Fome e plantio são preocupações após ciclone extratropical no Sul


Enquanto equipes de resgate buscam por desaparecidos em cidades gaúchas afetadas pela passagem de um ciclone extratropical, que causou temporais e alagamentos esta semana, organizações de assistência aos atingidos têm uma preocupação: a segurança alimentar dos milhares de desabrigados e desalojados, e dos próprios voluntários. Além disso, há um alarme para um problema futuro: pequenos agricultores perderam suas lavouras, o que pode colocar em risco a oferta de alimentos na região.

De acordo com balanço das 12h deste sábado (9) da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, são 41 mortes confirmadas e 46 pessoas desaparecidos. O número de municípios afetados chega a 87. São 3,1 mil pessoas desabrigadas e 8,2 mil desalojadas.

Algumas das cidades mais afetadas são Muçum, Roca Sales, Nova Bassano, Estrela, Ibiraiaras, Passo Fundo, Mato Castelhano, Encantado, Lajeado e Arroio do Meio.

Um ciclone extratropical atingiu o Rio Grande do Sul. Militares do Comando Militar do Sul trabalham ininterruptamente em apoio às equipes do Corpo de Bombeiros/RS e da Prefeitura local no resgate de milhares de famílias ilhadas em suas casas na

Trabalho de resgate e apoio às milhares de famílias ilhadas no Rio Grande do Sul – Exército Brasileiro/Twitter

Diversas campanhas foram lançadas para arrecadar materiais de primeira necessidade e alimentos não perecíveis. No entanto, como grande parte da estrutura das cidades foi devastada, há dificuldade até para preparar os alimentos para as famílias atingidas.

“Falta local para armazenamento adequado [da comida]”, alerta Jacira Dias Ruiz, secretária-executiva da Caritas Regional RS. “Uma demanda importante é espaço para fazer comida quente e mais nutritiva. Nos municípios onde os danos foram graves, não tem onde cozinhar”, contou à Agência Brasil.

O presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul (Consea-RS), Juliano de Sá, articula a montagem de cozinhas de campanha para minimizar a situação.

“É um problema urgente, são mais de 10 mil famílias e centenas de voluntários que estão com dificuldades para alimentação. As doações chegam em alimentos não perecíveis ou em lanches, porém, as pessoas não têm como cozinhar. Estamos tentando articular a montagem de cozinhas de campanha para produção de alimentos para distribuição no formato de marmitas.”

“Conversei por telefone com o ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e ele se comprometeu em garantir alimentos para as cozinhas que conseguirmos organizar. Conversei também com a Secretaria de Assistência Social do Rio Gande do Sul, que se comprometeu em ajudar a viabilizar a logística”, relata Juliano de Sá.

Agricultura

A preocupação com pequenos agricultores motivou o Instituto Cultural Padre Josimo (ICPJ) a lançar uma campanha para a aquisição de sementes que serão doadas aos produtores rurais.

“A situação é desesperadora e caótica. Perdas inestimáveis e irreparáveis. Perderam plantios, animais, galpões, máquinas, casas”, descreveu à Agência Brasil o Frei Sérgio Görgen, diretor do ICPJ. “Com a campanha vamos tentar repor um pouco do que perderam e levar conforto e solidariedade”, completa.

“A situação está bem difícil, pois agricultores perderam tudo o que plantaram. Isso terá consequências a curto e médio prazo no que se refere à produção de alimentos e criação de animais. Será necessária uma política de reparo para essas famílias voltarem a trabalhar, algo que levará um certo tempo até se reestabelecerem as coisas”, avalia o presidente do Consea-RS.

Por causa da dificuldade de acesso às áreas mais afetadas – mais notadamente na Região dos Vales, no centro do estado, que reúne quatro vales de rios: Vale do Jacuí, Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari e Vale do Caí – os organizadores da campanha não conseguem dizer exatamente quantos pequenos produtores precisam de ajuda.

A campanha Missão: Sementes de Solidariedade é uma extensão emergencial de um programa que existe há alguns anos e leva sementes e insumos agroecológicos para comunidades camponesas. Neste ano, a ação já havia sido concluída, mas após relatos de agricultores tendo perdido suas lavouras, a ação voltou à ativa.

Além do ICPJ, participam da mobilização o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Cáritas Brasileira e Cáritas RS, Instituto Koinós, Comissão Pastoral da Terra (CPT-RS), Movimento dos Atingidos e Atingidas Por Barragens (MAB) e Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC/Franciscanos).

“Na próxima semana começaremos a preparação das pessoas que entrarão em contato com as famílias camponesas para identificar necessidades para que possamos adquirir e distribuir as sementes e, se possível, algum equipamento para replantar os roçados”, detalha Jacira Dias Ruiz.

“Entendemos que é uma forma de plantar um pouco de esperança para essas famílias. Uma forma de terem comida e continuarem colocando alimentos em nossas mesas também”, ressalta a representante da Cáritas RS.

Rio Grande do Sul – Ciclone – Sobrevoo, assistência e resgate de pessoas ilhadas em Bom Retiro do Sul (RS). Foto: Marinha do Brasil/RS

Assistência e resgate de pessoas ilhadas em Bom Retiro do Sul – Marinha do Brasil/RS

Comitiva federal

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou o repasse de recursos da União para as prefeituras do Rio Grande do Sul com as situações de calamidade e de emergência devidamente reconhecidas. Para cálculo do repasse, o governo vai considerar o valor de R$ 800 por pessoa afetada pelas consequências da passagem do ciclone extratropical. Uma comitiva do governo federal visitará o estado no domingo (10).

Campanha de doação

Campanha Sementes de Solidariedade

Pix (CNPJ) da Cáritas Brasileira: 33654419001007

Depósito bancário: Conta Corrente 55.450-2, Agência 1248-3 (Banco do Brasil)

Defesa Civil

O chefe da Casa Militar e Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, ressaltou que alguns itens estão sendo mais demandados pelas famílias atingidas. “Roupas íntimas, fraldas e roupas de cama (como lençóis, travesseiros, cobertores e fronhas) talvez sejam a grande ajuda humanitária para os municípios neste momento”.

As entregas podem ser feitas em pontos de referência da Defesa Civil e quartéis do Corpo de Bombeiros. Todas as doações precisam estar em boas condições de uso, além de higienizadas.

O chefe da Divisão de Relações Comunitárias da Defesa Civil, tenente-coronel Luís Omar, afirma ser importante identificar, nas embalagens, o que está sendo doado a fim de facilitar o trabalho.

“Quanto mais organizado o material chega para nós, mais rapidamente podemos direcionar”, explicou.




Fonte: Agência Brasil

Sargento da PM de São Paulo morre baleado em São Vicente


Um sargento da Polícia Militar (PM) foi baleado na tarde desta sexta-feira (8), em São Vicente, na Baixada Santista. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), os autores dos disparos estavam em duas motos, quando balearam o policial.

O sargento Gerson Antunes Lima, de 55 anos de idade, estava inativo desde 2019, e a última unidade em que serviu foi a 1ª CIA do 45º BPM/I. Ele foi socorrido no Pronto Socorro Vicentino, mas não resistiu aos ferimentos. Lima é o oitavo policial militar morto na Baixada Santista desde janeiro, dos quais sete eram inativos. Além deles, outros 12 policiais já foram feridos neste ano na região, oito deles em serviço, três em folga e um inativo.

No início da tarde de sexta-feira (8), por volta das 18h30, uma equipe do 2º Batalhão de Ações Especiais (Baep) realizava patrulhamento, no bairro Castelo, em Santos, quando um homem em uma bicicleta atirou contra a viatura que se aproximava da comunidade. Um soldado foi atingido pelos disparos na região do ombro, e três pessoas que estavam nas imediações também ficaram feridas, e foram socorridas à UPA Vila Noroeste.

De acordo com a SSP, uma mulher de 22 anos de idade não resistiu aos ferimentos e o soldado baleado foi internado e permanece em observação. “Em diligências nas imediações do local, os PMs localizaram drogas e uma arma de fogo. O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de entorpecentes e lesão corporal na Central de Polícia Judiciário de Santos. Todas as circunstâncias do caso são investigadas pela Polícia Civil”, informou a SSP.

Operação Escudo

Na terça-feira (5), o governo do estado de São Paulo anunciou o encerramento da Operação Escudo da Polícia Militar (PM), que estava sendo realizada na Baixada Santista desde o final de julho, e que foi alvo de críticas em razão do alto índice de letalidade policial. A ação deixou 28 civis mortos.

“Esperamos que novas operações não sejam necessárias, mas caso se façam necessárias, caso o Estado seja afrontado, em qualquer ponto, operações como a Escudo serão desencadeadas”, disse o secretário de Segurança, Guilherme Derrite .

De acordo com a SSP, foram presas 958 pessoas nos 40 dias de operação.

A Operação Escudo foi uma reação da PM à morte, em 27 de julho, do soldado da Polícia Militar Patrick Bastos Reis, do Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), no Guarujá. Segundo a SSP, ele foi atingido quando fazia patrulhamento em uma comunidade. A pasta informou que a polícia conseguiu identificar e prender todos os envolvidos na morte do soldado Reis.

Críticas

No início de agosto, moradores de bairros onde ocorreram as mortes decorrentes da Operação Escudo, relataram que policiais executaram aleatoriamente pessoas identificadas como egressas do sistema prisional ou com passagem pela polícia.

Os relatos foram colhidos por uma comissão formada por deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, da Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo, e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) divulgou na sexta-feira (1º), a versão preliminar de um relatório sobre a Operação Escudo. O documento contém 11 relatos de violações de direitos humanos praticadas pelos agentes policiais e menciona episódios que vão de execuções a invasões ilegais de domicílio.




Fonte: Agência Brasil

Brasil se solidariza com vítimas do terremoto no Marrocos


Por Daniella Almeida

Em nota do Ministério das Relações Exterior (MRE) emitida, neste sábado (9), o governo brasileiro manifestou pesar às famílias das vítimas terremoto ocorrido na noite de sexta-feira (8) na província de Al Haouz, no sul do Marrocos. A nota também transmite solidariedade ao povo e ao governo marroquinos.

Segundo o centro de sismologia dos Estados Unidos, o tremor teve a magnitude de 6,8 graus na escala Richter e deixou centenas de mortos e feridos. Segundo o Itamaraty, até o momento, não há notícias de brasileiros entre as vítimas do tremor.

O governo federal divulgou os contatos da Embaixada do Brasil em Rabat, a capital do país, que trabalha em regime de plantão. Os funcionários brasileiros do posto marroquino podem ser contatados pelo telefone +212 661 16 81 81 (inclusive WhatsApp). Outro canal de atendimento é o plantão consular do Itamaraty, no telefone e WhatsApp: +55 61 98260-0610.

 Segue a íntegra da nota:

O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, do terremoto ocorrido nas proximidades de Marraquexe, no Marrocos, que causou a morte de mais de 820 pessoas e deixou cerca de 670 feridos. Não há, até o momento, notícia de brasileiros mortos ou feridos.

A Embaixada do Brasil em Rabat trabalha em regime de plantão, e pode ser contatada pelo telefone +212661168181 (inclusive WhatsApp). O plantão consular do Itamaraty permanece disponível no número +55 61 98260-0610 (inclusive WhatsApp).

Ao expressar pesar e condolências às famílias das vítimas, o governo brasileiro também transmite sua solidariedade ao governo e ao povo do Marrocos.




Fonte: Agência Brasil

Menina de 3 anos baleada no Rio de Janeiro segue em estado grave


A menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, segue em estado grave no hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro. Ela foi levada para a unidade, onde passou por cirurgia, após ter sido baleada na noite de quinta-feira (7), quando viajava de carro com a família.

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias, no fim da manhã deste sábado (9), Heloísa está entubada no Centro de Terapia Intensiva. Ela teve perfuração na região cervical esquerda, lesão no couro cabeludo e na região occipital esquerda amolecida (osso na parte de trás da cabeça).

O pai da criança, William da Silva, contou que dirigia pelo Arco Metropolitano – via expressa que liga cidades da região metropolitana do Rio – quando seu veículo foi alvejado por tiros disparados de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Estavam no carro da família a mãe da menina, uma irmã de Heloísa e uma tia.

O pai disse que não recebeu ordem de parada, e o carro foi atingido quando estava se preparando para estacionar, ao perceber que a viatura estava muito perto dele. A menina foi levada para o hospital pela PRF. Ela chegou com perfurações no crânio, pescoço e ombro.

“Uma viatura da PRF viu a gente passando e veio atrás. Nessa que eles vieram atrás, até então, não deram sinal para parar, mas estavam muito perto do meu carro. Eu dei a seta e parei, só que nessa que eu parei, eles efetuaram vários disparos, e um pegou na minha filha”, contou.

PRF

A PRF informou na sexta-feira (8) que três policiais envolvidos no caso foram preventivamente afastados das funções operacionais, “inclusive para atendimento e avaliação psicológica”. A instituição se solidarizou com a família da vítima.

O caso foi registrado inicialmente da 48ª Delegacia da Polícia Civil (DP) e depois encaminhado para a Polícia Federal. A arma do policial que efetuou o disparo foi apreendida.

De acordo com informações da TV Globo, em depoimento na 48ª DP, o policial rodoviário Fabiano Menacho Ferreira assumiu ter disparado contra o carro após ter ouvido um barulho semelhante a tiro. Ele disse que a viatura começou a perseguir o veículo da família após constatarem que era roubado. William da Silva afirmou que comprou o automóvel de um amigo e não sabia que era fruto de roubo.

Pela rede social X (antigo Twitter), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, solicitou esclarecimentos e providências à PRF. Dino afirmou que vai acelerar a revisão de doutrina policial e manuais de procedimento na PRF.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena paga R$ 85 milhões neste sábado


Um prêmio acumulado de R$ 85 milhões está em jogo neste sábado (9). A Caixa Econômica Federal sorteia os seis números da Mega-Sena, concurso 2.630, às 20h, no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas no sorteio realizado na terça-feira (5).

O sorteio seria na quinta-feira (7), mas foi adiado em função do feriado do Dia da Independência. As apostas podem ser feitas até as 19h nas casas lotéricas credenciadas, pela internet ou no aplicativo da loteria. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 5.

Além de ganhar com os seis números, o maior prêmio, a Caixa esclarece que é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis. O apostador pode marcar de seis a 20 números no volante de apostas.

Lotofácil

Também neste sábado, a Caixa sorteia o prêmio especial de R$ 200 milhões da Lotofácil da Independência, concurso 2.900. O prêmio não acumula. A aposta mínima é de R$ 3.

O apostador da Lotofácil deve marcar entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante.

As apostas podem ser feitas até as 19 horas, no site da Loterias Caixa ou aplicativo.

O sorteio acontecerá às 20 horas, em São Paulo.

* Matéria alterada às 9h59 para acrescentar sorteio da Lotofácil




Fonte: Agência Brasil

RS pede menos burocracia para reconstruir áreas afetadas por enchentes


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, declarou, nesta sexta-feira (8), em Bento Gonçalves (RS), que pediu a ministros a redução de burocracia para a liberação de recursos federais destinados aos municípios do estado afetados pela passagem do ciclone extratropical, nesta semana, com o objetivo de facilitar os trabalhos a partir de agora. 

O governador confirmou que conversou por telefone com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, pela manhã. Leite disse que receberá a comitiva de ministros que acompanharão Alckmin, em viagem, no próximo domingo (10), a municípios do Vale do Taquari. A visita foi anunciada, no início da tarde desta sexta-feira, no Palácio do Planalto.

“Eu tenho pedido aos ministros também para aliviar a burocracia. A gente sabe que tem a disponibilidade de recursos, a boa vontade, mas, é importante ter uma força-tarefa para vencer a burocracia. Porque são dados, planilhas, planos de trabalho, tudo o mais, que, se a gente deixar, a burocracia nos consome. E a vida das pessoas continua aqui sendo afetada, sem ter a ponte, sem ter a estrada, sem ter a casa, sem ter a reestruturação do posto de saúde”, destacou o governador.

Eduardo Leite garantiu que o governo do estado vai continuar a trabalhar para conseguir todos os recursos federais possíveis, mas, segundo ele, se a burocracia começar a atrapalhar, e o prazo se alongar, serão alocados recursos financeiros do próprio estado para reconstrução das localidades afetadas.

“Vamos garantir que a vida se refaça. Porque é para ontem. Da nossa parte, vamos buscar todos os recursos federais que forem possíveis, mas não vão faltar, se for o caso, recursos do governo do estado, recursos humanos, todo esforço para a gente poder colocar cada uma das comunidades de pé, novamente”, garantiu.

“É natural que, ao lidar com dinheiro público, tenhamos que seguir ritos e processos, mas estamos falando de municípios que foram quase totalmente destruídos e não têm nem mesmo a capacidade técnica para elaborar planos de trabalho agora. Não podemos deixar que as pessoas sejam vítimas duas vezes – primeiro da enchente e, agora, da desassistência do poder público”, afirmou o governador.

Reunião com prefeitos

O governador Eduardo Leite se reuniu, na manhã desta sexta-feira (8), na prefeitura de Bento Gonçalves, com 23 prefeitos de municípios da Serra Gaúcha. Eles discutiram o processo de recuperação e reconstrução estrutural, após a enxurrada do início da semana.

Até o momento, 12 municípios da localidade decretaram situação de emergência. De acordo com o governador, os principais danos na região foram registrados em moradias, prédios públicos, comércios, áreas agrícolas, estradas e pontes. Ainda há, também, oito pontos de rodovias com bloqueios devido às chuvas, sendo seis em rodovias estaduais e dois em federais.

Nova assistência federal

No início desta tarde, o presidente em exercício Geraldo Alckmin anunciou, em Brasília, que o governo federal também irá liberar R$ 800, por cidadão afetado pelos desastres naturais, para ser depositado diretamente na conta dos municípios em estado de emergência devidamente reconhecido. O objetivo é apoiar a prestação de assistência às famílias desabrigadas.




Fonte: Agência Brasil

Sobe para 46 número de desaparecidos após enchentes no RS


O governo do Rio Grande do Sul informou nesta sexta-feira (8) que o número de desaparecidos subiu para 46 em razão das enchentes que atingiram dezenas de cidades do estado. Os desaparecidos são dos municípios gaúchos de Muçum (30), Lajeado (oito) e Arroio do Meio (oito).

Drones estão sendo utilizados para auxiliar nas buscas, alguns com tecnologia termal, que capta variações de calor e identifica sinais de vida. Além de drones pertencentes ao governo do Rio Grande do Sul, o trabalho em campo está empregando equipamentos disponibilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com funcionalidades que vão além de registros fotográficos e estão sendo utilizados como facilitadores das atividades de busca.

“Essas ferramentas permitem também a localização de corpos, porque captam informações de altimetria (medição de alturas ou de elevações de um determinado terreno) e altitude (medição da distância vertical de um ponto em relação ao nível do mar). Desse modo, com o compilado desses dados, é feito um processamento, tornando possível calcular plano altimétrico (determinando os níveis do terreno), massa, altura e distâncias”, informou o governo gaúcho.

Estão sendo utilizadas ainda aeronaves com capacidade de voo noturno. Também deve ter início, nesta sexta, o emprego de cães de busca, realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar.

Segundo o governo do estado, as equipes de resgate contam com a ajuda da Defesa Civil Nacional, que disponibilizou quatro integrantes do Grupo de Apoio a Desastres (Gade). Ontem, a equipe começou a fazer uso dos drones em Muçum e Roca Sales para registros fotográficos, além de trabalhos mais específicos em localidades onde há pessoas desaparecidas.

Foram feitos ainda registros em plano aberto, para mensurar a área afetada, além de imagens em cima de prédios públicos e residências destruídas. Os registros são georreferenciados, com as coordenadas do local, e, desse modo, também podem auxiliar nos planos de trabalho para reconstrução de infraestruturas atingidas e no embasamento de decretos de calamidade pública.




Fonte: Agência Brasil

SP: municípios preveem ocupação de 70% no feriado prolongado


Os municípios turísticos do estado de São Paulo  deverão registrar 69% de ocupação em sua rede hoteleira no feriado prolongado de 7 de setembro. De acordo com o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), da Secretaria de Turismo e Viagens do estado, esse número poderá chegar a 87% nas cidades litorâneas.

De acordo com a pasta, os destinos turísticos paulistas deverão receber 2,1 milhões de visitantes e movimentar R$ 3,3 bilhões durante os quatro dias. “O feriado prolongado viabiliza deslocamentos maiores, deixando o turismo ainda mais aquecido em todo o estado”, destaca o secretário de Turismo e Viagens de SP, Roberto de Lucena.

Segundo a secretaria, a região do Vale do Ribeira deverá ter média de 86% na ocupação hoteleira em cidades como Cananéia, Iguape e Sete Barras. Em roteiros consolidados, como o de Pereira Barreto, com turismo de pesca, e São Roque, que oferece o Roteiro do Vinho, deverão ter os meios de hospedagem praticamente lotados para o feriado prolongado.




Fonte: Agência Brasil

Festa Literária Internacional de Maricá vai homenagear Gilberto Gil


O cantor, compositor, ex-ministro da Cultura e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Gilberto Gil é o grande homenageado da 8ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), que será realizada de 19 deste mês e 1º de outubro, no norte fluminense.

O convite a Gil será feito durante a Ciranda Literária da ABL, no dia próximo dia 10, na Bienal do Livro do Rio, pela estudante Ana Cláudia Santana de Morais, de 14 anos, do Centro de Apoio Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) Elomir Silva. A aluna foi selecionada em concurso literário cujo tema foi o multiculturalismo

Participam da Ciranda Literária os imortais Ana Maria Machado, Antonio Carlos Secchin, Antonio Cicero, Antonio Torres, Carlos Nejar, Domicio Proença Filho, Geraldo Carneiro, Godofredo de Oliveira Neto e Rosiska Darcy de Oliveira.

A mestre de cerimônias será a acadêmica e atriz Fernanda Montenegro. Durante o evento, a estudante vai ler sua redação, em no formato de carta, e passará a Gilberto Gil uma caneta de pena estilizada, símbolo da literatura, e a chave da cidade de Maricá.

Multicultural

O secretário municipal de Educação de Maricá, Marcio Jardim, informou à Agência Brasil que a escolha de Gil se deve à vasta contribuição nas áreas de música, literatura e política. “O Gil é um imortal exatamente por essa contribuição que ele tem deixado, que é eterna para a literatura, a música, a cultura popular. Essa é a razão da homenagem”. Outro motivo é que o tema da edição deste ano da Flim é o multiculturalismo. “E o Gilberto Gil é uma expressão, por si só, dessa ideia de um país e de um mundo multicultural”.

Rio de Janeiro (RJ) - Gilberto Gil será o grande homenageado da Festa Literária Internacional de Maricá. Foto: Evelen Gouvêa

Gilberto Gil será o grande homenageado da Festa Literária Internacional de Maricá. Foto: Evelen Gouvêa/divulgação

O secretário de Educação de Maricá ressaltou que a festa literária deste ano tem números que não se comparam a nenhuma outra do país. “Em primeiro lugar, temos 13 dias de duração, o que não ocorre em outro lugar. Segundo, Maricá é uma cidade do livro. Estamos no caminho contrário daqueles que querem substituir o livro impresso por tecnologias outras que se oferecem hoje nas escolas.”

Mumbucas literárias

Na avaliação de Marcio Jardim, nada substitui o livro. Serão distribuídos, nesta edição, mais de R$ 10 milhões em mumbucas literárias, moeda social local, a diversos segmentos vinculados à educação. Isso engloba todos os 35 mil alunos da rede municipal de ensino, professores, cujo valor da mumbuca literária será o equivalente a R$ 200.

Para alunos do Passaporte Universitário, programa de concessão de bolsas totalmente gratuitas a 6,3 mil estudantes do ensino superior, o voucher terá valor de R$ 100.

Serão beneficiados ainda alunos da rede estadual e os 1,2 mil estudantes do projeto municipal de alfabetização Sim, eu posso, que concluiu recentemente sua primeira etapa e é inspirado no programa de alfabetização de Cuba, que conseguiu erradicar da ilha o analfabetismo.

Também recebem mumbucas os aposentados da Secretaria de Educação de Maricá, orientadores pedagógicos e educacionais da rede de ensino.

Efervescência

“A novidade é que a Flim não é só uma feira de livros, mas uma festa literária da cidade, no patamar de disputar com outras feiras já mais consolidadas no calendário literário do país, como a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) ou de Salvador. Essa é a nossa pretensão, com esta oitava edição. Vai ter muita efervescência de cultura. Será um festival de arte e cultura chamado Sete Sóis e Sete Luas, nascido na Europa, cujo objetivo é formar elos entre povos e culturas”, disse o  secretário municipal de Educação.

O evento será realizado pelo segundo ano consecutivo, no bairro de Itaipuaçu, em uma cidade cenográfica que está sendo construída para abrigar o evento. “São mais de 6 mil metros quadrados de área”. Outra novidade deste ano é uma Flimzinha, espaço específico para a literatura infantojuvenil, que terá com recreações educativas, jogos lúdicos. “Vai ter tudo que for vinculado à literatura infantil, com troca e venda de material em um mesmo espaço, dentro da Arena da Cidade do Livro.”

O Espaço Criança vai abrigar a Vila Pé de Maricá, em alusão à árvore que dá nome ao município, e contará com 76 estandes dedicados ao público infantojuvenil.

Porão Cultural

O espaço Porão Cultural será reservado a apresentações de artistas locais de diferentes vertentes. A Tenda Literária abrigará 154 estandes de vendas de livros e na Tenda Festart haverá um amplo espaço para descanso dos visitantes.

A Tenda Codemar + Recarregue-se será um local com redes, cadeiras de praia e tomadas para recarregar a energia e os aparelhos celulares.

A Flim reunirá mais de 100 editoras, nomes da literatura e da cultura. Está confirmada a participação de Leandro Karnal, Frei Betto, o compositor Nei Lopes, o ator e roteirista Hélio de La Peña, o jornalista Juca Kfouri, a bailarina Ana Botafogo; os escritores Sonia Rosa, Ondjaki, Rossandro Klinjey, Roger Mello, Israel Neto, Luiz Antônio Simas, Pastor Ed Renê, Maria Chocolate, Felipe Eugênio e Eliana Alves Cruz. Além dos convidados, participam ainda 50 escritores da cidade de Maricá.

Os shows no Palco Multicultural serão diários, com Adriana Calcanhoto, Zelia Duncan, a banda Maneva, Bia Bedran, Daniel Jobim, neto do compositor Tom Jobim, a cantora maranhense Flávia Bittencourt, entre outros artistas. A programação prevê ainda palestras, debates e rodas de conversa, que vão reunir escritores, convidados, professores, filósofos e chefs para um bate-papo com o público.

Um amplo espaço gastronômico com diversos restaurantes funcionará na Praça Camburi, derivado de uma fruta da região.

Transferência

A prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação vão transferir atividades para o Espaço Gonçalves Dias, homenageando o bicentenário de nascimento do poeta maranhense, precursor do romantismo no Brasil.

Marcio Jardim informou que para a abertura da Flim, no dia 19, às 16h, está programado um desfile cultural com manifestações diversas, bateria de escola de samba, capoeira. “Tudo que tiver de batida e de ritmo vamos fazer nesse desfile cultural”, disse. A Flim funcionará diariamente das 8h às 20h.

Os investimentos da prefeitura na festa chegam quase R$ 20 milhões, incluindo os R$ 10 milhões de mumbucas literárias.




Fonte: Agência Brasil

Governo anuncia auxílio emergencial para cidades afetadas por ciclone


O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, anunciou o repasse de recursos da União para as prefeituras do Rio Grande do Sul com as situações de calamidade e de emergência devidamente reconhecidas pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MDR). 

Para cálculo do repasse, o governo vai considerar o valor de R$ 800 por pessoa afetada pelas consequências da passagem do ciclone extratropical nestas localidades.

Alckmin esclareceu que os recursos serão do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) com o objetivo de ajudar os governos locais a prestarem assistência às famílias desabrigadas.

“Nós vamos liberar R$ 800 por pessoa para que os governo locais possam prestar atendimento a quem perdeu suas moradias”, disse Geraldo Alckmin.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, explicou que a transferência de recursos dependerá da apresentação, pelas prefeituras gaúchas, da relação de pessoas afetadas pelas fortes chuvas.

Wellington Dias destacou que, apesar de 79 municípios terem a situação de calamidade reconhecida pelo governo federal, este número pode aumentar. “O reconhecimento poderá chegar hoje a 83 municípios. Agora, cada município apresentará ali a relação dos números de desabrigados e nós estamos autorizados a atender a todos.”




Fonte: Agência Brasil