Festival Latinidades começa em Brasília com bênçãos ancestrais


“O mais velho chegou, T’ojú Labá pede agô, chama o povo pra ver o afoxé de Ogum Megê!” Este foi o canto entoado pelos integrantes negros do Afoxé Ogum Pá, na bênção ancestral que marcou a abertura do 16º Festival Latinidades Festival de Mulheres Negras, Latino-Americanas, do Caribe e Diáspora Negra, nesta quinta-feira (6), em Brasília. O cortejo espalhou água de cheiro pelo percurso, dentro do Museu Nacional da República, e fez a plateia dançar e orar. 

Em 2023, o lema é “Por um futuro que respeite a ancestralidade, a Mãe Terra e os direitos ancestrais de negros e indígenas”. Nesta edição, pela primeira vez, o festival ocorrerá em quatro capitais: começa em Brasília e segue para o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador entre 6 e 30 de julho. A iniciativa conta com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

A Mãe Dora ty Oyá, líder de uma casa de candomblé no Distrito Federal, abriu os caminhos na cerimônia de instalação do evento e jogou água de cheiro em direção aos presentes até chegar ao palco. A baiana, que mora em Brasília desde a década de 1970, quis passar uma mensagem com o ritual. “Estamos falando de mulheres negras, do empoderamento de mulheres. Para a gente, é muito importante, interessante, prazeroso e bonito. O público ouviu uma percussão boa, uma pessoa com voz bonita e músicas maravilhosas que falam da nossa religiosidade, de nossas lutas, do nosso empoderamento”, destacou.

Brasília-DF - 06.07.2023 - Apresentações artísticas do grupo Afoxé Ogum Pá, durante abertura do Festival Latinidades 2023. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Grupo Afoxé Ogum Pá participou da abertura do Festival Latinidades 2023, em Brasília. Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Oração

Representando os povos originários do continente americano, a liderança indígena do território Araribóia, Cíntia Guajajara, chamou os ancestrais em quatro cantos de oração. Descalça no palco do festival, empunhando um chocalho e enfeitada com adornos coloridos, Cíntia pediu proteção na reza.

A liderança relembrou que seus ancestrais já tinham conexão com o criador de todas as coisas. “Antes da chegada dos europeus, do catecismo, da chegada do evangelismo nas comunidades indígenas, os povos indígenas já tinham religião própria, já tinham forma de conectar com o criador, de pedir a proteção, de fazer as rezas. E aqui eu fiz e pedi bênçãos a vocês”, explicou.

Criado em 2008, o festival faz parte do chamado Julho das Pretas, que comemora o Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha – 25 de julho. No Brasil, a data também homenageia a resistência da heroína negra Tereza de Benguela, liderança quilombola do Quariterê, localizado na fronteira entre Mato Grosso e Bolívia. Tereza de Benguela é considerada exemplo de força e de organização para mulheres que sobrevivem às sequelas da colonização europeia.

O Festival Latinidades é realizado pelo Instituto Afro-Latinas. A diretora do evento, Jaqueline Fernandes, reivindicou o bem viver das mulheres negras, latinas e caribenhas. “Enquanto o bem viver não for para todas as pessoas, não é viável. O bem viver pressupõe equidade de gênero, raça, luta antirracista, a contraposição ao modelo exploratório da natureza e dos seres humanos. Também é uma cosmovisão indígena, que se encontra com pensamentos e com formulações de mulheres negras. Cada vez mais o festival toma a parte da América Latina para se contrapor a esse sistema capitalista exploratório e predatório”, assegurou.

Em 2023, o festival homenageia Verônica Braga, popularmente conhecida como Vera Verônica, a primeira rapper do Distrito Federal. Em meio às comemorações dos 50 anos da cultura hip hop no mundo e 44 anos no Brasil, a artista ressalta que sua música é voz ativa contra o racismo e machismo há 31 anos. E que o Festival Latinidades ajuda a ecoar os manifestos.

“O Festival Latinidades surge na urgência de nós, mulheres negras, termos voz, de poder falar, consumir nossas roupas, nossos cabelos, nossa cultura, nossa alimentação. Esse festival traz a ancestralidadee a cultura de matriz africana. Hoje, o Festival Latinidades é referência mundial”, frisou.

Contra o racismo

Na plateia do auditório do Museu da República formada, principalmente por mulheres, sentaram-se pessoas de diversas idades. A pedagoga e mestre em Educação, Janaína da Silva, levou ao  evento a filha mais velha, de 11 anos, Dandara Luana da Silva, e explica o motivo de, como mãe negra, educar os dois filhos contra o racismo.

“Infelizmente, como mãe negra, eu não ensino meus filhos somente sobre como escovar os dentes, como se comportar na sociedade e a importância dos estudos. Eu também tenho que ensinar como que eles vão identificar e também se proteger contra o racismo e preconceito. Na minha casa, a gente fala sobre a questão racial o tempo inteiro”, revela.

A pedagoga destacou a importância de conhecer suas origens e de estar entre as pessoas que considera como suas. “Com respeito à ancestralidade, a gente tem que valorizar os que vieram antes porque eles abriram caminhos. A gente, agora, está perpetuando e continua lutando para que os resultados realmente apareçam efetivamente para a nossa população”, disse.

A filha Dandara Luana compreende a mensagem repassada. “Pesquiso sobre a cultura negra com a minha família e na internet e eu acho isso muito importante,” relatou.

A angolana Petra Percheiro, que há sete anos mora no Brasil, foi ao festival com a filha brasileira de um ano e um mês e justificou: “Eu quero que ela tenha, desde pequena, o contato com o nosso povo, contato com as histórias, pois ela está aqui como ouvinte e observadora.”

O Festival Latinidades 2023 segue até domingo, em Brasília. A programação completa está disponível no site. São debates, palestras, oficinas, vivências, painéis, conferências, lançamentos literários, rodada de negócios, desfiles e apresentações de dança, teatro e música. As inscrições para as atividades são gratuitas.




Fonte: Agência Brasil

Confira galeria de imagens de Zé Celso


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Veja na galeria abaixo algumas imagens da carreira de Zé Celso Martinez, um dos mais revolucionários dramaturgos do Brasil. Zé Celso morreu na manhã desta quinta-feira (6), após um incêndio ter atingido o apartamento em que morava.




Fonte: Agência Brasil

Tinder terá canal em português para facilitar investigação de crimes


O Grupo de Atuação Especializada do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e o aplicativo Tinder fecharam acordo para que a plataforma implemente um canal de comunicação em língua portuguesa, funcionando 24 horas por dia e sete dias por semana, para atender a autoridades policiais, promotores de justiça e juízes de direito.

O canal deverá entrar em funcionamento na próxima segunda-feira (10). De acordo com o MP, a ferramenta facilitará a solicitação de dados da plataforma e o envio de informações relativas a ordens judiciais.

“O objetivo é viabilizar respostas mais rápidas a requisições relativas a dados associados à localização de vítimas de crimes em andamento e de agentes criminosos responsáveis pela sua prática, observados os parâmetros fixados no Marco Civil da Internet e na legislação correlata”, disse o MP, em nota.

O aplicativo tem sido utilizado para o chamado “golpe do Tinder”. Nele, pessoas à procura de um relacionamento acabam sendo sequestradas ou extorquidas. Suspeitos criam perfis falsos e marcam encontros em locais propícios para o crime. De acordo com a polícia, os criminosos costumam observar usuários que ostentam alto poder econômico nas redes sociais e marcam encontros abordando as vítimas em ruas desertas.

Uma forma de se proteger é evitar vincular o perfil no aplicativo de relacionamento com as outras redes sociais como Facebook e Instagram, e também não aceitar encontros em locais ermos.




Fonte: Agência Brasil

Levantamento mostra aumento de apreensões de canabinoides sintéticos


A Secretaria Nacional de Política sobre Drogas apresentou, nesta quinta-feira (6), dados que mostram o aumento nas apreensões de canabinoides sintéticos, substâncias conhecidas como drogas K, no estado de São Paulo. Os canabinoides são substâncias psicoativas que imitam efeitos de outras drogas.

De acordo com o órgão, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, nos primeiros quatro meses deste ano as apreensões somaram 15 quilos (kg). No ano passado, 11,7 kg foram apreendidos, e em 2021, as apreensões totalizaram 5,7 kg.

Os números fazem parte do 5º Informe do Subsistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR). Os dados foram obtidos a partir de ocorrências registradas pela Polícia Civil do estado.

O levantamento também mostra que, até junho deste ano, foram registrados 493 casos suspeitos de intoxicação de pessoas por canabinoides sintéticos, representando crescimento de cinco vezes em relação a todo o ano passado, quando houve 98 casos.

Na avaliação dos pesquisadores, o número de apreensões de canabinoides pode parecer ínfimo em relação às de outras drogas, mas o aumento registrado justifica o monitoramento. Segundo os pesquisadores, também deve ser levado em conta que esses tipos de drogas sintéticas são de difícil detecção pelas forças de segurança, sendo armazenadas em material vegetal, como ervas, ou borrifada em papéis para escapar da fiscalização.

Riscos

Durante a apresentação dos dados, a secretária Nacional de Política sobre Drogas, Marta Machado, disse que o órgão passou a monitorar o número de apreensões desse tipo de drogas sintéticas em São Paulo para avaliar a situação e fazer recomendações aos profissionais que trabalham na repreensão do tráfico e à população sobre os riscos dos canabinoides.

“É preocupante essa nova droga, com efeitos muito mais lesivos do que normalmente se pensa quando se fala de canabinoide. Essa é uma primeira ação do ministério para lidar com essa nova emergência”, disse.

Gabriel Andreuccetti, estatístico do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas (Unodc), alertou para os efeitos das drogas sintéticas e afirmou que os canabinoides não podem ser tratados como maconha sintética, termo popularmente conhecido. Segundo ele, canabinoides sintéticos não estão presentes na maconha e não se assemelham às substâncias presentes na planta da cannabis.

“Os riscos dessas drogas são muito maiores do que a cannabis. São drogas que apresentam efeitos tanto psicomotores quanto psicoativos severos. O tempo de ação é mais curto e intenso do que uma droga como a cannabis”, disse.

Os dados do informe fazem parte do Subsistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR), que funciona como instrumento de vigilância para detectar o surgimento de novas drogas e aparelhar os órgãos de saúde pública e segurança para o combate aos entorpecentes.




Fonte: Agência Brasil

Polícia faz operação contra a soltura de balões em São Paulo


A Polícia Civil de São Paulo autuou seis pessoas na manhã desta quinta-feira (6), na capital paulista e em Guarulhos, pela soltura de balões. A operação foi conduzida pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania e apura os crimes de fabricação, venda, transporte e soltura de balões.

Soltar balão é perigoso e considerado crime ambiental. E tem causado muita preocupação em aeroportos e concessionárias de energia.

Em maio, a queda de dois balões provocou o fechamento temporário do Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Também em maio, a queda de um balão no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quase provocou uma tragédia.

Segundo o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania de São Paulo, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira e 15 pessoas foram conduzidas à delegacia, sendo que seis foram autuadas pela prática de crime ambiental e vão responder pelos crimes contra a flora e de fabricação, venda, transporte e soltura de balões, que podem provocar incêndios. A pena aplicada pode variar de detenção de um a três anos ou multa.

Durante a operação, foram apreendidos balões, apetrechos para fabricação, fogos de artifício, linhas chilenas e máquinas para fabricação de linhas.




Fonte: Agência Brasil

PF prende suspeitos de envolvimento em crimes violentos no Paraná


A Polícia Federal (PF) prendeu 15 suspeitos de envolvimento em crimes violentos, como homicídios e tráfico internacional de drogas, em cinco estados, durante a Operação Seletor, deflagrada nesta quinta-feira (6). Além das prisões foram apreendidas drogas, veículos, imóveis, além de valores em cheques e em espécie.

As investigações da PF apontaram que a organização tentava se estabelecer em Cascavel, no Paraná, mas também atuava nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Nesses estados, os criminosos comercializavam maconha e armas trazidas do Paraguai, além de cocaína, do Peru.

O grupo também seria responsável pelo assassinato de, pelo menos, 12 pessoas, que foram eliminadas por agirem contra os interesses da organização criminosa.

Participaram da operação 150 policiais, que cumpriram 28 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão, além da determinação judicial de sequestro de bens e bloqueio de contas de R$ 20 milhões. Foram apreendidos 500 quilos de maconha, 350 gramas de cocaína, 10 armas de fogo, 11 veículos, R$ 200 mil, em cheques e R$ 56 mil em espécie. Também houve o sequestro de 10 imóveis, incluindo uma fazenda e o bloqueio de 77 contas bancárias.




Fonte: Agência Brasil

“Zé Celso foi o encenador mais transgressor da cena”, diz dramaturga


“Zé Celso foi o encenador mais transgressor e mais disruptivo da cena brasileira. Da ditadura à abertura, encenou espetáculos de grande magnitude, sob a beleza arquitetônica do Oficina de Lina Bo Bardi. Imprimiu uma marca indelével de um teatro orgiástico e transgressor em muitos artistas e coletivos brasileiros”. Foi assim que a jornalista, dramaturga, professora e coordenadora de Dramaturgia da SP Escola de Teatro, Marici Salomão, definiu o diretor, ator e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, que faleceu hoje (6), em São Paulo.

Marici contou à reportagem da Agência Brasil que conheceu Zé Celso quando era repórter colaboradora do Caderno 2 do jornal O Estado de S.Paulo e cobriu os ensaios da primeira montagem da peça Os Sertões, baseada no livro de Euclides da Cunha e que narra a Guerra de Canudos, movimento liderado por Antônio Conselheiro. Fazem parte dessa epopeia musical A terra (2002), O homem – parte 1 – do pré-homem à re-volta (2003), O homem – parte 2 – da re-volta ao trans-homem (2003), A luta – parte 1 (2005) e A luta – parte 2 (2006).

“No Oficina, fiquei esperando por cerca de meia hora na cabine técnica. Quando desci, Zé e o elenco formavam um círculo em torno da cadeira em que eu sentaria. Encaravam-me. Logo percebi que quem chegava não era a Marici, mas uma personagem euclidiana, diante de Conselheiro e seu bando. Eu estava em Canudos e transportada a um universo outro. Essa era a força do Zé, romper com o lugar comum”, relatou a jornalista e dramaturga.

O Teatro Oficina Uzyna Uzona é um grupo fundado pelo diretor em 1958 e uma das companhias mais longevas do Brasil, tendo também uma grande  atuação políica. Desde 1961, o grupo ocupa um prédio localizado no bairro do Bixiga, no centro da capital paulista, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Zé Celso não morreu”

Segundo Marici, Zé Celso não morreu. Ele permanecerá vivo “em muitas frentes de beleza, resistência e arte”.

“Zé Celso era irreverente, provocador, catalisador, militante e um grande brasilianista. Isso sempre sobreviverá no imaginário que edificou com seus inúmeros artistas no Oficina, de Hamlet a O Rei da Vela, passando pelos Sertões e tantos outros acontecimentos teatrais. A luta à frente do Oficina agora é de seus discípulos”, acrescentou Marici.

Zé Celso tinha 86 anos e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, na capital paulista, desde terça-feira (4) após um incêndio ter atingido o apartamento em que morava em São Paulo. O fundador do Teatro Oficina teve 53% de seu corpo queimado.

O mais longevo dramaturgo em atividade, Zé Celso Martinez deixa o legado de uma arte que revolucionou a política e os costumes.




Fonte: Agência Brasil

Autoridades e comunidade artística lamentam morte de Zé Celso


Após a notícia da morte do ator e dramaturgo José Celso Martinez Correa, o Zé Celso, de 87 anos, na manhã desta quinta-feira (6), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, publicou uma mensagem em suas redes sociais lamentando a perda. Na postagem Lula diz que o Brasil se despede de um dos maiores nomes da história do teatro brasileiro, um dos seus mais criativos artistas e que Zé Celso foi por toda a sua vida um artista que buscou a inovação e a renovação do teatro.

“Corajoso, sempre defendeu a democracia e a criatividade, muitas vezes enfrentando a censura. Transformou o Teatro Oficina em São Paulo em um espaço vivo de formação de novos artistas. Deixa um imenso legado na dramaturgia brasileira e na cultura nacional. Meus sentimentos aos seus familiares, alunos e admiradores. A trajetória de José Celso Martinez marcou a história das artes no Brasil e não será esquecida”, afirmou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse que Zé Celso escreveu uma rica história pessoal e para o Brasil e que irreverente, provocativo e dono de uma enorme capacidade inventiva, tornou o Teatro Oficina um patrimônio da cultura brasileira e um celeiro de talentos para nossos palcos. “Que seu legado continue a inspirar as próximas gerações de homens e mulheres que se dedicam às artes cênicas em nosso país”, expressou Alckmin.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também deixou uma mensagem de conforto para a família e amigos, dizendo que com a morte de Zé Celso morre também uma parte do sentimento de ousadia e coragem do teatro brasileiro. O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Celso Pimenta, demonstrou tristeza ao receber a notícia e elogiou a genialidade de Zé Celso. “Quero externar toda a minha solidariedade aos familiares, amigos e a legião de fãs e admiradores de seu trabalho, que assim como eu, se enlutam com sua despedida. Zé Celso presente!”, escreveu.

Alexandre Padilha, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais ressaltou que hoje o Brasil lamenta profundamente a perda de um dos seus mais brilhantes talentos e disse que o legado de Zé Celso está eternizado no Teatro Oficina, e que o ator foi um verdadeiro tesouro cultural de São Paulo, deixando sua marca nas gerações por meio de suas peças revolucionárias. “Neste momento de pesar, gostaria de expressar meus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos de Zé Celso. Sua partida deixa uma lacuna irreparável no cenário artístico brasileiro”.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que hoje é um dia triste para a cultura brasileira que perde um grande artista que revolucionou o teatro brasileiro. “Sempre criativo, irreverente e com postura crítica, inspirou palco e plateia por onde se apresentasse. Viva Zé Celso! Viva o @oficinauzynauzona !”, escreveu em uma rede social.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou a inquietude a criatividade de Zé Celso, dizendo que ele era um produtor compulsivo e pensador das grandes questões nacionais e que deu sentido à arte teatral brasileira. “A cultura do Brasil perdeu hoje um de seus maiores expoentes, o criador da linguagem tropicalista no teatro. Deixo aqui meu profundo sentimento de pesar e minhas condolências à família, amigos e sua legião de admiradores”.

A apresentadora de televisão Ana Maria Braga, escreveu que os deuses do teatro estão em festa para te receber, Zé Celso, o ícone, o gênio, o artista. “Meus sentimentos a todos que amam esse grande mestre”. O cantor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, enfatizou que Zé Celso marcou a história do Brasil e seu legado será eterno. A cantora Marina Lima, disse em uma publicação “Viva o Zé Celso! E que todo o seu legado se espalhe por esse país afora”. O ator Renato Goes, disse que a obra de Zé Celso é pulsante e que a arte perde profundidade com a sua ida. Michel Melamed, também ator, afirmou que Zé Celso e o Teatro Oficina são mais que pilares da cultura brasileira “O próprio chão e céu, a certeza do país possível, em sua criatividade, singularidade, força, exuberância e excelência. Dos maiores criadores do mundo. Dos grandes brasileiros da história”.

O autor e diretor de teatro Gerald Thomas, disse estar aos prantos e que só o tempo dirá e só o tempo vai curar esse vazio. “Estou aos urros, estou com raiva. Você é eterno Zé! O Zé é o maior do mundo. Não somente do Brasil, mas do mundo. Não importa a peça. Não importa nada disso. Importa a ideia e importa o espetáculo que é a sua vida. E a sua vida é vivida com base no Deus do teatro. Sim, Dionísio e o ritual que isso tudo significa. Ou vamos dizer, os rituais. O Zé é, em parte esse Dionísio. Sim, olha só pra ele! Olha como ele se transforma. Efêmero e concreto, etéreo, o extasiante “Eleutério”, aquele zoneador duplamente nascido e aquele que “baixa” assim como quem voa! E quem está ao seu lado recebe as incríveis vibrações, as ondas, um entendimento toda a cultura”, escreveu.

Kleber Mendonça Filho, cineasta, enfatizou que apesar de não ser de teatro, todos os seus filmes foram impactados de alguma forma por Zé Celso. “Com a energia de atrizes e atores, da arte e pitacos amigos de roteiro, um senso de direção e visão sobre o Brasil. Esse é o significado de um real impacto na Cultura. Obrigado Zé Celso”.




Fonte: Agência Brasil

Acusada por morte do filho, Monique Medeiros volta à prisão


A professora Monique Medeiros, acusada de participação na morte de seu filho, o menino Henry Borel, no dia 8 de março, junto com o então namorado, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, voltou para a prisão no início da manhã desta quinta-feira (6). Ela foi presa na casa da mãe, em Bangu, na zona oeste da capital, por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca).

Monique foi levada para a delegacia e permanecerá lá até seguir para o Instituto Médico Legal onde fará exames de praxe para a entrada no sistema prisional. Depois, será encaminhada ao presídio, em Benfica, para passar por audiência de custódia. De lá deve voltar para o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, onde estava presa até ser liberada em decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha, em agosto do ano passado.

O retorno de Monique à prisão foi determinado, na noite de quarta-feira (5), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que acatou o parecer do subprocurador da República Juliano Baiocchi, sugerindo a derrubada da liminar do ministro João Otávio de Noronha que determinou a soltura de Monique.

Para Baiocchi, há riscos de a acusada atrapalhar as investigações. “Há elementos de comportamento da ré no curso da lide penal tendentes a turbar a instrução processual, pelo que de lei a preventiva da ré, devendo ser reformado o acórdão do STJ”, argumentou o subprocurador da República.

O parecer de Baiocchi embasou o recurso de Leniel Borel de Almeida Júnior, pai de Henry, para manter a prisão de Monique, que é ré por tortura e homicídio triplamente qualificado do seu filho. Pelo mesmo crime responde o ex-vereador Dr. Jairinho.

A suspeita é que a criança tenha sido agredida por Jairinho. O ex-vereador e Monique negam as agressões ao menino. Na época, o casal contou que Henry se machucou ao cair da cama onde dormia. O menino chegou a ser levado para o hospital na Barra da Tijuca, mas não resistiu.

Defesa

Apesar de dizer que recebeu com respeito a decisão do ministro, a defesa da professora pretende recorrer. “A defesa informa que recebe a decisão do ministro com respeito, destaca que apresentará esclarecimentos, pois foi pautada em um descumprimento de medida cautelar inexistente”.

A defesa contesta ainda o argumento de que a cliente usou ilegalmente as redes sociais, uma vez que está impedida pela Justiça de acessar os seus perfis e ainda de ameaçar testemunhas do caso. “Monique não utilizou as redes sociais quando proibida, além de não ter ameaçado qualquer testemunha no momento da prisão domiciliar. Estes fatos já foram esclarecidos há tempos, tratando-se de fake news”, diz a nota da defesa.




Fonte: Agência Brasil

PF faz operações para combater abuso sexual de crianças e adolescentes


A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), duas operações para combater o abuso sexual de crianças e adolescentes. Dois homens foram presos em flagrante por armazenar vídeos e fotos de abusos sexuais A Operação IBEJI X ocorreu na cidade do Rio de Janeiro e a Operação Arcanjo XIV em Niterói.  

No Rio de Janeiro, a ação foi executada no âmbito da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC). Os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão no bairro de Marechal Hermes, na zona norte. O alvo da operação, um homem de 46 anos, foi preso em flagrante por armazenar imagens com conteúdo pedopornográfico.

De acordo com as investigações – iniciadas com a captação de dados e vestígios na internet -, o suspeito teria compartilhado na internet vídeos e fotos envolvendo crianças ou adolescentes. O preso foi conduzido à Superintendência da PF no Rio de Janeiro. A pena prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é de quatro anos de prisão.

Em Niterói, os policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão. O inquérito policial foi instaurado a partir de investigações realizadas pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos (GRCC), da Delegacia de Polícia Federal em Niterói, e resultou na identificação do usuário, que vendia e compartilhava arquivos de imagens e vídeos de cunho pornográfico envolvendo crianças.

Segundo a PF, durante cumprimento do mandado, foram localizados vídeos e imagens com conteúdo de abuso infantil, resultando na prisão em flagrante do investigado, pelo crime de armazenamento de material contendo abuso. O investigado pode pegar até 18 anos de prisão.

A ação faz parte de uma série de operações desenvolvidas pelo GRCC, da Delegacia de Polícia Federal em Niterói.

Os nomes das operações remetem a entidades consideradas por religiões protetoras das crianças – Miguel Arcanjo e Ibeji.




Fonte: Agência Brasil