Polícia faz operação e prende 18 suspeitos de tráfico na Cracolândia


A Secretaria de Segurança de São Paulo informou que 18 pessoas foram presas na Cracolândia, região central da capital paulista, na noite desse sábado (22).

As prisões ocorreram durante operação realizada pelas polícias Civil e Militar, além da Guarda Metropolitana. Elas são suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas

De acordo com a secretaria, 16 foram presos em flagrante; todos com antecedentes criminais por tráfico de entorpecentes, furtos e roubos.

Dois estavam com mandados de prisão em aberto.  A manutenção da prisão dos suspeitos já foi solicitada à Justiça.

A operação na Cracolândia é mais um capítulo na discussão sobre os índices de criminalidade na região e sobre a situação de dependentes químicos que vivem nas ruas do centro de São Paulo há décadas.

No início deste mês, outra operação policial foi realizada no local, mas o fluxo de usuários de drogas voltou à região.

Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que poderia transferir a Cracolândia para outro ponto do centro da capital, mas, em seguida, o governo informou que a medida será revista.




Fonte: Agência Brasil

SBPC abre neste domingo a 75ª reunião anual, em Curitiba


A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) abre neste domingo (23), em Curitiba, a 75ª Reunião Anual da entidade. O tema deste ano é “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”.

O evento vai até 29 de julho. Estão previstas mesas redondas e conferências sobre mudanças climáticas, reconstrução do apoio à pesquisa científica, inteligência artificial, desenvolvimento nacional de vacinas, entre outros temas. O evento é gratuito.

No total, o congresso contará com mais de 200 atividades, entre debates presenciais e virtuais.  As atividades serão realizadas no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no complexo da reitoria, no prédio histórico do campus e na Praça Santos Andrade.

A abertura será realizada hoje, às 18h, no Teatro Guaíra, na capital paranaense, e será transmitida pelas redes sociais.

A programação completa pode ser encontrada no site da SBPC.




Fonte: Agência Brasil

Rio teve centenas de chacinas desde episódio da Candelária há 30 anos


Dezenas de jovens dormiam nas calçadas dos arredores da Igreja da Candelária, no centro da cidade do Rio de Janeiro, na madrugada de 23 de julho de 1993, uma sexta-feira. No dia anterior, alguns deles haviam apedrejado um carro da Polícia Militar (PM), mas provavelmente não imaginavam que haveria retaliação por seu ato de vandalismo. 

O revide veio por meio de uma ação desproporcional e covarde, cometida por policiais militares, que envolveu a execução de oito dos jovens sem teto. As vítimas tinham entre 11 e 19 anos de idade. Wagner dos Santos, que foi alvo de quatro disparos, conseguiu sobreviver e acabou tornando-se peça-chave na elucidação do crime, que viria a ser conhecido como Chacina da Candelária.

Dois policiais militares e um ex-policial foram condenados pelo massacre, os três com penas que superam os 200 anos de prisão. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, o PM Nelson Oliveira dos Santos cumpriu pena até sua extinção, em 2008. Já o PM Marco Aurélio Dias de Alcântara e o ex-PM Marcus Vinícius Emmanuel Borges cumpriram suas penas até receberem indultos, em 2011 e 2012, respectivamente.

A condenação dos responsáveis e a comoção nacional (e até internacional) provocada pelo crime não evitaram que novas chacinas ocorressem no país e, em especial, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, por exemplo, 22 pessoas seriam executadas na favela de Vigário Geral. No ano seguinte, foram 13 mortes na Nova Brasília. Os assassinos eram, mais uma vez, policiais.

Passados 30 anos do crime, várias outras chacinas ocorreram no estado, vitimando centenas de pessoas. Em vários desses casos, os perpetradores foram agentes do Estado, que, segundo as leis brasileiras, deveriam proteger vidas.

Outros casos

Rio de Janeiro (RJ) 20/07/2023  - Há 30 anos, em 23 de julho de 1993, oito jovens foram assassinados a tiros no centro do Rio de Janeiro no episódio que ficou conhecido como a chacina da Candelária.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Repercussão internacional da Chacina da Candelária não impediu ocorrência de outros casos – Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Um estudo publicado em abril deste ano, pelo Grupo de Estudos de Novas Ilegalidades da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), mostrou que, apenas de 2007 a 2022, foram registradas 629 chacinas decorrentes de ações de policiais no estado, ou seja, ocorrências em que três ou mais pessoas foram mortas (segundo a metodologia da pesquisa). Mais de 2.500 pessoas morreram nesses episódios.

O mesmo estudo também fez um recorte das “mega chacinas” policiais, ou seja, quando, segundo a metodologia da pesquisa, as ações de agentes do Estado resultaram em oito mortes ou mais, como na Candelária. Nesse período de 15 anos, foram registradas 27 ocorrências deste tipo, que resultaram na morte de 300 civis e de quatro policiais.

“Me parece que há uma continuidade bastante clara, de forma historicamente situada, que se relaciona à ausência de um efetivo controle democrático da atividade policial. Em regimes democráticos, o uso da força é socialmente pactuado e deve ser feito nos limites estritos da lei”, afirma o sociólogo Daniel Hirata, coordenador do Geni/UFF.

Em depoimento enviado à Agência Brasil, em abril deste ano, o diretor-geral de Polícia Especializada da Polícia Civil fluminense, Felipe Curi, discorda da definição de chacina policial dada pelo Geni/UFF. Segundo Curi, chacinas são ocorrências “ilegais, indeterminadas e de forma aleatória de várias pessoas ao mesmo tempo” e que, portanto, mortes em operações policiais não poderiam ser consideradas chacinas, porque são uma “ação legítima do Estado”.

O estudo da UFF ressalta, no entanto, que parte dessas mortes pode ser resultado da desproporcionalidade no uso da força por policiais, ou mesmo serem consideradas execuções sumárias. Isso extrapolaria a definição de “ação legítima do Estado”.

Em maio de 2021, por exemplo, uma operação policial para cumprimento de mandados de prisão na comunidade do Jacarezinho, na zona norte da cidade, terminou com 27 civis mortos. Moradores da comunidade acusaram policiais de execuções extrajudiciais e relataram casos de pessoas que se renderam e mesmo assim foram mortas. Uma das vítimas foi o jovem Marlon Santana de Araújo, de 24 anos, que, segundo sua mãe, Adriana, foi morto dentro de uma casa junto com outros jovens.

“Uma testemunha disse que ele estava com as mãos para o alto. Ele se entregou mas, assim mesmo, eles perfuraram o meu filho. Eles iam matando e brincando com os corpos. Quem estava vivo sabia que ia ser o próximo”, relata a mãe.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reconheceu indícios de execução em pelo menos três mortes. Um desses homicídios virou processo criminal na Justiça do estado.

Em Costa Barros, em 2015, um carro com cinco amigos que voltavam de uma comemoração foi fuzilado, com mais de 100 tiros, por policiais militares. As vítimas tinham entre 16 e 25 anos e não eram criminosos, não estavam armados e não ofereciam nenhum risco aos agentes que os mataram.

A mãe de Marlon, Adriana Santana de Araújo, diz que as chacinas continuam e não vão parar, devido à impunidade. “Depois dessa matança, teve matança no Salgueiro [em São Gonçalo, com nove mortos em novembro de 2021], depois teve a matança do Complexo da Penha [com 23 mortos, em maio de 2022]. Por que matam? Porque não param eles. Eles podem entrar [na favela], podem matar e fazer o que for porque sabem que, para eles, não dá nada [ou seja, nenhuma punição].”

Segundo Daniel Hirata, as chacinas não só continuam a ocorrer no Rio de Janeiro após a Candelária, como também passaram a ter perfil mais “oficial”.

“No caso da chacina da Candelária, assim como de Vigário Geral, Acari [em 1990], enfim nessas chacinas que marcaram os anos 90, nós tínhamos a atuação comprovada de policiais, mas atuando fora do horário de serviço, muitas vezes fazendo parte de grupos de extermínio, com viés de ‘limpeza social’. Tinham uma atuação extralegal. Com o passar do tempo, essas chacinas passaram a ser predominantes em operações policiais, avalizadas pelos poderes políticos e policiais”, explica o pesquisador.

Crianças e jovens

Márcia Gatto, representante do Movimento Candelária Nunca Mais e membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio, destaca que o estado tem uma política de segurança muito “agressiva e violenta”, que ocasiona não apenas chacinas, mas também a mortes de crianças e jovens, de forma isolada.

“Na verdade, a gente vive uma política homicida, em especial contra um segmento, que são os negros e pobres. É uma política de segurança pública que, aqui no Rio de Janeiro, é muito agressiva e violenta. É, de fato, uma política que não assegura direitos, mas está sempre violando os direitos, violando o direito à vida dessas pessoas”, afirma.

Segundo Márcia, a data da chacina da Candelária precisa ser lembrada, porque até hoje persistem os crimes de execução e a vitimização de crianças e adolescentes.

Dados do Instituto Fogo Cruzado, compilados pelo Geni/UFF, mostram que, de 2016 a 2022, 17 crianças e adolescentes foram mortos em chacinas policiais. Analisando-se todas as mortes, ou seja, mesmo aquelas que não ocorreram em chacinas, o número de vítimas é ainda maior.

De acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, de 2012 a 2021, 1.368 crianças e jovens de até 19 anos foram mortos em “intervenções legais e operações de guerra” (nomenclatura do ministério para as mortes provocadas por agentes do Estado), no estado do Rio. Dentre essas vítimas, 50 tinham menos de 15 anos.

“Tem balas perdidas, crianças sendo mortas no caminho para a escola, dentro da escola. Isso é inconcebível. A desculpa é sempre que entram [na favela] para combater o tráfico e a violência nas favelas. Mas isso tem um resultado de que sempre morrem inocentes”, acrescenta Márcia.

Violência e abandono

A educadora Yvonne Bezerra de Mello trabalhava com as crianças e adolescentes em situação de rua na região da Candelária quando houve a chacina, em 1993. O projeto de educação mantido por ela na época evoluiu e se transformou na organização não governamental (ONG) Uerê, que é voltada para o ensino de crianças e adolescentes que têm bloqueios cognitivos e emocionais, devido à exposição constante a traumas e violência.

“A chacina da Candelária, mesmo tendo despertado atenção internacionalmente, não serviu para nada. Não serviu para os dirigentes pensarem e reformularem as políticas de segurança no país”, afirma Yvonne.

Segundo a educadora, as rotineiras incursões policiais nas favelas e periferias provocam não apenas mortes, mas também traumas nas crianças e adolescentes. “É absurdo que, apesar de termos leis muito boas, como o Estatuto [da Criança e do Adolescente, o ECA], você não cumpre esse estatuto e deixa que crianças cresçam de uma maneira muito negativa. As crianças não podem se desenvolver nesse ambiente de violência”, ressalta Yvonne. “A saúde mental de crianças e adolescentes está altamente comprometida no país.”

Yvonne chama a atenção para outro fato: a continuidade da existência de crianças e adolescentes vivendo nas ruas. Segundo ela, em 1993, na região da Candelária, vivia um grupo de mais de 70 pessoas em situação de rua.

“É um absurdo deixar um grupo desses se formar. E não foi por falta de aviso. Procurei prefeitinho do centro, autoridade, deputado e nunca ninguém deu a menor atenção. Só deram atenção, depois que aconteceu o massacre”, afirmou. “Ninguém dava a menor bola para aquelas crianças, como não dão até hoje. Isso não mudou também.”

Yvonne Bezerra de Mello não demonstra muito otimismo em relação aos próximos 30 anos. “Normalmente eu sou uma pessoa positiva, mas nesse sentido eu espero muito pouca coisa, porque, enquanto o sistema brasileiro não mudar sua forma de enxergar a realidade, vamos ter o mesmo problema eternamente.”

Respostas

Em nota, a Polícia Militar afirma que suas ações têm “como preocupação central a preservação de vidas e o cumprimento irrestrito da legislação em vigor”. A PM acrescentou que se pauta por informações do setor de inteligência e por planejamento prévio.

Ainda segundo a PM, o índice de mortes por intervenção de agentes do Estado caiu mais de 15% no Rio de Janeiro de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). “Oscilações pontuais deste e de outros indicadores estratégicos são permanentemente verificadas para ajustes.”

A Secretaria Municipal de Assistência Social da cidade do Rio, também por meio de nota, informa que existe um serviço de acolhimento institucional temporário para garantir direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que precisaram ser afastados de suas famílias ou casas.

Também há ações de acompanhamento das famílias, com o objetivo de fazer a reinserção familiar e comunitária de crianças e jovens. A rede de acolhimento, segundo a secretaria, está espalhada pela cidade, de forma a garantir cobertura ampla em todo o município.

De acordo com a Secretaria de Assistência Social, de janeiro a junho do ano de 2023 foram realizados 2.907 acolhimentos na rede da prefeitura. Atualmente, encontram-se acolhidos 173 crianças e adolescentes. São 33,52% de crianças e 66,47% de adolescentes.

“Nos últimos 30 anos, muitas políticas públicas para este grupo foram implementadas, como o Estatuto da Criança e do Adolescente. Infelizmente, ainda temos casos de violência, seja em casa ou nas ruas. Temos que reconhecer que o trabalho feito está reduzindo essa ferida histórica, mas é importante dizer que a nossa meta é que não haja nenhuma criança ou adolescente com direitos violados”, afirmou o secretário municipal de Assistência Social, Adilson Pires.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que desenvolve programas voltados para a proteção social de crianças e adolescentes que têm seus direitos violados ou ameaçados, como os programas de Trabalho Protegido na Adolescência e de Atenção à Criança e Adolescente em Situação de Risco.

A Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Civil, mas, até a publicação desta reportagem, não teve resposta.




Fonte: Agência Brasil

Ninguém acerta a Mega-Sena e prêmio acumula em R$ 70 milhões


As seis dezenas do concurso 2.613 da Mega-Sena foram sorteadas na noite desse sábado (22), no Espaço da Sorte, na cidade de São Paulo.

Não houve ganhadores na faixa principal, e o prêmio acumulado para terça-feira (25), primeiro sorteio da Mega-Semana da Sorte, está estimado em R$ 70 milhões. Os demais concursos ocorrerão na quinta (27) e no sábado (29).

Os números sorteados foram os seguintes: 14 – 26 – 40 – 42 – 46 – 52.

A quina teve 70 apostas ganhadoras, e cada uma vai pagar R$ 80.398,82. Já a quadra registrou 5.774 apostas vencedoras e os acertadores vão receber um prêmio individual de R$ 1.392,42.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: Avós e Escritores são os destaques da semana


A semana entre 23 e 29 de julho de 2023 tem como destaque um dia festivo e comemorado em países como Brasil, Portugal e Espanha. No dia 26 de julho é comemorado o Dia dos Avós. A data foi escolhida pela igreja católica como uma forma de homenagear os pais de Maria e avós de Jesus, chamados de Ana e Joaquim e é comemorado como uma forma de homenagem a estes familiares considerados mais sábeis pela vasta experiência de vida.

Em 2021, os netinhos mandaram recados para os avós no Repórter Rio, jornal da TV Brasil.

Já nas rádios, no mesmo ano, o programa Revista Rio entrevistou a psicóloga Fabíola Bloch para falar sobre essa relação tão importante:

Outra data de destaque na semana é o Dia Nacional do Escritor, celebrado no dia 25 de julho. O célebre autor baiano Jorge Amado (1912-2001), já havia, em 1960, escrito 11 (dos seus 16) romances. Ele era, na ocasião, vice-presidente da União Brasileira dos Escritores (UBE) e teve, juntamente, com o presidente da entidade e imortal da ABL, João Pelegrino Junior (1898-1983), a iniciativa de realizar o 1º Festival do Escritor Brasileiro. Além do evento, um decreto governamental instituiu a data do Dia Nacional do Escritor.

Em 2019, o programa Tarde Nacional conversou sobre o tema com o cordelista e escritor Gustavo Dourado. Ele afirmou que o Brasil é um celeiro de escritores e que é preciso trabalhar muito na profissão. Ouça a entrevista:

A escritora Conceição Evaristo, que ilustra esta reportagem, lançou este mês, na cidade do Rio de Janeiro, um novo espaço cultural, a Casa Escrevivência. A escritora vinha se preparando para um dia ter um lugar onde pudesse dispor do seu acervo bibliográfico e artístico. Clique aqui e confira a reportagem completa.

Chacina da Candelária

Ainda no início da semana (23), a Chacina da Candelária completa 30 anos. Na madrugada de 23 de julho de 1993, policiais executaram oito crianças e adolescentes que dormiam em frente à igreja da Candelária, no centro do Rio do Janeiro. Em 2018, quando a chacina completava 25 anos, a repórter Raquel Júnia ouviu familiares das vítimas que ainda esperavam o pagamento de indenizações. Ouça o áudio publicado na Radioagência Nacional:

A TV Brasil também relembrou a data histórica, em 2018, no jornal Repórter Brasil:

Combate à hepatite

O dia 28 de julho é dedicado ao combate à doença. Data endossada pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, as hepatites são doenças causadas por vírus e estima-se que 57% dos casos de cirrose hepática e 78% dos casos de câncer primário de fígados sejam causados por vírus das hepatites B e C. No ano passado, a TV Brasil falou sobre o assunto no Repórter Brasil Tarde:

Personalidades

No dia 25, a cantora e compositora fluminense Sueli Costa estaria completando 80 anos. A artista faleceu no dia 4 de março de 2023, aos 79. O programa Rádio Memória relembrou a participação de Sueli no programa Ao Vivo entre Amigos, exibido pela Rádio MEC, em agosto de 2007. Dylan Araújo bateu um papo com a pesquisadora do acervo da EBC, Fernanda Buarque, sobre essa homenagem. Acompanhe os detalhes:

Já no dia seguinte (26), Michael Philip Jagger, mais conhecido como Mick Jagger e vocalista da banda “The Rolling Stones” completa 80 anos. Em 2021, o cantor e o líder do Foo Fighters, Dave Grohl, lançaram uma música chamada Eazy Sleazy, uma ironia sobre a vida afetada pela pandemia, o Repórter Brasil Tarde mostrou um trechinho da composição. Confira:

Confira a lista semanal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

23 à 29 Julho de 2023

23

Nascimento do mestre de bumba meu boi Apolônio Melônio (105 anos)

Nascimento do músico gaúcho Renato Borghetti (60 anos) – um dos mais renomados artistas representantes da musicalidade sulista, apresenta-se no Brasil, em festivais e festas do Sul e, com o mesmo sucesso, em festas juninas no Nordeste, e em concertos em teatros de diversas capitais, inclusive o Teatro Amazonas, além de apresentacões no exterior, em cidades como Munique e Stuttgart, entre outras

Ocorre a Chacina da Candelária (30 anos)

24

Morte do ator, comediante e compositor paulista Rogério Cardoso (20 anos)

Nascimento do sociólogo, professor e crítico literário fluminense Antônio Candido de Mello e Souza, o Antonio Candido (105 anos)

Nascimento do militar e líder político venezuelano Simón Bolívar (240 anos)

Nascimento do poeta, folclorista, pintor, ator, militante do Movimento Negro e do Partido Comunista, e teatrólogo pernambucano Solano Trindade (115 anos)

Criação da Polícia Rodoviária Federal, por Washington Luiz, com a denominação de “Polícia das Estradas” (95 anos)

25

Nascimento do cantor goiano Emival Eterno Costa, o Leonardo, da dupla Leandro & Leonardo (60 anos)

Nascimento da cantora e compositora fluminense Sueli Costa (80 anos)

Criação do Ministério da Saúde no Brasil (70 anos)

Nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo, Louise Brown (45 anos)

Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana, Afro-Caribenha e da Diáspora / Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

Dia Nacional do Escritor – comemoração do Brasil, que teria sido instituída por decreto governamental de 1960, em tributo ao sucesso do “1º Festival do Escritor Brasileiro”, que foi organizado em 1960 pela União Brasileira de Escritores, a partir da iniciativa dos escritores brasileiros e então diretores da UBC, João Peregrino Júnior e Jorge Amado

26

Nascimento do cantor inglês Michael Philip Jagger, o Mick Jagger (80 anos) – vocalista da banda “The Rolling Stones”

Fundação do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, o FBI (115 anos)

Dia dos Avós – dia festivo de alguma forma comemorado em vários lugares, em louvor a Santa Ana e São Joaquim, que são venerados como pais de Santa Maria e avós do Menino Jesus, além de também serem tidos na conta de padroeiros dos Avós e Caseiros

27

Assinado o armistício decretando o fim da Guerra da Coréia e divisão do país entre as Coréias do Norte e do Sul (70 anos)

28

Morte do cangaceiro pernambucano Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e de sua companheira baiana Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita (85 anos)

Nascimento do cantor e compositor paulista Guilherme Arantes (70 anos)

Morte do cantor mineiro Mário de Souza Marques Filho, o Noite Ilustrada (20 anos) – em 1958, foi contratado pela Rádio Nacional

Dia Mundial de Combate à Hepatite – endossado pela Organização Mundial de Saúde

29

Nascimento do político italiano e que liderou o Partido Nacional Fascista Benito Mussolini (140 anos)

Morte do cineasta espanhol Luis Buñel (40 anos)

Morte do ator e cineasta piauiense radicado em Brasília Afonso Brazza (20 anos)

O presidente dos Estados Unidos da América Dwight D. Eisenhower assina o National Aeronautics and Space Act, instituindo a agência estadunidense de Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) (65 anos)

Início dos Jogos Olímpicos de Londres (75 anos)




Fonte: Agência Brasil

Meta do governo é contratar 2 milhões de moradias populares até 2026


As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, que reduzem juros e aumentam o subsídio para a aquisição de imóveis, vão contribuir para que seja alcançada a meta de contratar 2 milhões de moradias até 2026, de acordo com o ministro das Cidades, Jader Filho.

As mudanças no programa foram sancionadas no dia 13, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação do ministro é de que a retomada da construção de imóveis do Minha Casa, Minha Vida terá impacto positivo na economia do país e vai gerar empregos e renda para a população.

“Só daquilo que é [recurso] do Orçamento Geral da União, nos quatro anos, pretendemos gerar mais de um milhão de empregos diretos e indiretos. Só nas 500 mil unidades que estão previstas no Orçamento Geral da União, fora o que vai ser feito com o FGTS [Fundo de Garantida do Tempo de Serviço]. Então, acreditamos que o Minha Casa, Minha Vida vai ajudar muito na retomada da economia do Brasil”, disse Jader Filho em entrevista ao programa Brasil em Pauta, do Canal Gov.

O ministro explicou que as novas regras do programa são resultado de discussões com prefeituras, entidades da sociedade civil e setor privado para aperfeiçoar o Minha Casa, Minha Vida e adequá-lo à realidade de cada região. Dentre as mudanças, Jader Filho destacou que os imóveis passarão a ser construídos apenas em terrenos que estejam próximos a equipamentos públicos como escolas, creches, postos de saúde e comércio, para facilitar a vida dos cidadãos. “Nossa exigência é que o Minha Casa, Minha Vida seja dentro dos centros urbanos, ou em áreas contíguas aos centros urbanos para criar essa facilidade”, disse.

O aumento do desconto no valor da entrada para a compra do imóvel do Minha Casa, Minha Vida financiado com recursos do FGTS será fundamental para facilitar a aquisição da própria para quem vive nas regiões Norte de Nordeste, afirmou o ministro. O valor passou de R$ 47,5 mil na Faixa 1 para R$ 55 mil.

“Algumas regiões do país não estavam respondendo bem ao FGTS, como o Norte e o Nordeste e, a partir de diálogos, pudemos identificar que o principal problema era a questão da entrada. O Norte e o Nordeste precisavam ter um ajuste maior na questão da entrada e, com isso, ampliamos de R$ 47,5 mil para um limite R$ 55 mil, que é o subsídio que o governo dá. Diminuímos a taxa de juros nessas regiões, ela sai de 4,25% para 4% e nas outras regiões sai de 4,5% para 4,25%”.

Ampliar o programa para atender também a classe média é uma discussão que está em curso no governo federal. Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda mensal de até R$ 8 mil. “Estamos estudando uma maneira de ampliar ainda mais esse limite e ultrapassando os R$ 8 mil. Mas isso ainda está em estudo, em diálogo tanto com o Ministério das Cidades quanto com a Casa Civil para que possamos apresentar isso ao presidente [Lula]”, disse.

O ministro das Cidades, Jader Filho, também falou sobre o Marco do Saneamento. Segundo ele, investimento é palavra-chave para fazer avançar o saneamento básico no país. “O que temos que focar é no investimento, não importa se ele é público ou privado, até porque, no nosso entender, ninguém sozinho vai conseguir alcançar a universalização em 2033”, defendeu.

O programa Brasil em Pauta vai ao ar a partir das 22h30 deste domingo (16), no Canal Gov.




Fonte: Agência Brasil

MST capixaba promove 1ª Festa do Café da Reforma Agrária


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) abriu neste sábado (22), no município de São Mateus (ES), a 1ª Festa do Café da Reforma Agrária Capixaba, para celebrar a colheita do café produzido nas áreas de reforma agrária do Espírito Santo.  

A festividade ocorreu no Assentamento rural Vale da Vitória. A programação durante todo o sábado contou com feira de produtos da reforma agrária (in natura, industrializados e artesanato); espaço para alimentação; atividades culturais; e inauguração das novas instalações da Cooperativa de Beneficiamento, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Assentados (Coopterra), que, atualmente, registra cerca de 250 famílias cooperadas.

Abertura da festa da colheita do café, com a presença de assentados e acampados do MST de todo o Espírito Santo, a abertura da 1ª Festa da Colheita do Café.
Foto: Cyla_Photo/MST/Divulgação

Abertura da festa da colheita do café, com a presença de assentados e acampados do MST de todo o Espírito Santo – Cyla_Photo/MST/Divulgação

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador Nacional de Produção, Cooperação e Meio Ambiente do MST, Daniel Mâncio, diz entender que a festividade tem abrangência nacional. Daniel Mâncio explica que a produção de café nos assentamentos da reforma agrária é organizada pelo MST em seis estados.

“O movimento dos sem terra busca organizar as cadeias produtivas prioritárias, entre elas a do café, como uma forma de dar saltos qualitativos, não só no âmbito da produção, mas da agroindustrialização e da comercialização, articulando processos de ponta a ponta da cadeia, agregando, assim, valor, gerando renda e trabalho e, por isso, contribuímos de forma muito importante do ponto de vista organizativo”.

Visitas

O evento registrou a presença de assentados e acampados do MST naquele estado, além do  coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, e do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira.

Ao conhecer a produção de famílias assentadas, o ministro Paulo Teixeira reforçou a importância da administração da cooperativa ser integralmente feita por famílias assentadas. “Hoje, eu vi aqui uma experiência importante na produção e sistema cooperativado do café e da pimenta. Um sistema que deu certo, demonstrando o papel da reforma agrária e da cooperação”.

Políticas públicas

João Pedro Stedile, disrcusa na abertura da festa da colheita do café, com a presença de assentados e acampados do MST de todo o Espírito Santo, a abertura da 1ª Festa da Colheita do Café.
Foto: Cyla_Photo/MST/Divulgação

João Pedro Stedile disrcusa na abertura da festa da colheita do café – Cyla_Photo/MST/Divulgação

O evento ainda teve debates e ato político. João Pedro Stédile, da coordenação nacional do MST, pontuou a importância da organização dos trabalhadores rurais no Espírito Santo. “Mesmo de forma micro, aqui no Espírito Santo, temos revelado um quadro na luta de classes nacional, especialmente no campo da agricultura”. Stédile ainda pleiteou avanços das políticas de reforma agrária. “Temos que recuperar uma política de crédito para as agroindústrias, assim como temos que retomar o Pronera [Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária]. Para isso, estaremos atentos às lutas necessárias em defesa do desenvolvimento dos nossos assentamentos”.

À Agência Brasil, o coordenador do MST, Daniel Mâncio, enumerou outras políticas públicas consideradas fundamentais ao desenvolvimento do campo brasileiro e que foram debatidas com ministro Paulo Teixeira. Entre elas: políticas de crédito para custeio e estímulo à produção nos assentamentos de reforma agrária, a partir do novo Plano Safra. O MST também focou em outras políticas públicas para agroindustrialização, desenvolvimento e agregação de valor à produção. Por fim, Daniel Mâncio defendeu as políticas de comercialização institucional, via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); pela formação de estoques e também por compras institucionais pelo governo federal. “Com essas políticas, é possível estabelecer uma nova relação de organização da produção e de distribuição do alimento para a sociedade brasileira. Além disso, a assistência técnica, enquanto um programa que fomenta, estimula, organiza e qualifica, também, a produção de café”.

Café da reforma agrária

O MST estima que, anualmente, as áreas do movimento no Espírito Santo colhem cerca de 150 mil sacas de grãos, envolvendo 450 famílias produtoras, onde a maior parte é beneficiada pela Cooperativa Coopterra.

De acordo com o movimento, o cultivo do café tem sido uma das principais cadeias produtivas em consolidação na região, especialmente o café da variação conilon.

Hoje, o Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável entre 75% e 78% da produção nacional.

Os assentados da reforma agrária de São Mateus (ES) ainda se destacam pela produção de pimenta do reino.




Fonte: Agência Brasil

Racismo no México “é brutal e hipócrita”, diz senadora no Latinidades


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Com conferência, workshop de dança tradicional haitiana, feira de empreendedorismo preto e muitos shows, o Festival Latinidades prossegue neste sábado (22), no Centro Cultural São Paulo (CCSP), promovendo uma vasta programação para impulsionar as trajetórias de mulheres negras nos mais diversos campos de atuação.

Hoje, a programação teve início às 14h30 com uma conferência para discutir o direito coletivo na lei do patrimônio cultural dos povos e comunidades indígenas e afro-americanas. A conferência contou com a participação da artista e senadora mexicana Susana Harp, que apresentou seu livro Afro-México. “O livro é o resultado de um trabalho legislativo. Sou uma cantora mexicana e investigadora, mas agora, há cinco anos, sou senadora do México e um dos temas importantes tem sido o reconhecimento constitucional dos povos e comunidades afro-mexicanos que não estavam reconhecidos”, defendeu, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo a senadora, o racismo no México “é brutal e hipócrita”, condenando muitas pessoas à invisibilidade, e só será vencido com “o despertar da consciência humana”. “É um processo que começa dentro das pessoas”.

São Paulo (SP) 22/07/2023   -  Conferencia  “O Direito Coletivo na Lei do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Indígenas e Afro-Mexicana com a artista e senadora mexicana Susana Harp.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Conferencia O Direito Coletivo na Lei do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Indígenas e Afro-Mexicana, com a artista e senadora mexicana Susana Harp – Paulo Pinto/Agência Brasil

Festival

O Festival Latinidades, considerado o maior festival de mulheres negras da América Latina, é um espaço de articulação política e cultural em torno do 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Com uma programação multilinguagem, que envolve oficinas, palestras, debates, rodas de negócios e música, esta edição do evento explora como tema o Bem-Viver, conceito que encontra ressonância nos modos de viver dos povos da floresta e povos tradicionais da América Latina.

“Estamos desdobrando o tema Bem-Viver em diversas atividades. Este é um conceito que está em disputa, apesar de ser milenar e ancestral e está mais atual do que nunca. Estamos buscando trazer várias perspectivas sobre esse tema como no campo da política pública, da reparação, da justiça e do bem-estar. O Bem-Viver é um conjunto de conceitos muito complexos, mas que está aí para contrapor esse modelo de sociedade exploratório, racista, misógino e opressor e que não é sustentável. E nada melhor do que o campo da arte e da cultura para promover essa transformação”, disse Jaqueline Fernandes, diretora-geral do Festival Latinidades.

Neste sábado, a programação do Latinidades será até às 21h, com uma série de shows musicais, entre eles, apresentações das cantoras Ellen Oléria e Zezé Motta. “Os ingressos online já se esgotaram, mas as pessoas podem vir aqui porque haverá mais ingressos na bilheteria do CCSP”, convida Jaqueline.

Já amanhã (23) a programação continua, mas muda de endereço: deixa o Centro Cultural São Paulo e se desloca para o Museu das Favelas. “Amanhã nossa programação é dedicada aos 50 anos da cultura hip hop, essa cultura potente que contribuiu muito para a formação dos jovens de periferia no Brasil, especialmente os jovens negros. E, como um festival de mulheres negras, trazemos esse protagonismo das mulheres na cultura hip hop com o Fórum Estadual de Mulheres do Hip Hop”, explica Jaqueline. O evento no Museu das Favelas vai ocorrer entre 10h e 18h.

A programação completa do festival em São Paulo, além da distribuição de ingressos, pode ser conferida no site.

Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apoia a edição 2023 do Festival Latinidades.




Fonte: Agência Brasil

Escolas de samba do Rio de Janeiro valorizam a cultura em 2024


O ritmo no barracão da Estação Primeira de Mangueira, na Cidade do Samba, região portuária do Rio, está forte. Tudo para aprontar o carnaval de 2024 que vai homenagear uma personagem importante da história da verde e rosa: a cantora Alcione.

A carnavalesca Annik Salmon disse que as alegorias do carnaval de 2023 já foram desmontadas e separadas as ferragens que serão aproveitadas nas montagens dos carros de 2024. Há duas semanas que a equipe do barracão trabalha no processo de mecânica estrutural das alegorias.

Em outra frente, ela e Guilherme Estevão que formam a dupla de carnavalescos desenharam protótipos de fantasias e algumas já começaram a ser confeccionadas no ateliê montado no barracão. “Está a todo vapor o ateliê com todos trabalhando. Está ficando muito lindo”, disse animada à Agência Brasil, acrescentando que as fantasias são a maioria e se destinam aos componentes inscritos em alas da comunidade. O restante, que são as relativas às alas comerciais, é produzido fora do local. “Está tudo no cronograma certinho”, disse.

Annik explicou que a ansiedade está bem controlada nesta fase, mas isso deve mudar quando chegar mais para o final do desenvolvimento do carnaval de 2024. “Essa parte é muito gostosa, essa parte de criação de desenhos, de começar a tirar do papel e botar em pratica a roupa, a modelagem que a gente vai usar. Em carro é a mesma coisa, então é muito gostoso e não dá essa ansiedade porque é legal a gente ver tudo criando forma. A ansiedade começa lá no final, pra mim em processo pessoal, quando já está praticamente tudo pronto e chegando o dia do desfile, tendo que entregar as coisas, tendo que embalar [as fantasias e os carros], tudo junto e ao mesmo tempo, mas agora quando a gente está criando é muito bom e não fico ansiosa”, relatou.

Por causa das festas dos meses de junho e julho, a agenda da Alcione está intensa e, por isso, o contato com a equipe de carnaval está menor, ao contrário do que foi quando os carnavalescos estavam desenvolvendo o enredo, mas em agosto deve mudar e já estão previstas algumas reuniões, entre a dupla de coreógrafos da comissão de frente Karina Dias e Lucas Maciel e a homenageada. “Com a gente eles estão aqui [no barracão] todos os dias trocando ideias de como pode ser a comissão de frente. Eles não tiveram contato com a Alcione que eu acho muito importante ter”, revelou.

Samba

A disputa do samba na quadra vai começar, segundo Annik, no dia 2 de setembro. Agora ainda está na fase de criação dos compositores. A carnavalesca disse que a maior parte dos sambas concorrentes deve ser entregue no início da seleção. “Eles [compositores] deixam para vir mais para o final e trazer o samba pronto. Os que vieram até agora foram só a letra pra gente ver se está de acordo com a proposta do enredo. A gente não ouviu um samba completo”, contou.

A identidade da cantora Alcione com a Estação Primeira de Mangueira é uma prova de que a pessoa não precisa ter nascido na mesma cidade onde uma escola de samba faz suas atividades para se sentir parte daquele universo. Não à toa que a Mangueira decidiu homenagear a maranhense como personagem do enredo de 2024: A Voz Negra do Amanhã.

Quem convive com a Alcione sabe do envolvimento dela com a verde e rosa e com a comunidade do Morro de Mangueira. Até em batizados, casamentos, enfim, festas de famílias a cantora costuma estar presente. Por isso, os carnavalescos acreditam que a homenagem a marrom, como é chamada, fosse um pedido antigo dos componentes da escola.

“Ela escolheu esse lugar. É uma pessoa que não nasceu no Morro da Mangueira, nasceu no Maranhão, mas é como se fosse cria desse morro. Essa identificação que ela tem é muito forte e querendo ou não a Mangueira ficou um pouquinho mais maranhense, graças a Alcione”, completou o carnavalesco da escola à Agência Brasil, na época do lançamento oficial do enredo.

A proximidade de Alcione com a Mangueira não para por aí. A escola escolheu o aniversário de 95 anos, no dia 28 de abril, para lançar oficialmente o enredo de 2024. “Graças a Deus, desta vez ela aceitou, o que, para nós, é uma honra. Está sendo um processo muito gostoso, porque ela também está acompanhando. Temos um suporte muito grande, não só da Alcione, como de toda a família, dos funcionários e assistentes dela”, contou Guilherme Estevão.

Quando soube que era o tema de 2024, a cantora se emocionou com a homenagem que surgiu justo quando completa 50 anos de carreira. Alcione chegou até a dizer que a Mangueira está sua história e na sua vida a ponto de achar que até o sangue dela é verde e rosa, se referindo às cores da Estação Primeira.

Maranhão

O estado natal de Alcione será apresentado no enredo para mostrar a imersão da artista na cultura popular que a acompanhou durante todo o tempo. Aí estarão as crenças, as festas religiosas dedicadas a São João, São Pedro e São Marçal e as tradicionais como o Tambor de Crioula, definido como patrimônio cultural do Brasil, que se trata de uma dança de origem africana em devoção a São Benedito. O público vai ver uma representação do Bumba Meu Boi, também uma tradição maranhense.

Na carreira artística, o enredo lembrará a formação musical incluindo o piston, instrumento que usou muito nas apresentações na noite carioca depois da sua mudança para o Rio de Janeiro. Antes o primeiro contato com a música na cidade foi como vendedora na loja Império dos Discos. Na sequência vieram os concursos de calouros e shows em boates do Rio.

O amor pela Mangueira surgiu no Maranhão, a ala de baianas da escola em desfiles da escola, retratada em revistas, chamou a sua atenção. Quando chegou ao Rio, se aproximou dos componentes da escola e começou a participar também dos desfiles.

Desde 1987 está à frente da escola mirim Mangueira do Amanhã que desenvolve durante o ano oficinas artísticas e cursos de formação de mestres-salas e porta bandeiras, baianas e mestres de bateria. Essa é a forma de Alcione reforçar o futuro da escola por meio de crianças da própria comunidade. Tudo isso vai estar na Marquês de Sapucaí para envolver o público e alegrar os corações mangueirenses.

Tuiuti

A Paraíso do Tuiuti, seguindo a sua tradição, vai apresentar um tema relacionado à cultura do povo negro. Dessa vez a homenagem é a João Cândido no enredo Glória ao Almirante Negro!, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

João Cândido foi um marinheiro brasileiro que participou da luta contra os maus-tratos, a má alimentação e as chibatadas sofridas pelos colegas nas embarcações, por isso ficou conhecido como Almirante Negro.

O carnavalesco lembrou que em 2018, a escola de São Cristóvão, na zona norte do Rio, a escola conquistou o vice-campeonato no Grupo Especial com o enredo que destacava os 130 anos da Lei Áurea. Agora, no retorno dele à agremiação, Jack desenvolve um outro tema que representa uma história de resistência e libertação do povo preto.

Jack disse que o tema foi uma sugestão do presidente da Tuiuti, Renato Thor, que tinha lido sobre o assunto e gostaria de vê-lo na avenida. “É um enredo com a cara da escola. Depois de alguns longos meses de pesquisa, escrevi a sinopse, desenvolvemos a logo do enredo, agora estamos finalizando os protótipos das fantasias da escola. Mais uma vez, acho que seremos muito felizes em exaltar a temática de um herói preto na Avenida”, contou o carnavalesco à Agência Brasil.

O enredo, segundo Jack, retrata a história do Almirante Negro, o João Cândido, tendo como ponto de partida do enredo a liberdade. “Ele lutou por isso. Falamos, claro, do seu local de nascimento, da Revolta da Chibata, dos diversos acontecimentos históricos envolvendo sua trajetória”, revelou.

Para o carnavalesco, um dos grandes destaques do desfile do Tuiuti em 2024 deverá ser o samba. “A escola, tradicionalmente, vem trazendo bons sambas para a Marquês de Sapucaí. Com uma temática dessas, teremos uma belíssima obra, com certeza”, apontou. A comunidade ficou satisfeita com a escolha do tema. “O enredo é a cara do Tuiuti. A escola gosta dessa temática. O Paraíso foi vice-campeão em 2018 questionando os 130 anos da Lei Áurea. Agora chegou a hora de sermos campeões”, apostou.

Mocidade

A última escola a divulgar o enredo de 2024, a Mocidade Independente de Padre Miguel escolheu levar para a avenida a brasilidade e vai de “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”. O atraso na divulgação do tema, pouco mais de um mês depois do que estava previsto foi por causa de uma disputa na política interna da agremiação que acabou em uma decisão judicial, impedindo a realização de eleição de nova diretoria e o anúncio do enredo. O lançamento só ocorreu no dia 28 de junho, após a reversão desta parte do impedimento pela justiça.

A Mocidade será a primeira do Grupo Especial a entrar na avenida na segunda-feira de carnaval no dia 12 de fevereiro com o enredo assinado pelo carnavalesco Marcus Ferreira e pelo jornalista e escritor Fábio Fabato, autor da sinopse.

Marcus Ferreira disse à Agência Brasil que está confiante na leveza do tema para envolver o público apesar de ser o início do segundo dia dos desfiles, quando as arquibancadas precisam se empolgar.

O autor da sinopse disse à Agência Brasil dias após o lançamento que foi de apreensão o período em que a decisão judicial ainda estava valendo por completo, apesar do enredo já estar pronto para ser divulgado. “As pessoas começaram a cobrar muito, dizendo que só a Mocidade não tinha enredo. Para nós que já sabíamos qual era o enredo e já estávamos trabalhando nele havia, pelo menos, dois, três meses ficávamos pensando que tinha que sair logo”, contou Fabato.

Segundo o jornalista, depois de ficar em 11º lugar em 2023, a Mocidade está em um período em que precisa se reconstruir e o enredo vai trazer o estilo de um carnavalesco que foi responsável por desfiles memoráveis da escola. “Fomos beber na fonte do Fernando Pinto, que é um grande carnavalesco da Mocidade nos anos 80 e tratou a escola de modo tropicalista. A gente teve essa idéia de fazer o enredo sobre a fruta caju que é absolutamente brasileira ao contrário da banana que não é brasileira. A gente brincou que é morder a carne do caju e sentir o sabor do Brasil”, completou.

Inesperado

A leveza do enredo está presente até no aparecimento da ideia de usar o caju como enredo. “Eu tinha até outras ideias, mas foi um enredo que surgiu com um sentimento. Eu estava na praia lendo uns artigos e passou um vendedor de castanhas. Fiquei olhando e falei castanha de caju. Na hora entrei na internet para ver o que essa fruta representa para a gente e me encantei com a história e falei caramba é a cara da Mocidade. No dia seguinte trouxe para a escola e prontamente começaram a entender que seria um caminho que a gente seguiria para o carnaval do ano que vem”, revelou o carnavalesco sobre a origem da escolha do enredo.

A equipe de carnaval gostou da reação da escola ao enredo “recebi muitas mensagens dos independentes e de muita gente do carnaval elogiando justamente esse frescor. É um enredo que transmite alegria pelo tema”, pontuou Marcus Ferreira.

A demora para o anúncio do enredo chegou a ser preocupação, mas agora o cronograma está se desenvolvendo com o processo de criação dos sambas. “A escola está a tempo de caminhar bem. A ideia é que venha um samba muito feliz, muito pra cima. A gente vai pedir isso aos compositores. Que eles se inspirem a partir dessa coisa tropicalista do caju”, comentou Fabato.




Fonte: Agência Brasil

MAM exibe exposição em realidade aumentada no Parque Ibirapuera


Uma embarcação usada por Pedro Álvares Cabral, árvores envoltas a uma enorme rede ou um disco voador pairando sobre as nossas cabeças. Quem for ao Parque Ibirapuera, em São Paulo, a partir de hoje (22), já vai se deparar com essas instalações, que fazem parte da nova exposição em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), chamada de Realidades e Simulacros. Mas essa exposição é diferente e inovadora: ela acontece ao ar livre, mas só poderá ser vista por meio da lente do celular.

A exposição, em realidade aumentada, vai funcionar como a conhecida brincadeira de caçar Pokémons com o celular. Um QRCode foi instalado em um totem ao lado do MAM. Basta mirar o celular para esse QRCode que logo em seguida aparecerá uma tela com um mapa do parque, indicando, em amarelo, onde estão instaladas as noves obras que fazem parte da exposição. Aí basta percorrer o parque e mirar a tela do celular para o lugar indicado no mapa para começarem a surgir figuras ou sons que vão brincar com o público.

“A exposição é gratuita. Você chega perto do mapa ou das placas que foram instaladas em cada uma das obras e usa o QRCode. Não é preciso baixar nenhum aplicativo no celular. Só precisa estar conectado na internet. E é preciso permitir que a plataforma use a sua câmera, que ela use o GPS para te localizar e use a bússola. Exige uma permissão para que a plataforma possa funcionar”, explicou Cauê Alves, curador-chefe do MAM. “Quando você se aproxima de uma obra, no mapa, a plataforma [que aparece no celular] vai ficar amarela e aí é só clicar na lente para abrir a obra”, acrescentou.

Entre as figuras que vão surgir na tela do celular está o disco voador, obra chamada Rasante e que foi criada pela artista Regina Silveira. A obra foi instalada no entorno do museu, no Jardim de Esculturas. “A minha obra é um UFO (sigla em inglês para objeto voador não-identificado ou OVNI), um disco voador. É a terceira vez em que faço um disco voador como uma alegoria. E, dessa vez, preparei uma animação sonora para ser vista como uma aparição, um enxerto no real. Achei que a melhor coisa que eu poderia colocar é essa escapada imaginária, no estilo dos anos 50, daqueles discos voadores que sempre imaginamos em muitas ficções”, disse ela, em entrevista à Agência Brasil.

A embarcação usada por Pedro Álvares Cabral na invasão à América em 1500 pode ser vista no Lago do Ibirapuera, próximo à fonte. Com seu Monumento à Colonização, o artista Daniel Lima propõe um monumento inverso, que aponta para o modo como esse tipo de celebração revela nossa mentalidade colonizada é incapaz de projetar um futuro emancipado para o país.

As demais obras estão espalhadas por outros espaços do parque, como a Oca, a ponte, o Planetário e o prédio da Bienal. “A ideia de fazer a exposição do lado de fora tem vários aspectos. Tem um lado da democratização. É uma exposição gratuita, então isso a torna muito acessível ao público. Tem também uma dimensão lúdica, de poder se relacionar com o parque [Ibirapuera] através do celular. E também tem essa possibilidade de explorar a tecnologia, em uma relação com a paisagem e com a arquitetura do parque. Acho isso importante, de sobrepor elementos virtuais a esse ambiente do Ibirapuera, que é uma local conhecido e em que as pessoas frequentam. A exposição vai reinventar esse ambiente”, disse Marcus Bastos, um dos curadores da exposição, em entrevista hoje (22) à Agência Brasil.

Realidades e Simulacros

Realidades e Simulacros é a maior exposição deste ano do MAM, que está completando 75 anos de existência. “Esse é um momento muito importante para o MAM porque estamos comemorando 75 anos e, além disso, o Jardim de Esculturas do museu está fazendo 30 anos. Então, a ideia [com essa mostra] era ampliar essas esculturas, de modo a furar a bolha, a atingir pessoas que normalmente não viriam em uma exposição tradicional. Estamos ocupando o Parque Ibirapuera inteiro”, disse Alves.

O nome da exposição se deve ao fato do “digital hoje criar novas realidades”, explicou Bastos. “Quando você tem um objeto digital ele é concreto, ele faz parte da nossa realidade. O celular mudou a maneira como a realidade funciona”, explicou.

“A gente acreditava, no senso comum, que o simulacro era a falsidade e que a realidade era a verdade. E estamos mostrando, com essa experiência de realidade aumentada, que o simulacro e a realidade são complementares. Não é um ou outro, mas um e outro. Então, essa é uma experiência que é presencial, física e corporal, mas que só se dá na tela do celular. Ela é uma ficção, mas que se firma como parte da realidade”, acrescentou Alves.

A ideia é que a exposição, que fica em cartaz até o dia 17 de dezembro, possa ir incluindo outras obras. “Vamos ter aperfeiçoamentos. Outras obras deverão entrar, aos poucos”, falou Alves.

Mais informações sobre a exposição podem ser encontradas no site do MAM.




Fonte: Agência Brasil