Cinco anos após incêndio, Museu no Rio busca restauração e modernidade


Noite de 2 de setembro de 2018. Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro.

A maior parte dos 20 milhões de itens que o museu abrigava foi destruída, sendo a área expositiva totalmente afetada. Entre os destaques que se perderam estavam o dinossauro conhecido como Dinoprata, as múmias egípcias e o esqueleto de uma baleia cachalote. O Museu também guardava o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil, que foi encontrado, com danos, entre os escombros.

Agentes do corpo de bombeiros, com apoio de funcionários do museu, lutaram por horas para combater o fogo e salvar parte do acervo.

Incêndio no Museu Nacional

Incêndio no Museu Nacional – Vitor Abdala/ Arquivo Agência Brasil

A área mais afetada pelas chamas foi a de antropologia, segundo o curador das coleções etnográficas do museu, João Pacheco Oliveira.

“O material que acabou sendo pesadamente afetado foi o do departamento de antropologia pela própria característica dos materiais. Mineralogia trabalha com meteoros que passam na estratosfera e resistem a temperaturas altíssimas. Os nossos objetos eram de madeira, palha, penas. Então esse material foi quase todo dizimado”, afirmou o antropólogo.

Após um longo trabalho de restauro, felizmente, vários itens deste acervo foram recuperados, como mantos, armas, colares e objetos de reza.

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, durante coletiva em que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresenta um  balanço das obras de reconstrução do Museu Nacional e a programação do bicentenário da independência.

Diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. – Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

O diretor do museu, Alexander Kellner, explica que o investimento na recuperação é de R$ 445 milhões, e desse total já foram captados em torno de 60%. Ele também ressalta que o prazo final para a entrega da obra é 2028, mas várias etapas já estão sendo concluídas ao longo deste período, com uma proposta diferenciada de instituição.

“A gente não quer fazer um museu igual ao que era. Queremos fazer um museu moderno, sustentável, inclusivo e que, sobretudo, promova o diálogo com a sociedade”, disse o professor Alexander Kellner, diretor da instituição.

Parte interna do Museu Nacional recuperada após quatro anos do incêndio. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresenta um  balanço das obras de reconstrução do Museu Nacional e a programação do bicentenário da independência.

Parte interna do Museu Nacional recuperada após quatro anos do incêndio. – Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

A fachada do Museu, entregue restaurada este ano, é um dos primeiros resultados da revitalização. A obra envolveu em torno de 150 profissionais. Também já foram entregues grande parte da cobertura do primeiro bloco refeita e todas as esculturas de mármore restauradas. Para o ano de 2024, uma grande atração prevista é a abertura da sala do meteorito Bendegó e da escadaria monumental.

A diretora adjunta de integração Museu e Sociedade, Juliana Sayão, ressalta que o Museu Nacional é de grande importância para a população. E que as atividades não pararam com o fechamento do local devido ao incêndio.

“A gente criou vários projetos educativos e de extensão que permitiram esse contato. A gente teve Museu Nacional Vivo nas Escolas, em vez de receber as escolas no museu, a equipe do educativo ia até as escolas para desenvolver esse trabalho”.

A trajetória do Museu Nacional remonta à história do Brasil. Criado em 1818 por D. João VI, é a primeira instituição de pesquisa e o primeiro museu do país, construído com o objetivo de atender aos interesses de progresso cultural e econômico do Brasil na época. Seu acervo inclui peças de arqueologia, geologia, paleontologia, e zoologia, entre outras.

Ouça na Radioagência Nacional




Fonte: Agência Brasil

Theatro Municipal de São Paulo celebra 112 anos em setembro


O mês de setembro, quando o Theatro Municipal completa 112 anos desde sua inauguração, a agenda de eventos traz como parte da comemoração a apresentação de três óperas compostas nos séculos XX e XXI.

Consideradas recentes, as récitas contam com a participação de diversos corpos artísticos do Theatro em espetáculos que mesclam minimalismo com tecnologia. O destaque é para o protagonismo feminino em um novo momento para criação dos textos das óperas, mas sem deixar de homenagear a tradição.

A primeira obra é Isolda/Tristão, com música e libreto escritos pelas brasileiras Clarice Assad (música) e Márcia Zanelatto (libreto). Com direção musical de Alessandro Sangiorgi, que rege a Orquestra Sinfônica Municipal, e direção cênica de Guilherme Leme, além da participa do Coral Paulistano, sob a regência de Maíra Ferreira, a ópera será encenada nos dias 15, 17, 19, 20, 22 e 23.

Nas mesmas noites será apresentada Ainadamar, ópera composta em 2003 pelo argentino Osvaldo Golijov, com libreto do norte-americano David Henry Hwang, que conta a história da atriz catalã Margarita Xirgu (1888-1969), exilada da Espanha pela ditadura franquista e naturalizada uruguaia. A regência é da Orquestra Sinfônica Municipal e a direção musical também é de Alessandro Sangiorgi. O espetáculo, com bailarinos flamencos, tem a direção cênica de Ronaldo Zero, a participação do Coro Lírico Municipal, com regência de Mário Zaccaro. A classificação indicativa é 12 anos.

A terceira ópera integra o projeto Ópera Fora da Caixa, que leva montagens para fora dos espaços cênicos habituais. De Hoje para Amanhã (Von Heute Auf Morgen), de autoria do austríaco Arnold Schoenberg e libreto de Max Blonda, pseudônimo de sua então esposa Greta Kolisch, será encenada nos dias 21, 22, 23,  27, 28 e 29 de setembro, sempre às 21h, na cúpula do Theatro Municipal, com classificação indicativa de 16 anos.

Além da Ópera, o Theatro recebe o projeto trimestral Rima Falada, que visa democratizar e ampliar o acesso de importantes nomes do hip hop nacional ao Theatro, no dia 2 de setembro, às 17h, com a artista Brisa Flow. O espetáculo, dura 60 minutos e é gratuito. No dia 3, apresenta-se o trio Astor, com Edgar Leite, no violino, Alberto Kanji, no violoncelo e Cecília Moita no piano. Os ingressos custam R$ 32 (inteira) e R$ 16. A classificação indicativa é livre.

No dia 9 de setembro, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório se apresenta na Sala São Paulo, sob a regência de Richard Kojima, participando da série de concertos matinais da casa. No programa, Três Movimentos para Orquestra Sinfônica, do próprio regente, com abertura do Festival Acadêmico Op. 80, de Johannes Brahms, e a Sinfonia n.5, de Beethoven. Os ingressos estarão disponíveis no site da Sala São Paulo, a classificação indicativa é livre e o concerto tem duração de 60 minutos.

No domingo, dia 10, a sala de espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo recebe a segunda edição do Festival Chopin, às 11h, com a participação do espanhol Martin Garcia Garcia, terceiro colocado do Concurso Chopin em 2021. No programa, 4 Mazurkas Op. 33 (10′), Prelúdios Op. 28 (9′) e Sonata Op. 35 in B flat minor (22′), de Chopin, e Sonata No. 3 in F minor Op. 5 (36′), de Johannes Brahms. Os ingressos vão de R$ 42 (meia) a R$ 84 e o concerto, com duração de 97 minutos, é livre para todos os públicos.

Para ver a programação completa basta acessar o site da casa de espetáculos.




Fonte: Agência Brasil

Aos 80 anos, Edu Lobo lembra início da carreira e fala de novo álbum


“Você teria um samba sem letra?”. Essa pergunta mudou a vida do jovem carioca Eduardo de Góes Lobo, aos 19 anos. O autor do pedido era ninguém menos que Vinicius de Moraes, em uma reunião de amigos em comum. Foi quando Edu Lobo conheceu o gênio da bossa nova e viu a trajetória de vida mudar. O aniversariante desta semana, que completou 80 anos na terça-feira (29), relembrou essa história em uma entrevista para a TV Brasil.

“Foi um golpe de sorte. Mas, como eu sempre digo, você precisa estar preparado para a sorte”, conta o hoje octogenário, que tinha uma música pronta no dia. “Mostrei, ele gostou e perguntou se me incomodaria se ele fizesse uma letra naquela hora. ‘Fique à vontade’, eu disse”.

À época, Edu se considerava um “Zé Ninguém”. “Eu não estava nem pensando que iria começar uma carreira. Naquele momento, fazer música era para mim alguma coisa que eu adorava, mas era tipo pegar onda no mar, quer dizer, tem uma hora que você não faz mais e aquilo acaba.” Mas ter se aproximado do Poetinha, como Vinicius ficou conhecido, mudou tudo.

“Conhecer o Vinicius naquela época significaria conhecer todo mundo que se chamava da bossa nova. Eu conheci o Tom Jobim, Carlinhos Lyra, Baden Powell, Oscar Castro Neves, muitas pessoas que tiveram importância muito grande na minha vida”, rememora.

Dono de uma trajetória de sucesso na música popular brasileira (MPB), que, inclusive, rendeu a ele, em 1994, um Prêmio Shell de melhor compositor de música brasileira, pelo conjunto da obra, Edu Lobo diz que, em vez de lembrar o passado, prefere olhar para o presente e o futuro.

Novo álbum

Presente, aliás, preenchido por um projeto novo. Edu, que tem cerca de 30 álbuns lançados, prepara o lançamento de mais um, duplo, para a gravadora Biscoito Fino, que será gravado num show ao vivo, em novembro, em apresentações na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro (8/11), e no Teatro B32, em São Paulo (10/11), com os cantores Zé Renato, Mônica Salmaso, Ayrton Montarroyos e Vanessa Moreno.

“O som do disco vai ser o som do show. Eu não gosto de chamar de show, prefiro chamar de apresentação. Eu estou adorando esse projeto, está em fase de mixagem. Ainda falta um pouco, mas estamos terminando.”

Festivais

Mesmo com o presente o ocupando para preparar o futuro, Edu Lobo não pode deixar de falar de grandes momentos do passado. “Alguém vai me perguntar sobre os festivais”, brinca, se referindo à interseção entre música e televisão que marcou definitivamente a carreira do cantor e compositor.

Em 1965, em parceria com Vinicius, disputou e venceu o 1º Festival Nacional de Música Popular Brasileira, na TV Excelsior, com Arrastão, interpretada por Elis Regina.

Rio de Janeiro (RJ) - Aos 80 anos, Edu Lobo, aniversariante da semana, prepara novo álbum. Foto: Nana Moraes

Aos 80 anos, Edu Lobo prepara novo álbum – Nana Moraes

“Elis Regina que fez a música chegar em primeiro lugar. Teve uma importância para mim porque ninguém me conhecia e passou a conhecer a partir dali, porque daí vêm as entrevistas, você começa a aparecer em jornal…”, conta.

Dois anos depois, a dose se repetia no festival da TV Record. Dessa vez com Ponteio, em parceria com José Carlos Capinan. Edu Lobo, a cantora Marília Medalha e os grupos vocais Momentoquatro e Quarteto Novo interpretam a canção.

Ponteio foi muito forte para mim, tão forte que recebi um convite para ir para a França para fazer um espetáculo só e acabei ficando dois meses. Todo mundo queria ouvir Ponteio.

“Deu tudo certo”

Os 60 anos de carreira do octogenário renderam uma coleção de álbuns, apresentações, turnês nacionais e internacionais, prêmios, composições para filmes e peças. Edu experimentou parcerias com nomes como Vinicius, Gianfrancesco Guarnieri, Ruy Guerra, Vianna Filho, Torquato Neto, José Carlos Capinan, Paulo César Pinheiro, Cacaso, Joyce, Ronaldo Bastos, Abel Silva, Aldir Blanc e Chico Buarque.

“Deu tudo certo, por enquanto. Olhando de longe, eu fico contente pela trajetória que eu tracei.”

Encomendas

Nessa trajetória celebrada, tem um elemento que, para Edu, foi o motivador para que as produções tomassem vida e virassem sucessos. “Encomenda”. “Eu falo sempre que adoro encomendas. As encomendas me criam vontade de fazer música. Você assina um contrato, com uma data”, conta.

“Se alguém oferece o melhor projeto do mundo, você inventa uma remuneração absurdamente alta e você pergunta para o produtor quando é que tem que entregar, e ele fala ‘quando quiser’, sabe quando você vai fazer isso?”, pergunta. “Nunca. Eu adoro ter personagens para os quais vou ter que compor. Isso me motiva, isso me tira da cadeira para sentar no piano e começar a procurar”, completa.

Edu Lobo admite que tem que procurar pela música. Ela não surge espontaneamente na cabeça dele. “Não duvido dessa capacidade de pessoas que estão no meio do jantar, ouvem uma melodia, um pedaço de letra e têm que sair correndo. Sinto muito, mas comigo nunca aconteceu. Eu sou um cara que tem que procurar a música.”

Nos documentos, Edu Lobo rompeu a barreira dos 80 anos, mas, segundo o grande nome da música brasileira, não é bem assim que se sente. “Como é me sentir com 80 anos? Eu gostaria de ter a resposta para isso, mas eu não tenho a menor ideia. Eu me sinto ainda com 50”, brinca.




Fonte: Agência Brasil

Exposição da Semana da Pátria é aberta ao público em Brasília


As celebrações do Dia da Independência em Brasília tiveram início nesta sexta-feira (1º), com a abertura da Exposição da Semana da Pátria, no estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade. Em 2023, o slogan da comemoração do Sete de Setembro é Democracia, Soberania e União. 

Até domingo (3), de 9h às 17h, estão expostos ao público, gratuitamente, equipamentos militares das três Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e de outros órgãos de segurança como a Polícia Federal, o Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Brasília (DF) 01/09/2023 - Exposição da Independência - O evento faz parte das celebrações do 7 de Setembro e vai até domingo (3). A mostra será aberta ao público no estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade. O visitante pode conferir diversos equipamentos militares como embarcações, carros de combate, armamentos e aeronaves, todos expostos nos estandes das Forças Armadas. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Evento faz parte das celebrações do 7 de Setembro e vai até domingo – Joédson Alves/Agência Brasil

No local, o público já pode conferir as embarcações, a cavalaria, ambulâncias, armamentos, maquetes de navios militares, rastreadores de metal, aeronaves e até blindados e outros carros de combate usados em operações. Nas tendas dispostas lado a lado, os profissionais de cada força estão à disposição para explicar aos visitantes como atuam diariamente e qual o objetivo de cada trabalho realizado. Além disso, os visitantes poderão assistir a apresentações de bandas militares, nos três dias do evento.

Brasília (DF) 01/09/2023 - Exposição da Independência - O evento faz parte das celebrações do 7 de Setembro e vai até domingo (3). A mostra será aberta ao público no estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade. O visitante pode conferir diversos equipamentos militares como embarcações, carros de combate, armamentos e aeronaves, todos expostos nos estandes das Forças Armadas. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Mostra será aberta ao público no estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade. – Joédson Alves/Agência Brasil

Experiências

Para entender melhor, os visitantes podem vivenciar a rotina dos militares e interagir.

Na tenda da Marinha do Brasil, o simulador de paraquedismo com óculos virtual, provoca fila de crianças que querem experimentar a sensação de voar e ver a paisagem do alto.  O estudante Pietro Osaka, de 8 anos, foi uma das crianças que se aventurou. A mãe, a funcionária pública Fabiana Osaka quer passar ensinamentos ao filho com a visita. “Muita gente pensa a defesa é só em caso de guerras ou quando há um monte de militar lá na Esplanada dos Ministérios. Mas, a defesa não é só isso. Trago meu filho para desenvolvimento dele, para entender o militar, a educação militar, os valores militares, sem contar que tem a parte da lúdica e, também, para saber como funciona, quais são os equipamentos que o Brasil tem”.

Brasília (DF) 01/09/2023 - Exposição da Independência - O evento faz parte das celebrações do 7 de Setembro e vai até domingo (3). A mostra será aberta ao público no estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade. O visitante pode conferir diversos equipamentos militares como embarcações, carros de combate, armamentos e aeronaves, todos expostos nos estandes das Forças Armadas. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Visitante pode conferir diversos equipamentos militares como embarcações, carros de combate, armamentos e aeronaves, todos expostos nos estandes das Forças Armadas – Joédson Alves/Agência Brasil

Na fila para uso do mesmo equipamento, a estudante Sophia Campolino prometeu trazer os primos no fim de semana para repetir os experimentos que ela aprovou. A mãe, a militar do Exército Regiane Gonçalves, trouxe a filha pela segunda vez a uma exposição do gênero para a menina aproveitar mesmo. “A gente a trouxe para ela conhecer as outras Forças [Armadas], participar e experimentar tudo”.

No dia da abertura da exposição, o passeio a cavalo esteve entre os mais procurados. A bancária Magali Souza Alves acompanhou no chão a volta que a filha Marcela Alves de Carvalho, de 8 anos, deu montada em um dos animais. “A exposição é muito interessante e desperta a curiosidade”, celebrou a mãe. Ao apear do cavalo, Marcela definiu a experiência como difícil e desafiadora, ao mesmo tempo. A estudante gostou.

Brasília (DF) 01/09/2023 - Exposição da Independência - O evento faz parte das celebrações do 7 de Setembro e vai até domingo (3). A mostra será aberta ao público no estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade. O visitante pode conferir diversos equipamentos militares como embarcações, carros de combate, armamentos e aeronaves, todos expostos nos estandes das Forças Armadas. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Marcela achou a experiência difícil e desafiadora- Joédson Alves/Agência Brasil

A nutricionista Andréa de Oliveira trouxe o filho para experimentar a história fora dos livros. “É importante para sair dos livros e conhecer as histórias da Primeira e Segunda Guerras [Mundiais], para saber que existem pessoas que têm isso como profissão de verdade e que colocam em risco suas vidas.”

No estande do SAMU/192 do Distrito Federal, o técnico em enfermagem, Bernardino José Costa Rocha, é um dos responsáveis por mostrar como são feitos salvamentos e ensinar como o familiar pode agir para socorrer outra pessoa em situação de engasgamento ou de parada cardiorrespiratória, enquanto os profissionais de saúde não chegam ao local. No decorrer do ano, este mesmo trabalho é realizado no projeto Samuzinho, dentro das escolas do DF. Este trabalho é “Esses são momentos ímpares, quando podemos estar próximos à população, passando a ela informações importantes que podem repercutir e salvar vidas. Nós ensinamos tudo de forma simples e prática, porque muitas pessoas veem esses procedimentos como complexos e temos o objetivo de desmistificar isso”.

O gerente comercial Vasco Vinícius Barbosa Fontes aprendeu o passo a passo das manobras básicas de ressuscitação cardiorrespiratória (RCP), com compressões fortes e rápidas, no peito de um boneco de treinamento. Vasco Vinícius aprovou a experiencia de primeiros socorros. “A gente não conhece nada e, em cinco minutos, aprende o que tem que ser feito no caso de mal estar. Isso pode salvar uma vida”.

Já os bombeiros militares do DF trouxeram um vasto arsenal de equipamentos usados para salvar vidas e apagar o fogo florestal e em espaços urbanos também. Para realizar o resgate aquático de afogados, o público pode conferir botes infláveis, coletes, flutuadores e o cesto para transporte de até quatro pessoas ao mesmo tempo, que foi usado na tragédia do rompimento da barragem de minérios de Brumadinho (MG), há quatro anos.

No combate às chamas, estão expostos roupas e capacetes especiais e até um balde dobrável, com capacidade para 370 litros de água usado por helicópteros para despejar água sobre incêndios.

A dona de casa Denise Pereira de Souza trouxe três dos quatro filhos e diz ter ficado surpresa com o que viu. “É uma tecnologia que a gente nem imagina ter no Brasil. É muito bacana, pois é muito completo, e poucos têm essas informações. Mas, deveriam levar para as escolas também, em um dia especial de demonstração de tudo isso”.

O advogado Breno Almeida Rodrigues revelou que tem curiosidade para saber como funcionam os equipamentos usados por militares “Pensava que a gente não tinha esse tipo de equipamento tecnológico, evoluído. E quando a gente vem olhar de perto, percebe que tem sim, e bem avançado. Eu fico muito surpreso e contente, até porque também tem um pouco de curiosidade para esses equipamentos. Em casa, fica pesquisando, vendo outros países comprando e a gente percebe que tem, também, aqui no Brasil”.

No simulador de um navio, o visitante terá a experiência virtual de realizar exercícios táticos na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, enfrentando situações como ventos e chuvas, cerração e e, inclusive, o mar agitado.

A arquiteta de 27 anos, Maryelle Nascimento, acompanhada do pai, aprovou as experiências. “Justamente isso é interessante da exposição, porque torna acessível um conhecimento que muitas vezes está muito longe da população. Aqui, a gente tem contato com equipamentos e com os profissionais que a gente não tem comumente”. O pai dela, o motorista de aplicativo Sérgio Carlos, é um entusiasta deste tipo de exposição e defendeu a repetição de eventos como esse. “Sou admirador nato do militarismo. Gosto muito dos equipamentos, das atividades. Esse contato com a população faz com que as pessoas tenham mais proximidade e conheçam mais da atividade. Afinal de contas, a gente está tratando da defesa do país e é importantíssimo”.

O espaço do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) traz a réplica da Estação Antártica Comandante Ferraz, construída na calota de gelo. E ainda, um painel para fotos, para retratar o visitante como se estivesse no ambiente gelado, com a vestimenta adequada. O canto atrai a atenção do servidor público, Marcelo Pereira, que levou a filha Vitória, no intervalo do almoço. “Na escola dela, às sextas-feiras, tem a hora cívica e os alunos cantam os hinos Nacional e da Bandeira. A Vitória gosta muito neste dia”.

O autônomo Enilson de Castro Marciel levou os dois filhos e a esposa à exposição. Ele confessou que tinha o sonho de seguir a carreira militar, mas não conseguiu. “Vim porque eu nunca tinha passado por essa experiência, eu sempre tive curiosidade. E quis entrar também em algum dessas forças, na Marinha ou a Aeronáuticas. Não deu, mas sempre foi meu sonho. Já fiz curso para a polícia”.

Brasília (DF) 01/09/2023 - Exposição da Independência - O evento faz parte das celebrações do 7 de Setembro e vai até domingo (3). A mostra será aberta ao público no estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade. O visitante pode conferir diversos equipamentos militares como embarcações, carros de combate, armamentos e aeronaves, todos expostos nos estandes das Forças Armadas. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Visitantes aprendem a usar detector de metais- Joédson Alves/Agência Brasil

Profissionais

Quem vai desfilar pela segunda vez, na festa do Dia da Independência, será o soldado do Exército Ruan Gabriel Henrique da Costa, de 20 anos. O militar é um dos 22 integrantes da pirâmide Humana, uma das atrações mais aguardadas pelos familiares dele, no desfile cívico-militar de 7 de setembro.  No estande do Exército, Ruan explica aos visitantes como eles se preparam nos treinos durante todo o ano. “Começamos treinando a seco, com o esqueleto da pirâmide parado. Então, todos os colegas vão subindo até pegar o jeito e, depois, a gente começa a treinar em movimento, na avenida em frente ao quartel General do Exército, até o 7 de setembro.”

O sargento do Exército, Ramon Jonas Damasceno Moreira, está lotado no Regimento de Cavalaria de Guardas do Dragões da Independência, e se considera realizado na função. “É muito gratificante para mim servir o regimento que sonhei desde criança. É o que eu queria. E quando tive a oportunidade de servir, fiquei muito feliz. E fui conhecendo o quartel e foi me apaixonando cada dia mais pelo cavalo e pela profissão também”.

O terceiro sargento do Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal, Elton Silveira Dias, destaca a união das forças de segurança. “As forças se uniram e estão com várias oficinas. Na área do Corpo de Bombeiros, a equipe de salvamento, de combate a incêndio em edificações, combate à dengue em uma junção com a Vigilância Ambiental. Então, o evento tende a mostrar a força unida e o potencial, aqui no DF, com todos os equipamentos empregados”.

Serviço

Exposição da Semana da Pátria

Datas: 1º a 3 de setembro

Horário: 9h as 17h

Local: estacionamento Ana Lídia, do Parque da Cidade de Brasília




Fonte: Agência Brasil

Anatel inaugura laboratório para combater TV Box pirata


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) inaugurou, nesta sexta-feira (1º), o Laboratório Antipirataria, especializado em analisar equipamentos TV Boxes usados para captar sinal de TV por assinatura de forma clandestina.

A inciativa integra o Plano de Ação para Combate ao Uso de Decodificadores Clandestinos do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) e é resultado de uma parceria com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA).

Em fevereiro deste ano, cerca de 1,4 milhão de aparelhos clandestinos foram apreendidos e mais de 1,4 mil endereços bloqueados, que habilitavam ilegalmente o funcionamento dos TV Boxes piratas. Conforme a Anatel, equipamentos de nove fabricantes e mais de 30 modelos de TV Box também tiveram operação interrompida

De acordo com o superintendente de Fiscalização da agência, Hermano Barros Tercius, o laboratório tem capacidade de analisar até cem equipamentos piratas de forma simultânea.

Decisões judiciais

Além do laboratório, a Anatel quer ampliar parcerias com outros órgãos para execução de ordens judiciais de bloqueio dos aparelhos. “A Anatel possui o cadastro completo dos prestadores de banda larga do país. Sabe quais são os mais relevantes quanto à conectividade e à quantidade de acessos e tem contato constante com os prestadores de serviços de telecomunicações. Isso coloca a agência em uma posição estratégica para a coordenação da execução de decisões de bloqueio, sejam administrativas ou judiciais. E essa coordenação se faz muito necessária em um ambiente aberto como a internet, em que há desde pequenos provedores de conexão até grandes plataformas tecnológicas de comércio e de serviços virtuais”, explicou o superintendente.




Fonte: Agência Brasil

Cabreúva decreta luto de três dias após explosão em metalúrgica


A prefeitura de Cabreúva, cidade localizada a cerca de 90 km da capital paulista, decretou luto de três dias após a caldeira de uma metalúrgica ter explodido nesta sexta-feira (1º) no bairro Pinhal. A administração municipal também suspendeu todos os eventos que estavam programados para acontecer neste fim de semana.

Segundo a prefeitura, quatro mortes foram confirmadas. Já o governo de São Paulo informou, em seu último boletim sobre o caso, divulgado no início da tarde de hoje, que a explosão provocou a morte de duas pessoas. De acordo com esse boletim do governo estadual, 12 vítimas teriam sido socorridas para unidades de saúde da região. “Infelizmente tivemos duas mortes confirmadas de vítimas da explosão que ocorreu em uma metalúrgica em Cabreúva, nesta manhã. Outras 12 pessoas feridas foram socorridas e estão sendo atendidas em unidades de saúde do estado”, escreveu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em suas redes sociais.

Já a prefeitura de Cabreúva informou que pelo menos 30 vítimas deram entrada no sistema de saúde municipal e que, desse total, sete pessoas estavam em estado grave e entubadas, tendo sido transferidas para hospitais da região ou da capital.

A administração municipal informou ainda que, neste sábado (2), vai disponibilizar um plantão de atendimento psicológico para as vítimas e familiares.

As causas do acidente ainda serão investigadas.




Fonte: Agência Brasil

Capitão Guimarães é preso em operação contra organização criminosa


O contraventor Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, foi preso hoje (1º), em casa, em Camboinhas, na região oceânica de Niterói, como principal alvo da Operação Mahyah, um desdobramento da Operação Sicário, realizada em 7 de dezembro do ano passado, quando o contraventor também tinha sido preso em casa.

A ação de hoje foi contra três núcleos criminosos, subordinados ao mesmo bicheiro, que controlam o monopólio de jogos de azar e exploração de bingos clandestinos na Ilha do Governador, Niterói, São Gonçalo e no Espírito Santo. De acordo com os investigadores, a organização criminosa pratica, de maneira ordenada, diversos crimes, como homicídios, corrupção passiva e porte ilegal de armas de fogo.

A investigação foi realizada em conjunto pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em cumprimento a 13 mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, em endereços ligados aos integrantes da organização criminosa.

O Ministério Público informou, por meio de nota, que até o início da tarde, 12 pessoas foram presas, sendo nove denunciados e alvos de mandados e outros três em flagrante, entre os presos, o contraventor Capitão Guimarães, um policial civil e policiais militares.

O nome da operação Mahyah remete à origem da palavra máfia, que provém de um termo do dialeto siciliano (máfia), inspirado em mahyah que, em árabe, significa audácia.




Fonte: Agência Brasil

Rádio Nacional da Amazônia completa 46 anos


Ela é o “orelhão da Amazônia”. Com suas ondas curtas, chega nas casas de ribeirinhos, em aldeias no meio da floresta, em cidades pequenas das áreas rurais e até em outros países. Ela leva informação, entretenimento, cultura e prestação de serviço para quase todo o território brasileiro. E, desde o seu começo, liga pessoas e também liga o Brasil. Estamos falando da Rádio Nacional da Amazônia, que nesta sexta-feira (1º) completa 46 anos.

A rádio entrou no ar em primeiro de setembro de 1977, com a missão de integrar a Região Amazônica com outros estados do país. Programas como o Amazônia Brasileira, Encontro com Tia Heleninha, Falando Francamente, Tarde Nacional, Mosaico, Em Conta, Eu de Cá, Você de Lá, Brasil Rural, Natureza Viva, Nacional Jovem e tantos outros fizeram e fazem parte de uma programação que nasceu pensada para o ouvinte, como explica Artemisa Azevedo, antiga apresentadora da Rádio.

“Quando nós iniciamos, começamos a fazer uma pesquisa para descobrir quem era o povo da Amazônia e fomos descobrir o que eles queriam. A princípio, nós perguntávamos: o que vocês esperam da gente? E eles mandavam cartinhas. Nós fomos moldando a nossa programação em cima do que eles pediam para gente”, relembra

Essa relação de proximidade com a audiência é uma das marcas da Nacional da Amazônia: antes, passando recados para quem estava longe. Também com as cartas, que chegavam aos montes, vindas de todos os cantos do país – como lembra Mara Régia, integrante mais antiga da Rádio, e atualmente no ar com o Viva Maria.

“Há muitos anos eu venho tendo a oportunidade de ler uma Transamazônica de cartas, repletas de mitos, dos cantos e encantos da floresta. Histórias que são a parte mais viva da radiodifusão brasileira”, enfatiza.

Agora, são os áudios e as mensagens de WhatsApp dos ouvintes que estão em todos os programas da emissora.

E as vozes que vão ao microfone acabam entrando para a vida dos ouvintes. É o que conta a jornalista Maíra Heinen, que já foi repórter da Rádio.

“Eu liguei em um telefone público em uma aldeia indígena e atendeu um senhor, que era indígena. Eu disse: ‘Oi, seu Raimundo, aqui quem fala é Maíra, eu sou repórter da Rádio Nacional da Amazônia. Tudo bem com o senhor?’ Ele disse: ‘É a Maíra Heinen?’ Sim, sou eu. O senhor me conhece? Ele respondeu: ‘A gente sempre escuta você aqui, suas matérias’. Eu fiquei muito emocionada em perceber o quanto a nossa voz chega longe”, conta.

O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Hélio Doyle, empresa da qual a Rádio Nacional da Amazônia faz parte, resume a importância da emissora para o Brasil.

“A Rádio Nacional da Amazônia, tenho quase certeza que é o nosso veículo da EBC que mais prestou serviços à população brasileira e que esteve mais perto do povo brasileiro. Ela é importantíssima. Eu acho que ela, realmente, merece toda a nossa atenção na EBC.”

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participou da programação especial de aniversário da Rádio Nacional da Amazônia e contou que o rádio entrou em sua vida pela influência do pai e da mãe, que ouviam notícias e radionovelas.

“Tenho uma relação muito forte com o trabalho que é feito por vocês, porque era a forma de a gente receber as notícias da cidade, a descrição que era feita da cidade. A gente tinha a clara noção de pertencimento, de morar na floresta, mas saber que a gente tinha uma capital do estado, o município, a capital do país, via as ondas do rádio”, disse.

*Com colaboração de Maíra Heinen




Fonte: Agência Brasil

Itália envia imagens de agressões a Moraes e família em Roma


As autoridades italianas autorizaram o envio, para o Brasil, das imagens das câmeras de segurança do Aeroporto de Fiumicino, em Roma, que registram o momento no qual o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua família, teriam sido hostilizados por outros brasileiros.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (1º), o Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou que as mídias disponibilizadas pelas autoridades italianas já foram despachadas e devem estar à disposição nos próximos dias.

Na quarta-feira (30), o ministro da Justiça, Flávio Dino, declarou que a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) esperava receber os vídeos das supostas agressões a Moraes até esta sexta-feira. A Senajus é a instância do ministério responsável pelos pedidos de cooperação jurídica internacional.

“A informação que eu tenho, obtida há meia hora, é de que até sexta-feira essas imagens serão efetivamente enviadas à Senajus, que é o órgão de cooperação jurídica internacional, e entregues à Polícia Federal”, disse Dino.

Moraes diz ter sido hostilizado por brasileiros que o reconheceram no Aeroporto de Fiumicino, em Roma, em 14 de junho, quando ele regressava ao Brasil. Segundo o ministro, o grupo de brasileiros o ofendeu e agrediu fisicamente ao seu filho, que, de acordo com Moraes, levou um tapa no rosto.

Em apenas dois dias, a Polícia Federal (PF) identificou três pessoas envolvidas no episódio. Na sequência, os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos, o casal Roberto Mantovani Filho e sua esposa, Andrea Mantovani, e o genro deles Alex Zanatta.

* Com informações da agência italiana de notícias Ansa Brasil




Fonte: Agência Brasil

Faustão é transferido para unidade semi-intensiva e evolui bem


O apresentador Fausto Silva, conhecido como Faustão, foi transferido para uma unidade de terapia semi-intensiva do Hospital Albert Einstein, onde está internado, na capital paulista. O boletim médico, divulgado nesta sexta-feira (1º), destaca que ele segue evoluindo bem.

Faustão passou por um transplante de coração no último domingo (27). O comunicado informa ainda que a função cardíaca dele está “normal e sem intercorrências”. Ele segue em processo de reabilitação.

Faustão havia sido incluído na fila de transplantes do Sistema Único de Saúde (SUS) após agravamento do quadro de insuficiência cardíaca, que é acompanhado desde 2020.




Fonte: Agência Brasil