Nova edição da Campus Party começa terça-feira em São Paulo


Começa na próxima terça-feira (25) e vai até o dia 30 a 15ª edição da Campus Party Brasil. Considerado a maior experiência tecnológica em internet das coisas, blockchain, games, cultura maker, educação e empreendedorismo do mundo, o evento será realizado no Pavilhão de Exposição do Distrito Anhembi, na capital paulista.

Os ingressos já estão à venda no site do evento. Os preços variam de R$ 450 a R$ 565 para ‘campuseiro’ presencial sem camping (acesso a todos os dias do evento de forma individual); ‘campuseiro’ presencial com camping (acesso a todo evento e uma barraca individual com todos os benefícios e estrutura); ‘campuseiro’ presencial com camping duplo (acesso a toda estrutura do camping, mas cada um deve adquirir seu ingresso); ‘campuseiro’ online (ingresso gratuito para assistir a todos as palestras de forma online e com certificado de participação no final do evento).’Campuseiro’ é o nome dado aos participantes da Campus Party.

Esta edição a Campus Party Brasil receberá a final da competição Printer Chef, que reunirá os vencedores das edições da CPBSB5 e CPGoiás3. A Printer Chef é um campeonato gastronômico com pratos feitos com alimentos produzidos em impressora 3D. Antes do torneio, os concorrentes passam por um workshop sobre a impressão dos produtos no equipamento. Serão realizadas duas seletivas com os 16 participantes de São Paulo para definição de quem disputará a final no dia 29 de julho.

Os jurados serão Tanya O’Callaghan e Derrick Green, produtora e apresentador, respectivamente, do programa Highway to Health, o youtuber Fábio Chaves, e o vice-campeão da 2ª edição do Master Chef Brasil, Raul Lemos.

“Esta é a primeira competição gastronômica do mundo com bioimpressão de alimentos que são à base de batata, grão-de-bico, feijão, beterraba, chocolate e doce de leite. Depois, estes serão harmonizados com outros pratos por chefs de universidades de gastronomia ou de cursos profissionalizantes que disputam ali uma grande competição”, explicou o CEO da Campus Party Brasil, Tonico Novaes.

Segundo Novaes, o Printer Chef foi um sucesso nas edições realizadas em Brasília e em Goiás. “Essa iniciativa inovadora combina a tecnologia com a gastronomia, proporcionando novas experiências culinárias. Além disso, a utilização de impressoras 3D para alimentos representa uma alternativa promissora para o futuro, permitindo uma abordagem mais saudável e criativa na alimentação”, acrescentou.

Novaes disse ainda que uma das novidades deste ano é o palco multiuso, com áreas que podem funcionar tanto como espaço para palestras quanto para workshops. Uma das palestrantes a ocupar o palco neste ano será Lucy Hawking, jornalista, escritora, educadora, filha do falecido físico teórico Stephen Hawking. “Ela é nossa principal convidada, e é uma honra recebê-la como presidente da Fundação Stephen Hawking, como autora de diversos livros para adolescentes e jovens sobre inteligência artificial, computação quântica, internet das coisas etc.”, afirmou.

Também está na agenda o programa Startup 360, realizado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), cujo objetivo é possibilitar que startups iniciantes e avançadas exponham seus trabalhos. Além disso, as empresas de inovação receberão mentorias e treinamentos.

“O programa Startup 360 dá a novos empreendedores a chance de mostrar suas inovações ao mercado, além de ser uma oportunidade para que investidores conheçam negócios disruptivos e promissores. Como o empreendedorismo é uma das marcas da Campus Party, conseguimos dimensionar como está a participação das startups no mercado atual”, ressaltou Novaes.

A Campus Party terá ainda campeonato de robótica, exibição de carros autônomos, área de jogos eletrônicos, palcos de animes, com palestras de cosplays e dubladores renomados, exposição de cartoons, hackathons (competição de programação). O ‘campuseiro’ também poderá ajudar a definir como será a inteligência artificial da Campus Party.

“A grande missão da Campus Party é descobrir os talentos e dar a eles esse protagonismo. Sempre buscamos trazer grandes inovações e conseguimos isso no passado. Em 2010, fizemos um fórum dentro da Campus Party que deu origem ao Marco Civil da Internet em 2019. Outro caso de sucesso foi um hackathon com foco em digitalizar a carteira nacional de vacinação e isso gerou o ConectaSus. O que quero mostrar com isso é a potência que a Campus Party tem de entregar um legado para a sociedade”, destacou Novaes.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumulada pode pagar prêmio de R$ 60 milhões neste sábado


A Caixa Econômica Federal sorteia, neste sábado, (22), às 20h, as dezenas referentes ao concurso 2613 da Mega-Sena. O prêmio acumulado está estimado em R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas.

No último sorteio, na quarta-feira (19), nenhum apostador acertou as seis dezenas sorteadas.

A aposta mínima de seis dezenas custa R$ 5, e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.

O sorteio acontecerá, no caminhão da Sorte Caixa, instalado no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo.




Fonte: Agência Brasil

Mostra revela influência da arte povera na cultura brasileira


A Casa França Brasil, localizada na região central do Rio de Janeiro, abre neste sábado (22), às 16h, a exposição O Real Transfigurado – Diálogos com a Arte Povera – Coleção Sattamini/MAC-Niterói. A mostra é gratuita e ficará aberta à visitação pública até o dia 17 de setembro, de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Às quartas-feiras, há atendimento exclusivo para pessoas com deficiência intelectual e mental, das 10h às 11h. A exposição chama a atenção para a influência da arte povera na produção artística brasileira.

A arte povera (arte pobre) é um movimento que nasceu na Itália, no fim da década de 1960, e que buscava uma relação mais vivencial com a arte, ao mesmo tempo que expunha a objetificação da obra de arte como uma coisa puramente comercial.

Da mesma forma que ocorreu com a arte pop, que surgiu na Europa e teve grande presença nos Estados Unidos, e o conceitualismo, iniciado na Europa na mesma época, a arte povera é um movimento italiano que vai também na direção de questionar a obra de arte como um produto meramente comercial, disse à Agência Brasil um dos curadores da exposição, Rafael Fortes Peixoto.

“Os artistas daquela época começaram a produzir obras que subvertiam a lógica estritamente comercial”, explicou Peixoto. Havia uma provocação por uma expressão artística mais pulsante, contra uma ideia de objeto artístico estático. Por isso, os artistas usavam materiais do cotidiano considerados não nobres, como matérias orgânicas, produtos perecíveis e animais vivos, caso da icônica obra Pappagallo, feita por Jannis Kounellis em 1967, e que apresentava um papagaio comendo ração no seu poleiro. Havia uma provocação tanto sobre o que era ser artista, como do papel da arte na sociedade de consumo.

No Brasil

Segundo Rafael Peixoto, no Brasil, o movimento provocou rupturas importantes no conceito da obra de arte tradicional que processaram transformações nas décadas seguintes, possibilitando, por exemplo, o desenvolvimento das performances, da videoarte, das instalações, e abrindo caminhos que continuam até na arte contemporânea.

No Brasil, nas décadas de 1960 e 1970, o cenário era conturbado por conta da ditadura militar, e os artistas, ou se exilavam, ou permaneciam no país e enfrentavam um quadro de forte censura, repressão e violência. Peixoto destacou que as obras elaboradas naquela época no país traziam a marca da denúncia e exerciam o papel de resistência democrática, ao contrário das artes pop e conceitual cuja crítica, na Europa e Estados Unidos, visava a sociedade de consumo. A questão da povera foi assimilada pelos artistas de modo peculiar, abordando a questão política e social.

21/07/2023, Exposição O Real Transfigurado, na Casa França Brasil. Obras de Artur Barrio - Trouxa ensanguentada 1969. Foto Paulinho Muniz/ Divulgação

Trouxas ensanguentadas (1969), obra de Artur Barrio – Paulinho Muniz/Divulgação

Um dos artistas influenciados pela arte povera no Brasil foi o português radicado no país Artur Barrio, que realizou trabalhos de grande impacto com materiais orgânicos como lixo, papel higiênico, detritos humanos e carne putrefata.

Um exemplo são as Trouxas Ensanguentadas, espalhadas pela cidade e que faziam alusão à época da ditadura. “Barrio é um dos artistas mais significativos e tem influência muito forte da arte povera”, afirmou Peixoto.

Ele lamentou que a arte povera não seja muito estudada ainda pela crítica no Brasil e ressaltou que a exposição busca “acender uma centelha” para que o tema volte à tona no país e seja conhecido pelo grande público e, também, no ambiente artístico.

Reflexão

A exposição, que tem patrocínio da Petrobras, apresenta ao público 36 obras de 33 artistas, feitas com diferentes técnicas, formatos e materiais. De acordo com o curador, a intenção é fazer o público refletir sobre o que é arte. Além de apresentar obras de artistas diretamente vinculados a esse movimento durante o período da ditadura militar, a exposição traz outros nomes, já dos anos de 1980 e 1990, mas que dialogam à distância, com essas questões.

As obras que compõem a mostra pertencem à Coleção João Sattamini, em comodato com o Museu de Arte Contemporânea (MAC-Niterói) desde 1991. Entre os 33 artistas selecionados para a exposição estão Antonio Dias, Cildo Meireles, Anna Bella Geiger, Ernesto Neto, Frans Krajcberg, Artur Barrio, Tunga, Nelson Felix, Iole de Freitas, Antonio Manuel e Nazareth Pacheco.

Esta é a segunda de três exposições da série Paisagens Fluminenses programada para este ano. Contemplada na chamada do Programa Petrobras Cultural Múltiplas Expressões, a série conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é revitalizar a Casa França Brasil como importante espaço de cultura e de valorização da produção artística brasileira.

Rafael Peixoto lembrou que a primeira exposição da série, Navegar é Preciso – Paisagens Fluminenses, ficou ambientada na Casa França-Brasil até o dia 9 de julho, e reuniu 3,6 mil pessoas apenas no dia de abertura. “Isso mostra que a arte está presente na vida das pessoas”, afirmou.




Fonte: Agência Brasil

Relógio no Cristo Redentor alerta sobre impactos das mudanças do clima


O Brasil vai receber neste sábado (22), quando é celebrado o Dia da Emergência Climática, o Relógio do Clima, ou Climate Clock. Criado por grupo internacional de cientistas e de ativistas, ele marca o prazo que resta para que seja mantido o aumento médio da temperatura terrestre em níveis minimamente seguros para a humanidade.

O relógio continuará regredindo no tempo e quando atingir a zero significará que todo o orçamento de carbono estará esgotado e a probabilidade de impactos climáticos globais devastadores será muito alta. A iniciativa surgiu a partir de eventos climáticos extremos que têm ocorrido com frequência cada vez maior ao redor do mundo.

“Quando o cálculo foi feito em 2015, a gente estava em um ritmo de emissões em que os cientistas falaram que a gente teria até 2030 para tentar ficar dentro do limite de 1,5°C. Agora é antes disso, a gente está falando em menos de seis anos”, disse à Agência Brasil, Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, que é o responsável pela ação do Relógio do Clima no Brasil.

“A mensagem é essa. É tarde e a gente não tem tempo a perder. É hora de fazer um alinhamento total das políticas e das decisões privadas também com esse imperativo da redução das emissões [de carbono] e de garantir segurança climática para todos”, apontou a presidente.

Outros países

Depois de ter passado numa projeção digital de 24 metros na Union Square de Nova York, e em outros tamanhos em Londres, Roma, Seul, Tóquio e Pequim; o Relógio do Clima será projetado no monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, entre 17h e 21h.

“São ações grandes e de visibilidade para fazer as pessoas que sequer estão pensando neste assunto se darem conta desse tempo restante no relógio climático”.

A iniciativa conta ainda com relógios portáteis de ação entregues a líderes climáticos mundiais como Greta Thunberg e o primeiro-ministro das Bahamas, Phillip Davis. Aqui no Brasil, a ativista indígena Txai Suruí e Natalie Unterstell, foram presenteadas com exemplares.

“O mais importante é que a mensagem do relógio ecoe para muitas pessoas. Ele significa que se a taxa de emissão continuar a aumentar ele vai acelerar, o relógio vai andar mais rápido. Por outro lado, se a gente conseguir reduzir as emissões esse relógio vai começar a marcar mais devagar”, explica Natalie.

“Literalmente a gente tem esse controle do tempo nesse relógio por conta das nossas emissões. Ele é um relógio climático, não é um relógio comum. Ele não marca que horas são”, disse Natalie Unterstell sobre o efeito do equipamento que ganhou.

Prazo

Na projeção no Cristo Redentor, será a primeira vez em que o Relógio do Clima marcará prazo menor que seis anos para zerar o orçamento de carbono. “A gente está encurtando o tempo para essa ação ocorrer. Acho que esse é o maior perigo. A humanidade não está se dando chance de limitar o aquecimento [global] em níveis seguros. A gente está avançando rumo ao abismo infelizmente. Aí a gente quer ilustrar que as soluções já existem para a gente resolver o problema. Então, junto com a marca do relógio que vai aparecer no Cristo, vão ter as soluções que vão desde controlar o desmatamento, fazer a transição para as energias renováveis e assim por diante”, revelou.

Natalie explica que em 2015 cientistas fizeram o cálculo de que precisaria manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC como limite mais seguro para a população mundial até 2030, mas isso vem se alterando. “A gente estava em um ritmo de emissões em que os cientistas falaram que a gente tem até 2030 para tentar ficar dentro do limite de 1,5ºC. Agora é antes disso, a gente está falando em menos de seis anos. A gente está encurtando o tempo para essa ação ocorrer. Acho que esse é o maior perigo. A humanidade não está se dando chance de limitar o aquecimento em níveis seguros. A gente está avançando rumo ao abismo infelizmente”, lamenta.

Brasil inserido

A presidente do instituto Talanoa destacou que o Brasil é o quinto maior emissor global de gases de efeito estufa. “Isso quer dizer que a gente tem essa responsabilidade. É um chamado para a gente olhar para as nossas emissões e nossas responsabilidades e tomar ações aqui também. É óbvio que tem países mais ricos e economias mais avançadas, que emitiram muito mais que a gente, como os Estados Unidos. A gente também tem que cobrar deles, mas que fique clara a nossa responsabilidade e que a gente ouça esse chamado também”, comentou, acrescentando que essa é a importância do Brasil fazer parte da iniciativa neste sábado.




Fonte: Agência Brasil

Rio: Justiça proíbe exigência de teste HIV para candidatos a concursos


A 15ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da Capital determinou que os candidatos ao concurso de formação de soldados da Polícia Militar do estado do Rio, portadores do HIV e/ou de doenças dermatológicas como vitiligo, psoríase, e dermatose que comprometa o barbear ou que traga comprometimento apenas estético, não poderão ser excluídos do concurso devido. O pedido foi feito à Justiça pela 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital em Ação Civil Pública ajuizada contra o Estado do Rio de Janeiro e o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade), organizador do concurso da Polícia Militar.

No edital referente ao concurso público para preenchimento de vagas no Curso de Formação de soldados policiais militares está prevista a realização de diversos exames, entre eles o antiHIV 1 e 2, bem como a eliminação dos candidatos possuidores do HIV. Além disso, o edital também prevê a exclusão do concurso de candidatos portadores de condições clínicas, sinais ou sintomas que o incapacitem, dentre eles portadores de HIV e doenças dermatológicas: vitiligo; psoríase; pênfigo; eczemas extensos; paroníquia crônica dos dedos dos pés; acne com processo inflamatório agudo ou outra dermatose (psicose, pseudofoliculite) que comprometa o barbear; doenças ou alterações da pele, subcutâneo e anexos persistentes e/ou incuráveis que tragam comprometimento funcional e/ou estético.

De acordo com o MPRJ “esta Promotoria de Justiça recomendou à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e ao Ibade que retirassem do edital a previsão de exclusão de candidato portador de doença dermatológica que não configurasse condição incapacitante ou prejudicial ao desenvolvimento da atividade policial, e a exigência de entrega de exame médico para HIV.  O Estado réu, porém, optou por manter sua conduta discriminatória, apesar de ter sido informado que as doenças mencionadas não causariam prejuízo ao desempenho das funções policiais, além da condição de portador do HIV ser confidencial, não podendo ser exigida do candidato”, diz um trecho da ação civil pública.

As provas objetivas para o concurso de soldado da PM estão marcadas para o dia 27 de agosto. A corporação está oferecendo 2 mil vagas.




Fonte: Agência Brasil

Exposição Elas Indígenas mostra grafismos artísticos de oito mulheres


A Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC-RJ), abre neste sábado (22), às 11h, a exposição coletiva gratuita Elas Indígenas. A mostra reúne, nas Cavalariças da EAV, 50 obras de oito mulheres de povos indígenas do norte ao sul do país.

A classificação é livre e a visitação pode ser feita de quinta a terça-feira, das 10h às 17h, sem agendamento prévio, na Rua Jardim Botânico, 414, na capital. A exposição não abrirá às quartas-feiras. A inauguração contará com a presentação do Coral Guarany.

As artistas selecionadas são Ana Kariri (Paraíba), Benilda Kadiwéu e Coletivo Kadiwéu (Mato Grosso do Sul), Juliana Guarany (Rio de Janeiro), Mara Kambeba (Amazonas), Tapixi Guajajara (Maranhão), Vãngri Kaingáng (Rio Grande do Sul), Varin Marubo (Amazonas) e We’e’ena Tikuna (Amazonas). A exposição ficará aberta até o dia 10 de setembro.

Rio de Janeiro, 21/07/2023, A artista indígena, Tapixi Guajajara. Foto Ingrid Pimenta/ Divulgação

Tapixi Guajajara terá obra exposta na Elas Indígenas –  Ingrid Pimenta/ Divulgação

O curador da exposição e também diretor da EAV, Alberto Saraiva, considera “extremamente importante” mostrar o trabalho dessas artistas agora. “A gente escolheu apresentar justamente os grafismos dos seus referidos povos, porque esses grafismos já existiam no Brasil como a arte desses povos. E hoje, através dessa exposição, a gente abre uma porta para que esses grafismos artísticos sejam inseridos na história da arte brasileira. Porque isso não aconteceu ainda, de forma clara. É preciso fazer um esforço nesse sentido”, disse o curador à Agência Brasil.

Protagonismo

Alberto Saraiva explicou que a escolha por mulheres e não por homens para a exposição é porque as mulheres têm tido um destaque e protagonismo muito grandes na luta pelos seus povos. “Elas foram gradativamente entrando nas universidades, na política e, também, na arte. A maioria das mulheres que estão aqui participa de movimentos de mulheres em prol dos direitos indígenas e dos direitos das mulheres na vida, na sociedade e na política”.

Rio de Janeiro, 21/07/2023, Obra da artista indígena, Mara Kambeba. Exposição ELAS Indígenas. Foto Renan Lima/ Divulgação

Obra de Mara Kambeba – Renan Lima/ Divulgação

Uma das artistas, Varin Marubo, é doutora em antropologia e trabalha com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), uma organização não governamental (ONG) que acompanha os povos indígenas na região. “Ela trabalha com os povos isolados da Amazônia e é muito importante que ela, como indígena, faça esse papel junto aos povos também indígenas”, comentou o diretor da EAV.

A exposição marca o lançamento de um núcleo de arte indígena que a EAV está abrindo, denominado Ações Indígenas Permanentes. “Não é interessante para a Escola só fazer uma exposição que dura dois meses. É preciso ter uma ação consistente que provoque a inserção dessas mulheres e desses saberes indígenas na estrutura pedagógica, na estrutura de ensino da Escola”, destacou Saraiva. Varin Marubo, por exemplo, foi convidada para ser professora da EAV. “Ela se tornou a primeira professora indígena de arte na EAV e dará aula sobre grafismo do povo marubo. Varin será a primeira professora indígena do corpo docente do Parque Lage”.

Alberto Saraiva espera que em 2024 haja a cada mês um indígena dando curso ou oficina na Escola sobre saberes indígenas. Ele já pensou em pintura corporal e pigmentos como primeiros temas a serem abordados. Antropólogos e linguistas que são também indígenas serão convidados a participar dessas atividades. “A exposição Elas Indígenas é que marca a presença dos povos indígenas na Escola”, reiterou Alberto Saraiva.

Escolha

A escolha pelos grafismos para a mostra tem um significado histórico, porque são anteriores à chegada dos portugueses no país. “E porque há uma fricção entre a tradição visual europeia que chega aqui no território brasileiro e essa tradição visual que já existia aqui. Por isso é que estamos trabalhando com grafismos e não com outras representações, como paisagens, por exemplo”. O curador esclareceu que os povos indígenas não pensam como quem estuda, se forma em arte e se torna artista.

Rio de Janeiro, 21/07/2023, Obra da artista indígena, Tapixi Guajajara. Exposição ELAS Indígenas. Foto Renan Lima / Divulgação

Obra de Tapixi Guajajara – Renan Lima/ Divulgação

“Eles já são artistas porque, ali, todo mundo participa dessa construção estética. Está no corpo da pessoa, está nos lares, na cestaria, nos objetos. Está em tudo naturalmente. É um sistema diferente desse que foi trazido pelo colonizador europeu. É um sistema não capitalista”, enfatizou Saraiva. Por isso, reforçou que as mulheres indígenas que participam da exposição “já são artistas naturalmente”. Apontou que a exposição promoverá a inserção dessas artistas dentro de um sistema artístico que é capitalista. “Com a clareza que elas têm hoje, entendem isso”, concluiu o curador.




Fonte: Agência Brasil

Jovens devem ser ouvidos sobre soluções para os nem-nem


Os jovens brasileiros estão em desalento, e é preciso ouvi-los para construir soluções. A análise é da pesquisadora Mônica Peregrino, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), especialista em juventude, mas também está na voz de lideranças juvenis que alertam para o desperdício de talentos, da força e da energia dos jovens.

Em mais uma reportagem da série especial sobre jovens nem-nem, a Agência Brasil ouviu especialistas e jovens que apontaram políticas necessárias para enfrentar a falta de oportunidades que atinge 36% dos jovens brasileiros, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Estudar e trabalhar é uma característica muito singular do jovem brasileiro, trabalhar é uma parte bastante importante da identidade dos jovens, ao contrário de outros países”, pontua a professora da Unirio, Mônica Peregrino. No artigo Tendências na Transição Escola-Trabalho, ela apresenta a situação do jovem brasileiro na pesquisa das juventudes Ibero-Americanas. De acordo com o estudo, que ainda será publicado, o jovem brasileiro, principalmente os mais pobres, sofrem ausência de integração.

“Não estudar e não trabalhar é presente em todas as faixas socioeconômicas: se vê que é praticamente residual entre os grupos mais providos, mas três vezes maior nos grupos mais pobres. Não é uma questão de desejo pessoal, esses jovens têm uma dificuldade de engajamento institucional.”

O estudo mostra ainda como se dá a transição entre a escola e o mercado de trabalho. “No estudo se vê claramente que a transição para os mais ricos é suave, já essa transposição dos jovens mais pobres, é muito mais abrupta e sem a mediação da possibilidade de estudar e trabalhar”, observa Mônica.

São Paulo (SP) - 21/07/2023 - Relatório Education at a Glance, de 2022, mostra que o Brasil é o segundo país na esfera da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com maior proporção de jovens, com idade entre 18 e 24 anos, que não estudam e nem trabalham, os chamados nem-nem. O país fica atrás apenas da África do Sul. Na faixa etária considerada no relatório da OCDE, 36% dos jovens brasileiros estão sem trabalho. 
Foto:Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo (SP) – 21/07/2023 – Relatório Education at a Glance, de 2022, mostra que o Brasil é o segundo país na esfera da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com maior proporção de jovens, com idade entre 18 e 24 anos, que não estudam e nem trabalham, os chamados nem-nem. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A pesquisadora lamenta, no entanto, que, entre os jovens mais pobres, esta situação de nem estudar, nem trabalhar os deixa à margem da sociedade. “As consequências para os mais pobres, as mulheres, e principalmente entre pretos e parte dos pardos, é que se faz uma transição para a vida adulta por fora dos engajamentos sociais regulares, como escola e trabalho, portanto por fora das políticas públicas, dos direitos de cidadania, que são questões de integração.”

Na avaliação de Mônica Peregrino, as últimas reformas no país dificultaram a manutenção do jovem na escola e a entrada no mercado de trabalho. “A reforma do ensino médio, que estabelece um tempo maior de estudo dos jovens, está, em contrapartida, diminuindo significativamente, em nível dos estados, a escolarização regular noturna, isso é empurrar esses indivíduos que estavam tentando se integrar”, adverte. “Já a reforma trabalhista precarizou um trabalho que já era bastante problemático e piorou a qualidade do trabalho para os jovens.”

Diante disso, o que se vê é o desalento da juventude. “Existe um movimento em busca de integração, mas existe um desalento juvenil, um cansaço, uma falta de horizonte, estes últimos anos cobram seu preço, e os efeitos disso é que há muito mais dificuldades desses jovens para se integrarem às possibilidades plenas da sociedade”, considera a professora.

Para desenvolver ações eficazes, segundo ela, é preciso ouvir os jovens. “Temos que ouvir os jovens e as suas necessidades específicas. Por exemplo, muitas mulheres jovens têm dificuldades de estudar porque não têm com quem deixar suas crianças, então precisamos de creches ou espaços que possam comportar os cuidados dos filhos dessas mulheres, seria um elemento importante.”

Ações de incentivo e estímulo ao aprendizado também podem ter bons resultados, opina Mônica Peregrino. “Ter uma política de reavivamento de ensino de jovens e adultos seria outro elemento importante, porque essas pessoas que estão à beira da sociedade entram nesses espaços pelas instituições que conseguem compor as beiradas. São necessárias políticas de suporte para a educação, para o trabalho e de suporte à composição entre estudo e trabalho, principalmente que garantam que o jovem vai poder estudar e trabalhar ao mesmo tempo.”

Políticas de permanência

Na opinião da recém-eleita presidente na União Nacional dos Estudantes (UNE), Manuella Mirela, é preciso aproveitar o momento para avançar economicamente e assim, envolver os jovens.

“O Brasil atravessa a sua janela demográfica – momento em que a população economicamente ativa é a maior que todo o restante – e é neste momento que o país pode produzir, avançar economicamente, criar reservas para quando entrarmos no ônus demográfico previsto para a próxima década”, ressalta.

“Os chamados nem-nem representam uma grande preocupação e é, sobretudo, um grande desperdício da força e energia da juventude, tanto para o jovem, que se vê em meio ao trabalho precarizado para gerar renda e sem perspectivas, quanto para o desenvolvimento nacional para essa e as próximas gerações”, completa.

Para Manuella, o momento é de retomar os incentivos aos jovens. “Precisamos de agenda de retomada para o trabalho decente, para conter o avanço da ‘uberização’, programas para conter evasão escolar e universitária – as políticas de permanência – e um ensino médio com foco em formação técnica sem negligenciar as disciplinas tradicionais”, afirma.

Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz ressalta a evasão do jovem da escola. “O ensino médio é um gargalo educacional, em que temos índices de evasão muito altos – 500 mil por ano. A ideia é que essa etapa aprimore o pensamento crítico, ofereça base para as graduações e prepare para o mundo do trabalho. Porém, não acontece. Muitos estudantes abandonam a escola para gerar renda para suas famílias, porém acabam caindo no trabalho precarizado, autônomo, sem direitos trabalhistas.”

Jade lamenta que a condição precária e, portanto, fora das estatísticas, levam esses jovens para essa situação. “Assim, se enquadram no nem-nem, quando, na verdade, estão vivendo o extremo da ‘uberização’ – e sem qualquer condição de continuar a formação, quanto mais seguir para a graduação.”

A solução, no entendimento dela, é o investimento na educação. “Pensando na etapa do ensino médio, o Brasil precisa de investimentos em escolas técnicas, para conter essa evasão e garantir que esse estudante possa migrar do trabalho precarizado para o decente, obter renda, ser força de trabalho para o desenvolvimento nacional e ainda seguir para o ensino superior”.




Fonte: Agência Brasil

Políticas potencializam trajetórias e criam oportunidade para jovens


A jovem Nayane Silva (foto) era estudante do primeiro ano do ensino médio quando engravidou da filha, aos 18 anos. “Estudei até quando eu estava com seis meses de gestação, a barriga foi crescendo, não tinha como subir uma rampa que dava acesso à escola, então parei os estudos”, conta ela, que passou quatro anos fora da escola, até que conheceu o projeto Virando o Jogo em Fortaleza. Aluna da quinta edição do projeto, a jovem mãe está fazendo curso de salgadeira.

“Me senti muito acolhida e fui gostando cada vez mais das aulas, com os psicólogos, fui saindo do sedentarismo, criando novos hábitos e conhecimentos. Hoje sou salgadeira, amo culinária. O projeto tem me ajudado bastante, tanto psicologicamente, como fisicamente, com os esportes oferecidos saí da obesidade e do sedentarismo, agora sou apaixonada por esporte e sou saudável”, conta Nayane, de 23 anos.

No momento, ela está sem emprego. “É muito difícil, faltam oportunidades!”. Mas, agora reinserida no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), onde estuda as disciplinas dos três anos do ensino médio, quer prestar concurso para a Guarda Municipal de Fortaleza. “Vou me preparar para o próximo concurso, não gostava de estudar e hoje tenho prazer em aprender. Vou estudar e não vou parar até chegar a hora da aprovação.”

O jovem Carlos Daniel Carneiro de Sousa é colega da Nayane no curso de salgadeiro. Ele terminou o ensino médio e no momento está sem trabalhar, mas o projeto o motiva. “Minha vida se encontrava meio sem sentido, seguia apenas por seguir. Havia parado em 2020 no 1° ano do médio e foi no período da pandemia, estava bem desinteressado na vida. Mas, a experiência no Virando o Jogo tem sido de aprendizado e de autoconhecimento, um misto muito grande. A vida ainda está um pouco turbulenta, mas me sinto muito melhor, em relação ao início do projeto mudei bastante.”

Aos 22 anos, ele sonha em montar seu próprio negócio. “Quero ter um restaurante ou algo relacionado a gastronomia”. Atualmente ele estuda por conta própria em casa para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Meus planos atuais são trabalhar em uma cozinha e adquirir conhecimento, mais na frente fazer uma faculdade e em alguns anos abrir meu negócio.”

Mateus Santos da Silva foi aluno da primeira edição. Fez curso de assistente administrativo e, durante a edição, foi reinserido no EJA semipresencial e aprovado na seleção de jovem aprendiz no Banco do Nordeste. Mas, antes do projeto, não era assim.

20/07/2023 - Sonhos das juventudes: políticas ajudam a potencializar trajetórias e criar oportunidades - Na foto Mateus Solano que foi efetivado no banco depois de um ano e meio como jovem aprendiz e ainda cursa duas faculdades ao mesmo tempo.

Mateus Santos foi efetivado no banco depois de um ano e meio como jovem aprendiz – Arquivo pessoal/Divulgação

“Eu não trabalhava, eu não estudava e ficava só em casa, abandonei os estudos porque arranjei um trabalho, depois fiquei sem os estudos e sem o trabalho”. Mas o projeto transformou a vida dele. “Consegui ingressar no Ceja para concluir os estudos, tive direito a vários cursos e à ajuda de custo, que dava para ajudar em casa. Foi uma experiência muito boa, os professores são ótimos!”

Mateus foi efetivado no banco depois de um ano e meio como jovem aprendiz e ainda cursa duas faculdades ao mesmo tempo. “Estou no segundo semestre da faculdade de administração e de processos gerenciais também.”

Aos 22 anos, ele também quer fazer concurso público. “Meu sonho é terminar as duas faculdades, conseguir um bom emprego e ainda pretendo passar em concurso público e vou passar!”.

Nayane e Carlos estão no projeto Virando o Jogo, que em Fortaleza e em Sobral chegou a 5.180 jovens cearenses que não estudam e nem trabalham, ou, como o jovem Mateus, não estudavam e não trabalhavam e tiveram a vida transformada. A iniciativa do governo do estado do Ceará envolve órgãos das áreas de educação, da segurança pública, a Fundação de Amparo à Pesquisa, além do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

A história desses e de outros jovens foi registrada no livro-reportagem Aqui Contém Sonhos: Narrativas em torno do Projeto Virando o Jogo.

O projeto possibilita acesso gratuito a cursos profissionalizantes certificados pelo Senac e, paralelamente, promove ações de reinserção escolar junto a quem interrompeu os estudos e tem interesse em voltar a estudar, reconduzindo cada jovem participante evadido ao ensino regular.

Ao vestir a camisa do Virando o Jogo, o “botão” da virada é acionado em diferentes fases: ao longo do processo formativo, participantes do projeto Virando o Jogo passam por formação cidadã, qualificação profissional, ações comunitárias e atividades socioculturais, além de adquirir noções de empreendedorismo e gestão financeira. Contam ainda com atendimento psicossocial e acompanhamento familiar, quando necessário, assim como ajuda de custo, vale-transporte, material didático, uniforme, lanche e outros benefícios sociais.

Quem avançou em todas as “casas” do projeto Virando o Jogo sai com certificado técnico-profissional assinado pelo Senac, perspectiva de encaminhamento para estágios ou empregos, pequenos negócios iniciados ou em planejamento e um currículo mais encorpado, o que resulta em chances mais sólidas para ingressar no mercado de trabalho.

Com recursos do Programa de Prevenção e Redução à Violência do Estado do Ceará (PReVio), o governo do estado afirma que em 2023 o projeto vai chegar a três municípios cearenses: Caucaia, Maracanaú e Maranguape. Em 2024, serão ainda acrescidos Itapipoca, Quixadá, Iguatu, Crato e Juazeiro do Norte. Com isso, a estimativa é atingir a marca de 20 mil adolescentes e jovens atendidos em todo o estado.

Avaliação

A iniciativa do projeto Virando o Jogo levou a um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará e da Universidade de Fortaleza (Unifor)  a analisá-lo, assim como a situação do jovem que está fora da escola e do trabalho. Na visão do pesquisador Gustavo Raposo, primeiro é preciso pensar o sentido do termo nem-nem.

“Nem estuda, nem trabalha, essa ideia é de que esse jovem está numa situação muito vulnerável, porque ele deveria estar estudando e não está. Ao não estudar prejudica o futuro profissional dele, o futuro da renda e também não estar trabalhando faz com que ele fique ainda mais vulnerável, exposto ao recrutamento para atividades ilícitas e isso acaba se transformando num duplo efeito de risco. E tem um contingente muito grande de jovens que estão nessa situação”, lamenta o pesquisador, que trabalha com direitos humanos e pesquisa empírica.

O pesquisador explica que é preciso analisar o que faz esse jovem estar fora da escola. “Tem muitas questões relacionadas à violência urbana, deslocamento, efeito do controle das organizações criminosas sobre os territórios, uma infinidade de possibilidades e aspectos que podem ser tratados pra pensar por que esse jovem não está dentro da escola.”

O ambiente escolar também influencia para este abandono. “Outro aspecto importante diz respeito à própria escola: por que não consegue manter esse jovem dentro da escola? Será que a escola é ruim, será que tem violência dentro dessa escola, será que ela não está oferecendo uma formação adequada para esse jovem, que faça com que ele se sinta estimulado e atraído para ficar dentro da escola? A dinâmica também relacionada à escola que tem que ser observada.”

Quanto à dimensão profissional, o pesquisador frisa que o jovem pode ocasionalmente trabalhar, embora precariamente. “Ele está fazendo bicos, se movimentando, às vezes transitando entre atividades lícitas, como entrega, e ilícitas, fazendo pequenos trabalhos associados ao mundo crime, tem uma situação que esse jovem que a gente diz que não trabalha, na verdade ele está se virando de todo jeito para sobreviver, mesmo que não tenha uma atividade fixa permanente.”

Para Raposo, é preciso refletir que esse jovem é supervulnerável em todos os aspectos. “Essa situação destrói boa parte das perspectivas de futuro que ele tem e cria uma situação de vulnerabilidade que pode gerar riscos associados, inclusive à segurança e a atividades criminosas.” O pesquisador defende que esse jovem precisa ser cuidado.

“Precisa ser protegido, precisa haver investimentos, programas, que tragam esse jovem de volta para escola e, ao mesmo tempo, trabalhe a inserção ou a reinserção profissional dele. O nem-nem tem que ser acolhido porque ele é um jovem que tem potencial enorme, eles são criativos, têm projetos, sonhos, ideias inovadoras, mas estão, em grande medida, sem a capacidade de enxergar naquele horizonte que ele vive, ver o que ele pode fazer para sair daquilo.”

Para tanto, os projetos podem mudar a situação, analisa Raposo. “Os projetos mostram opções, caminhos, abrem uma porta, induzem esse movimento inercial que acaba fazendo com ele seja tragado por essa situação de vulnerabilidade em que vive.”

O pesquisador alerta, no entanto, para a visão negativa que há desses jovens. “É preciso muito cuidado com a ideia do jovem problema. Tem muita gente que fala: ‘Vamos investir para que eles não virem ‘ladrões’. Cuidado com essa abordagem. A abordagem do acolhimento, do apoio, da compreensão dos problemas que vivem, da oportunidade e da potencialidade que esse jovem tem, se for bem trabalhada, é adequada, é a perspectiva que a gente prefere atuar.”

Ele observa que falta de perspectiva dos jovens também não é um problema só brasileiro. “É é muito presente em outros países, essa falta de oportunidades, de perspectivas, o mercado de trabalho que não consegue absorver esses jovens, especialmente jovens negros, que vêm de grupos minoritários no exterior, principalmente afetando filhos de imigrantes, então não é um problema só brasileiro. Mas no Brasil é um problema de dimensão alarmante.”




Fonte: Agência Brasil

Anthony Garotinho é internado no Rio de Janeiro


O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, de 63 anos, está internado no hospital da Unimed, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, vítima de pneumonia. Garotinho já havia informado por meio de suas redes sociais, no início da semana, que estava em casa, de repouso, para tratar uma pneumonia e chegou a dizer que precisaria adiar alguns compromissos devido ao quadro de febre e tosse forte.

O quadro acabou se agravando e o ex-governador foi internado no fim desta semana. Ele está acompanhado da esposa, Rosinha Garotinho, e recebendo medicação endovenosa. A previsão é que o ele fique internado até este domingo (23), quando fará nova bateria de exames para confirmar se o tratamento evoluiu e poderá retornar para casa.

Garotinho foi prefeito de Campos por dois mandatos e foi eleito governador do estado do Rio de Janeiro em 1998, com apoio do ex-governador Leonel Brizola. Em 2010, foi eleito deputado federal. Chegou a se candidatar à Presidência da República em 2002, mas terminou a corrida eleitoral na terceira colocação. Além disso, ele responde a processos na Justiça, acusado de corrupção, e, por isso, já foi preso diversas vezes.




Fonte: Agência Brasil

Cartilha ensina como se proteger de códigos maliciosos na internet


O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lançou uma cartilha que ajuda as pessoas a se protegerem de códigos maliciosos na internet.

O material, disponível, gratuitamente, na página CERT.br, destaca a importância da utilização de mecanismos de proteção, como os antivírus, e a manutenção de sistemas e aplicativos atualizados. A cartilha também orienta os usuários a não clicarem em todos os link recebidos, e sempre desconfiar de anexos.

Segundo a gerente do CERT.br, Cristine Hoepers, o melhor modo de se proteger é impedir a infecção inicial do dispositivo – computador ou celular. Para isso, mesmo com a presença de um antivírus, é necessário manter-se alerta para não ser enganado por mensagens que pretendem convencer o usuário a instalar um vírus no equipamento.

“As ferramentas antimalware, popularmente conhecidas como antivírus, dependem de atualização constante, pois novas variantes de códigos maliciosos surgem diariamente. Mesmo com essa proteção, os usuários devem ficar atentos aos ataques que envolvem engenharia social, em que a vítima é convencida a executar ações que resultam na instalação do malware”, explica.

A cartilha recomenda que o usuário mantenha o programa de antivírus e o sistema operacional sempre atualizados. Também orienta a pessoa a agir rapidamente em caso de suspeita de problemas. “Aja rapidamente em caso de suspeitas de problemas: abriu um arquivo ou clicou no link de um e-mail e depois descobriu que era malware? Seu dispositivo está estranho? Imediatamente, use o antivírus instalado em seu dispositivo”.

De acordo com o manual, se não for possível remover o malware ou os sintomas persistirem, deve ser reinstalado o sistema operacional ou restauradas as configurações de fábrica, e alteradas as senhas dos serviços acessados pelo dispositivo.

“Não clique em todos os links que você recebe. A recomendação é sempre analisar o contexto e observar os detalhes. Se necessário, contate, usando outro meio de comunicação, quem supostamente encaminhou o link. Na dúvida, não clique”, aconselha a cartilha.




Fonte: Agência Brasil