Narcotráfico potencializa destruição ambiental e violação de direitos


O tráfico internacional de drogas e algumas de suas consequências, como conflitos armados, violação dos direitos humanos e deslocamentos forçados, tendem a contribuir para a destruição do meio ambiente, prejudicando principalmente os grupos populacionais mais vulneráveis. A conclusão consta do Relatório Mundial sobre Drogas 2023, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodc) nesta segunda-feira (26), Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e Tráfico Ilícito.

De acordo com os responsáveis pela publicação, a crescente oferta de drogas ilícitas agrava as crises globais convergentes, desafiando as autoridades públicas em todo o planeta. O relatório ainda destaca a situação na Amazônia, onde, segundo os especialistas, o narcotráfico se mescla a outras atividades ilegais destruidoras do meio ambiente, como grilagem de terras, extração ilegal de madeira, a mineração em áreas de preservação e outros delitos ambientais.

“Na bacia amazônica, a economia [atividade associada à produção e venda] das drogas ilícitas na região está ampliando suas atividades criminosas para outros segmentos, como extração ilegal de madeira, mineração ilegal, ocupação ilegal de terras, tráfico de animais silvestres, dentre outros — que prejudicam o meio ambiente da maior floresta tropical do mundo”, sustentam os especialistas.

Ainda no capítulo dedicado à análise do nexo entre o narcotráfico e os crimes ambientais na Amazônia, os especialistas do Unodc afirmam que a ação de organizações criminosas sujeita povos indígenas e outras comunidades tradicionais amazônidas, como os ribeirinhos, a deslocamentos forçados e à maior exposição à violência, bem como a outras circunstâncias prejudiciais, como, por exemplo, a maior chance de intoxicação por mercúrio – substância usada sem qualquer controle nos garimpos ilegais. Além disso, na região, “os defensores do meio ambiente muitas vezes são alvos específicos de traficantes e grupos armados”.

“Precisamos intensificar as respostas às redes de tráfico de drogas que se aproveitam de conflitos e crises globais para expandir o cultivo e a produção de drogas ilícitas, sobretudo drogas sintéticas, abastecendo os mercados ilícitos e causando mais danos às pessoas e às comunidades”, comentou a diretora executiva do Unodc, Ghada Waly, em nota divulgada pela entidade.

Após analisarem estatísticas globais, os especialistas do Unodc estimam que mais de 296 milhões de pessoas usaram algum tipo de substância ilícita ao longo do ano de 2021. Se confirmado, o resultado representa aumento de 23% ao longo de dez anos. Paralelamente, o escritório da ONU calcula que cerca de 39,5 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de transtorno associado ao uso de drogas – aumento de 45% em dez anos. Destes, apenas um em cada cinco recebeu tratamento adequado, evidenciando a lacuna e as disparidades no acesso ao tratamento e a medicamentos controlados.

“A disparidade é especialmente predominante entre o norte e sul do mundo e entre as áreas urbanas e rurais, com algumas pessoas sofrendo o impacto negativo de drogas mais do que outras”, argumentam os especialistas, que defendem prioridade para o fortalecimento das redes de saúde pública. Eles afirma que, sem estruturas bem projetadas, o acesso a substâncias psicoativas específicas para tratar doenças mentais e transtornos associados ao uso de drogas “pode ser muito limitado para aqueles que precisam do tratamento, levando os pacientes a recorrer a mercados ilegais ou, ao contrário, substâncias psicoativas podem ser desviadas para uso não medicinal”.

A íntegra do Relatório Mundial sobre Drogas 2023 está disponível, em inglês, no site do Unodc. Alguns capítulos já estão disponíveis em outros idiomas, como o espanhol.




Fonte: Agência Brasil

Maratona abre inscrições para ouvidorias públicas


Começam nesta segunda feira (26) as inscrições para a Terceira Maratona de Defesa dos Direitos dos Usuários de Serviços Públicos. Ouvidorias públicas de todo o país podem participar da disputa, que busca divulgar direitos dos usuários dos serviços públicos e o papel desse espaço de cidadania nos órgãos e entidades.

Este ano, o tema do concurso é Discriminação no Serviço Público: Não se Cale. E é a partir dessa campanha, que as ouvidorias inscritas poderão competir, com publicações nas redes sociais, que somam pontos conforme critérios de alcance, quantidade de publicações e criação de material de divulgação próprios da instituição. As postagens serão identificadas pela #OuvidoriaContraDiscriminação. As inscrições são feitas no site até o dia 14 de julho.

Segundo a Ouvidora-Geral da Controladoria-Geral da União, Ariana Frances, a intenção é trazer essa pauta para as redes sociais apresentando de forma expressa que os serviços públicos são garantidos a todos, independente da sua raça, etnia, gênero, religião, orientação sexual, ou condição social. “Caso esse direito esteja sendo violado, as ouvidorias estão prontas para receber as denúncias e dar os encaminhamentos devidos”, diz.

As ouvidorias podem concorrer em três categorias, conforme o tamanho do município em atuam, sendo a primeira para os de até 100 mil habitantes, a segunda para população entre 100 mil e 500 mil e a terceira categoria para municípios que têm acima de 500 mil habitantes.

As inscrições vão até o dia 14 de julho e a premiação será no dia 2 de outubro, com a entrega do certificado da Rede Nacional de Ouvidorias (Renouv) às instituições que tiverem o melhor desempenho no concurso.

Segundo a Ouvidoria-Geral da União, o número de inscrições crescente demostra um empenho nacional em cumprir a missão das ouvidorias. Na primeira edição do concurso foram 130 inscrições com alcance de mais de 783 mil visualizações. No ano seguinte, esses números aumentaram para 173 ouvidorias inscritas e mais de 1,5 milhão de visualizações.

“O reconhecimento da Renouv do engajamento das ouvidorias participantes contribui para a mobilização e maior alcance das ações previstas no âmbito da Maratona, permitindo que mais usuários compreendam sobre os seus direitos e formas de defendê-los”, explica Ariana Frances.

O comitê que organiza a competição é formado por membros da Ouvidoria-Geral da União da Controladoria-Geral da União (OGU/CGU), da Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da Ouvidoria-Geral do Município de São Paulo, da Ouvidoria da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) e da Ouvidoria da Câmara dos Deputados.

Código de Defesa

Segundo a ouvidora adjunta da EBC, Talita Cavalcante, a maratona celebra anualmente o Código de Defesa dos Usuários do Serviço Público, que foi instituído desde 2017, pela Lei 13.460 e reúne os direitos dos usuários do serviço público. “A maratona ocorre sempre em junho, justamente para marcar o mês de aniversário dessa lei, que em 2023 completa seis anos”, explica.

Ouvidoria da EBC

Por ser a única empresa pública de comunicação que integra a Renouv, a EBC é uma das instituições que coordena as ações da maratona, por meio da sua ouvidoria, onde também são pensadas estratégias comunicacionais com o propósito de aumentar o diálogo social. “Esse trabalho tem sido gratificante para a ouvidoria da EBC no que tange, principalmente a troca de experiências com os demais integrantes da Renouv”, conclui Talita.




Fonte: Agência Brasil

Pesquisa revela que 52% dos brasileiros não fazem atividades físicas


A Pesquisa Saúde e Trabalho, feita pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), divulgada nesta segunda-feira (26), em Brasília, conclui que 52% dos brasileiros raramente ou nunca praticam atividades físicas. Entre os que fazem atividades físicas, 22% se exercitam diariamente, 13% pelo menos três vezes por semana e 8% pelo menos duas vezes semanais.   

O levantamento foi realizado entre 10 e 14 de março de 2023. Em todos os estados, foram entrevistadas 2.021 pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

A prática regular de atividades físicas é considerada por especialistas como um dos principais meios de promoção e cuidado com a saúde. A professora de Educação Física do Rio de Janeiro, Alessandra Almeida, concordou.

“O corpo humano foi feito para estar em movimento. Diante dessa realidade, minha aposta é que cada vez mais as pessoas precisarão trocar medicamentos por treinos. Tenho certeza que a atividade física é a mais eficaz prescrição médica, uma vez que tem como benefícios, não só tratar, mas prevenir muitas doenças”, enfatizou.

Atividades físicas e saúde

Além da frequência da prática de atividades físicas, o estudo fez a associação entre a prática delas e o adoecimento. Segundo o levantamento do Sesi, 72% das pessoas que praticam exercícios com frequência não tiveram problemas de saúde nos últimos 12 meses. Porém, entre os que nunca praticam atividades físicas, 42% sofreram problemas de saúde em 2022.

O diretor superintendente do Sesi, Rafael Lucches, destacou que “a promoção da saúde e de comportamentos preventivos é fundamental para a redução de problemas na vida das pessoas. Com a prática de atividades físicas, temos pessoas mais saudáveis e dispostas para encarar os desafios do dia a dia”.

O personal trainer de Minas Gerais, Fernando Carlos de Oliveira, o Nando ENoix, viralizou na internet com o vídeo de uma aluna de 100 anos de idade que faz atividades físicas com cargas adaptadas que possibilitaram ganho de força muscular e equilíbrio.

O professor, que trabalha com o público da terceira idade, defende a prática regular de exercícios físicos, principalmente, a musculação com orientação de um profissional da área. “A musculação pode ajudar a manter a massa muscular, aumentar a força, melhorar a flexibilidade e a coordenação, além de contribuir para a saúde óssea”, declarou.

A funcionária pública de Recife, Ivete Souza, de 50 anos, conhece bem essa realidade. Ela convivia, desde os 21 anos, com a depressão ferrenha, como ela mesma define. Estava sem disposição para brincar com os três filhos, sobrepeso e déficit de cálcio que poderiam lhe causar problemas no futuro.

Há cinco anos, ela levantou do sofá, calçou o tênis e assumiu um estilo de vida mais saudável, com reeducação alimentar e rotina de treinos, que começaram em casa e seguiram para a academia.

Como resultado, a vida dela mudou: Ivete perdeu 27 quilos, diminuiu estresse, ansiedade e a depressão e tem outra relação com os filhos Miguel, de 14 anos, Jordana, 13, e Letícia, 6. Colocou até o marido Denilson para se exercitar. Os dois vão juntos para musculação pelo menos três vezes por semana. “Minhas prioridades de vida são ter qualidade de vida física e mental, não depender de ninguém e ter autonomia”,  preconizou.

Há dois anos, ela ainda encarou o tratamento de um câncer de mama considerado agressivo. A funcionária pública percebeu que a nova vida mais saudável a ajudou a passar pelas sessões de quimioterapia do tratamento.

“Quando eu me deparei o diagnóstico [do câncer] já estava no ritmo de uma pessoa saudável e isso me ajudou muito mesmo no tratamento”, recordou.  Mas, Ivete não parou por aí. Escreveu dois livros com histórias de superação de mulheres e dela própria. Ivete ainda criou – em uma rede social – uma conta voltada ao público de 40 e 50 anos, mostrando os resultados das mudanças de hábito. Agora, no mundo digital, Ivete é a Iva Fit 40/50 Mais e divulga os benefícios de ter largado o sedentarismo.

Outro caso de superação é do contador Felippe Ornellas, de 39 anos, morador de São Paulo. Ele chegou a pesar 176 kg. Em 2016, fez cirurgia bariátrica para enfrentar a obesidade mórbida e perdeu 72 quilos. E hoje, mantém a saúde e peso com musculação.

“A prioridade do meu dia é a minha atividade física. Eu levanto, tomo o meu café e vou treinar para começar o meu dia. Quando eu vou treinar à noite, parece até que está faltando alguma coisa. A musculação me trouxe de volta à vida. Não foi só uma vez. Mas, toda a semana”, confessou.

O Ministério da Saúde também disponibiliza o Guia de Atividade Física. Ele tem orientações para públicos de todas as idades, além de gestantes e pessoas com deficiência.

Para estimular mais pessoas a terem o hábito se exercitar, o Ministério da Saúde tem, desde 2011, o Programa Academia da Saúde (PAS), que desenvolve ações em polos construídos com recursos federais e mantidos com repasses mensais. Atualmente, o PAS atende 1.829 estabelecimentos e os recursos somam R$ 51 milhões, informou o ministério.

Saúde no trabalho

A relação entre trabalho e qualidade de vida também foi abordada pela pesquisa do Sesi. Nesse aspecto, 94% concordaram que um profissional com a saúde física e mental em dia é mais produtivo no seu trabalho. A pesquisa também apontou que 12% dos entrevistados têm hábito de realizar consultas regulares com psicólogo.

O professor de Educação Física, Welson Araújo, entende que a prática frequente está diretamente relacionada à saúde mental. “Dentre os benefícios para a mente, estão a diminuição dos sintomas de depressão e ansiedade e a melhoria da memória.”

E para a grande maioria ouvida pelo Sesi, saúde não é somente a ausência de doenças ou enfermidades. Para 88% dos entrevistados, a saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social.

Sobre ambientes saudáveis para o trabalho, 66% dos trabalhadores disseram que as empresas em que trabalham estabelecem limites de horas de trabalho ou número de turnos e 55% permitem flexibilidade e pausas para descanso ou prática de exercícios. E mais: 49% têm estrutura para prevenir violência, assédio e discriminação, ambiente livre do fumo e política de jornada de trabalho flexível, como home office.






Fonte: Agência Brasil

Maquinista da CPTM mata um colega a tiros na Estação da Luz


Um maquinista atuante há 11 anos na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e que iniciava o turno de trabalho na tarde deste domingo (25) atirou com uma arma de fogo em uma sala na área interna da Estação da Luz, da CPTM. Os tiros atingiram dois colegas, matando um deles. O atirador fugiu logo depois.

Por nota, a CPTM disse lamentar o ocorrido. Segundo as informações, um dos funcionários feridos é um maquinista que atua na companhia há 31 anos. Ele foi levado para o Hospital Sancta Maggiore com ferimento no pé e está sob cuidados médicos. O supervisor de tração, na CPTM há 23 anos, foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu ao ferimento.

“A ocorrência foi registrada no 2⁰ DP (Bom Retiro). A CPTM colabora com a autoridade policial, para descobrir a motivação do crime e elucidar o caso e não divulga ou confirma dados ou imagens ligadas à ocorrência para não prejudicar as investigações”, diz a empresa em nota.

De acordo com a CPTM, todo o suporte está sendo dado pela companhia aos familiares do funcionário que faleceu e ao trabalhador ferido. A CPTM informou ainda que conta com diversos programas de incentivo ao bem-estar, como avaliação e acompanhamento psicológico, que no caso dos maquinistas é anual e obrigatória, além do plano de assistência médica com direito a consultas psicológicas.

Em suas redes sociais, a CPTM manifestou luto e disse lamentar profundamente a trágica perda de um dos colegas de equipe em um ato de violência chocante. “Estamos de luto pela vida que foi tragicamente interrompida e nos solidarizamos com a família, amigos e colegas que estão sofrendo com essa terrível perda”.




Fonte: Agência Brasil

Iniciativa leva hortas a lajes da Rocinha para gerar alimento e renda


Áreas subutilizadas e ociosas da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, aos poucos estão sendo transformadas em espaços verdes, produtivos e sustentáveis. Foi com esse desejo que, em 2017, o empreendedor social Flávio Gomes, morador da comunidade, começou a ensinar para cerca de 70 crianças práticas de compostagem, plantio de alimentos, ações de sustentabilidade e reciclagem na esperança de poder levar uma horta para cada uma delas. 

A partir de 2018, Flávio passou a desenvolver um projeto educativo chamado Horta na Favela, envolvendo a comunidade. Foram construídas quatro hortas em lajes da favela e uma composteira, que já transformou em adubo orgânico mais de 100 quilos de resíduos. Flávio compartilha seus ensinamentos e atividades nas redes sociais e diz acreditar que no futuro, irá retirar da favela toneladas de lixo e transformar os locais em hortas, trazendo qualidade de vida para toda a comunidade.

Segundo o empreendedor, as hortas trazem um novo olhar sobre alimentação e saúde na favela. “Creio que, um dia, a Rocinha vai voltar à sua origem agrícola, plantando em pequenos espaços, mas que vão ter uma relevância muito grande nas mudanças de hábitos”.

Horta na floresta

As iniciativas socioambientais ganharam mais força com a chegada de um antigo morador, que por duas décadas viveu com sua família na parte alta da Rocinha. Hoje professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Lucena Barbosa Júnior propôs, além das atividades socioeducativas, que as hortas pudessem gerar emprego e renda para as famílias da comunidade.

Ao retornar para rever amigos, o professor percebeu o avanço da favela em direção à floresta, o que o fez pensar em uma maneira prática de levar o conhecimento desenvolvido na UFRRJ para solucionar alguns dos desafios enfrentados no local.

“Sempre pensei se poderíamos implementar uma proposta que pudesse mudar a perspectiva, a relação do morador com a floresta em pé, para que ele pudesse não apenas valorizar o fato de ter acesso à alimentos, mas também proporcionar geração de renda”, comenta.

Juntando a experiência do projeto Horta na Favela, liderado por Flávio, com uma iniciativa do professor Lucena, que pretende reflorestar e recuperar a borda da Floresta da Tijuca por meio de Sistema Agroflorestal (SAF), nasceu a proposta “Horta na Floresta, uma produção sustentável de alimentos como estratégia inovadora de geração de emprego e renda na Rocinha”, em que serão implantadas 50 hortas nas lajes na parte alta da comunidade. O projeto conta com uma equipe de engenheiros de alimentos, florestais, químicos, agrônomos, nutricionistas e também empresários da área de produção de mel. “Cursos, visitas técnicas, aquisição de materiais e produtos ou até mesmo serviços são coordenados por nós em sintonia com os beneficiários”, conta o professor Lucena.

Com o projeto em mãos, Lucena concorreu ao Programa Favela Inteligente, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado (Faperj) com o apoio da Universidade Federal Rural Fluminense (UFRRJ), tendo sido um dos contemplados com auxílio financeiro de cerca de R$ 420 mil para execução das ações propostas nos anos de 2022 e de 2023.

“A previsão é de que as ações, dentro do edital Favela Inteligente da FAPERJ, se encerrem no final deste ano. Mas já estamos buscando alternativas para financiar as iniciativas após esse encerramento”, conclui Lucena.

Para o empreendedor social Flávio Gomes, a parceria da Rural com o Horta na Favela deu uma nova visão ao projeto. “Pudemos trazer também a questão da geração de renda e do cuidado com o meio-ambiente trabalhando a compostagem e a produção de mel. Eu vejo essa parceria com a UFRRJ como um grande avanço e acredito que a gente vá avançar muito ainda na questão do combate à desigualdade social”, afirmou Flávio.

Segundo Flávio, 20 famílias estão cadastradas para receber as hortas em suas lajes, e outras 30 estão previstas. A equipe do projeto trabalha para consolidar as 50 lajes produtivas e organizar os beneficiários coletivamente, inclusive com a criação de uma cooperativa.

Outra meta é ampliar a estrutura do projeto Cozinha de Mãe, iniciativa de aproveitamento integral de alimentos que visa a produção de produtos processados em escala artesanal a partir de resíduos do preparo de alimentos nas cozinhas da comunidade, coordenado pela moradora Marinete Silva, que deverá contemplar, pelo menos, 15 famílias da comunidade

“Através das ações que vêm acontecendo dentro do Horta na Floresta, eu vi que posso passar para as pessoas mais vulneráveis aqui da minha comunidade como podemos reaproveitar os resíduos de alimentos orgânicos com as composteiras”, disse dona Marinete, em entrevista à Rádio Nacional, e complementou: “Vamos reaproveitar todas as cascas de legumes, cascas de frutas, e vamos estar passando para as pessoas a importância de gerar renda, sim, e de trazer uma alimentação saudável para sua família”.

A meta é construir um modelo sustentável de geração de renda e de produção de alimentos orgânicos a partir do cultivo de cogumelos nativos da Mata Atlântica, produção de espécies medicinais, além de tubérculos, frutas, olericulturas, flores convencionais, plantas alimentícias não convencionais (pancs), como Ora-pro-nobis, bertalha, taioba e a criação de abelhas sem ferrão para um tipo de mel cujo litro chega a custar R$ 600, explicou o professor Lucena em entrevista à Rádio Nacional.

*Estagiário sob supervisão Vinícius Lisboa e com colaboração da repórter Solimar Luz




Fonte: Agência Brasil

Fumaça de incêndio se espalha por cidade fluminense


O incêndio em um aterro sanitário em Teresópolis, na região serrana fluminense, se espalhou pela cidade, causando transtornos à população na manhã desta segunda-feira (26). Segundo a prefeitura municipal, as aulas foram suspensas em escolas próximas ao incêndio.

A prefeitura também recomenda o uso de máscaras por pessoas que sofram com doenças respiratórias como asma e bronquite.

O incêndio atingiu o aterro sanitário do Fischer por volta das 5h. Em nota divulgada por volta das 10h, a prefeitura informou que a fumaça já tinha se dissipado em alguns locais. A expectativa é que a situação se normalize nas próximas horas.

De acordo com a prefeitura, a suspeita é que o incêndio tenha sido criminoso. As investigações para apurar as causas do incidente e identificar possíveis responsáveis já começaram.




Fonte: Agência Brasil

Obra do metrô faz solo ceder, e oito linhas de ônibus são desviadas


A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou a Avenida Miguel Conejo na altura da Rua Mateus Leão, zona norte da capital paulista, devido a solapamento em obra da linha 6 – Laranja do Metrô, ocorrido neste domingo (25). As informações são da prefeitura. 

O desvio para o trânsito está ativo, no sentido do bairro, pelas ruas Miguel Conejo, Mateus Leão e Bonifácio Cubas. Segundo o município, a Subprefeitura Freguesia/Brasilândia e a Defesa Civil enviariam equipes na manhã desta segunda-feira (26) para realizar vistorias no local.

A concessionária Linha Uni, responsável pelas obras, informou que, na manhã do último sábado (24), a avenida Miguel Conejo, na altura do número 850, foi interditada de forma preventiva em decorrência das atividades de escavação com a Tuneladora Norte, conhecida como tatuzão.

Oito linhas de ônibus estão sendo desviadas desde as 7h de sábado, em razão de interferência viária na avenida, segundo a SPTrans. São elas: 8548-10 Parada de Taipas – Term. Lapa; 8549-10 Taipas – Pça do Correio; 9012-10 Itaberaba – Term. Lapa; 9181-10 Vl. Terezinha – Lapa; 938P-10 Jd. Tereza – Metrô Barra Funda; 9717-10 Jd. Almanara – Metrô Santana; 975A-10 Vl. Brasilândia – Metrô Ana Rosa; 9785-10 Vl. Terezinha – Metrô Barra Funda.

De acordo com a Linha Uni, a ação de interdição foi necessária em função da frágil geologia do local. “Trata-se de uma ação normal, parte das medidas de controle que a equipe técnica da obra desenvolve ao longo de todo o traçado da Linha 6 – Laranja”, diz nota da empresa.

Ainda de acordo com a concessionária, a equipe técnica está acionando poços de rebaixamento do lençol freático, atividade também já prevista, e as atividades da tuneladora devem retomar na próxima semana.

Imóveis​

Em relação a imóveis, a prefeitura informou que houve 11 interdições no mês de janeiro deste ano, após vistorias realizadas nos dias 28 e 29 de janeiro, em decorrência das obras da linha laranja na região.

No dia 28 de janeiro, foram sete interdições – seis parciais e uma total – localizada nas ruas Simão Velho e Mateus Leão, devido às movimentações no solo que causaram rachaduras nas casas. No dia seguinte (29), foram mais quatro interdições na avenida Miguel Conejo na rua Simão Velho.

Desabamento

No ano passado, um acidente nas obras da Linha 6 – Laranja do Metrô provocou o desabamento de parte da pista da Marginal Tietê, na zona norte da capital paulista, próximo a ponte da Freguesia do Ó.




Fonte: Agência Brasil

Terra da comunidade quilombola Curuanhas é reconhecida


Uma área com mais de dois mil hectares, localizada no município de Estância, a 68 quilômetros de Aracaju, foi reconhecida e declarada oficialmente como terras da comunidade remanescente do quilombo Curuanhas. A medida foi publicada nesta segunda-feira (26), no Diário Oficial da União, por meio de uma portaria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). in.gov.br/web/dou/-/portaria-

A comunidade, que vive na área regularizada, foi um dos primeiros povoados a serem reconhecidos como remanescente quilombola pela Fundação Cultural Palmares, em Sergipe, em 2011. Atualmente, o estado tem 32 certificações emitidas, nas 44 comunidades declaradas que abriram processo para solicitação de reconhecimento.

Memórias históricas

Com a certificação, o grupo, documentos e locais que reúnem memórias históricas dos antigos quilombos passam a ser tombados como patrimônio cultural brasileiro material e imaterial.

A identificação, delimitação e regularização do território concluem o processo que garante a preservação de tradições culturais, recursos naturais da região e da memória de uma dívida histórica do Estado com a população negra.

Os limites e confrontações do território quilombola Curuanhas estão descritos na portaria do Incra. A planta e o memorial descritivo da área já foram disponibilizados no acervo fundiário da instituição e podem ser acessados pelo site da instituição.




Fonte: Agência Brasil

Literatura Sáfica dá protagonismo ao amor entre mulheres


A italiana Miriam Squeo se descobriu bissexual aos 28 anos, depois de uma vida heterossexual. “Nesse momento de transição, foi muito difícil para mim entender o que estava acontecendo e revolucionando a mídia naquele momento”, disse, em entrevista à Agência Brasil. Miriam afirmou que não conhecia nada da literatura sáfica, escrita por lésbicas ou por mulheres que não se entendem como lésbicas, mas que gostam de pessoas do sexo feminino.

Seu primeiro contato com o amor entre lésbicas foi o filme Azul é a Cor Mais Quente, de 2013, que assistiu na televisão. “Foi o primeiro filme que dava visibilidade lésbica no cinema de maneira tão aberta assim. Foi um ano em que começava a sair um pouquinho da sombra a relação entre mulheres”.

Miriam Squeo, Debate na Janela Livraria sobre literatura sáfica.
Foto: Alessandra Limal/Divulgação

Miriam Squeo é uma das escritoras que debaterão literatura sáfica em livraria do Rio de Janeiro. Foto: – Alessandra Limal/Divulgação

Mesmo assim, Miriam demorou muitos anos para se abrir com os pais, que são do sul da Itália. A conversa aconteceu há duas semanas, ela já com 36 anos. “Acho que o livro me deu essa coragem”, concluiu, referindo-se à primeira obra de sua autoria, intitulada “Por trás dos meus cabelos”, lançado pela editora Autografia, na semana passada. Escrita em português, a obra demonstra todo o amor que Miriam sente pelo Brasil, onde mora há três anos e meio. Aqui, ela se sentiu mais livre.

No período em que vive no Brasil, Miriam Squeo se inteirou da literatura sáfica. Decidiu escrever não só porque foi uma terapia para ela, mas também porque gostaria de ter lido algo parecido quando se descobriu bissexual, pelos amores que viveu no curso do ano e, também, porque acredita que é preciso desmistificar o amor entre mulheres.

“Hoje, a sociedade vê isso quase como se fosse uma brincadeira”. Afirmou que, no Brasil, principalmente, onde “a sociedade é machista e as relações são abusivas, parece que o amor entre mulheres é como encontrar saída da relação heterossexual”.

Ela entende o sexo feminino como complexo e, por essa razão, as relações entre mulheres são complexas. “Elas podem ser também tóxicas”. Por isso, a escritora tentou colocar essas questões de forma aberta no livro, para tentar traduzir um pouco mais de liberdade no que acontece em um amor sáfico. O livro é autobiográfico, mas romanceado também, esclareceu. “O importante para mim era trazer essa história para os outros”.

Debate

Miriam Squeo é uma das escritoras que participarão de debate sobre a literatura sáfica e as várias formas de amor na nesta segunda-feira (26), às 19h, na Janela Livraria, situada no Shopping da Gávea, na zona sul do Rio. O debate “Literatura sáfica e a fluidez da sexualidade feminina, sobre novas narrativas literárias em torno do amor entre mulheres e a liberdade sexual feminina” celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, comemorado no dia 28 deste mês.

Convite da Janela Livraria sobre literatura sáfica.
Foto: Divulgação

Janela Livraria, no Rio de Janeiro, receberá debate sobre literatura sáfica. Foto: Divulgação

O evento terá a participação também de Carla Alves, autora de “Conectadas” e “Romance Real”, editados pela Companhia das Letras. Esse segundo romance de Carla foi lançado recentemente em inglês, nos Estados Unidos. A conversa será mediada pela jornalista e editora da Revista Brejeiras, dedicada ao público lésbico, Camila Marins.

Vozes lésbicas

Uma das quatro sócias da Janela Livraria, Antonia Moura explicou que a literatura sáfica é uma literatura feita, principalmente, por mulheres que se identificam de alguma forma como lésbicas ou em um dos gêneros LGBTQIAPN+. “São livros feitos por mulheres que têm um lugar de fala. Eu acho isso muito importante. Acho que, da mesma forma que a gente quer que haja mais vozes negras, mais vozes trans, mais vozes de pessoas com deficiência, a gente também quer que tenha mais vozes lésbicas com lugar de fala, que não sejam homens escrevendo literatura que conta amores entre mulheres, porque isso é algo totalmente fora da vivência deles”.

Segundo Antonia, é importante que pessoas que ainda se sentem à margem tenham cada vez mais espaço para contar suas experiências, que podem emocionar, inclusive, homens e mulheres heterossexuais. “Tem coisas que são universais, mas tem experiências que são muito únicas”, destacou. Ela acredita que quanto mais pessoas estiverem sentando à mesa e colocando um pouco da sua visão de mundo ali, mais interessante fica o próprio mundo e a literatura como um todo.

Essa é a primeira vez que a Janela Livraria está fazendo debate sobre a literatura sáfica. Desde o início de junho, a livraria tem colocado em destaque títulos com temática LGBTQIAPN+, em função do Mês do Orgulho LGBT, porque essa é uma bandeira importante para a livraria. Das quatro mulheres sócias da Janela, duas são LGBT. “Debates como esse que ocorrerá nesta segunda-feira são importantes também para as pessoas que ainda estão se questionando e lutando internamente sobre sua sexualidade, afirmou Antonia Moura.




Fonte: Agência Brasil

Acadêmicos da Asa Norte é campeã do carnaval do DF 2023


A escola de samba Acadêmicos da Asa Norte foi a campeã do grupo especial nos desfiles do carnaval fora de época do Distrito Federal, que ocorreram na sexta-feira (23) e no sábado (24), na Passarela Marcelo Sena, no Eixo Cultural Ibero-americano.

A agremiação conquistou, no fim da tarde deste domingo (25), o primeiro lugar da competição com 268,40 pontos no julgamento de quesitos como bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, fantasias, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira.

Brasília (DF) 25/06/2023 Comemoração dos Acadêmicos da Asa Norte que foram vencedores do Carnaval de Brasília. Foto Antônio Cruz/ Agência Brasil

Comemoração da escola Acadêmicos da Asa Norte, vencedora do Carnaval de Brasília 2023. Foto Antônio Cruz/ Agência Brasil

A Associação Recreativa e Cultural Águia Imperial de Ceilândia ficou em segundo lugar, com 267,20 pontos. E a tradicional Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) ficou em terceiro lugar, com 267,10 pontos. A Vila Planalto e a Bola Preta ficaram na última e na penúltima posições do grupo especial, respectivamente.

Presidente da Acadêmicos da Asa Norte há seis anos, o niteroiense Jansen de Mello, de 77 anos, comemorou a vitória e pediu ajuda para carregar o troféu, pois disse que o prêmio “pesa muito”. “A gente faz carnaval para ganhar. A gente faz a festa, mas faz mesmo para ganhar.”

Com a vitória de 2023, a Acadêmicos da Asa Norte conquistou o quarto título seguido da agremiação, que, agora, passa a ter oito campeonatos ao todo. Brincadeiras à parte, Jansen de Mello revelou o segredo que motivou a comunidade vermelho e branco durante os nove anos em que as escolas de samba não desfilaram no Distrito Federal. “A gente sempre fez eventos pequenos para não deixar o samba morrer”, declarou.

A escola levou para a avenida o enredo campeão Mulheres pretas do Brasil. A agremiação contou a história de mulheres que se destacam na História do Brasil, além da mulher simples e trabalhadora. Os compositores do samba-enredo vencedor são Diego Nicolau, Juninho Sambista, Tem-Tem Jr, Marcus Lopes, Marcelinho Santos, Richard Valença, Valtinho Botafogo, Romeu Almeida, Yago Pontes, Issac Sousa e Junior Fionda.

Rainha da bateria da Acadêmicos da Asa Norte desde 2019, Gilmara Santos, a Gil, exaltou a representatividade das mulheres negras. “Eu venho representando esse enredo maravilhoso falando de mulheres pretas. Eu, como uma mulher negra, sei da importância disso à frente desta bateria. É muita representatividade”, disse emocionada.

Segundo lugar e acesso

O presidente da Águia Imperial de Ceilândia, Gilmar Leite, conhecido como Pará, lamentou o vice-campeonato. “O título é sempre mais importante do que um segundo lugar. Nós trabalhamos com muita luta para gente chegar onde chegou. E a comunidade apoiou imensamente”.

O presidente da Aruc, Rafael Fernandes, falou sobre o resultado final do júri e da decepção da escola cruzeirense. “Tem que olhar para frente. Não é o que a gente esperava, com certeza, mas a gente vai seguir trabalhando. É o que nos cabe. É a nossa responsabilidade”.

A Unidos de Vicente Pires conquistou o título do grupo de acesso de Brasília e subirá, em 2024, para o grupo especial das escolas de Samba do Distrito Federal. A escola levou para avenida o enredo Nas águas sagradas desperta a Senhora da fertilidade do espelho de Oxum ao reflexo da força da mulher.

Carnaval 2023

Ao todo, a Passarela Marcelo Sena, que homenageia o sambista vocalista da banda Coisa Nossa, morto em janeiro deste ano, recebeu 13 agremiações e shows neste fim de semana.

Apesar do frio das últimas noites, o público e os carnavalescos marcaram presença na passarela e lotaram as arquibancadas instaladas pelo governo do Distrito Federal.

O desfile foi viabilizado com investimento de R$ 7 milhões com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, mais R$ 5 milhões em editais e do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). O secretário adjunto de Cultura e Economia Criativa, Carlo Alberto Júnior, destacou o trabalho de mais de dois anos para trazer o carnaval dos barracões de volta às ruas de Brasília após quase uma década.

“Foi a apoteose da concretização de vários sonhos. Desde 2019, estamos regularizando a parte burocrática das escolas [de samba], a documentação, elaboramos a Escola de Carnaval para aprenderem a fazer, desde a confecção de fantasias, o samba-enredo, preparação de baterias. Depois, houve a luta para conseguir os recursos financeiros até a gente chegar, na sexta feira, e ver o brilho nos olhos de cada integrante, de cada escola, e ver o pessoal vibrando”, declarou o secretário. Para 2024, o plano do órgão é realizar desfiles no aniversário de 64 anos de Brasília, em 21 de abril. “O céu será o limite. Vamos juntar o aniversário da cidade com o desfile”, prometeu.

O curador da Escola de Carnaval no DF, carnavalesco Milton Cunha, foi o mestre de cerimônias das apresentações dos 13 desfiles do carnaval fora de época de Brasília, nos dois dias do evento. Acostumado a comentar os grandes carnavais do Rio de Janeiro e São Paulo, Cunha enalteceu o samba no pé e a participação e emoção do público “Achei o sambódromo daqui organizado e glamouroso. Em termos de espetáculo, as 13 comunidades entraram querendo se exibir, cantando seus sambas. Eles aproveitaram muito bem a possibilidade existir. Ali, eles viraram artistas, dançarinos, compositores, músicos, ritmistas, é uma maravilha. Então, eu acho que a organização esteve ótima e as comunidades estavam deslumbrantes. Foi uma super retomada. Um grande recomeço”, vibrou o carnavalesco.

Os desfiles das escolas de samba do grupo especial do DF foram transmitidos ao vivo pela TV Brasil. Os vídeos das transmissões estão disponíveis no site especializado O Carnavalesco, tanto o da sexta-feira, quanto o do sábado.




Fonte: Agência Brasil