Polícia Civil mata dois suspeitos de participação em chacina na Bahia


A Polícia Civil da Bahia informou ter localizado, na madrugada desta terça-feira (29), três suspeitos da chacina que resultou na morte de nove pessoas na segunda-feira (27), no município baiano de Mata de São João. Em nota, a polícia informa que dois suspeitos foram mortos ao resistirem à ordem de prisão atirando nos policiais. O terceiro suspeito foi preso em flagrante.

Os três envolvidos na chacina que matou nove pessoas na localidade de JK, município de Mata de São João, foram localizados na madrugada desta terça-feira (29), por policiais civis do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). Eles foram encontrados escondidos em uma região de mata.

“No revide, eles foram alvejados, socorridos para o hospital, mas não resistiram aos ferimentos. O quarto envolvido ainda está sendo procurado dentro de uma região de mata”, informou a diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegada Christhiane Inocência.

Foram apreendidos, com os suspeitos, duas pistolas, carregadores, munições, rádios comunicadores e porções de drogas. “As oitivas seguem para identificar a motivação do crime”, informam os investigadores.




Fonte: Agência Brasil

Coletivos lésbicos fortalecem redes de mulheres nas periferias


Espaços de trocas, de formação, de resistência, de acolhimento e, também, de alegria e diversão. Nas periferias brasileiras, mulheres lésbicas criam coletivos e organizações e se fortalecem, juntas, na busca pela garantia de direitos. Para marcar o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a Agência Brasil conversou com algumas dessas mulheres, que mostram a necessidade de se dar voz e garantir políticas públicas voltadas para a saúde, moradia, segurança pública, entre outras, especificamente para esse grupo.  

Brasília (DF) 29/08/2023 - Coletivos lésbicos fortalecem redes de mulheres nas periferias
Foto: Afonso Lua/Divulgação

Integrantes da Coletiva Lésbicas da Maré. Foto: Afonso Lua/Divulgação – Afonso Lua/Divulgação

Na cidade do Rio de Janeiro, na Maré, complexo de 16 favelas na Zona Norte, está a Casa Resistências, espaço de acolhimento voltado para mulheres lésbicas, bissexuais e trans moradoras de favela, criada em 2022. O espaço recebe também mulheres negras e mulheres imigrantes independente da orientação sexual, criado a partir da Coletiva Lésbicas da Maré, formada em 2016, em agosto, no mês da visibilidade.

“A ideia era de sociabilidade, isoporzinho, roda de conversa, para falar de vivência, de como estava sendo para a gente ser sapatão na favela”, conta a assistente social, coordenadora da Casa Resistência e fundadora da Coletiva Lésbicas da Maré, Dayana Gusmão.

Logo, as demandas foram crescendo e foi crescendo também a atuação da coletiva, que ganhou um tom mais crítico, voltado para a garantia de direitos. Mulheres que eram expulsas de casa por não serem aceitas pelas famílias por conta da sexualidade, buscavam a coletiva para receber apoio. Durante a pandemia, isso se intensificou, porque as pessoas passavam mais tempo em casa e acabavam sendo descobertas. Em 2022, a Casa Resistências virou um espaço físico para receber essas mulheres.

“A mulher negra hoje é jogada para um espaço de solidão absurdo e quando tem cruzamento de lésbicas e negras da favela, esse espaço de solidão é quase duplo. Quando meninas mais novas que olham para coletiva e veem que não estão sozinhas, quando vejo casa cheia de lésbicas novinhas convivendo com mais velhas, essa é a importância da coletiva, é servir como farol para lésbicas na favela perceberem que não estão sozinhas”, diz Dayana.

Foi essa rede que trouxe a vice-coordenadora da casa de acolhimento, Camila Felippe, para a Coletiva Lésbicas da Maré. Ela relata que entrou no grupo em 2019. “Foi quando começo a virar a chave de entender que minha militância, enquanto mulher favelada e mulher negra, não pode estar dissociada de mulher sapatão”, diz. Segundo ela, o grupo tem demandas específicas, diferentes das demandas da população heterossexual e também das lésbicas não periféricas.

“A partir do momento em que somos vistas e notadas, vão começar a questionar sobre o que precisamos ou não precisamos, enquanto não conseguirmos isso, não conseguirmos nossa visibilidade, nossas questões não serão ouvidas, não serão de interesse.”

O espaço recebeu, neste ano, a medalha Chico Mendes, premiação voltada para homenagear pessoas ou grupos que lutam pelos diretos humanos. A psicóloga e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Beatriz Adura, que coordena o acolhimento explica que a casa adota um modelo chamado antimanicomial. Quem chega ali, recebe a chave de casa e pode ir e vir quando quiser. “É um projeto de morada, é uma casa, para que meninas expulsas de casa possam ter um lugar confortável, um lugar acolhedor”, diz.

Brasília (DF) 29/08/2023 - Coletivos lésbicos fortalecem redes de mulheres nas periferias
Foto: Afonso Lua/Divulgação

 Dayana Gusmão, Camilia Felippe e Paloma Marins, da Casa Residências. Foto: Afonso Lua/Divulgação – Afonso Lua/Divulgação

Tambores e ativismo

Na periferia de Fortaleza, foi criada, em 2010, a Tambores de Safo, pela iniciativa de mulheres lésbicas e bissexuais com o objetivo de dar visibilidade às demandas específicas dessas mulheres na 11ª Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. “Foi quando a gente se reuniu e começou com oficinas de confecção dos instrumentos e, nesse processo de oficina de confecção de instrumentos, a gente fazia uma formação política entre nós, lésbicas e bissexuais, que estávamos presentes”, afirma Lídia Rodrigues, que faz parte da Tambores desde a fundação.

Com oficinas, músicas e espetáculos, a Tambores foi ganhando espaço e dando voz a mulheres lésbicas e bissexuais periféricas. “Somos periféricas, então, nossa construção é a partir das periferias”, diz Rodrigues. “É uma dimensão forte, porque a realidade de uma lésbica periférica é muito diferente da lésbica de classe média, são muitas questões e muitas camadas de opressão que se cruzam, desde o acesso a saúde, do acesso à educação, acesso à transporte, à violência policial. Então, a gente tematiza e evidencia muito sermos lésbicas periféricas”.

Rodrigues conta que se reconheceu lésbica aos 21 anos. Nessa época, já integrava movimentos feministas. As lutas, somaram-se. “Comecei a militar por direitos de crianças e adolescentes, depois conheci o feminismo, me reconheci negra e, posteriormente, sapatão. Tive, então, o diagnóstico de transtorno do espectro autista. Comecei a me entender como sapatão negra autista. A partir da vida fui me identificando e percebendo o que isso trazia de agravo e de benesses e fui engajando essa vida numa luta política, numa construção de tentativa de transformação da realidade.”

A Tambores criou dois espetáculos – Tambores que ecoam contra todas as opressões (2011) e A Voz do tambor periférico (2019) [LINK: https://www.youtube.com/watch?v=yGps-rhby0U], além do bloco de carnaval Cola Velcro. Também são várias as músicas e clipes gravados. Hoje, a Tambores de Safo, integra o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Ceará.

Entre as músicas e clipes, Rodrigues destaca Sapatão de Favela, cuja letra define: “Sou sapata de favela, negra, mãe e sou artista. Minha arte me compõe. Sou uma ruma de coisa, que nem cabe nessa lista”. Como diz a letra, Rodrigues diz que a arte é o diferencial da Tambores. “A arte é ferramenta e também método de ação, afetação e transformação da realidade. O tambor resgata ancestralidade, dialoga com nossos oris, com nossa espiritualidade. Tem poesia, música, jogo cênico e a dança. Tudo isso é político, não é simplesmente estético. E, por ser política e estética, é transformadora e construtora de uma ética.”

Segundo a integrante do grupo, isso faz com que as pessoas se engajem e recebam bem a Tambores. “A gente construiu o bloco Cola o Velcro, quando bota o bloco na rua, com músicas que problematizam a lesbofobia, tem pessoas que inclusive são heterossexuais e que engajam porque a alegria, ela agrega”, diz Rodrigues.

Lésbicas Amazônidas

Em Belém, em 2018 é criado o Coletivo Sapato Preto, grupo de lésbicas negras amazônidas. O nome do coletivo, como explica a cofundadora, a advogada Darlah Farias, busca ressignificar as palavras “sapatão e preta” que historicamente eram usadas para ofender mulheres negras lésbicas. Já as amazônidas, são aquelas que de alguma forma pertencem ao território, sem necessariamente terem nascido na Amazônia.

Para Farias, o coletivo é a realização de um sonho e é, segundo ela, o primeiro e único coletivo de lésbicas negras de Belém.

“O Coletivo Sapato Preto é um sonho de realização porque, quando comecei a visualizar essa movimentação de mulheres lésbicas e negras construindo para si esse espaço, eu comece a tomar isso como uma construção pessoal. Comecei a entender que estava construindo um espaço para mim também, um espaço não só político, mas pessoal, de experiência de vida e de crescimento.”

O coletivo realiza formações não apenas em Belém, mas em outros municípios do Pará, atua em comunidades quilombolas e territórios de matriz africana, sempre com a perspectiva racial e de gênero. Em 2020, com a pandemia, a Sapato Preto começa também a realizar um trabalho de base para garantir auxílio alimentar e realizar outras ações para fortalecer essas mulheres.

Farias atua hoje junto ao governo do Pará, como coordenadora estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQI. “Hoje sou a primeira mulher negra e sapatão, no cargo de coordenação LGBTQI do estado e, pela primeira vez conseguimos colocar dentro do estado uma ação da visibilidade lésbica, voltado para lésbicas, com palestras para lésbicas. Isso é reflexo de Sapato Preto na minha vida”, diz.

Segundo Farias, um coletivo lésbico voltado para mulheres negras e periféricas é importante para dar visibilidade para demandas específicas desse grupo, como acesso a moradia, acesso à saúde pública, questões também ambientais e de sustentabilidade.

“Como essas mulheres lésbicas estão experienciando isso dentro dos territórios e das periferias? Como estão acessando os programas de moradias, se somos as primeiras a sermos expulsas de dentro de casa, como acessam o cadastro de moradia, de habitação? Falar da urgência de mulheres que amam outras mulheres, que quebram essa lógica normativa e, ainda dentro desse grupo, mulheres negras lésbicas, que ainda passam pela questão do racismo ou mulheres trans lésbicas, experiências que são ainda mais diferenciadas, com lesbofobia, transfobia”.

Lugares seguros de convivência

No Distrito Federal, em 2005, nasce a primeira organização lésbica feminista do DF, a Associação Lésbica Feminista de Brasília – Coturno de Vênus. “Existia à época, e ainda é comum entre as lésbicas, a necessidade de compartilhar experiências, formação, discutir e propor políticas públicas para lésbicas e construção de lugares seguros de convivência”, diz Melissa Navarro, uma das fundadoras da Coturno, que é arte educadora, microempresária e atua na militância e ativismo LGBTI+ desde o final dos anos 1990.

A Coturno baseia as ações e atividades em cinco eixos principais de atuação: articulação, formação e incidência política; cuidado e segurança coletivos; cultura e memória lésbica; visibilidade lésbica e direito à cidade; sustentabilidade econômica e educação. Em agosto, quando comemoramos o mês da Visibilidade Lésbica no Brasil, a Coturno desenvolve várias atividades em parceria com outras organizações do DF e do Brasil.

“O mês de agosto é importante para termos mais visibilidade e poder auxiliar jovens lésbicas e sapatões, que ainda não têm o apoio da família e sofrem diversos tipos de violências, para que tenham mais informações sobre seus direitos e como se proteger”, diz Melissa.

Para ela, os avanços são ainda poucos e instáveis, pois não há uma legislação definitiva pra garantia dos direitos das mulheres lésbicas. “No DF, não temos nenhuma legislação que combata a lesbofobia, existem leia estaduais e municipais, mas não nacionais. Nacionalmente, utilizamos as jurisprudências para nós proteger”, ressalta. Nesta terça-feira, uma conquista é de que haverá a primeira sessão solene na Câmara Federal em virtude ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.

Visibilidade Lésbica

Agosto é o Mês da Visibilidade Lésbica, com duas datas, o dia 19, que é o Dia do Orgulho Lésbico, e dia 29, que é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. O dia 29 foi escolhido por ser a data do 1° Seminário Nacional de Lésbicas, em 1996, promovido para chamar a atenção para as pautas do grupo e para as violências sofridas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 0,9% das mulheres brasileiras declara-se lésbica e 0,8% bissexual. Entre 2021 e 2022, a Coturno de Vênus e a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) realizaram o Lesbocenso Nacional, para conhecer o perfil das mulheres lésbicas brasileiras. Os dados mostram que 37,1% residem em bairro de classe média; 13,83%, em periferias; 2,8%, na zona rural; 1,7% em favelas e, 0,8% em comunidades quilombolas e 0,04% em aldeias indígenas.

A maior parte dessas mulheres, 78,61%, sofreu lesbofobia, ou seja, discriminação por serem lésbicas.






Fonte: Agência Brasil

Crimes ambientais na Amazônia são investigados em operações da PF


A Polícia Federal realiza duas operações de combate a crimes ambientais nos estados do Acre e Amazonas. Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 25 mandados de busca e apreensão e seis mandados de proibição de acesso e frequência à área florestal.

No Acre, a Operação Terra Prometida teve início após denúncias de moradores da região sobre desmatamento nas terras da Floresta Estadual do Antimary, no município de Sena Madureira. Foram identificados 598 hectares de área desmatada, com prejuízos que alcançam um valor aproximado de R$18 milhões, segundo apontam as investigações da Polícia Federal.

Amair Feijoli da Cunha, conhecido como Tato, que foi condenado a 27 anos de prisão por ser o intermediário que contratou os executores da missionária Doroty Stang, no Pará, é um dos alvos da Operação Terra Prometida. Ele foi beneficiado com redução de pena pela delação premiada e teve a condenação reduzida para 18 anos de reclusão.

Grilagem de terra

No sul do estado do Amazonas, a Operação Xingu identificou 800 hectares de mata nativa amazônica desmatada, entre os municípios de Boca do Acre e Lábrea. As investigações apontam a prática de grilagem de terra pública para criação de gado, que teria causado prejuízo ambiental de cerca de R$ 17 milhões.

Estariam envolvidos nos crimes um grileiro, dois pecuaristas e um técnico de georreferenciamento, responsável por regularizar, de forma ilegal, imóveis rurais junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ao Cadastro Ambiental Rural.

Os investigados pelas operações podem responder judicialmente pelos crimes de associação a organização criminosa, invasão de terras públicas, desmatamento, falsidade ideológica, estelionato e lavagem de dinheiro, com penas, que somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão.




Fonte: Agência Brasil

Lesa Pátria: PF cumpre mandados contra deputado estadual de Goiás


A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira (29) mais uma etapa da Operação Lesa Pátria, deflagrada com o objetivo de identificar incitadores, participantes e fomentadores dos atos golpistas que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Dois imóveis do deputado estadual por Goiás, Amauri Ribeiro, foram alvo de busca e apreensão na 15ª fase da Lesa Pátria, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os imóveis estão localizados nas cidades de Goiânia e Piracanjuba, ambos no Goiás.

O deputado Amauri Ribeiro defendeu publicamente, em junho, os acampamentos antidemocráticos, formado por pessoas descontentes com o resultado das eleições, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Algumas das declarações foram transmitidos pela TV Alego, da Assembleia Legislativa de Goiás.

“Eu ajudei a bancar quem estava lá. Levei comida, dei água e dinheiro. Acampei e fiquei na porta porque sou patriota. O dinheiro veio de quem acredita nessa nação”, discursou, em sessão ordinária ocorrida em junho na Assembleia.

Em nota, a PF informou que “os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo”.

Posição da defesa

A  Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Amauri Ribeiro. O advogado Demóstenes Torres confirmou que foram cumpridos mandados nas casas do deputado em Goiânia e Piracanjuba.

“Foi apreendido um celular do deputado. A defesa pedirá acesso aos autos que originaram a medida cautelar de busca e apreensão”, informou Demóstenes Torres.

Sobre as declarações feitas na Assembleia Legislativa de Goiás, Demóstenes disse ter protocolado, ainda em junho, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma manifestação de Amauri Ribeiro sobre a referida declaração.

“É preciso ressaltar que a fala do parlamentar foi completamente tirada de contexto”, argumentou Demóstenes.

Segundo a defesa, o deputado disse não considerar bandidos os que estavam acampados na porta do quartel em Goiânia, e que “por questões humanitárias” levou água e alimentos “para os mais carentes que lá estavam”.

Segundo a defesa, o deputado disse considerar “vândalos, bandidos e delinquentes os que participaram das depredações ocorridas em 8 de janeiro deste ano”.

Sobre a possibilidade de eventual pedido de prisão do deputado estadual, a defesa alega que “caso realmente haja o referido pedido cautelar, salienta-se que, em consonância com o Estatuto dos Congressistas previsto na Carta Magna, a Constituição do Estado de Goiás, os deputados estaduais são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”.




Fonte: Agência Brasil

Jovem morto no Rio: PMs investigados são alvos de buscas judiciais


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre, nesta terça-feira (29) cinco mandados de busca e apreensão contra policiais militares (PM) suspeitos de envolvimento na morte do adolescente Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, no início do mês. A vítima foi baleada durante operação policial na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, na madrugada de 7 de agosto. 

Os mandados da operação estão sendo cumpridos em endereços ligados aos alvos e em unidades da PM nos bairros de Bangu, Olaria, Taquara, Tijuca e no centro de Nilópolis, com o apoio da Corregedoria da unidade.

Segundo o Ministério Público, os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca da Capital, com base em apurações do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) sobre a morte. O Ministério Público já tinha ouvido testemunhas no local da ocorrência, dois dias depois da morte de Thiago.

De acordo com a Polícia Militar, quatro agentes do Batalhão de Choque que participaram da ação na Cidade de Deus foram afastados do serviço nas ruas. As armas usadas por eles no dia da operação foram apreendidas para perícia.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 37 milhões


As seis dezenas do concurso 2.626 da Mega-Sena serão sorteadas, nesta terça-feira (29), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

Caso apenas um apostador ganhe o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá R$ 265,9 mil de rendimento no primeiro mês. O prêmio acumulado está estimado em R$ 37 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Timemania

Também nesta terça-feira (29), a Timemania sorteia o prêmio acumulado em R$ 8,4 milhões.

A modalidade é um produto de prognóstico específico onde o apostador escolhe dez dezenas entre 80 e um Time do Coração entre 80 times.

São sorteadas sete dezenas e um Time do Coração. Ganham as apostas os que acertarem de três a sete números ou o time do coração. A aposta custa R$ 3,50.




Fonte: Agência Brasil

Estação do Guandu volta a operar com 100% de capacidade no Rio


A Estação de Tratamento de Água do Guandu, no Grande Rio, voltou a operar, às 4h17 desta terça-feira (29), com 100% de capacidade. A informação foi divulgada, por meio de nota à imprensa, pelo governo estadual, responsável pela operação da estação, através da estatal Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro – Cedae. 

A unidade havia interrompido o fornecimento de água no início da manhã de segunda-feira (28) devido à presença de surfactantes (composto presente em detergentes) no rio Guandu. Ainda na noite de segunda-feira, o abastecimento foi parcialmente retomado.

Normalização

De acordo com o governo, o abastecimento de água pode levar até 72 horas para ser normalizado nas regiões atendidas pelo sistema Guandu, que inclui o Rio e vários municípios da Baixada Fluminense (como Duque de Caxias e Nova Iguaçu).

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da Polícia Civil, estão buscando identificar quem descartou o material no rio Guandu.

Em entrevista coletiva na segunda-feira, o Inea e a Cedae informaram que o material foi lançado na água de forma criminosa.




Fonte: Agência Brasil

Expedição luso-brasileira refaz caminhos percorridos por Dom Pedro I


Começa nesta terça-feira (29), às 9h, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), a expedição luso-brasileira que vai refazer os passos do príncipe regente Dom Pedro I. A expedição resultou na proclamação da Independência do Brasil de Portugal, em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo.

Refazendo os caminhos de Dom Pedro I, a comitiva, integrada por dez pessoas dos dois países, passará por 24 cidades nos estados de Minas Gerais, São Paulo e do Rio de Janeiro. O final da expedição ocorrerá no dia 7 de setembro próximo, no Museu do Ipiranga, na capital paulista. A comitiva é coordenada pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, idealizadora do projeto Heróis Portugueses do Brasil, e celebra os 200 anos da Independência, completados no ano passado.

O coordenador do projeto, Vittorio Lanari, disse à Agência Brasil que o plano foi concebido entre 2013 e 2014, com a ideia de resgatar nomes de cidadãos portugueses que foram importantes para a concepção do Estado brasileiro na forma como é hoje. O primeiro homenageado foi Pedro Teixeira, responsável por ampliar as divisas da Amazônia brasileira para além do Tratado de Tordesilhas da época. Seguiu-se o capitão mor português Martins Soares Moreno, que ajudou a expulsar os franceses e holandeses do Nordeste do país e foi fundador do estado do Ceará. O terceiro é Dom Pedro I, responsável pela Independência do Brasil, “que nós estamos comemorando com um ano de atraso”, afirmou Lanari.

A expedição 200 anos – Os caminhos da Independência do Brasil vai refazer os passos de Dom Pedro, não só em agosto e setembro, quando ele foi do Rio de Janeiro para São Paulo. “A gente começa por Ouro Preto, porque entre março e abril de 1822, Dom Pedro I fez a primeira viagem para o interior do Brasil, a fim de conter uma possível rebelião separatista que podia ocorrer naquela província de Ouro Preto. Esse foi o primeiro passo”, disse o coordenador.

Em maio, ocorreu uma rebelião em São Paulo, devido à morte de alguns militares. “A coisa começou a piorar e aí ele resolveu fazer uma viagem também para aquele estado, com o mesmo motivo, de neutralizar uma possível rebelião, e acabou declarando a Independência”. Segundo o coordenador, “esse é o grande objetivo da expedição: resgatar a memória desses portugueses que foram importantes para o Brasil”.

Rio de Janeiro (RJ) - Expedição refaz passos de Dom Pedro I até a proclamação da Independência. Foto: Divulgação

Rio de Janeiro (RJ) – Expedição refaz passos de Dom Pedro I até a proclamação da Independência. Foto: Divulgação – Divulgação

Novas demandas

Já existem várias demandas de nomes de cidadãos portugueses que agiram em favor do Brasil. Elas procedem do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Centro-Oeste do país. Vittorio Lanari explicou que será feita uma análise histórica do que cada um dos nomes sugeridos tem de importante. “Acredito que todos estarão na mesma balança, com o mesmo peso, e aí deverá ser por sorteio”. A tendência, porém, é que seja escolhido um nome do Sul brasileiro. Apesar de a região ter colonização europeia, com destaque para alemães e poloneses, tem também uma colônia açoriana muito grande, explicou.

A decisão será dada pelo conselho da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, entidade que idealizou o projeto. A expectativa é que, até o fim do ano, será conhecido o nome do quarto homenageado, quando historiadores iniciarão um trabalho de pesquisa mais aprofundado, examinando os roteiros que foram importantes para aquela pessoa, para que possa ser preparada toda a logística da próxima expedição luso-brasileira. Os patrocinadores são empresários dos dois países.

Livros

A cada expedição, são publicados dois livros diferentes. Um, de cunho didático, conta a história do que ocorreu de foma lúdica e é destinado para crianças e alunos do ensino fundamental. Os livros são doados para a comunidade por meio das secretarias municipais de Educação e bibliotecas públicas. Em algumas cidades, é feita uma performance, contextualizando o livro e a expedição para as crianças do local.

Rio de Janeiro (RJ) - Expedição refaz passos de Dom Pedro I até a proclamação da Independência. Foto: Divulgação

Rio de Janeiro (RJ) – Expedição refaz passos de Dom Pedro I até a proclamação da Independência. Foto: Divulgação – Divulgação

Em uma segunda etapa, é publicado o livro da expedição que, além de abordar a parte histórica do evento, inclui o diário de bordo da comitiva e sua relação com as comunidades por onde passa. A ideia é fazer também um documentário cinematográfico sobre a expedição de Dom Pedro I que, além de proclamar a Independência do Brasil, outorgou a primeira Constituição em 1824.

A terceira jornada tem liderança de Raul Penna, vice-presidente do Conselho Consultivo da Câmara Portuguesa de Minas Gerais, e por Fernando Meira Ribeiro Dias, presidente do Conselho Consultivo da Câmara Portuguesa do estado.

O roteiro histórico com todas as localidades visitadas por D. Pedro inclui Belo Horizonte, Ouro Preto, São João Del Rei, Tiradentes, Fazenda Borda do Campo, Barbacena, Juiz de Fora, Fazenda São Mateus – todas em Minas Gerais – Sebollas, Petrópolis, Rio de Janeiro, Fazenda Imperial de Santa Cruz – no Rio de Janeiro – e Fazenda 3 Barras, em Bananal, Fazenda Pau d’Alho, em São José do Barreiro, Areias, Silveiras, Cachoeira Paulista, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí, Mogi das Cruzes, Santos (e São Paulo em São Paulo.

Rio de Janeiro (RJ) - Expedição refaz passos de Dom Pedro I até a proclamação da Independência. Foto: Divulgação

Rio de Janeiro (RJ) – Expedição refaz passos de Dom Pedro I até a proclamação da Independência. Foto: Divulgação – Divulgação




Fonte: Agência Brasil

Jamil Chade: para democratizar cultura, é preciso olhar para interior


O jornalista e escritor brasileiro Jamil Chade, que atua como correspondente em Genebra (Suíça), defendeu, após o Festival Literário de Paracatu (Fliparacatu), a necessidade de maior democratização de acessos à cultura e à educação, como o que ocorreu no evento no interior mineiro no último fim de semana. Ele foi entrevistado pela jornalista Mara Régia, da Rádio Nacional da Amazônia.

“Não tem construção da democracia sem educação e cultura. Não existe atalho. Vamos fazer uma democracia e essa construção não é fazer apenas nas grandes cidades brasileiras. Tem que ir para todos os interiores do Brasil”, afirmou.

Ele identificou que moradores da própria cidade de Paracatu e dos arredores demonstraram bastante interesse pelas temáticas culturais e de direitos humanos tratadas durante o evento. Segundo ele, isso foi também compreendido por autores célebres que estiveram no evento, como Conceição Evaristo e Mia Couto. “Eu fiquei muito impressionado com os dois. Estão sempre escutando”, disse.

Antirracista

O evento, encerrado em Paracatu no último domingo, teve a participação de 70 escritores, sendo 30% deles convidados negros, incluindo a autora homenageada Conceição Evaristo e as premiadas Livia Sant’anna Vaz e Eliana Alvez Cruz.

Rio de Janeiro (RJ) - 29/08/2023 - O evento encerrado em Paracatu, no último domingo, teve a participação de 70 escritores, sendo 30% desses convidados negros, incluindo a autora homenageada Conceição Evaristo, e as premiadas Livia Sant’anna Vaz e Eliana Alvez Cruz.
Foto: Ranch Films Fliparacatu 2023/Divulgação

Rio de Janeiro (RJ) – 29/08/2023 – O evento encerrado em Paracatu, no último domingo, teve a participação de 70 escritores, sendo 30% desses convidados negros, incluindo a autora homenageada Conceição Evaristo, e as premiadas Livia Sant’anna Vaz e Eliana Alvez Cruz. Foto: Ranch Films Fliparacatu 2023/Divulgação – Ranch Films Fliparacatu 2023/Div

O festival ocorreu no Centro Histórico da cidade e reuniu representantes da literatura brasileira e lusófona. O autor moçambicano Mia Couto foi também homenageado. A estimativa é de que pelo menos 24 mil pessoas assistiram às palestras e mesas do evento, que teve temas norteados pela ancestralidade, arte e literatura, incluindo direitos humanos, liberdade, democracia, respeito e combate ao racismo.

Atuar contra o racismo foi a tônica principal do evento, segundo o curador do festival, Afonso Borges. “Eu penso que o enfrentamento ao racismo tem a ver com a desigualdade social, com a violência e com a democracia. E esses são temas que estão nas obras de autores e autoras que passaram por  aqui. Espero muito – e a população também – pelo próximo Fliparacatu”, disse o idealizador do encontro.

Mesmo após o fim do evento, é possível conferir todas as palestras no canal do YouTube do Fliparacatu .




Fonte: Agência Brasil

Uerj apresenta aplicativo para gestão e comércio de água de reuso


A versão 2.0 do Reusa, aplicativo para gestão e comércio de águas de reaproveitamento, será apresentada ao público nesta terça-feira (29) durante o Seminário Reúso de Efluentes e Geração de Negócios, no campus Maracanã, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Trata-se de uma tecnologia que vem sendo idealizada desde 2019 por pesquisadores do Departamento de Engenharia Sanitária e do Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia da Uerj. A expectativa é que em meados de 2024 uma versão comercial do aplicativo já esteja disponível.

A ferramenta permitirá controlar em tempo real as demandas e estoques das águas das estações de tratamento de esgoto (ETE) e será uma ponte entre os produtores e consumidores que utilizam esse recurso.

“Esse aplicativo coloca em contato quem quer comprar essa água de reúso com quem quer vender essa água. É uma espécie de marketplace da água de reúso. Por exemplo, um condomínio pode comprar essa água para lavar as áreas em comum pois não vai usar água potável que é muito cara. Ele pode se cadastrar no aplicativo e identificar onde tem água de reúso disponível e comprar essa água”, explicou o professor Marcelo Obraczka, coordenador do projeto.

A água de reúso é produzida nas estações de tratamento e pode ser utilizada para várias finalidades como na irrigação industrial e na limpeza urbana. No Brasil, há uma grande oferta de água com características favoráveis para serem reutilizadas, o que ajuda a diminuir a poluição de rios, lagos e mananciais e, portanto, a conservar os recursos hídricos.

A versão de teste do Reusa vai operar na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde foram identificadas ETE que poderiam atender à demanda de centenas de empresas. O aplicativo também poderá ser implementado em outros locais desde que haja a disponibilidade dos dados necessários para sua operação.

A carência de uma cultura de reúso de água assim como a escassez do registro de dados históricos são alguns dos desafios com os quais a equipe de pesquisadores e desenvolvedores do Reusa lidam. Segundo o professor Marcelo Obraczka, a nova tecnologia é uma proposta inovadora na gestão de recursos hídricos no Brasil, que “irá ajudar na redução substancial dos custos operacionais de indústrias e de outros grandes consumidores de água com o uso mais racional do sistema de água potável, sendo também uma alternativa de aumento de receita na cadeia de produção de água”.

A tecnologia foi pesquisada e desenvolvida na Uerj, e desde 2022 conta com o fomento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) por meio do programa Catalisa ICT. Também houve apoios e intercâmbio de expertise e dados com instituições estratégicas do setor como a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).




Fonte: Agência Brasil