Força-tarefa destrói dez garimpos ilegais na Amazônia


Dez garimpos ilegais destruídos e R$ 4,5 milhões em multas aplicadas. Esse é o saldo de 17 dias de atuação da Força-Tarefa de Segurança Pública Ambiental na Floresta Nacional de Urupadi, localizada em Maués (AM), na região sul do Amazonas, a cerca de 267 quilômetros de Manaus.

Composta por agentes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Força Nacional, além de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a força-tarefa deflagrou a chamada Operação Aurum em 18 de maio. O balanço da iniciativa, encerrada no último dia 3, foi divulgado neste sábado (10).

Segundo a PF, foram apreendidas 13 escavadeiras hidráulicas, um trator esteira, seis motocicletas, três quadriciclos, 61 barracos, 16 motores geradores de energia, 20 motores bombas, sete dragas, além de nove armas de fogo e outros equipamentos usados no garimpo ilegal, como embarcações e mercúrio.

Espécies raras

A Floresta Nacional de Urupadi foi criada em maio de 2016. Na mesma ocasião, o governo federal criou outras quatro unidades de conservação (UCs) federais (Área de Proteção Ambiental Campos de Manicoré; Reserva Biológica Manicoré; Parque Nacional do Acari e a Floresta Nacional do Aripuanã) e ampliou a área da Floresta Nacional Amana.

Na ocasião, o ICMBio sustentou que a criação das novas unidades de conservação entre as bacias dos rios Madeira e Tapajós representava “uma nova fronteira de desenvolvimento socioambiental”, reforçando ações conservacionistas no sul do Amazonas, região que, segundo o instituto, é de extrema importância ambiental.

Ainda de acordo com o ICMBio, a região abriga exemplares de pássaros e primatas endêmicos, ou seja, que só são encontrados naquela área. Só entre os primatas locais, há três espécies endêmicas (Mico manicorensis, Callibella humilis, Callicebus bernhardi) e nove consideradas vulneráveis à extinção. Além disso, especialistas estimam que 800 espécies de aves vivam na região, o que equivale à quase metade de todo o conjunto de aves registradas no Brasil. Além disso, algumas das aves encontradas na região ainda são pouco conhecidas por cientistas – que também já apontaram a possibilidade de haver, na região, espécies de peixes ainda não descritas por especialistas.

Ao criar e ampliar as unidades de conservação, em maio de 2016, o governo federal assegurou que a medida permitiria “o incremento da economia local baseado no manejo florestal sustentável” e que, em parte da área seria possível desenvolver o ecoturismo, dadas a beleza natural da região. Quanto à Floresta Nacional de Urupadi, o Instituto Chico Mendes informou que a unidade proporcionaria “maior segurança para a Estação Ecológica (Esec) Alto Maués, contribuindo para a conservação de primatas que vivem na área”.




Fonte: Agência Brasil

Caminhos da Reportagem trata de arte e demarcação de terras indígenas


A luta dos povos indígenas passa também pela demarcação de territórios no mundo das artes. O momento que eles estão vivendo é inédito na cultura brasileira, com grande número de exposições nos principais museus de arte do Brasil. Um dos mais importantes, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), escolheu como centro de sua programação, para este ano, exposições e atividades relacionadas à cultura indígena.

10/06/2023 - Kássia Borges Karajá. Foto Aline Beckstein/Divulgação

Artista plástica Kássia Borges Karajá é uma das curadoras de exposição de arte indígena no Masp – Aline Beckstein/Divulgação

“Eu acho que é um ganho muito grande para a gente, para nós indígenas e para a sociedade não indígena também”, defende a artista plástica Kássia Borges Karajá. “Antigamente, a nossa arte ficava restrita aos museus etnográficos, como se a gente tivesse morrido, como se só existissem objetos para contar a história desse povo que morreu! Só que nem toda etnia foi extinta”, avalia a artista, que faz parte do trio de curadores indígenas convidados pelo Masp.

No primeiro semestre deste ano, o museu dedicou espaço para duas grandes exposições de artistas plásticos indígenas: a do coletivo Mahku (Movimento dos Artistas Huni Kuin), que reúne representantes da maior etnia indígena do Acre, além da própria Kássia Borges Karajá, que entrou para o grupo em 2018. O Mahku foi criado dez anos atrás pelo indígena Ibã Huni Kuin que resgatou, através da pesquisa com seu pai, cantos xamânicos tradicionais do seu povo.

10/06/2023 - 10/06/2023 - A artista Macuxi Carmézia Emiliano é uma das pioneiras na pintura de telas. Foto Aline Beckstein/Divulgação.  Foto Aline Beckstein/Divulgação

Macuxi Carmézia Emiliano é uma das pioneiras na pintura de telas – Aline Beckstein/Divulgação

Outro destaque do Masp foi a individual da artista plástica Macuxi Carmézia Emiliano. Carmézia é considerada uma pioneira entre os indígenas e já pinta telas há mais de 30 anos. Entre os temas de sua obra, estão as pinturas sobre o mito Macuxi de criação do Monte Roraima.

Seguindo a mesma tendência de reconhecimento de artistas indígenas, a Pinacoteca de São Paulo está ampliando o seu acervo com a aquisição de obras de nomes como Denilson Baniwa e Jaider Esbell, que morreu em 2021.

A antropóloga Elsje Lagrou (imagem em destaque), que há mais de 30 anos pesquisa a cultura de povos originários da Amazônia, avalia a importância da arte como instrumento de valorização dos territórios indígenas e da própria floresta: “A ligação entre a arte indígena contemporânea e as lutas em defesa do meio ambiente é totalmente intrínseca. Todos esses artistas trabalham a partir dos seus territórios, seus territórios ancestrais, cosmológicos e de pertencimento”, disse.

10/06/2023 - O artista indígena Denilson  Baniwa trabalhando na Pinacoteca de SP. Foto Aline Beckstein/Divulgação

Artista Denilson Baniwa na Pinacoteca de São Paulo – Aline Beckstein/Divulgação

Elsje Lagrou também destacou o chamado “artivismo”, arte com ativismo, de indígenas como Jaider Esbell que denunciou, por meio de suas obras, o desmatamento e a pressão do agronegócio em Roraima, seu estado de origem. E do resgate promovido por ele de mitos indígenas como o Makunaimã, considerado pelos Macuxi como “grande criador e transformador”, mas que entrou para a literatura como Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter, do modernista Mário de Andrade.

Na Pinacoteca de São Paulo, está em cartaz a primeira exposição individual em museu de Denilson Baniwa. O artista visual amazonense tem ainda uma trajetória reconhecida como curador e ativista, além de ser um dos fundadores da rádio indígena Yandê. Foi dele também a direção de arte da releitura crítica da ópera O Guarani, no Theatro Municipal de São Paulo, no mês passado.

“Eu visito vários tipos de museus no Brasil e sempre estou encontrando a produção de algum artista indígena. E a gente tem que lembrar que quatro anos atrás, isso não acontecia. Então, de quatro anos para cá, nós estamos ocupando uma série de espaços importantes”, avalia Denilson.

O episódio Arte Demarcada: o levante indígena nas artes do programa Caminhos da Reportagem, vai ao ar às 22h deste domingo (11), na TV Brasil. Clique aqui e saiba como sintonizar a emissora.




Fonte: Agência Brasil

Primeira menarca é tema de filme inteiramente falado no idioma guarani


Um curta-metragem totalmente falado no idioma guarani, Um Tempo para Mim, está participando da Competição Latino-Americana 2023 – Mostra Ecofalante, em São Paulo, e será exibido na mostra competitiva do Festival Guarnicê de Cinema, em São Luís, no próximo dia 14. Dirigido e produzido por Paola Mallmann, o filme foi rodado na comunidade indígena Koenju, de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul.

O curta foi realizado por meio do Edital Audiovisual entre Fronteiras, promovido pelo Instituto Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul, em parceria com o Instituto de Artes Audiovisuais do Governo da Província de Misiones,  Argentina, que pedia temas relacionados às fronteiras dos dois países, onde a cultura guarani é muito presente.

Paola Mallmann disse à Agência Brasil que se baseou em uma temática que vem ganhando visibilidade e que, durante muito tempo, ficou cercada de tabus e silenciada, porque abordava a menstruação, a saúde e o ciclo reprodutivo feminino, fase que se inicia com a primeira menarca, nome científico dado à primeira menstruação.

Em 2019, Paola participou de uma formação sobre educação menstrual com a pesquisadora colombiana Carolina Ramirez, que abordava a temática da primeira menstruação e dos cuidados com o corpo nas escolas.

“Eu já vinha de pesquisa e engajamento com comunidades indígenas, em especial guaranis, e conhecia um pouco também relatos das mulheres guaranis sobre os cuidados com o corpo e práticas sociais nesse momento da vida”. Paola decidiu, então, que este seria o tema central de seu curta, a partir do contexto da cultura guarani, “com o propósito de trazer luz sobre esse tema que é sensível e, também, bastante político”.

Atores

O elenco do filme, com atores que não são profissionais, é liderado pelas jovens guaranis Juliana Almeida Timoteo e Clarice de Oliveira.

“Eu escolhi realizar este curta a partir da comunidade Tekoa Koenju, de São Miguel das Missões, onde existe a presença bastante forte de realizadores indígenas do audiovisual. A proposta foi fazer com essa comunidade, que está mais próxima da fronteira”. A assistente de direção foi a indígena Luz Duarte,que foi muito importante porque o curta foi rodado na língua guarani. “A presença dela foi fundamental para isso acontecer”, disse Paola, que teve também a colaboração de outros realizadores indígenas no roteiro e na escolha do elenco.

Com produção executiva de Beto Rodrigues, o curta conquistou o Kikito de melhor trilha musical na categoria de curtas-metragens brasileiros, na última edição do Festival de Gramado, em 2022, e venceu ainda o prêmio de melhor direção no 16º Curta Taquary, em Pernambuco, este ano. O filme tem 21 minutos de duração e é assinado pela Opará Cultural e Galo de Briga Filmes.

Segundo a diretora do filme, o  mais impactante no trabalho foi a participação das meninas Juliana e Clarice, as protagonistas. Paola levou as duas para a primeira exibição do filme, no Festival de Gramado, depois de verem na escola, na aldeia, logo que o curta ficou pronto. “Foi muito emocionante. Elas se apropriando também do tema, falando sobre a experiência de estar atuando no cinema, no audiovisual. E o curta cumpriu muito esse papel de promover esse debate, entre elas principalmente, porque é um tema mais velado, e a discussão trouxe esse empoderamento para elas”.

A Juliana, em especial, gostou muito da ideia de continuar fazendo cinema. “Queria saber quando será o próximo [curta-metragem]”. A jovem participa dos grupos de cantos na aldeia e tem vontade de estar à frente das expressões culturais.

Longa-metragem

Paola está, no momento, finalizando o primeiro longa-metragem documental, intitulado Kunha Karai e as Narrativas da Terra. “Quando terminei meu mestrado em antropologia, tinha feito o primeiro curta, chamado Minha Longa Etapa, em três aldeias da região metropolitana de Porto Alegre. E, durante o processo do mestrado, tive uma aproximação muito grande com as mulheres indígenas”. Foi aí que ela constatou o protagonismo das mulheres indígenas na luta pela defesa do território, das culturas, da biodiversidade.

O novo filme foi sendo elaborado com base na experiência com algumas mulheres líderes guaranis, tanto interna, nas comunidades, quanto política, que inspiraram a diretora do curta Um Tempo para Mim. Ao acompanhar também as marchas das mulheres, em Brasília, ela incluiu participantes de diversas etnias. “Eu fui até o Acre filmando”. A previsão é lançar o filme no segundo semestre deste ano.

O longa-metragem foi o único projeto do Rio Grande do Sul selecionado em edital do Ministério da Cultura de 2018. “Ele ficou travado”, o que explica a demora para ter acesso aos recursos. A chamada visava estimular diretoras estreantes de longas metragens dentro da temática africana e indígena.




Fonte: Agência Brasil

Primeira menstruação é tema de filme inteiramente falado em guarani


Um curta-metragem totalmente falado no idioma guarani, Um Tempo para Mim, está participando da Competição Latino-Americana 2023 – Mostra Ecofalante, em São Paulo, e será exibido na mostra competitiva do Festival Guarnicê de Cinema, em São Luís, no próximo dia 14. Dirigido e produzido por Paola Mallmann, o filme foi rodado na comunidade indígena Koenju, de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul.

O curta foi realizado por meio do Edital Audiovisual entre Fronteiras, promovido pelo Instituto Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul, em parceria com o Instituto de Artes Audiovisuais do Governo da Província de Misiones, Argentina, que pedia temas relacionados às fronteiras dos dois países, onde a cultura guarani é muito presente.

Paola Mallmann disse à Agência Brasil que se baseou em uma temática que vem ganhando visibilidade e que, durante muito tempo, ficou cercada de tabus e silenciada, porque abordava a menstruação, a saúde e o ciclo reprodutivo feminino, fase que se inicia com a menarca, nome científico dado à primeira menstruação.

Em 2019, Paola participou de uma formação sobre educação menstrual com a pesquisadora colombiana Carolina Ramirez, que abordava a temática da primeira menstruação e dos cuidados com o corpo nas escolas.

“Eu já vinha de pesquisa e engajamento com comunidades indígenas, em especial guaranis, e conhecia um pouco também relatos das mulheres guaranis sobre os cuidados com o corpo e práticas sociais nesse momento da vida”. Paola decidiu, então, que este seria o tema central de seu curta, a partir do contexto da cultura guarani, “com o propósito de trazer luz sobre esse tema que é sensível e, também, bastante político”.

Atores

O elenco do filme, com atores que não são profissionais, é liderado pelas jovens guaranis Juliana Almeida Timoteo e Clarice de Oliveira.

“Eu escolhi realizar este curta a partir da comunidade Tekoa Koenju, de São Miguel das Missões, onde existe a presença bastante forte de realizadores indígenas do audiovisual. A proposta foi fazer com essa comunidade, que está mais próxima da fronteira”. A assistente de direção foi a indígena Luz Duarte,que foi muito importante porque o curta foi rodado na língua guarani. “A presença dela foi fundamental para isso acontecer”, disse Paola, que teve colaboração de outros realizadores indígenas no roteiro e na escolha do elenco.

Com produção executiva de Beto Rodrigues, o curta conquistou o Kikito de melhor trilha musical na categoria de curtas-metragens brasileiros, na última edição do Festival de Gramado, em 2022, e venceu ainda o prêmio de melhor direção no 16º Curta Taquary, em Pernambuco, este ano. O filme tem 21 minutos de duração e é assinado pela Opará Cultural e Galo de Briga Filmes.

Segundo a diretora do filme, o mais impactante no trabalho foi a participação das meninas Juliana e Clarice, as protagonistas. Paola levou as duas para a primeira exibição do filme, no Festival de Gramado, depois de verem na escola, na aldeia, logo que o curta ficou pronto. “Foi muito emocionante. Elas se apropriando também do tema, falando sobre a experiência de estar atuando no cinema, no audiovisual. E o curta cumpriu muito o papel de promover esse debate, entre elas, principalmente, porque é um tema mais velado, e a discussão trouxe empoderamento para elas”.

A Juliana, em especial, gostou muito da ideia de continuar fazendo cinema. “Queria saber quando será o próximo [curta-metragem]”. A jovem participa dos grupos de cantos na aldeia e tem vontade de estar à frente das expressões culturais.

Longa-metragem

Paola está, no momento, finalizando o primeiro longa-metragem documental, intitulado Kunha Karai e as Narrativas da Terra. “Quando terminei meu mestrado em antropologia, tinha feito o primeiro curta, chamado Minha Longa Etapa, em três aldeias da região metropolitana de Porto Alegre. E, durante o processo do mestrado, tive uma aproximação muito grande com as mulheres indígenas”. Foi aí que ela constatou o protagonismo das mulheres indígenas na luta pela defesa do território, das culturas, da biodiversidade.

O novo filme foi sendo elaborado com base na experiência com algumas mulheres líderes guaranis, tanto interna, nas comunidades, quanto política, que inspiraram a diretora do curta Um Tempo para Mim. Ao acompanhar também as marchas das mulheres, em Brasília, ela incluiu participantes de diversas etnias. “Eu fui até o Acre filmando”. A previsão é lançar o filme no segundo semestre deste ano.

O longa-metragem foi o único projeto do Rio Grande do Sul selecionado em edital do Ministério da Cultura de 2018. “Ele ficou travado”, o que explica a demora para ter acesso aos recursos. A chamada visava estimular diretoras estreantes de longas metragens dentro da temática africana e indígena.

O título foi alterado, para correção, às 13h10




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e próximo prêmio é estimado em R$ 45 milhões


A Mega-Sena sorteada na noite de sábado (10), em São Paulo pela Caixa Econômica Federal, não teve acertadores e a estimativa para o próximo é de R$ 45 milhões.

As dezenas sorteadas foram 04, 18, 37, 38, 46 e 60.

A Quina teve 44 ganhadores, e o prêmio para cada um será de R$ 83.945,89. Os 3.901 apostadores que acertaram a quadra receberão R$ 1.352,62, cada um.

Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados.

A aposta mínima, com seis números, custa R$ 5. Segundo a Caixa, quanto mais números marcar, maior é o preço da aposta e maiores são as chances de faturar o prêmio.




Fonte: Agência Brasil

Saldo de R$ 25,4 bi do PIS-PASEP está disponível para saque


Os trabalhadores que possuem saldo de cotas do Programa Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) têm até 5 de agosto para sacar os valores. Os saques podem feitos pelo aplicativo FGTS, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Os beneficiários não necessitam comparecer às agências bancárias.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, atualmente, 10,5 milhões de trabalhadores possuem saldo no PIS-PASEP disponível para saque, no total de R$ 25,4 bilhões. O saque integral das cotas PIS-PASEP está disponível aos titulares das contas e, no caso de falecimento do titular, os beneficiários legais poderão fazer o saque.

Quem tem direito

Tem direito a sacar as cotas quem trabalhou com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada na iniciativa privada ou como servidor público no período de 1971 a 1988, e que ainda não tenha sacado as cotas do PIS-PASEP.

Se o saldo não for sacado até 5 de agosto, os recursos serão transferidos do FGTS ao Tesouro Nacional. Nesse caso, os interessados terão até 5 anos para fazer uma nova solicitação de retirada à União.

Como consultar e sacar

Os beneficiários com saldo de cotas do PIS-PASEP não precisam ir uma agência bancária para saber se têm direito ao saque ou até mesmo para receber o valor. No Aplicativo FGTS, que pode ser baixado gratuitamente, o trabalhador tem já na tela principal a opção de consulta ao saldo disponível para saque dos aos recursos.

Em caso de valor positivo, para solicitar o saque no próprio aplicativo, basta selecionar a mensagem “Você possui saque disponível”, depois clicar em “Solicitar o saque do PIS/PASEP”. O trabalhador deverá escolher a forma de saque (crédito em conta ou presencial), verificar seus dados e selecionar “Confirmar saque”.

Na opção de crédito em conta, o saldo será creditado em conta bancária de qualquer instituição indicada pelo trabalhador, sem custo algum.

Em caso de trabalhador falecido, o beneficiário herdeiro pode acessar seu próprio Aplicativo FGTS e solicitar o saque na opção “Meus Saques”, depois “Outras Situações de Saque” e, em seguida, escolher a opção “PIS/PASEP – Falecimento do Trabalhador”. É preciso juntar os documentos solicitados e confirmar a solicitação.

Caso o trabalhador se enquadre em qualquer hipótese de saque FGTS e tenha conta PIS-PASEP, o saldo dessa conta é liberado em conjunto com o FGTS.

Para mais informações, os trabalhadores podem acessar o Aplicativo FGTS ou ligar para o telefone 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) ou para o 0800 104 0104, para demais regiões.

* Com informações da Caixa Econômica Federal




Fonte: Agência Brasil

Morre o dramaturgo, ator e jornalista Alexandre Ribondi


Morreu neste sábado (10), em Brasília, aos 70 anos de idade, o artista Alexandre Ribondi, dramaturgo, diretor, ator, jornalista e sócio–fundador do Espaço Multicultural Casa dos Quatro, voltado à militância LGBTQIA+.

Em maio, Ribondi foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, desde então, atravessou internações no Hospital de Base, Hospital das Clínicas de Ceilândia e no Hospital Regional da Asa Norte onde, às 14h06 deste sábado, teve a morte constatada.

Nascido no Espírito Santo, Ribondi desenvolveu sua carreira nos anos 1970, no Distrito Federal, escrevendo e atuando em peças teatrais de temática LGBTQIA+ como Filó Brasiliense (1975), Os Rapazes da Banda (1981), Crépe Suzette, o Beijo da Grapette (1980), Abigail é Mais Velha que Procópio (1986), No Verão de 62 (1985), A Última Vida de Um Gato (2002), Virilhas (2005), Felicidade (2015) e Mimosa (2018).

Foi também colaborador do jornal Lampião, publicação LGBTQIA+ de circulação nacional, e membro fundador do Grupo de Luta Homossexual Beijo Livre. Escreveu os romances, com a mesma temática, Na Companhia dos Homens e Da Vida dos Pássaros.

Ele participou da antologia latino-americana de contistas Now the Volcano, publicada por Gay Sunshine Press, EUA. Integrou ainda o Retratação (2021), coletivo de comunicadores e artistas, oferecendo produtos criativos e autorais, como produção, performances, consultorias, coberturas, fotografia e videografia.

Em nota, os sócios-fundadores da Casa dos Quatro descreveram a trajetória de seu mais ilustre integrante.

“Para quem, nascido em 12 de dezembro de 1952 em Mimoso do Sul (ES), jamais encontrou descanso, sua passagem é certamente o momento para tal. Em Brasília desde 1968, dias após a decretação do AI-5, Ribondi debutou no teatro aos 15 anos, dirigido por Laís Aderne. Sofreu a repressão da Ditadura na pele, ao ser preso, torturado e ter partido para o exílio na França. Tornou-se jornalista de Cultura nos jornais da cidade, como Correio Braziliense e Jornal de Brasília. Nos anos de chumbo, fundou a primeira organização de luta LGBTQIAPN+ da capital, o Grupo Homossexual Beijo Livre. Entre idas e vindas de e para Portugal, viveu dois casamentos longos. Tornou-se dramaturgo, autor, diretor, ator. Estava em plena atividade: conduzia duas oficinas na nossa Casa dos Quatro, para formação de atores, e uma no Sol Nascente (DF), de atuação para jovens LGBTQIAPN+”, diz o texto assinado por Elisa Mattos, Josias Silva, Luísa de Marillac, Morillo Carvalho, Rafael Salmona e Rui Miranda.

Também em nota oficial, o secretário de cultura e economia criativa do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, lamentou a partida do artista. “A cena cultural de Brasília perdeu um de seus maiores protagonistas. Autor, ator, produtor, empreendedor, Ribondi foi tudo e, ao mesmo tempo, um questionador de seu tempo, dando espaço ao debate e lançando luz na escuridão. Há exatamente um mês, recebeu da Secretaria de Cultura a Medalha Seu Teodoro, oferecida a personalidades engajadas na valorização e difusão das artes no Distrito Federal. Estava alegre, cheio de vida, nos abraçamos e rimos juntos. Era uma despedida, mas seu legado fica. E a luta também”, escreveu o secretário.

O velório de Alexandre Ribondi ocorrerá no cemitério Campo da Esperança, neste domingo (11), pela manhã, em horário a confirmar. O artista deixa o irmão Ludovico, e o sobrinho Alex, além de inúmero amigos, admiradores e discípulos.




Fonte: Agência Brasil

Igreja do século 18 reabre no Rio depois de três anos em obras


Fundada em 1750, a Igreja Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, no centro do Rio de Janeiro, será reaberta hoje (10), às 18h, em missa solene com celebração do Cardeal Arcebispo Dom Orani Tempesta. As portas da igreja estavam fechadas há três anos para obras. O prédio chegou a ser interditado pela Defesa Civil depois da queda de parte da fachada.

O processo de reforma incluiu a recuperação da fachada, a reconstrução das instalações elétricas e hidráulicas, e o restauro de parte do mobiliário interno. O responsável pelas obras é o empresário Claudio André Castro, nomeado pela Arquidiocese do Rio como comissário administrativo da Irmandade dos Mercadores. A igreja, que tem estilo rococó e barroco, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Histórico

A Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores foi projetada em 1747 e construída pela irmandade que reunia comerciantes ricos da cidade. Localizada na tradicional rua do Ouvidor, no centro antigo, ela teve parte do templo inaugurada em 1750. A conclusão de todos os detalhes internos do edifício aconteceu em 1766.

As primeiras reformas que se tem notícia foram feitas entre 1869 e 1873, quando houve uma alteração considerável do edifício, que ganhou aparência neoclássica. Entre as novidades estavam o frontão triangular e a torre sineira, e a abertura de nichos para receber estátuas.

Em 1893, durante a segunda Revolta da Armada, uma bala de canhão atingiu a torre sineira. Parte da estrutura e uma imagem de Nossa Senhora da Fé caíram de uma altura de 25 metros. Não houve danos significativos à imagem, o que na época foi visto como um milagre divino pelos fiéis. A sacristia guarda o projétil e a imagem até hoje.

Uma nova reforma aconteceu em 1997, a partir de um investimento de R$ 854 mil do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O restauro dessa vez incluiu, além da modernização das instalações prediais, a cobertura e a abóbada da capela-mor, as talhas de madeira policromada, as pinturas artísticas em tela, os ornamentos e as policromias originais.




Fonte: Agência Brasil

Jornalista Luiz Gonzaga Motta morre aos 80 anos em Brasília


O jornalista Luiz Gonzaga Figueiredo Motta, de 80 anos, morreu nesta sexta-feira (9), em Brasília, vítima de um mal subido. Ele era professor aposentado da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB) e deixa filhos e netos.

Baga, como também era conhecido, foi secretário de Comunicação da UnB e criou a revista Darcy, publicação de jornalismo científico e cultural da instituição. Ele foi ainda um dos idealizadores do jornal-laboratório da FAC, o Campus, há 53 anos.

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1968, Motta ingressou como docente na UnB em 1969. Sua primeira passagem durou doze anos. Em 1982, pediu demissão “por incompatibilidade administrativa e política absoluta” com o reitor nomeado pela ditadura militar. Retornou em 1985, na gestão do reitor Cristovam Buarque.

Além da atuação acadêmica, Luiz Gonzaga Motta ocupou diversos cargos de gestão, dentro e fora da universidade. Entre eles, foi secretário Nacional de Cultura e secretário de Comunicação do Distrito Federal.

Em 2022, Motta foi homenageado no lançamento da edição nº 27 da revista Darcy, que celebrou os 60 anos da Universidade de Brasília, entre outros personagens históricos da publicação.

*Com informações da UnB




Fonte: Agência Brasil

Glossário de Libras para Administração está aberto a contribuições


O Glossário de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Administração, lançado no ano passado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), está aberto a contribuições.

O objetivo da ferramenta é facilitar a comunicação e a compreensão entre profissionais surdos e ouvintes no ambiente administrativo. O glossário foi elaborado por especialistas em Libras, em colaboração com profissionais da área de Administração e com a participação de membros da comunidade surda.

Vários sinais foram criados pelo docente do Senac em Betim Daniel Miranda, que também é surdo. Segundo ele, foi necessário conhecimento prévio em Administração e dos sinais já dominados pela comunidade surda para iniciar o trabalho.

“Agora é o momento de inclusão para todos. Muitos surdos têm dificuldade em obter informações sobre empreendedorismo e abrir um negócio, pois não estavam preparados”, ressalta Miranda.

Foram levados em consideração os termos específicos utilizados no campo, como gestão, liderança, planejamento estratégico, recursos humanos, finanças e marketing, entre outros.

De acordo com o professor, a participação de profissionais surdos nesse processo foi fundamental para garantir a precisão e a adequação dos sinais utilizados no glossário. Para ele, a abordagem inclusiva assegurou que as necessidades e as perspectivas da comunidade surda fossem consideradas, contribuindo para a criação de um recurso linguístico confiável e autêntico.

Quem quiser enviar contribuições deve encaminhar ao Senac a sugestão da palavra, juntamente ao vídeo mostrando o sinal desse termo em Libras, além do exemplo de aplicação em uma frase. Os endereços são [email protected] e [email protected].

População surda

De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), em 2020 cerca de 5% da população brasileira era surda, o que corresponde a mais de 10 milhões de pessoas, sendo que apenas uma parcela dos deficientes auditivos se comunica por meio da Libras, indicando que o ensino da língua de sinais pode garantir uma educação mais inclusiva.

Em estudo feito pelo Instituto Locomotiva para a Semana da Acessibilidade Surda mostrou que, em 2019, cerca de 7% dos surdos brasileiros tinham ensino superior completo, 15% frequentaram a escola até o ensino médio, 46% até o fundamental, enquanto 32% não tinham um grau de instrução.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como uma língua oficial no Brasil desde 2002.

*Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara




Fonte: Agência Brasil