Rio Grande do Sul confirma 43 mortes causadas por ciclone


O governo do Rio Grande do Sul atualizou, na manhã deste domingo (10), para 43 a quantidade de pessoas mortas em decorrência das chuvas e inundações que atingem o estado desde a última segunda-feira (4). O número de desaparecidos chega a 46. 

A maioria das mortes ocorreu em Muçum (16), seguido de Roca Sales (dez), Cruzeiro do Sul (cinco), Lajeado (três), Estrela (dois), Ibiraiaras (dois) e em Encantado, Imigrante, Mato Castelhano, Passo Fundo e Santa Tereza, uma morte em cada município.

No cidade de Muçum, está também a maioria dos desaparecidos (30), seguido de Lajeado (oito) e Arroio do Meio (oito).

 Segundo o governo estadual, 3.130 pessoas foram resgatadas; 224 estão feridas; 3.798 estão desabrigadas; e 11.642, desalojadqs. No total, 150.341 pessoas foram afetadas pelas chuvas e inundações em 88 municípios.

Desde a última segunda-feira (4), chuvas e inundações causadas por um ciclone extratropical matou pessoas, inundou cidades, derrubou pontes, destruiu lojas e deixou vários estragos na infraestrutura do estado.

No final da manhã de hoje, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e uma comitiva de ministros participam, em Lajeado (RS), de uma reunião com prefeitos locais.

Participam da comitiva os ministros da Defesa, José Múcio; da Saúde, Nísia Trindade; da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta; do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.




Fonte: Agência Brasil

Câmara do Rio institui 24 de junho como Dia do Jongo


A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei 5.146, que institui o dia 24 de junho como o Dia Municipal do Jongo, ritmo de origem africana, considerado o pai do samba carioca.

Para a vereadora Monica Cunha (Psol), autora da proposta, a instituição da data significa valorizar a cultura negra. “A gente não pode deixar que o racismo invisibilize e não mostre o que a população negra fez e faz de bom para esta cidade”.

A data escolhida marca o aniversário de vovó Maria Joana, jongueira tradicional do Morro da Serrinha e uma das fundadoras da escola de samba Império Serrano. “Ela começou a implementar o jongo dentro da Serrinha e as pessoas de 30, 40, 50 anos já levaram para a juventude e, hoje, as crianças da Serrinha, com 3 e 4 anos, também fazem roda de jongo. Por isso, não tem como o projeto não levar o nome dessa referência”.

A forma de expressão do jongo é reconhecia como patrimônio cultural do Brasil.

Rio de Janero (RJ) - Dia Municipal do Jongo - A vereadora Monica é a que segura o documento. Foto: Caio Oliveira

Rio de Janeiro (RJ) – Vereadora Monica Cunha (ao centro) e representantes do jongo – Foto: Caio Oliveira

A vereadora pretende organizar, em 2024, a primeira festa para comemorar o Dia Municipal do Jongo, com uma roda de jongo na Serrinha, homenageando vovó Maria Joana, que foi mãe de santo, rezadeira e líder comunitária. Graças à sua atuação e de sua família, o jongo transformou-se em patrimônio imaterial do país. Os encontros que realizava garantiram a preservação e reinvenção da tradição africana, permitindo que a Serrinha fosse uma das últimas comunidades urbanas do Rio de Janeiro a preservar o jongo e a fortalecer os laços identitários entre seus praticantes. Daí o local ter sido escolhido para sediar a festa.

Para elaborar o projeto, a vereadora se reuniu com diversos grupos culturais que lutam para preservar a cultura afro-brasileira, como o Jongo da Serrinha e o Caxambu do Salgueiro, que mantêm ativa essa expressão cultural como forma de resistência e reinvenção da cultura afro.

Jongo

Também chamado caxambu, o jongo é um ritmo que tem suas origens na região do Congo-Angola. Ele chegou ao Brasil no período colonial com os negros de origem bantu, trazidos para o trabalho escravo nas fazendas de café do Vale do Rio Paraíba, no interior dos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo. Os donos das isoladas fazendas de café permitiam que a população negra dançasse o jongo nos dias dos santos católicos, sendo essa festa um dos poucos momentos permitidos de troca e confraternização entre os escravos.

Como só os mais velhos podiam entrar nas rodas e pelo fato de se restringir aos ambientes familiares, o jongo acabou sendo pouco divulgado e levado a um processo de quase extinção, ao contrário do samba, que se espalhou nacionalmente. Após o fim da escravidão, os ex-escravos e seus descendentes que trabalhavam na região do Vale do Rio Paraíba, e não tiveram direito à terra, migraram para a cidade do Rio de Janeiro, então capital do país, em busca de melhores oportunidades.

Com isso, o Rio se tornou a região do Brasil com maior concentração de jongueiros, que continuaram a dançar em novos redutos, como os morros de São Carlos, Salgueiro, Mangueira e Serrinha. O ritmo tornou-se o mais tocado no alto das primeiras favelas por aqueles que seriam os fundadores das escolas de samba, antes mesmo da popularização desse gênero musical.




Fonte: Agência Brasil

Lotofácil da Independência: 65 apostas vão dividir prêmio de R$ 192 mi


O concurso especial nº 2.900 da Lotofácil da Independência vai pagar R$ 192 milhões a 65 apostas vencedoras. Cada ganhador que acertou os 15 números vai levar mais de R$ 2,95 milhões.

Foram sorteadas, neste sábado (10), as dezenas 01-03-04-05-06-07-10-11-14-18-19-20-23-24-25.

É o maior prêmio da história da modalidade, à frente do que foi pago no sorteio especial de 2022, quando 79 apostas dividiram o valor de R$ 177,6 milhões.

Na Lotofácil, ganha quem acertar 15, 14, 13, 12 ou 11 números sorteados, dentre os 25 disponíveis no volante de apostas. A aposta mínima, de 15 dezenas, custa R$ 3.

Nos sorteios especiais, assim como a Mega da Virada e a Dupla-Sena de Páscoa, o prêmio não acumula. Caso nenhum apostador acertasse os 15 números da faixa principal, o prêmio seria dividido entre aqueles que acertassem 14 números e assim por diante.

Considerando todas as cinco faixas, a Lotofácil da Independência premiou mais 23 milhões de apostadores. O valor de R$ 1.755,69 será pago a 8.695 apostas que tiveram 14 acertos.

Os demais prêmios são: 13 acertos em 294.181 apostas, que vão levar R$ 30; 12 acertos em 3.571.989 apostas, R$ 12; e 11 acertos em 19.334.116 apostas, R$ 6. Nessas últimas três faixas premiadas, os valores pagos são fixos.

Mega-Sena

Já no sorteio regular da Mega-Sena, um apostador de Santa Luzia, em Minas Gerais, acertou sozinho as seis dezenas e vai levar o prêmio de R$ 84,7 milhões.

Os números sorteados no concurso nº 2.630 foram: 14-18-22-26-31-38.

Ao todo, 250 apostas acertaram a quina e vão ganhar R$ 24.675,33. Outros 9.565 bilhetes fizeram quatro dezenas e vão receber R$ 921,34.

Ganha quem acertar seis, cinco ou quatro números sorteados, dentre os 60 disponíveis no volante de apostas da Mega-Sena. A aposta mínima, de seis dezenas, custa R$ 5.




Fonte: Agência Brasil

Exposição traz fotos de Evandro Teixeira nos 50 anos de golpe no Chile


Em alusão aos 50 anos de golpe de Estado no Chile, o Museu da Memória e dos Direitos Humanos de Santiago abre exposição, neste domingo (10), do fotógrafo brasileiro Evandro Teixeira sobre a ditadura chilena e a morte de Pablo Neruda.

A mostra é uma realização da Embaixada do Brasil no Chile e apresenta cerca de 40 fotos que integram a exposição de Evandro Teixeira, considerado um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro, aberta no último dia 30 de agosto, no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB RJ). Teixeira foi o primeiro fotógrafo do mundo a captar o falecimento de Pablo Neruda, cujo velório e enterro foram o marco inicial de resistência ao regime ditatorial instaurado naquele país pelo general Augusto Pinochet.

A exposição traz registros inéditos no país das prisões políticas no Estádio Nacional e da destruição do Palacio de La Moneda. Evandro Teixeira, 87 anos, já se encontra no Chile, para onde viajou na sexta-feira (8). Participam da abertura da mostra autoridades do Brasil e do Chile e de outros países sul-americanos, além de integrantes da caravana Viva Chile, de ex-exilados brasileiros no território chileno.

Rio de Janeiro (RJ), 30/08/2023 -O fotojornalista Evandro Teixeira na exposição “Evandro Teixeira. Chile, 1973” , no Centro Cultural Banco do Brasil(CCBB). Além dos registros feitos no Chile, a exposição traz imagens produzidas por Evandro durante a ditadura civil-militar brasileira, em um diálogo entre os contextos históricos dos dois países. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

O fotojornalista Evandro Teixeira na exposição “Evandro Teixeira. Chile, 1973”, no Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Para Evandro, a exposição Fotoperiodismo y dictadura: Brasil 1964 / Chile 1973 é uma defesa apaixonada da democracia. “As minhas fotografias apresentadas na exposição eternizam um capítulo tenebroso da história do Brasil e do Chile. Mas, ao contar essa história, conseguimos renovar a necessária memória sobre o que é, de fato, uma ditadura e seus horrores. Minha forma de enfrentamento à ditadura sempre foi através das minhas fotografias. E para eu conseguir os cliques, a minha atitude precisava ser discreta e esperta. Eu evitava o confronto direto, fingia seguir as regras, tudo para conseguir as imagens que queria. Minha arma contra a ditadura foi a minha Leica M3”, afirmou o profissional das lentes.

Sobre a cobertura no Chile, Evando explicou que não chegou ao país no dia 11 de setembro, porque ficou detido na fronteira com a Argentina durante três dias, junto com jornalistas internacionais. “Ninguém podia entrar no Chile. Eu carregava um laboratório portátil comigo e, assim, pude enviar a foto da fronteira fechada para o Jornal do Brasil. Depois de três dias, peguei carona em um avião da Cruz Vermelha Brasileira que saía de Buenos Aires até Santiago do Chile. Chegando na capital chilena, fiquei hospedado no Hotel Carrera, em frente ao Palacio La Moneda”.

Neruda

No terraço do hotel, Evandro soube que Pablo Neruda estava sendo transferido da Isla Negra para a Clinica Santa Maria. “Fui para o hospital, consegui a confirmação do diretor sobre a internação do poeta, mas ele não me autorizou ir até o quarto. Às 22h, liguei para o hospital e soube pelo diretor que Neruda havia falecido minutos antes. Na manhã seguinte, assim que acabou o toque de recolher, parti para a clínica, decidido a conseguir fazer uma foto do Neruda. Claro que ninguém podia entrar, a clínica estava cercada de soldados. E eu com a minha Leica, de novo escondida debaixo da camisa, e com filmes no bolso, justamente para não carregar aquela bolsa que identificava mais facilmente os fotojornalistas. Só pensava em como fazer para entrar, enquanto circulava em torno do prédio da clínica. Eis que, de repente, uma porta estreita em uma lateral se abriu e eu não pensei duas vezes, simplesmente entrei e já fiz a primeira foto ao me deparar com o corpo de Neruda numa maca ao lado da viúva Matilde.”

Após fazer o primeiro fotograma, Evandro se dirigiu a Matilde, identificando-se como fotógrafo brasileiro amigo do escritor Jorge Amado, com quem Neruda tinha laços estreitos. “Ela, assustada, me respondeu de pronto: “Meu filho, sua presença aqui é muito importante, fique conosco”.

Claro que a importância não era do Evandro, e sim, de um fotojornalista estrangeiro registrando tudo o que estava acontecendo ali dentro. E assim seguimos sendo eu o único fotojornalista fazendo todo o registro da preparação do corpo dentro da clínica e, depois, do seu traslado para La Chascona, no carro junto com Dona Matilde. O nosso carro seguia o da funerária que transportava o corpo de Neruda.

A todo tempo eu me perguntava: estou sozinho aqui, a história acontecendo na minha frente e eu sendo o único fotojornalista a registrar isso? Chegando na casa, fomos surpreendidos com um cenário desolador. Aquele riacho que havia antes tornara-se um rio, porque os soldados quebraram a represa do alto do terreno, e precisamos improvisar uma ponte de madeira para passagem do corpo e das pessoas até a casa. Dentro do imóvel, tudo destruído, e foi nesse ambiente que aconteceu o velório com poucos amigos e ainda sem ninguém da imprensa, apenas eu”.

Evandro lembra que, no dia seguinte, pela manhã, a comitiva se dirigiu ao cemitério, onde começou a juntar uma multidão e toda a imprensa, à medida em que a notícia do enterro foi sendo divulgada. “O Exército acompanhou todo o trajeto e cercou o cemitério, o temor de um massacre ali era enorme, mas acredito que não tenha acontecido pela presença maciça da imprensa internacional. O momento do enterro foi de forte emoção também e eu não consegui mais segurar as lágrimas. Mas elas não me impediram de seguir fotografando, porque sabia da importância histórica daquele momento”.

Rio de Janeiro (RJ), 30/08/2023 - Exposição “Evandro Teixeira. Chile, 1973” , no Centro Cultural Banco do Brasil(CCBB). Além dos registros feitos no Chile, a exposição traz imagens produzidas por Evandro durante a ditadura civil-militar brasileira, em um diálogo entre os contextos históricos dos dois países. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Exposição “Evandro Teixeira. Chile, 1973” foi apresentada também no Centro Cultural Banco do Brasil. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Nos porões da ditadura

O depoimento de Evandro Teixeira foi distribuído por sua filha Carina Almeida. Sobre o registro exclusivo dos presos no porão do Estádio Nacional, Evandro relata que a imprensa internacional questionou os militares chilenos sobre tortura e maus tratos dos presos políticos.

“Os militares, então, convidaram a imprensa a ir ao Estádio Nacional para refutar o questionamento. No dia seguinte, nos enviaram em um ônibus fretado até o Estádio Nacional. Chegando lá, os militares discursaram e nos apresentaram a um grupo de presos nas arquibancadas, que estavam supostamente sendo bem tratados. Porém, eu conhecia o Estádio Nacional na palma da mão, porque havia coberto lá a Copa do Mundo de Futebol, realizada anos antes no Chile”

Evandro então se separou do grupo e andou pelo Estádio por alguns minutos com a Leica escondida no colete. “Mirei a escada que dava nos vestiários no subsolo e desci. Lá me deparei com os verdadeiros presos políticos no porão. Alguns atrás de grades, outros sendo revistados com rosto para parede, outros sendo empurrados com violência para uma outra sala. Só tive tempo de registrar alguns cliques e subir a escada. Foi chocante ver essa realidade. Cheguei ao hotel, não conseguia ligação para o Brasil, e apenas uma única foto eu consegui transmitir pela tele-foto. E essa foto mostrando os presos atrás das grades foi publicada no Jornal do Brasil na primeira página, jogando por terra a farsa montada pelo governo Pinochet no Estádio Nacional”.

Parceria

A ida da mostra de fotos de Teixeira a Santiago resulta de parceria entre o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Cultura e o Instituto Moreira Salles. Para o embaixador do Brasil no Chile, Paulo Roberto Soares Pacheco, a exposição registra ˜de maneira original e, ao mesmo tempo, pungente, os vínculos entre as rupturas democráticas no Brasil e no Chile, bem como a importância dos laços interpessoais nessa situação limite, como prova da resistência das respectivas sociedades”.

Essa é considerada a maior atividade promovida pelo governo brasileiro nas comemorações dos 50 anos do golpe de estado de 1973, no Chile. Evandro viajou ao país em setembro de 1973, no dia seguinte ao golpe militar do dia 11, que levou à morte do presidente eleito Salvador Allende. O fotógrafo foi como correspondente do Jornal do Brasil, acompanhado pelo repórter Paulo Cesar de Araújo.

A exposição ficará aberta de 10 de setembro a 15 de outubro, com visitação franqueada ao público de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. (Alana Gandra)




Fonte: Agência Brasil

Governo do RS cria chave PIX de conta oficial para receber doações


O governo gaúcho criou a conta SOS Rio Grande do Sul para receber doações em dinheiro, na modalidade PIX, para ajudar as vítimas das enchentes que atingiram o estado nesta semana.  

A chave PIX da conta criada no Banrisul é o CNPJ: 92.958.800/0001-38.

O anúncio foi feito pelo governador do estado, Eduardo Leite, nesse sábado (9), nas redes sociais. O objetivo, segundo ele, é ajudar no restabelecimento da economia das cidades e na reestruturação do meio de vida das pessoas.

De acordo com Leite, os valores transferidos para a conta bancária serão geridos pelo estado em parceria com entidades já reconhecidas pelo trabalho de assistência social e ajuda humanitária. “As entidades que são conhecidas, com credibilidade, vão fazer a gestão desses recursos para fazer chegar àqueles comércios que foram afetados, ajudar os pequenos comerciantes a se reerguerem, para ajudar quem perdeu tudo na sua casa a reconstruir a casa, a comprar mobiliários, a restabelecer essas condições dignas de moradia”, explicou.

O governo garantiu que as doações serão aplicadas de forma transparente, com acompanhamento, com auditoria e fiscalização do Poder Público.

Eduardo Leite destacou que o governo continuará a ser o responsável pela reconstrução da infraestrutura das cidades. “O estado vai se encarregar da parte da reconstrução, mas essas pessoas vão precisar de apoio para se reerguer e restabelecerem suas condições de vida. E essa doação pode ajudar muito.”

As doações podem ser feitas em qualquer valor. 




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: Prevenção ao Suicídio e Democracia são destaques da semana


Neste mês marcado pelas ações do Setembro Amarelo, o dia 10 é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi definida pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) e é endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O momento é um convite a um compromisso global para se refletir sobre o tema sem preconceitos e tabus, focando na necessidade de uma ação coletiva para se dar mais visibilidade à saúde mental. Sobre o tema o Radiojornalismo da EBC produziu este ano a série Jovens e saúde mental.

E a Radioagência Nacional aborda, na segunda temporada do podcast Histórias Raras, a jornada de pessoas que tiveram diagnósticos de neurodivergências já na fase adulta. Ouça e saiba como o diagnóstico impactou suas vidas.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que o número de suicídios cresceu 11,8% em 2022 na comparação com 2021. De acordo com especialistas, é preciso quebrar o silêncio sobre o tema e acolher quem demonstre o desejo de tirar a própria vida. Vale sempre lembrar também que existem alguns canais aptos para acolher e orientar quem pensa em suicídio como o Centro de Valorização da Vida, o Mapa da Saúde Mental e o Pode Falar (especializado no acolhimento de crianças e adolescentes). Em 2020, o programa Revista Brasil ouviu o jornalista Mario Nelson Duarte sobre a necessidade de observar os sinais, você pode ouvir essa conversa clicando aqui ou no player abaixo:

Um assunto que atinge diretamente a saúde mental é a gordofobia (o preconceito e a privação de direitos às pessoas gordas). Por isso, também é celebrado no dia 10 de setembro o Dia de Luta Contra a Gordofobia ou Dia de Visibilidade à Luta Antigordofobia. A data é uma conquista do movimento de luta pelos direitos das pessoas gordas, que conseguiu derrubar o infame Dia do Gordo (geralmente usado para ridicularizar essas pessoas) e criar uma data propositiva. A data visa debater a luta pelo respeito, pela despatologização do corpo gordo, o acesso à educação, à atividade física, ao mercado de trabalho e, claro, à saúde.

Em janeiro desse ano, um jovem de 25 anos morreu na porta de um hospital por não ter uma maca apropriada para o tamanho de seu corpo. A falta de preparo do sistema de saúde, de um país que tem 56% de sua população gorda, foi um dos destaques do episódio “Teu lugar me cabe?” do programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil. Assista abaixo:

No terceiro sábado de setembro, que neste ano será dia 16, celebramos o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. A Agência Brasil já explicou como funciona a doação de medula óssea, um procedimento simples, indolor e que pode ajudar no tratamento de mais de 80 doenças.

Democracia

Democracia foi uma das palavras mais comentadas no Brasil de 2023, principalmente após os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro. Por isso, nesse 15 de setembro, Dia Internacional da Democracia, vale lembrar os objetivos que a Organização das Nações Unidas (ONU) teve ao criar a data em 2007: promover a democratização, o desenvolvimento e o respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais em todo o mundo. O episódio “a Democracia de pé”, do Caminhos da Reportagem, traz reflexões para essa data.

Confira também: Não Se Engane, quadro da Radioagência Nacional que desmente fakes

Meio ambiente

Em 11 de setembro celebramos o Dia Nacional do Cerrado. É importante destacar que o desmatamento no bioma vem crescendo e batendo recordes. Entre agosto de 2022 e julho deste ano, mais de 6.359 quilômetros quadrados foram desmatados no bioma, a maior parte deles na região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Só em julho deste ano, foram desmatados 612 km² no Cerrado, um aumento de 26% em comparação a julho de 2022. E isso afeta severamente todo o país, já que o bioma é considerado a “grande caixa d’água do Brasil”. Em 2020 a Agência Brasil fez uma série de reportagens explicando a importância da proteção dessa área. O assunto também foi destaque dos episódios “Cafuringa – a última fronteira verde do DF” e “Um gole de Cerrado” do Caminhos da Reportagem:

Ainda na área de meio ambiente, o dia 16 é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Essa camada filtra os raios ultravioleta do Sol, e nos protege dos raios que causam câncer de pele, afetam o sistema imunológico e provocam efeitos negativos também na visão. No meio ambiente, os raios ultravioleta atingem diretamente a cadeia alimentar marinha, com a alteração do plâncton. No ano passado, a Rádio Nacional do Alto Solimões recebeu o professor Rony Iglecio Leite de Andrade, que atua na área de geociências, cartografia, geoprocessamento e sistemas de informação geográfica, para falar do impacto da degradação da camada de ozônio e o que podemos fazer para preservá-la.

Arte e cultura

A cachaça é uma bebida brasileiríssima e bateu recorde de exportação em 2022. Mas nem sempre a cachaça teve todo esse reconhecimento. Inventada pelos negros escravizados, em meados do século XVI, a cachaça foi considerada por muito tempo uma bebida sem status, consumida por pobres. A sua produção foi até proibida no século XVII. Mas em 13 de setembro de 1661, após uma revolta dos produtores da bebida contra a coroa portuguesa, a produção e a comercialização da cachaça foi liberada no Brasil. Por isso, todo dia 13 de setembro se celebra o Dia Nacional da Cachaça. O caminho da proibição ao domínio de mercado da bebida foi percorrido pela Agência Brasil em reportagem de 2020.

Nesse 14 de setembro, Arlindo Cruz, compositor e cantor de samba, completa 65 anos. Atualmente o músico está fora dos holofotes, se recuperando de um AVC que sofreu em março de 2017. Um dos maiores nomes do samba carioca, fez parcerias com Zeca Pagodinho, Sombrinha, Beth Carvalho, Almir Guineto entre outros bambas. O Samba da Gamboa já passeou pela obra de Arlindo, e fez uma bela homenagem ao artista.

Também em 14 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Frevo, ritmo que foi declarado em 2012 um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Em Pernambuco a dança também é celebrada no dia 9 de fevereiro, primeira vez que o termo frevo foi nominada em uma publicação de jornal. Controvérsias de datas a parte, o que importa é celebrar o ritmo que coloca “pra ferver”. Maestro Spok, instrumentista, arranjador e diretor da SpokFrevo Orquestra, celebrou essa manifestação cultural na Rádio Nacional em 2022, ouça:

E, ainda, no dia 14 o compositor, cantor, instrumentista e arranjador, Marcos Kostenbader Valle, o Marcos Valle, faz aniversário. Nascido em 1943 no Rio de Janeiro, o artista tem uma trajetória marcada por canções como “Eu Preciso Aprender a ser Só”, “Bye, Bye Tristeza”, “Samba de verão”, “Estrelar”, “Black is Beautiful”, entre tantas outras. E já que o passado é marcado por sucessos, o É Tudo Brasil recebeu Marcos Valle em março deste ano.

Confira a lista semanal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

Setembro de 2023

10

Nascimento da atriz e dubladora paulista Selma Lopes (95 anos)

Morte do cineasta fluminense Joaquim Pedro de Andrade (35 anos)

Lançamento do jornal “Gazeta do Rio de Janeiro” (215 anos) – a primeira publicação impressa no Brasil, nas máquinas da Imprensa Régia, no Rio de Janeiro

Primeira apresentação da ópera “Benevuto Cellini”, de Hector Berlioz, em Paris (185 anos)

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – comemoração por iniciativa da Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio em parceria com a Organização Mundial da Saúde, que conta com o apoio de organizações de prevenção ao comportamento suicida em todo o mundo

11

Morte do médico, político e ex-presidente chileno Salvador Allende (50 anos)

Golpe de Estado no Chile (50 anos)

Dia Nacional do Cerrado

12

Morte do cantor e compositor estadunidense Johnny Cash (20 anos) – considerado um dos músicos mais influentes do século XX e o “rei da música country”

Nascimento do jornalista e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (75 anos)

Dia Internacional da Comemoração Sul-Sul – data reconhecida pela ONU

Inauguração da Rádio Nacional do Rio de Janeiro (87 anos)

13

Nascimento do ator, diretor e historiador paulista Luiz Baccelli (80 anos)

Nascimento da escritora paulista Eugênia Sereno (110 anos)

Morte do jornalista e escritor pernambucano Austregésilo de Athayde (30 anos)

Morte do humorista, cantor e compositor mineiro João Ferreira de Melo, o Barnabé (55 anos)

Criação do Território Federal do Rio Branco (80 anos) – em 1962 seu nome mudou para Território Federal de Roraima e, posteriormente, foi elevado a estado pela Constituição Federal de 1988

Dia Nacional de Luta dos Acidentados por Fontes Radioativas – comemoração instituída pela Lei Nº 12.646 de 16 de maio de 2012; tem por fim marcar a data do início do acidente radiológico de Goiânia ocorrido a partir de 13 de setembro de 1987

14

Nascimento do cantor e compositor fluminense Marcos Valle (80 anos)

Nascimento da cantora e compositora britânica Amy Winehouse (40 anos)

Nascimento do historiador paulista Edgard Carone (100 anos)

Nascimento do músico fluminense, compositor e cantor de samba e pagode Arlindo Cruz (65 anos)

Início da circulação, no Rio de Janeiro, do jornal “O Homem de cor” (190 anos) – primeiro periódico brasileiro a tratar dos problemas da população negra

Entra no ar o programa Viva Maria, pela Rádio Nacional de Brasília e Rádio Nacional da Amazônia (42 anos)

15

Nascimento da escritora e tradutora gaúcha Lya Luft (85 anos)

Nascimento do escritor, teólogo, psicanalista e educador mineiro Rubem Alves (90 anos)

Primeira apresentação da ópera “Joana de Flandres”, de Carlos Gomes, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (160 anos)

Dia Internacional da Democracia – data reconhecida pela ONU

16

Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio – data reconhecida pela ONU




Fonte: Agência Brasil

Morre aos 91 anos empresário Germano Gerdau, acionista do grupo Gerdau


O empresário Germano Gerdau Johannpeter, acionista do grupo siderúrgico Gerdau, morreu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro. O comunicado foi feito somente neste sábado (9), no site da companhia. Germano Gerdau tinha 91 anos. A morte foi por causas naturais.  

Gaúcho de Porto Alegre, formou com os irmãos Klaus, Jorge e Frederico a quarta geração da família fundadora da empresa que atua na indústria do aço.

Germano Gerdau iniciou a trajetória de 50 anos na companhia em 1951, como assistente da diretoria da Siderúrgica Riograndense. Ocupou diversos cargos até se tornar, em 1971, diretor-executivo e, posteriormente, membro do Conselho de Administração. Foi responsável pelo desenvolvimento das estratégias comerciais da empresa.

“Os irmãos Klaus, Jorge e Frederico Gerdau Johannpeter reconhecem e agradecem imensamente a capacidade do Germano de conduzir de forma harmônica a relação entre os familiares”, diz trecho do comunicado.

Autor do livro Memórias de Aço, Germano Gerdau deixa duas filhas e seis netos.

Empresa

A Gerdau foi criada em Porto Alegre, em 1901, a partir de uma fábrica de pregos. Hoje está presente em nove países. Tem quase 30 mil funcionários e é a maior multinacional brasileira produtora de aço. Desde 2018, a companhia passou a ser dirigida por um profissional de fora da família fundadora.




Fonte: Agência Brasil

Governo federal tem R$ 14,9 bilhões do PAC para prevenir desastres


O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse, na tarde deste sábado (9), que o governo federal já tem disponível R$ 14,9 bilhões do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinados à prevenção de desastres, em todo o Brasil.

O ministro esclareceu que o governo federal está pronto para receber dos governos estaduais e municipais projetos para contenção de encostas, para melhorar as condições de saneamento e de drenagem.

“Para evitar danos tão grandes como aconteceram em desastres como esse”, declarou o ministro Wellington Dias, ao se referir ao ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul nesta semana.

O novo PAC foi lançado em agosto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reunião no Planalto

O ministro Wellington Dias e representantes de outros nove ministérios participantes do Comitê Permanente de Apoio ao Rio Grande do Sul, instituído nesta semana, estão no Palácio do Planalto, em reunião com o presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin, para entregar um plano de medidas, que serão anunciadas, neste domingo (10). O anúncio ocorrerá durante visita de comitiva do governo federal à Região Sul do Brasil.

“Estamos empenhados em prestar todo apoio necessário neste momento. Seja com alimentação, abrigo, psicólogos e toda assistência social necessária”.

“[Vamos] também apresentar um plano para que possamos integrar esforços do governo nacional, juntamente com os governos estaduais, dos municípios, com a sociedade, para que possamos soerguer do social e o econômico aquela importante região do Brasil”, disse Dias.




Fonte: Agência Brasil

Kayky Brito segue sedado e com quadro clínico sob controle


O ator Kayky Brito segue internado e sedado no hospital Copa D’Or, na zona sul do Rio de Janeiro. O boletim médico divulgado na tarde deste sábado (9) informa que: “o paciente Kayky Fernandes Brito permanece sedado e em ventilação mecânica, com o quadro clínico sob controle e sem alterações nas últimas 24 horas”.

O boletim é assinado pelos médicos Edno Wallace, Ney Pecegueiro e Marcelo London, este último diretor médico da unidade.

O ator, de 34 anos, foi diagnosticado com politraumatismo e traumatismo craniano e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na segunda-feira (4), foi submetido a cirurgias para a fixação de fratura na pelve e no braço direito.

Atropelamento

O atropelamento do ator completou uma semana neste sábado. Ele foi atingido por um carro na madrugada do dia 2 na Avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro.

Kayky, irmão da atriz Sthefany Brito, estava com amigos em um quiosque e resolveu pegar algo no carro estacionado do outro lado da via. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele foi atingido por um veículo quando voltava correndo para o quiosque.

O motorista de aplicativo que dirigia o carro parou o veículo, aguardou a chegada de policiais e o atendimento dos bombeiros.

Antes de ser levado para o Copa D’Or no sábado passado, Kayky foi socorrido no Hospital Municipal Miguel Couto, também na zona sul do Rio. O caso é acompanhado pela 16ª Delegacia Policial. O motorista que atropelou o ator foi submetido a teste de alcoolemia, e o resultado foi negativo.




Fonte: Agência Brasil

Programa de eficiência energética promove troca de geladeiras


A busca pela eficiência energética resultou na troca de mais de 8 mil geladeiras a clientes da distribuidora de energia Enel Brasil, em 40 municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Na mesma linha foram substituídas 568 mil lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos em LED em 78 cidades desses estados.

A substituição do eletrodoméstico, realizada no primeiro semestre, representou um aumento de 132% se comparado a igual período de 2022. As geladeiras têm selo Procel de economia de energia, e podem consumir até 70% menos energia do que modelos trocados.

Já com as lâmpadas de LED, que chegam a ser 80% mais econômicas que as outras e dez vezes mais duráveis do que as antigas, o volume total de trocas pela Enel este ano é 154% maior do que no mesmo período do ano passado.

A ação faz parte do programa Enel Compartilha Eficiência, um dos projetos de sustentabilidade da empresa, criado para promover ações sustentáveis e inclusivas para a população, e prevista pelo Programa de Eficiência Energética (PEE), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que promove o uso eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia.

Além das trocas de geladeiras e das lâmpadas, o programa desenvolve ações junto aos clientes com palestras e dicas de consumo consciente de energia, como as questões de segurança no uso doméstico. A intenção é reforçar o conhecimento sobre a utilização correta dos aparelhos domésticos e evitar gastos desnecessários. Nos encontros ocorrem também debates de temas socioeconômicos e ambientais. Essas ações já beneficiaram mais de 29 mil moradores das cidades atendidas pela distribuidora.

Bônus

O cliente pode ainda economizar com a redução da emissão de gás carbônico na atmosfera, na troca de materiais recicláveis como papel, plástico, metal e vidro. O projeto Ecoenel, uma outra frente de sustentabilidade promovida pela companhia, é viabilizado também pelo Programa de Eficiência Energética. De janeiro a junho deste ano, o Ecoenel arrecadou mais de 3,5 mil toneladas de resíduos na área de concessão da distribuidora de energia.

Pelos cálculos da empresa, esse volume evitou a emissão de aproximadamente 11 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera e resultou na economia de mais de 15 mil MWh de energia, montante que, pelos cálculos da Enel, é suficiente para abastecer 7,3 mil famílias por um ano. A iniciativa é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como referência em prática ambiental.

A diretora de Sustentabilidade da Enel Brasil, Márcia Massotti, disse que, de início, a empresa entrou nessa área porque tinha uma obrigação de investimento, uma vez que parte dos recursos usados nos projetos é relativa a uma parcela da tarifa paga pelos clientes. Depois disso, a empresa passou a ver o investimento na eficiência energética como uma participação no esforço do Brasil em reduzir o efeito estufa, ao qual o país se comprometeu no acordo de Paris.

“O primeiro objetivo é ambiental, muito voltado ao tema da eficiência e no consumo da energia e na contenção do aquecimento global”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Conforme a empresa, além de facilitar o pagamento dos clientes, o programa contribui diretamente para a Política Nacional de Resíduos Sólidos e com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda (ODS) 2030 da ONU.

O cliente que quiser aderir ao programa precisa apenas apresentar a conta de energia e um documento com foto em um dos 198 pontos de coleta em funcionamento nos três estados e receber o cartão Ecoenel. Depois que fizer o cadastro, poderá levar os resíduos limpos e já separados por tipo de material até o ponto de sua preferência. Os materiais são pesados nos ecopontos e o valor do bônus é creditado automaticamente na conta de energia do cliente ou de uma instituição social indicada por ele.

“Só nos seis primeiros meses deste ano a gente arrecadou quase 4 mil toneladas de resíduos que colaboraram para evitar a emissão de aproximadamente 8 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera e gerou quase R$ 1,4 milhão em bônus na conta de luz de mais 23 mil de clientes nas distribuidoras do Rio, São Paulo e Ceará”, revelou Márcia Massotti.

A diretora destacou os projetos desenvolvidos pela empresa em diversas aplicações da busca da eficiência energética. “Nesse pilar de geração de renda, fazemos projetos de empreendedorismo, de capacitação, de empregabilidade, para que de fato, o orçamento familiar possa aumentar, e assim essa família tenha condições de pagar a sua fatura de energia”.

Luminárias

A cidade do Rio de Janeiro também tem programa de eficiência energética. A Parceria Público-Privada de Iluminação Pública conta com 457 mil luminárias de LED instaladas por toda a cidade. O número superou a expectativa inicial de 450 mil previstas no contrato. Agora, depois de uma avaliação da Rioluz, foram identificados mais 80 mil pontos de luz novos que precisariam ser atendidos e por isso houve uma atualização no projeto inicial. O investimento previsto na parceria para a modernização da iluminação da capital é de R$ 1,4 bilhão.

“Até o final do ano, vamos transformar a cidade em um Rio de LED”, disse o presidente da Rioluz, Eduardo Feital.

Ainda na esteira da eficiência energética, a Prefeitura do Rio de Janeiro vai instalar também no sistema de PPP com o Consórcio Rio Solar, uma fazenda de energia solar em um antigo aterro sanitário desativado em Santa Cruz, na zona oeste da cidade. A expectativa da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), responsável pelos contratos de PPP no município, é do programa Solário Carioca gerar, pelo menos, R$ 2 milhões de economia, por ano, para o município, com uso de energia limpa em imóveis da prefeitura.

A energia produzida pelo Solário Carioca no antigo aterro sanitário desativado vai abastecer cerca de 45 escolas municipais ou 15 unidades de Pronto Atendimento (UPA). O investimento privado é estimado em R$ 45 milhões em um período de 25 anos. De acordo com a prefeitura, a Usina Solar Fotovoltaica (USF) funcionará no modelo de Minigeração Distribuída de energia limpa e terá potência de 5 megawatts (MW).
Ao todo, serão mais de 11 mil painéis que devem ser instalados em 1 ano após assinatura do contrato. Outras quatro áreas para implantação de usinas fotovoltaicas semelhantes já foram identificadas pela prefeitura.

“Se seguiu por esse local, primeiro para dar uma destinação de um aterro desativado, além da facilidade jurídica pela regularização, pela necessidade da região, pela boa qualidade do imóvel, que não tem sombra, e é um lugar plano. Tecnicamente falando, era bom, então por vários motivos técnicos se chegou à decisão de utilizar aquele imóvel. Também por decisões técnicas estratégicas chegou-se a decisão de usar uma PPP para a implantação e depois a operação desse projeto”, revelou o diretor de estruturação de projetos da Ccpar, Lucas Costa.

Para o diretor executivo da Revolusolar, Eduardo Ávila, a questão da eficiência energética é fundamental, em especial nas comunidades onde a ONG realiza projetos de geração distribuída, que têm resultado em economia para os moradores. Segundo o diretor, junto com a instalação de sistemas fotovoltaicos tem a implementação da solar térmica, destinada ao aquecimento de água.

Ávila destacou que conforme dados do IBGE, um dos maiores itens de consumo das famílias de baixa renda no Brasil, é o chuveiro elétrico. “Chega a 20%, 30% em alguns casos. Só com o solar térmica para aquecer água se consegue reduzir bastante o consumo de energia e depois o resto pode ser suprido por fotovoltaica. A gente entende também que a eficiência energética vai para muito além dos equipamentos, nessa perspectiva técnica. É fundamental também a perspectiva de custo benefício, a mudança de hábitos de consumo que a gente consegue enxergar também com a implantação da solar fotovoltaica”, disse à Agência Brasil.

Ávila disse que estudos no campo das ciências comportamentais mostram que a aproximação maior do consumidor, agora, também produtor de energia, para esse ambiente da geração de energia elétrica, produz o efeito de valorização. “A pessoa ao gerar sua própria energia valoriza muito mais e acaba tendo hábitos de consumo mais eficientes. Inclusive, a geração distribuída é considerada em nível do sistema interligado nacional uma medida de eficiência energética ao reduzir na ponta o consumo das famílias em relação à rede elétrica”, completou.

“As famílias atendidas tendem a usar, principalmente, as economias na conta de luz, mais de 90% com alimentação, quer dizer, é uma questão de segurança alimentar também nos projetos que a gente desenvolve”, disse.

A Revolusolar foi criada há 7 anos e desenvolve projetos em comunidades, como a da Babilônia, na zona sul do Rio de Janeiro. Lá, atualmente, 34 famílias participam do programa. A ONG instalou uma usina na comunidade e a perspectiva, segundo Bruna Santos, presidente da Cooperativa de energia renovável Percília e Lúcio, é que até o fim do ano o número de usinas seja ampliado, o que vai permitir atender até 100 famílias neste tipo de fornecimento de energia.

De acordo com Eduardo Ávila, a Revolusolar está replicando o modelo para outras comunidades do município do Rio, como a Maré e Cidade Nova, e para outros estados como um conjunto habitacional e uma comunidade, em São Paulo; Minas, Espírito Santo; e uma comunidade indígena no Amazonas.




Fonte: Agência Brasil