Executores monitoravam Marielle Franco antes do crime


A vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro, vinha sendo monitorada desde agosto de 2017, ou seja, sete meses antes do crime. A informação é do ex-policial militar Élcio Queiroz em delação à Polícia Federal e ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

De acordo com o delegado da PF Guilhermo Catranby, um dos integrantes do grupo de investigação do crime, o colaborador revelou que o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, preso nesta segunda-feira (24), começou a participar da elaboração do crime nos meses de agosto e setembro de 2017 até “o exaurimento do crime, leia-se, ocultação dos instrumentos utilizados na ocasião do crime como por exemplo o veículo Cobalt prata usado pelos executores naquela fatídica noite”.

“Em relação a execução em si, o Élcio dá os pormenores do que aconteceu desde a chamada do Ronnie [Lessa, ex-policial] ao meio dia pelo aplicativo de mensagens instantâneas, que se auto deletam após efetivamente lidas. Ronnie chamou o Élcio para a sua residência, chegando lá o Élcio já avistou Ronnie com uma bolsa, ambos se dirigiram ao Cobalt prata na saída do condomínio”, informou.

Rio de Janeiro (RJ), 24/07/2023 - O delegado da Polícia Federal, Guilhermo Catramby, fala em coletiva de imprensa sobre a Operação Élpis, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro. que apura os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Delegado da Polícia Federal Guilhermo Catramby, fala à imprensa sobre a Operação Élpis – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O carro foi visto próximo à Casa das Pretas, na Rua dos Inválidos, na Lapa, centro do Rio de Janeiro, onde a vereadora estava participando de um encontro. O delegado disse que foi comprovada a versão sobre a vigilância do local apresentada por Élcio, ao informar que durante todo o trajeto desde a saída de casa até o centro do Rio, Ronnie estava no banco da frente do veículo, mas chegando ao local, com auxílio do Élcio, foi para o banco de trás, se equipou e permaneceu ali “fazendo a vigilância da vítima”.

Além de confessar a sua participação no crime, Élcio apontou o também o ex-policial militar Ronnie Lessa como autor dos assassinatos. “A partir da saída de Marielle, de Anderson e da Fernanda, ambos seguiram no Cobalt, emparelharam, e todos sabemos o que aconteceu. A rota de fuga ele detalha com minúcias: seguiram pela Leopoldina, pegaram o acesso à Avenida Brasil, dali foram para a Linha Amarela, desceram na última saída da Linha Amarela em direção ao Méier”, revelou.

Já no bairro da zona norte, Ronnie Lessa interfonou para o seu irmão Dênis Lessa, na casa dele. Os dois entregaram os equipamentos utilizados no crime e Ronnie pediu ao seu irmão que chamasse um táxi. “É aí o nosso elemento de corroboração mais efetivo, mais contundente. Conseguimos junto à cooperativa de táxi o rastreamento dessa corrida de ambos do Méier até a Barra da Tijuca, local o qual embarcaram novamente”, disse, acrescentando que ali os dois ativam os seus celulares. “Basicamente esta foi a dinâmica do crime no dia 14 de março de 2018”.

Pesquisas

Dois dias antes do crime, Ronnie Lessa fez pesquisas em uma empresa privada de dados do CPF da Marielle e de sua filha Luyara. O delegado Catranby disse que esse fato ainda não tinha aparecido nas investigações, até agora, e quando apresentado a Élcio Queiroz contribuiu para ele fazer a delação. Outro fato, conforme o delegado, que incentivou a colaboração, foi o depoimento da mulher de Ronnie Lessa, que indicou que nem o marido e nem Élcio estavam na residência do casal, o que contrasta com as versões dos dois à Justiça.

O delegado da PF acrescentou que apesar de ter conhecimento sobre o planejamento do crime, Élcio contou que não participou das execuções, porque começou a integrar as ações do grupo no dia 14 de março de 2018.

“Ninguém colabora se achar que tem alguma chance de ser absolvido, portanto, as provas hoje são muito contundentes contra o Élcio, por isso ele entendeu por bem colaborar”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Morais Martins.

Prisão

A delação levou à prisão nesta segunda-feira do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, no âmbito da Operação Élpis, deflagrada pela Polícia Federal e pela Força Tarefa Marielle e Anderson (FT-MA) junto com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ).

“O Maxwell, antes do crime, participa da manutenção e da guarda do carro, participa da vigilância da vereadora e imediatamente no dia seguinte ao crime auxilia os executores a trocar as placas do veículo e auxilia também ao contatar a pessoa que foi responsável em se desfazer do carro. Posterior ao crime, segundo o colaborador, era ele quem auxiliava junto com Ronnie na manutenção da família do Élcio e de sua própria defesa. Ele vinha, até recentemente, auxiliando os executores a se eximir da sua participação”, detalhou Martins, lembrando que Maxwell já tinha sido preso por auxiliar Ronnie Lessa a se desfazer das armas, conforme foi apontado na Operação Submerso, ao jogá-las no mar.

Ainda segundo o promotor, a decisão de pedir a prisão de Suel foi com base em informações de que ele continuava se desfazendo de provas, e também por indícios de participação em atividade de organização criminosa. “Tudo isso foi levado em consideração no nosso pedido, que foi atendido pelo Judiciário”, informou.

Milícia

Rio de Janeiro (RJ), 24/07/2023 - O superintendente regional da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa, fala em coletiva de imprensa sobre a Operação Élpis, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro. que apura os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Superintendente da Polícia Federal no Rio, Leandro Almada, fala à imprensa sobre a Operação Élpis – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O superintendente da PF no Rio de Janeiro, Leandro Almada, informou que foi apurado ainda a participação de Suel e Lessa em ações da milícia. No caso de Lessa, segundo Almada, já foi noticiado que ele participava de um grupo de extermínio e exploração de TV por assinatura ilegal em comunidades. “A suspeita existe, mas o diagnóstico do envolvimento nesse nível e qual exatamente no que tange a todo o contexto do fato criminoso, a gente vai exaurir dessa prova para que possa determinar com a certeza necessária isso aí”, explicou.

A Operação Élpis, que resultou na prisão do ex-bombeiro é a primeira fase da investigação que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

Segundo Leandro Almada, “a novidade na apuração do caso é a delação, que não ocorreu por acaso, mas é fruto de muito trabalho da PF e do Ministério Público de revisitar todas as provas”.

“Nós melhoramos o arcabouço probatório para que a gente pudesse ter essa linha estratégica de uma delação, e a versão apresentada foi corroborada depois com um levantamento, e essa é a parte primordial. Não adianta a gente receber a informação por si só. A colaboração só tem efeito quando é corroborada”, disse o superintendente em coletiva na sede da PF.

O que foi divulgado nesta segunda-feira pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre a Operação Élpis, é parte do que foi apurado até agora. O restante está mantido em sigilo para aprofundar as investigações.

“Foi um trabalho iniciado no mês de fevereiro, e hoje a gente entende que do ponto de vista investigativo e de estratégia, que a gente divulgue essa primeira fase desse trabalho que diz respeito exclusivamente à investigação da mecânica do crime, execução e planejamento imediatamente anterior, os atos preparatórios e executórios desses crimes”, disse o superintendente Leandro Almada.

O assassinato da vereador e de seu motorista completou cinco anos, e ainda é feita a pergunta: Quem mandou matar Marielle? Para o superintendente da PF, embora seja uma fase inicial das apurações, foram obtidas provas que confirmam o que Élcio Queiroz contou em delação.

Rio de Janeiro (RJ), 24/07/2023 - O promotor, Fábio Corrêa de Mattos, fala em coletiva de imprensa sobre a Operação Élpis, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro. que apura os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Promotor Fábio Corrêa de Mattos fala à imprensa sobre a Operação Élpis – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

“É uma fase do trabalho que ainda não terminou, mas a gente conseguiu carrear provas muito consistentes para reforçar o trabalho anterior que já vinha sendo feito e não tinha conseguido ser concluído”, disse Leandro Almada, acrescentando que essas provas, entre outros pontos, esclarecem como foi a mecânica do crime.

A Operação Élpis é a primeira realizada após o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ter pedido, em fevereiro, a instalação, pela Polícia Federal, de um inquérito para investigar em trabalho conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes e a tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, a assessora da parlamentar.

De acordo com o superintendente da PF, o trabalho teve apoio importante do Departamento do Sistema Penitenciário Nacional (Depen) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Conforme Almada, a equipe da PF nas investigações conta com nove agentes.

O coordenador do Gaeco do MPRJ, promotor de Justiça Fábio Corrêa, disse que “o anunciado hoje é resultado de muita perseverança e responsabilidade” e que essa etapa “é fruto de um trabalho silencioso de cada um dos profissionais que passaram desde o início das investigações”.

“Todo trabalho tem sido desenvolvido de forma muito constante e harmoniosa do MPRJ com a PF, e assim deve seguir dando uma sinalização muito clara que as instituições estão buscando e oferecendo respostas de um crime tão emblemático e, principalmente, em relação ao crime de homicídio, que é um dos crimes mais graves, senão o mais grave no nosso ordenamento jurídico”, disse.

Depoimentos

Já prestaram depoimentos à Polícia Federal Dênis Lessa, irmão de Ronnie Lessa; e Edilson Barbosa dos Santos.

O delegado Guilhermo Catamby informou que pretendia ouvir, ainda nesta segunda-feira, Maxwell Simões Corrêa e a mulher dele. Ainda segundo o delegado, apesar de terem recebido uma intimação para comparecerem à Superintendência da Polícia Federal, eles não foram porque não era coercitivo.




Fonte: Agência Brasil

Cinema Nosso prioriza inserção de mulher negra no mercado de trabalho


A inserção de mulheres negras no mercado de trabalho, em especial no mercado audiovisual, é a meta da Instituição Sociocultural Cinema Nosso, disse nesta segunda-feira (24) à Agência Brasil, a coordenadora de projetos de formação audiovisual da instituição, Gabriela Gonçalves.

O esforço de inserir mulheres no mercado audiovisual está em consonância com o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha, que se celebra em 25 de julho e busca inserir a mulher negra no mercado de trabalho. A instituição Cinema Nosso objetiva reduzir as desigualdades sociais e proporcionar tecnologia e experiências de inclusão em um segmento onde a falta de diversidade é preocupante.

Pesquisa de 2021 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que o desemprego entre as mulheres negras equivale ao dobro do existente entre os homens brancos. Além disso, as mulheres negras recebem os piores salários. No mercado do audiovisual, apenas 20% e 25% das representantes do sexo feminino ocupam cargos de direção e roteiro, respectivamente, de acordo com pesquisa de 2018 do Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (Gemaa), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Quando a sondagem busca a participação de mulheres negras e indígenas nesses mesmos cargos, o resultado é ainda pior, atingindo 0%. Significa que se a faixa de mulheres já é pequena, a de mulheres negras então é inexistente.

Lacuna

Gabriela Gonçalves informou que não aparece nenhuma porcentagem de mulheres negras em longas-metragens de grande público, tanto no caso de roteiro, como de direção. “Essa falta de número é um dado muito alarmante porque, na verdade, existem mulheres negras dentro dessas posições no fazer cinema, no Brasil, principalmente em curtas-metragens”, argumentou.

Segundo Gabriela, as pesquisas apontam a falta de acesso de mulheres negras a recursos públicos e a editais para fazer longas-metragens no país. “Isso é muito grave porque a população negra brasileira é uma taxa muito grande, bem como as mulheres negras são uma porcentagem grande no Brasil. Somos a base da constituição da sociedade, no sentido mesmo do trabalho. Aí, quando a gente fala dessa falta de acesso e de recursos para contar as nossas histórias, vemos que o racismo também está aí nesse processo de a gente não ter espaço para ser inserida nesse mercado que move economicamente muito o país”, detalha a coordenadora de Projetos de Formação Audiovisual.

A coordenadora sustenta que a grande questão é quando se vai “racializar” esses acessos e que acaba sendo uma impressão do racismo existente na sociedade brasileira, traduzido em falta de acessos, de recursos, de oportunidades. No caso do audiovisual, essa lacuna vai impactar diretamente na construção da subjetividade da comunidade negra no geral, apontou. “Falta de acesso de profissionais que estudam e se capacitam para isso; falta de acesso nesses lugares de liderança e de criação de narrativas de histórias. Isso vai influenciar nos filmes e em obras de audiovisual como um todo. Não só filmes, mas novelas, séries, desenhos, em que a gente não vai se ver. Dificilmente, a gente se identifica com narrativas que não são contadas por nós. Vai ficar sempre nesse lugar estereotipado. Por isso, é muito importante termos acesso a esses recursos também”.

Formação

Para combater essa realidade, o Cinema Nosso criou o programa “Empoderamento e Tecnologia: Jovens Negras no Audiovisual”, voltado para mulheres negras, trans e indígenas que, desde 2019, formou mais de 100 jovens para o setor. “Desde sempre a gente trabalha com juventudes periféricas e, em 2019, conseguimos startar (começar) a primeira edição desse projeto que nos ajuda a fomentar mais esse espaço de formação para inserção de mulheres negras no mercado”. O programa contempla também pessoas não binárias de todo o Brasil.

“O objetivo é promover essa formação dentro da área do cinema, de jogos e, também de escrita de roteiro para séries, além de colaborar com essa inserção no mercado, promovendo ainda um projeto de vida e de empregabilidade. Vai trabalhar não só o lado profissional, ajudando na construção de currículos e portfólios, mas também as dimensões pessoais e sociais, o que essas mulheres querem como objetivo para suas vidas no ecossistema do audiovisual”.

O programa coloca as alunas em contato direto com profissionais da área em oficinas e seminários, que orientam e analisam os projetos estruturados por elas “Eles dão um fortalecimento muito grande no processo formativo das meninas, entendendo muito desse espelhamento, dessas referências de profissionais que são supertalentosos e capacitados para estarem na área. E elas se verem também no talento desses profissionais é importante e dá um gás para elas continuarem na jornada nessa área”.

O ano de 2023 marca a quinta edição do programa Empoderamento e Tecnologia: Jovens Negras no Audiovisual, que é inteiramente gratuito e oferece a cada ano 150 vagas de roteiro e direção nas áreas de laboratório de roteiro para séries, cinema de ficção, cinema documentário, jogos digitais e jogos mobile (para celulares). Em 2024, a ideia é incluir mais uma formação no segmento de animação, adiantou Gabriela Gonçalves. As inscrições são abertas entre março e abril de cada ano, e o curso tem seis a oito meses de duração.

Dia Internacional

O primeiro Encontro de Mulheres Negras, Latinas e Caribenhas foi realizado em 1991, em Santos Domingos, na República Dominicana. Representantes de 32 nações se reuniram para discutir formas de combate às desigualdades e discriminações sofridas pela mulher negra latina e caribenha em seus respectivos países. Após essa reunião, o dia 25 de julho foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Em 2014, a data foi sancionada no Brasil pela então presidente Dilma Roussef através da Lei 12.987, como parte do calendário oficial nacional.




Fonte: Agência Brasil

Nasa quer ampliar parceria com Brasil no monitoramento da Amazônia


A agência espacial americana (Nasa) quer ampliar a parceria com o Brasil no monitoramento do desmatamento da floresta amazônica e em ações de preservação. O administrador da Nasa, Bill Nelson, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (24), no Palácio do Planalto, em Brasília, para tratar da cooperação aeroespacial entre Brasil e Estados Unidos.

A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley, também presente na reunião, disse que, em breve, Lula deve conversar com o presidente Joe Biden sobre os assuntos tratados no encontro de hoje. A assessoria da Presidência confirmou que o telefonema entre os dois presidentes deve ocorrer, provavelmente, esta semana.

“Os nossos satélites já mandam muitas imagens e informações aos cientistas aqui no Brasil para localizar a destruição da floresta e nós lançaremos, futuramente, três novos satélites que vão aumentar, e muito, a habilidade de poder identificar e impedir o desmatamento”, disse Bill Nelson à imprensa após o encontro.

O administrador da Nasa lembrou que, há 37 anos, fez um sobrevoo no espaço e conseguiu observar a destruição da floresta e a sedimentação na foz do Rio Amazonas, resultado do desmatamento.

Em outro exemplo de possível parceria, Nelson explicou que a agência espacial tem instrumentos que podem ajudar a aumentar a produtividade no campo, que identificam a umidade do terreno e do ar e detectam pragas.

Amanhã (25), Bill Nelson visitará as instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Embraer, em São Paulo. A visita do americano ao Brasil será seguida de reuniões de acompanhamento entre os cientistas dos dois países.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, explicou que qualquer tipo de parceria no monitoramento das florestas depende do aval das autoridades científicas que acompanham a política aeroespacial brasileira, que podem apontar a real necessidade de utilização desses equipamentos e sistemas e a viabilidade de cruzamento de informações.

Ela lembrou que, em breve, deve entrar em operação um novo radar sintético que possibilitará a captação de imagens através das nuvens e que o Inpe “continua firme e forte fazendo o dever de casa” na qualificação de informações para o combate ao desmatamento na Amazônia. “Mas, a princípio, nós temos total simpatia, tudo que tiver de avanço tecnológico para poder garantir o melhor monitoramento da nossa floresta, nós estamos à disposição”, disse.

O interesse do Brasil é que as autoridades americanas observam as potencialidades da indústria brasileira na área espacial. “Nós temos empresas com capacidade de produção para fornecer para a Nasa, também equipamentos na indústria aeroespacial, então é um pouco essa troca que nós queremos estabelecer na visita do presidente da Nasa ao Inpe”, explicou a ministra Luciana Santos.

Missão à Lua

Ela lembrou que a cooperação do Brasil com os Estados Unidos na área espacial vem desde a década de 1980. Uma das mais relevantes atualmente é no Programa Artemis, que tem o objetivo de explorar as potencialidades da Lua e pretende levar astronautas ao satélite natural no ano que vem.

Luciana citou ainda o acordo para utilização da Base de Alcântara, no Maranhão, e do projeto que estuda o fenômeno da ionização da atmosfera, principalmente no Atlântico Sul.

A reunião no Palácio do Planalto durou cerca de uma hora e meia, ocasião em que Nelson presenteou Lula com uma foto da última missão da Nasa à Lua, entre novembro e dezembro do ano passado, com um foguete não tripulado.




Fonte: Agência Brasil

PRF realiza Cinema Rodoviário para conscientizar sobre trânsito seguro


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na manhã desta segunda-feira (24), ações de fiscalização de veículos combinadas com educação para o trânsito, em comemoração aos 95 anos da instituição. Na unidade operacional da PRF na BR-020, em Planaltina, Distrito Federal, foi montado o Cinema Rodoviário, em um caminhão com capacidade para receber 45 pessoas. 

O objetivo da exibição dos vídeos é conscientizar condutores de veículos e passageiros para um trânsito mais seguro. A Polícia Rodoviária Federal exerce papel importantíssimo no cenário de segurança pública do Brasil, tanto no combate à criminalidade quanto na garantia de segurança viária, prevenindo acidentes e atendendo às ocorrências, disse o  agente da corporação Edy Araújo. “Essas nossas atribuições constitucionais são importantíssimas para a população brasileira.”

Brasília-DF, 24/07/2023, PRF faz ação de conscientização, durante comemoração dos 95 anos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Carros parados na BR-020 eram vistoriados e seus ocupantes, convidados ao Cinema Rodoviário – Antonio Cruz/Agência Brasil

Os veículos parados na rodovia foram vistoriados, tiveram a documentação conferida pelos policiais rodoviários e os ocupantes dos carros foram convidados a assistirem a filmes com duração total de 5 minutos.

Os vídeos mostram as consequências de infrações como excesso de velocidade, uso de álcool e do celular ao volante e ultrapassagem em local proibido. Ainda foram repassadas orientações diversas sobre manutenção de veículos, uso do cinto de segurança por ocupantes de todos os bancos dianteiros e traseiros, além de assentos adequados ao público infantil.

O agente Genaro Mendes, responsável pelas apresentações dentro do Cinema Rodoviário, falou sobre as experiências vistas nas estradas nos 18 anos em que trabalha na corporação. “O trânsito é um ambiente muito arriscado, e a linha entre a vida e a morte, muito tênue. Cada segundo importa! Quando o motorista para para atender uma ligação, ou olha uma mensagem no celular, tira sua atenção da rodovia e pode causar um sério acidente. Além disso, o uso do cinto de segurança, ter o veículo em boas condições de conservação, tudo isso interfere na segurança viária. E, quando um pequeno deslize ocorre, vidas podem ser perdidas.”

A professora Sandra Pereira de Araújo, passageira de um veículo que foi parado para fiscalização, considerou os vídeos instrutivos. “Foi um ótimo momento para a gente parar um pouquinho e refletir bem sobre o que é importante na nossa vida”.

Brasília-DF, 24/07/2023, PRF faz ação de conscientização, durante comemoração dos 95 anos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília. A professora Sandra Pereira Araújo, fala a imprensa sobre a ação. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A professora Sandra Pereira de Araújo elogiou os vídeos, considerando-os instrutivos – Antônio Cruz/Agência Brasil

A administradora Méria Dias entendeu que é necessário incorporar hábitos e atitudes responsáveis no trânsito. “No cotidiano, esquecemos dessas pequenas atitudes que salvam vidas. Achamos que não acontece conosco. Mas acidente é assim, não avisa. Então, temos que tomar cuidado. Achei o cinema muito interessante. Nunca tinha participado de uma sessão assim, antes.”

Para o motorista de ônibus escolar Edson Dias da Costa, o vídeo serviu para ficar mais cauteloso. “É um alerta para a gente ter mais atenção ao dirigir, principalmente, ao fazer a ultrapassagens, respeitar a sinalização. E dirigir na velocidade correta é muito importante.”

Comemoração

Na tarde desta segunda-feira, como parte das celebrações do 95º aniversário, a Polícia Rodoviária Federal homenageará servidores e abrirá uma exposição com viaturas policiais e equipamentos usados pelos agentes nas rodovias federais. Haverá ainda lançamento de selos comemorativos pela corporação e pelos Correios.




Fonte: Agência Brasil

Morre a cantora Doris Monteiro, aos 88 anos


A cantora Doris Monteiro morreu na madrugada desta segunda-feira (24), aos 88 anos de idade, segundo informações publicadas por suas páginas oficiais nas redes sociais.

De acordo com o comunicado, Doris estava em casa, no Rio de Janeiro, e morreu de causas naturais. Ainda não foram divulgados detalhes sobre velório e sepultamento.

Doris nasceu no Rio de Janeiro em 21 de outubro de 1934, e estreou como cantora na Rádio Nacional, em 1947, no programa Papel carbono, de Rento Murce, segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Sua carreira profissional, porém, teve início em 1951, quando começou a trabalhar na Rádio Tupi.

Entre as composições que interpretou ao longo dos mais de 60 anos de carreira estão músicas de Sílvio César, Baden Powell, Vinicius de Moraes, Toquinho, Roberto e Erasmo Carlos, entre outros.

Além da extensa discografia, a cantora carioca também estrelou o programa Encontro com Dóris Monteiro!, na TV Tupi do Rio de Janeiro, e participou dos filmes Agulha no Palheiro (1953), Carnaval em Caxias (1954), De Vento em Popa (1957) e Copacabana Palace (1962).




Fonte: Agência Brasil

Amazonas transfere membros de facções para penitenciarias federais


Os 13 integrantes de facções criminosas que estão em presídios estaduais do Amazonas serão transferidos para penitenciárias federais. A medida é para prevenir o agravamento da crise de segurança pública envolvendo disputa entre facções nos presídios do estado.

“Com isso, se intensifica a colaboração do governo federal com o enfrentamento dessa crise no sistema penitenciário e na segurança pública e a prevenção de uma crise mais aguda na segurança pública do estado do Amazonas”, disse nesta segunda-feira (24) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

Na última semana, foi realizada uma vistoria geral nos presídios do estado após a morte de um detento dentro do Instituto Penal Antônio Trindade. Houve ainda a suspensão das visitas presenciais em todas as unidades prisionais de Manaus.




Fonte: Agência Brasil

Morre, no Rio, a cantora Leny Andrade, aos 80 anos


Morreu na manhã desta segunda-feira (24) a cantora Leny Andrade, aos 80 anos de idade. Ela estava internada no Hospital de Clínicas de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. A causa não foi divulgada. A morte foi confirmada pela assessoria do Retiro dos Artistas, onde a cantora residia desde 2019.

Ainda não há informações sobre velório e sepultamento da artista.

Leny Andrade iniciou sua carreira profissional em 1958, atuando como crooner da orquestra de Permínio Gonçalves. Nas décadas de 1980 e 1990, dividiu-se entre o Brasil e os Estados Unidos, onde gravou vários discos de samba-jazz, dentre os quais o clássico Luz Neon. Lançou também CDs em parceria com instrumentistas de renome, como César Camargo Mariano, Cristóvão Bastos e Romero Lubambo.

Teve vários hits nas paradas brasileiras, e em 2007 dividiu um Grammy Latino com César Camargo Mariano para Melhor Álbum MPB ao Vivo.

Em 2018, comemorou 60 anos de carreira com apresentações pelo projeto Clube do Choro Convida, acompanhada pelo violonista Luiz Meira. Cantou as músicas que se tornaram marcantes em sua trajetória, como Estamos aí (Durval Ferreira, Maurício Einhorn), Rio (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), Céu e Mar (Johnny Alf), Influência do Jazz (Carlos Lyra), Contigo Aprendi (Armando Manzanero), além do pout pourri de Tom Jobim, com Este seu Olhar, Triste, Vivo Sonhando e Você vai ver e Garota de Ipanema.

Em agosto de 2022, gravou, com o pianista Gilson Peranzzetta, a música Por Causa de Você (Tom Jobim e Dolores Duran), lançada como single pela Mills Records em janeiro de 2023 em comemoração aos seus 80 anos.




Fonte: Agência Brasil

Suzana Kahn assume diretoria da Coppe/UFRJ


A especialista em mudanças climáticas Suzana Kahn assume nesta segunda-feira (24) a diretoria do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela vai acumular a função de presidente do comitê científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (IPCC).

“A gente pretende reorientar a Coppe para deixá-la alinhada com o mundo que está na transição energética, digital, ambiental e social. A gente busca estabelecer algumas metas para continuar na vanguarda”, disse Suzana, que é formada em engenharia mecânica.

Inteligência artificial

Entre os seus projetos, figura a criação do Centro Coppe de Inteligência Artificial, uma parceria com a prefeitura do Rio que vai ceder o espaço do antigo Automóvel Clube, no centro da capital.

“A Coppe se alinha a uma nova economia com a questão da revolução digital que tem uma abordagem transversal. No espaço, haverá atividades de capacitação de profissionais da área e a incubação de empresas com base tecnológica da inteligência artificial, robótica, com parceria com empresas privadas. A ideia é transformar num hub organizando as equipes”, disse a pesquisadora.

Acrescentou que, no segundo semestre, serão inaugurados laboratórios de nanotecnologia e biomédica. “A ideia é fortalecer a interação entre a engenharia e a saúde, com startups de biotecnologia e saúde em parceria com o setor privado. Próteses e pele, há muita coisa a ser feita nessas novas fronteiras do conhecimento que a gente pretende dinamizar”, enfatizou.

“Queremos reformar inovação e empreendedorismo. Queremos auxiliar a transformar ideias, projetos que ainda estão na bancada da academia e levar para o mercado, tornando-se uma empresa”, finalizou Suzana.




Fonte: Agência Brasil

Operação que apura morte de Marielle prende, no Rio, ex-bombeiro


O ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, foi preso nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Élpis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Força Tarefa Marielle e Anderson (FT-MA), junto com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco/MPRJ).

Segundo a PF, a ação é a primeira fase da investigação que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

O crime ocorreu no dia 14 de março de 2018, por volta das 21h30, na rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Marielle e Anderson foram mortos a tiros dentro de um carro. A assessora também estava no veículo, mas sobreviveu aos ferimentos.

Conforme a Polícia Federal, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, no Rio e na região metropolitana. O MP informou que o cumprimento dos mandados teve o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

No dia 10 de junho de 2020, Maxwell Simões Correa foi preso e acusado de obstruir as investigações sobre a execução de Marielle e de Anderson. A prisão foi na Operação Submersus 2, deflagrada naquele dia pelo MPRJ, Corregedoria do Corpo de Bombeiros e  Delegacia de Homicídios da Capital (DH).

Na época, também a promotora do MPRJ, Simone Sibilio, que respondia pela investigação do caso no órgão, afirmou, em entrevista na porta da DH, na Barra da Tijuca, que Correa foi proprietário do carro utilizado para ocultar um arsenal de armas de Ronnie Lessa, acusado de ser o executor da vereadora.

“Ele [Maxwell Correa] responde pelo crime de obstrução da justiça. É por isso que ele foi investigado, denunciado e preso. Ele participou da ocultação de várias armas, que foram lançadas ao mar. Se a arma usada no crime estava lá, nós não sabemos afirmar. Mas o fato é que ele participou do crime de obstrução da justiça. Há várias provas no processo que está sob sigilo”, afirmou Simone naquele momento.

Repercussão

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, postou mensagem no seu perfil do Twitter em que reafirma a confiança nas investigações. “Falei agora por telefone com o ministro Flávio Dino e com o  diretor-geral da Polícia Federal sobre as novidades do caso Marielle e Anderson. Reafirmo minha confiança na condução da investigação pela PF e repito a pergunta que faço há cinco anos: quem mandou matar Marielle e por quê?”, questionou mais uma vez.

Também no Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Púbica, Flávio Dino, publicou mensagem sobre a operação da PF e do MPRJ. “Hoje, a Polícia Federal e o Ministério Público avançaram na investigação que apura os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão”, disse ele.

Na mesma rede social, o presidente da Embratur Brasil, Marcelo Freixo, considerou mais um passo importante para a solução dos assassinatos. “Quem mandou matar Marielle? Mais um passo importante da @policiafederal para identificar os mandantes do crime. Marielle e eu trabalhamos juntos desde 2006 e sempre enfrentamos a máfia assassina que comanda o RJ. Por isso, apontar os autores desse crime político é crucial para reconstruirmos nosso Estado”, finalizou.






Fonte: Agência Brasil

Polícia faz operação e prende 18 suspeitos de tráfico na Cracolândia


A Secretaria de Segurança de São Paulo informou que 18 pessoas foram presas na Cracolândia, região central da capital paulista, na noite desse sábado (22).

As prisões ocorreram durante operação realizada pelas polícias Civil e Militar, além da Guarda Metropolitana. Elas são suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas

De acordo com a secretaria, 16 foram presos em flagrante; todos com antecedentes criminais por tráfico de entorpecentes, furtos e roubos.

Dois estavam com mandados de prisão em aberto.  A manutenção da prisão dos suspeitos já foi solicitada à Justiça.

A operação na Cracolândia é mais um capítulo na discussão sobre os índices de criminalidade na região e sobre a situação de dependentes químicos que vivem nas ruas do centro de São Paulo há décadas.

No início deste mês, outra operação policial foi realizada no local, mas o fluxo de usuários de drogas voltou à região.

Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que poderia transferir a Cracolândia para outro ponto do centro da capital, mas, em seguida, o governo informou que a medida será revista.




Fonte: Agência Brasil