Militares defendem formação; pesquisadores criticam currículo


Durante a infância, Renato Almeida Resende sonhava acordado ao olhar para o céu. Em eventos na sua cidade, Juiz de Fora (MG), o menino ficava encantado com a Esquadrilha da Fumaça. Não tirou os olhos do avião, nem do passado (do avô, militar do Exército) e nem do futuro (de uma profissão que o fizesse feliz).

Nesta quinta-feira (7), dia em que se comemora a Independência do Brasil, Renato, ou melhor, o cadete Resende, do primeiro ano da Academia da Força Aérea (AFA), aos 19 anos, foi destaque na tropa em que desfilou em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Levou a flâmula da academia vibrando com a formação, os valores e até as dificuldades que escolheu para a vida.

Brasília (DF) 07/09/2023 Militares durante entrevista para Agência Brasil antes do desfile de 7 de setembro na esplanada dos Ministérios. ( Renato Almeida Resende, Cadete da FAB. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Cadete Renato Almeida Resende, da FAB, desfilou em Brasília e levou a bandeira de sua tropa – Lula Marques/ Agência Brasil 

O olhar para a vida militar teve o momento fundamental quando, com apenas 14 anos, Renato resolveu estudar dias e noites a fio para ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), no município mineiro de Barbacena. Longe de casa desde tão jovem, ele entende que a carreira militar implica em enfrentar dificuldades e sacrifícios.

Neste ano de 2023, ele cursa o primeiro ano da academia, em Pirassununga (SP), e tem na ponta da língua os valores de sua formação. “O código de honra do cadete está representado aqui na flâmula: coragem, lealdade, honra, dever e pátria. Eu acho que esse é o fator que a academia mais agrega ao profissional e ao cidadão”, diz o rapaz que é filho de uma fonoaudióloga e um engenheiro agrônomo. Sua rotina começa antes das 6h e só termina depois das 23h.

“A gente vai construindo a mentalidade ainda como adolescente e vai se encaminhando para a vida adulta”. Entre as atividades, a sua formação de cadete inclui acampamentos e saltos de paraquedas, além de um amadurecimento diante da saudade de casa. Em compensação, ele acredita que as amizades ao longo da formação são tão fortes que se assemelham a uma família.

“Entramos meninos em janeiro e, em pouco tempo, nós somos pessoas completamente diferentes”, diz o rapaz que quer ser piloto de caça para proteger o Brasil.

O cadete Resende garante que temas como cidadania e direitos humanos são valores trazidos permanentemente.

“Temos palestras e aulas com profissionais de diferentes áreas que estimulam o culto a esses valores. O cadete é formado para ser um oficial e tem que se preocupar com essas questões”.

Preocupação com currículos

Enquanto militares defendem a formação acadêmica atual, pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil refletem sobre a necessidade de uma reavaliação curricular para jovens que querem seguir a formação militar. ​

“Precisamos começar pela reformatação dos currículos militares, condicionados ainda, em grande medida, pela cultura da guerra fria e de suas atualizações: guerra híbrida, etc. A chave de tudo encontra-se na formação dos militares, a começar pelas Agulhas Negras [Aman, organização militar que forma oficiais do Exército] e pelas demais escolas de formação de oficiais. Eles são ensinados a manter esta tradição de anjos tutelares. Enquanto isso não mudar, a república democrática não se consolida”, diz o historiador Daniel Aarão Reis, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF)

Na mesma linha de raciocínio, o professor Heraldo Makrakis, pós-doutor em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, acredita que reformulação da doutrina é essencial para redesenhar o papel que as Forças Armadas devem cumprir no Estado.

Leia também – Desfile de 7 de Setembro sinaliza para volta da harmonia e comemoração

Sacrifício

No caso do cadete Resende, ele entende que foi necessário lidar com a saudade de casa: “para se conquistar alguma coisa na vida, você tem que abdicar de algo.”

Segundo testemunha o historiador Ricardo Cabral, que é militar da reserva do Exército, a fraternidade entre os militares surge a partir das adversidades e desafios que os companheiros de tropa acabam enfrentando juntos. Isso torna, conforme avalia, a carreira de militar uma espécie de sacrifício.

“Quando você entra para as Forças Armadas, eles estão dentro, a força os abraça. Eles fazem parte de algo muito maior. Quando você entra, não é só você, é seu marido, é sua esposa, são seus filhos, pais, que sabem que você entrou para algo muito maior. Você passa por muitos momentos de sacrifício pessoal”, diz o historiador. Ele mantém um site e o canal História Militar em Debate, no YouTube.

Adaptação

Brasília (DF) 07/09/2023 Militares durante entrevista para Agência Brasil antes do desfile de 7 de setembro na esplanada dos Ministérios. ( Rafael de Almeida Leitão, Capitão de Infantaria) Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Capitão Rafael de Almeida Leitão comanda a tropa de cadetes do primeiro ano – Lula Marques/ Agência Brasil

Comandante da tropa de cadetes da FAB que desfilou neste 7 de Setembro, o capitão de infantaria Rafael de Almeida Leitão, de 39 anos, se enxerga nos jovens que desfilaram. Natural de Fortaleza (CE), o oficial lembra que ingressou na instituição aos 17 anos de idade.

“Eu tive que mudar de vida totalmente. Foi uma descoberta do ponto de vista cultural e de de viver novas experiências com pessoas de lugares distintos do país. A gente precisa abrir mão de certos comportamentos do dia a dia para absorver os valores da instituição”. Ele mesmo não tinha ninguém da família de farda. No quartel, garante que a convivência é diuturna e isso fortalece as amizades.

Ele é o comandante de uma turma do Corpo de Cadetes (do primeiro ano). O militar explica que o código de valores que a academia traz é algo motivador, ao reunir sentimentos como o do patriotismo e de valores agregados em um contexto que favorece muito a formação de jovens cidadãos. “Mesmo em uma fase da vida tão prematura, já estão incumbidas de uma responsabilidade diferente”.

Ele garante que a formação exige um diálogo mais aberto e franco, incluindo prepará-los para ter senso crítico e profissionalismo. A formação da atitude militar e posteriormente a formação da liderança ocorreriam de “uma forma muito natural ao longo dos quatro anos”.

O oficial defende que eles precisam ter uma disciplina de fato  com suporte de equipe de profissionais, que inclui psicólogos e pedagogos. “Desde o momento que eles chegaram na academia até o presente momento, eu penso neles 24 horas por dia”.

O comandante avalia que o ingresso na instituição e o dia a dia têm caráter democrático e conseguem tirar os alunos de uma espécie de “bolha”, apesar de eles estarem em um regime de aquartelamento. “Os valores são de responsabilidade, coragem, amor à profissão e a valorização da família”.

Virada de chave

Brasília (DF) 07/09/2023 Militares durante entrevista para Agência Brasil antes do desfile de 7 de setembro na esplanada dos Ministérios. ( Jérsica da Silva Gonçalves, Aspirante) Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A aspirante Jérsica da Silva Gonçalves – Lula Marques/ Agência Brasil

Para quem chega às Forças Armadas já na vida adulta, a adaptação pode ser exigente. A aspirante a oficial do Exército Jérsica da Silva, de 31 anos, ingressou recentemente como oficial temporária e está em fase de formação.

“Sempre tive um sonho de vestir a farda. Foi realmente uma virada de chave para nossa vida. Para se manifestar, por exemplo, a gente precisa de uma autoridade que nos permita (falar). A hierarquia e disciplina são pilares muito fortes”. Ela entende que a defesa de direitos humanos e da cidadania tem espaço no quartel.

Brasília (DF) 07/09/2023 Militares durante entrevista para Agência Brasil antes do desfile de 7 de setembro na esplanada dos Ministérios. ( Vanda Maria Ferreira Neta, Tenente do Exército) Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Vanda Maria Ferreira Neta, Tenente do Exército – Lula Marques/ Agência Brasil

Uma colega de Jérsica, a tenente economista Vanda Maria Ferreira Neta está há mais de sete anos no quartel. O que a fez vestir a farda foi o estímulo da memória do avô, pracinha da 2ª Guerra Mundial, Abdias de Souza, que morreu aos 97 anos. Para ela, há desconhecimento de civis com a vida no quartel.

Contexto e críticas

O cientista político Paulo Ribeiro da Cunha avalia o contexto do olhar civil para com a caserna e entende que militares possam, como já aconteceu em outros momentos da história, se envolver com a política, se assim desejarem.

Ele cita períodos em que militares participaram ativamente da política, como a abolição da escravatura, a defesa da República e o movimento tenentista.

No entanto, o especialista critica a partidarização dos militares, como aconteceu durante o governo de Jair Bolsonaro. “Eles [militares] encontraram muito respaldo de setores [políticos]” e vieram à tona casos de corrupção que acabaram arranhando a imagem das Forças Armadas e diminuindo seu prestígio diante da sociedade brasileira.

Cunha lembra que muitos militares sofreram perseguição, por defender a democracia e se colocar contra os desmandos e os excessos da ditadura militar instaurada pelo golpe de 1964, conforme documentou a Comissão Nacional da verdade (CNV).

Outra pesquisadora, a professora Suzeley Kalil, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), critica estereótipos ligados à função dos militares. Um exemplo é de que o Estado teria transformado qualquer problema como se fosse algo da esfera da “defesa nacional”. Forças Armadas são escaladas, por exemplo, a solucionar problemas de políticas públicas, como distribuir caminhões-pipa para sanar desabastecimentos de água.

Segundo a pesquisadora, essa etapa faz com que os militares passem a ser vistos como imprescindíveis, quando, na realidade, o adequado seria exigir de setor competente a proposta de políticas públicas específicas.

Outra crítica é a sedução dos estados com as escolas civis que absorveram preceitos dos militares. “É como se os militares pudessem encarnar essa ética [extremamente correta]. Aquela coisa de achar que militar não rouba, não delata ninguém, não é parte da sociedade, é melhor do que ela. É como se usar cabelo curto, farda, uma roupa engomada fosse sinônimo de bom comportamento, e a história mostra que não é bem assim”, reflete Suzeley.

Brasília (DF) 07/09/2023 Militares durante entrevista para Agência Brasil antes do desfile de 7 de setembro na esplanada dos Ministérios. (  Maria Eduarda Souza Nunes, Estudante do Colégio Militar de Brasília).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Maria Eduarda Souza Nunes, estudante do Colégio Militar de Brasília- Lula Marques/ Agência Brasil

Compromisso e exigência

Influenciados principalmente pelas famílias, quem ainda só sonha com a carreira nos quartéis, estudantes de colégios militares estavam entre os mais animados durante o desfile da Independência. A estudante Maria Eduarda Souza Nunes, de 18 anos, quer fazer medicina. “Acho que as atividades extracurriculares, como a prática de esportes, e os valores são bem diferentes. Acho que todo mundo é acostumado”. Ela foi a aluna-comandante da tropa.

Brasília (DF) 07/09/2023 Militares durante entrevista para Agência Brasil antes do desfile de 7 de setembro na esplanada dos Ministérios. Alunos do Colégio Militar de Brasília).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Alícia Costa se espelha no pai militar – Lula Marques/ Agência Brasil

Colega dela, a estudante Alicia Costa, de 17, quer ser militar, como o pai. “Eu acho que a disciplina é o que a gente mais percebe. Há muito compromisso e exigência”, disse enquanto arrumava os últimos detalhes da farda para o desfile em Brasília.

*Colaborou o repórter Luciano Nascimento




Fonte: Agência Brasil

Rio Grande do Sul tem 16 rodovias bloqueadas por causa das chuvas


No Rio Grande do Sul, pelo menos 16 rodovias estão com bloqueios totais ou parciais por causa das fortes chuvas que atingiram o estado na última semana, conforme último balanço divulgado pelo governo do estado na manhã desta quinta-feira (7). 

De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Brigada Militar, duas pontes foram destruídas pelas chuvas: uma na ERS-448, entre Farroupilha e Nova Roma do Sul; e a outra na ERS-431, em Bento Gonçalves, no limite com São Valentim do Sul.  Várias pistas estão alagadas no estado em razão do transbordamento dos rios pelo excesso de água.

O governo estadual informa que equipes estão trabalhando para desinterditar as vias o mais rápido possível para facilitar o envio de suprimentos às cidades atingidas.

Estado de calamidade pública

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta quinta-feira (7) estado de calamidade pública de 79 cidades gaúchas. Segundo a pasta, a medida visa agilizar o atendimento da Defesa Civil Nacional e dos órgãos competentes à população do Rio Grande do Sul afetada pela passagem de um ciclone extratropical nesta semana. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 1,6 mil pessoas estão desabrigadas, 3 mil desalojadas e mais de 52 mil afetadas de alguma forma. O número de mortos já chega a 39.

Pessoas ilhadas

A Marinha informou que está apoiando a Defesa Civil da região do Vale do Taquari, por meio do resgate de pessoas que estavam ilhadas no telhado de casas e em prédios. As embarcações também fazem o transporte de material de apoio e suprimento para as vítimas.

Mais chuva

A Sala de Situação do governo estado alertou para a continuidade de chuva intensa em grande parte do Rio Grande do Sul, além do risco de vento forte e queda de granizo em alguns pontos.

“A previsão do tempo, realizada pela equipe de meteorologistas, aponta que as instabilidades se espalham por todas as regiões ao longo do dia devido à aproximação e posterior avanço de uma frente fria”, diz nota do governo.

Há previsão de chuva forte, descargas elétricas, possível queda de granizo e rajadas de vento nas áreas da metade Sul, Noroeste, Norte, Centro e Leste nesta quinta-feira (7). “Nessas regiões, os volumes de chuva devem variar entre 50 e 75 mm/dia, podendo chegar aos 120 mm/dia no Sul e em parte da Campanha. Não se descartam temporais na Região dos Vales”, informa.




Fonte: Agência Brasil

Rio Grande do Sul tem rodovias bloqueadas por causa das chuvas


No Rio Grande do Sul, pelo menos 16 rodovias estão com bloqueios totais ou parciais por causa das fortes chuvas que atingiram o estado na última semana, conforme último balanço divulgado pelo governo do estado na manhã desta quinta-feira (7). 

De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Brigada Militar, duas pontes foram destruídas pelas chuvas: uma na ERS-448, entre Farroupilha e Nova Roma do Sul; e a outra na ERS-431, em Bento Gonçalves, no limite com São Valentim do Sul.  Várias pistas estão alagadas no estado em razão do transbordamento dos rios pelo excesso de água.

O governo estadual informa que equipes estão trabalhando para desinterditar as vias o mais rápido possível para facilitar o envio de suprimentos às cidades atingidas.

Estado de calamidade pública

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta quinta-feira (7) estado de calamidade pública de 79 cidades gaúchas. Segundo a pasta, a medida visa agilizar o atendimento da Defesa Civil Nacional e dos órgãos competentes à população do Rio Grande do Sul afetada pela passagem de um ciclone extratropical nesta semana. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 1,6 mil pessoas estão desabrigadas, 3 mil desalojadas e mais de 52 mil afetadas de alguma forma. O número de mortos já chega a 39.

Pessoas ilhadas

A Marinha informou que está apoiando a Defesa Civil da região do Vale do Taquari, por meio do resgate de pessoas que estavam ilhadas no telhado de casas e em prédios. As embarcações também fazem o transporte de material de apoio e suprimento para as vítimas.

Mais chuva

A Sala de Situação do governo estado alertou para a continuidade de chuva intensa em grande parte do Rio Grande do Sul, além do risco de vento forte e queda de granizo em alguns pontos.

“A previsão do tempo, realizada pela equipe de meteorologistas, aponta que as instabilidades se espalham por todas as regiões ao longo do dia devido à aproximação e posterior avanço de uma frente fria”, diz nota do governo.

Há previsão de chuva forte, descargas elétricas, possível queda de granizo e rajadas de vento nas áreas da metade Sul, Noroeste, Norte, Centro e Leste nesta quinta-feira (7). “Nessas regiões, os volumes de chuva devem variar entre 50 e 75 mm/dia, podendo chegar aos 120 mm/dia no Sul e em parte da Campanha. Não se descartam temporais na Região dos Vales”, informa.




Fonte: Agência Brasil

Marinha resgata pessoas ilhadas no Rio Grande do Sul após ciclone


A Marinha do Brasil está prestando apoio à Defesa Civil da região do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, afetada pelas fortes chuvas que atingiram o estado nos últimos dias. No total, 39 pessoas morreram. Em nota, a corporação informou que realiza o resgate de pessoas que estavam ilhadas no telhado de casas e em prédios. As embarcações também fazem o transporte de material de apoio e suprimento para as vítimas. 

Uma aeronave ainda está prestando apoio nas buscas por vítimas e transportando pessoas que necessitam de cuidados médicos de urgência para localidades com a assistência adequada. Uma outra aeronave, de maior porte, que pode realizar voo noturno e possui maior capacidade de transporte de carga, também estará à disposição, a partir desta sexta-feira (8), para ser empregada nas ações.

“A Marinha renova seu propósito de assegurar a salvaguarda da vida humana e a segurança da navegação, no mar aberto e hidrovias interiores”, diz a nota.

As enchentes causadas por um ciclone extratropical inundaram cidades, derrubaram pontes, destruíram lojas e deixaram vários estragos na infraestrutura do Rio Grande do Sul. Até a manhã desta quinta-feira, houve registro de 79 municípios afetados, com 2,5 mil pessoas desabrigadas e 3,5 mil desalojadas. No total, foram resgatadas 2.745 pessoas no estado.

O governo federal reconheceu estado de calamidade pública nos municípios atingidos.




Fonte: Agência Brasil

Com coro pela democracia, Lula participa de desfile pela nona vez


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã desta quinta-feira (7), do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Este é o nono desfile do qual Lula participa como presidente do Brasil e o primeiro de seu terceiro mandato. Com o tema Democracia, Soberania e União, o desfile foi organizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

No anexo do Palácio do Planalto, o presidente Lula passou em revista a tropa e, na sequência, seguiu no Rolls-Royce presidencial, acompanhado da primeira-dama, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, até a tribuna de honra montada entre os prédios dos ministérios da Defesa e de Minas e Energia e Turismo, onde havia cerca de 200 convidados.

O presidente chegou ao local do desfile, por volta de 9h e foi recepcionado pelo coral de alunos do Colégio Militar de Brasília, que cantaram os hinos Nacional e da Independência. Além deles, o público – estimado pela Secom em cerca de 50 mil pessoas – aplaudiu, acenou com bandeiras verde-amarela e cantou para Lula. Muitos ainda gritaram a palavra democracia, sucessivas vezes.

Autoridades

Na tribuna, próximo ao casal Lula e Janja da Silva, sentaram-se o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; e a esposa Lu Alckmin; a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber; o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, além de diversas autoridades civis e militares.

Brasília, 07/09/2023 Autoridades participam do Desfile de 7 De Setembro no Eixo Monumental em Brasília Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Da esquerda para a direita, as ministras Marina Silva e Simone Tebet, o presidente do Senado Rodrigo Pacheco, a presidente do STF, Rosa Weber, e a ministra Sônia Guajajara – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Para o ministro da Defesa, José Múcio, o desfile deste ano reflete as conquistas recentes do Brasil: “este momento já existe, com este clima de harmonia e de trabalho. Evidentemente, quando encerrar a CPMI [Comissão Parlamentar de Inquérito], quando se encerrarem essas coisas todas, quando diminuir essa nuvem de suspeição [sobre os atos de vandalismo de 8 de janeiro], vai ficar ótimo. Agora, já está muito bom”.

José Múcio também comentou sobre o público estimado (50 mil) que compareceu ao desfile. “Repare que o desfile diminuiu muito. Parte das escolas foi retirada e são elas quem trazem os pais para ver os filhos marchando, tocando na banda, e trazem a família toda, mas a qualidade do desfile foi muito boa, foi muito bem planejado. No desfile, fizemos o nosso papel”, finalizou o ministro ao parabenizar a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse à Agência Brasil que ficou emocionada. “Foi maravilhoso este desfile, porque resgata a ideia de união, democracia e soberania, que são o lema. Então, acho que a celebração foi muito bem organizada pelas Forças Armadas, pelo Ministério da Defesa, e também com símbolos muito importantes nesta retomada”.

Desfile

Brasília (DF), 07-09-2023 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do Vice-presidente Geraldo Alckmin, participa do desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do desfile cívico-militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Exatamente às 9h23, o presidente Lula autorizou o início das celebrações do Dia da Independência do Brasil ao comandante Militar do Planalto do Exército Brasileiro, general Ricardo Piai Carmona.

O presidente não discursou e assistiu, por aproximadamente uma hora e 20 minutos, às atividades da comemoração ao lado do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

À frente da tribuna, passaram cerca de 2 mil militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros, da pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, além de 550 estudantes de escolas públicas e de projetos sociais do Distrito Federal; diversos veículos motorizados, como os blindados da Marinha do Brasil e do Exército, motocicletas e bandas militares.

O desfile em terra terminou com a cavalaria do Primeiro Regimento dos Dragões da Independência. Já o desfile aéreo, contou com a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB),

No momento final, as autoridades presentes e o público acompanharam olhando para o céu às manobras dos pilotos de sete aeronaves, entre elas, a do modelo F-39 Gripen. Por volta de 11h, o público se dispersou.

Brasília, 07/09/2023  Desfile de 7 De Setembro no Eixo Monumental em Brasília Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O desfile terminou com a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Participações especiais

O desfile de 7 de Setembro, em 2023, contou com participações inéditas. O personagem Zé Gotinha desfilou no alto do caminhão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e recebeu o carinho do público ao ser aplaudido de pé pelos ocupantes das arquibancadas, na primeira apresentação do mascote, em uma celebração do gênero.

Além dele, seis soldados do Exército Brasileiro, de origem indígena, saudaram o presidente Lula, em diversas línguas faladas pelos povos originários do Brasil. Os militares gritaram palavras de ordem, em alusão à Amazônia, à Independência do Brasil, e à selva.

Veja imagens do 7 de Setembro:




Fonte: Agência Brasil

Lula participa de seu nono desfile de 7 de Setembro como presidente


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã desta quinta-feira (7), do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Este é o nono desfile do qual Lula participa como presidente do Brasil e o primeiro de seu terceiro mandato. Com o tema Democracia, Soberania e União, o desfile foi organizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

No anexo do Palácio do Planalto, o presidente Lula passou em revista a tropa e, na sequência, seguiu no Rolls-Royce presidencial, acompanhado da primeira-dama, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, até a tribuna de honra montada entre os prédios dos ministérios da Defesa e de Minas e Energia e Turismo, onde havia cerca de 200 convidados.

O presidente chegou ao local do desfile, por volta de 9h e foi recepcionado pelo coral de alunos do Colégio Militar de Brasília, que cantaram os hinos Nacional e da Independência. Além deles, o público – estimado pela Secom em cerca de 50 mil pessoas – aplaudiu, acenou com bandeiras verde-amarela e cantou para Lula. Muitos ainda gritaram a palavra democracia, sucessivas vezes.

Autoridades

Na tribuna, próximo ao casal Lula e Janja da Silva, sentaram-se o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; e a esposa Lu Alckmin; a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber; o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, além de diversas autoridades civis e militares.

Brasília, 07/09/2023 Autoridades participam do Desfile de 7 De Setembro no Eixo Monumental em Brasília Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Da esquerda para a direita, as ministras Marina Silva e Simone Tebet, o presidente do Senado Rodrigo Pacheco, a presidente do STF, Rosa Weber, e a ministra Sônia Guajajara – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ausência de algumas autoridades foi notada, dentre eles o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que está em Alagoas; e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que cumpre agenda privada no Maranhão.

Para o ministro da Defesa, José Múcio, o desfile deste ano reflete as conquistas recentes do Brasil: “este momento já existe, com este clima de harmonia e de trabalho. Evidentemente, quando encerrar a CPMI [Comissão Parlamentar de Inquérito], quando se encerrarem essas coisas todas, quando diminuir essa nuvem de suspeição [sobre os atos de vandalismo de 8 de janeiro], vai ficar ótimo. Agora, já está muito bom”.

José Múcio também comentou sobre o público estimado (50 mil) que compareceu ao desfile. “Repare que o desfile diminuiu muito. Parte das escolas foi retirada e são elas quem trazem os pais para ver os filhos marchando, tocando na banda, e trazem a família toda, mas a qualidade do desfile foi muito boa, foi muito bem planejado. No desfile, fizemos o nosso papel”, finalizou o ministro ao parabenizar a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse à Agência Brasil que ficou emocionada. “Foi maravilhoso este desfile, porque resgata a ideia de união, democracia e soberania, que são o lema. Então, acho que a celebração foi muito bem organizada pelas Forças Armadas, pelo Ministério da Defesa, e também com símbolos muito importantes nesta retomada”.

Desfile

Exatamente às 9h23, o presidente Lula autorizou o início das celebrações do Dia da Independência do Brasil ao comandante Militar do Planalto do Exército Brasileiro, general Ricardo Piai Carmona.

O presidente não discursou e assistiu, por aproximadamente uma hora e 20 minutos, às atividades da comemoração ao lado do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

À frente da tribuna, passaram cerca de 2 mil militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros, da pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, além de 550 estudantes de escolas públicas e de projetos sociais do Distrito Federal; diversos veículos motorizados, como os blindados da Marinha do Brasil e do Exército, motocicletas e bandas militares.

O desfile em terra terminou com a cavalaria do Primeiro Regimento dos Dragões da Independência. Já o desfile aéreo, contou com a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB),

No momento final, as autoridades presentes e o público acompanharam olhando para o céu às manobras dos pilotos de sete aeronaves, entre elas, a do modelo F-39 Gripen. Por volta de 11h, o público se dispersou.

Brasília, 07/09/2023  Desfile de 7 De Setembro no Eixo Monumental em Brasília Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O desfile terminou com a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Participações especiais

O desfile de 7 de Setembro, em 2023, contou com participações inéditas. O personagem Zé Gotinha desfilou no alto do caminhão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e recebeu o carinho do público ao ser aplaudido de pé pelos ocupantes das arquibancadas, na primeira apresentação do mascote, em uma celebração do gênero.

Além dele, seis soldados do Exército Brasileiro, de origem indígena, saudaram o presidente Lula, em diversas línguas faladas pelos povos originários do Brasil. Os militares gritaram palavras de ordem, em alusão à Amazônia, à Independência do Brasil, e à selva.




Fonte: Agência Brasil

Governo federal reconhece estado de calamidade de 79 cidades no RS


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta quinta-feira (7) estado de calamidade pública de 79 cidades do Rio Grande do Sul. Segundo a pasta, a medida visa agilizar o atendimento da Defesa Civil Nacional e dos órgãos competentes à população do Rio Grande do Sul afetada pela passagem de um ciclone extratropical nesta semana. Segundo a Defesa Civil estadual, 79 municípios foram atingidos, com mais de 1,6 mil pessoas desabrigadas, 3 mil desalojadas e mais de 52 mil afetadas de alguma forma. O número de mortos já chega a 39.

Com o estado de calamidade, os municípios poderão solicitar recursos para o atendimento de primeira hora à população afetada. Eles também poderão apresentar planos de trabalho para reconstrução das áreas atingidas. Os recursos servem para socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada, como estradas.

O ministério informou que a solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) Com base nas informações enviadas, a Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.

De acordo com a pasta, equipes da Defesa Civil Nacional estão no Rio Grande do Sul desde segunda-feira (4), dando apoio às prefeituras das cidades atingidas na elaboração dos pedidos de reconhecimento de situação de emergência e de repasse de recursos para assistência humanitária e restabelecimento dos serviços essenciais.

As cidades que tiveram o estado de calamidade reconhecido são: Água Santa; André da Rocha; Arroio do Meio; Bento Gonçalves; Boa Vista das Missões; Boa Vista do Buricá; Bom Jesus; Bom Retiro do Sul; Cachoeira do Sul; Cachoeirinha; Camargo; Campestre da Serra; Candelária; Carlos Barbosa; Casca; Caxias do Sul; Chapada; Charqueadas; Ciríaco; Colinas; Coqueiros do Sul; Cotiporã; Coxilha; Cruz Alta; Cruzeiro do Sul; David Canabarro; Encantado; Erechim; Espumoso; Estação; Estrela; Eugênio de Castro; Farroupilha; Getúlio Vargas; Ibiraiaras; Imigrantes; Ipê; Itapuca; Jacuizinho; Jaguarí; Lagoão; Lajeado; Lajeado do Bugre; Mato Castelhano; Marau, Montauri; Montenegro; Muçum; Muliterno; Nova Araçá; Nova Bassano; Nova Roma do Sul; Novo Hamburgo; Palmeiras das Missões; Panambi; Paraí; Passo Fundo; Protásio Alves; Roca Sales; Sagrada Família; Santa Maria; Santa Tereza; Santo Ângelo; Santo Antônio do Palma; Santo Cristo; Santo Expedito do Sul; São Domingos do Sul; São Jerônimo; São Jorge; São Nicolau; São Sebastião do Caí; Sapiranga; Sarandi; Sede Nova; Serafina Corrêa; Sertão; Taquari; Vacaria e Vanini.




Fonte: Agência Brasil

Sambódromo de São Paulo recebe desfile de 7 de setembro


O tradicional desfile cívico-militar de 7 de setembro, no Sambódromo do Anhembi em São Paulo, contou com a presença de 9 mil integrantes da Marinha, do Exército, e da Aeronáutica, das forças de segurança estadual e municipal e entidades civis. Sem hasteamento da bandeira nacional, o desfile transcorreu sem chuva e sem arquibancadas lotadas.

O evento começou pela revista às tropas, realizada na Avenida Olavo Fontoura, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da cidade Ricardo Nunes, e oficiais generais das Forças Armadas.

A parada militar foi formada por integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira, Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana, na pista do Sambódromo.

A doméstica Sônia Santana dos Santos, de 49 anos, foi ao Sambódromo para assistir ao filho, que está servindo o Exército, em seu primeiro desfile. Com orgulho, ela disse que a expectativa é a de que ele siga a carreira militar.

“Eu espero que ele consiga. Para mim é uma honra vir assistir. É uma emoção, um sonho. O desfile é importante como um documento, um exemplo para o nosso país e até para mostrar para os outros países o que nós temos”, disse.

Vivian da Silva Ferreira, 45 anos, assistente de departamento pessoal, também foi prestigiar os filhos estudantes que participaram do desfile. “Eu adoro. O desfile de 7 de setembro não pode faltar”.

A amiga de Vivian, Liliana Aparecida Jacinto, cozinheira, 38 anos, também foi assistir a filha. “Contei para ela que queria ser da Marinha e não tive oportunidade. Ela gostou da ideia e hoje está mais acessível”.

Fabiana Moraes, também foi assistir ao primeiro desfile da filha de 11 anos de idade. “Para nós é uma honra muito grande. Eu estou arrepiada, emocionada. Nós assistimos com orgulho, pensando que nossa filha é a mais linda de todas”, disse.

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Fonte: Agência Brasil

Kayky Brito tem resposta satisfatória ao tratamento, diz hospital


O ator Kayky Brito, de 34 anos, permanece com o quadro clínico sem alterações e resposta satisfatória ao tratamento, conforme boletim médico divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Hospital Copa D’Or, onde está internado desde a tarde de sábado (2). A nota foi assinada pelos médicos Edno Wallace, Ney Pecegueiro e Marcelo London.

Ele foi submetido a cirurgias para a fixação de fratura na pelve e no braço direito na segunda-feira (4) e permaneceu sedado e em ventilação mecânica. O ator foi diagnosticado com politraumatismo e traumatismo craniano e continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Kayky foi atropelado na madrugada de sábado na Avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O ator estava com amigos em um quiosque e resolveu pegar algo no carro estacionado do outro lado da via. Imagens de câmeras de segurança do local mostram que ele foi atingido por um veículo quando voltava correndo para o quiosque.

O motorista de aplicativo que dirigia o carro parou o veículo e aguardou a chegada de policiais e o atendimento do Corpo de Bombeiros.




Fonte: Agência Brasil

PRF e MP resgatam internos em comunidade terapêutica no RJ


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) encontraram dezenas de pessoas em situação de vulnerabilidade, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma comunidade terapêutica, em Itaguaí, na região metropolitana do Rio. O caso ocorreu nessa quarta-feira (6).

As equipes constaram no local, no bairro Santa Cândida, que havia mais de 60 internos. Alguns pacientes estavam privados de liberdade, sendo mantidos na comunidade sem consentimento próprio. Durante a diligência, foi informado que haveria outro local com mais pessoas internadas, no mesmo bairro, onde foram encontradas mais de 40 pessoas na mesma situação. Um dos pacientes era foragido da Justiça e tinha um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Sete pessoas que estavam trabalhando nas clínicas, entre elas o proprietário, foram conduzidas para a delegacia. O interno com mandado de prisão também foi levado. Todos os pacientes foram identificados e uma equipe de assistência social da prefeitura de Itaguaí viabilizou o contato com os familiares.

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil.




Fonte: Agência Brasil