ONU para a Agenda 2030


A sobrevivência da Amazônia se tornou um dos compromissos assumidos para acelerar a Agenda de 2030, o pacto feito entre 193 Estados-Membros das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável. O Movimento Impacto Amazônia foi anunciado nesta quinta-feira (14) durante a edição deste ano do Pacto Global da ONU no Brasil, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

A iniciativa traz à luz a necessidade de investimentos e políticas voltadas para a preservação da floresta, da valorização e proteção dos povos e territórios tradicionais da região e do alinhamento da tecnologia com a sustentabilidade.

Esse é primeiro movimento do Pacto Global da ONU no Brasil voltado especificamente para a região amazônica – e com foco em compromissos públicos assumidos por empresas dos setores público e privado para alavancar o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

A pesquisa Pulse de Cenário e Empresas e Amazônia, realizada em setembro com 160 empresas participantes do Pacto Global da ONU no Brasil, mostrou que 58,54% das empresas informaram já ter realizado análise dos riscos de operações diante da crise climática. No entanto, 79,72% não analisaram os impactos da cadeia de fornecimento em relação ao envolvimento com o desmatamento na Amazônia.

A pesquisa mostra ainda que 64,63% das companhias não incluem nos contratos com fornecedores cláusulas que contenham compromissos de não desmatamento da Amazônia.

De acordo com a ONU, o enfoque na preservação e no combate ao desmatamento é uma das formas de atingir diretamente outros compromissos da Agenda de 2030, como as ações climáticas, o consumo e produções responsáveis e agricultura sustentável, por exemplo.

Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU no Brasil, ressaltou a importância de medidas urgentes de preservação e sustentabilidade da Amazônia. Para ele, as ações são urgentes, antes que a floresta chegue em um ponto em que não seja mais possível a existência da floresta e o equilíbrio ecológico mundial.

“A floresta passa por um processo parecido com o de savanização, onde se perde essa floresta rica como a gente tem e isso é uma catástrofe não só para o Brasil, como para o mundo”, disse. “A Amazônia é muito responsável pelo equilíbrio climático, por isso que, agora com dados e fatos, toda atenção internacional está voltada para a Amazônia”, completou.

Atuação de empresas

Eletrobrás e Ambipar são embaixadoras do Movimento Impacto Amazônia, o projeto voltado para a preservação da Amazônia. O Banco do Brasil também prevê, até o fim do primeiro semestre de 2024, investimentos de R$ 23 bilhões em financiamentos de ações voltadas para questões climáticas, como energias renováveis e eficiência energética, além de recuperação ambiental.

O Banco tem atuado em prol da economia de baixo carbono, em consonância com as metas estabelecidas para a Agenda de 2030 e os princípios do pacto global. Esse pacto aborda temas como Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e combate à corrupção.

Organizações da sociedade civil também aderiram às metas para o pacto. O ministério Público Federal vai formar grupos de trabalho para ajudar a desenvolver soluções para os problemas críticos da Amazônia.

Participação da sociedade

Repensar as políticas empresariais e o comportamento da sociedade como todo é urgente e tem sido uma das principais preocupações do Pacto Global da ONU. Rachel Maia, presidente do Conselho de Administração Global da ONU no Brasil, diz que muito mais do que promover uma mudança, é preciso que haja uma transformação não só entre grandes empresas, mas entre cada indivíduo.

“A sustentabilidade da empresa não se aplica ao tamanho da empresa. Isso é um engano. Ela se aplica ao indivíduo. O Pacto Global da ONU é para todos. Essa é a grande mensagem. A ONU tem a grande responsabilidade de disseminar a mensagem de que ninguém deixa ninguém para trás. Esse foi o grande acordo da agenda de 2030. Com esse pensamento eu vou olhar do indivíduo que está nas favelas ao indivíduo que está nas mansões”.

Retrocesso nos resultados

A Agenda de 2030 nasceu no ano 2000, oriundo de um outro pacto: A Agenda do Milênio. Na ocasião, todos os 193 países-membros da ONU assinaram o Pacto Global da ONU, voltado para práticas corporativas responsáveis. Atualmente, o pacto global da ONU é a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com abrangência e engajamento em 162 países.

Oito anos após os países da ONU adotarem a Agenda de 2030 para o desenvolvimento sustentável, a avaliação é de que o andamento do pacto não vai bem. O CEO do Pacto Global da ONU no Brasil afirma que houve retrocessos nas metas globais causados por “crises financeiras, guerras de grandes proporções, pandemia e vários outros pontos fizeram com que a gente regredisse na maior parte dos temas.”

Para mitigar os efeitos do retrocesso, segundo Carlo, o Secretário-geral da ONU tem reunido todos os governos do mundo, e paralelamente a sociedade civil e grandes empresas, para que a Agenda volte para o caminho certo e seja acelerada.

*Repórter viajou a convite do Banco do Brasil




Fonte: Agência Brasil

DPU cobra melhoria em estrada de RO usada por força humanitária


A Defensoria Pública da União (DPU) enviou, nessa quarta-feira (13), ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O documento cobra obras emergenciais de revitalização da rodovia BR-174, no trecho que liga os municípios de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, assim como o trecho rodoviário que interliga o Brasil à Venezuela.  

A DPU alega que a rodovia federal se encontra com elevado grau de deterioração, o que traz riscos a quem trafega por ela, seja a população venezuelana migrante, os moradores de Pacaraima e da capital roraimense e os trabalhadores que prestam assistência humanitária na região.

Na última terça-feira (12), a brasileira Daniele Milani, consultora da Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas (ONU), morreu em um acidente na BR-174, na última terça-feira (12). Além da consultora do organismo internacional, ficaram feridos o motorista do veículo e outros três integrantes da OIM. Os sobreviventes foram encaminhados para atendimento no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista. Segundo a Polícia Militar de Roraima, a suspeita é de que o carro capotou após o condutor desviar de um buraco e perder o controle da direção.  A equipe estava a caminho de Pacaraima para prestar atendimentos humanitários a migrantes em situação de vulnerabilidade, no âmbito da Operação Acolhida, do governo brasileiro, da qual a Defensoria Pública da União também faz parte.

No ofício, o defensor público-geral federal (DPGF) em exercício Fernando Mauro pede que o DNIT informe a previsão de início das obras para revitalização da estrada. “Solicitei a adoção de providências por parte do DNIT para garantir a segurança no tráfego na rodovia que tem servido como um verdadeiro corredor humanitário, possibilitando, por um lado, que migrantes entrassem no território brasileiro e, por outro, que as instituições públicas do Brasil e organismos internacionais de defesa dos direitos humanos pudessem chegar ao município de Pacaraima”, disse o do defensor público-geral federal (DPGF).

A reportagem da Agência Brasil aguarda o posicionamento do DNIT e do Ministério dos Transportes sobre o ofício da DPU.

Operação Acolhida

Criada em março de 2018, a Operação Acolhida é a força-tarefa humanitária executada e coordenada pelo governo federal, com o apoio de agências da ONU, organismos nacionais e internacionais, organizações da sociedade civil e entidades privadas, totalizando mais de 100 parceiros.

Entre eles estão, o Ministério do Desenvolvimento Social e Assistência Social, Família e Combate à Fome; as Forças Armadas; a Polícia Federal; a Receita Federal; a Defensoria Pública da União; a Organização Internacional para as Migrações (OIM); Tribunal de Justiça de Roraima; Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR); Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

A missão é oferecer assistência emergencial aos refugiados e migrantes venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira com Roraima. A cidade de Pacaraima é sede de uma das bases da operação.

Como a BR-174 liga Boa Vista a Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, defensores e servidores públicos da DPU, assim como representantes de outras instituições, precisam trafegar semanalmente pela via.

Em 2021, foi instituído o Comitê Temático Pacaraima para fortalecer e resguardar a continuidade da prestação da assistência jurídica, no contexto da crise humanitária fruto deste fluxo migratório de venezuelanos, em direção ao Brasil.




Fonte: Agência Brasil

DPU cobra melhoria em estrada de Roraima usada por força humanitária


A Defensoria Pública da União (DPU) enviou, nessa quarta-feira (13), ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O documento cobra obras emergenciais de revitalização da rodovia BR-174, no trecho que liga os municípios de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima (RR), assim como o trecho rodoviário que interliga o Brasil à Venezuela.  

A DPU alega que a rodovia federal se encontra com elevado grau de deterioração, o que traz riscos a quem trafega por ela, seja a população venezuelana migrante, os moradores de Pacaraima e da capital roraimense e os trabalhadores que prestam assistência humanitária na região.

Na última terça-feira (12), a brasileira Daniele Milani, consultora da Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas (ONU), morreu em um acidente na BR-174, na última terça-feira (12). Além da consultora do organismo internacional, ficaram feridos o motorista do veículo e outros três integrantes da OIM. Os sobreviventes foram encaminhados para atendimento no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista. Segundo a Polícia Militar de Roraima, a suspeita é de que o carro capotou após o condutor desviar de um buraco e perder o controle da direção.  A equipe estava a caminho de Pacaraima para prestar atendimentos humanitários a migrantes em situação de vulnerabilidade, no âmbito da Operação Acolhida, do governo brasileiro, da qual a Defensoria Pública da União também faz parte.

No ofício, o defensor público-geral federal (DPGF) em exercício Fernando Mauro pede que o DNIT informe a previsão de início das obras para revitalização da estrada. “Solicitei a adoção de providências por parte do DNIT para garantir a segurança no tráfego na rodovia que tem servido como um verdadeiro corredor humanitário, possibilitando, por um lado, que migrantes entrassem no território brasileiro e, por outro, que as instituições públicas do Brasil e organismos internacionais de defesa dos direitos humanos pudessem chegar ao município de Pacaraima”, disse o do defensor público-geral federal (DPGF).

A reportagem da Agência Brasil aguarda o posicionamento do DNIT e do Ministério da Infraestrutura sobre o ofício da DPU.

Operação Acolhida

Criada em março de 2018, a Operação Acolhida é a força-tarefa humanitária executada e coordenada pelo governo federal, com o apoio de agências da ONU, organismos nacionais e internacionais, organizações da sociedade civil e entidades privadas, totalizando mais de 100 parceiros.

Entre eles estão, o Ministério do Desenvolvimento Social e Assistência Social, Família e Combate à Fome; as Forças Armadas; a Polícia Federal; a Receita Federal; a Defensoria Pública da União; a Organização Internacional para as Migrações (OIM); Tribunal de Justiça de Roraima; Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR); Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

A missão é oferecer assistência emergencial aos refugiados e migrantes venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira com Roraima. A cidade de Pacaraima é sede de uma das bases da operação.

Como a BR-174 liga Boa Vista a Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, defensores e servidores públicos da DPU, assim como representantes de outras instituições, precisam trafegar semanalmente pela via.

Em 2021, foi instituído o Comitê Temático Pacaraima para fortalecer e resguardar a continuidade da prestação da assistência jurídica, no contexto da crise humanitária fruto deste fluxo migratório de venezuelanos, em direção ao Brasil.




Fonte: Agência Brasil

Justiça do Trabalho decide que Uber deverá registrar motoristas


A Justiça do Trabalho decidiu que a Uber deverá registrar em carteira todos os seus motoristas ativos, assim como aqueles que vierem a trabalhar na plataforma a partir de agora. A decisão, da 4ª Vara do Trabalho de São Paulo, assinada pelo juiz Mauricio Pereira Simões, tem abrangência nacional. 

Na sentença, resultante de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP), a plataforma digital foi condenada ainda a pagar R$ 1 bilhão por danos morais coletivos.

“Condeno a Ré [Uber] a obrigação de fazer, qual seja, observar a legislação aplicável aos contratos firmados com seus motoristas, devendo efetivar os registros em CTPS digital na condição de empregados de todos os motoristas ativos, bem como daqueles que vierem a ser contratados a partir da decisão, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 para cada motorista não registrado”, diz o texto da decisão.

A Uber poderá recorrer da decisão. Segundo a sentença, a plataforma digital deverá registrar os motoristas apenas após o trânsito em julgado da ação, ou seja, após o julgamento de todos os recursos. “A obrigação de fazer deverá ser cumprida no prazo de 6 meses, a contar do trânsito em julgado e intimação para início de prazo”, diz a sentença.

O MPT-SP ajuizou ação civil pública em novembro de 2021 solicitando à Justiça o reconhecimento do vínculo empregatício entre a empresa de transporte e seus motoristas. O Ministério Público do Trabalho afirmou que teve acesso a dados da Uber que demonstrariam o controle da plataforma digital sobre a forma como as atividades dos profissionais deveriam ser exercidas, o que configuraria relação de emprego.

O juiz do Trabalho acatou, na decisão, o argumento do MPT. “O poder de organização produtiva da Ré [Uber] sobre os motoristas é muito maior do que qualquer outro já conhecido pelas relações de trabalho até o momento. Não se trata do mesmo nível de controle, trata-se de um nível muito maior, mais efetivo, alguns trabalhando com o inconsciente coletivo dos motoristas, indicando recompensas e perdas por atendimentos ou recusas, estar conectado para a viagem ou não”.

Segundo o coordenador nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret) do MPT, Renan Kalil Bernardi, o processo que resultou na decisão é de grande importância para o debate sobre o tema no Brasil, em razão de revelar a dinâmica do trabalho via plataformas digitais. “A ação demandou análise jurídica densa e, sem sombra de dúvidas, o maior cruzamento de dados da história do MPT e da Justiça do Trabalho”, destacou.

Recurso

Em nota, a Uber disse que irá recorrer da decisão e que não irá adotar nenhuma das medidas exigidas pela sentença antes que todos os recursos sejam esgotados.

“A Uber esclarece que vai recorrer da decisão proferida pela 4ª Vara do Trabalho de São Paulo e não vai adotar nenhuma das medidas elencadas na sentença antes que todos os recursos cabíveis sejam esgotados”.

A empresa disse também que a decisão causa “evidente insegurança jurídica”. “A decisão representa um entendimento isolado e contrário à jurisprudência que vem sendo estabelecida pela segunda instância do próprio Tribunal Regional de São Paulo em julgamentos realizados desde 2017, além de outros Tribunais Regionais e o Tribunal Superior do Trabalho”.

A Uber afirmou ainda ter convicção de que a sentença não considerou adequadamente o “robusto conjunto de provas produzido no processo” e que a decisão se baseou em posições doutrinárias “já superadas, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal”.




Fonte: Agência Brasil

Editais destinam R$ 24 milhões a projetos culturais no estado do Rio


A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro recebe inscrições para quatro editais lançados nesta quinta-feira (14) e que fazem parte do pacote de fomento da Lei Paulo Gustavo. As chamadas públicas vão atender aos segmentos de dança, teatro, jogos eletrônicos e circo. Esses editais, somados, vão contemplar 159 projetos, totalizando investimento de R$ 24 milhões. As inscrições ficarão abertas até as 18h do dia 28 deste mês e podem ser feitas no Sistema Desenvolve Cultura.

A secretária Danielle Barros destacou que o trabalho que vem sendo feito pelo órgão visa beneficiar os fazedores de cultura de todas as regiões do estado, assim como foi feito na execução da Lei Aldir Blanc. “Já estamos com o sistema aberto para recepcionar os proponentes dos editais de música e apoio a obras audiovisuais e, a partir de amanhã, mais cinco chamadas estarão disponíveis para os fazedores de cultura fluminenses”, informou.

Ao todo, o pacote de fomento é formado por 19 editais com recursos da Lei Paulo Gustavo, alcançando valor de R$ 139 milhões e com 1.133 vagas para projetos culturais de diferentes segmentos. O Rio de Janeiro é a quarta unidade federativa com mais recursos reservados pela Lei Paulo Gustavo. Além do valor que será operacionalizado pelo governo fluminense, os 92 municípios do estado têm reservados para execução R$ 132,1 milhões.

Pessoa jurídica

As quatro chamadas públicas são voltadas apenas para pessoa jurídica, esclareceu a secretária. O edital de teatro vai apoiar 60 propostas, com premiação total de R$ 8 milhões, sendo as vagas divididas nas categorias de produção (20 prêmios de R$ 200 mil); circulação (20 prêmios de R$ 150 mil); e stand-up (20 prêmios de R$ 50 mil).

O edital de dança vai premiar 40 propostas, no valor total de R$ 3 milhões, para as categorias grupos (20 prêmios de R$ 100 mil) e artistas solo (20 prêmios de R$ 50 mil).

O terceiro edital, voltado à pessoa jurídica com Classificação Nacional das Atividades Econômicas (Cnae) específico de produção de jogos eletrônicos, vai apoiar financeiramente 37 propostas. O valor total de R$ 11,7 milhões será dividido entre produção de jogos eletrônicos (16 prêmios de R$ 600 mil) e criação de protótipos jogáveis (21 prêmios de R$ 100 mil).

Já o edital de circo vai contemplar 22 propostas, com premiação total de R$ 1,1 milhão, sendo R$ 50 mil para cada uma delas.

Calendário

Os editais Música nas Ruas RJ e Apoio a Obras Audiovisuais, lançados pela secretaria no início deste mês, estão com inscrições abertas até as 18h da próxima terça-feira (19), no Sistema Desenvolve Cultura. A chamada voltada para o segmento de música é destinada a pessoas físicas e terá 300 vagas, com premiação de R$ 10 mil para cada selecionado, totalizando R$ 3 milhões.

O edital de apoio a obras audiovisuais é voltado para pessoa jurídica com Cnae específico para produção audiovisual, em seis categorias, com 161 vagas, e premiação no total de R$ 49,935 milhões.




Fonte: Agência Brasil

Cresce ajuda humanitária às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul


A Associação Brasileira de Bancos e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e seus bancos associados contabilizaram nesta quinta-feira (14) R$ 4 milhões em doações para auxiliar no socorro aos moradores dos municípios atingidos pelas fortes chuvas recentes no Rio Grande do Sul. Os recursos serão direcionados de forma colaborativa por meio de várias organizações da sociedade civil que atuam naquele estado.

Também foram liberados R$ 463 milhões do saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores das cidades afetadas, ações de auxílio para funcionários e familiares na região, abertura de agências para recebimento de doações. Foram reforçadas ainda as orientações às equipes de seguros das instituições para o atendimento da população local, visando contribuir para amenizar o sofrimento da população. As informações foram divulgadas em nota pelas duas entidades.

Carreta solidária

Também hoje (14), chegou à região afetada pelas chuvas no Rio Grande do Sul a Carreta Solidária da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA). A unidade móvel tem capacidade para preparar 4.500 refeições por dia, lavar até meia tonelada de roupas e oferecer atendimento psicológico à comunidade.

A carreta ficará em Muçum, na Avenida Borges de Medeiros, 650, e os atendimentos gratuitos começaram às 16h. Nesse município, inicialmente, a carreta fornecerá refeições simples diárias, como sopa, e ainda refeições completas com arroz, feijão e proteína, além de lavar roupas e cobertores. A ação é possível graças à iniciativa das pessoas que fazem doações.

Quem desejar contribuir com as ações da ADRA Brasil no Rio Grande do Sul pode fazer doações via Pix pela chave [email protected] ou com cartão de crédito pelo link https://doacoes.adra.org.br/SOS/people/new.

Refeições

A organização não governamental (ONG) Ação da Cidadania, com o apoio de uma Cozinha Solidária parceira, está distribuindo, diariamente, 500 refeições prontas para consumo às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Mais de uma tonelada de alimentos estão sendo usados no preparo das refeições, informou a ONG à Agência Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa. Estão sendo doados também kits de higiene e limpeza, velas e isqueiros.

Doações às populações das cidades gaúchas atingidas pelo desastre podem ser feitas através do site www.acaodacidadania.org.br/emergencias e pelo Pix [email protected].

Desde o último dia 7, a cozinha solidária do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), instalada no município de Encantado (RS), já entregou mais de 10 mil marmitas nas comunidades mais afetadas pelas enchentes. Dezenas de integrantes do movimento se deslocaram de suas cidades de origem para ajudar na produção dos alimentos. O movimento conta ainda com dezenas de voluntários da cidade, que se unem diariamente ao grupo para montar e entregar as refeições.

Quem quiser contribuir pode fazer doação de qualquer valor via chave Pix pelo CNPJ 10568281000137.

O estado de calamidade pública de 79 cidades gaúchas foi reconhecido no dia 7 deste mês pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). As fortes chuvas, provocadas pela passagem de um ciclone extratropical na região, causaram enchentes, que destruíram casas e provocaram 47 mortes, de acordo com balanço da Defesa Civil feito até as 12 horas dessa quarta-feira (13).

Ajuda federal

No sábado (9), o governador Eduardo Leite anunciou a criação da conta SOS Rio Grande do Sul, no Banrisul, bem como de chave Pix CNPJ: 92.958.800/0001-38 para doações em dinheiro às vítimas das enchentes. Em dois dias, foram arrecadados R$ 2,2 milhões via Pix. De acordo com o governo gaúcho, os recursos arrecadados serão direcionados para apoio a iniciativas de recuperação de infraestrutura e reconstrução de casas das vítimas, nos locais afetados, entre outras finalidades.

No dia seguinte (10), o governo federal, por meio do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em viagem ao Rio Grande do Sul, anunciou repasse de R$ 741 milhões em recursos para as cidades atingidas pelas fortes chuvas.

Na última terça-feira (12), após reunião ministerial realizada no Palácio da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou mais R$ 1,6 bilhão para ajuda à população gaúcha afetada. Desse total, R$ 1 bilhão serão concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a pequenos produtores rurais, microempreendedores individuais e micro, pequenos e médios empresários do estado, para recuperação da economia local. Os recursos são oriundos do novo programa Crédito Solidário do banco.

Os restantes R$ 600 milhões são provenientes do FGTS e serão liberados para 354 mil trabalhadores da região que têm recursos no fundo. O FGTS é uma poupança aberta pela empresa em nome do trabalhador. Ela funciona como uma garantia para proteger o empregado em caso de demissão sem justa causa.

Defesa Civil

Doações de kits de higiene e limpeza, agasalhos, roupas íntimas e roupas de cama, podem ser entregues na central de doações da Defesa Civil de Porto Alegre, das 8h às 18h, na Avenida Borges de Medeiros, 1.501; no Palácio Piratini; nos quartéis da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar; nas sedes das prefeituras; em todas as agências do Banrisul no estado do Rio Grande do Sul, em dias úteis; nas unidades da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Lajeado, Montenegro, São Leopoldo, Porto Alegre, Eldorado do Sul e Santa Maria, entre outros lugares.

O sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac também promove ajuda aos atingidos pelas enchentes, através do Programa Mesa Brasil e das unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc) de todo o estado, que serão pontos de coleta para doações dos materiais arrecadados para direcionamento aos desalojados.

Por meio da campanha “Sementes de Solidariedade”, a rede Cáritas Regional Rio Grande do Sul, está recebendo contribuições através do Pix CNPJ 33.654.419/0010-07 ou de depósito bancário na conta corrente 55.450-2, agência 1248-3, Banco do Brasil.




Fonte: Agência Brasil

Sesc leva projeto Palavra Líquida à Baixada Fluminense


Com programação totalmente gratuita, o projeto Palavra Líquida, do Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc RJ), leva à Baixada Fluminense, a partir desta sexta-feira (15), atividades que envolvem literatura, teatro, dança, cinema, tendo como tônica comum os sentidos. O encerramento oficial do projeto está previsto para o dia 24 deste mês. “O evento é acessível a todo o público”, disse à Agência Brasil o analista de literatura do Sesc RJ, Moisés Nascimento. O Palavra Liquida é um projeto multilinguagem que parte sempre da literatura.

No caso do Palavra Líquida 2023, Nascimento explicou que o que se busca é a poética dos sentidos, que extrapola os cinco sentidos básicos – tato, visão, audição, olfato e paladar – englobando também o sentir e passando ainda pela questão da acessibilidade. A programação deste ano do projeto prevê atividades em três unidades do Sesc na Baixada Fluminense: Sesc Nova Iguaçu, Sesc Duque de Caxias e Sesc São João de Meriti, além da Casa de Cultura de Nova Iguaçu, que receberá atividades formativas que se estenderão até 31 de outubro. Já as atividades artísticas nessa unidade estarão dentro do cronograma de 15 a 24 de setembro.

Esta é a oitava edição do projeto e envolve diversas linguagens artísticas, destacando a literatura e sua relação com artes visuais, dança, audiovisual, música e teatro. A conferência de abertura, às 19h, no teatro do Sesc Nova Iguaçu, reunirá a escritora cubana Teresa Cárdenas e o ator, educador e ativista surdo Leo Castilho, um dos articuladores do Slam do Corpo. Os dois receberam o tema dos sentidos para explorar em suas apresentações. Teresa Cárdenas (foto), por exemplo, propõe renascer por meio da escrita, para reaprender a sentir as emoções que perpassam a existência de todos. Já Leo Castilho pretende compartilhar suas vivências, visando ampliar a dimensão da arte educação e atrair públicos diversos. A classificação é livre.

Exposição

Na sexta-feira, às 17h30h, será aberta na galeria do Sesc Nova Iguaçu a exposição Entre o Urbano e a Natureza, inspirada na experiência dos sentidos. A exposição é coletiva e reúne oito artistas que representam a diversidade de gênero, região e cor de pele. Haverá dois artistas do Museu Bispo do Rosário (Patrícia Ruth e Clóvis Aparecido), três da Baixada Fluminense (Gabriele Rocha, Fybrikolage e Caio Fábio), uma da zona norte (Guida) e dois artistas da zona oeste (Ayra Aziza e Marcelo Albuquerque). A exposição ficará aberta até o dia 10 de dezembro, de 9h30 às 19h30, de terça a sexta-feira; e de 9h30 às 17h30, aos sábados e domingos.

Ainda no Sesc Nova Iguaçu, na sala Multiúso 1, haverá a estreia da instalação Cinema Sonoro, criada pelo designer de som Fernando Aranha, a partir de sua experiência transformando narrativas cinematográficas por meio do som. “É uma atividade, como o próprio nome diz, focada no som, sem qualquer suporte de imagem, como se fosse uma sala escura”, destacou Moisés Nascimento. Para Fernando Aranha, a experiência permite acompanhar as narrativas com mais intensidade do que em uma sala de cinema. Nascimento completou que, no caso das pessoas cegas, a percepção é um tipo de encontro. “E, no caso das pessoas que enxergam, elas vão estar diante de algo que, não necessariamente, é o comum no cinema, que é a imagem. Vai ser uma experiência sonora.”

Cinema

Outro destaque da programação são as oficinas Minha Vida de Cadeirante, com o cineasta Silvio Tendler, cadeirante desde dezembro de 2011, devido a uma compressão na coluna. Tendler vai capacitar jovens a produzir curtas-metragens documentais de impacto social. O projeto mostra como ferramentas e tecnologias podem ser adaptados para a realidade das pessoas com deficiência de forma prática e acessível. As oficinas serão realizadas na biblioteca do Sesc Duque de Caxias, nos dias 21, 22, 26, 27 e 29 deste mês, das 13h às 17h.

14/09/2023, Projeto Palavra Líquida Baixada Fluminense, do Sesc RJ. Na foto Ricardo Aleixo. Foto: Divulgação

Poeta mineiro Ricardo Aleixo participa do projeto Palavra Líquida – Divulgação

No Fórum de Ideias Palavra Líquida, que será realizado no teatro do Sesc São João de Meriti, no dia 23, às 19h, as reflexões partem do tema dos sentidos, mas são elaboradas a partir das singularidades e caminhos de cada convidado. O poeta mineiro Ricardo Aleixo vai falar sobre sua condição de baixa visão monocular. Ao lado dele, estará a crítica literária Maria Stockler Carvalhosa, que ficou cega aos 13 anos de idade e fundou a editora Supersônica Livros, focada na publicação de audiobooks, englobando desde obras clássicas até livros contemporâneos. Ricardo Aleixo também ministrará a oficina Arte não só o que se vê, no dia 22, na sala de música do Sesc São João de Meriti, das 14h às 18h. Ele vai explorar possibilidades criativas, que passem pela ativação de outros sentidos que não a visão.

Crianças

Para as crianças, haverá o show Rastapezinho no teatro do Sesc São João de Meriti, no domingo (17), às 16h, com o projeto RastaPezinhos Bebê e Cia, que engloba encontros dançantes e com muitas dinâmicas corporais, em parceria com as bailarinas Rafaela Hermeto e Maria Hermeto.

Outra atração destinada ao público infantil é o musical Dona Coruja na Floresta das Belas Manhãs, com participação do produtor musical e músico André Amon e do músico Marco Lima. As apresentações são realizadas na biblioteca do Sesc Duque de Caxias, amanhã, às 10h30, e no teatro do Sesc São João de Meriti, no dia 24, às 15h.

A programação completa do projeto Palavra Líquida na Baixada Fluminense pode ser conferida aqui. No mesmo endereço, podem ser feitas as inscrições para as oficinas.




Fonte: Agência Brasil